DICCIONARIO 3IBLI0GRAPHIC0 BRAZILEIRO PELO DOUTOR Jltignslo íicforino JWoes Sncrnmento ^fn^e NATURAL DA BAHIA SÉTIMO VOLUME RIO DE JANEIRO imprensa isi-acioist-ax. 1902 No appendice a este volume, além das correcções e accrescimos, se incluem alguns artigos novos, que são dos seguintes autores: Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro. Pedro Celso Lima Verde. Pergentino Saraiva de Araújo Galvão. Quintino da Cunha. Raymundo Nonato de Brito. Raymundo Perdigão de Oliveira. Rodrigo Bretãs de Andrade. .. Rodrigo de Seixas Brandão.* Sylvio Pellico Portella. . nago Ribas. homaz Antonio Espiuca. homaz Pompeu Lopes Ferreira. ). Vera A. C. Saeser. DUM BIBLIOGMPHICO BRAZILEIRO D. Pedro II, Imperador do Brazil - Filho do precedente e da archi-duqueza d'Austria dona Leopoldina, nasceu no Rio de Janeiro a 2 de dezembro de 1825 e falleceu em modesto hotel em Pariz a 5 de dezembro de 1891, exilado em consequência da pro- clamação da Republica. Succedeu a seu pae no throno por abdicação deste a 7 de abril de 1831, e declarado maior, assumiu o governo a 23 de julho de 1840, sendo coroado e sagrado a 18 de junho do anno se- guinte. Educado por conspicuos preceptores, intelligencia brilhante e dedicação firme ao estudo, foi o mais illustrado chefe de estado de seu tempo, como reconhecem os primeiros sábios da Europa, com os quaes sempre procurou relacionar-se e não menos de dous sobe- ranos poderia neste momento citar, que em crises difliceis lhe pe- diram conselhos, e sempre com seus conselhos se sahiram bem. Foi um monarcha que nunca teve validos, como disse O Paiz, referindo-se à confiança e estima que d. Pedro votava ao Visconde de Bom Retiro: « Quem tiver de escrever a historia deste reinado terá de attestar, para ser justo, que nelle não houve validos e que jamais a intimidade do Imperador foi empregada como recurso para fins politicos ou para influir extra-constitucionalmente na direcção do governo do Estado.» Foi o brazileiro que mais estremeceu seu caro Brazil, como elle o * Continuação do Vol. VI» 4846 2 chamava, e basta, para isso comprovar, um facto: que no principio da guerra contra o Paraguay apresentava elle o aspecto de um mo- cetão forte do menos de 40 annos, e ao terminar esta luta, o de um ancião de mais de 60. E a prova de que só a gloria de seu Brazil o preoccupava está na recusa que fez ao levantamento de uma estatua em reconhecimento ã sua patriótica firmeza na sustentação da luta, pedindo que o producto da subscripção para isso, fosse applicado á creação de escolas. Não foi isso sómente porque o Imperador fosse por indole avesso âs manifestações ruidosas de enthusiastica popularidade. Foi o brazileiro que só viveu para o bem, pira o engrandecimento de sua patria, só vantajosamente conhecida na Europa depois de sua primeira viagem ahi feita, merecendo-lha a instrucção publica, du- rante toda sua vida, particular solicitude e trazendo-lhe elle sempre profícuas reformas de suas viagens, mesmo na moléstia ; nem houve no Império idéa de melhoramento, de progresso, de civilisação que não fosse devidaá iniciativa, ou á esforços seus. Foi um principe alheio ás ostentações e vaidades communs na realeza, e é assim que na Europa se apresentava com o nome, simplesmente, de D. Pedro de Alcantara ; que tinha satisfação em ver-se rodeado do povo ; que nas situações tristes, como a epidemia do cholera-morbus no Rio de Janeiro visitava á noite as enfermarias dos cholerieos com o ministro do Império ; que no logar de seu palacio, onde recebia os grandes, recebia os pobres ás vezes descalços ou cobertos de andrajos, que vinham pedir-lhe uma esmola. Foi o soberano mais desinteressado, de coração mais bem for- mado, de caridade mais evangélica, e é assim que uma grande parte de sua dotação era consumida em pensões a familias até de servidores do estado, em esmolas, em donativos a associações pias de que era as- sociado ou protector. Permittase-me transcrever aqui um trecho do Diário da Manhã de Campos, n. 122, de 22 de novembro de 1889: « O Imperador deposto, o Sr. D. Pedro de Alcantara, fossem quaes fossem os erros, os desvarios de seus ministros na ganancia do poder, era de um coração extremamente bondoso, de uma piedade verdadeiramente christã. Obedecendo a estes sentimentos, o Sr. D. Pedro de Alcantara satisfazia a muitas necessidades da pobreza envergonhada, conce- dendo-lhe pensões e exercendo a alta caridade de preceito evangélico. Quando a dor explcdia, quando a lagrima vinha quente e repassada de queixumes, quando a miséria se lhe apresentava no pallido sem- blante doorphão desamparado, o Sr. D. Pedro tinha o carinho para os miseros, tinha o consolo para a dor que estalava o coração da viuva, o consolo que estancava a lagrima da desdita, que fazia transparecer no semblante dos amargurados esse sorriso de gratidão que sóe trans- 3 parecer na physionomia das almas gratas. Com toda razão dizia Glad- stone.» A monarchia no Brazil sob o governo de D. Pedro II é, na realidade, uma democracia coroada. » « D. Pedro - lê-se na Ency- clopedia das Encyclopedias, tomo 1°, 1882, pag. 531- tem pugnado com entranhado amor pela independencia e prosperidade de seu im- pério, possue uma erudição vastíssima, mantém relações com todos os escriptores e artistas notáveis do mundo ; tem viajado muito, sem que em paiz algum onde haja estado se mostrasse jamais alheio a tudo que ahi possa haver de grande pela historia ou pela arte. Entre os actuaes soberanos occupa um logar distincto. » Alma pura, em seu exilio nunca se lhe ouviu uma ligeira phrase de amargura, nunca uma queixa ou recriminação, e incapaz de um aeto menos digno, não podia admittir que em sua deposição houvesse traição da parte de alguns personagens, como aliás circumstarcias inexplicáveis autorisam a des- confiar. « Não sei definir, dizia elle, traição consciente e premeditada, não. Trahir afflgura-se-me cousa muito difficil, deve exigir extra- ordinário esforço. E trata-se, demais, de homens com honrosos prece- dentes e serviços ao paiz. » E esse homem, que governou o Brazil por mais de meio século, cuja monarchia foi uma verdadeira demo- cracia coroada; cujt vida podia ser admirada como um bello exemplo de virtudes civicas que fazem a honra da raça humana e nobilitam seu paiz, expirou pobre, num hotel secundário, quasi em frente a um sumptuoso hotel, onde á fidalga se banqueteava um presidente deposto de pequena republica; expirou só, privado do consolo de afifeições sinceras ; mas, como disse o dr. P. Deiró, « cercado de cordiaes sympathias dos povos que imaginavam nelleo typo admiravel das idéas, das crenças e das aspirações da democracia moderna, venerado pelas grandes intelligencias que illuminam o século, estimado nas familias monarchicas como um dos seus mais nobres e illustres representantes », Quando morreu, a imprensa do mundo inteiro deu-lhe unanime consagração como grande vulto do século. «Sahira íóra dos quadros da historia nacional para ser collocado ao lado das grandes figuras hu- manas entre os cooperadores do progresso collectivo do homem », disse o Commercio de S. Paulo de 5 de dezembro de 1897. D. Pedro era ver- sado em varias sciencias e particularmente na astronomia ; conhecia muitas linguas, inclusive o hebraico e o sanskrito. Não tinha, porém, tempo para escrever e delle só conheço alguns trabalhos e varias poe- sias, pela maior pirte improvisadas, e de que deixou grande copia. Eis o que conheço : - Quadra improvisada em sua visita á cidade de Itú, S. Paulo, a 25 de maio de 1846, na camara municipal desta cidade e que foi logo 4 PE glosada pelo padre Francisco da Paula Camargo e por Martim Francisco Ribeiro de Andrada, 2o. - Soneto á morte do príncipe D. Affonso- Eis o soneto Póde o artista pintar a imagem morta Da mulher por quem dera a própria vida ; A' esposa que a ventura vê perdida Casto e saudoso beijo ainda conforta ; A imitar-lhe os exemplos nos exhorta O amigo na extroma despedida... Mas dizer o que sente a alma partida Do pae a quem, oh Deus ! tua espada corta A flor do seu futuro, o filho amado, Quem o póde, senhor, si mesmo o teu Só morrendo livrou-nos do peccado ? Si a terra á voz do Golgotha tremeu E o sangue do cordeiro immaculado Até o proprio cêo ennegreceu ?! Foi ultimamente publicado na « Homenagem do Instituto historico egeographico brazileiro», etc. em commemoração do fallecimento do autor, pags. 29 e 30. -Poesia escripta no album de uma dama do paço em dezembro de 1852 - Não sei si foi publicada no Império ; sei, porém, que o foi na obra do padre Fletcher « O Brazil e os brazileiros » e depois vertida para o jnglez por Mr. D. Batis, de Philadelphia, precedida de uma noticia lau datoria da poesia. - Lamentações de um escravo : - poesia escripta em castelhano por Wellis Silva. Traduzida por D. Pedro II e inserta no opusculo de Abel Rogales, intitulado « Brazileiros e Chilenos», foi publicada no Jornal do Cammercio de 20 de julho de 1888, e depois no discurso proferido no Instituto historico pelo conselheiro Olegario na festa aos Chilenos com a declaração de ser do Imperador. - A penna : poesia traduzida do hespanhol - publicada na Tribuna Liberal de 2 de dezembro de 1888. - Traducção de um texto hebraico nas linguas franceza e feli- brina por occasião das festas do Centenário da annexação do Venaissino á França - Foi offerecida ao Instituto historico pelo Conde de Motta Maia em nome do traductor. - Versos da Araucania, de Allonso Urcilla: traducção - Foram ex- postos uum quadro, na festa aos ofliciaes do encouraçado chileno Almi- rante Cochrane a 31 de outubro de 1889. PE 5 - Poesias originaes e traducção de S. M. o Sr. D. Pedro II ( Ho- menagem de seus netos ). Petropolis, 1889, 106 pags. in-4' - A edição deste livro foi muito limitada; nem elle foi exposto á venda. - Poesies hebraico-provençales du Rituel israelite contadin, traduites et transcriptes par S. M. D. Pedro II, de Alcantara, Empe- reur du Brésil. Avignon, 1891, XIII - 60 pags. in-8° - Este livro ex- citou a curiosidade das pessoas que se interessam pela língua dos fe- libres. - Sonetos do exilio, recolhidos por um brazileiro. Pariz, 1898, 27 pags. in-8° - E' uma pequena collecção de sonetos escriptos no exilio mas de sonetos lindos, perfeitos, pelos quaes se conhece quanto o soffri- mento acrisolou o estro poético de D. Pedro II. Aqui transcrevo um, com o titulo A' Imperatriz, que foi com certeza improvisado, porque foi achado escripto a lapis nas margens de um jornal portuguez, só dif- ficilmente podendo ser lido. Eil-o: Corda que estala em harpa mal tangida, Assim te vaes, ó doco companheira, Da fortuna e do exilio verdadeira Metade de minh'alma entristecida ! De augusto, regio tronco hastea partida E transplantada á terra brazileira, Lá te fizeste a sombra hospitaleira, Em que todo infortúnio achou guarida ! Feriu-te a ingratidão no seu delírio, Cahiste e eu fico só neste abandono, De teu sepulchro vacillante cyrio. Como foste feliz ! Dorme o teu somno... Mãe do povo, acabou-se o teu martyrio ! Filha de reis, ganhaste um grande throno! Nesta collecção de sonetos se acha um com o titulo Terra do Brazil escripto pelo Imperador « familiarisado com a ideia da morte, que aliás não lhe turbara a magestatica serenidade do espirito, quando mandou vir do Brazil um caixotinho de terra para ser collocada em seu sepulchro ». - Ha ainda trabalhos seus, como: - Proclamação de S. M. etc. Uruguayana, 19 de setembro de 1865 e Ordem do dia 35a do general David Canavarro - Com o fim de justi- ficar este general. - Limites do Brazil-Na Revista Trimensal do Instituto historico, tomo 24, 1861, pags. 113 a 160. Este trabalho foi offerecido ao Instituto por D. Pedro II, sem dizer que era de sua penna. 6 1»E - Impressões do viagem ao Egypto, Palestina e outros logares - Não as vi impressas, mas sei que foram lidas pelo autor durante alguns dias no paço de Petropolis perante os semanários Marquez de Tamandaré, Barão de S. Felix, Con-;elheiro Olegario e outros, em março de 1881 e eram escriptas em dous pequenos volumes. - Notas sobre a lingua tupy - Foram publicadas na grande obra de Lavasseur que corre impressa em avulso na parte que se refere ao Brazil. D. Pedro II tinha por habito fazer em obras philosophicas, instructivas, que lia, annotações ou rectiflcação de factos. Deste ge- nero de escriptos seus conheço : - Annotações á Biographia do Conselheiro Francisco José Furtado pelo Conselheiro Tilo Franco de Almeida - O volume annotado per- tencia ao Visconde de Sapucahy e nelle escreveu o Imperador « Es- clarecimentos sobre diversos factos, até hoje mal sabidos ou mal ex- plicados, com relação á nossa historia politica, revelando a ponderosa e discreta opposição do Chefo do Estado, muitas vezes contrariada pela deliberação autorisada dos responsáveis do poder ». - Notas ao livro « Les origines » de E. de Pressencé, 2a edição - Este livro foi apresentado ao Instituto historico com uma memória pelo conselheiro Manuel Francisco Correia a 10 de outubro de 1890 para depois da morte do Imperador ser tudo lido, e foi logo encerrado na Arca do sigillo. D'ahi tirado na sessão de 8 de abril de 1892, foi a memória publicada no Jornal do Commercio de 10, 11 e 12 deste mez. A commissão de estatutos e de redacção da Revista trimensal disse na informação: « E' mais uma prova do elevado critério e sabedoria do nosso augusto protector, de saudosa memória. » - Notas ao livro « Soixante ans de souvenirs» de Ernest Legouvé. Este livro foi dado pelo Imperador á um amigo que o conserva com grande estimação. - Annotações ao livro « Perfiles y Miniatures » de D. Martim Garcia Merou, enviado extraordinário e ministro plenipotenciário da Repu- blica Argentina no Perú. Foi o ultimo trabalho de D. Pedro II que leu o livro annotando-o na segunda quinzena de agosto de 1891, quatro mezes apenas antes de seu fallecimento. Neste anno, no exilio, escreveu elle - Fè de officio. Cannes, 23 de abril de 1891 - Foi reproduzido este trabalho no Jornal do Commercio da 28 de maio deste anno. Começa assim: « Creio em Deus. Fez-me a reflexão sempre conci- liar as suas qualidades infinitas: Previdência, Omnipotência, Mise- ricórdia, Possuo o sentimento religioso, innato no homem e des- 7 portado pela contemplação da natureza ». E' um escripto que deve sor lido por todos os brazileiros. Pedro Jk/Tonso Franco, Barão de Pedro Affonso - Filho de Pedro Affonso de Carvalho e dona Luiza Helena de Carvalho e nascido no Rio de Janeiro a 21 de fevereiro de 1845, é doutor em medicina pela faculdade desta cidade, professor da mesma facul- dade, doutor em medicina pela faculdade de Pariz, director do Insti- tuto vaccinico municipal, otficial da ordem da Rosa, etc. Escreveu: - Ideias geraes sobre os estreitamentos da urethra ; Do'cholera- morbus; Da atmosphera; Parallelo dos diversos methodos empre- gados para o tratamento da hydrocele. These apresentada á Facul- dade de medicina do Rio de Janeiro e sustentada a 6 de dezembro de 1869. Rio de Janeiro, 1869, in-4° gr. - Faculte de medecine de Paris. These pour le doctorat en me- decine, presentéeet soutenue le 25 aòut de 1871. Point de dissertation: De la divulsion appliquée à la guerrisson des retriciscements de 1'urethre. Paris, 1871, 3 fls. 75 pags. in-4° gr. - Ensaio de um trabalho sobre o gabinete anatómico pathologico do hospital da Misericórdia da Corte. Rio de Janeiro, 1869, 48 pags. in-4°. - Extirpação do intestino recto. Rio de Janeiro, 1878 - E' es- cripto por occasião de uma polemica scientiflca entre o dr. Pedro Affonso e o dr. José Pereira Guimarães, motivada por um facto clinico desta natureza, polemica de que se occupou a imprensa do dia e a classe medica do Rio de Janeiro. - Varíola e vaccinas. Da vaccinação animal no Brazil. Rio de Janeiro, 1888, 104 pags. in-8°. Tem alguns trabalhos em revista, como: - Operação de um kisto sarcoma da face e pescoço, praticada, etc.- No Archivo de medicina, cirurgia e pharmacia do Rio de Ja- neiro, n. 1, pag. 3 e seguintes com tres gravuras. Pedro Agapio <Ie A-quino - Filho de Thomaz José do Aquino e nascido na Bahia pelo anno de 1864, é doutor em medicina pela faculdade desta cidade. Exerceu a clinica em Ca- mapuam no Rio Grande do Sul e depois em varias cidades de S. Paulo. Escreveu: - These apresentada e sustentada perante a Faculdade de me- dicina da Bahia, etc. Bahia, 1885, in-4° - Não pude ver esta these. - Notas hygienicas: serie de artigos publicados no Oeste de S. Paulo. 1890. VJE 8 - Relatorio da Intendência municipal de Casa Branca. Santos, 1890, 35 pags. in-4°. I*e<lro cie Alcantara Bellegarde - Filho do ca- pitão Cândido Norberto Jorge Bellegarde, o commandante do destaca- mento de artilharia que acompanhou a real familia de Portugal ao Brazil em 1807, e de dona Maria Antonia de Niemeyer Bellegarde e irmão de Henrique Luiz de Niemeyer Bellegarde, já por mim men- cionado nesta obra, nasceu precocemente nessa viagem, já nas aguas do Brazil, por occasião de uma tormenta que enchera de susto sua mãe, a 3 de dezembro, e falleceu no Rio de Janeiro a 12 de fevereiro de 1864. Era doutor em mathematicas, marechal de campo, lente jubilado da escola militar, vogal do conselho supremo militar, do conselho de sua magestade o Imperador, veador de sua magestade a Imperatriz, socio fundador do Instituto historico e geographico brazileiro, da sociedade dos Antiquários do Norte e outras associações de lettras, commendador da ordem de S. Bento deAvizecavalleirodaordemdaRosa.Com tres annos de edade assentou praça no exercito por mandado do príncipe D. Pedro, depois Imperador, que na occasião do seu nasci- mento declarara querer leval-o á pia baptismal, como fez, sendo com o assentamento de praça concedida a dispensa da menoridade para a percepção do soldo e contagem do tempo de serviço. Matriculado na escola militar em 1821, e obtendo por concurso o posto de segundo tenente em 1823, completou o curso no de capitão, passando depois paraocorpodeengenheiros.com aquella promoção foi-lhe dada a nomeação de lente de mathematica e de fortificação em Angola. Em 1834 foi nomeado por concurso lente substituto da escola militar do Rio de Janeiro, pouco depois cathedratico e seu director. Também foi lente e director da escola de architectos da província do Rio de Ja- neiro, para cuja fundação concorreu. Desempenhou uma commissão especial no Paraguay de 1848 a 1851 ; foi director do arsenal de guerra da côrte em 1852; ministro da guerra em 1853 e da agricultura em 1863 e neste mesmo anno eleito deputado á assembléa geral, onde não chegou a tomar assento. Escreveu: - Noticia histórica, política, civil e natural do Império do Brazil em 1833. Rio de Janeiro, 1833, 39 pags. in-4° com um mappa estatístico do Império - E' uma publicação anonyma. - Instrucções parti medições stereometricas e areometricas, man- dadas observar nas alfandegas do Império por portaria de 12 de outubro de 1835. Rio do Janeiro, 1835, 10 pags. in-ícl. com 2 tabellas. FE 9 - Compendio de mathematicas elementares para uso da escola de architectos medidores da província do Rio de Janeiro. Rio de Janoiro, 1838, 128 pags. in-8° com 6 ests. - Comprohonde em resumo os prin- cípios de arithmetica, algebra, geometria elementar, geometria ana- lytica, desenho geométrico e meteorologia. Teve segunda edição em 1842 e nova edição correcta e augmentada em 1848, 186 pags. in-8° com 6 ests. - Compendio de mecanica elementar e applicada. Rio de Janeiro, 1839, 116 pags. in-8% com 4 ests. - Comprehende: Estatica, Dinâ- mica, Hydraulica, Pneumática, Machinas e Resistência das construcções. A parte de Estatica e dinamica foi reimpressa no Rio de Janeiro, 1858, 49 pags. in-8°, com 2 ests. - Compendio de topographia para uso de architectos medidores da província do Rio de Janeiro, 1839, 61 pags. in-S0, com 3 ests. - Noções de geometria descriptiva para uso da escola de archi- tectos medidores, etc. Rio de Janeiro, 1840, 27 pags. in-8° com 2 ests. - Introãucção chorographica á Historia do Brazil. Rio de Janeiro, 1840, 40 pags. in-8° com 1 mappa estat. - Noções elementares do direito das gentes para uso dos alumnos da escola militar. Rio de Janeiro, 1845, 92 pags. in-8°. - Estatística pratica. Rio de Janeiro, 1845, in-8°. - Compendio de architectura civil e hydraulica. Rio de Janeiro, 1848, 315 pags. in-8° com 2 ests. - Noções e novas taboas de balística pratica. Rio de Janeiro, 1858, 27 pags. in-8°, seguidas de 7 taboas e 1 est. - Encanamento das aguas potáveis para a cidade do Recife, de Pernambuco: memória e projecto organisados e offerecidos á compa- nhia do Biberibe pelos engenheiros Conrado Jacob de Niemeyer e Pedro de Alcantara Bellegarde. Rio de Janeiro, 1841, 28 pags. in-8° - A este trabalho acompanha a - Planta e nivelamento entre a nascença do Rio da Prata e a ci- dade do Recife, de Pernambuco ; para servir ao plano do encanamento das aguas da cidade, contendo igual mente os mais proximos terrenos e vertentes do norte do Capibaribe. 1841, 0m 292 X 0m 485. - Carta chorographica da província do Rio de Janeiro, man- dada levantar por decreto da assembléa provincial de 30 de outubro de 1857 e pelo presidente da província, conselheiro Antonio Nicolau Tolentino, etc. 1858-1861. Rio de Janeiro, 4 íls. de 0m, 563 X0m, 910 - 0m, 563 X 0m, 873 - 0"', 700 X 0m, 910 - 0m, 700 X 0m, 873. - Limites do sul do Império com o Estado Oriental do Uruguay. Exposição do proseguimento e conclusão dos trabalhos geodésicos e to- 10 1?E pographicos, emprehendidos para a respectiva demarcação - E' um escripto official e foi publicado com o Relatorio do ministério dos es- trangeiros de 1861. - Discurso na abertura da academia militar - Faz parte da «Nar- ração da sMemne abertura da imperial academia militar em o anno de 1837». - Elogio histórica do marechal Raymundo José da Cunha Mattos - Na Revista do Instituto historico, tomo Io, pags. 283 a 290. - Elogio historico do major Henrique Luiz de Niemeyer Bel- legarde - Liem, pags. 290 a 298. - Elogio historico do conselheiro Balthazar da Silva Lisboa - Liem, tomo 2o, pags. 590 a 595 - Escreveu os tres elogios acima como orador do Instituto. - Apontamentos sobre a província do Rio Grande do Sul e a repu- blica do Paraguay, datados da Assumpção 13 de maio de 1849 - A bi- bliotheca nacional possue um i cópia de 19 fls. Do Paraguay dá-se a descripção geral, seu systema administrativo, estado militar e estado político. - Esboço de um diccionario biographico, geographico, historico e noticioso relativo aos homens e cousas do Brazii, em via de organi- sação - A mesma bibliotheca possue 13 quadernos in-fol. Ha deste autor, finalmente, varias cartas lithographa las inéditas, sendo al- gumas de collaboração com o coronel Conrado Jacob de Niemeyer ( veja-se este nome ) ; escriptos em 'revistas de que foi collaborador, como a Minerva Brazileira, de cuja parte astronómica e meteorologica encarregou-se, e a seguinte, que com J. M. Pereira da Silva e Josino do Nascimento e Silva, fundou e dirigiu: - Revisti nacional e estrangeira : escolha de artigos originaes e traduzidos por uma associação de litteratos brazileiros. Rio de Janeiro, 1839-1841, 5 vols. in-8° - Tem ainda trabalhos geographicos como: - Reconhecimento do caminho desde Triumpho até a Missão de S. Luiz, comprehendendo uma parte do curso do rio Uruguay, pro- víncia do Rio Grande de S. Pedro. Archivo militar, 1849, 0m, 437 X 0m, 307 - E' feito com o engenheiro A. P. de Carvalho Borges. - Carta geral da fronteira do Brazii com o Estado Oriental do Uruguay, levantada pela Commissão de limites sob a direcção do ge- neral Barão de Caçapava e do brigadeiro P. A. Bellegarde nos annos de 1855 a 1862, 4 fls. - Estatutos da Sociedade Litteraria do Rio de Janeiro - de que o Instituto historico e geographico brazileiro possue o autographo as- signado também pelo dr. Emilio Joaquim da Silva Maia, Diogo 11 Soares da Silva de Bivar, Joaquim Gonçalves Leio e Francisco Gê Acaiaba de Montezuma. Pedro <le Alcantara Lisboa - Natural do Rio de Janeiro, aqui falleceu a 7 de janeiro de 1885 na idade, pouco mais ou menos, de sessenta anuos, sendo bacharel em lettras pelo collegio Pedro II; engenheiro chimicopela escola central de Pariz ; professor de mathematica, jubilado, da escola normal da provincia do Rio de Janeiro, socio da sociedade Auxiliadora da industria nacional, da sociedade Animadora da instrucção, da França, etc. Com verdadeira delicação para o magistério, nunca deixou de exercel-o também como professor livre. Serviu algum tempo como ad lido de primeira classe na legação imperial de Pariz, e frequentou nesta cidade a escola de artes emanu. facturas. Escreveu : - Geometria elementar pelo methodo infinitesimal. Rio de Janeiro, 1862, 99 pags. in-8° com 105 figs. - Noções de geometria elementar: compendio adoptado para as es- colas normaes do Rio de Janeiro e Pernambuco. Rio de Janeiro, 1867' 81 pags. in-8° com figs. - Ha uma edição de 1872. - Systema métrico decimal, considerado em suas applicações. Rio de Janeiro, 1861, 15 pags. in-4°- Fez-se logo 2a edição com o titulo: - Systema métrico decimal, apropriado á instrucção primaria. Rio de Janeiro, 1862, 24 pags. in-8° com 6 tabellas e 8 figs. - Arithmetica elementar, adoptada para a instrucção primaria da pro- vincia do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1871, 147 pags. in-12° - Teve 2a edição. - Note sur Ia race noire et la race mulatre au Brésil - Nos Nou- veaux Annales des Voyages, 5ma série, 1847, vol. 2°. - Enseignement et credit agricole au Bresil. Extrait de la Revue Espagnole, portugaise, bresilienne et espano-americaine. Sceaux, 1857, 14 pags. in-8°. - Plano financeiro para aorganisação de uma sociedade industrial agricola no Brazil. Pariz, 1856, 8 pags. in-4°. - Algumas ideias sobre a agricultura no Brazil. Rio de Janeiro, 1859, 8 pags. in-4° gr. - Vejo no Catalogo geral da livraria Garnier, 1897, pag. 77, as tres seguintes obras sob o nome deste autor, talvez por engano : - Livro feiticeiro das senhoras ou novissimo oráculo das donas e donzellas, contendo 70 perguntas e 1.120 respostas de fazer pasmar pelo seu acerto, etc., in-8°. 12 VJ2 - O livro necessário : manual caseiro, in>12°. - O livro dos sonhos, no qual se encontra sua explicação ao alcance de qualquer pessoa, in-12°. Pedro de Aklcaiitara IValbuco de Araújo - Filho do conselheiro José Paulo de Figueirôá Nabuco de Araújo, nas- ceu na cidade do Rio de Janeiro a 19 de outubro de 1859 e na faculdade de medicina desta cidade fez todo o curso e recebeu o gráo de doutor em medicina. Era socio do Gymnasio académico e escreveu : - A medicação dosimetrica e a dosimetria. Rio de Janeiro, 187* in-8\ - A medicina dosimetrica apresentada aos estudantes de medicina pelo estudante, etc. Rio de Janeiro, 1879, 60 pags. in-8°. - A cura do maniaco: scena cómica. Rio de Janeiro, 1883, in-8n- Este trabalho foi escripto em 1879 e só em 1883 publicado para ser o seu producto applicado ao património da sociedade libertadora académica da ^acuidade de medicina. Todos estes trabalhos são do tempo de estudante. - Alienação mental : prelecções feitas na escola publica da Gloria. Rio de Janeiro, 1883, 35 pags. Jn-80. - Suicídio : these apresentada ao Gymnasio académico pelo socio, etc. Rio de Janeiro, 1883, 161 pags. in-8°. - Loucura puerperal; Condições do estupro ; Diagnostico da com- moção e da contusão cerebral; Do diagnostico e tratamento das adheren- cias do pericárdio : these apresentada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro para obter o gráo de doutor em medicina. Rio de Ja- neiro, 1883, 4 íls. 132 pag. in-4° gr. - Tem, parece-me, outros tra- balhos, mesmo em periódicos, como - A dosimetria e o Dr. José de Góes; serie de artigos publicados na Gazeta de Noticias em 1880. - Clinica psychiatrica. Caso de paraiysia geral, terminada por morte por entero-colite: observação colhida no hospital de D. Pedro II - Na Gazeta dos Hospitaes, 1883, pags. 193 e 224 e segs. Fedro de Almeida Mag^ulliães - Filho do doutor João Paulo de Almeida Magalhães e dona Lucilla Eugenia Teixeira de Magalhães, nasceu em Vassouras, Rio de Janeiro, a 27 de novembro de 1864. Doutor em medicina pela faculdade desta capital, é na mesma faculdade assistente de clinica propedêutica e escreveu: - Das amyotrophias de origem peripherica: these apresentada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, etc., afim de obter o grão de doutor em medicina, etc. Rio de Janeiro, 1887, 142 pags. in-4°. FE 13 - Os ruídos de sopro cardíaco no decurso da arterio-esclerose ge- neralisada. Rio de Janeiro, 1895, 131 pags. in-8°. - Estenose e insufllciencias mitraes de origem endocardicas, sys- tolia hepathica ( com o dr. Sylvio Moniz ) - No Brazil Medico, 1892, anno 6°, pags. 111 e segs. - Sobre um c iso de myelite chronica, antero lateral, assestada na região dorsal inferior ( com o mesmo dr. Sylvio Moniz ) - Na dita Re- vista e anno, pag. 119 e segs. - Moléstia de Hongdson: insuíhciencia aortica e dilatação da aorta. A theroma generalisada. Nephrite intersticial ( com o mesmo collega ) - Na dita Revista e anno, pag. 205 e segs. - Aneurisma sacciforme da carotida primitiva esquerda ( com o mesmo collega ) - Na dita Revista e anno, pag. 237 e segs. - Das perturbações cardíacas no beriberi - No Brazil Medico, 1892, anno 7°, pags. 209-225-241-249-254-261-269. - D i dor epigastrica na arterio-esclerose generalisada - Na mesma Revista, 1893, anno 8o, pag. 143 e segs. Ha nesta Revista ainda outros trabalhos deste autor. Pedro Américo <le Figueiredo e Mello- Nas- cido na província da Parahyba a 23 de abril de 1843 e vindo para o Rio de Janeiro em 1854, depois de lutar com grandes difflculdades, sendo a principal delias a opposição de seu pae, com o fim de matricular-se na Academia de bellas-artes, teve logo entrada no collogio de Pedro II por ordem do Imperador, que desde logo se constituiu seu protector. Depois de estudar ahi varias linguas e sciencias, passou para aquella academia, então dirigida pelo eximio artista e litterato Manoel de Araújo Porto- Alegre, depois Barão de Santo Angelo, e ahi taes triumphos alcançou, que ao cabo de tres annos havia obtido quinze medalhas de mérito e uma menção honrosa. Dominado da ambição de saber, de gloria, com licença do Imperador partiu para o Havre em 1859, matriculando-se logo na academia de bellas-artes e na faculdade de sciencias de Sor- bonne. Havia jã feito uma excursão por Pariz, Londres e Bruxellas quando, a chamado do Imperador, que se lembrara delle para professor de uma cadeira de nossa academia, veiu ao Brazil e obteve, depois de concurso, a cadeira de desenho, que leccionou por pouco tempo por voltar á Italia. E' doutor emsciencias naturaes pela universidade livre de Bru- xellas, lente jubilado da cadeira de historia das artes, esthetica e archeo- logia da academia de bellas-artes do Rio de Janeiro, dignitário da ordem da Rosa, grão-cavalleiro da ordem romana do Santo Sepulchro, cavalleiro da ordem da Coròa da Allemanha, lente adjunto da univer- 14 T»E sidade de Bruxellas e membro de varias associações. Foi deputado ao primeiro congresso republicano federal pelo estado de seu nascimento e escreveu: - La reforme de 1'Academie de beaux-arts, de Paris. Pariz, 1862. - La science et les systemes: questions d'histoire et de philo- sophie naturelle. Bruxelles, 1869 - E' sua these para obter o gráo de doutor em sciencias naturaes. Nella combate o autor o positivismo de Comte, o empirismo de Bacon, o criticismo de Kant e o philosophismo de Cabanis. Teve duas edições seguidas. - Hypothese relativa ã causa do phenomeno chamado luz zodiacal: Bruxellas, 1869, in-8°. - Memória sobre a conjugação do spirogyra quinina. Bruxellas, 1869. - Discursos proferidos na Academia de bellas-artes do Rio de Ja- neiro, e outros. Florença, 1882, in-8° - Tiveram segunda edição em Flo- rença, 1888, 163 pags. in-4°. - O Holocausto, romance philosophko de caracter e costumes. Flo- rença, 1882, in-8°. - Amor de espozo: narrativa histórica - Florença, 1882, in-8°. - Estudos philosophicos sobre as bellas-artes na antiguidade, 2a edição. Florença, 1882, in-8°. - De 1'enseignement libre des Sciences naturelles, 4a edição. Flo- rença, 1882, in-8°. - O brado do Ypiranga e a proclamação da independencia do Brazil. Algumas palavras ácerca do facto historico e do quadro que o representa. Florença, 1888, 43 pags. in-4°. - O plagio: estudos - E' uma serie de artigos publicados n'O Paiz, de 26 de junho de 1890 e seguintes. - Discursos parlamentares, 1891-1892. Rio de Janeiro, 1893, 48 pags. in-4° de duas columnas. - Curso de esthetica, professado na Academia de bellas-artes do Rio de Janeiro - inédito. - Refutação á Vida de Jesus, por Ernesto Renan - Inédita. - O foragido-, romance com o retrato e a biographia do autor por J. M. Cardoso de Oliveira. Rio de Janeiro, 1900, in-8°. São muitos e admiráveis os quadros do distincto artista brazileiro. Pedro yVntonio Ferreira Vianna - Filho de João Antonio Ferreira Vianna e dona Senhorinha da Silveira Vianna, nasceu no Rio de Janeiro a 24 de fevereiro de 1838, é bacharel em direito E»E 15 pela faculdade de S. Paulo, advogado e membro do Instituto da ordem dos advogados brazileiros, e escreveu : - A voz do povo e a voz da razão. S. Paulo, 1859, in-4° - Era o autor estudante de direito. - A crise commercial no Rio de Janeiro em 1864. Rio de Janeiro, 1864, in-8". - Reflexões sobre a politica americana. Rio de Janeiro, 1867, in-4°. - Conferencia radical, 3a sessão. Discurso proferido sobre a abolição da Guarda Nacional. Rio de Janeiro, 1869, in-4° - Esta conferencia foi por engano classificada entre os trabalhos de seu irmão, Antonio Ferreira Vianna. ( Vide este nome. ) - Consolidação das disposições legislativas e regulamentares do processo criminal. Rio de Janeiro, 1876, 380-188 pags. in-8°. - Processo commercial administrativo. Rio de Janeiro 1877, 91-52- 13-IV in-8°. - A situação do Brazil: serie de artigos publicados na Republica. Rio de Janeiro 1877, in-8°. - Economia politica, estradas de ferro, alfandega, tarifas e bancos. Rio de Janeiro, 1884 - E' um trabalho publicado por ordem do governo. Foi um dos redactores da - Republica. Rio de Janeiro, 1870-1874. Pedro Antonio de Mello - Não pude obter noticia a seu respeito e só conheço o seguinte escripto seu: - Democracia opportunista. Rio de Janeiro ( ? ), 1888, 219 pags. in-8°. Pedro Antonio de Miranda -Nascido no Rio Grande do Sul em 1835 e, se me não engano, ahi professor da instrucção pri- maria, falleceu em Pelotas a 24 de fevereiro do 1900, e escreveu: - Synopse grammatical - trabalho que nunca pude ver. Pedro Akiitonio de Oliveira T5otellio - Filho de Antonio Thomaz de Oliveira Botelho e dona Anna Joaquina de Queiroz Botelho e irmão do doutor Joaquim Antonio de Oliveira Botelho, já neste livro commemorado, nasceu na Bahia em 1822, foi doutor em me- dicina pela faculdade da Bahia e ahi falleceu em novembro de 1872. Es- creveu: - Theses medico-philosophicas, apresentadas e publicamente sus- tentadas perante a Faculdade de medicina da Bahia cm o dia 26 de no- vembro de 1846. Bahia, 1846, in-4° gr. 16 I*E - Base de um projecto de instrucção primaria e secundaria da província da Bahia, que offerece ao Illra° e ExIl'° Sr. Presidente, etc. Bahia, 1861, 39 pags. in-8" - O Dr. Botelho publicou alguns trabalhos em revistas, como: - Os progressos da medicina - No Crepúsculo, periodico do Insti- tuto litterario da Bahia, volume 3o, 1846, pags. 57 a 59. - Phrenologia - Na mesma Revista, volume Io, pags. 3 a5 e 19 a 23. l?e<li'O <le Araújo Lima, Visconde, depois Marquez de Olinda - Filho de Manoel de Araújo Lima e dona Anna Teixeira Cavalcanti, nasceu em Pernambuco a 22 de dezembro de 1793 e fal- leceu no Rio de Janeiro a 7 de junho de 1870, doutor em cânones pela universidade de Coimbra, senador do Império, do conselho de sua ma- gestade o Imperador, conselheiro de estado, socio fundador do In« stituto historico e geographico brazileiro, official da ordem do Cru« zeiro, grã-cruz da ordem de Christo e das ordens franceza da Legião de Honra, turca de Medjidié, sarda de S. Maurício e S. Lazaro, húngara de Santo Estevam e mexicana de N. S. de Guadalupe. Apenas formado, voltando á patria, exerceu a magistratura, e foi deputado ás cortes portuguezas, e também á constituinte brazileira, e a outras legislaturas. Escolhido senador a 5 de setembro de 1837 pelo regente Feijó e logo nomeado ministro do Império, retirando-se aquelle do poder, assumiu a regencia do Império a 19 do dito mez, cargo que occupou até a maioridade de d. Pedro II. Foi oito vezes ministro, influindo consideravelmente nos destinos da patria, symbolisando durante sua longa vida publica o respeito e a obediência ao poder legal do governo. Escreveu muitos relatórios como ministro, foi um dos autores do - Projecto de Constituirão para o Império do Brazil ( Veja-se An- tonio Carlos Ribeiro de Andrada Machado ) - De seus discursos parla- mentares publicou: - Discurso em resposta ao sr. senador Pompeo na sessão de 4 de agosto de 1864 ( Rio de Janeiro, 1864 ), 8 pags. in-4° gr. de duas co- lumnas, sem folha de rosto - Além disso só conheço de sua penna o seguinte: - Rio de Janeiro. Ministério dos negocios do Império, Repartição geral das terras publicas em 10 de abril de 1858 : Explicação dada pelo Marquez de Olinda, presidente do conselho de ministros, ao Visconde de Maranguape, ministro dos negocios estrangeiros, sobre a nota que a este dirigiu o governo federal da Suissa, tratando da emigração suissa em geral, e especialmente dos colonos do senador Vergueiro. 17 Rio de Janeiro, 1859, 15 pags. in-8" - Não tem frontespicio ; tem annexa, in-fol. a Relação dos colonos entrados para a colonia do Se- nador Vergueiro desde sua fundação e que sahiram com saldo a favor, conforme a lista apresentada pelo empresário. - Ha ainda alguns dis- cursos seus publicados em colleeções como a de titulo - Discursos diversos, proferidos no parlamento pelos senadores e deputados, 13 vols. in-8°- Na bibliotheca da marinha. - Relatorio apresentado á Assembléa geral legislativa pelo mi- nistro do Império, etc. Rio de Janeiro, 1858, in-4° - Como este ha outros relatórios deste autor. Pedro cie A-tlmide JColbo Moscoso - Nascido na capital da Bahia a 6 de julho de 1822 e doutor em medicina pela fa- culdade desta capital, falleceu a 25 de dezembro de 1897 no Recife, onde se havia estabelecido, e onde exerceu vários cargos como o de director do hospital de d. Pedro II, inspector de saude publica, etc. Servira antes no corpo de saude do exercito. Escreveu: - Proposições sobro as feridas por armas de fogo: thcse apre- sentada á Faculdade de medicina da Bahia, etc. Bahia, 1844, 2 fls., 7 pags. in-4° gr. - Tratamento homceopathico, preservativo e curativo do cholera epidemico : Instrucções ao povo, a quem póde servir de guia na falta de medico, pelos drs. Charge eJahr. Traduzido do francez. Recife, 1855, 160 pags. in-8°. - Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, chimica, ana- tomia, etc. Recife, 1853, in-8°. - Opusculo contendo a observação de um tumor intra-ventral, parecendo kisto do ovário esquerdo, operação da gastrotomia, extraeção de um volumoso kisto solido, implantado sobre a parte superior do utero entre os dous ovários e cura em oito dias. Recife, 1877, 29 pags. in-8°. - Relatorio que apresentou ao Illm. e Exm. Sr. Presidente de Pernambuco em 27 de novembro de 1878 o Inspector de Saude pu- blica, etc. Recife, 1879, in-fol. - Parecer acerca da moléstia que se tem desenvolvido nascannas dos engenhos da comarca do Cabo e suas proximidades na provincia de Pernambuco, apresentado, etc., ácommissão nomeada pelo Presidente da Provincia. Recife, 1881, in-4° gr. - Sahiu em Annexo no Relatorio do Ministério da Agricultura, 2o vol. E*e<lro Augusto Carneiro Lessa - Filho de José Pedro Lessa e nascido em Minas Geraes a 25 de setembro de 1860, é 18 doutor em direito pela faculdade do S. Paulo o lente da mesma facul- dade. Escreveu: - Theses e dissertação apresentadas á Faculdade de direito de S. Paulo para o concurso a uma vaga de lente substituto da mesma Faculdade. S. Paulo, 1887, in-4°. - Memória histórica académica da Faculdade de direito de S. Paulo, anno de 1888. S. Paulo, 1889, in-4°. - Interpretação dos arts. 34 n. 23, 63 e 65 n. 2 da Constituição federal. S. Paulo, 1899, in-8°- Sob este titulo reuniu o autor em um volume de 110 paginas alguns artigos de polemica, em que se trata das seguintes questões : A nova phase da doutrina e das leis do pro- cesso brazileiro, e da competência do ensino e a competência do Estado para legislar sobre o processo das justiças locaes. O dr. Carneiro Lessa redigiu, quando estudante de direito: - O Pederalista : periodico republicano. Redactores Alberto Salles, Pedro Lessa e Alcides Lima. S. Paulo, 1880, in-8° peq. Pedro Augusto Gromes Cardim - Filho do maestro portuguez commendador João Pedro Gomes Cardim e de dona Aurea Amélia Monclaro, nasceu em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, a 16 de setembro de 1864. Indo com seus paes para Portugal na idade de 10 annos, estudou humanidades no lycêo do Porto e depois percorreu varias cidades da Europa em viagem de instrucção e recreio. Voltando ao Brazil fez em S. Paulo o curso de direito, em que foi graduado bacharel e deu-se á advocacia. Ahi foi eleito deputado ao Congresso estadoal e posteriormente vereador da Camara municipal da capital, onde serviu com applauso o logar de intendente das obras publicas. Distincto jornalista e litterato, cul- tivou com especial predilecção a litteratura dramatica, que enriqueceu com os seguintes trabalhos: - O baronato opera cómica em tres actos. - O primeiro cliente: comedia em um acto. - A tia: comedia em dous actos. - Da Monarchm ã Republica : vaudeville, S. Paulo, 1896, in-8®. - A conspiração: comedia em um acto. - Uma prova de consideração: comedia em um acto. - A Metamorphose: comedia em um acto. - A Madrasta: comedia-drama em tres actos. - O honesto: drama em cinco actos. - Os loiros: comedia em tres actos, em collaboração com o Dr. José Pisa. Algumas destas peças foram representadas nos theatros PE 19 de S. Paulo, da Capital Feleral e da Bahia, merecendo francos elogios da imprensa e do publico. Não sei si foram todas publicadas ; algumas foram, como a comedia « Da Monarchía â Republica ». Quanto ao jornalismo, estreou como partidário da abolição do elemento escravo fundando e redigindo com Antonio Bento e outros: - A Onda: orgão de propaganda abolicionista. S. Paulo, 188* - Dahi passou a collaborar na Província de S. Paulo, hoje Estado de S. Paulo, escrevendo : - Risos e reflexões: secção diaria -■ Redigiu depois o - Diário de Noticias. S. Paulo, 1889 - Foi desta folha redactor e director-chefe. Proclamada a Republica redigiu - A Reacção. S. Paulo, 1890. - O Autonomista. S. Paulo, 1890. - A Opinião Nacional. S. Paulo - com o Dr. Américo Bra- síliense. 1). Pedro A-ugristo Luiz Maria, Miguel Gabriel Raphael Gonzaga - Filho do Duque de Saxe, D. Luiz Augusto Maria Eudes de Coburgo e Gotha e da princeza bra- zileira, dona Leopoldina, Duqueza de Saxe, e neto do Imperador D. Pedro II do Brazil, nasceu no Rio de Janeiro a 19 de março de 1866. Grã-cruz |da ordem do Cruzeiro, grã-cruz da ordem franceza da Legião de Honra, da ordem Ernestina da Casa ducal de Saxe, e da ordem de Leopoldo da Bélgica, formado em bellas-lettras pelo collegio Pedro II, em mathematicas, e em sciencias naturaes, appli- cou-se particularmente ao estudo da mineralogia, tornando-sa um dos primeiros mineralogistas brazileiros. Possuía bellas e magnificas collecções mineralógicas e escreveu : - Presence de 1'albite en christaux, ainsi que de 1'apatite et la scheclite dans les filons auriferes de Morro-Velho, province de Minas Geraes ( Brésil ). Pariz, in foi., sem data e sem folha ou frontispício, mas de 1887. - Conferencia feita a 7 de novembro ultimo ( 1888 ) no Instituto Polytechnico brazileiro sobre a mineralogia, geologia e industria mi- neira no Brazil. Rio de Janeiro, 1889 - Foi feita a publicação em fas - cículos. 0 primeiro destes contém a introducção da Conferencia e o projecto de Guia mineralógico, geologico e mineiro. - Quadro synoptico da classificação dos feldspathos organisado de conformidade com as theorias modernas. Rio de Janeiro, 1889 - Este trabalho foi impresso a pedido do Dr. André Rebouças com o intuito 20 vií: de servir para uso dos alumnos do curso do construcção da escola polytochnica. - Breves considerações sobre mineralogia, geologia e industria do Brazil. Projecto de consolidação dos trabalhos relativos a este assumpto. Conferencia realizada no Instituto polytechnico brazileiro a 7 de novembro de 1888, Ia parte, 2° fasciculo, 2a edição. Rio de Janeiro, 1889, 28 pags. in-8a - Escreve uina folha do Rio de Janeiro: « Esto 2° fasciculo traz outro titulo quo define melhor o assumpto: Apon- tamentos sobre mineraes do Brazil - Ensaio de estatística e geogr <phia mineralógica. Como trabalho sciontifico é uma bei la promessa, que revela o quanto S. A. se tem dedicado aos estudos de sciencias naturaes. Ahi são consideradas as seguintes especies mineraes: acerdesio, aegiriua e achmito, alabandina, albito, alúmen, alunogenio, amphybolios, amphigenio, analcimo, anathasio, andalusito, anglesito, annabergito, anthosiderito, anthracito, antimonio, apatito, apophyllito, aragonito, argillas, arsenopyrite, asbolanea e aspbalto. Entretanto o autor declara muito modestamente em nota: « Não pretende esta resumida enumeração de mineraes ser completa. Nada mais é do quo base de futura publicação, que obrigará a muitos annos de aturado trabalho. » Felizmente não lho faltam nem talentos nem meios de levar avante o seu importante trabalho.» - Separat-Abdruck aus den mineralogischen und petrographis- «hen Mittheilungen herausgegeben von G. Tschermak, Wien, Alfred Hõlder ( Druck von Gotlieb Gistel & C., in Wien s. d., in-8° de 13 pags. num. de 451-467, com uma estampa fóra do texto e figs. inter- caladas. Contém: Dom Pedro Augusto von Sachsen-Coburg: Beitrage zur Mineralogie und Petrographie Brasiliens. Nest'outro trabalho são estudados alguns mineraes existentes na provincia de Minas Geraes ( no Morro Velho, era Caídas e Diamantina), na do Rio de Janeiro ( em Petropolis ) e nesta cidade (pedreira da Saudade, Estrada Velha da Tijuca e pedreira do Conde d'Eu, nas Laranjeiras ) - Sei que d. Pedro Augusto tinha entre mãos trabalhos do mais alto folego quando foi banido do Brazil ; que leu na sessão solemne do Instituto historico em homenagem á nação chilena a 31 de outubro de 1889 um trabalho sobre - Minas do Estado do Chile - o qual passava a limpo para enviar ao Instituto, quando se deu seu banimento em consequência da pro- clamação da Republica e da queda da Monarchia; e que sob o titulo - Christallographia - leu na Academia de sciencias de Pariz ura trabalho que foi muito applaudido. pi: 21 Pedro Augaisto Nolasco Pereira da Cunlm. - Filho do major Pedro Nolasco Pereira da Cunha, nasceu no Rio de Janeiro em 1784 e falleceu depois de 1845 reformado no posto do briga- deiro. Era major commandante de cavallaria em Campos, quando com os majores Antonio Aureliano Rolão, commandante dos caçadores, e Miguel Joaquim Prestes, do regimento numero 12, escreveu: - Carta e mais papeis annexos, remettidos dos Campos de Goyta- cazes ao Sr. redactor preterito da Gazeta, os quaes por circumstancias occurrentes não puderam entrar naquella folha e, por isso, se impri- miram agora em papel separado, que será distribuído gratuitamente, etc. (Sem data o logar da impressão, mas do Rio de Janeiro, 1821), 4 pags. in-fol. - Os papeis são tres proclamações aos soldados dos assi- gnatarios e a carta é datada de 17 de julho. - O respeitável publico e particularmente a classe militar brazi- liense devem ser informados do mais execrando despotismo, que acaba de praticar o commandante militar dos Campos dos Goytacazes J. M. de Moraes contra o sargento-mór Miguel Joaquim Prestes do 12" regi- mento de infanteria, de 2a linha, estacionado na villa de S. Salvador desta província. ( Rio de Janeiro, 1822 ) 3 pags. in. foi.- E' também assignado este escripto pelos majores Antonio Aureliano Rolão e Mi- guel Joaquim Prestes. Pedro Augusto Tavares - Filho de Pedro Augusto Tavares e dona Rita Gonçalves da Silva Tavares, nasceu em Campos, então província do Rio de Janeiro, a 30 do agosto de 1858. Bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, foi governador do estado do Maranhão, o vice-presidente no do Rio de Janeiro; advogou na cidade de seu nascimento e actualmonte advoga na Capital Federal. Escreveu: - O crime do Parque? Defesa do denunciado aspirante José Seixas Souto-Maior, pelo seu advogado, etc. Rio de Janeiro, 1898, 19 pags. in-4° grande, de duas columnas - Jornalista desde estudante, foi um dos redactores da - Provinda de S. Paulo - Fundou e redigiu: - O Amigo do Povo .-jornal republicano. Rio de Janeiro, 1877, in- fol.- Do n. 6 em diante chamou-se - A Republica. Rio de Janeiro, 1877-1878, in-fol. - A Republica. Campos, 1890-1895, in-fol. I*eclro Autran dít Matta e A-nbuqn^rciiie, Io - Filho de Pedro Autran da Matta e Albuquerque e dona Gértrudes Maria da Matta, nasceu na Bahia a l de fevereiro de 1805 e falleceu 22 r»iz no Rio de Janeiro a 31 de outubro de 1881, sendo doutor em direito pela faculdade de Aix, formado ern 1827 ; lente de economia política da faculdade de direito do Recife, jubilado depois de mais de quarenta annos de magistério, lente da mesma inateria no Instituto commercial da côrte e de religião na escola normal; do conselho de sua mages- tade o Imperador ; commendador da ordem da Rosa e cavalleiro da de Christo. Nesta faculdade,que elle por vezes dirigiu, teve occasião de professar quasi todas as disciplinas desde 1829, sempre attrahindo a mais alta consideração dos professores, sempre gozando da veneração de seus alumnos, já por sua illustração e virtudes, já pelas maneiras urbanas e delicadas com que tratava a todos. Escreveu: - Elementos de economia politica por S. Mill, trasladados em portuguez. Bahia, 1833, in-8°. - Elementos de direito natural privado de Francisco Nobre Zeiller, traduzidos em pertuguez. Pernambuco, 1834, in-80 - Segunda edição, 1852, 110 pags. in-8°. - Elementos de direito natural privado. Pernambuco, 1848, 186 pags. in-8° - E' obra diversa da precedente ; é original. - Elementos de direito publico, geral e particular. Pernambuco, 1848, 180 pags. in-8° - Segunda edição, 1854. - Elementos de direito das gentes. Pernambuco, 1851, 100 pags. in-8°. - Elementos de direito publico universal. Pernambuco, 1857, 112 pags. in-8®. - Elementos de economia politica. Pernambuco, 1844, 390 pags. in-8°. - Novos elementos de economia politica. Pernambuco, 1851, 198 pags. in-8°. - Prelecçòes de economia politica. Recife, 1859, 59'pags. in-8°. Segunda edição melhorada. Paris, 1862, 240 pags. in-8°. - Manual te economia politica. Rio de Janeiro, 1874, in-8® - Se- gunda edição quasi toda reformada, 1880, 310 pags. in-8°. - Cathecismo de economia politica para uso das escolas normaes do Império. Rio de Janeiro, 1880, in-8°. - O poder temporal do papa, considerado em relação ao direito, á historia, á politica e á religião. Recife, 1862, in-8® - E' em apoio da doutrina pontifícia. - Reflexões sobre o systema eleitoral. Recife, 1862, in-8° - Creio que é a mesma obra seguinte: - Eleição directa -No livro « Reforma eleitoral. Eleição directa: collecção de artigos dos drs. José Joaquim de Moraes Sarmento, José PI 23 Antonio de Figueiredo, Pedro Autran da Matta e Albuquerque, João Silveira de Souza e Antonio Vicente do Nascimento Feitosa ». (Veja-se Antonio Herculano de Souza Bandeira. ) - Jesus Christo e a critica moderna pelo padre Felix: Traducção do francez. Recife...- Ha terceira edição do Rio de Janeiro, 1868, in-8°. - Manual de philosophia, extrahido de differentes autores. Per- nambuco, 1874, in-8. - Philosophia do direito privado para uso das faculdades de direito das escolas normaes e de todas as pessoas que quizerem ter conheci- mento do direito privado. Rio de Janeiro, 1881, in-8° - Na Revista do Instituto archeologico pernambucano, n. 39, de 1891, referindo-se á typographia de Pinheiro Faria e Comp., de Olinda, lê-se: Da typographia de Olinda ainda restim uma traducção dos elementos de economia política de S. Mill, traducção franceza confrontada com o original inglez do dr. P. A. da Matta Albuquerque, etc., o - Elogio da loucura por Erasmo: traducção, etc.- E ainda ha outros trabalhos seus em revistas e jornaes, como - Apologia do catholicismo e dos soberanos pontífices Gregorio XVI e Pio IX - Vi este trabalho, mas não me recordo onde. - Socialismo : artigos publicados na União era discussão politico- philosophica com o professor Antonio Pedro de Figueiredo ( vide este nome ) e que sahiram também no Diário de Pernambuco e na Imprensa em 1852 - O dr. Autran collaborou no Jornal do Domingo, revista de litteratura, historia, viagens e poesias, publicada sob a principal redacção de José de Vasconcellos, de 1858 a 1859, e redigiu: - O catholico, sob os auspícios de S. Ex. Rev. D. Francisco Car- doso Ayres. Recife, 1863-1872, in-folio: Pedro Autran da Matta e yVllíuqaerqiie, 2o - Filho do precedente e de dona Francisca de Amorim Filgueiras Autran, nasceu na cidade do Recife, Pernambuco, a 5 de outubro de 1829 o falleceu no Rio de Janeiro a 15 de novembro de 1886, sendo doutor em medicina pela faculdade da Bahia, medico legista privativo da policia da côrte, membro titular da imperial Academia de medicina, caval- leiro da ordem da Rosa e condecorado com a medalha da campanha contra o governo do Paraguay. Prestou nesta campanha relevantes serviços como primeiro cirurgião da armada e continuou a prestal-os ainda por alguns annos. Na província da Bahia, ainda estudante da faculdade, foi cirurgião do 6o batalhão de caçadores da guarda na- 24 cional e na de Sergipe, onde clinicou, serviu o cargo do inspector de hygiene e foi deputado. Escreveu: - Proposições sobre o magnetismo animal: these para sor sustentada, etc. Bahia, 1854, in-4° gr. - Novo urelhrotomo, apresentado á Academia imperial de medi- cina. Rio de Janeiro, 1867, 39 pags. in-8°. - Esboço historico da urethrotomia e dos urethrotomos empre- gados até o presente, apresentado á Academia imperial de medicina. Rio de Janeiro, 1867. - Esboço historico da discussão da Academia imperial de medicina acerca do regulamento dos médicos verificadores de obitos. Rio de Janeiro, 1866, 31 pags. in-4°- Publicou algumas poesias, como - O canto do índio- Na Revista Popular, tomo 6°, pags. 324 e se- guintes. Foi, na ordem chronologica, o nono redactor dos Annaes Bra- zilienses de Medicina, e nesta revista publicou vários trabalhos, como - A Cellula nos productos pathologicos - No tomo XXV11I, pags. 32 e seguintes. E redigiu mais: - O Observador Medico e cirúrgico. Campos, 1800, in-fol. - Revista medico-cirurgica. Io anno. Rio de Janeiro, 1862, in-8n gr. Pedro de Azevedo Souza ZN cito - Filho de Pedro de Azevedo Souza Netto e natural de Minas Geraes, é pharma- ceutico pela faculdade do Rio de Janeiro, formado em 1872 e escreveu: - Pontos de rhetorica e poética, redigidos segundo o ultimo pro- gramma para os exames de preparatórios. Rio do Janeiro ( sem data). Houve outra edição, creio que em 1881, feita por Seraphim Alves. Podro ISíXMideira tle Gouvêa - Filho de Luiz Ban- deira de Gouvêa, nascido no Rio de Janeiro a 29 do junho de 1821, fal- leceu a 11 de agosto de 1874. Bacharel em mathematica pela antiga escola militar, viajou pela Europa, de onde voltou graduado doutor em medicina e, depois de verificar seu titulo na faculdade da Bahia, exer- ceu a clinica na cidade de seu nascimento. Comprometteu-se na revolução de Minas Geraes de 1842 e foi deputado á assembléa desta provincia. Escreveu: - Breves considerações sobre o regimen alimentar das crianças nos primeiros tempos de sua existência: these sustentada no dia 12 de novembro de 1859 para verificação de seu titulo. Bahia, 1859, in-4°. - Ao povo brasileiro -Estatua de Tiradentes. Subscripção po- pular. Rio de Janeiro, 1872, 26 pags. h>8° - Parece-me que publicou ainda no anno seguinte outro opusculo com o titulo « Estatua de 1*11 25 Tiradentes » cõm o intuito do ver levantada essa estatua - Colla- borou no Itacolomy de Ouro-Preto, 1843-1845. Pedro de Barros Ca-vulcuuti de Altm- querque - Filho de Pedro Alexandrino de Barros Cavalcanti de Albuquerque, nascido a 6 de maio de 1839 em Pernambuco, ahi fez o curso e recebeu o grão de bacharel em direito. Exerceu durante a monarchia cargos públicos, como o de presidente do Rio Grande do Norte. Escreveu: - Cartas monarchicas. Rio de Janeiro, 1895-E'uma serio de escriptos publicados na imprensa diaria do Rio de Janeiro e de S. Paulo com um prefacio do dr. Joaquim Nabuco. Pensa o autor que a « so- lução do problema político do Brazil depende só da condição de que somente a Monarchia é capaz de salvar a nossa patria da morte que a Republica lhe preparou ». - A condessa Dagmar: drama em quatro actos - Está ainda in- édito, como talvez outros trabalhos]seus; mas ácerca delle o distincto litterato dr. Eunapio Deiró fez minucioso estudo em folhetim do Jornal do Brazil de 3 de abril de 1898. Pedro Beujamiu cie queira Lima - Filho de Pedro Cerqueira Lima e dona Marianna Carolina Cerqueira Lima, nasceu na Bahia a 31 de março de 1841, abraçou a classe da armada, fazendo o curso da academia de marinha, e é almirante graduado re- formado, official da ordem da Rosa, cavalleiro da de S. Bento de Aviz, condecorado com a medalha da campanha do Uruguay de 1865 e com da campanha do Paraguay. Escreveu: - Estudo sobre artilharia com diversas tabellas de alcance de distancia, do baterias, de alcances de canhões, etc. Rio de Janeiro, 1870, VIII-59 pags. in-8° com 13 mappas e desenhos. - Annuncio hydrographico sobre novos pharóes do Canadá e banco no canal dos Passis ( Bermudas ) na bahia da Concepcion, Chile. Traduzido do francez. Rio de Janeiro, 1873, 28 pags. in-8°. - Noticia da Junta do Commercio de Londres sobre a exigencia de certos certificados, feita pelo governo columbiano e sobre a aber- tura dos estreitos dos Dardanellos, do Bosphoro. Traducção do inglez, etc. Rio de Janeiro, in-8°. JPedvo Bernardino <le Moura - Filho do Joaquim Bernardino de Moura e dona Rosa Luiza de Viterbo Moura, e irmão do Carlos Bernardino de Moura, nasceu no Rio de Janeiro a 1 de agosto 26 i*i: de 1828 e falleceu no Rio Grande do Sal no anuo de 1880. Foi o jornalista que por mais tempo, sem um dia de descanso, lutou na imprensa ; vinte e sete annos bateu-se, desfechando e aparando golpes succes- sivos. Em 1848, estudando o segundo anno da antiga escola militar com praça de cadete do Io batalhão do artilharia, por envolver-se em política, foi preso e enviado para a província de S. Pedro do Sul, e ahi obteve sua baixa do serviço do exercito no fim do anno de 1853, depois de ter militado na campanha contra o dictador Rosas. Então, com de- cidida vocação para o jornalismo, já tendo se empenhado em grande luta pela imprensa, com o Diário do Rio Grande, que combatia atroz- mente a administração do presidente Sinimbú, creou e redigiu: - O Jaguarense. Jaguarão, 1855, in-fol. - Creio que foi a primeira folha que se publicou na villa, hoje cidade de Jaguarão. O primeiro numero sahiu a 7 de setembro n'uma typographia de seu redactor. A esta folha succedeu por mudança de titulo o - Echo do Sul: orgão politico, commercial e instructivo. Jaguarão e Rio Grande, 1856 a 1880, in-fol.- Foi publicado em Jaguarão até fins de setembro de 1858. De outubro em deante foi publicado na ci- dade do Rio Grande, para onde se transferira seu redactor e proprie- tário. Pedro ISetiiu Paes Leme - De antiga e distincta familiado Rio de Janeiro, onde nasceu, e ha muito residente na Europa, é engenheiro civil e offlcial da ordem da Rosa, e escreveu: - Oficio e relatorio da Commissão brazileira e outros documentos relativos ao Congresso de estradas de ferro internacional, reunido em Washington. Rio de Janeiro, 1891 - Este trabalho foi apresentado ao Ministro da agricultura, commercio e obras publicas, fazendo o dr. Paes Leme parte daquella commissão. lr*e<lro deCalasans - Filho do teneute-coronel Joaquim José de Calasans Bittencourt e dona Luiza Carolina Amélia de Ca- lasans, nasceu na cidade da Estancia, Sergipe, a 28 de dezembro de 1836. Tendo feito os seus primeiros estudos preparatórios no lycêo de sua provincia, foi completal-os no Recife, onde fez o curso de direito, que concluiu em 1859. Logo depois de formado, foi promotor publico na cidade do seu nascimento e em seguida eleito deputado geral para a legislatura de 1861-1864. Entregue durante este periodo ás lutas da politica, esqueceu quasi completamento o convívio das musas, e fixando sua residência nesta capital dedicou-se á advocacia e á imprensa. Re- conhecendo-se com pouca aptidão para a politica, abandonou-a em 1867, 1?JE 27 um anno depois de ter percorrido vários paizes da Europa, e entrando para a magistratura exerceu o cargo de juiz municipal na Bahia e no Rio Grande do Sul, por onde também foi eleito deputado provincial. Quando terminou o seu quatriennio, tinha a saúde compromettida pelos symptomas de uma violenta tisica. Não tendo encontrado no clima de Ihéos e de sua, cidade natal a melhora que procurava, partiu á con- selho medico para a ilha da Madeira, onde não logrou aportar, pois veio a fallecer a 24 de fevereiro de 1874, tres dias antesde chegara Lisboa. Jornalista, critico e sobretudo um dos primeiros poetas do seu tempo, Pedro de Calasans não honra sómente, no dizer de um seu biographo, a patria de Tobias Barreto e Bittencourt Sampaio, de Sylvio Roméro e João Ribeiro: é também uma das glorias da litteratura nacional. Era sociodo Instituto historico da Bahia e escreveu: - Paginas soltas: poesias. Recife, 1855, 250 pags. in-8ô - Tinha o autor dezenove annos de idade, quando publicou este primeiro livro de versos, o qual foi tão lisonjeiramente acolhido pelo publico, que em pouco maisde um anno se esgotou a edição. Deste livro preparou o poeta uma segunda edição, inteiramente refundida, que não chegou a publicar. - Ultimas paginas: poesias. Nictheroy, 1858, 255 pags. in-8° com o retrato do autor. Também tem segunda edição inédita com pequenos retoques. A primeira edição deste livro está egualmente esgo- tada. - Ophenisia: poesias. Leipzig, 1864, 70 pags. in-8° peq.- E' um poemeto composto em oitavas seti-syllabas, onde se encontram versos de verdadeira inspiração. Para amostradas bellezasdestelivrinho des- taco as duas quadras seguintes, em que o poeta define o casamento: « Duas almas que se entendam Em reciproca união, Que mutuas se comprehendam Pelos tios da attracção : Eis o vero casamento, Eis a perfeita união ; Pois se casa o pensamento, Pois se casa o coração.» Ophenisia é um lindo anagramma da verdadeira heroina d° poemeto. - Wiesbade: poesias. Leipzig, 1864, 62 pags. in-8°. São bellissimas aquarelas em que o poeta descreve os diversos typos da sociedade al- lemã. 28 I*JE - Uma scena de nossos dias : drama em quatro actos. Leipzig, 1864, in-8°. E' uma composição em prosa, sem valor litterario. O proprio autor assim o julga, declarando no prologo do drama que o escreveu para, sor lido no gabinete, não almejando subir ás eminên- cias do palco. - Camerino: episodio da guerra do Paraguay. Bahia, 1875, in-8° - E' uma publicação posthuma, em que o poeta canta o heroísmo do seu conterrâneo, Francisco Camerino, o voluntário paisano, que morreu estoicamente, recitando os seguintes versos de Thomaz Ribeiro: « Ou morre o homem na lida, Feliz, coberto de gloria; Ou surge o homem com vida, Mostrando em cada ferida O hymno do uma victoria.» Pedro de Calasans deixou dispersas muitas poesias, como as se- guintes: - Adeus!... poesia. N' A União Liberal de 9 de março de 1853, jornal que se publicava na Estancia. E' uma tocante despedida da sua familia, quando pela primeira vez separou-se para ir fazer os seus es- tudos. Tinha elle então pouco mais de dezeseis annos e assignava-se Pedro Luziense de Calasans Bittencourt. - A campa e a rosa ( traducção de V. Hugo ) Qual delias ? A morte de uma virgem; A rosa e o sol - publicadas no Almanak depembranças braziloiras do dr. C. Marques, para 1867, pags. 97, 281, 328 e 358. - As flores de laranjeira (No album da Exma. Sra. D. M. T. B.) Na Revista brasileira, tomo 8o, 1881, pags. 340 a 342 -Em uma noticia biographica do poeta, inserta no Almanak Popular Brazileiro, de Pe- lotas, para 1900, se encontram duas poesias suas, inéditas ; são: - Waterloo: poesia inspirada pela visita ao logar em que se feriu a grande batalha. - Brazilina ( na festa dos seus doze annos). Caçapava ( Rio Grande do Sul ) 1870. - Traços ligeiros sobre o casamento civil. Recife, 1859, 51 pags. in-8° - E' uma reproducção de artigos publicados no Diário de Per- nambuco, offerecida ao monsenhor J. Pinto de Campos, sendo o autor estudante. - A demagogia entre nósideias politicas de um conservador. Rio de Janeiro, 1861, 35 pags. in-8° - E' uma resposta ao opusculo « A opinião e a eorôa », por Philemon ( veja-se Quintino Bocayuva ). Por essa occasião penna desconhecida escreveu um opusculo com o titulo 29 Resposta de um fluminense ao folheto « A opinião e a coroa ». Rio de Janeiro, 1861, 30 pags. in-4°. Redigiu: - O Constitucional. Rio de Janeiro, 1862 a 1864, 2 vols. in-fol. E' uma folha politica redigida por Pedro de Calasans, conselheiro Firmino Rodrigues Silva e outros. Além das novas edições dos seus dous primeiros livros, o autor deixou mais, quando falleceu, um grosso volume manuscripto de versos, a que pretendia dar o titulo de - Paginas diversas. Cedro Carlos <la Costa Caibrai - Filho de José da Costa Cabral e dona Maria Gaetana de Jesus Cabral, nasceu na Bahia em 1825. Começando o curso medico na faculdade do Rio de Janeiro, foi concluil-o na Bahia, onde recebeu o gráo de doutor em 1849, sendo desde estudante cirurgião militar e fallecenlo poucos annos depois de doutorado. Escreveu: - Breves considerações medico-philosophicas sobre o suicidio: these apresentada, etc. para obter o gráo de doutor em medicina. Bahia, 1849, 36 pags. in-4". - Observação de um aneurisma falso, circumscripto da artéria brachial, curado em dous mezes e nove dias pela ligadura segundo o methodo antigo, colhida na clinica do Sr. Dr. M. F. Pereira de Car- valho - No Archivo Medico Brazileiro, tomo 4o, 1847-1848, pags. 101 a 105 - Este autor deixou: - Poesias inéditas - que não sei onde param, nem si ainda existem. Pedro Carlos da Silva RalxJlo - Filho de Joa- quim de Oliveira Rabello e dona Firmina Rodrigues Silva Rabello, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 19 de outubro de 1868. Empre- gado do commercio em criança, foi mais tarde amanuense do patri- mónio na Intendência e hoje é director de secção no Conselho muni- cipal. Em 1891-1894 foi redactor dos debates na Gamara dos Depu- tados e faz parte da Academia brazileira de lettras como um dos seus membros fundadores. Dado ás lides da imprensa, collaborou para o Diário de Noticias, na sua primeira phase, em 1887, e é collaborador effectivo da Gaseta de Noticias; foi um dos redactores do Diário do Commercio ( 1888 ), Correio do Povo ( 1890 ), O Paiz ( 1891-1892) e do Tempo ; director d' A Cigarra de Olavo Bilac (1895), todos publicados nesta capital. Escreveu: - Opera lyrica : versos. Rio de Janeiro, 1894. Com capa em si- lhueta desenhada pelo mallogrado Raul Pompeia. 30 - Alma alheia : contos. Rio de Janeiro, 1895, in-12° - Contém este livro os contos seguintes: O cão - Mana Manduca - Caso de adul- tério - A barrigada - Curiosa - O Jeromo - Obra completa - Genial autor - Alguns destes contos foram ainda publicados em sepa- rado, como Mana Manduca, que se acha reproduzido no Almanah da Gazeta de Noticias para 1898, pag. 300 e segs. - Filhotada: versos humorísticos publicados no Filhote da Gazeta de Noticias sob o pseudonymo de Pierrot em 1898 e neste mesmo anno editados em volume com capa de Julião Machado a quatro cores. Pedro de Carvalho - Não o conheço sinão como na- tural do Rio Grande do Sul, onde escreveu: - A campanha do coronel Santos Filho: trabalho que nunca pude ver. Pedro de Castro I*ereii*a Sodré - Filho do com* mendador Luiz Pereira Sodré, de quem já fiz menção, e nascido na cidade do Rio de Janeiro, aqui cursou os dous primeiros annos da Escola polytechnica, e depois, seguindo para a Bélgica, alli graduou-se em direito. Foi cônsul do Brazil no Chile e na Suissa, e escreveu: - Traitè sommaire sur le droit d 'ambassade ou de lêgation - Genebra, 1893, 275 pags. in-8°. - Aperçu gênèral sur la Republique des Etats-Unis du Brésil. Genebra, 1893, 61 pags. ín-8\ Depois de considerações geraes occupa-se da industria extractiva e agrícola e da immigração. - Manuel pratique du droit consulaire brésilien. Genebra, 1896, 52 pags. in-8°. - Lt veritê sur le Brésil, basée sur des documents incontes- tables. Genebra, 1897, 36 pags. in-8° - E' uma contestação a falsas apreciações sobre o governo do Brazil, que foi também publicada em allemão. - Emigrationsuisse. Colonie modele de Funil, Etat de S. Paul. Genebra, 1898, 55 pags. in-8n. - Manual pratico de direito consular brazileiro. Em francez. Genebra, 1896, in-8° - Escripto, diz o autor, para os vice-consules em sua jurisdicção; mas verdadeiramente util a todo consulado brazileiro. - Regimento dos centros coloniaes, relativo á distribuição das terras da colonisação e á immigração do Estado de S. Paulo - Não posso dizer onde foi publicado. 31 Pedro Cavalcanti de Albuquerque -Filho do marechal Frederico Cavalcanti de Albuquerque e dona Maria Amalia de Lima Cavalcante, nasceu no Rio de Janeiro a 29 de junho de 1863. Começando sua educação litteraria na Inglaterra e, fazendo o curso da escola naval no Brazil, serviu na armada, reformando-se no posto de primeiro tenente. E' professor de technologia marítima em in- glez da Escola naval, e professor da lingua- ingleza no Gymuasio fluminense. Escreveu: - Thesis on the strong verbs of the English language and verbs of idiotisms. Capital Federal, 1899, in-8°. - Grammatica da lingua ingleza - Não pude ver esta gram- matica e sei que o tenente Cavalcanti tem em mãos um trabalho de que não posso ainda dar noticia. Pedro Celestino de Alcantara Pacheco - Nascido em Lorena, S. Paulo, pelo anno de 1830 e ahi ordenado presbytero secular, foi vigário em Itajubá, Minas Geraes, e depois monsenhor da Ca polia imperial, reitor do Seminário de S. José, pre - feito dos estudos e examinador synodal, cavalleiro da ordem de S. João de Jerusalem, etc. Escreveu: - O ex-reitor do seminário episcopal de S. José ao illustrado publico, etc. Rio de Janeiro, 1864, 72 pags. in-8° - E' resposta ã alguma censura que lhe foi feita. Pedro Cesario Porto-Alegre da Silva - Na- tural do Rio de Janeiro e guarda-livros nesta cidade; escreveu : - Victimas e algozes ou os mysterios da inquisição: drama em dous actos e um prologo. Rio de Janeiro, 1877, in-8°. Pedro da Costa Frederico - Habil typographo - é somente o que pude saber a seu respeito. Escreveu: - Hygiene profissional do compositor typographico pelo dr. Chaquet: traducção, etc. com um parecer do dr. Rocha Faria, in- spector geral de hygiene publica. Rio de Janeiro, 1888, in-8°. Pedro Dias Oordilho Paes Leme - Filho de Fernando Dias Paes Leme e dona Maria Florencia Gordilho de Bar- buda, nasceu no município de Vassouras a 19 do fevereiro de 1839 na província, hoje estado do Rio de Janeiro, é bacharel em sciencias physicas e mathematicas pela antiga escola central e engenheiro civil; mas, abandonando a carreira da engenharia, dedicou-se á agricultura 32 VJ1 do paiz, em que tornou-se um dos mais illustrados fazendeiros ; repre- sentou a mesma província em sua Assembléa legislativa, foi membro da commissão brazileira na Exposição de Philadelphia, socio do Impe- rial Instituto íluminense de agricultura e é condecorado com os habites da Rosa e de Christo. Escreveu : - Informação sobre a memória do Sr. Freyer, intitulada « Trie- r'ys concret's in the relinery », lida em presença do Sua Magcstade o Imperador na sessão do Imperial Instituto Fluminense de agricul- tura de 23 de outubro de 1867. Rio de Janeiro, 1867, in-8°. - Moléstia da canna de assucar. Rio de Janeiro, 1870, in-81' - Com o Visconde de Barbacena ( Felisberto Caldeira Brant) e o dr. Mi- guel Antonio da Silva. - Emigração chineza - Sahiu num opusculo editado pela re- dacção do Cruzeiro sob o titulo « Transformação do trabalho no Brazil. Emigrantes chinezes com uma conferencia do dr. Salvador de Mendonça ». Rio de Janeiro, 1881, in-80. - Relatorio sobre a cultura da canna e fabricação de assucar na Luiziania ( Estados Unidos ) apresentado ao Ministério da Agricultura. Rio de Janeiro, 1878, 79 pags. in-4°. - Exposição centenária de Philadelphia ( Estados Unidos ) em 1876. Relatorio sobre a agricultura americana em 1876. Rio de Ja- neiro, 1878, 55 pags. in-4°. T*e<lro Ernesto <le A.lJbu<iner<iiLe e Oliveivix - Baldado foi meu esforço para obter indicações a seu respeito. Só sei que em 1878 era liomoeopatha no Rio de Janeiro, e como tal elle se de- clara em uma de suas obras, e ainda mais como ex-professor de me- dicina legal e membro de varias associações de lettras e sciencias. De associações sei pelo Almanak administrativo, commercial e industrial de Laemmert, para 1859, que era secretario do Instituto episcopal brazileiro e já medico liomoeopatha. Escreveu, além de artigos em jornaes sobre industria, artes, litteratura, historia e política, publicados de 1851 a 1870, os seguintes trabalhos: - Tratado de medicina adaptado ao systema homoeopathico para uso das pessoas não profissionaes em medicina. Rio de Janeiro, 1852, 383-20-VIII pags. 1 fl. in-4° - Houve outra edição em 1857. - Memória sobre o magnetismo e o somnambulismo. Rio de Ja- neiro, 1853. - Memória sobre o cholera-morbus. Rio de Janeiro, 1855 - Houve outra edição com augmentos em 1865. 1*10 33 - Pathogenesia homoeopathica brazileira. 1856, 259 pags. in-4°. - Appendice á pratica elementar ( Tratamento por medicamentos indígenas ). 1857. - Guia medico homoeopathico ( Homoeopathia das famílias ). 1858. - Estudos sobre os differentes systemas médicos ( A allopathia não è sciencia ). 1864 . - Memória sobre a homoeopathia e seu tratamento. 1865. - Memória sobre a hydrophobia e seu tratamento. S. Paulo, 1866, 130 pags. in-4°. - Memória sobre o infanticídio, julgado pela religião, pela moral e pela lei. 1870. - Tratamento homceopathico da febre amarella, febre typhoide, febre perniciosa, cholera-morbus, escarlatina, variola, sarampo e hy- drophobia. Rio de Janeiro, 1873, 133 pags. in-8°. - Febre typhoide e enfermidades sobrevenientes no Brazil e seu tratamento. Rio de Janeiro, in-4°. - Deveres do homem ( para uso da infancia ). 1865 - Houve outra edição em 1872. - O escravo fugido: romance brazileiro. 1864. - Episodio do Carnaval: romance brazileiro. 1864. - Castigo singular : romance brazileiro. 1864. - Hippolyto e Isabel. 1860. - A vingança : romance brazileiro. 1851 - Redigiu: - O Medico popular: jornal medico. 1851. - O Athleta: jornal medico. 1852. - O Cosmopolita : jornal lítterario e scientifico. 1854. - O Echo do povo .-jornal de interesses populares. 1857. - O Monitor Brazileiro: jornal político. 1858. - O Vigilante, jornal maç.'. 1870-1871. - Resumo analytico e demonstrativo dos estatutos e organisação da Sociedade Protectora dos empregados públicos e Monte-pio popular. Rio de Janeiro, 1876, 15 pags. in-4° com um mappa. Pedro Eunapio da Silva X>oivó - Filho de Pedro da Silva Deiró e dona Ignacia Maria da Conceição Deiró, nasceu a 18 de janeiro de 1829 na cidade de Santo Amaro, da Bahia, e é bacharel em direito pela faculdade do Recife. Foi deputado á assembléa de sua então provinda em varias legislaturas e á assembléa geral na decima quinta legislatura. Talento brilhante, palavra facil, elegante, édistincto orador, litterato e jornalista ; collaborou para vários jornaes, quer da 34 1'10 Bahia, quer do Rio de Janeiro, já escrevendo sobre politica, já sobre outros assumptos. As folhas que redigiu são: - Correio da Bahia. Bahia, 1871-1878, in-fol. (só por dous annos). - Divrioda Bahia. Propriedade de umi associação. Bahia, 1877' 1881, in-fol.- Entre as folhas, para que tem collaboralo, está o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Escreveu: - Memória sobre o magistério e escriptos philosophicos do Dr. Sa- lustiano José Pedrosa, publicada por Epiphanio José Pedrosa como tri- buto de saudosa e fraternal amizade. Bahia, 1858, 24 pags. in-8° - Esta memória foi offerecida ao Instituto historico da Bahia e lida pelo autor na sessão de 2 de maio de 1858. - Estadistas e parlamentares brazileiros, por Timon. Rio de Ja- neiro, Ia, 2a e 3a series, 1883-1885, in-4° gr.- A primeira serie contém 24 noticias, sendo a ultima do Barão de Cotegipe, a quem é offerecida, com os retratos do mesmo Barão, do Visconde de Al aeté, do conse- lheiro Manoel Pinto de Souza Dantas, do conselheiro Gaspar da Sil- veira Martins, do conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, do con- selheiro José Bonifácio de Andrada e Silva ( 2°) e do Marquez de Para- naguá. Na imprensa diaria ha delle: - Um estadista do Império: Nabuco de Araújo, sua vida, suas opiniões, sua epoca, por seu filho Joaquim Nabuco. Serie de artigos no Jornal do Commercio - O ultimo foi publicado a 10 de dezembro de 1899. - Introducção de Jocelyn : poema de Aff. Lamartine, traduzido pelo conselheiro João Cardoso de Menezes e Souza, Barão de Para- napiacaba. - Estudos sobre a traducção de Tácito pelo dr. Magalhães Castro. - Noticia sobre o poemeto inédito « O bandido hollandez », do dr. J. J. Landulpho da Rocha Medrado- No Correio Mercantil da Bahia, 1867. - Noticia sobre as poesias do dr. Antonio de Castro Alves - No Diário da Bahia, 1867. - Noticia sobre o poeta Luiz Nicoláo Fagundes Varella - No Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. - Um traço sobre a assembléa constituinte: serie de artigos - no Jornal de Noticias do Rio de Janeiro, 1880. - D. Pedro II - No Jornal do Commercio de 5 de dezembro de 1892, occupando as seis primeiras columnas desta folha. - A historia e a legenda pelo conselheiro João Manoel Pereira da Silva: serie de artigos - No mesmo jornal de dezembro de 1893 a 4 de janeiro de 1894. E»JE 35 - O christianismo - Na Revista catholica. Rio de Janeiro, 1898. Sinto não ter obtido do dr. Deiró uma noticia de seus trabalhos e por isso vou concluir com alguns dos muitos folhetins de sua penna, no Jornal do Commercio. - Duas poetizas : Visões e sombras, poesias da Baroneza de Ma- manguape ; Lyrios d'alma, poesias de d. Maria Simões, junho de 1897. - Uma reminiscência. Noites brazileiras de d. Ignez Sabino. Julho de 1897. - O castigo da blasphemia, bailada do poeta allemão Burger. Agosto de 1897. - Byron. Setembro de 1897. - Sapho, elegia de Lamartine: versão. Setembro de 1897. - Tibullo. Elegia Ia do livro 1°. Saudade esteril. Setembro de 1897. - Propercio. Duas elegias. Visão. Outubro de 1897. - Cornelio Tácito: A' S. Ex. o Sr. Desembargador J. A. de Ma- galhães Castro - Na Revista Brazileira, segundo anno, volume 5o, 1880, pags. 84 a 112. - Cantos do Equador pelo Dr. Mello Moraes Filho - Na mesma Revista, tomo 8°, 1881, pags. 268 a 322. - O idyllio do 5o acto de Ernani, de Victor Hugo - Na mesma Re- vista e no mesmo tomo, pags. 409 a 442. Pedro F. Tlxelberge - Natural de França e nascido em Marcé, na antiga Normandia, em 1811, falleceu brazileiro por adoptar o paiz, a 8 de maio de 1864 em Icó, estado do Ceará. Fez em sua patria de nascimento os primeiros estudos sob a direcção de um tio padre, que queria attrahil-o ao estado clerical; mas.não se conformando elle com a vontade de seu tio, foi para Pariz, em cuja universidade foi graduado bacharel em lettras e depois doutor em medicina, tendo sido antes do segundo gráo cirurgião alumno dos liospitaes militares na cidade de Metz e no Val-Ie-Grâce, de Pariz, Jã casado em 1837, veio para o Brazil, esta- belecendo-se em Pernambuco, onde com sua esposa fundou um estabele- cimento de educação para meninas, que foi obrigado a fechar em 1845 por difflculdades financeiras e então passando para o Ceará, exerceu a medicina na capital. Em 1848 transferiu sua residência para o Icó, onde, além de sua clinica, deu-se a estudos de historia, estudou as neces- sidades da então província do Ceará e occupou-se das seccas ; fez propa- ganda da cultura do feno e trabalho de açudagem; incorporou uma companhia que infelizmente não pôde conseguir que funccionasse 36 V JC achou-se, omfim, á frente do varias obras e melhoramentos desse estado. Escreveu : - Esboço historico sobre a província do Ceará. Fortaleza, 1870, 1875, 1895, tres volumes in-4° com o retrato do autor -E' uma publicação posthuma, de que foi uma parte publicada no Diário de Per- nambuco. No 3o volume deste livro trata-se da presidência de Pedro José da Costa Barros até a do conselheiro Vicente Peres da Motta, da guerra civil de Cariry e de sua pacificação pelo general Labatut, do processo e execução de Pinto Madeira, etc. Tem elle 266 pags. in-8°. - Extractos dos assentos do antigo senado do Icó desde 1738 até 1835 ; do itinerário do presidente José Mariani em 1832; breve noticia sobre a capitulação do Juiz ; dita sobre a marcha de Tristão em 1824 ; ditas sobre antiguidades do Cariry, compiladas nos archivos do Icó, Aracaty, Fortaleza, etc.- Na Revista do Instituto, tomo 25°, pags. 62 a 125. Da pag. 117 em deante acham-se observações do dr. Theberge. - Carta chorographica da província do Ceará com a divisão eccle- siastica e indicação civil e judiciaria até hoje, 1861 - O original a aquarella pertencia á bibliotheca do Imperador D. Pedro II e hoje per- tence ao Instituto historico. Me consta que o Dr. Theberge escreveu uma - Memória sobre as seccas do Ceará-que nunca pude ver. Pedro Fernando* de Azevedo -Natural da Bahia e nascido a 6 de janeiro de 1690, estudou no collegio dos jesuítas do sua patria e, recebendo as ordens de presbytero depois de obter o gráo de mestre em artes, parochiou a freguezia de S. Filippe de Maragogipe desde 1719 até 1733. Deste anno em deante, renunciando seu beneficio, serviu como capellão no terço da guarnição da Bahia. Dedicou-se á predica, e de seus sermões publicou: - Sermão na solemnissima acção de graças que em 26 de agosto de 1731 na cathedral da Bahia fez celebrar o Rev. conego da mesma cathedral, o desembargador Caetano Dias de Figueiredo, á gloriosa SanfAnna pelo livrar de uma mortal enfermidade. Lisboa, 1732. - Sermão ao glorioso martyr do silencio, S. João Nepomuceno, na sua festa votiva que se celebra na cathedral da Bahia. Lisboa, 1742. - Oração fúnebre nas solemnissimas exequias do Sr. Rei D. João V, etc. Lisboa, 1753. Pedro Forna neles Pereira Corroa - Filho de José Fernandes Pereira Corrêa e dona Eduarda Maria de Jesus, nasceu em Montes Claros, Minas Geraes, a 29 de junho de 1837 e ahi falleceu r»E 37 a 9 de dezembro de 1879, e não a 9 de novembro de 1878, como consta das Ephemerides mineiras. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, foi um talento robusto e distinctissimo poeta desde os bancos desta faculdade, mas teve muitos desaffectos, porque, grande discursador, não conhecia conveniências ante a mediocridade assanhada e golpeava os sendeiros com um vigor inclemente. Exerceu cargos de magistratura em Minas Novas, foi advogado, jornalista e escreveu: - Vários trabalhos, quer em prosa, quer em verso - como afflrmam J. P. Xavier da Veiga em suas Ephemerides mineiras, e o doutor Fran- cisco Badaró em seu Parnaso mineiro, onde se acham seus: - Versos ao doutor Bernardo Joaquim da Silva Guimarães - Suas numerosas poesias existem, diz aquelle e « provavelmente apparecerão: mas quem sabe si como obra de algum aventureiro?» Collaborou para vários jornaes com artigos sobre - Questões jurídicas, políticas e administrativas, e também sobre assumptos litterarios em prosa e em verso. Quando estudante escreveu: - Estudos históricos - No Atheneu Paulistano. S. Paulo, 1861. Pedro Ferreira da Silva - Filho de Manuel Ferreira de Sant'Anna e dona Anna Procopia Ferreira da Silva, nasceu na cidade da Bahia a 19 de maio de 1860. Doutor em medicina pela facul- dade da mesma cidade, dedicou-se á clinica e foi exercel-a no actual estado de Santa Catharina por onde tem sido eleito deputado estadual e feleral. Foi o orador dos doutorandos na collação do grão em 1884 e escreveu : - Das complicações paludosas nas affecções agudas: dissertação. Relações e differenças entre as cellulas animaes e vegetaes; Das altas temperaturas nas moléstias; Considerações acerca do parallelo entre as operações cesarea ea cephalotripia repetida sem tracção: proposições: these para obter o grão de doutor em medicina, etc. Bahia, 1884, 109 pags. in-4°. - Discurso proferido no acto da collação do grão em 1884 pelo orador eleito, etc. Bahia, 1884, 20 pags. in-8°. Pedro Francisco <l:i Cosia Alvarenga - Na- tural de Oeiras, da província do Piauhy, onde nasceu no anno de 1826, falleceu em Lisboa a 14 de fevereiro de 1883, doutor em medicina for- mado em Bruxellas; professor da escola medico-cirúrgica daquella cidade, tendo para isso se naturalisado cidadão portuguez; medico da camara de sua magestade fidelíssima, do real hospital de S. José e da 38 PE santa casa da Misericórdia ; socio effectivo da real Academia das sciencias da mesma cidade, correspondente da imperial Academia de medicina do Rio de Janeiro e de muitas associações de lettraso sciencias da Europa. Estabeleceu sua residência em Lisboa, para onde fora com seu pae na edade de oito annos, fazendo ahi os estudos primários e de humanidades, no collogio dos Loyos, depois dos quaes seguiu para Bru- xellas. Escreveu muitas obras sobre assumptos médicos, algumas tra- duzidas em outras linguas, das quaes mencionarei a traducção por não ter visto os originaes. São ellas: - Estudo sobre as variações de comprimento dos membros pel- vianos na coxalgia: these, etc. Lisboa, 1850, in-4°. - Gazeta Medica de Lisboa. Lisboa, 1853 a 1883, in-fol.- Até o anno de 1862 foi esta revista collaborada por alguns collegas do dr. Al- varenga; mas desta epoca em deante, dahi até sua morte, foi elle o unico redactor. Delia foram muitos escriptos traduzidos e publicados em outras revistas da Europa. - Estudo sobre algumas das mais importantes questões sobre o cliolera epidemico: memória premiada pela sociedade de Sciencias me- dicas no concurso de 1854. Lisboa, 1856, in-8° - Sahiu também no jornal da dita sociedade, vol. 14°, 1850, pag. 197, continuando no vol. 15° até pag. 208. - Consideração sobre o cholera-morbus epidemico no hospital de S. José de Lisboa. Lisboa, 1856, 39 pags. in-4°. - Relatorio sobre a epidemia do cholera-morbus no hospital de Sant'Anna em 1856. Lisboa, 1858, 148 pags. in-4° - Sobre este escripto publicou-se « Noticia do Relatorio sobre a epidemia de cholera-morbus no hospital de SanfAnna em 1856». Lisboa, 1858, 16 pags. in-8°. - Memória sobre a insuíliciencia das valvulas aorticas e conside- rações géraes sobre as moléstias do coração. Lisboa, 1855, in-8° - Foi traduzida em francez pelo dr. Garnier e impressa em Pariz em 1856. Neste anno foi publicado em Lisboa umopusculo de 44 pags. in-4° com o titulo: Parecer de alguns médicos, nacionaes e estrangeiros, acerca da Memória sobre a insufflciencia das valvulas aorticas, etc. - Apontamentos sobre os meios de ventilar e aquecer os edilicios públicos e, em particular, os hospitaes: memória premiada pela socie- dade de Sciencias medicas de Lisboa. Lisboa, 1857, 154 pags. in-4° com estampas. - Esboço historico sobre a epidemia de febre amarella na freguezia da Pena em 1857. Lisboa, 1859, 35 pags. in-4°. - Anatomia pathologica e symptomatologia da febre amarella em Lisboa no anno de 1857: memória apresentada á Academia real das 1?E 39 sciencias de Lisboa em julho de 1860. Lisboa, 1861, XVII-238 pags. in-4° com 18 mappas demonstrativos - Foi traduzida em francez e pu- blicada no mesmo anno polo dr. Garnier era Pariz, e elogiada por no- tabilidades. - Como actuara as substancias brancas e cinzentas da medulla es- pinhal na transmissão das impressões sensitivas e terminações de von- tade ; these de concurso, etc. Lisboa, 1862, in-4°. - Estado da questão acerca do duplo sopro crural na insutliciencia das valvulas aorticas. Lisboa, 1863, 32 pags. in-4°. - Apontamentos ácerca das ectocardias a proposito de uma varie- dade descripta, a trachocardia ; lidos na Academia real das sciencias. Lisboa, 1867, 76 pags. in-4° com figs. intercalladas no texto - Esta obra foi traduzida para o francez pelo dr. A. Marchand e publicada em Bruxellas, 1869. - Estatística dos hospitaes de S. José, S. Lazaro e Desterro no anno de 1865, feita segundo o plano e debaixo da direcção do dr. etc. Lisboa, 1868, in-4° -Foi traduzida pelo dr. L. Papillaud para o francez. - Discursj pronunciado na sessão solemne da abertura da escola medico-cirurgica de Lisboa no dia 13 de julho de 1869 em presença de S. M. o Senhor D. Luiz I. Lisboa, 1869, 21 pags. in-4°. - Da importância da estatística em medicina. Lisboa, 1869, in-4° - Este escripto foi no mesmo anno traduzido e publicado em Anvers pelo dr. Luciano Papillaud, 32 pags. in-4°. - Considerations et observations sur 1'epoque de 1'occlusiondu trou ovale et du canal arteriel. Lisbonne, 1869, 44 pags. in-4°. - Estudo sobre as perfurações cardi iças e em particular sobre as communicações entre as cavidades direitas e esquerdas do coração a proposito de um caso notável de teratocardia: memória lida na real Academia das sciencias de Lisboa. Lisboa, 1868, 154 pags. in-4a com figuras intercalladas no texto - Traduzido pelo dr. L. Papillaud, foi publicado nu Gazeta Medica de Pariz, tomo 25°, 1870, pags. 435 e se- guintes e neste mesmo anno publicou-se um opusculo sob o titulo: « Noticias analyticas do estudo sobre as perfurações cardíacas e em particular sobre as communicações entre as cavidades direitas e es- querdas do coração, etc., Lisboa, 1870, 40 pags. in-8°». - Anatomia pathologica e pathogenia das communicações entre as cavidades direitas e esquerdas do coração - Foi traduzida pelo dr. E. L. Bertherand e publicada em Marseille, 1872, 107 pags. in-4°. Na se- gunda parte deste livro o autor discute cora toda proficiência as di- versas theorias sobre a pathogenia das communicações cardiacas. 40 - Elementos de thermometria clinica geral. Lisboa, 1870, 225 pags. in-4"- Foram traduzidos pelo dr. G. Spampinati e publicados em Ná- poles em 1876, 232 pags. in-8°, e pelo dr. Papillaud, em francez, tra- ducção que teve a Ia edição em 1871 e a 2a em 1882, 329 pags. in-8°. - Dacyanose, particularmente sob o ponto de vista de sua historia, sua natureza e sua genese a proposito dos symptomas da commuui- cação entre as cavidades direitas e esquerdas do coração. Lisboa - Foi traduzida em francez pelo dr. E. L. Bertherand, Lille, 1873, 63 pags. in-4° e coroada pela sociedede central de medicina do norte da França no concurso de 1871. - Bosquejo histérico e critico da cyanose. Lisboa-Traduzido pelo dr. Bertherand. Lisboa, 1873, 32 pags. in-4°. - Bosquejo historico e critico dos meios therapuuticos empregados contra a erysipela. Lisboa, 1873, 24 pags. in-8°. - Dela thermopithologie gener&le (hkvre), marche, periodes et types de la temperature pathologique par le docteur, etc.; traduit du portugais par le docteur L. Pappillaud. Lisbonne, 1871, 90 pags. in-4°. - De li thermosemiologie et thermacologie: analyse de la loi thermo-differentielle. Observations originales, touchant 1'influence des divers moyens therapeutiques sur la temperature pathologique par le docteur, etc. Lisboa, 1871, in-8°, traduit du portugais par J. F. Bar- bière. Ouvrage couronnée par la societé de medecine d'Anvers. Anvers, 1872, 130 pags, in-8°. No anno seguinte publicou-se: - Grundzuge der Ailgemeinen clinischen Thermometric und der Thermosemiologie und Thermacologie von dr. etc. Aus den portu- guesischen ubersetzt von dr. O. Wucherer. Stuttgart, 1873, 262 pags. in-4". - Noticia sobre a viagem ao Brazil do dr. Alvarenga - Foi tra- duzida pelo dr. Almér e publicada em 1873, in-8°. - Bosquejo historico da percussão. Lisboa, 1874, 19 pags. in-4°. - Symptomatologia, natureza e pathogenia do beriberi: memória apresentada á real Academia das sciencias de Lisboa em sessão de 7 de março de 1872. Lisboa, 1875, 244 pags. in-4° com figuras no texto - Foi traduzida em francez pelo dr. Bertherand e em italiano e publicada em Nápoles pelo dr. Guiseppe Spampinati. - Do salicato de potassa no tratamento da erysipela: experiencias physiologicas e therapeuticas; observações originaes apresentadas á Academia real das sciencias de Lisboa. Lisboa, 1875, 184 pags. in-4" - Foi traduzida no anno seguinte pelo dr. Bertherand, e em allemão pelo dr. J. B. Ullersperger, Múchen, 1876. 1?J£I 41 - Da propylamina^ trimethylamina e saus saes sob o ponto de vista pharmacologico e therapeutico: memória apresentada á real Aca- demia das sciencias de Lisboa, etc. Lisboa, 1877, 104 pags. in-4° com figuras no texto - Foi também escripta em francez peio dr. Mauriac. - Leçons cliniques sur les maladies du coeur, principalement au point de vue de la valeur semeioiogique, du retard de pouls, de double soufflé et de la double vibration des arteres, des effets sur ces pheno- ménes etc. Traduit du portugais par le dr. E. L. Bertlierand. Lisbonne, 1878, 379 pags in-4°, com figuras intercalladas no texto. - Reclamations et repenses; question de priorité soulevée par M- Durosier relativemcnt à la decouverte de double soufflé crural dans rinsufflcience aortiquo. Lisbonne, 1880, 31 pags. iu-4°. - Pharmacothermagenese ou theoria da acção dos medicamentos sobre a temperatura animal. Lisboa, 1880, 80 pags. in-4°. - Des medications hypothermiqueset hy per thermiques, et des moyens tberapeutiques que les remplissent. De la pharmacothermogenese ou theories de 1'action des medicamcnts sur la temperature animal. Lis- bonne, 1881, 210 pags. in-8°. - Theories de l'action therapeutique du tartrestibié dans lapneu- monie. Lisbonne, 1881, 52 pags. in-8°. - Apontamentos sobre os pontos de applicação das vias de absorpção dos medicamentos. Lisboa, 1882, 47 pags. in-4°. - Fragmentos de pharmacotherapiologia geral ou de matéria me- dica e therapeutica. Primeira parte: princípios geraes; problemas ca- pitães de therapeutica. Lisboa, 1883, 476 pags. in-8°-A segunda parte desta obra, já prompta, não chegou a entrar no prelo. Esta mesma quasi fica inédita. Depois de sua morte, foi publicada por pessoa de sua amisade. - Tratado de matéria medica e de therapeutica pelo dr. Noth- magel, traduzido do allemão por João Felix Pereira e revisto pelo dr. Pedro Francisco da Costa Alvarenga. Lisboa, 1879, in-8°. - O doutor Pedro Francisco da CostaAlvarenga.no Brazil. Noticia reproduzida da Imprensa do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Lisboa, 1884. T»edlro Garcia da Cunha - Sei apenas que, nascido a 27 de março de 1799, era capitão-tenente da armada em 1862, ca- valleiro da ordem de S. Bento de Aviz e das ordens da Rosa e do Christo. Foi autor da 42 1*1^ - Planta do rio S. Gonçalo na província do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro, 1833. Na lithographia militar. - Planta da cidade de Pelotas (Barra de S. Gonçalo ),0m ,610 X0ra,416. Fedro Gomes de Camargo - Presbytero secular deve ser pelo trabalho que escreveu e passo a expôr. Nada mais sei a seu respeito. - Oração fúnebre que por occasião das exequias feitas de corpo presente ao Exm. e Rev. Sr. Diogo AutoniOjFeijó, grã-cruz da ordem do Cruzeiro e senador do Império, na igreja do Convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo da Imperial cidade de S. Paulo, aos 25 de novembro de 1843 recitou, etc. S. Paulo, 1843, 12 pags. in-4n. Pedro Gomes Ferrão Castello-Branco - Natural da Bahia e coronel do milícias, foi quem promoveu a insti- tuição da bibliotheca publica desta província, a primeira fundada no Brazil a 13 ou 14 de maio de 1811 e aberta a 4 de agasto do mesmo anno, apenas com tres mil volumes. Para isso não só offe- receu os primeiros livros, como também apresentou ao governador Conde dos Arcos um plano que foi acceito, e é o - Plano para o estabelecimento de uma bibliotheca publica na cidade de S. Salvador, Bahia de Todos os Santos, oíferecido á appro- vação do Sr. Conde dos Arcos, etc. Bahia, 1811, 2 fls. in-fol. - Discurso recitado na sessão da abertura da livraria publica da Bahia no dia 4 de agosto de 1811 - Está no « Catalogo geral das obras de sciencia e litteratura que contém a bibliotheca, etc. » por A. Ferrão Moniz, Io vol., 2a parte, pags. 43 a 52. Pedro Gomes Ferreira de Castilho - Filho de Antonio Gomes Ferreira de Castilho, o morgado da Ponte da Folha, de quem me occupei no primeiro volume deste livro, nasceu na Bahia no século XVII e falleceu no século seguinte. Foi poeta, como seu pae e deixou varias - Poesias inéditas - de que não ha noticia. Sómente sei do - Soneto em resposta a outro soneto de seu pae, com o titulo « Despedida a meu filho », ambos publicados no Muzaico poético de Emilio Adet e J. Norberto de Souza e Silva. im: 43 Pedro Hei-mes Monteiro - Nascido em Icó, actual estado do Ceará, pelo anno do 1850, é presbytero do habito de S. Pedro, ordenado em 1893 e escreveu : - Arte de canto-chão ou lithurgico. Rio de Janeiro, 1896. Pedro Jacome da Silva Bessoa - Natural de Pernambuco, ahi falleceu em outubro de 1891. Sei apenas que cul- tivou a poesia e que escreveu: - Equatoriaes: poesias. Recife... Pedro José de ^Jbrcn - Natural da cidade da Bahia o bacharel em lettras polo lycêo da mesma cidade, vindo pira o Rio de Janeiro, aqui obteve, por concurso, a cadeira de geographia do antigo collegio Pedro II, depois Instituto nacional de instrucção se- cundaria e hoje Gymnasio nacional e para a regencia de sua cadeira escreveu: - Elementos de geographia moderna e cosmographia para uso dos alumnos do Imperial Collegio Pedro II. Rio de Janeiro, in-8° - Este livro tem tido varias edições; a segunda é de 1867 ; a terceira de 1870 ; a quarta de 1871; a quinta de 1875, 260-52 pags. in-8°, a sétima de 1882, in-8°. Este livro foi adoptado pelo conselho director da instrucção publica para uso dos alumnos do Collegio Pedro II, hoje Gymnasio nacional. - Pontos de geographia physici... Pedro José da Costa Barros - Nascido na antiga villa do Aracaty, no Ceará, a 7 de setembro de 1779, falleceu no Rio de Janeiro a 20 de outubro de 1839, tenente-coronel de artilharia, senador desde a installação do senado, oíHcial da ordem do cruzeiro e cavalleiro da de Christo. Foi deputado á constituinte portugueza e á do Brazil, administrou a pasta da marinha no terceiro gabinete do Império e presidiu a província do Maranhão e sua província natal. Achando-se neste cargo a 29 de abril de 1824, foi obrigado, em vir- tude de queixas levadas á camara municipal da capital pelo capitão- mór José Pereira Filgueiras, a deixai-o a instancias de uma com- missão da mesma camara, o que fez, protestando contra a violência que lhe era feita. Cultivou a poesia e escreveu: - Ode pindarica ao Príncipe regente do Brazil, S. A. R. o Se- reníssimo Sr, D. Pedro de Alcantara. Rio de Janeiro, 1822, 8 pags. in-4°. 44 r>E - Tributo de gratidão o respeito que a Suas Magestades o Impe- rador e a Imperatriz do Brazil O. D. C. Rio de Janeiro, 1829, in-4°. - Dithyrambo nos faustíssimos annos de S. M. a Imperatriz. Rio de Janeiro, 1830, in-4°. - Defesa apresentada ao senado brazileiro, etc. Rio de Janeiro... - Este trabalho nunca pude ver. Depois, porém, foi publicado um folheto analysando a Defesa e por fim a - Resposta a um folheto anonymo contra a Defesa do senador Pedro José da Costa Barros pelo cavalleim da Rosa. Rio de Janeiro - Esta resposta veio entre outros livros da bibliotheca do Imperador D. Pedro II, passados para o Instituto historico. I*e<lro José Teixeira - Nada pude saber a seu re- speito e o contemplo neste livro, porque o vejo no Diccionario de In- nocencio da Silva com o asterisco indicando ser brazileiro. Escreveu: - O poder da natureza ou a honra premiada e a imprudência punida: drama era quatro actos. Rio de Janeiro, 1848, 62 pags. in-8°. - A deserção ou as terríveis illações do amor: tragédia em quatro actos. Rio de Janeiro. Pedro Julio de Barbuda - Filho de Pedro de Bar- buda e Góes e dona Emiliana Francisca Lopes de Barbuda, nasceu na cidade da Bahia a 12 de abril de 1853. Doutor em medicina pela faculdade desta cidade, exerceu a clinica em Sergipe, onde foi no- meado major cirurgião-mór da guarda nacional. Tornando á B ihia, inscreveu-se ao mesmo tempo para o concurso a um logar de sub- stituto da cadeira de psychiatria e moléstias nervosas na faculdade de medicina, para o qual o respectivo ministro nomeou antes do con- curso pessoa que nem ao menos se havia inscripto para elle e para o concurso á cadeira de lingua portugueza e litteratura nacional da escola normal do sexo masculino, para a qual foi nomeado. E' membro de algumas associações de lettras, do Gabinete de leitura de Maroim, e do Gabinete de Laranjeiras, do qual foi fundador; foi deputado á assembléa dessa província, onde tomou parte activa na política e fez varias conferencias; tem collaborado para varias folhas de Sergipe e da Bahia, e foi um dos redactores da - Renascença: revista litteraria. Bahia, 1894-1895, in-fol. do 8 pags. e duas columnas - Sahiu o Io numero a 24 de setemdro da- qaello anno e o ultimo a 30 de agosto deste. 45 - O Album. Bahia... Nunca o vi. Escreveu: - Qual o melhor tratamento das febres perniciosas? Hematúria endemica dos paizes quentes; Infecção purulenta; Que confiança me- rece a preparação phai maceutica, chamada extracto: these de douto- ramento. Bahia, 1875, 1 fl., 87 pags. in-4° gr. - Estylo: these de concurso para o logar de lente'da lingua por- tugueza e lilteratura nacional da Escola Normal. Bahia, 1890, 73 pags. in-4°. - Discurso proferido no acto solemne da entrega dos auneis aos professorandos de 1898 no Instituto normal da Bahia. Bahia, 1898, 96 pags. in-8°. Pedro Labatut - Nascido em Cannes, França, falleceu na Bahia em avançada idade a 21 de setembro de 1849, sendo ma- rechal de campo do exercito, dignitário da ordem do Cruzeiro, caval- leiro da Legião de Honra, da França, e condecorado com a medalha da guerra da independencia na Bahia. Foi quem organisou o exercito para combater o brigadeiro commandante das forças luzitanas Luiz Ignacio de Madeira e Mello, e intimou-o a retirar-se com as mesmas forças a 16 de novembro de 1822, sendo o chefe daquelle exercito. Victima de uma calumnia no exercicio desse cargo, foi preso a 21 de maio do anno seguinte e, vindo para o Rio de Janeiro, foi unanime- mente absolvido pelo conselho de guerra a que respondeu, e escreveu por essa occasião : - Díspedida do General Labatut aos bahianos. Bahia, 1823, 1 d. in-fol. - Resposta de P. Labatut ao coronel Francisco de Lima e Silva. Rio de Janeiro, 1824, in-fol. - Resposta que aos seus inimigos dá o general Labatut. Rio de Janeiro, 1824, in-fol. - Declaração franca que faz o general Labatut de sua conducta emquanto commandou o exercito imperial e pacificador da província da Bahia, e que offerece aos nobres e honrados bahianos. Rio de Ja- neiro, 1824, 18 pags. in-4°. ( Veja-se Miguel Calmon du Pin e Almeida. ) - Defesa do general Labatut sobre a sua conducta emquanto commandou o exercito pacificador da Bahia, em resposta aos quatro artigos de sua accusação, que lhe foram communicados por ordem do conselho de guerra, a que já tem respondido, por determinação de S. M. I. Rio de Janeiro, 1824, 36 pags. in-4". 46 PE F*e<lro Leão Velloso, Io - Filho do coronel Pedro Gomes Ferreira Velloso, nasceu em Itapicurú, na Bahia, a 1 de ja- neiro de 1828. Bacharel em direito pela faculdade do Recife, foi muitas vezes deputado á assembléa provincial, deputado á assembléa geral e senador do Império ; presidiu as provindas do Pará, do Maranhão, do Piauhy, do Ceará, do Rio Grande do Norte, de Alagoas e do Espirito Santo ; foi ministro dos negocios do Império no gabinete de 3 do julho de 1882 e agraciado com o titulo de conselho do Imperador, commen- dador da ordem da Rosa o da de Christo e cavalleiro da ordem de S. Gregorio Magno, de Roma, tem redigido vários periódicos como o - Diário da Bahia. Bahia... - Foi a epoca mais brilhante deste jornal, a de sua redacção. Escreveu vários trabalhos na administração das províncias que presidiu, como: - Relatorio apresentado á Assembléa legislativa do Ceará na sessão ordinaria do 1881, 100 pags. in-4° com appendice. - Relatorio apresentado â Assembléa geral legislativa na ter- ceira sessão da 18a legislatura pelo ministro e secretario de estado dos negocios do Império, etc. Rio de Janeiro, 1883, in-4°. - A reforma das Academias de melicina: discursos proferidos no senado em diversas sessões pelos conselheiros Pedro Leão Volloso e Affonso Celso de Assis Figueiredo. Rio de Janeiro, 1882, 201 pags. in-8° - São tres os discursos do conselheiro Leão Velloso, da pag. 107 a 201. Pedro Lesto Velloso, 2° - Filho do precedente, nasceu em Itapicurú, termo da Bahia, a 19 de março de 1856. Como seu pae, bacharel em direito pela faculdade do Recife, seguiu a carreira da magistratura e sendo juiz de direito, era chefe de policia da província de S. Paulo quando foi proclamada a Republica o lente cathedratico da faculdade livre de sciencias jurídicas e sociaos do Rio de Janeiro. Actualmcnte è advogado na cidade do Rio de Janeiro. Escreveu: - Direito civil. Na Revist i Académica de sciencias e lettras do Recife. De seus trabalhos na advocacia tenho á vista: - As razões de appellação dos syndicos da massa fallida de Car- doso Rangel & Comp. Pedro Luiz Napoleão Chernoviz- Natural da Polonia, Império da Rússia, e nascido no anno de 1813, falleceu em Pariz a 31 de agosto de 1881, sendo doutor em medicina pela facul- dade de Montpellier, official da ordem da Rosa e cavalleiro da de Christo. As commoções políticas por que passava a sua infeliz patria pk 47 o obrigaram a deixal-a em 1830 e, depois de cursar aquella facul- dade e de estar mais tres annos na França, emigrou em 1840 para o Brazil, onde naturalisou-se cidadão brazileiro, dedicou-se ao exercicio de sua profissão, voltando a Pariz em 1855. Na patria adoptiva ca- sou-se e cultivou a estima da numerosa corporação clinica e prestou os mais relevantes serviços á matéria medica. Escreveu: - Diccionario de medicina popular, em que se descrevem, em lin- guagem accommodada ás pessoas extranhas á arte de curar, os signaes, as causas e o tratamento das moléstias ; os soccorros que se devem prestar nos accidentes graves e súbitos, como aos afogados, aos asphi- xiados, fulminados de raios, ãs pessoas mordidas por cobras vene- nosas, nas perdas de sangue, etc. etc. Rio de Janeiro, 1842-1843, 2 vols. in-8% de 471 e 488 pags.-Segunda edição correcta econsideravel- mente augmentada. Rio de Janeiro, 1851, 3 vols. de 492, 496 e 632 pags. com 5 ests.- Terceira edição, muito augmentada. Pariz, 1862, 3 vols. com 1.848 pags. e 231 figuras intercalladas no texto - Quarta edição, reformada e consideravelmente augmentada. Pariz, 1879, 2 vols. in-4° - Quinta edição, consideravelmente augmentada, posta a par da sciencia. Pariz, 1878, 2 vols. in-4' - Sexta edição, revista, correcta e muito augmentada. Pariz, 1890, 2 vols. in-4°, com 1.250 pags. cada um e com 913 figuras intercalladas. Esta ultima, pos- thuma, é feita por A. Roger e F. Chernoviz e accrescentada de muitos artigos das sciencias accessorias e das sciencias medica e ci- rúrgica em geral, assim como de mais de quatrocentas figuras. Ha uma edição castelhana, traduzida da quinta portugueza. - Formulário ou guia medico, contendo a descripção dos medi- camentos, suas propriedades, suas dóses ; as moléstias em que se em- pregam ; as substancias incompativeis com elles; as plantas medi- cinaes indígenas; as aguas mineraes no Brazil, etc. Rio de Janeiro, 1841, in-12° - Segunda edição, inteiramente reformada, 1846, in-12° - Terceira edição, 1852, 701 pags. in-12° - Quarta, 1856, in-12°, sendo todas do Rio de Janeiro - Quinta, Pariz, 1860. Houve ainda outras edições de Pariz, sendo a oitava reformada segundo o novo Codigo pharmaceutico de 1866 e consideravelmente augmentada, 1868, 972 pags. ' in-8° com 183 figuras intercalladas no texto; a undécima de 1.283 pags. in-8°; a duodécima contendo um supplemento coma descripção e usos de muitos medicamentos novos, a prophilaxia de muitas moléstias, entre outras o cholera-morbus, como 'também os trabalhos recentes sobre o carbúnculo, e sobre a raiva, do dr. Pasteur, e augmentada de conformidade com a nova edição do Codigo pharma- ceutico de 1884, Pariz, 1886, 1.368 pags. in-80, com 429 Hguras e4 48 vi: mappas balneares ; ha finalmente decima terceira edição, accrescentada, de 1888, com um exame clinico das ourinas, e decima quarta edição, ainda accrescentada, com 438 figuras in-8°. Ha uma edição desta obra em castelhano, traduzida da decima edição portugueza, 1880. Desta obra já vi a decima sexta edição. - Historia natural para meninos ou breve descripção de muitos aniinaes e vegetaes, extrahida das obras de Buffon, Cuvier e outros naturalistas e adequada ao uso da mocidade, com 154 estampas in- tercalladas no texto. Pariz, 1862, 180 pags. in-8° gr. - Modo de conhecer a idade do cavallo, do burro, das bestas muares, do boi, do carneiro, da cabra e do porco; fundado nas obser- vações mais modernas de médicos veterinários, com 52 figuras. Pariz... Deste autor ha trabalhos em revistas medicas do Brazil, como: - Memória sobre o emprego do nitrato de prata nas moléstias genito-urinarias- Nos Annaes Brazilienses de Medicina, 1841-1842, pag. 211 e segs. - Maçadura -Na Gazeta Mediei da Bahia, tomo 4% 1869-1870, pags. 40, 51, 64, 74, 88 e segs. - Thermometria medica -Idem, tomo 6o, 1872-1873, pags. 213, 242, 264 e segs. - Medicamentos novos e medicações novas - Idem, tomo 7o, 1873- 1874, pags. 72, 82, 146 e 248 e segs. - O emprego dos canos de chumbo para a distribuição de agua nas cidades - Idem, pag. 182 e segs. JPedro Luiz Osorio -Filho de Pedro Luiz Osorio e sobri- nho do general Marquez do Herval, Manoel Luiz Osorio, e nascido em Bagé no Rio Grande do Sul, é doutor em medicina pela faculdade de Pariz, tendo começado o curso medico na faculdade do Rio de Janeiro ; escreveu : - Recherches sur P exostose sous-inguinale de gros orteil : these presentée et soutenue á la Faculté de Medecine de Paris pour obtenir le grade do docteur en medecine, etc. Paris, 1882, 55 pags. in-4°, com estampa» - Operação cesariana polo methodo de E. Porro: these apresen- tada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro para ser sustentada afim de poder exercer a sua profissão no Império do Brazil. Rio de Ja- neiro, 1883, 100 pags. in-4° gr. - O poder da carne: romance da escola realista - Foi publicado em folhetins no periodico Quinze de Novembro. Bagé, 1890. 49 Pedro Ihuix Pereira de Souza-Filho do com- mendador Luiz Pereira Souza e dona Maria Carlota de Viterbo o Souza, nasceu em Araruama, província do Rio de Janeiro, a 13 de dezembro de 1839 e falleceu no município do Bananal, de S. Paulo, a 16 de julho de 1884, bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, do conselho de sua magestade o Imperador, grande dignitário da ordem da Rosa, grã-cruz das ordens franceza da Legião de Honra e rumaniana da Estrella. Exerceu a advocacia na côrte com o conselheiro Octaviano, seu amigo, e depois em Barra Mansa; foi deputado á 12a legislatura de 1864 a 1866, e na 17a de 1878 a 1881 ; fez parte do gabinete de 28 de março de 1880 e presidiu depois a província da Bahia. Litterato e poeta desde os bancos da f- culdade de direito, escreveu muitas poesias que deixou esparsas, ou inéditas, e também alguns trabalhos em prosa, dos quaes citarei: - As escolas cosmopolita e nacional ( critica ) - Na Revista mensal do Ensaio philosophico paulistano. S. Paulo, 1859. - Voz no deserto: paginas de Trystau. Rio de Janeiro, 1867, 33 pags. in-8' - E' um pamphleto político contra o gabinete de 3 de agosto do 1866. - Os voluntários da morte; canto epico, offerecido aos assignantes da Sem ma Illustrada. Rio de Janeiro, 1864, in-8'. - Terribilis Dea. Rio de Janeiro, 1860 - Esta poesia foi antes re- citada em um circulo de homens de lettras, com admiração e applausos; foi reproduzida depois na imprensa de quasi todo o Império, o em Lisboa onde o Visconde de Castilho chamo r-a um rugido de leão. São delia os seguintes versos : Quando ella appareceuno escuro do horizonte, O cabello revolto... a pallidez na fronte... Aos ventos sacudindo o rubro pavilhão, Resplendente de sol, de sangue fumegante, O raio illuminou a terra... nesse instante Frenetica e viril se ergueu uma nação ! A deusa do sepulchro ! A pallida rainha! A morte é sua vida. Impavida caminha, Ora grande, ora vil, nas trevas ou na luz ; A côrte que a rodeia é lugubre cohorte ; Tem gala e traja luto ; é o séquito da morte, A miséria que chora, a gloria que seduz. 50 PE Desde que o sol nasceu, nasceu aquelle espectro ; De raios coroou-se ! Ao peso de seu sceptro A terra tem arfado em transes infernaes !... Do mundo as gerações teem visto em toda idade, Sinstra, apparecer aquella divindade, Celebrando no sangue as grandes saturnaes ! No seu olhar de fogo ha raios de loucura... Tein cantos de prazer, tem risos de amargura ! Muda sempre de céo, de rumo e de pharol ! Aqui - pede ao direito a voz forte e serena ; Alli - ruge feroz, feroz como uma hyena... Assassina na terra ou mata á luz do sol!... E' uma deusa fatal! Quer sangue... e atira flores ! Abraça, prende, esmaga seus adoradores, Embriaga-os de gloria e os cerca de esplendor. E e-ses loucos, depois de feitos de gigantes, A túnica lhe beijam ardentes, delirantes, E morrem a seus pés na febre desse amor. - A sombra de Tiradentes e Nunes Machado. Rio de Janeiro, 1866 - São duas poesias. A primeira se acha reimpressa com outra «A morte de Landulpho Medrado », no livro Annos Académicos, do dr. Peçanha Povoas. Rio de Janeiro, 1870, de 217-219 pags. Esta ultima e a poesia Nunes Machado foram antes publicadas na Opinião Nacional de Pernam- buco de 14 e 21 de julho de 1869. - Prisca fides: estancias lidas em um jantar intimo, offerecidas ao conselheiro Thomaz José Coelho de Almeida, no dia 30 de agosto de 1876, no hotel da Europa. Rio de;.Janeiro, 1876. As poesias do conselheiro Pedro Luiz vem no livro: - Lyra popular ou collecção completa das poesias dos conselheiros José Bonifácio, Pedro Luiz e Francisco Octaviano, livro que nunca vi, assim como no livro a Patria: homenagem posthuma a um de seus mais dignos filhos, Bahia 1884 com mais a poesia O Covarde e duas poesias traduzidas de Lamartine com os titulos: O lago e O sino da aldeia. O conselheiro Pedro Luiz collaborou para alguns jornaes, como O Correio Mercantil, A Opinião Nacional e o Diário do Povo, e redigiu: - A Actualidade .-jornal político, litterario e noticioso. Rio de Ja- neiro, 1858-1864, in-fol. - Teve por companheiros nesta publicação vií: 51 Flavio Farnése, Lafayette R. Pereira e Bernardo J. da Silva Guimarães, passando ella de 1864 em deante á redacção de Antonio Barbosa da Silva e Luiz Barbosa da Silva. E ainda : - Le Brèsil. Rio de Janeiro, 1862-1863 - com os dous primeiros acima mencionados. Pedro Luiz Soares de Souza - Filho do dr. Fran- cisco Manoel Soares de Souza, nasceu a 8 de novembro de 1855 na antiga província do Rio de Janeiro, è engenheiro civil formado pela Escola polytechnica, viajou pela Europa e escreveu: - Um programma de partido e de governo ou reacção patriótica. Nápoles, 1894. - A restauração da monarchia no Brazil. Lisboa, 1894 - E' uma collecção de artigos publicados no periodico Século desta cidade, nos quaes o autor procura demonstrar a impossibilidade dessa restau- ração. - Soluções necessárias. Génova, 1898 - Trata o autor neste livro « de importantes questões financeiras: estuda as responsabilidades e perigos dos poderes legislativo e executivo em relação ao orçamento de 1896, á conversão das apólices, os novos impostos, o consumo do café e aponta a decretação de leis que julga urgentes. O producto da venda deste trabalho, que demonstra o estudo de seu autor e o interesse que tem pelo seu paiz, será entregue ao Presidente do Club de Enge- nharia para inicio de uma subscripção destinada ao levantamento de uma estatua ao Visconde de Mauá ». Pedro Luiz Sympson - Natural do Amazonas, ahi foi deputado provincial e major da guarda nacional no tempo da Monarchia. E' cavalleiro da ordem de Christo e escreveu: - Grammatica da lingua brasilica geral, fallada pelos aborígenes das províncias do Pará q Amazonas. Manáos, 1877, in-8° com o re- trato do autor. Me dizem que ê deste autor o seguinte trabalho as- signado por P, L. S.: - A colonia Azambuja desde sua fundação. Rio de Janeiro, 1882, in-8°. Pedro Macedo de Aguiar - Filho do dr. Fran- cisco Pereira de Aguiar e dona Sophia Henriqueta de Macedo Aguiar, e irmão do dr. Joaquim Macedo de Aguiar, ambos mencionados neste livro, nasceu na cidade da Bahia a 14 de abril de 1851, é doutor em 52 r»i±: medicina pela faculdade do Rio de Janeiro e professor de francez da Escola naval. Escreveu: - Electrotherapia; Effeitos da electricidadedynamica; Hemorrhagias puerperaes ; Aleitamento natural, artificial e mixto em geral, e cm particular do mercenário, attentas as condições em que se acha a ci- dade do Rio de Janeiro: these apresentada á Faculdade de medicina, etc. Rio de Janeiro, 1874, 2 íls. 119 pags. in-4° gr. - Lições de techuologia marítima na lingua frameza. Rio de Ja- neiro, 1887 - Esta obra foi approvada pela congregação da Escola naval. - Diccionario de marinha nas linguas franceza e portugueza. Rio de Janeiro, 1888. - Fernando : drama - Este livro foi lido no imperial Collegio Pedro II, hoje Gymnasio nacional, perante o Imperador em 1880. Não foi dado á estampa. - O obstáculo : peça em quatro actos, original de Daudet, tra- ducção do dr., etc. - Foi representada pela primeira vez no thoatro Lucinda a 7 de outubro de 1891. Pedro Machado do Miranda, Mallieiros - Portuguez do nascimento, segundo me consta, mas brazileiro pela constituição do Império, vivia no Brazil em 1839, senlo presbytero secular e monsenhor. Foi inspector da colonia dos suissos de Nova Friburgo, chanceller-mór do reino e socio da Academia re J das sciencias de Lisboa. Escreveu: - Instrucção para os viajantes e empregados nas colonias sobre a maneira de colher, conservar e remetter os object< s de historia natural, arranjada pela Administração do R. Museu de historia natural de Paris, traduzida por ordem de S. M. Fidelíssima... do ori- ginal francez impresso em 1818, augmentada, em notas, de muitas das instrucções aos correspondentes da Academia real das sciencias de Lisboa, impressas em 1781 e precedidas de algumas reflexões sobre a historia natural do Brazil e estabelecimento do museu e jardim botânico em a côrte do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1819, LVI- 77 pags. in-4°, consecutivas a 56 pags. das reflexões sobre a histora natural do Brazil, que Alexandre Antonio Vandelli attribue ao dr. José Feliciano de Castilho, pae de José e de Antonio Feliciano de Castilho, provavelmente pelo facto de serem frequentemente ci- tadas estas Reflexões no Jornal de Coimbra, de redacção daquelle Cas- tilho e no poema de Antonio Feliciano de Castilho á acclamação de D. João VI, quando é certo que Malheiros sempre entregou-se a es- 53 tudos de colonisação ; dá noticias não só da historia natural do Brazil como de brazileiros que delia se occuparam o foi clle o encarregado pslo governo da publicação. São em summa delle as reflexões e a traducção. - Providencias para jornada da colonia dos suissos desde o Rio de Janeiro até Nova Friburgo em Morro Queima lo, no districto da villa da S. Pedro de Cantagallo, dadas em consequência de ordens de Sua Magestade. Rio de Janeiro, 1819, 17 pags. in-4°- E' es- cripto em portuguez e em francez. - Observações sobre a conducta das diflerentes pessoas que in- fluíram no arranjamento, composição e transporte da colonia suissa quo veio estabelecer-se no logar do Morro Queimado, districto de Cantagallo, em virtule da convenção acoeita por Sebastião Nicolau Gachet, agente do governo do Cantão de Friburgo, em 11 de maio de 1818, cujas- clausulas foram approvadas por decreto de 16 de maio do mesmo anno. Rio de Janeiro, 2 de abril de 1820 - A bibliotheca nacional possue cópia authentica. - Reflexões de monsenhor Miranda, inspector da colonia dos suissos de Nova Friburgo, sobre a violação e omissões de Gachet a respeito das condições com que a mesma colonia foi admittida neste reino, 1820 - A mesma bibliotheca possue o registro. T*eclro Matnoel Borges - Filho de Francisco Manoel Borges e dona Eduarda Maria de Loreto Borges, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 22 de junho de 1861, Professor cathedratico da oitava escola publica do quarto districto o professor de gymnastica da Escola normal doestado do Rio de Janeiro, foi anteriormente professor adjunto da primeira escola publica da freguezia de SanfAnna e inspector de gymnastica das escolas publicas desta capital. Escreveu: - Tratado elementar de gymnastica escolar. Rio do Janeiro, 1886. - AfanwaMheorico e pratico de gymnastica escolar, elementar e superior, destinado ás escolas publicas, collegios, lyceus, escolas nor- maes e municipaes. Rio de Janeiro, 1888, 270 pags. in4° com muitas gravuras explicativas. - Jogos gjmnasticos ou recreios escolares, ornados de gravuras explicativas e precedidos de uma introducção do professor Alfredo Ale- xander, etc., obra approvada pelo conselho director da instrucção e adoptada para uso dos alumnos das escolas publicas e dos da escola do applic.ção, annexa á escola normal. Segunda edição. Rio de Janeiro, 1893, in-8°. A primeira edição é de 1892, G8 pags. in-8° peq. 54 t»jd T>. Pedro Maria de Lacerda - Conde de Santa Fé e bispo do Rio de Janeiro - Filho do capitão de mar e guerra João Maria Pereira de Lacerda, de quem já fiz menção neste livro, e dona Camilla Leonor Pontes de Lacerda, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 31 de janeiro de 1830 e falleceu a 12 de novembro de 1890, com o titulo de conselho do Imperador deposto e seu capellão-mór, assistente ao solio pontifício, prelado domestico de sua santidade e commendador da ordem de Christo. Tendo feito os estudos de humanidales no collegio do Ca- raça, do qual era então reitor o padre A. Ferreira Viçoso, depois bispo de Marianna, com os padres João Antonio dos Santos e Luiz Antonio dos Santos, ambos depois bispos e mencionados neste livro, foi em 1848 a Roma, de onde voltou graduado doutor em theologia. De volta á ci- dade de Marianna, ahi ordenou-se presbytero secular em 1852, sendo um mez depois nomeado conego da cathedral, cargo que renunciou em 1860. Naquella época já era professor de philosophia no seminário epis- copal, leccionando até ser nomeado bispo do Rio de Janeiro^ em 1868, e neste seminário leccionou também mathematicas e linguas. Sagrado em Marianna por d. Antonio Viçoso a 10 de janeiro de 1869, tomou posse a 31 deste mez por seu procurador monsenhor Felix Maria de Freitas e Albuquerque ( veja-se este nome ) e fez sua entrada na dio- cese a 8 de março do dito anno. Visitou toda sua diocese, incluindo a província do Espirito Santo ; assistiu com vários bispos brazileiros e com o arcebispo d. Manoel Joaquim da Silveira ( veja-se também este nome ) ao concilio romano, em que foi reconhecida a infallibilidade do papa ; voltou á cidade pontifícia em 1877 em peregrinação ad limina apostolorum, e em 1888 foi nomeado arcebispo da Bahia, honra que elle nãoacceitou. Foielle o fundador do collegio dos salesianos em Nitheroy e um dos primeiros actos de seu bispado foi a reforma do seminário de S. José. Dotado de certa illustração, nunca fez gala de orador sacro ; só procurava fazer-se comprehender das classes mais ignorantes. Si empregou ás vezes linguagem mais aspera, ou menos conveniente, suas intenções eram puras; guiava-o a mais fervorosa fé catholica. Escreveu: - Provisão dividindo em comarcas ecclesiasticas a diocese do Rio de Janeiro, e regimentos para os Revms. vigários da vara e arci- prestes. Rio de Janeiro, 1869, 18 pags. in-4°. - Tratado canonico-moral, escripto em forma de carta pastoral sobre a residência dos parochos e curas de almas de sua diocese. Rio de Janeiro, 1871, 68 pags. in-4°. - Protesto dirigido as. m. o Imperador por occasião de depositar nas mãos de s. a. imperial, a Regente, o protesto collectivo do epis- pi: 55 copado brazileiro contra a sacrílega invasão de Roma no anno de 1870. Rio de Janeiro, 1871, 13 pags. in-4°. - Representação dirigida ao Exm. ministro e secretario de estado dosnegocios do Império, pedindo para que as eleições políticas se façam fôra das igrejas. Rio de Janeiro, 1872, 18 pags. in-8°. - Reclamação de d. Pedro Maria de Lacerda contra o que a seu respeito disse, embora entre louvores, a consulta da secção dos negocios do Império do conselho de estado de 23 de maio de 1873, acompanhada de numerosas considerações sobre differentes topicos da mesma consulta acerca de negocios ecclesiasticos e de cousas relativas á Maçonaria. Rio de Janeiro, 1873, 98 pags. in-4°. - Representação que a s. m. o Imperador dirige sobre a prisão e processo do... bispo de Olinda e adherindo á.representação do... ar- cebispo da Bahia. Rio de Janeiro, 1874, 20 pags. in-8°. - A Sê de Olinda, fundada em direito, e horrores e perigos de um schisma, estudados á luz da historia. Resposta do bispo de S. Se- bastião do Rio de Janeiro ao offlcio em que o réo sr. chantre José Joa- quim Camello de Andrade communicou estar governador da diocese de Olinda por nomeação do Exm. e Revm. sr. bispo. Rio de Janeiro, 1874, 63 pags. in-8°. - O Bispo de Olinda e seus accusadores no tribunal do bom senso, o exame do aviso de 27 de setembro, e da denuncia de 10 de outubro e reflexões acerca das relações entre a Igreja e o E-tado. Recife, 1874, 142 pags. in-8°. - A Sê do Pará ou carta do bispo de S. Sebastião do Rio de Ja- neiro, rejeitando o protesto do conego Antonio Gonçalves da Rocha contra a legitima autoridade ecclesiastica de sua diocese de Belem do Pará. Rio de Janeiro, 1875, 29 pags. in-8°. - Manual do jubileu do anno santo de 1875, que o bispo manda publicar para uso dos confessores e fieis de sua diocese. Rio de Janeiro, 1876, 36 pags. in-4°. - Carta pastoral annunciando o jubileu concedido pelo santo padre o papa Pio IX por occasião do concilio ecumenico que deve ser cele- brado em Roma, etc. a 8 de dezembro de 1869. Rio de Janeiro, 1869, 70 pags. in-4°. - Carta pastoral annunciando a suspensão do concilio ecumenico do vaticano por occasião da tomada de Roma a 20 de setembro de 1870, pedindo esmola para o santo padre Pio IX. Rio de Janeiro ( 1870 ), 23 pags. in-4°. - Carta pistoral supprimindo quatro jejuns diocesanos e recom- mendando a observância dos mais que são mandados por lei geral da 56 Igreja e dos summos pontífices. Rio de Janeiro, 1871, 24 pags. in-4. - Carta pastoral annunciando a lei n. 2040 de 28 de setembro de 1871, sobre a libertação dos filhos de escravas e sua criação, recommen- dando a todos sua execução. Rio de Jandro, 1871, 15 pags. in-4°. - Pastoral recommendando orações e esmolas em favor do santo padre, o papa Pio IX, por occasião de começar o 28° anniversario de sua exaltação ao summo pontificado. Rio do Janeiro, 1873, 19 pags. n-8°. - Carta pastoral, premunindo os seus diocesanos contra as ciladas e machinações da Maçonaria. Recife, 1873,45 pags. in-8°. - Carta pastoral publicando as lettras apostólicas do summo pon- tífice e santo padre Pio IX de 29 de maio de 1873 sobro a absolvição dos maçons. Rio de Janeiro, 1873, 16 pags. in-4°. - Carta pastoral annunciando a visita episcopal de algumas pa- rochias de sua diocese no correr do an.xO de 18... Rio de Janeiro, 1874, 22 pags. in-4'. - Carta pastoral mandando, do cárcere da fortaleza de S. João» consagrar a diocese ao Sagrado Coração de Jesus. Rio de Janeiro, 1874, 32 pags. in-4°. - Carla p istoral publicando o grande jubileu do anno santo, de 1875, concedido pelo santo padre o papa Pio IX, no XXIX anno de seu pontificado a 24 de dezembro do 1874. Rio de Janeiro, 1875, 44 pags. in-8°. - Pastoral lamentando o carnaval do corrente anno na Côrte, o promovendo uma subscripção para se mandar um calix de ouro a Nossa Senhora de Lourdes em desaggravo. Rio de Janeiro, 1877, 20 pags. in-8". - Pastoral acerca da romaria brazileira ao vaticano, e de uma nova esmola em favor do santo padre Pio IX. Rio de Janeiro, 1877, 15 pags. in-8°. - Pastoral annunciando a exaltação do SS. padre o papa Leão XIII e recommendando a união e obediência á Santa Sê zXpostolica. Rio de Janeiro, 1878, 45 pags. in-8° - D. Pedro de Lacerda escreveu mais uma - Cartilha catholica - que teve tres edições no Rio de Janeiro e deixou inédito o - rata lo de jure - livro assaz volumoso. Pedro Mixrlins Pereira - Filho de Caetano Martins Pereira e nascido na cidade de Qrão-Mogol, Minas Geraes, a 27 de abril PE 57 de 1837, falkceu na cidade do Rio Claro, S. Paulo, a 22 de junho de 1891, tendo feito seus estudos de humanidades no seminário archiepiscopal da Bahia, e depois o curso de direito na faculdade de S. Paulo, onde recebeu o gráo de bacharel. Desejando receber o grão de doutor, lutou com difficuldades para a defesa de these por causa de uma publicação sua em que feria um lente da faculdade, e depois de approvada a these, surgindo ainda diíliculdades para obter o diploma, voltou a Minas, onde exerceu vários cargos, quer de confiança do governo, quer de eleição popular. Escreveu: - Dissertação e theses para obter o gráo de doutor em direito pela faculdade de S. Paulo. S. Paulo, 1859, in-4° - Nunca pude vel-a. - Pequeno Cinabre. S. Paulo, 1858- E' o trabalho a que me referi acima. Deixou inéditos escriptos sobre - Direito civil e direito processual - que seu filho, o dr. João Baptista Martins, tenciona dar á publicidade. Pedro da Matta Machado - Filho do dr. João da Matta Machado e nascido em janeiro de 1865 em Minas Geraes, é ba- charel em direito pela faculdade de S. Paulo, formado em 1889 e es- creveu: - Discurso proferido na saudação dos poderes públicos do Estado, como orador ofBcial da commissão de festejos pela inauguração da capital de Minas. Ouro-Preto, 1898. Pedro de Mello, 1° - Não o conheço sinão como brazileiro e autor de uma machina de sommar, que foi apresentada ao governo francezepilo mesmo governo privilegiada. Escreveu: - Theori t da gravidade especifica dos corpos empregados como força motriz. Manáos, 1895 - Neste trabalho expõe o autor os racio- cínios o estudo que fez para chegar á descoberta de sua machina de sommar e pede aos brazileiros que o auxiliem a tornal-a uma reali- dade . Pedro <le Mello, - Outro com igual nome do precedente e que também não conheço. Este é, porém, poeta e escreveu: - Lampejos, poesias. Rio de Janeiro, 1888, 200 pags. in-8° - São producções de vários generos. Pedro Muniz - Filho de Jacintho da Silva Muniz e dona Antonia Maria Muniz, nasceu em Aracaty, no Ceará, a 15 de dezembro de 1866 e falleceu na Fortaleza a 25 de junho de 1898. Foi ahi em- 58 PIS pregado no commereio, membro da Phenix caixeiral, do Centro litte- rario e do Club musical Pantheon e escreveu: - Versos de hontem. Fortaleza, 1896, 59 pags. in-8° - com um prefacio por Vianna de Carvalho. Collaborou para A Patria, Diário do Ceará, Commereio, Phenix Caixeiral, e Ceará IIlustrado Pedro Moreira da Costs* Lima - Filho de José Moreira da Costa Lima e nascido na cidade do Rio de Janeiro a 23 de agosto de 1823, falleceu a 15 de julho de 1870, bacharel em mathema- ticas pela antiga academia militar da côrte e capitão reformado do imperial corpo de engenheiros. Dotado de intelligencia e actividade, além de trabalhos militares que desempenhou, exerceu cargos civis, como o de estereometra do tribunal do commereio da côrte, inspector das marinhas, engenheiro director das obras municipaes da côrte, membro da commissãode exploração do Mucury e Jequitinhonha. Era cavalleiro da ordem de S. Bento de Aviz e escreveu: - Collecção de leis, provisões, decisões, circulares, portarias e ordens, officios e avisos sobre terrenos de marinha, colhidos e coorde- nados conforme suas datas, etc. Rio de Janeiro, 1860, 137 pags. in-8°- Abrange datas de 1676 a 1860 e termina com um indice alphabetico. - Collecção de leis, decisões, provisões, circulares, portarias» ordens, officios e avisos sobre terrenos de marinha. Rio de Janeiro, 1865, 165 pags. in-8° e mais 21 pags. de indice - Ha deste autor varias cartas e plantas, como: - Planta da casa e terreno de Vencesláo Miguel de Almeida, adjacente ao arsenal de guerra da Bahia, 1849, 0m,840Xlm,8. - Povoação do Calháo: trabalho do 2o tenente do imperial corpo de engenheiros, etc., membro da commissão de exploração do Mucury e Jequitinhonha, 1849, 0"Q,255X0'",449. - Planta da villa do Curralinho, etc., 1849, 0m,264X0m,453. - Planta da villa Viçosa, etc., 1849, 0,250x0",354. - Planta da praia do Sicco do Alferes e praia Formosa, 0ra,789X lm,44 - Eis um trabalho seu da Camara municipal: - Relatorio da Direetoria das obras municipaes da côrte, apresen- tado a 18 de fevereiro de 1857. Rio de Janeiro, 1857 - Contém este relatorio quatro mappas: o primeiro da escripturação do respectivo periodo ; o segundo de todos os trabalhos feitos pelos directores ; o ter- ceiro de todas as despezas feitas no mesmo periodo com as obras ar- rematadas, cuja direcção, inspecção e flscalisação pertencem aos dire- ctores ; o quarto de todo o pessoal empregado e despezas feitas nas obras administrativas durante o anno. r»ic 59 Pedro Muniz Barreto de Ararão, Barão do Rio de Contas - Filho do commendador Egas Muniz Barreto de Aragão e nascido na Bahia a 17 de agosto de 1827, ahi falleceu na cidade de Santo Amaro a 20 de abril de 1894. Bacharel em direito pela faculdade do Recife, moço fidalgo da extincta casa imperial brazileira e offlcial da ordem da Rosa, foi por muitas vezes deputado á assembléa provincial e á geral na decima e nas duas seguintes legislaturas. Redigiu o - Echo Sant'Amarense - jornal que fundou na cidade de Santo Amaro e foi publicado alguns annos. Publicou vários trabalhos em outros periódicos e escreveu: -Breve exposição das occurrencias que tiveram logar nas eleições do 3o districto da provincia da Bahia, por Pedro Muniz Barreto de Aragão e Francisco Xavier Pinto Lima. Bahia, 1857, 158 pags. in-4°. - Attentado de Iguape. Bahia, 1869, in-4° - Refere-se a um at- tentado contra elle praticado. Pedro Xolasco Maciel - Natural da provincia, hoje estado de Alagoas, e empregado na administração do Correio de Maceió., Escreveu: - A filha do Barão: estudos românticos. Maceió, 1886, in-8°. - Estilhaços', producções litterarias e sobre política. Maceió, 1887 in-8°. - Conferencia publica, Maceió, 1888, in-8° - Nunca a vi. - Galeria de alagoanos illustres ou subsidio à historia das Alagoas, precedida de uma exposição succinta sobre a guerra do Paraguay. Ia serie. Maceió, 1891, 52 pags. in-8° - Não me consta que se publicasse 2a serie. - Indicador postal ou nomenclatura chronologica do estado das Alagoas, acompanhado de disposições regulamentares em vigor no serviço dos correios. ZPedro Nolasco Pereira - Natural da Bahia e nascido pelo meiado do século 17°. Delle sei apenas que cultivou as lettras, era poeta, escreveu e publicou no principio do século 18° uma obra que foi muito estimada, isto é: - Parnaso americano. Lisboa... - Ferdinand Dénis, que em sua historia litteraria dà noticia de muito poucos poetas nascidos no Brazil, faz menção deste livro. 60 1*14 Pedro Nunes .Leal - Filho de Alexandre Henrique Leú e dona Anna Rosa dos Reis Leal e irmão dos drs. Antonio Henrique e Fabio Nunes Leal, mencionados noste livro, nasceu na cidade de Itapicurú-mirim, do Maranhão, a 22 de agosto de 1823. Em Lisboa completou o curso de humanidades e depois fez o de direito em Coimbra, onde recebeu o gráo de bacharel. Voltando á patria depois de doze annos de ausência, foi promotor publico na capital do Maranhão, mas pouco depois de sua nomeação deixou o cargo para se dar ao magistério e depois á lavoura da canna no centro da província, tudo isto atê 1859. Fez ainda uma viagem á Lisboa por moléstia e em sua volta fundou o Instituto de humanidades, um dos mais notáveis estabelecimentos do educação que temos tido. Actualmente exerce um cargo na Companhia geral de melhoramentos do Maranhão. Escreveu: - Regulamento para o Instituto de humanidades no Maranhão. S. Luiz, 1862, 22 pags. in 8o. - Noções grammaticaes para uso da infancia que frequenta as escolas do primeiro grão, extrahidas da grammatica portugueza de Sotero. S. Luiz... - Paris na America pelo Dr. Renato Lefebre, pariziense, etc., traduzida da 17a edição franceza. S. Luiz do Maranhão, 1867, 400 pags. in-8°. - Opusculos de lexicographia. Afflxos da lingua portugueza. S. Luiz - 0 3° sahiu em 1894. E' um vocabulário orthographico da lingua portugueza, obra de incontestável utilidade, destinada a exercer proveitosas funcções de tira-duvidas, tornando-se indispensável sobre a mesa do escriptor portuguez ou brazileiro, que muitas vezes sus- pende a penna e interrompe o serviço por causa de um c, de um m, ou de um f, que lhe parece ou do mais ou de menos. Este vocabulário é um guia seguro em taes occasiões. Tenho ainda noticias das seguintes obras dest) autor, que não sei si foram publicadas ou si conservam-se inéditas: - Curso de agronomia de Gasparin: traducção. - Curso de philosophia de P. Janet: traducção. - Manual das palavras homophonas. - Diccionario orthographico - Na imprensa periódica redigiu: - O Progresso. Maranhão, 1847 - Com Fabio Reis, Theophilo A. C. Leal e A. Rego: - Revista Universal Maranhense: jornal litterario. Maranhão, 1849 e 1850. 61 Pedro Orsini (irimaldi Pereira do Lago - Filho do Antonio Pereira do Lago e dona Joanna Peregrina Grimaldi Pereira do Lago, seguindo o funccionalismo publico, exerceu um logar de official da Secretaria do governo da província do Rio de Janeiro e escreveu: - Auroras e sombras : poesias. Rio de Janeiro, 1873, in-8'. - Prompto consultor do alistamento para o serviço do exercito o armada. Rio de Janeiro, 294 pags. in-8° - Redigiu a - Revista fluminense : semanario noticioso, litterario, scientifico e recreativo. Rio de Janeiro, 1868-1869, in-fol. peq. I'edro Fa-ulino <la Fonseca - Filho do tenente- coronel Manuel Mendes da Fonseca e irmão do dr. João Severiano da Fonseca, já contemplado neste livro, nasceu na cidade de Alagoas a 6 de unho do 1829. Com praça no exercito em julho de 1846, estudou na antiga escola militar e serviu na arma de artilharia, onle se reformou no posto de 2° tenente. Depois de inaugurada a Republica foi nomeado coronel honorário do exercito, e governador do estado do seu nas- cimento e logo depois senador federal por esse estado, tudo na presidência de seu irmão, o general Manuel Deodoro da Fonseca. E* socio do Instituto historico e geographico brazileiro e do Instituto archeologico e geographico alagoano; escreveu: - Fundação dos conventos de Alagôas. Rio de Janeiro, 1878. - Memória dos factos que se deram durante os primeiros annos da guerra com os negros quilombolas dos Palmares, seu destroço e paz acceita em junho de 1678 - Na Revista do Instituto historico, tomo 39', 1876, parte Ia, pags. 293 a 322. - Genealogia de algumas f imilias do Brazil, trabalho extrahi lo das Memórias do conego Roque Luiz de Macedo Paes Leme, revista, accrescentala e annotada pelo dr. Alexandre Josá de Mello Moraes ( o Io ) e por Pedro Paulino da Fonseca. Anno de 1878 - O auto- grapho de 216 fls. in-fol. foi por este apresentado na Exposição de historia patria de 1881. Começa por um indice de 75 troncos genealó- gicos. - Apontamentos para a biographia de frei João Capistrano de Mendonça - Na Revista de Instituto historico e archeologico alagoano, tomo 1°, pag. 247. - A provinda das Alagôas - No livro « Instituto historico e geo- graphico brazileiro, fundado em 21 de outubro de 1838, Homenagem ao Quinqnagenario em 21 de outubro de 1888 », pags. 55 a 60. 62 PIS - Memória da fundação da igreja de S, Sebastião, primeira matriz que teve a cidade do Rio de Janeiro, com um catalogo dos prelados e administradores da jurisdicção ecclesiastica - Mans. de 33 íls. do Instituto historico. Pedro Pereira, de Andrade - Filho do commen- dador João Pereira de Andrade e dona Fortunata Maria de Andrade, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 3 de outubro de 1826. Enge- nheiro constructor pela escola de artes e manufacturas de Paris, de volta á patria organisou uma companhia de refinação e distillação na capital do Império. Nomeado depois engenheiro da provinda de Ser- gipe, a elle coube a tarefa da construcção dos principaes edifícios públicos da nova capital dessa província, a cidade do Aracajú. Lente por concurso do geometria e trigonometria do Atheneu sergipano, foi engenheiro fiscal da estrada de ferro de Aracajú a Simão Dias. E' offlcial da ordem da Rosa e escreveu: - Pequeno tratado da fabricação de assucar, offerecido ao Exm. sr. conselheiro Luiz Pedreira do Couto Ferraz, ministro e secretario de estado dos negocios do Império. Rio de Janeiro, 1854, in-8° - Este trabalho foi mandado imprimir pelo governo e distribuído pelos fa- zend eiros. Pedro Pereira Ferna,ndes de Mesquita - Nascido no Brazil, não sei em que logar, e graduado bacharel ou doutor, não sei por que universidade ou academia, escreveu: - Relação da conquista da colonia. Não vi esta obra publicada, mas sei que foi escripta Jem Buenos-Aires em 1778. O Instituto his- tórico e geographico brazileiro possue delia o manuscripto de 32 pags. in-fol. Pedro Pereira da Silva, Guimarães - Filho de João Pereira da Silva Guimarães e natural da antiga província do Ceará, em cuja capital falleceu a 13 de abril de 1876, bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela academia de Olinda, foi deputado geral na 8a legislatura e já fervoroso abolicionista, apresentou nessa camara um projecto de emancipação do ventre escravo, o qual foi rejeitado como uma extravagancia e que anuos depois constituiu a lei Rio Branco. Só conheço de seus trabalhos o: - Vademeco dos poetas, ou collecção de sonetos jocosos, exquisitos, curiosos e burlescos. Extrahidos de vários autores. Pernambuco, 1835, in-8°. 1»JE 63 Frei Pedro da Purificação Paes e Paiva - Natural de Pernambuco, religioso não sei de que ordem, e socio do Instituto archeologico e geographico pernambucano; escreveu : - Discurso lido perante o Instituto archeologico e geographico pernambucano. Recife, 1862. - Elogio fúnebre á memória do installador e directores do collegio dos orphãos. Recife, 1862, in-8°. Pedro Queiroga Martins Fei«eix'a - Natural de Minas Geraes, sendo ahi chefe da 3a secção da secretaria do governo provincial, escreveu: - Contractos celebrados pela presidência da província de Minas Geraes para construcção de estradas de ferro, navegação de rios, es- tabelecimentos bancarios e outros serviços mediante privilegio, com garantia de juros ou subvenção kilometrica. Tomo Io. Ouro Preto' 1882, XXIV-787-19 pags. in-8° - Não vi o segundo tomo, e sei que até 1885 não foi publicado. Pedro Ribeiro de Araújo - Filho do major Pedro Ribeiro de Araújo edona Joanna de Souza Leite, nasceu na Bahia no anno de 1835, doutor em medicina pela faculdade dessa província, gra- duado em 1857, apresentou-se logo a dons concursos para lente da mesma faculdade, foi lente cathedratico de botanica e zoologia e do con- selho do Imperador d. Pedro II. Talento robusto, fez sempre brilhante figura não só entre collegas quando estudava, mas também no corpo docente da faculdade de medicina. Escreveu: - Herança ; Como se põde explicar hoje a producção da diabetis ; Terminação das inflammações; Qual a responsabilidade medica ? These, etc. afim de obter o grão de doutor em medicina. Bahia 1857, 6 fls. 40 pags. in-4° gr. - A physíc t poderá occupar hoje o logar que lhe compete sem conhecer o elemento de força ? These apresentada em concurso a um logar de substituto da secção de sciencias accessorias. Bahia, 1878, 27 pags. in-4° gr. - O estwlo chimico da urina interessa ao medico ? These apresen- tada em concurso a um logar de oppositor da secção de sciencias acces- sorias da Faculdade de medicina da Bahia. Bahia, 1859,24 pags. in-4° gr. - Considerações acerca das moléstias e damnificações, a que são sujeitos os vegetaes cultivados e meios de remedial-os: these para o concurso á cadeira de botanicae zoologia, apresentada, etc. Bahia, 1875, 44-13 pags. in-4° gr. 64 i»ic - Discurso na abertura da aula de botanica e zoologia em março de 1878, mandado imprimir por seus alumnos em signal de agradeci- m nto. Bahia, 1878, 15 pags. in-4°- Ha outros discursos seus idênticos e outros trabalhos. Pedro Ribeiro Moreira - Filho do capitão Joaquim José Ribeiro e dona Francisca Senhorinha do Coração de Jesus, nasceu a 3 de setembro de 1848 na cidade de Laranjeiras, da antiga provincia de Sergipe. Ten lo feito seus estudos do humanidades na capital da Bahia, ahi se formou em medicina no anno de 1873. Foi por algum tempo cirurgião do exercito, secretario do governo, director da in- strucção publica e lente do lyceu do Paraná, medico da policia nesta capital, cônsul brazileiro no Paraguay, OJessa e Francíbrt sobre o Meno. Tendo sido o ultimo presi lente de Alagoas, tomou posse deste cargo exactamente no dia em que se proclamou a republica. Foi in- spector de hygiene no Pará e ê medico das colonias deste estado. Poeta e jornalista, collaborou em estudante para diversusjornaes da Bahia, nos quaes publicou grande cópia de suas poesias. Escreveu: - Pyohemia e septicemia: these apresentada á Faculdade de me- dicina da Bahia para ser sustentada em novembro de 1873, para obter o gráo de doutor em medicina. Bahia, 1873, 30 pags. in-8'. - Estudos sobre as questões de immigração e colouisação do es- tado do Pará. Pará, 1897. - Escholas agrícolas da União: relatorio apresentado ao Exm. Sr. dr. Paes de Carvalho, governador do estado do Pará. B dém, 1900, in-8° - Neste trabalho o autor dá o resultado dos seus estudos feitos na commissão de que foi encarregado, de visitar as escholas agric> las o Lyceus de artes e offleios de Pernambuco, Bahia, Capital Federal, Rio de Janeiro, Minas, S. -Paulo e Rio Grande do SuL Pedro Rilbeiro Vianiia - Natural da capital da Bahia, falleceu na cidade de Barra Mansa, estado do Rio de Janeiro, a 9 de agosto de 1894, dirigindo ahi um collegio de educação, depois de haver dirigido outro na cidade de Rezende. Escreveu: - Elzira: romance original. Rio de Janeiro, 1883, 100 pags. in-8° - O autor escreveu este romance sem o corrigir, e sem o corrigir o fez imprimir ; é o que posso suppor de um homem que era reputado distincto orador e que mais de uma vez orou, de surpreza, na loja ma- çónica de Barra Mansa. Sem duvida por isso, publicou segunda edição delle em 1890, segundo me consta. PE 65 - Misérias de uma Viscondessa: romance - Só o vi annunciado na capa do precedente. Pedro Rodrigues Fernandos Chaves, Barão de Quarahim - Natural da provincia do Rio Grande do Sul, falleceu em Piza, na Italia, a 23 de junho de 1866. Era bacharel em direito pela fa- culdade de S. Paulo, senador do Império, commendador da ordem da Rosa e da de Christo. Foi conspícuo magistrado, subindo até o cargo de desembargador ; deputado por sua provincia antes de ser eleito se- nador, tomou parte activa na política do paiz, escapando de ser viciima de um tiro que lhe dispararam numa emboscada a 21 de agosto de 1841 quando presidia a provincia da Parahyba, do qual, entretanto, foi fe- rido. Escreveu: - Discurso com que o juiz de direito, etc. abriu a primeira sessão dojury criminal na villa de S. Francisco de Paula em 19 de fevereiro de 1833, seguido da falia ao conselho do jury. Rio Grande, 1833, in-8°. - Discursos do desembargador, etc. na sessão (da camara dos deputados) do 1848. Porto Alegre (?) 1848. Pedro Rodrigues Soares de Meirelles- Filho do conselheiro Saturnino Soares de Meirelles, de quem terei de ine occupar, e dona Carolina Leopoldina Reis Soares de Meirelles, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 19 de setembro de 1849 e ahi falleceu a 8 de maio de 1882. Bacharel em sciencias sociaos e jurídicas pela fa- culdade de S. Paulo, foi adjunto dos promotores públicos nesta capital e jornalista desde os tempos académicos. Escreveu: - Cartas ao Imperador por Diogenes. Rio de Janeiro, 1869, 110 pags. in-8° - Estas cartas foram anteriormente publicadas no jornal Ypiranga, de S. Paulo, sob o mesmo pseudony mo. A primeira tem a data de 19 de julho e a ultima, undécima, a de 9 de novembro de 1868. - Salão de 1872: bellas-artes. Rio de Janeiro - N'A Reforma de 23 de junho de 1872 em deante. - Formação e decadência da Igreja. A verdade sobre os jesuítas: conferencia publica no edifício do Grande Oriente do Brazil. Rio de Ja- neiro, 1873, 39 pags. in-4°. - Superioridade do theatro grego sobre o theatro moderno: con- ferencia publica na escola da Gloria em presença do Imperador. Rio de Janeiro, 1874 -Ainda estudante fundou e redigiu: - A Vanguarda; jornal hebdomadario. S. Paulo. 1867. 66 1*12 Pedro Salazar Moscozo da Veiga Pessoa - Filho do dr. José Maria Moscozo da Veiga Pessoa e natural do Per. nambuco, é bacharel em sciencias sociaos e jurídicas pela faculdade do Recife, formado em 1885. Nomeado juiz municipal de Paracatú ahi casou-se, firmou residência e tem se dado ao cultivo das lettras amenas o ao jornalismo. Jornalista, dramaturgo, comediographo, romancista, poeta o historiador, cultivando todos esses ramos dos conhecimentos humanos com distineção, o dr. Salazar, póle-se dizel-o, é um brilhante sem jaça que se foi engastar nesse torrão aurífero, diamantino, onde não expandem as oscillações brilh mtes de seu espirito cultivadissimo. Escreveu: - A cruz do martyrio: drama em um prologo e tres actos. Para- catú, 1888, in-8°. - O almocreve : drama em quatro actos. - O solitário ou o vaticínio de umi viagem: drama em um pro- logo e tres actos. - A filha do bandido ou os phantasmas da Matta de S. João: drama em um prologo e tres actos. - 0 pescador de Olinda: drama em um prologo e tres actos. - Os anjos do lar: drama em tres actos. - Yayá: comedia em um acto. - A florista: comedia em um acto. - O voto livre: drama em um acto. - Umascena de arraial: comedia em um acto. « O yenro do estalajadeiro: comedia em um acto. *- Notas á lapis: comedia em um acto. - A mulher: romance brazileiro. - O lar de rosas: romance. - Os dous amigos: romance - Estas obras foram publicadas, nao sei si todas, em Paracatú. - Flores mineiras: versos - São poesias escriptas de 1893 a 1896 em 67 pags. in-8° - Na Gazeta de Paracatú, n. 84, de 6 de outubro de 1895, que tenho á vista, se acham as tres seguintes poesias do dr. Pedro Salazar: - O juizo de Deus. Ao Revim padre Manoel d'Assumpção Ribeiro. - Canto do poeta. Ao Revm. padre Cyrillo de Paula Freitas. - Sempre-vivas. A Cezar Franco - 0 dr. Pedro Salazar redigiu os seguintes periódicos: - Gazeta de Paracatú, 1893-1895, in-fol. de 4 cols. - O lar catholico. Paracatú. - Correio catholico. Uberaba, 1900. i'i: 67 - Gazetinha. Paracatú, 1899-1900, in-4° de quatro columnas. - O Astro da manhã. Escreveu ainda: - A rainka dos sonhos: opereta lyrico-comico-dramatica - Quo foi levado á scena com geraes applausos no theatro de Paracatú em dezembro do 1899. Pedro Sanches <le Lemos - Filho de Francisco An-« tonio Guimarães tle Lemos, o nascido em S. Gonçalo, Minas Geraes, a 29 de junho do 1847, doutorado em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro em 1872, estabaleceu-se logo na cidade de Caídas. Escreveu: - Epilepsia-, Das heranças; Amputação coxo-femural; Os vinhos como recipientes dos medicamentos: these apresentada ã Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1872, 1 11. 80 pags. iu-4° gr. - Os Poços do Caídas: discurso proferido na festa de caridade, que teve logar no dia 9 do corrente nos Poços de Caídas, na província do Minas Geraes (sem declarar o logar ), 1879, 15 pags. in-8°. - As aguas thermaes de Caídas na província de Minas Geraes por um medico clinico nos Poços de Caídas desde 1873. Rio de Jaueiro, 1884, 61 pags. in-4°. Petlro Severiauo <le - Filho de José Joaquim de Magalhães, nasceu na cidade da Bahia a 2 de julho de 1850. Doutor em medicina pela faculdade de sua província, hoje estado, é lente de clinica cirúrgica da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, lente da mesma cadeira da policlínica geral da mesma cidade, e lente de sciencias physicas e naturaes da escola normal. E' um dos primeiros cirurgiões do Brazil, assim como um dos caracteres mais honestos, puros da actual geração. Escreveu: - Symptomas fornecidos pelos orgãos da circulação; Theoria dos ruídos do coração ; Que juízo se deve fazer das injecções no curativo das hydrocelles ? Circulação vegetal: these para o doutorado em medi- cina, etc. Bahia, 1873, 96 pags. in4°gr. - Estudo das colorações em histologia : these de concurso á ca- deira de histologia da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1889, in-4°. - O chloroformio em cirurgia. Curativos cirúrgicos com chloro- formio. Rio de Janeiro, 1883, 18 pags. in-8°. - Subsidio para o estudo do inyasis. Rio de Janeiro, 1892, in-8°. - 0 berne : uma nova phase no estudo do berne. Rio de Janeiro, 1898, in-8% 68 PE - Interrogalorio cirúrgico. Folha mneumotechnica para inqui- rição dos doentes e para servir de guia aos principiantes no estudo da clinica cirúrgica, lembrando-lhes os dados a escolher para historiar os casos e observações. Rio de Janeiro, 1886, 8 pags. in-4°. - Sobre a moléstia beriberi. Dissertação inaugural do Dr. Tauna- tzune Hassimoto de Yeso no Japão. Nurkurgo, 1876 : Analyse - Na Gazeta Medica da Bahia, 1877, pag. 119 e segs. - Otomycosis myningonikosis aspergilina de Wreden - Na Revista dos cursos práticos e theoricos da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, anno 3°, 1886, n. 2, pag. 5 e seg. - A proposito da correlação mórbida entre as parotidas e os ovários - Idem, anno 4o, 1887, Io semestre, pag. 105 e segs. - Descripçdo de uma especie de filarias, encontrada no coração hu- mano, precedida de uma contribuição para o estudo da filariose de Wu- cherer e do respectivo parasita adulto, a filaria Bahcrofti ( cobboldi) ou filaria sanguinis hominis (Lewis) Idem, fevereiro, 1887. - Notas helminthologicas: I Hermatoides encontrados nos olhos do gallo commum e do pavão. Filaria do Mansoni (cobboldi). II Mono- toma - Na Revista Brasileira de Medicina, anno 1°, 1888, pags. 5 a 20. Sobre a filaria o dr. Magalhães fez os mais sérios estudos, como se demonstra com os trabalhos seguintes: - O estomago do mosquito servindo de habitação provisória á filaria Wucherer (filaria sanguinis hominis )- No Progresso Medico, tomo 2o, pag. 223 e segs. - Filaria e acaros em um liquido leitoso exudado da superfície de uma tumefacção lymphatica do grande labio ( elephantiases lymphan- guntodes) de Bistowe (?) estojo embryonario completo em uma das filarias observadas; presença dos nematoides no sangue da mesma doente - Idem, tomo 2o, pag. 375 e segs. com uma íigura. - Ciso de filariose de Wucherer - Idem, pag. 589 e segs. - Novo acariano - Idem, pag. 85 e segs. - A proposito de um novo acariano, etc. Considerações sobre um artigo do Sr. dr. Silva Araújo - Idem, tomo 2o, pags. 213 e 241 e segs. - Filarias em estado embryonario, encontradas em agua tida por potável ( agua da Carioca ) - Na Gazeta Melica da Bahia, 1878, pag. 14 e segs. Foi traduzido em francez e publicado nos Archives de Medecine navale, tomo 29", 1878, pag. 313 e segs. - Notis sobre os nematoides encontrados no sedimento deposto pela agua ( potável) da Carioca. Idem, 1878, pag. 503 e segs. PE 69 - Correspondência scíentifiea (carta sobre o artigo do dr. Pa- terson a proposito da íilariose) - Idem, 1879, pag. 69 e segs. - O envolucro membranoso da filaria Wuchereria - Idem, 1879, pag. 220 e segs. - A proposito da questão sobre o estojo da filaria Wuchereria - Idem, 1879, pag. 310 e segs. - Ainda algumas palavras sobre a íilariose de Wucherer - Idem, 1879, pag. 537 e segs. - Chilocele, manifestação da íilariose de Wucherer. Applicação da gliceryna contra esta helminthiase - Idem, 1881-1882, pag. 107 e segs.- Ha ainda trabalhos deste autor em revistas, como: - Estudo critico: theoria parasitaria do câncer - Na Revista Bra- zileira, 1888, pags. 31 a 69. - Notes à propos des manifestations chirurgicales. Extraites de la Revue de la chirurgie, 1892, pag. 524 e segs. - Neste escripto o dr. Ma- galhães aponta lacunas encontradas em uma memória do dr. Moty, publicada nessa Revista, em relação á symptomatologia das affecções cirúrgicas, dependentes da íilariose e por conseguinte no seu diagnos- tico ; faz importante rectificação para que se não confundam as varizes lymphaticas com as hernlhs epiploicas, etc. - Subsidio para o estudo das myasis. Rio de Janeiro, 1892, in-8°. - Additamento. Subsidio ao estudo dos miasmas: o berne; uma nova phase no estudo do berne. Rio de Janeiro, 1898, in-8°. r*e<Iro Soares Caldeira - Nascido em Portugal a 20 de fevereiro de 1834, veio muito moço para o Rio de Janeiro e aqui falleceu cidadão brazileiro a 18 de abril de 1898, no exercício do cargo de inspector das mattas marítimas e pesca. Começou sua vida publica no jornalismo, tendo sido encarregado da parte commercial do primitivo Diário do Rio de Janeiro, de onde passou para igual cargo no Jornal do Conimercio. Depois de mais de trinta annos de dedicação á imprensa entrou para o funccionalismo publico. Escreveu: - Breves considerações sobre o córte do mangue, methodo barbaro de pesca e decadência desta industria. Rio do Janeiro, 1884, 46 pags. in-8° - Este trabalho foi publicado no Jornal do Commercio. Nelle o autor nota a coincidência do apparecimento da febre amarella com a destruição da matta marítima no Rio de Janeiro e, com outras consi- derações, acredita que essa destruição contribuiu para o máo estado sanitario desta cidade. 70 1*16 - Questões de hygiene e alimentação. Corte do mangue. Salubri- dade da alimentação. Degeneração sanitaria. Rio de Janeiro, 1887, 2 fis. - 49 pags. in-8°. 1*6111'0 deSouza Guimarães - Não sei si nasceu no Brazil; só sei que vivou no Maranhão até a independência do Brazil o quando ahi, escreveu: - Compendio de grammatica da língua portugueza. Maranhão, 18 **. Pedro Taques do Almeida Pnes Leme - Filho do capitão Bartholomeu Paesde Abreuedona Leonor do Siqueira Paes, nasceu na cidade de S. Paulo, onde foi baptisado a 1 de julho de 1714, e falleceu no mez de janeiro de 1777. Sargento-mór do regi- mento da nobreza, quando contava 23 annos do idade, passou ás minas de Goyaz onde foi incumbido pelo governador d. Marcos de No- ronha de crear a intendência para cobrança da real capitação nos ar- raiaes do Pilar e Crixás em 1750, augmentando, em dous annos de serviço, o rendimento da mesma em mais de vinte mil oitavas de ouro. Nesses arraiaes serviu ao mesmo tempo de provedor dos de- funtos e outros cargos e, de volta á cidade de seu nascimento, serviu o cargo de guarda-mór das minas de ouro. Occupou-se com a mais activa dedicação a estudos históricos e geographicos. Escreveu: - Nobiliarchia paulistana: genealogia das principaes famílias de S. Paulo - Foi publicada na Revista do Instituto historico, tomo 32°, pags. 175 a 200 e 209 a 261; tomo 33% parte Ia, pags. 5 a 112 e 157 a 240; mesmo tomo, parte 2a, pags. 27 a 185 e 249 a335 ; tomo 34%parte Ia, pags. 5 a 115 e 141 a 253; mesmo tomo, parte 2a, pags. 5 a 46 e 129 a 194 ; tomo 35°, parte Ia, pags. 5 a, 132 e 243 a 384 ; mesmo tomo, parte 2a, pags. 5 a 79. Abrange, portanto, esta obra 1.183 pags. Pertencia o autographo ao Visconde de S. Leopoldo e foi por seu tllho o bacharel José Feliciano Fernandes Pinheiro doado ao Instituto. - Historia da capitania de S. Vicente desde a sua fundação por Martim AlTonso de Souza, cm 1531, etc., escripta em 1772 - Na mesma Revista, tomo 9% pags. 137 a 179, 293 a 328 e 445 a 476. Esto trabalho foi achado por Manoel de Araújo Porto Alegre, depois Barão de Santo Angelo, em um convento do Rio de Janeiro, em estado de ruina tal, que em pouco tempo mais ficaria completamente perdido. - Noticia histórica da expulsão dos jesuítas do collegio de S. Paulo, idem, tomo 12% pags. 5 a 40.- Existia o autographo es- PE 71 cripto em 1768 no convento de Santo Antonio da côrle, do qual foi ex- trahida a cópia por M. de Araújo Porto Alegro. - Informações sobro as minas de S. Paulo e dos sertões de sua capitania, desde o anno de 1587 ató o presente, de 1772, com relação chronologica dos administradores dessas, regimentos, e jurisdicção a elles conferida, etc.- O original, de 113 follns in-fol., foi apresentado por d. Antonia R. de Carvalho na exposição de historia patria de 1880. Pedro Tliomaz <le Queiroz l?erreira - Filho de João Thomaz Ferreira, nasceu a 5 de setembro de 185" no Ceará, o bacharel em direito pela faculdade do Recife, foi juiz de direito, membro do tribunal da relação da Fortaleza, e chefe de policia do Ceará. E' membro da Academia cearense, distincto litterato, jornalista e jurisconsulto. Escreveu: - Estudos litterarios. Finalidade do mundo do R. do Farias Brito - Na Revista da Academia Cearense, de que é collaborador, tomo 3o, pags. 96 a 112. - Palavras de política criminal: estudo sobre direito penal -■ No Ceará Illustrado de 1894. Pedro Ti to Regig- Filho de João Honorato Francisco Regis e nascido na capital da Bahia a 4 de janeiro de 1823, falleceu no Paraguay a 17 de junho de 1866, doutorem medicina pela faculdade de sua província, primeiro cirurgião do corpo de saude do exercito e clinico geralmente estimado por suas bellas qualidades. Era cavalleiro da ordem de S. Bento de Aviz e condecorado com a medalha da cimpanha de Monte Caseros. Escreveu: - Duas palavras sobre a província da Bahia ou breve memória sobre seu clima e moléstias que mais frequentemente acommettem seus habitantes: tributo académico para o doutorado em medicina, apresentado e sustentado perante a Faculdade de medicina da Bahia, etc. Bahia, 1845, 40 pags. in-4° gr. - O bicho da Costa - foi publicado no Masaico, periodico da so- ciedade Instructiva da Bahia, tomo 2o, pags. 259 a 261, assignado por K. e depois no Archivo Medico Brazileiro, tomo 3o, 1846-1847, pag. 237 e segs. Pedro Torquato Xavier <le Brito - Filho do marechal de campo Joaquim Norberto Xavier de Brito e dona Eugenia Maria Barbosa Murinelli, nasceu no Rio de Janeiro a 26 de fevereiro 72 1*15 de 1822 e falleceu a 3 de março de 1880, sendo bacharel em mathe- maticas pela escola central, brigadeiro reformado do exercito, caval- leiro da ordem de S. Bento de Aviz, socio do Instituto historico e geographico brazileiro, e fundador do Instituto polytechnico. Fez todo o curso da antiga academia militar, onde matriculou-se a 3 de março de 1837, sendo-lhe, por isso, concedido contar como tempo de serviço militar o decorrido desde essa data. Nomeado 2° tenente do corpo de engenheiros a 2 de dezembro de 1839, serviu sempre neste corpo e exerceu varias commissões, como as de ajudante e depois chefe do dis- tricto das obras publicas da província do Rio de Janeiro, engenheiro fiscal das obras da colonia D. Francisca em Santa Catharina, archivista do archivo militar e membro da commissão de exame da carta geral do Império. Collaborou no Indicador Militar, publicando alguns artigos sobre o uso de divdbsos instrumentos topographicos e escreveu: - Noticia histórica, geographica e estatística da Republica do Pa- raguay, extrahida dos escriptos mais modernos. Rio de Janeiro, 1865, in-8°. - Instrucções para a collocação dos guarda-raios nos edilicios pú- blicos e particulares: memória apresentada ao Instituto polytechnico brazileiro. Rio de Janeiro, 1869, 8 pags. in-4" gr. com 1 est. - Instrucções sobre o reconhecimento dos rios para uso da escola de applicação do corpo de estado-maior. Rio de Janeiro, 1873, 21 pags. in-8° com 1 est. - Monographi i da nova carta topographica da França, seguida de uma noticia sobre a continuação das operações geodésicas, que presen- temente se executam neste paiz, extrahidas de vários escriptos publi- cados ultimamente, etc. Rio de Janeiro, 1874, 14 pags. in-4°. - Noticia sobre o catalogo dos documentos cartographicos, dos livros e instrumentos de engenharia que constituem o deposito geogra- phico do archivo militar. Rio de Janeiro, 1878. - Noticia histórica do Paraguay... - Historia da lithographia apresentada e offerecida ao... fiscal da oíllcina lithograpb.ica do archivo militar. Rio de Janeiro, 1878 - Antes disto escreveu o autor na Revista do Instituto: - Noticia acerca da introducção da arte lithographica e do estado de perfeição em que se acha a cartographia do Império do Brazil - No tomo 33°, parte 2a, pags. 21 a 25 - O Instituto possuo o autographo. - Memória sobre o assedio e rendição da praça da colonia do San- tíssimo Sacramento em maio do 1777 com um mappa - No tomo 39°, 1876, parte 2a, pags. 277 a 320, PE 73 - Memória histórica e geographica da ilha da Trindade, etc. - No tomo 40', 1877, parte 2', pags. 249 a 275, seguida de varias plantas. Ha varias cartas deste autor, sendo impressas as seguintes: - Cartt da província do Espirito Santo, organisada segundo os trabalhos de Freycinet, Spix e Martius e Silva Pontes, 1854, Litho- graphia do archivo militar - Braz da Costa Rubim nas suas Memórias históricas e documentadas da província do Espirito Santo, impressas na Revista do Instituto, tomo 24°, pags. 171 a 351, diz que esta carta cou- tem muitos erros ( vêde a pag. 318 ). - Carta das Republicas do Paraguay e Uruguay e parte das pro- víncias do Império do Brazil e da Confederação Argentina, que lhe são confinantes, traçada segundo os documentos mais acreditados, etc. Rio de Janeiro, lithographia Pinheiro & Comp. - Houve logo segunda edição mais correcta na mesma oflicina, e depois outras. - Nova carta choro graphica do Império do Brazil,reduzida pelo ba- charel, etc., da que foi confeccionada pelo coronel Conrado Jacob de Niemeyer eoutios offici^es engenheiros em 1856. Lithographia do ar- chivo militar, 1867. - Monographia da nova carta topographica da França, offerecida ao Exm. Sr. conselheiro João José de Oliveira Junqueira. Rio de Ja- neiro, 1874, in-8°. - Planta do perimetro da cidade do Rio Grande do Sul com o plano das fortificações projectadas pelo major de engenheiros J. de V. Soares de Andrea e levantada pelos tenentes de engenheiros P. T. X. de Brito e C. J. Passos. 1849. 1",71X6",675. O dr. Xavier de Brito foi um dos redactores da Revista do InstitutoPolytechnico Brasileiro. Rio de Janeiro, in-4". Pedro Velloso Kelbello- Filho de João Francisco Velloso Rebello e dona Carolina Sérgio Velloso Rebello, nasceu na ci- dade do Rio de Janeiro a 4 de dezembro de 1834. Bacharel em lettras pelo antigo collegio Pedro II e em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife, foi advogado nesta capital e na cidade de Campos, onde leccionou philosophia e inglez no collegio S. Salvador, de que foi também vice-director ; procurador dos feitos da fazenda, director de secção e director geral do ministério da instrucção, telegraphos e correios ; director geral da instrucção publica do ministério da justiça e negocios do interior e occupa actualmente o cargo de director do archivo publico nesta cidade. Escreveu: - A mulher-, estudo - E' uma serie de artigos publicados na Lua?, periódico scientifico, litterario, quinzenal, redigido por F. B. Castello Branco, J. B. de Lacerda Filho e J. A. Teixeira de Mello. Campos, tomo 74 VI 1°, 1874. Este trabalho não foi concluído por interrupção da publicação do citado periodico. Nesse estudo o autor considera a mulher em diversas condições e estados, - Apreciação sobre os trabalhos de Emilio Castellar. No Monitor Campista. Campos, 187.,, - Relatorio apresentado ao ministério da justiça e negocios inte- riores pelo director do archivo publico nacional em 1899. Rio de Ja- neiro, 1899, 12 pags, in-8°. Pedro Vergue de JLlbreii - Filho do dr. Luiz Jacintho Vergne de Abreu e bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela facul- dade do Recife, é advogado, tem representado seu estado na assembléa estadoal e na camara dos deputados federaes e escreveu quando cursava o terceiro anno desta faculdade? - Conferencia abolicionista, Recife, 1882, 25 pags. in-8°, Pedro Vicente <le Azevedo - Filho de José Vicente de Azevedo, é natural de S. Paulo, em cuja faculdade se bacharelou em 1866, recebendo o gráo de doutor em 1878. Foi deputado provincial em varias legislaturas, procurador fiscal provincial e presidente do Pará, Pernambuco, Minas e S. Paulo. Além dos diversos relatórios que publicou, escreveu: - Dissertação e theses para obter o gráo de doutor, etc. S, Paulo, 18/8, in-4°, - A' Nação: manifesto. Rio de Janeiro, 1892. - Habeas-corpus. Rio de Janeiro, 1892. - A questão Pacaembú, intentada contra bens municipaes, apre- sentada ao Tribunal de Justiça de S, Paulo. S. Paulo, 1899 - De seus trabalhos na vida administrativa citarei: - Relatorio apresentado â Assembléa legislativa provincial na Ia sessão da 19 a legislatura pelo presidente da província do Pará... em 15 de fevereiro de 1874. Pará, 1874, in-4°. - Relatorio apresentado á Assembléa legislativa de Minas Geraes por oceasião de sua installação em 9 de setembro de 1875, pelo... presidente da província. Ouro Preto, 1875, in-4'. - Falia que dirigiu á Assembléa provincial de Pernambuco, etc. Recife, 1886. - Relatorio com que entregou a administração, etc., ao dr. Ignacio Joaquim de Souza Leão. Recife, 1887. ri: 75 T*elino «Joaquim cia Costa Guedes - Filho de José Joaquim de Souza Guedes e dona Anna Brizida da Costa, nascido na provinda, hoje estado de Pernambuco, a 2 do fevereiro de 1858, é bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo. Logo depois de gra- duado foi nomeado professor de portuguez da escola normal de S. Paulo e mais tarde professor de pedagogia da antiga escola normal da côrte. Exercia o logar de primeiro offlcialda secretaria dos negocios do interior e justiça, que foi obrigado a abandonar na administração do general Floriano, voltando a occupal-o de novo no governo do dr. Prudente de Moraes. Intelligencia brilhante e cultivada pelo estudo, escreveu; - Sombras : poesias. Recife, 1870. - Nuvens esparsas: poesias. - Saudades do sertão. Rio de Janeiro, 1899, 43 pags. in-8'1, - Discurso proferido no deceunio de Castro Alves. S, Paulo, 1881, in-8°. - Discurso proferido por occasião da manifestação académica do conselheiro Manoel Antonio Duarte de Azevedo. S, Paulo, 1881, in-8ô. - Discurso offlcial, proferido no saráo litterario do real Club Gymnastico portuguez na noite de 8 de março de 1881. Primeiro cente- nário do Marquez de Pombal. S. Paulo, 1882, in-8*, - A Escola. Biographia de Amaro Cavalcante, Ministro da Justiça. Rio de Janeiro, 1897, 48 pags. in-4°. - O Marechal Bittencourt, a victima do dever. Rio de Janeiro, 1898, in-8° - E' um livro de mais de duzentas paginas, precedido do retrato do mallogrado e glorioso general, a cuja memória é ollerecido. E' dividido em quatro partes: O Marechal de ouro; O attentado; Os generaes; A apotheose. Quando estudante do direito foi um dos re- dactores dos perioiicos: - A Republica: orgão do club republicano académico. S. Paulo, 1879, in-fol.- Esta folha teve antes outros redactores, entre os quaes Manhães Campos e Julio de Castilhos. - Gazeta da Tarde. S, Paulo, 1881, - Ypirangt. S, Paulo, 1882. retliion cie Villar - Pseudonymo de Egas Moniz Barreto de Aragão - Filho do dr. Francisco Moniz Barreto de Aragão e dona Anna Lacerda Moniz de Aragão, nasceu na Bahia a 4 de setembro de 1870. Doutor em medicina pelr faculdade de sua província, tendo es- tudado algumas matérias além das exigidas para o curso medico, foi nomeado lente substituto do francez do Gymnasio bahiano no mesmo anno de seu doutoramento e em 1900 lente de allemão do mesmo Gym- 76 i?i: nasio. E'socio do Instituto geographico e historico da Bahia, do Grémio beneficente dos professores ; cultiva a poesia e a musica, de que tem varias composições ; tem collaborado para revistas e periódicos da mesma cidade e de outras e redigiu: - Revista Académica. Bahia, 1891 e 1892- Desta revista foi elle o fundador e redactor-chefe. - A Renascença: revista litteraria. Bahia, 1894-1895, in fol. peq. de duas columnas- Ahi teve por companheiros os drs. M. J. de Souza Brito o P. J. de Barbuda. Escreveu: - These apresentada, etc., afim de receber o gráo de doutor em medicina. Dissertação: Synthese da medicina (cadeira de pathologia geral). Proposições: Tressobre cada cadeira do curso medico-cirurgico. Bahia, 1895, XIÍ-350 pags. in-4°. - Quadros da guerra civil (Paraphrase ) - 1 fl. in-fol. de duas columnas sem data. De seus trabalhos na imprensa periódica mencionarei: - Edward Gryeg e seu estylo - Na Renascença ns. I e 2. - Estudos sobre a musica allemã. Sebastião Back - Idem n. 31 a proseguir. - Estudos críticos. Exposição M. Grún - Idem ns. 32, 33 e 34. - A musa da historia - Na Revista Popular, idem, n. 1. - Litteratura alleman - n. 3. - Albrecht von Haller, sua vida e suas obras: serie de trinta e quatro artigos no Diário de Noticias. Bahia, 1899. - As memórias de Bismarck: serie de vinte e seis artigos no Diário de Noticias. Bahia, 1900. - Coprophagos e sacrílegos: serie de artigos, sob o pseudonymo de Parsifal, na Cidade do Salvador. Bahia, 1898. - Excellencia e universalidade da cultura germanica: discurso pronunciado a 10 de março de 1900 por occasião de tomar posse da cadeira de língua allemã. Bahia, 1900, 28 pags. in-8\ - Lyra moderna: versos originaes e versões dos principaes poetas europeos, contemporâneos - fazendo assim conhecidos poetas mui dis- tinctos. Secção publicada duas vezes por semana no Diário de Noticias da Bahia de 1891-1895 e as secções: - Humorismos: prosa - No mesmo periodico. - Perfis: sonetos - Idem, 1893-1894. - Pontos de reparo: critica litteraria - Idem, 1894. - Suprema epopèa : synthese lyrica, escripta em commemoração ao 4o centenário da descoberta do Brazil. Bahia, 1900. VH 77 L^biladelplio Augusto Ferreira Lima,- Nas- cido em Pernambuco, com praça no exercito em 1848, fez o curso da an- tiga academia militar e bacharel em mathematicas, serviu no corpo de engenheiros, e foi reformado a 3 de fevereiro de 1890 com o posto de brigadeiro. E' cavalleiro da ordem^da Rosa e da de Christo, e escreveu: - Pequeno curso de chimica agricola por F. Malagutti, traduzido do francez. Rio de Janeiro....- Escreveu mais um livro de - Poesias - de que não posso dar noticias, porque confiando ao autor o que havia escripto a seu respeito para corrigir o que fosse pre- ciso, nunca pude obter o trabalho por mim feito, que era o complemento do que agora escrevo no momento de entrar no prélo. Lhiladelplio da, Silva Castro-Natural deS. Paulo, foi ahi deputado provincial. Na cidade do Rio de Janeiro fez parte do corpo commercial e foi fiel do deposito da typographia nacional, durante o governo monarchico, e no republicano foi mordomo do presidente dr. Prudente de Moraes. E' official da ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo e commendador da de N. S. da Conceição de Villa-Viçoza do Portugal. Escreveu: - Creação do Monte-pio provincial (deS. Paulo): discursos pro- feridos nas sessões da Assembléa de S. Paulo, de 18 e 23 de maio de 1881. S. Paulo, 1881, in-81». Pliilo^onio Avelino.Jucundianode Araújo- Natural da antiga província de Alagoas, falleceu na capital do actual estado em 1894. Sendo professor publico jubilado de primeiras lettras, foi inspector do consulado provincial e deste cargo passou ao de in- spector da thesouraria. No professorado escreveu: - Compendio de arithmetica. Maceió - Não vi este compendio, mas sei que foi adoptado para as aulas de instrucção por muitos annos. Vbiloj^onio Lopes Utinguassú-Filho do phar- maceutico Benjamin Cincinato Utinguassú o dona Ernesta Maria Utin- guassú, nasceu na cidade da Bahia a 20 de dezembro de 1854, falleceu no Rio de Janeiro a 13 de março de 1898. Doutor em medicina pela faculdade desta cidade, foi preparador de physiologia e depois lente substituto da mesma faculdade. Serviu algum tempo no corpo de saude, hoje repartição sanitaria do exercito, e era membro da Academia im- perial, hoje nacional de medicina. Escreveu: - Do tratamento e diagnostico das diversas formas de febres per- niciosas, que reinam no Rio de Janeiro ; Do infanticídio; Operações 78 PL reclamadas pelos estreitamentos da urethra ; Lesões organicas do co- ração: these apresentada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio do Janeiro, 1877, 1 íl. 106 pags. in-4°gr. - Dos acios reflexos: these de concurso ao logar de lente substi- tuto da 4a serie da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1893, in-4°. - Da terebinthina, sua acção physiologica e therapeutica: memó- ria apresentada á Academia imperial de medicina, etc. 1878 - Foi pu- blicada nos Annaes da mesma Academia, vol. XXX, 1878-1879, pags. 54, 136 e 242 e segs., servindo-lhe de titulo para sua admissão como socio. - Curso de psychologia experimental, feito no Laboratorio da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro - Na Revista dos cursos práticos e theoricos, anno 1°, semestre 1°, 1887, pag. 21 e segs. - Considerações ácerca das causas do augmento das affecções cardíacas vasculares perante a Academia imperial de medicina, etc. Rio de Janeiro, 1887, 26 pags. in-8°. - Breves considerações sobre a febre amarella. Rio de Janeiro, 1886, 26 pags. in-4° - Com igual titulo publicou um trabalho na Ga- zeta dos Hospitaes, 1883, pags. 59, 101, 135, 168, 208 e segs. IHacido cie -AJbreu. Moraes -- Filho de João Augusto do Abreu e irmão de Carlos Alberto de Moraes, de quem me occupei, nasceu em Portugal a 12 de março de 1857, e cidadão brazileiro, fal- leceu em fevereiro de 1894 no Rio de Janeiro, arcabuzado por adherir à nobre revolta da esquadra para que o marechal Floriano governasse com a lei. No Brazil fez sua educação litteraria, esteve empregado em uma casa commercial, e depois de licou-se á arte typographica. Cultivou com esmero as lettras, foi distincto poeta e republicano exaltado, sendo até accusado de tentar contra a vida do Imperador d. Pedro II. Es- creveu : - O maldito .* scena dramatica. Rio de Janeiro, 1877, in-8°. - Umportuguez honrado: romance por Pompêo Steel ( pseudo- nymo ). Rio de Janeiro, in-8°. - Tímidos cantos t poesias dedicadas ao Ulm. Sr. Dr. J. Ferreira de Menezes. Rio de Janeiro, 1878, in-8n. - A republicx dos caloteiros : comedia em dous actos, dedicada ao actor, F. Corrêa Vasques. Rio de Janeiro, 1878, in-8°. -A crapula: poema realista, dedicado ao Illm. Sr. Dr. Lopes Trovão, Rio de Janeiro, 1880, in*8n- Possuo a seguinte relação de trabalhos inéditos que deu-me o autor em 1882 e que não sei si foram publicados: - Gabriella t romance. I?L 79 - Amor e martyrio: romance. - Tios e sobrinhos : comedia. - A luta dos vicios : poema. - A queda dos povos : poema - Plácido de Abreu collaborou com artigos litterarios e políticos para vários jornaes no tempo da monar- chia. De seus trabalhos em revista citarei: - Combate dos instinctos : ode a Mathias de Carvalho - No Archivo Contemporâneo illustrado, anno Io, 1889, n. 3. J*la,ciclo A.utonio Pereira de .Abreu - Pai do dr. Eduardo Augusto Pereira de Abreu, mencionado neste livro, com- mendador da Ordem de Christo, foi thesoureiro da casa imperial e jã exonerado deste cargo, consideran lo-se accusado por actos occorridos no exercício do mesmo cargo, escreveu: - Representação à assembléa geral legislativa, defendendo-se de uma accusação que lhe fôra feita no relatorio das contas apresentadas pelo Marquez de Itanhaem, correspondentes ao anno financeiro de 1834-1835. Rio de Janeiro, 1835, 8 pags. in-8°. VIacido Nunes - Natural da Bahia, foi alumno do collegio dos jesuítas, onde tomou o habito da ordem e foi reitor do mesmo col- legio na cidade de seu nascimento. Foi distincto prégador, mas de seus sermões só conheço: - Oração fúnebre nas reaes exequias da magestade fidelíssima do muito alto e poderoso rei o Sr. D» João V, celebrada na cathedral da Bahia de Todos os Santos a 11 de novembro de 1750. Lisboa, 1752, m-4° - Houve segunda edição, também de Lisboa, 1753, in-fol. l^linio de Ma^alliães Costa - Filho do dr. Álvaro Antonio da Costa e nascido na Bahia a 24 de janeiro de 1872, é bacharel em direito pela faculdade do Recife e escreveu: - Critica. Clovis Bevilaqua e sua obra de criminologia o direito. José Maria da Fonseca Magalhães, editor. Bahia, 1896, in-8° -No jornal A Bahia, anno 2°, 1897, ns. 543 a 545. F*oluceno Pereira da Silva Manoel - Habil de- senhista» mestre de desenho do Imperial collegio Pedro II, hoje Gymnasio nacional, e do Lycêo de artes e offlcios, agraciado com o offlcialato da ordem da Rosa, escreveu: 80 1'0 - Desenho linear geométrico. Rio de Janeiro, 200 pags. in-8°, com 232 figuras - Parece-me que publicou mais: - Noções praticas de geometria, compiladas, etc. Rio de Janeiro, in-8°, com 23 figuras. Polycarpo .losé Dias da Cruz - Filho de Fran- cisco de Menezes Dias da Cruz e irmão dodr. Francisco de Menezes Dias da Cruz, de quem já me occupei, nasceu no Rio de Janeiro e ahi fal- leceu a 9 de outubro de 1865. Exerceu o magistério primário nesta capital, leccionando no collegio S. Sebastião. Escreveu: - Compendio de grammatica portugueza. Rio de Janeiro, 1853 - Este livro teve diversas edições, todas do Rio de Janeiro, sendo a ter- ceira de 1863, a quarta de 1865 e a sexta de 1879. A quarta edição, publicada no anno do fallecimento do autor, tem por titulo: - Compendio de grammatica portugueza, corrigido e emendado de accordo com os bons professores públicos da eôrte, por autorisação do Exm. Sr. conselheiro de Estado, director da instrucção publica, para uso das escolas publicas deste município, etc. Rio de Janeiro, 1865, 107 pags. in-8°. Polycarpo Lopes <lc Deão - Natural da Bahia e filho de João Lopes de Leão, falleceu na província do Maranhão a 4 de setembro de 1882, bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela Facul- dade de Olinda, desembargador aposentado com as honras de mi- nistro do Supremo tribunal de justiça, do conselho de sua magestade o Imperador, membrodo Instituto da ordem dos advogados brazileiros, etc, Seu ultimo cargo de magistratura foi na Relação da còrte e depois disto exerceu a advocacia. Celebrou um contracto com o governo imperial, como adeante se verá, para importação de emigrantes do norte da Europa e escreveu: - Como pensa sobre o elemento servil o doutor Polycarpo Lopes de Leão. Rio de Janeiro, 1870, 40 pags. in-4°. - Considerações sobre a constituição brazileira . Rio de Janeiro, 1872, 42 pags. in-4°. - Pleito Mauà e memorial analytico por parte da Companhia da E. de F. de Santos a Jundiahy ( S. Paulo Railway C. limited ). Rio de Janeiro, 1877, 33 pags. in-4°. - Breves reflexões sobre o que nesta eôrte tem-se publicado em favor do Visconde de Mauá ácerca da demanda que o mesmo traz contra a companhia de E. de F. de Santos a Jundiahy. Rio de Janeiro, 1877, 56 pags. in-4°. 1>O 81 - Contracto celebrado entre o governo imperial, o deiembargador Polycarpo Lopes de Leão e o doutor Egas Muniz Barreto de Aragão para importarem emigrantes do norte da Europa. Rio de Janeiro 1872, in-8°. Polycarpo Rodrigues'Viotti - Filho de Francisco Viotti, e nascido em 1843 na província, hoje estado de Minas Geraes, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro e escreveu: - Da cephalotripsia e suas indicações ; Diagnostico da febre ama- rella e seu tratamento; Albuminúria na prenhez; Applicação da electricidade na therapeutica: these apresentada á Faculdade de medi- cina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1871, 2 fls., 40 pags. in-4® gr. - Aguas mineraes de Caxambu. Rio de Janeiro, 1886, 32 pags. in-4°. Pol vearpo Teixeira de Almeida Queiroz - Natural de Pouso Alegre, em Minas Geraes, estabeleceu residência em Campinas, no actual estado de S. Paulo, e ahi falleceu, sendo fazen- deiro. Escreveu: - Transformação do trabalho. Campinas, 1889, 235 pags. in-81 - Neste livro o autor censura acremente nossa imprensa e os jornalistas em geral por « fazerem-se echo das calumnias levantadas pelos europeus contra os filhos do Extremo Oriente». Foi um dos redactores da - Opinião Liberal. Campinas, 1881, in-fol. - Seus companheiros de redacção foram os doutores Joio Egydio de Souza Aranha e Carlos Norberto de Souza Aranha. Polydoro Xavier <Ie Mornos-Filho do Francisco Xavier de Moraes e natural do Pará, fez o curso de pharmacia na fa- culdade de medicina do Rio de Janeiro, concluindo-o em 1868. Es- creveu: - Discurso proferido no dia da prestação do juramento dos phar- maceuticos em 1868. Rio de Janeiro, 1868, 8 pags. in-8° - Foi um dos redactores da - Aurora Académica: periodico snentifico e litterario. Rio de - Janeiro, 1866, in-fl. peq. Pompeu Perreira da Ponte - Filho do Manuel Fer- reira da Ponte, nasceu na antiga província do Ceará a 9 de fevereiro de 1854 e ahi falleceu, em Canindé, pelo mez de novembro de 1885, 82 1'0 sendo engenheiro civil pela escola polytechnica do Rio de Janeiro. Escreveu: - Ensaio sobre a irrigação agrícola na província do Ceará. Rio de Janeiro, 1884 - O autor se refere ao emprego da agua do sub-solo das vargens dos rios para a irrigação agrícola, elevando-a por meio de bombas movidas por moinho de vento, e construcção de um grande açude sobre o rio Potyparú da comarca do Príncipe Imperial. Ponciano Barreto Ferreira Souto - Capitão honorário do exercito por decreto de 21 de abril de 1870 em conse- quência de serviços voluntários prestados na campanha contra o Pa- raguay, e condecorado com a medalha da mesma campanha. Escreveu: - Batalha do Avahy: poesia. Rio de Janeiro, 1878, in-12®. Praxedes Costa - Natural do Rio Grande do Sul, sei apenas que cultiva a poesia eque escreveu um volume com o titulo: - Melodias: poesias. Rio Grande do Sul, 1886, in-8°. Fresalindo Lery Santos - Nascido em S. Paulo, passando para Santa Catharina, ahi casou-se e foi professor ou dirigiu um collegio de educação. Dedicou-se sempre aos estudos dos homens il- lustres do Brazii e á causa da extincção do elemento escravo. Escreveu: - A escravidão no Brasil. Ro de Janeiro - Não vi a primeira edição, mas só a nova. Pernambuco, 1871, 47pags. in-8°. Neste livro se pugna pela emancipação, tendo por base a libertação do ventre escravo. - Curso elementar de geographia moderna. Ia edição. Rio de Ja- neiro ( sem data) - Nunca vi segunda edição. - Epitome da historia do Brasil. Rio de Janeiro, 1876, 66 pags. ln-8° - A segunda edição foi publicada com o titulo de - Resumo da historia do Brasil, dividido em pequenas lições fáceis e intelligiveis, feito por J. G. de Azevedo. Rio de Janeiro, 1876, in-8®. - Contemporâneos do Brazii. Traços biographicos de alguns homens illustres. Rio de Janeiro, 1876 - São tres opusculos occupando- se: o 1°, do Marquez de Caxias; o 2°, do dr. Abilio Cesar Borges ; o 3°, do Visconde do Rio Branco. - Pantheon fluminense. Esboços biographicos. Rio de Janeiro, 1880, 667 pags* in-8° gr. - Educacionistas notáveis. O Barão de Macahubas. Rio de Janeiro, 1884, 50 pags. in-8®. O Almirante Barão da Laguna, senador do Império: esboço biographico seguido de diversas noticias necrologicas, etc*, mandado 83 publicar pela commissão encarregada das solemnes exequias que foram celebradas na igreja matriz da cidade do Desterro no dia 27 de fevereiro de 1878. Rio de Janeiro, 1880, in-8°. - Bosquejo historico e descriptivo da cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1882 - Foi pelo autor offerecido o manuscripto ao In- stituto historico. - Considerações sobre a estrada de ferro D. Thereza Christina, na província de Santa Catharina. Rio de Janeiro, 1883. - A confissão: ensaio dogmático historico, proprio para todos os pais de familia, prefaciado e annotado pelo padre Guilherme Dias - Não o vi impresso. Lery Santos redigiu: - O Município: orgão do commcrcio e da lavoura. Laguna, 1880, in-fol. D. Presciliaim Duartede AImeida- Natural de Minas Geraes e casada com o poeta e homem de lettras Sylvio Tibiriçá de Almeida, de quem terei de me occupar, é também poetisa e escreveu: - Rumorejos: poesias - Foram publicadas no livro « Pyrilampos», poesias de sua amiga D. Maria Clara Vilhenada Cunha. Rio de Janeiro, 1890, in-8° com um prefacio por outra senhora, também poetisa - Ve- ja-se este nome. D. Presciliana fundou e redigiu: - A Mensageira: revista litteraria dedicada à mulher brasileira. S. Paulo, 1897-1899. Só vi o numero 14, que sahiu em maio de 1898 e o numero 25 em fevereiro de 1899. Prospero Ribeiro Dinix - Filho de um conceituado pharmaceutico da cidade da Bahia e irmão do Dr. Manuel Feliciano Ribeiro Diniz, de quem já me occupei, nasceu naquella cidade pelos annos de 1815 a 1820, e ahi falleceu a 24 de novembro de 1852. Dotado de intelligencia brilhante e poeta humorístico e sarcástico, soube in- troduzir-se na alta sociedade bahiense, mas delia foi pouco a pouco repellido, porque em versos não poupava mesmo âquelles que da melhor vontade o recebiam. Soffreu mesmo certos desgostos por causa de seus escriptos mordazes e morreu pobre, sem amigos, e atormentado de soffrimentos, quer physicos, quer moraes, depois de ter estado na côrte, em Pernambuco, de onde ainda voltou á capital do Império. Fundou e redigiu a - Marmota. Bahia, 1846-1849, in-fol.- Era uma folha humorística, joco-seria, mas ás vezes de licenciosa mordacidade. De 1850 passou a ser redigida pelo editor, Epiphanio Pedrosa, com o titulo A verdadeira Marmota. 84 1*1^ - A Marmota. Rio de Janeiro, 1819-1850 - O mesmo estylo da precedente, mas menos licenciosa e menos ferina, esta folha foi pu- blicada a principio em uma typographia, que não a de Paula Brito, e era vendida em uma loja á rua dos Ourives, mas pouco depois Diniz associou-se a Paula Brito, e foi publicada muito pouco tempo, por des- harmonia entre os dous, com o titulo de Marmota da Corte. Neste interim foi Prospero Diniz a Pernambuco e publicou: - A Marmota pernambucana. Recife, 1850 - Ainda no mesmo estylo, cessou a publicação por desagradar a certos vultos, começando pelo presidente da provincia, de quem ella disse que estava soffrendo de febre azul quando grassava a febre amarella. Reconciliando-se então com Paula Brito, redigiu com este: - A Marmota fluminense. Rio de Janeiro, 1851-1852 e de 1853 a 1861, foi finalmente publicada só por Paula Brito - Em sua des- harmonia com Paula Brito, escreveu Diniz: - O Papagaio-, satyra publicada em avulso. Vroxleiicio do Amaral - Filho de Gonçalo Gomes Diniz e dona Martha do Amaral, nasceu em 1675, no Rio de Janeiro como sup- põem Barbosa Machado, Innocencio e o dr. Macedo, ou na villa da Cacho- eira, da Bahia, como dizem o dr. Mello Moraes pai, Ladislau dos Santos Titara, que esteve na dita villa durante a guerra da independencia, e outros, e falleceu a 25 de março de 1715, não sendo, portanto, exacto que fosse elle um dos expulsos da ordem dos jesuítas em 1791, como diz frei Fortunato de S. Boa ventura no seu « Defensor dos jesuítas ». Entrando para esta ordem em 1690, tornou-se delia um dos mais bellos ornamentos, não só por sua intelligencia privilegiada como também pela exemplaríssima caridade e outras virtudes que o distinguiam. Foi lente nocollegio de Belém e no da Bahia, grande latinista, eximio litterato e festejado poeta. Consagrou sempre o mais fervoroso aífecto e devoção á Virgem Santíssima, a quem dedicava os trabalhos de sua penna. Escreveu: - Catalogo dos bispos que teve o Brazil até o anno de 1676, em que a cathedral da cidade da Bahia foi elevada a metropolitana e dos arcebispos que nella tem havido, com as noticias que de uns e de outros pôde descobrir o Ulmo, e Rvmo. Sr. D. Sebastião Monteiro da Vide, quinto arcebispo da Bahia - Foi publicado nas « Constituições primeiras do arcebispado da Bahia, etc.» Lisboa, 1719, de pags. 1 a 32 , na segunda edição das ditas Constituições. Coimbra, 1720, e finalmente na terceira edição, feita pelo conego lldefonso Xavier Ferrei ra em S. Paulo, 1853. l*li 85 - De sacchari opificio carmen - Foi publicado este poema em seguida a outro do jesuíta José Rodrigues de Mello com o titulo « De rusticis Brasilicis rebus, etc».Roma, 1781, 213 pags. in-4°com figuras. No tra- balho do padre Amaral se descreve, não sómente a construcção de um engenho de assucar, mas também todo processo do fabrico então em uso. - Stimubis amandi Dei parum - Vejo mais esta obra mencionada no Summario da bibliotheca luzitana de Bento Farinha. Prudencio Giralcles Tavares da Veigra Ca- ibrai - Filho de Joaquim Giraldes Tavares da Veiga Cabral e dona Anua Thereza de Jesus Tavares, nasceu em Cuyabá, capital de Matto Grosso, a 22 de abril de 1800 e falleceu em S. Paulo a 9 de janeiro de 1862, bacharel em direito pela universidade de Coimbra ; doutor por decreto de 16 de setembro de 1834, do conselho de sua magestade o Imperador, lente da cadeira de direito civil pátrio, por elle inaugurada na faculdade desta província por occasião de serem instituídas as academias de direito, socio do Instituto historico e geographico brazileiro, commendador da ordem de Christo, etc. Estudou humanidades na Bahia e, vindo de Portugal para o Brazil em 1822, antes que entrasse para o corpo docente da mencionada faculdade, onde em duas épocas foi empossado do cargo de director, exerceu a magistratura, servindo successivamente os cargos de juiz de fóra da villa, hoje cidade do Rio Grande do Sul, ouvidor da comarca do Ceará, auditor geral do exercito estacionado na província Cisplatina e desembargador da relação do Maranhão. Escreveu: - Analyse dos direitos naturaes do homem inculto e selvagem, deduzidos do mesmo direito que rege toda a natureza creada, de que elle é parte. Rio de Janeiro, 1833, in-8° gr. - Direito administrativo brazileiro, comprehendendo os projectos de reforma das administrações provinciaes e municipaes e as instituições que o progresso da civilisação reclama. Rio de Janeiro, 1859; 659 pags. in-4° - Foi um trabalho a que se dedicou o autor, vendo a necessidade de obras nacionaes que facilitassem o estudo da nova cadeira creada para as nossas faculdades, direito administrativo, em- bora não fosse objecto de sua cadeira. - Memória histórica académica sobre os acontecimentos mais no- táveis da faculdade e desenvolvimento das sciencias sociaes e jurídicas. S. Paulo, 1855, in-4° gr.- Neste livro já se acham os primeiros traços do direito administrativo. Prudencio Joaquim de Bessa - Nascido em Portugal, mas brazileiro por naturalisação, exerceu a advocacia, com 86 pr provisão, em Campos e depois a homoeopathia. Foi elle quem ensinou a lingua portugueza ao distincto litteratoLuiz Antonio Burgain, também brazileiro por naturalisação, que veio para o Brazil em 1833 e que muito honrou nossa litteratura ( veja-se este nome ). Escreveu um - Compendio de medicina homceopathica. Rio de Janeiro... - Redigiu: - A Ordem. Campos. - O Independente. Campos. Prudente José de Moraes liarros - Filho de José Marcellino de Barros e dona Catharina Maria de Barros, nasceu em Itú, provincia, hoje estado de S. Paulo, a 4 de outubro de 1841, e é bacharel em direito pela faculdade desse estado. Estabe- lecendo-se como advogado na cidade de seu nascimento desde que concluiu o curso juridico, foi muitas vezes eleito deputado provincial e também geral. Reconhecido como republicano sincero, caracter honesto e probo, foi o primeiro acclamado pelo povo paulistano no dia da inauguração da Republica para membro do governo provisorio de S. Paulo, foi nomeado governador do estado por decreto do go- verno provisorio da Republica, eleito senador ao Congresso nacional, e por ultimo presidente da Republica. Foi o primeiro governo civil que teve a Republica brazileira, o primeiro eleito pelo povo, o pri- meiro que governou com a constituição. Todos os homens sérios o applaudiram e as demonstrações de estima, de consideração e de apreço que lhe deu a população fluminense em sua retirada, não ha penna que possa descrever. Além de manifestos e outros trabalhos nos cargos que occupou, só conheço de sua penna: - Discurso pronunciado na Assembléa provincial de S. Paulo a 16 de março de 1879. S. Paulo, 1879, 40 pags. in-8°. Orçamento e politica geral: discurso pronunciado na sessão de 28de fevereiro de 1888 -No livro «Os deputados republicanos na As- sembléa provincial de S. Paulo », na sessão de 1888, pags. 383 a 452. - Projecto de imposto sobre escravos: discurso pronunciado na sessão de 7 de março de 1888 - No mesmo livro, pags. 455 a 486. - Relatórios dos trabalhos do Senado Federal, apresentados nas sessões ordinárias de 1892, 1893, 1894 pelo vice-presidente, etc. Rio de Janeiro, 1892, 1893 e 1894, 3 vols. in-4°. - A' Nação Brazileira. Rio de Janeiro, 1894, in-8° - E' seu ma- nifesto ao assumir o governo da Republica. - Mensagem apresentada ao Congresso Nacional em 3 de maio de 1895 pelo presidente, etc. Rio de Janeiro, 1895, in-4°. rv 87 - Mensagem apresentada ao Congresso Nacional na abertura da sessão da 2a legislatura, etc. Rio de Janeiro, 1896, in-4°. - Mensagem apresentada ao Congrssso Nacional na abertura da 3a sessão da 2a legislatura, etc. Rio de Janeiro, 1896, 32 pags. in-4°. - Mensagem ao Congresso Nacional sobre os serviços da Assis- tência medico-legal aos alienados. Rio de Janeiro, 1896, in-8°. T^ulblio Constando de Mello - Filho de Publio Constancio de Albuquerque Mello e dona Urania Leopoldina de Al- buquerque Mello, nasceu na cidade da Bahia a 25 de agosto de 1855. Depois de fazer exame vago de cirurgia dentaria obteve carta de den- tista na faculdade dessa cidade em 1878, e em 1882 o grão de doutor em medicina, tendo sido na Bahia cirurgião dentista da casa dos ex- postos e interno do hospital de variolosos. Passando a S. Paulo, es- tabeleceu-se em S. João da Boa Vista, foi ahi commmissario vaccinador, membro do conselho da instrucção publica, medico da companhia Mogyana e fundador, à custa de donativos, do hospital de beneficencia do Ribeirão Preto, de que foi presidente e medico. Passando em 1890 para o Rio de Janeiro, foi medico da hospedaria de immigrantes da ilha das Flores até 1897 e foi commissario de hygiene. E' professor, por concurso, de anthropologia, archeologia e ethnographia do museu nacional, major honorário do exercito por serviços durante a revolta de 1893 e membro da Academia nacional de medicina. Escreveu: - Deslocação da cabeça do humerus e seu tratamento ; Da aus- cultação no diagnostico da prenhez; Do chloral e chloroformio em seus effeitos therapeuticos; Do suicídio em suas relações medico- legaes: these inaugural para obter o grão de doutor em medicina. Bahia, 1882, in-4°. - 0 charlatanismoz protesto contra a esterilidade da mulher pelo processo secreto do dr. Abel Parente. Rio de Janeiro. - Alimentação das crianças: memória apresentada á Academia nacional de medicina pelo académico, etc. Rio de Janeiro, 1894, in-8° - Faz-se ahi menção de vários estados morbidos que se manifestam na idade infantil, provenientes da má alimentação, assim como do alei- tamento mercenário. Sahiu também nos Annaes da Academia. - Parecer sobre uma memória do dr. Clemente Ferreira sobre a malaria na infancia - Nos mesmos Annaes. - Parecer sobre a memória « Desinfecção publica no Rio de Ja- neiro» pelo dr. Graça Couto - Idem. 88 vu - Parecer sobre uma memória do dr. Bulhões Carvalho sobre demographia - Idem. - Elogio historico dos académicos fallecidos de 1896 a 1897 - Idem. - Pòde-se chegar pelo exame do esqueleto á determinação da côr quj tivera o indivíduo? - Idem no tomo 65, 1899, paga. 124 a 143. - Relatorio sobre a prophylaxia da tuberculose - Nos mesmos Annaes. - Discurso refutando as vantagens do processo Ilermit, baseado na electrolyse da agua do mar - Nos ditos Annaes. - Discursos sobre a desvantagem da suppressão da entrada de immigrantes no Rio de Janeiro - Idem. - Discurso justificando a proposta de meliminar o dr. Fort do quadro da Academia nacional de edicina - Idem. - Elogio historico dodr. Silva Araújo, etc. -Idem. Furificio Francisco Xavier Lisboa - Nascido em Alagoas, ahi falleceu pelos annos de 1897 a 1899. Habil typographo, membro da Associação beneficente dos compositores do Jorn d do Com- mercio, de cujo conselho fiscal foi presidente, escreveu: - Noticia sobre a imprensa. Dedicada á classe typographica e ao ClubGutenberg. Rio de Janeiro, in-8°. Q Fr. Quintiliano de Santa. I Imniliana Bena- vides - Filho de João de Souza Benavides e dona Anna Marcelina de Jesus, nasceu em Villa Rica, hoje Ouro Preto, Minas Geraes, noanno de 1784 e falleceu no Rio de Janeiro a 11 de março de 1868. Chamando-se no século Theotonio de Souza Benavides, professou no convento dos franciscanos da ilha Grande em 1808 e foi ordenado presbytero em São Paulo em 1811 pelo bispo d. Matheus de Abreu Pereira. Occupou em sua ordem os mais elevados cargos, como o de ministro provincial por eleição de 30 de outubro de 1847 e escreveu : - Refutação ao Manifesto do sr. S. Fabregas Surigué, offerecida aos leitores do dito Manifesto. Rio de Janeiro, 1840, 32pags. in-4° - Versa sobre a maçonaria, que frei Quintiliano condemna. QV 89 Quintino de Souza Bocayuva - Nascido na cidade do Rio de Janeiro a 4 de dezembro de 1836, desde muito joven deãicou-se ás lettras e foi um dos mais francos e leaes propugnadores da idéa re- publicana, quer na tribuna, quer na imprensa, sendo por isso chamado pelo governo provisorio na inauguração da Republica para occupar a pasta do exterior. Cultiva também a litteratura amena e é dos mais hábeis e provectos jornalistas que o Brazil tem produzido. Frequentou o curso de humanidades, annexo á faculdade de direito de S. Paulo, mas, não podendo supportar disciplina offlcial nem limites de estudos convencionaes, deixou esse curso e os da faculdade. Apoz a inauguração da Republica foi como ministro plenipotenciário em missão especial á Republica Argentina tratar da secular questão das Missões, firmando por esta occasião um tratado que deixou de ser approvado pela Gamara dos deputados. Representou o estado do Rio de Janeiro no senado fe- deral, foi reeleito sem competidor apezar de haver declarado em ma- nifesto não aspirar a renovação do mandato e em seguida eleito presidente do estado. E' general de brigada honorário, e escreveu : - O Trovador: imitação levada ã scena a 2 de janeiro de 1856 no theatro de S. Januario. - Omphalia: drama original em sete quadros, representado no theatro Variedades a 28 de julho de 1860. - Norma... - O Domino azul... - Diamantes da corôa... - Quem porfia sempre alcança... - O Sargento Frederico... - Minhas duas mulheres... - Valle de Andorra... - Boas noites, Senhor D, Simão... - Tramoia... - O Grumete... - Estebanilho... - Marina... - A dama do véo - Todos estes trabalhos são escriptos para o theatro e do terceiro em diante são traducções feitas homeometrica- mente para a imperial Academia da Opera nacional. - O Bandoleiro: opera cómica original em tres actos. - Um pobre louco: drama em cinco actos. - Pedro Favilla: drama - Este drama, como o procedente, foi perdido na typographia onde se imprimia. - Cláudio Manuel: drama historico em cinco actos. 90 QU - Dc la Viola: drama histórico em cinco actos. - ^ma partida de honra: imitação em tres aetos - Além destes conserva inéditos os seguintes escriptcs poéticos: - Gonzaga: poema em seis cantos. - 0 Estudante de Salamanca: traducção de Espronceda. - Estudos críticos e litterarios, volume Io contendo: Lance de olhos sobre a comedia e sua critica e correspondência litteraria. Rio de Janeiro, 1858, IV-XVII-114 pags. in-8°. - Sophismas constitucionaes ou o systema representativo entre nós: estudos historico-politicos, divididos em quatro partes - Esta obra em 1860 estava em via de entrar no prelo. - Estudos críticos e litterarios, etc. Rio de Janeiro, 1858-1859, dous vols. - Bibliotheca romantica: revista mensal por uma associação de homens de lettras. Rio de Janeiro, 1863. - A opinião e a coroa por Philemon ( pseudonymo) Porto-Alegre, 1861, 60 pags. in-8c - Este escripto sahiu sob o titulo de « Jornal de um democrata » I e seguiu-se com o mesmo titulo, II: - A Comedia constitucional: pamphleto político. Rio de Janeiro, 1861, 50 pags. in-8° - Antes destes dous escriptos, publicara o autor - A opiniãoe a corôa por Philemon. Rio de Janeiro, 1861, 23 pags. in-8°. - Os nossos homens: retratos políticos e litterarios por P. S. José Maria da Silva Paranhos. Rio de Janeiro, 1864, in-8° - com o retrato do conselheiro Paranhos. - Impugnação ao protesto do Sr. Visconde de Jequitinhonha. Rio de Janeiro, 1865, 19 pags. in-4°. - Os mineiros da desgraça: drama em quatro actos. Rio de Janeiro, 1862, in-8°. - A família : drama em cinco actos. Rio de Janeiro, 1866. - Circular aos repres.*. doOr.-. Un.'. do Brasil, ao Vai.-. dos Benedictinos acreditados junto ás altas potências maç. •. Rio de Janeiro, 1863, in-8°. - A crise da lavoura : succinta exposição. Rio de Janeiro, 1868, 59 pags. in-4\ - Guerra do Paraguay : a nova phase : carta a um amigo por *** Rio de Janeiro, 1869, 43 pags. in-4°. - A batalha de Campo Grande, quadro historico. (Carta a Pedro Américo, publicada na Republica a 10 de outubro.) Rio de Janeiro, 1871, 14 pags, jn-8°. QU 91 -As Constituições e os povos do Rio da Prata: conferencias publicas, Ia parte. R;o de Janeiro, 1870. - União federal republicana : apresentação do candidato escolhido pelos republicanos em assembléa geral do partido a 15 de dezembro de 1881. Discurso proferido pelo cidadão Quintino Bocayuva. Rio de Ja- neiro, 1881, in-8°. - Confederação abolicionista. A segunda phase: discurso profe- rido no theatro Polytheama em 3 de abril de 1887. Rio de Janeiro, 1887, - Os chins : succinta exposição - No Jornal do Commercio de 6 de setembro de 1892, occupando quatro columnas. - Relatorio apresentado ao Generalíssimo chefe do Governo pro- visorio dos Estados Unidos do Brasil. Rio de Janeiro, 1891. - Tratado de arbitramento. Relatorio apresentado ao generalíssimo chefe do governo provisorio, por... ministro e secretario de Estado das Relações exteriores. Rio de Janeiro, 1891, lOpags. in-4° - E' possivel que me tenha escapado algum trabalho deste autor, assim como de outros. Vou concluir com as publicações do dia que Bocayuva redigiu só, ou com outros: - Acayaba: jornal litterario. S. Paulo, 1852-1859. - A Honra. S. Paulo, 1852-1853, in-4°. Com Ferreira Vianna. Foi sua estrèa na propaganda republicana. - Diário do Rio de Janeiro - Fundado por Zeferino Victo de Me- reilles, teve vários redactores e segundo estes e as épocas teve diversas cores políticas. De seus redactores citarei José Martiniano de Alencar, Antonio Ferreira Vianna, Joaquim de Saldanha Marinho, Quintino Bo- cayuva e por ultimo Augusto de Carvalho. - A Republica- periodico do Club republicano. Rio de Janeiro, 1870- 1874 até 15 de fevereiro de 1873, in-fol. pequeno e depois in-fol. grande. - O Globo-, orgão da Agencia americana, typographica. Rio de Janeiro, 1864-1878, in-fol. - com Salvador de Mendonça. Esta folha, depois de uma interrupção de dous annos, reappareceu em 1881. - O Pais. Rio de Janeiro, 1885 a 19 ** in-fol. Ramiro AíTonso Monteiro - Filho de Romualdo Antonio Monteiro e nascido na antiga villa, hoje cidade de Camamú, na Bahia, a 23 de novembro de 1840, é doutor em medicina pela facul- dade da Bahia, e da mesma faculdade, mediante o respectivo concurso, foi nomeado lente oppositor da secção medica e depois lente cathedra- 92 RA tico de clinica medica e seu direRor de 1886 a 1891. Foi agraciado com o titulo de Conselho do Imperador d. Pedro II. Durante alguns annos foi commandante superior da guarda nacional na cidade de seu nascimento e foi em varias legislaturas eleito deputado á assembléa provincial no regimen monarchico. Escreveu: - Quaes os elementos que constituem o diagnostico ? O fórceps obrará exclusivamente como instrumento de tracção, ou também como instrumento de pressão? Ha signaes certos de prenhez? Em que casos e com que fundamento pode o medico-legista assegurar que a mulher não está gravida ? A molest;a, que entre nós se chama maligna, é a mesma febre typhoide dos autores ?: these apresentada, etc. para obter o gráo de doutor em medicina. Bahia, 1865, 70 pags. in-4° gr. - Funcções do grande sympathico: these sustentada, etc. no con- curso para oppositor da secção medica. Bahia, 1871,47 pags. in-4° gr. - Do elemento pernicioso nas moléstias: these de concurso para a cadeira de pathologia geral. Bahia, 1874, 140 pags. in^gr. - Memória histórica dos acontecimentos notáveis da Faculdade de Medicina da Bahia em 1878. Bahia, 1879, in-4°. - Erro de diagnostico. Sobre um caso de persistência do buraco de Botai: lição clinica - Na Gazeta Medica da Bahia, 1878. - Algumas das difficuldades no diagnostico do beriberi e das ne- phrites: memória apresentada no 3o Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia - No Io volume dos Trabalhos do Congresso, etc. Bahia, 1894. Foi também publicada esta memória na Gazeta Medica. - Persistência do buraco de Botai com symptomas de lesão do coração. Erro de diagnostico. Lição clinica - Na Revista Medica da Bahia, 1880-1881, pags. 108 e segs. Ramiro Fortes <Ie liarcellos - Filho de Vicente Loreto de Barcellos e dona Joaquina Idalina Pereira de Barcellos, nasceu no município da Cachoeira, da então provincia do Rio Grande do Sul, a 23 de agosto de 1851, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, da qual foi distincto alumno. Tomando parte nos mo- vimentos politicos do actual estado de seu nascimento, foi em 1894 eleito senador ao congresso federal e depois ministro do Brazil na Republica do Uruguay. Escreveu: - Das allianças consanguíneas e sua influencia sobre o physico, o moral e o intellectual do homem; Das cellulas nos dous ramos; Lythotricia; Febre amarella: these apresentada á Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1873, 44 pags. in-4° gr. RA 93 - Lições de clinica sobre a febre amarella, feitas na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro peloDr. J. V. Torres Homem, professor de clinica medica. Rio de Janeiro, 1873: Analyse - Na Revista Medica dos Estudantes, tomo Io, ns. 13, 14 e 15. - A revolução rio-grandense do Sul: historia- Foi publicada na Gazeta de Porto-Alegre, 1881, ns. 193, 194, 195, 198, 199, 201 e 203, e depois em volume. Ramiro Larcher Marçal - Pelo seu appellido se vê que não é de origem brazileira ; sou porém, informado de que é bra- zileiro e que é engenheiro agronomo. Escreveu: - Da natureza e organisação dos estabelecimentos de agricultura pratica no districto de Porto-Alegre. Porto-Alegre, 1885, 40 pags. in-4° - Este trabalho fez parte do Relatorio do Conselho de agricultura e foi ainda publicado na seguinte revista redigida pelo autor: - Annaes de Agricultura do districto de Porto-Alegre. Porto- Alegre, 1884-1886. Raphael Arehunj o GraJvílo, 1° - Filho do alferes José Lopes Galvão e dona Josepha Maria de Jesus Galvão, nasceu na capital do Rio Grande do Norte em 1811 e falleceu no Rio de Janeiro a 8 de abril de 1882, agraciado com o titulo de conselho do Imperador, commendador da ordem da Rosa e da de Christo, condecorado com a medalha da campanha do Paraguay, socio do antigo Instituto historico da Bahia e da sociedade Auxiliadora da industria nacional. Aos 14 annos de idade dedicou-se ao funccionalismo publico como praticante da secretaria do governo de sua província, de onde passou para a the- souraria geral. Nomeado inspector da thesouraria de Sergipe, ahi or- ganisou a fiscalisação das rendas de modo a não ser mais preciso essa província receber supprimentos da Bahia, como succedia, e por isso passou a inspector da thesouraria do Rio Grande do Sul com os poderes de reorganisar as repartições de arrecadação e nellas estabelecer as medidas precisas a assegurar a fiscalisação e recolhimento das rendas, pois que era tal a desorganisação desse serviço, que todos os func- cionarios por cujas mãos passavam os dinheiros, exceptuando apenas o collector do Rio Pardo, se achavam em alcance. Depois serviu os cargos de escrivão da alfandega do Rio de Janeiro, de contador do thesouro, director geral de contabilidade e presidente do tribunal do thesouro na ausência do ministro. Foi uma vez deputado provincial por Sergipe e diversas vezes por sua província, que o contemplou numa lista tríplice para senador. Escreveu: 94 HA - Relatorio que fez o inspector da Thesouraria da provincia do Rio Grande de S. Pedro do Sul no acto de entregar a de Sergipe ao respectivo contador, etc. Sergipe, 1849, 11 pags. in-8°. - Instrucções para a arrecadação, fiscalisação, distribuição e con- tabilidade das rendas a cargo das Collectorias e outras estações de fa- zenda da provincia do Rio Grande de S. Pedro do Sul. Porto-Alegre, 1850, in-4° com uma tabella e quatro modelos. - Relatorio da Commissão de inquérito na Alfandega da Côrte sobre as censuras e accusações feitas â administração da mesma Alfandega, na Gamara dos deputados e na imprensa no anno de 1866, com a collecção chronologica dos documentos relativos aos factos censurados. Rio de Janeiro, 1862, 226 pags. in-8° - E' também assignado por Theophilo Benedicto Ottoni. E' de sua redacção: - O Natalense: jornal político, moral, litterario e commercial. Cidade do Natal, 1832-1833, in-fl. -Foi o primeiro periodico que se pu- blicou no Rio Grande do Norte. Uaph.aol Arclianjo Galvão, 2o - Filho do prece- dente e dona "Luiza Paula de Albuquerque Galvão, nasceu na capital do Rio Grande do Norte a 10 de junho de 1836 e falleceu no Rio de Ja- neiro a 24 de janeiro de 1888, bacharel em sciencias physicas e mathe- maticas e engenheiro civil. Antes de concluir esse curso serviu como ajudante de engenheiro das obras da alfandega da côrte e foi nomeado para dirigil-as quando retirou-se o architecto Manoel de A. Porto- Alegre, que planejara e começara o grande armazém de ferro, que elle concluiu e melhorou, substituindo a cobertura de ferro por telhas fran- cezas e por ahi o plano de outros armazéns que foi approvado pelo go- verno. Foi encarregado de estudar o porto de Pernambuco e os meios de obstar a enchente dos rios que ahi desaguam; estudou a questão de abas- tecimento de agua no Rio de Janeiro, e encarregou-se ainda de estradas de ferro e de outros trabalhos de sua profissão, como a construcção da alfandega de Santos. Era cavalleiro da ordem da Rosa, socio do Insti- tuto polytechnico brazileiro e da sociedade Auxiliadora da industria nacional, fazendo parte da commissão encarregada por ella na pri- meira exposição nacional de 1861. Escreveu: - Industria met tllurgica, artes e productos chimicos: Relatorio - Acha-se annexo ao Relatorio geral da Exposição de 1861, por Antonio Luiz Fernandes da Cunha. Rio de Janeiro, 1862. - Catalogo da Exposição nacional de 1866. Rio de Janeiro, 1866, 721 pags. in-4» - com o engenheiro Manoel da Cunha Galvão. k,a 95 - Estudo sobre os melhoramentos do porto de Pernambuco, causa das cheias dos rios que desaguam no mesmo porto 'e meios de remo- vel-as, etc. Rio de Janeiro, 1870, 99 pags. in-4° gr. - Abastecimento de agua ã cidade do Rio de Janeiro: memória sobre este assumpto e proposta apresentada á decisão do corpo legis- lativo em janeiro de 1873. Rio de Janeiro, 1873, 132 pags. in-4° com o desenho do hydrometro de J. F. Navarro - Antes publicada no Diário do Rio de Janeiro de 24 de fevereiro a 11 de março de 1873. - Prolongamento da estrada de ferro da Bahia: serie de artigos publicados no Diário da Bahia sobre o discurso pronunc iado na Camara dos Srs. Deputados pelo Sr. Dr. Araújo Góes Júnior na sessão de 8 de outubro de 1886, pelos emprezarios, o engenheiro R. A. Galvão e José Augusto de Araújo. Bahia, 1887, 108 pags. in-4°. Frei Raphael cie S. Boaventura - Nasceu em Olinda no anno de 1586 e, religioso franciscano, professou a 2 de março de 1602 no convento da Bahia, onde foi guardião, fallecendo em 1658. Tendo sido com outros frades que se transportavam em pequena embarcação da villa, hoje província do Espirito Santo, para a Bahia, prisioneiro de um navio hollandez, foi atirado ao mar com uma pedra atada ao pescoço por causar asco ao hollandez o es- tado em que se achava, com as pernas cobertas de ulceras. Foi, como diz Jaboatão, « o primeiro que deixou em escripto algumas noticias dos feitos de virtude e nota dos primeiros religiosos da Custodia que até o tempo, em que falleceu, haviam florescido » e escreveu mais: - Cartorio Custodiai da Custodia de Santo Antonio do Brasil - Deve existir no convento da Bahia esse livro elaborado por ordem de seu prelado maior, frei Manoel de Santa Maria, até o anno de 1637, no qual se conservam muitas noticias partidas da fundação dos conventos e de todas as custodias e prelados locaes. - Memorial em que se representam as decentes causas que tem a custodia de Santo Antonio do Brasil para a justa pretenção de sua independencia da província de Portugal - Também inédito e datado de 1 de setembro de 1648. Ttíipliael Coelho Macliado - Nasceu em Angra do Heroísmo, reino de Portugal, no anno de 1814 e falleceu no Rio de Janeiro a 15 de agosto de 1887, sendo professor de musica do In* stituto dos meninos cegos, onde leccionou muitos annos, cavalleiro da ordem da Rosa e da ordem portugueza de S. Thiago. Muito joven militou em sua patria como voluntário de dona Maria II e ahi foi ferido na de* 96 KV lesa do porto da cidade. Em Lisboa começou a prepaiar-se para o estado ecclesiastico, como seus paes queriam ; mas, não tendo vocação para esse estado, applicou-se às artes e ás lettras. Vindo para o Rio de Janeiro pelo anno de 1835, deu-se ao magistério da arte que abraçara, a musica, que soube honrar, quer como mestre, quer como compositor, e natural isou-se cidadão brazileiro, fazendo mais tarde uma viagem á Europa afim de aperfeiçoar-se nessa arte. Escreveu: - Diccionario musical, contendo todos os vocábulos, phrases, termos technicos, abreviaturas da composição musical, e finalmente a etymologia dos termos menos vulgares. Rio de Janeiro, 1842, in-4°. - Diccionario musical contendo: l.° Todos os vocábulos e phrases da escripturação musical; 2.° Todos os termos technicos da musica desde a sua maior antiguidade ; 3.° Uma ta boa com todas as abreviaturas usadas na escripturação musical e suas palavras correspondentes ; 4.° A etymologia dos termos menos vulgares e os synonymos cm geral. 2a edição augmentada. Rio de Janeiro, 1855,in-8° - Ha terceira edição, publicada pelo filho do autor, com accrescimos feitos por este. Paris, 1888. E' o primeiro diccionario que possuímos neste genero. - Princípios de musica pratica para uso dos principiantes. Rio de Janeiro, 1842, 24 pags. in-8° com 3 estampas. - Breve tratado de harmonia, contendo o contraponto ou regras de composição musical e o baixo cifrado ou acompanhamento de orgão, tudo exposto com tanta clareza, que pôde ser aprendido sem assistência de mestre. Pariz, 1852, IV-12 pags. in-fol. Rio de Janeiro... - Ha varias edições no Brazil, sendo a quarta de Pariz depois da qual ainda houve mais. - A, B, C, musical, contendo os princípios de musica pratica ou elementos de escripturação musical. Rio de Janeiro...- Ha também varias edições, sendo a sétima de 1867. - Methodo de orgão expressivo, vulgarmente harmonico, con- tendo todas as regras de bem tocar este precioso instrumento, recursos dos registros e dos pedaes, maneira de conserval-o, etc. Rio de Janeiro, 1854, 24 pags. in-fol. - Methodo de afinar piano, com a historia, descripção, escolha e conservação deste instrumento. Rio de Janeiro, 1845, 46 pags. in-4°. Ha diversas edições. - Chyrogymnasta dos pianistas ou gymuastica dos dedos, de C. Martin: traducção. - Methodo de piano-forte de Huntem: traducção. BA. 97 - Principias da arte poética ou medição dos versos usados na lingua portugueza com interessantes observações aos compositores, canto nacional. Rio de Janeiro, 1844, 28 pags. in-8°. - Seguros de vida, sentimentos que os originaram, em que con- sistem as garantias offerecidas ; benefícios resultantes ; condições de sua estabilidade, etc.-No Correio da Tarde, março, 1858, e dahi reproduzido noutras folhas. - Memória sobre os fins do Instituto episcopal brasileiro, lida em sessão litteraria de 15 de novembro de 1858 e mandada publicar por ordem do conselho administrativo da mesma associação. Rio de Ja- neiro, 1859, 21 pags. in-4°. - Elementos de escripturação musical ou arte de musica. Lisboa, 1852, 14 pags. in-4°. - Grande methodo de flauta, compilação dos famosos methodos de Devienne e Berbignier. Rio de Janeiro, 1843, 79 pags. in-fol. - Escola de violino de Delphim Alara: traducção-Coelho Ma- chado collaborou e fez parte da redacção da Tribuna catholica, jornal do Instituto episcopal religioso. Publicou as seguintes collecções e varias peças de musica soltas: - Cantos religiosos e collegiaes para uso das casas de educação: poesia de uma senhora brasileira, musica de Raphael Coelho Ma- chado. Propriedade do Instituto episcopal brazileiro. Rio de Janeiro, sem data, 64 pags. in-4° - Foi muito elogiada esta publicação. Traz uma carta do director da Instrucção publica, conselheiro Euzebio de Queiroz, agradecendo a offerta desta obra, que o autor lhe fez. Rio de Janeiro, 1857, in-4°. São 14 cantos. - Ramalhete das Damas : periodico musical e poético. Rio de Janeiro, 1842 a 1846 - Depois publicou-so com o mesmo titulo nova collecção pela sociedade phil'orphonica: - Harpa do Trovador ; - As Brasileiras ; - Mensageiras do amor ; - Melodias ramanticas ; - Grinalda Brasileira. - Urania : é uma collecção de dezeseis peças de canto, escolhidas do livro com igual titulo do dr. Gonçalves de Magalhães, e postas em musica em vários estylos: ora seguindo o gosto brazileiro, ora mo- delando-as pelas escolas allemã, franceza e italiana. Das compo- sições religiosas de Coelho Machado citarei: - Grande missa para inauguração da matriz da Gloria - e que foi muito applaudida e elogiada pela imprensa. 98 - Te-Deum, executado na igreja de S. Francisco da Penitencia, por occasião da victoria das armas brasileiras na campanha do Pa- raguay. - Acuta lancia: melodia religiosa para contralto publicada no Rio de Janeiro, em 1882- De suas composições sacras conheço: - Missa a quatro vozes e grande orchestra, dedicada a João dos Santos Pereira. - Missa a tres vozes e pequena orchestra. - Missa a duas vozes para o côro de Nossa Senhora da Candelaria. - Te-Deum a quatro vozes e grande orchestra, alternado. - Te-Deum a tres vozes e pequena orchestra, idem. - Ecce sacerdos magnus a tres vozes e orgão. - Ave, Maria: dueto acompanhado de orgão. - Invocação: duo, solo e côro com orchestra. - Neni, Sancte Spiritus - a quatro vozes e orgão. - Veni, Sancte Spiritus - a tres vozes e orgão. - Regina confessorum - a quatro vozes e orgão. - Sub tuum prsesidium - a quatro mãos e orgão. - Semibibo eum: solo e côro com orgão. - Fios Carmelli: duo, côro e orchestra. - Tantum ergo - a quatro vozes e côro. - Ladainha - alternada a quatro vozes e orchestra. - Seis jaculatórias: solo e côro. linpluiel Corrêa cie Sampaio - Filho de Geraldo Augusto de Sampaio, natural de S. Paulo, é bacharel em direito pela faculdade deste estado, formado em 1896 e escreveu: - Acxcellencia do direito: discurso pronunciado por ocçasião da collação do gráo de bacharel na Faculdade de direito de S. Paulo. S. Paulo, 1896, in-8°. Raphael Corrêa da Silva - Filho de Francisco de Paula Corrêa e Silva, natural de S. Paulo, ahi formou-se em direito na mesma faculdade, de que é hoje um dos mais distinctos professores. Representou a sua província por mais de uma vez na assembléa pro- vincial e depois do movimento de 1889 dedicou-se á advocacia e á la- voura. Quando estudante redigiu: - Reacção: orgão do Centro dos estudantes catholicos. S. Paulo, 188*. RA 99 - Constitucional', orgão do Club conservador académico. S. Paulo, 188*. Escreveu: - Circular com que se apresentou candidato á deputação geral pelo nono districto de S. Paulo. S. Paulo, 1889. - These de concurso ã cadeira de economia política e sciencias da ad- ministração e das finanças na faculdade de S. Paulo. S. Paulo, 1894, in-4°. Raphael Lopes A.njo-Filho de Luiz Lopes Anjo e dona Anna Joaquina Anjo, nasceu em Lisboa em 1800, falleceu a 8 de julho de 1849 na antiga província do Espirito Santo, sendo capitão de fragata da armada nacional. Escreveu: - Plantas das villas de Manáos e Ega, offerecidas ao Illm. Exm. Sr. Antonio Francisco de Paula Hollanda Cavalcante de Albu- querque, senador do Império e ministro e secretario de estado da marinha e guerra pelo capitão-tenente da armada, etc. que as levantou e fez. 1845. 0m,387 X 0m256. - Planta da cidade da Barra do Rio Negro. Levantada por ordem do Governo. 1844. 0m,387 x0m, 755. Raplia-el Maria Galauti - Presbytero secular, nas- cido na Italia no anno de 1840, e brazileiro adoptivo, é professor do collegio de S. Luiz de Itú, em S. Paulo, tendo sido anteriormente professor de latim do collegio « S. Salvador» em Santa Catharina, até a extincção deste collegio. E' membro do Instituto historico e geogra- phico brazileiro e escreveu: - Compendio de grammatica ingleza. S. Paulo... in-8°. - Compendio de historia do Brazil, redigido, etc. S. Paulo, 1896, VI-468 pags. in-8° - Creio que houve uma edição anterior com o titulo de - Lições de historia do Brasil. - Compendio de historia universal, redigido, etc., edição fundida totalmente de novo pelo autor: obra adoptada pelo conselho superior da instrucção publica do Maranhão. S. Paulo, 1894, 490 pags. in-8°. Raul Augusto Villeroy - Natural do Rio Grande do Sul,é promotor publico em Caxias, neste estado. Antes disto frequentou a escola militar de Porto-Alegre e escreveu: - Flores rubras: poesias. Por to-Alegre. lííiul de Avila Ponteia - Filho do doutor Antonio de Avila Pompeia e dona Rosa Teixeira Pompeia, nasceu em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, a 12 de abril de 1863 e falleceu na capital 100 RA federal a 25 de dezembro de 1895, ferindo-se no peito com uma bala de revólver. Bacharel em lettras pelo antigo collegio Pedro II e ba- charel em direito pela faculdade do Recife, tendo feito na de S. Paulo grande parte do curso, já conhecido pelo seu talento robusto e por suas ideias democráticas, exerceu depois de proclamada a Republica os cargos de director de estatistica, director do Diário Ofíicial e director da bibliotheca nacional. Litterato e conteur, e também cultor do de- senho e da esculptura, desde que começou o curso jurídico, ao lado de Luiz Gama, foi um dos mais esforçados batalhadores em prol da abo- lição do elemento escravo, tanto na imprensa, como na tribuna popular. No jornal abolicionista Ça-Ira, occupou-se elle deste magnanimo assumpto, sendo muito applaudida sua penna. Escreveu: - Uma tragédia no Amazonas: ensaio litterario. Rio de Janeiro, 1880, in-8° - Era o autor estudante do collegio Pedro II e tinha apenas 17 annos quando escreveu este romance. Um distincto critico dessa epoca, sabendo disto, escreveu: « Si esta é a verdade, e si na presente narrativa não foram postas sinão as mãos daquelle que a firma com seu nome, é licito prever nelle uma vocação litteraria que póde dar á patria bons fructos. Um dos melhores fundamentos para a previsão indicada está no estylo singelo, sem as exagerações e os tropos que ordinariamente acompanham as producções litterarias dos primeiros annos. O autor da Tragédia no Amazonas expõe os factos com precisão e clareza. Si nos não enganamos em nosso juizo, a nar- rativa histórica deve ser o campo das suas primeiras glorias. » E não se enganou. - Pompeo Stell. A queda do governo. Celeste Império, typo- graphia dos servis. Rio de Janeiro, 1880, in-8°. - Um rèo perante o futuro. Grinalda depositada sobre o esquife do Ministério de 5 de janeiro por um moço do povo. Rio de Janeiro, 1880, 4 pags. in-8° - Este trabalho, bem como o precedente, foi im- presso sob o anonymo. - Canções sem metro. S. Paulo, 1881 (?) - E' uma imitação dos poemas em prosa de Beaudelaire. - Carta ao autor das « Festas Nacionaes ». Rio de Janeiro, 1893, 27 pags. in-8°. - Agonia: romance - Comeste escripto occupava-se elle quando a mão da fatalidade o arrastou dentre os vivos. E' possível que tenha ainda outros trabalhos. Em periódicos deixou: - Atheneu: romance - publicado na Gazeta de Noticias. E' um trabalho que honra o autor e a litteratura patria. Foi depois publicado em volume. Rio de Janeiro, 1888, in-8°. RÃ 101 - Pandora-, secção diaria de acontecimentos- na mesma Gazeta. Não consta só de noticias, mas de analyse dos acontecimentos. - Alma morta-, esboço de romance - na Gazeta, da, Tarde, 1888. - Lembranças da semana: folhetins - no Jornal do Commercio - No mez em que falleceu tinha elle promettido sua collaboração para o jornal A Noticia, dando-lhe os dous primeiros artigos de uma serie com o titulo - Escorços litterarios - de que sahiu o primeiro sobre umi obra de Tolstoi, a 12, e o segundo, P. Loti, A Galiléa, a 27 de dezembro. Fundou e redigiu: - A Rua: revista hebdomadaria. Rio de Janeiro, 1889. Raul de Azevedo - Filho de Bei miro Paes de Azevedo, nasceu a 3 de fevereiro de 1875 na capital do estado do Maranhão. Iniciou a sua carreira publica como empregado do correio no Pará, tendo sido também em Manáos secretario de estado e director da bi- bliotheca publica. Habil litterato e criterioso analysta, escreve com a mais ingénua naturalidade, sem escolher palavras, mas correctamente e até com elegancia. E' socio da Sociedade de geographia de Lisboa e deputado estadoal pelo Amazonas. Collaborou no Pão, revista da asso- ciação « Padaria espiritual » do Ceará e na Revista Contemporânea de Pernambuco, que de sua penna publicou artigos de critica litteraria. Nos seus escriptos tem usado de vários pseudonymos, notadamente o de Iberê. Redigiu: - Gazeta Postal. Belém... - A Província do Pará. Belém... - Amazonas Commercial. Manáos... - O Commercio do Amazonas. Manáos... - A Federação. Manáos.... - O Rio Negro. Manáos... E' redactor chefe do - Diário de Noticias. Manáos, 1899-1900 - Escreveu: - Artigos e chronicas. Porto, 1896, 300 pags. in-8° -E' uma reproducção de trabalhos já publicados. O autor se exprime com fran- queza e imparcialidade ácerca de assumptos de que se occupa, como as « Cartas da Europa » do actual chefe do Estado. - Ternuras- contos. S. Paulo, 1897, in-8° - Esta obra é offe- recida ao dr. Manoel Ferreira Garcia Redondo, o autor das Caricias, em que se inspirou o autor das Ternuras -Tem inéditos: - Homens e livros-, estudos críticos. - Renato-, romance de psychologia. 102 Raul Innocencio do Cou to - Filho de Valeriano In- nocencio do Couto e nascido no Rio de Janeiro pelo anno de 1865, é doutor em medicina pela faculdade desta cidade e escreveu: - These apresentada e sustentada perante a Faculdade de medi- cina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1887 - Nunca pude vel-a. - Noções de anatomia ephysiologia pathologicas. Rio de Janeiro, 1888 - Este trabalho foi publicado em dezeseis fascículos, sendo o pri- meiro a 1 de agosto e depois os outros até o numero 16. Raul de Mendonça - Não conheço este autor, sinão pelos seguintes trabalhos seus: - A balbúrdia theatral: scena cómica original. Rio de Janeiro, 1872, 9 pags. in-4°- E' escripta em verso e em prosa. - O guarda movei francez no cerco de Paris. Rio de Janeiro, 1872, 7 pags. in-4°- Em verso. - Acho bom: scena cómica. Rio de Janeiro, 1872, 7 pags. in-4°. Raul do Nascimento Guedes - Filho de João do Nas- cimento Guedes e dona Deolinda Maria do Nascimento Guedes, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 28 de junho de 1859. Tendo feito parte do curso da escola polyteehnica, iniciou-se no magistério particular, a que se tem dedicado exclusivamente, leccionando mathematicas no Lyceu de artes e oílicios, na extincta escola de humanidades do Insti- tuto Pharmaceutico do Rio de Janeiro e hoje mantém um curso parti- cular da mesma matéria na sua residência. Escreveu: - Ligeiras notas de mathematica, Ia secção - Álgebra. Rio de Ja- neiro, 1895, 115 pags. in-8° - Este livro é o primeiro dos tres que o autor tem promptos para publicar. Os dois que ainda estão inéditos tratam: - Da geometria... - Da trigonometria.... Raul Paraníios Pederneiras - Filho do doutor Ma- noel Velloso Paranhos Pederneiras e dona Isabel França Paranhos Pederneiras, e irmão de Oscar Paranhos Pederneiras, de quem já me occupei, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 15 de agosto de 1874. Estudou na antiga academia de Bellas artes e no collegio Pedro II, onde se bacharelou em lettras; é bacharel em sciencias juridicas e sociaes pela faculdade livre desta capital, de que é actualmente secre- tario, é membro do Instituto dos bacharéis em lettras, advogado e lente gratuito de desenho elementar no Lyceu de artes e oílicios. Cultor da KA 103 poesia e da pintura, seus versos e desenhos se encontram nos jornaes e revistas desta capital e de alguns estados. Escreveu: - Com licença... versos humorísticos. Rio de Janeiro, 1899, in-8° peq. - Versos: poesias lyricas. Rio de Janeiro, 1900, 39 pags. in-16° - Tem trabalhos inéditos, entre os quaes se contam algumas peças theatraes ; citarei apenas o romance - Eu: memórias de um altruísta, de que já foram lidos alguns trechos no Instituto dos bacharéis em lettras - Como jornalista, tem collaborado no Debate, O Paiz, Revista Académica, Rua do Ouvidor o Revista Contemporânea, todos desta capital. Foi um dos caricaturistas e redactores do - Mercúrio: folha diaria illustrada, onde creou as Scenas da vida carioca que fizerão successo -E' um dos redactores da - Revista da Semana. Rio de Janeiro, 1900, e do - O Paiz. Rio de Janeiro, 1901. Raul Villa-lLolbos - Filho de Francisco da Silveira Villa-Lobos e dona Maria Carolina Villa-Lobos, nasceu no Rio de Janeiro a 7 de janeiro de 1862 e falleceu a 18 de julho de 1899. Fa- zendo seus primeiros estudos num estabelecimento publico dirigido por distincto e illustrado cavalheiro, ahi também applicou-se ao estudo do desenho e da musica, chegando a frequentar as aulas do antigo conservatorio. Visitado aquelle estabelecimento pelo dr. Alberto Brandão e offerecendo este dous logares gratuitos para dous alumnos que mais aptidão demonstrassem para as lettras, teve elle o primeiro logar. No primeiro anno do novo collegio obteve elle o prémio «José de Alencar» pelos brilhantes exames prestados nas mesas examinadoras de preparatórios. Ahi concluiu todo o curso de huma- nidades, auxiliando o director como repetidor em varias disciplinas. Iniciou o curso medico da faculdade da Côrte, mas deixou-o logo para dedicar-se ao magistério. Apresentou-se a sete concursos para logares públicos, só com sua illustração, com seu mérito, sendo em todos classificado e num delles, disputado por cerca de cem candidatos, foi classificado em segundo logar. Era diplomado pelo conselho superior de instrucção publica como habilitado para ensinar todas as matérias do curso de preparatórios, offlcial da bibliotheca nacional, e socio ho- norário do Instituto dos bacharéis em lettras. Collaborou em vários jornaes da imprensa desta Capital, em diversas revistas. Escreveu: - Compendio elementar de chorographia do Brasil. Rio de Ja- neiro, 1886, XLVII-168 pags. in-8° - Este livro teve segunda edição em 1890, e terceira em 1896, XVI-244 pags. in-8°. 104 - Pontos de historia do Brasil, coordenados e redigidos de con- formidade com o programma geral de preparatórios. Rio de Janeiro, 1887, 178 pags. in-8° - Tiveram segunda edição em 1889, 179 pags. in-8° - Terceira edição (Resumo didactico). Rio de Janeiro, 1891, 187 pags. in-8° - Quarta edição correcta, augmentada e ornada com 21 gravuras. Rio de Janeiro, 1896, 191 pags. in-8°. - Lições de historia universal (Max Cruser) de accordo com o programma geral de preparatórios. Rio de Janeiro, 1889, 2 vols., 440 pags. in-8° - Ha segunda edição de 1896. - Noções de astronomia ou rudimentos desta sciencia ao alcance de todos e indispensáveis aos candidatos desta disciplina aos exames geraes de preparatórios. Altemburgo, 1890, in-12° com gravuras. - Noções de cosmographia, 2a edição, 1894, in-8° com gravuras. - Epitome da historia do Brasil desde seu descobrimento até a pro- clamação da Republica por J. P. Xavier Pinheiro: Decima edição cor- recta e augmentada pelo professor, etc. Rio de Janeiro, 1891, 516 pags. in-8°. - A Republica brasileira em 1890 ou ensaio chorographico-his- torico do Brasil. Rio de Janeiro, 1890, in-8°. - Botanica de J. D. Hooker: versão do inglez, illustrada com 72 gravuras intercaladas no texto (6o volume da Bibliotheca do en- sino intuitivo), 1894, in-12°. - Economia politica de W. S. Jevons: versão da 5a edição do original inglez ( 1° volume da 2a serie da Bibliotheca do ensino intuitivo), 1896, in-12°. - A revolta da armada, de 6 de setembro de 1893. Rio de Janeiro, 1894, 200 pags. in-8°, com um mappa. - A revolução federalista do Rio Grande do Sul: documentos e commentarios. Rio de Janeiro, 1897, com gravuras e um mappa - Sob o pseudonymo de Epaminondas Villalba. - Zoologia geral de H. Beauregard, adaptada ao portuguez (7o vo- lume da Bibliotheca do ensino intuitivo). Rio de Janeiro, 1898, 184 pags. in-8°, com gravuras. - Galeria pittorescade homens celebres, pelo dr. J.Ph. Hanstett. Nova edição ampliada pelo professor, etc. Rio de Janeiro, 1898, in-8°, com estampas. - A inconfidência de Minas e seus effeitos: monographia pre- miada pelo Instituto dos bacharéis em lettras - Foi publicada em resumo no Jornal do Commercio de 21 de abril de 1899. - Iconographia. Rio de Janeiro, 1897, in-4° - Publicada na Re- vista brasileira e nos Annaes da Bibliotheca nacional. RA 105 - Manual de photographia para os amadores, por C. Klavy, tra- duzida do francez por um amador. Rio de Janeiro, 1896, 218 pags. in-8° com gravuras. - Catalogo da Bibliotheca do Senado federal. Rio de Janeiro, 1898, in-8°. Ha outro volume que estã inédito. - Guia do viajante do Rio de Janeiro, com diversos mappas e vistas da cidade e planos dos principaes estabelecimentos - Nunca vi este trabalho, que o autor deixou inédito, assim como os seguintes: - Diccionario geographico postal do Brasil - A parte de lettra A, entretanto, foi publicada no Brasil Postal. - Phonologia precedida de algumas considerações sobre o alpha- beto portuguez. - A Republica Brasileira em 1900 - E' uma nova edição da Re- publica Brasileira em 1890 com modificações. Rayinundo Agostinlio INery - Filho do major Sil- verio José Nery e dona Maria Antony Nery, e irmão de Mareio Fila- phiano Nery, commemorado neste livro, tomo 6o, pag. 217, nasceu a 28 de outubro de 1862 na capital do Amazonas, onde exerceu o ma- gistério, sendo depois director da secção de terras da directoria de obtcis publicas. Antigo alumno da escola militar, é agrimensor pela Escola polytechnica do Rio de Janeiro. Escreveu: - Noções geraes de geographia universal, contendo particular- mente a geographia do Império do Brasil e a da província do Ama- zonas, acompanhadas de 17 figuras no texto. Manáos, 188.., in-8°. - Carta geographica do Amazonas: de collaboração com Ber- nardo de Azevedo Barros - Este trabalho se encontra no Pays des Amazones do Barão de Sant'Anna Nery. Raymundo A. Fernandes de Miranda - Nunca pude obter noticia alguma a seu respeito, me parecendo que é membro da classe commercial. Só o conheço pelo seguinte escripto seu: - Conversão metallica. Banco de fundos metallicos. Rio de Janeiro, 1891. Raymundo Alvares <la Motta - Não pude obter noticia alguma deste autor, que me parece foi engenheiro; só o conheço pelo seguinte trabalho seu: - Carta da província de S. Pedro do Sul, contendo o Estado Oriental e parte da província de Santa Catharina. Levantada de- baixo da inspecção do conselheiro José Antonio Pimenta Bueno, 1853 106 ka - E' uma carta em grande formato que existe na bibliotheca do Instituto histórico e geographico brazileiro, por offerta do coronel Con- rado Jacob de Niemeyer a 14 de maio de 1858. Rayniiiiido Alves dos Santos - Nascido no Ma- ranhão, e ahi fallecido no anno de 1871, foi presbytero secular, conego da Sé, lente do Lycêo e do Seminário daquella província, e redigiu: - 0 Ecclesiastico, periodico dedicado aos interesses da religião sob os auspicios do Exm. e Rvm. Sr. d. Manuel Joaquim da Silveira, Bispo do Maranhão. Maranhão, 1852-1862, in-fol.- Foi seu compa- nheiro nessa empreza Francisco José dos Reis, nascido a 9 de março de 1825 na cidade de S. Luiz, onde falleceu a 2 de julho de 1900. Veja-se este nome. Raymundo cie A.inorim Fig^ueira - Nascido na província, hoje estado do Maranhão, a 15 de fevereiro de 1862, seguiu a carreira das armas, fazendo o curso de infantaria de que é capitão. Commandou o corpo de policia do Amazonas e foi, no regimen da Republica, eleito deputado estadoal e federal. Escreveu: - Limites entre os estados do Amazonas e de Matto-Grosso, Rio de Janeiro, 1897 - O autor refuta os argumentos eallegações do deputado por Matto-Grosso, Luiz Adolpho C. da Costa, emittidas sobre este assumpto. Este trabalho traz bastante luz acerca da questão entre os dous estados. líaynimulo Antonio da Camara Bitten- court - Natural do Rio de Janeiro - é sômente o que sei a seu respeito, parecendo-me que exerceu o magistério da instrucção pri- maria. Escreveu: - Epitome da grammatica pliilosophica da lingua portugueza. Rio de Janeiro, 1862, 152 pags. in-8° - seguida da conjugação dos verbos irregulares. - O alforge do contador. Biblotheca moral da infancia: escolha de mais de cem contos, parabolas e historiazinbas para os meninos de ambos os sexos. Vertido do francez, de A. de Aveline. Rio de Ja- neiro, 1862, in-8°. - Legenda para os meninos, contendo: « o Judêo errante, a Historia de Grisolides e o Bom rei Dagoberto », traduzidos do francez de P. de Boiteau. Rio de Janeiro, 1862, in-8°. - Eustaquio: episodio dos primitivos tempos do Christianismo por Christovam Schimidt, seguido do conto moral « A familia christã », KA 107 traduzido do francez. Rio de Janeiro, 1862, 140 pags., in-8°, com uma estampa. - O fidalgo sem dinheiro: comedia em dous actos por Dumanoir e Lafargúe, traducção, etc. Rio de Janeiro, 1862, in-8°. - Astúcias de um aldeião ou o amor de uma viuva em pe- rigo: comedia por Dumanoir e Lafargúe: traducção, etc. Rio de Janeiro. - As azas da mosca: comedia em tres actos por Victorien Sardou: traducção, etc. Rio de Janeiro, 1861, in-8°. - O arrependimento: comedia em quatro actos e um prologo por Victorien Sardou: traducção, etc. Rio de Janeiro. - O capitão Bitterlin: comedia em um acto de Edmond About e E. M. Nojac: traducção. Rio de Janeiro, 1862, in-8° - Camara Bit- tencourt foi quem colleccionou e deu á publicidade os - Trabalhos oratorios e litterarios de Frei Francisco de Monte- Alverne. Rio de Janeiro, 1863, in-8°. - Novo espelho de amor ou arte de fazer a côrte ás mulheres e conquistar-lhes o coração. Conselhos aos homens para que sejam victo- riosos no amor e consigam concluir um feliz hymenêo. Traduzido do francez, etc. Rio de Janeiro, 1892. RaymuiKlo A.iitonio Martins - Natural do Pará, onde vivia na epoca daacclamação de d. João VI, sendo sacerdote, e mestre de cerimonias da cathedral, veiu por essa epoca cumprimentar este soberano em commissão com o arcipreste, Romualdo de Souza Coelho, depois bispo do Pará, escrevendo com este: - Cumprimento que fizeram a sua magestade, em nome do Exm. Revm. Bispo do Pará os reverendos, etc., na audiência de 22 de maio de 1817 ( Rio de Janeiro, 1817 ), 2 pags. in-4° gr. - Rectificação do juramento de fidelidade e vassalagem, offere- cida ao fidelíssimo senhor d. João VI,rei de Portugal, Brasil e Algarve no dia de sua faustíssima acclamação, em nome do exm. e revm. bispo do Pará. Rio de Janeiro, 1817, 9 pags. in-4° gr. Kaymundo Vntonio da Hocha Lima - Natural da província do Ceará, ahi falleceu com 23 annos de edade a 28 de julho de 1878 no exercício do cargo de bibliothecario da bibliotheca provincial, tendo antes servido o de amanuense da secretaria do go- verno, o qual foi-lhe dado mediante concurso. Foi socio fundador do gabinete cearense de leitura e da escola nocturna para as classes pobres 108 JRA. e operários. Collaborou em alguns jornaes, quer políticos, quer litte- rarios e escreveu: - Critica e litteratura. Maranhão, 1878, 196 pags. in-4° - Este livro é precedido de uma introducção por J. Capistrano de Abreu, e di- vidido nos seguintes capítulos: A mulher; A legenda de um Pariá, drama em quatro actos do doutor Fílgueiras Sobrinho; A legenda de um Pariá, carta ao autor, Theophilo Gautier; O caracter, por Samuel Smiles, tra- duzido por J. F. Valdez ; Senhora, Pertil de mulher, publicado por G. M.; Escola popular, curso de historia universal pelo doutor T. Pompeo Filho, etc. Redigiu: - A Fraternidade: orgãodedicado á causa da humanidade, proprie- dade da Aug.'. L.'. Fraternidade Cearense. Ceará, 1873-1875, in-fol. - Teve por companheiros nesta publicação o doutor Thomaz Pompeo Filho e João Lopes. Baymundo Braulio Pires <le Unia - Filho de Antonio José Pires de Lima e nascido no Maranhão a 23 de janeiro de 1844, fez o curso de direito na faculdade do Recife e ahi graduado ba- charel, seguiu a carreira da magistratura até o cargo de desembar- gador e foi chefe de policia em Sergipe. Escreveu: - As instruções de 7 de maio de 1895 sobre o processo da cele- bração do casamento. Rio de Janeiro, 1896. Raymundo Carneiro cie Souza Bandeira - Filho do doutor Antonio Herculano de Souza Bandeira Io e nascido na cidade do Recife a 24 de setembro de 1855, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, onde mais tarde se estabeleceu como dis- tincto clinico, vindo para aqui eleito deputado á primeira legislatura da Republica. Membro da Associação medica pharmaceutica pernam- bucana, foi professor de sciencias physicas e mathematicas do Gym- nasio pernambucano, etc. Escreveu: - Inflammação anatomico-pathologicamente considerada ; Forças e movimentos ; Das lesões traumaticas do encephalo; Das hydropesias: these apresentada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1877, 116 pags. in-4°. - Sciencia e educação: discurso proferido no Gymnasio pernam- bucano a 3 de fevereiro de 1882. Recife, 1882, 30 pags. in-8°. Raymundo Oyriaco Alves da Cunha - Filho do major Raymundo Alves da Cunha e nascido na antiga província RA 109 do Pará, ahi serviu cargos do funccionalismo publico, sendo o ultimo o de contador do thesouro. E' professor titulado da escola normal, tenente- coronel da guarda nacional, membro correspondente do Instituto his- tórico e geographico brazileiro e do Instituto geographico historico da Bahia. Escreveu: - Pequena geographia da provincia do Pará. Pará, 1887, 85 pags. in-fol. peq. - Geographia especial do Pará, approvada para uso das escolas primarias. Pará, 1894, VII-89 pags. in-8° - Ha segunda edição. - Chorographia da provincia do Pará. Pará, 1887, in-8°. - Noticia histórica, topographica e geographica da cidade de Soure e villa de Cametâ. - Noticia histórica, topographica e geographica do logar denomi- nado Povoação - Este trabalho creio que não foi publicado. - Paraenses illustres. Pará, 1896, 142 pags. in-8°. - Limites do Brasil com a Guyana Ingleza. - Noticias dos edifícios públicos da capital do Pará e dos edi- fícios particulares mais notáveis. - Noticia histórica sobre a secretaria do governo do Pará com os nomes de todos os secretários, declarando-se o tempo em que serviram esse cargo. - Noticia histórica sobre o Thesouro estadoal - Os trabalhos de que apenas dou titulo, nunca vi impressos. liayinundo Elias Barroso <ie Souza - Filho de Raymundo Barroso de Souza, nasceu na Bahia em 1851 e ahi fal- jeceu a 21 de dezembro de 1898, sendo lente de historia do Instituto normal. Distincto litterato, foi critico do Conservatorio dramatico da Bahia, distincto jornalista, e fez parte da redacção dos periódicos: - 0 Monitor. Bahia... - Diário de Noticias. Bahia... - Correio de Noticias. Bahia... - 0 Regenerador. Nazareth...- Escreveu: - These apresentada, etc. no concurso para lente da cadeira de historia do Instituto normal da Bahia. Bahia... Ha vários trabalhos seus, publicados na imprensa periódica, e dos quaes espero noticia. Raymundo de Faria Brito - Filho de Marcolino José de Brito e nascido na província, hoje estado do Ceará, a 24 de 110 RA julho de 1862, é bacharel em direito pela faculdade do Recife, membro da Academia cearense, etc. Escreveu: - Finalidade do mundo: estudos de philosophia e de theologia naturalista. Fortaleza, 1895, Io vol.com 326 pags. in-8°- Neste livro o autor agita e discute os mais árduos problemas philosophicos e sus- tenta a insufflciencia da theoria da evolução para a explicação do uni- verso, etc. 0 segundo vol. foi publicado em 1899. - Homens do Ceará. Dr. Guilherme Studart. Fortaleza, 1898, 30 pags. in-8° - Acha-se também na Revista da Academia cearense, Anno Io, pags. 129 e 145. - Sobre a philosophia de Malebranche - na mesma revista, anno 2°, pags. 113 a 133. - As operações do entendimento, segundo Spencer - Na dita re- vista, tomo 4o, pags. 213 a 239. 1í:tymundo Ferreira <le Arau.jo Lima - Nas- cido no Ceará a 23 de junho de 1818 e bacharel em direito pela facul- dade de Olinda, eleito deputado pela sua província â oitava legisla- tura geral e a outras, casou-se no Rio de Janeiro e aqui estabeleceu-se como advogado ; fez parte do gabinete de 29 de setembro de 1870 oc- cupando a pasta da guerra; tem o titulo de conselho do finado Impe- rador d. Pedro II e é offlcial da ordem da Rosa. Membro da commissão encarregada pela camara dos deputados de examinar a proposta do governo para a reforma do elemento servil, foi um dos esforçados athletas nessa bella e civilisadora campanha, e um dos autores do - Elemento servil. Parecer da commissão especial, apresentado á Camara dos Senhores Deputados nasessão de 30 de junho de 1871 sobre a proposição do Governo de 12 de maio do mesmo anno. Rio de Ja- neiro, 1871 - Assignam-o também os deputados Joaquim Pinto de Campos, João Mendes de Almeida, Angelo Thomaz do Amaral e Luiz Antonio Pereira Franco. Sobre esse assumpto tem ainda - Reforma do estado servil: discurso proferido na sessão da Ca- mara dos deputados de 21 de julho de 1871 - Acha-se no livro « Ele- mento servil». Parecer e projectode lei apresentados á Camara dos Srs. deputados, etc., pags. 229 a254. - Reforma do estado servil: discurso proferido na sessão de 26 de agosto de 1871 - No livro «Discussãoda reforma doestado servil na Camara dos deputados e no Senado, pags. 226 a 246. Tem outros tra- balhos como - A questão religiosa: discurso pronunciado na sessão legislativa de 11 de junho de 1874. Rio de Janeiro, 1874, 16 pags. in-8°. 111 Raymundo Ferreira ckt Silva - Nascido em Lisboa pelo meiado do século 18°, ahi dedicou-se á arte de pintura e desenho e vindo depois para o Brazil aqui continuou no cultivo dessa arte, foi professor de desenho da escola militar e falleceu brazileiro depois de nossa independencia. Escreveu: - Elementos de desenho e pintura e regras geraes de perspectiva. Rio de Janeiro, 1817, in-4°, com estampas - Este livro teve segunda edição em 1840 ou 1841. Raymundo Filippe TuoBnto- Filho de Filippe Nery Lobato, nascido na cidade de Alcantara, do Maranhão, em 1798, e pae de João Climaco Lobato, de quem já me occupei, falleceu na capital dessa província em maio de 1851. Bacharel em direito pela univer- sidade de Coimbra, foi ouvidor na província da Parahyba e desembar- gador da relação do Maranhão. Escreveu: - Princípios ou primeiras noções de direito positivo. Pernambuco, 1830, XV-308 pags. in-4° - O autor estuda os princípios de jurispru- dência ou direito, dividindo-os em tres classes: Relações familiares, Relações civis, Acções ; princípios estes sempre combinados com a razão natural, etc... Raymundo Frederico Kiappe da Costa- Rubim - Filho de Joaquim Frederico Kiappe da Costa Rubim, de quem jà me occupei, e nascido em Sobral, no actual estado do Ceará, a 27 de janeiro de 1856, é capitão-tenente da armada nacional, e actual- mente ajudante da directoria de pharôes, da repartição da carta ma- ritima. Escreveu: - Guia pratico do pharoleiro. Rio de Janeiro, 1900, in-8° - Este trabalho foi mandado adoptar pelo Ministério da marinha para o ser- viço dos pharôes. - Instrucções concernentes ao pessoal e serviço geral dos pharôes. Rio de Janeiro, 1900, in-8°. Raymundo Furtado de Albuquerque Caval- canti - Filho do desembargador Raymundo Furtado de Albu- querque Cavalcanti e nascido no Paraná a 1 de março de 1872, é ba- charel em direito pela faculdade de S. Paulo, e tendo ido á Europa por occasião de moléstia, frequentou a escola de direito e o curso de litte- ratura classica de Fernando Brunetiere e de Francisco Sarcey. Ainda estudante dedicou-se ao jornalismo, escrevendo no Diário Popular de S* Paulo, no Correio Paulistano e no Estado de S. Paulo sob o pseudonymo 112 RA de Mello Dias. Depois de formado redigiu o Diário Popular de S. Paulo, 1892-1895, in-fol.- Ahi publicou elle vários contos, chronicas e outros trabalhos. Escreveu : - Contos e impressões. S. Paulo, 1894, in-8° - Este livro foi acolhido com applausos. Kaymundo Henrique de Genettes - De origem estrangeira, como seu appellido indica, mas cidadão brazileiro, pres- bytero secular e vigário de Entre-Rios, no actual estado de Goyaz, ahi escreveu : - A actualidade e o pensamento christão, catholico - sem fron- tispício e sem data, mas com a seguinte declaração no fim « Sertão de Goyaz, 18 de novembro de 1877» - E' um trabalho manuscripto de 36 pags. in-8°. Kirymundo .José da Cunha Muitos - Filho de Alexandre Manuel da Cunha Mattos e dona Isabel Theodora Cecília de Oliveira, nasceu na cidade de Faro, reino do Algarve, a 2 de novembro de 1776 e falleceu no Rio de Janeiro a 2 de março de 1839 no elevado posto de marechal de campo, vogal do conselho supremo militar, com- mendador da ordem de S. Bento de Aviz e oíUcial da do Cruzeiro ; so- cio fundador e vice-presidente do Instituto historico e geographico brazileiro ; secretario perpetuo da sociedade Auxiliadora da industria nacional, socio do Instituto historico da França e da sociedade real Bourbonica, e da Academia real das sciencias de Nápoles. Assentou praça de simples soldado com 14 annos de edade na companhia de ar- tífices do regimento de artilharia do Algarve, onde estudou o curso de mathematicas puras e applicadas à artilharia escripto por Belidor, e ganhou os primeiros postos inferiores do exercito. Iniciou sua carreira como cabo de esquadra na campanha de Rouxillon, depois embarcou como furriel de artilharia de marinha para as ilhas de S. Thomé e Príncipe, onde o respectivo governador, apreciando seu mérito, con- flou-lhe o commando da fortaleza de S. Sebastião da Barra. Finda essa commissão que durou cerca de nove annos, já offlcial, foi a vida desse benemerito servidor do estado uma serie nunca interrompida de distinctos e assignalados serviços, quer ás armas, quer ás lettras, como vê-se na Necrologia e no Elogio historico publicados na Revista do Instituto historico, tomo Io, pags. 72 e 283. Os árduos trabalhos que desempenhou por largos annos pelas plagas occidentaes da África, investigando ao mesmo tempo a historia e a geographia dos logares que percorria, não lhe quebrantaram as forças, nem enfraqueceram sua 1ÍA 113 actividade inexcedivel ; mas a morte de uma filha que estremecia e que era sua secretaria, d. Gracia Hermelinda da Cunha Mattos, (ve- ja-se este nome) o feriu de golpe tão profundo, que em menos de um anno anniquilou-lhe a existência. Foi deputado pela província de Goyaz nas duas primeiras legislaturas e escreveu : - Memória da campanha do Sr. D. Pedro de Alcantara, ex-ím- perador do Brasil, no reino de Portugal, com algumas noticias anteriores ao dia de seu desembarque. Rio de Janeiro, 1833, 2 volt. in-8° - O autor foi testemunha ocular dos factos que relata. - Itinerário do Rio de Janeiro ao Pará e Maranhão pelas provín- cias de Minas Geraes e Goyaz, seguido de uma descripção chorogra- phica de Goyaz e dos roteiros desta província ãs de Matto Grosso e S. Paulo. Rio de Janeiro, 1836, 2 vols., 287 e 349 pags. in-8' gr. com 4 mappas e 3 estampas - Este trabalho íoi eseripto quando o autor exer- cia o cargo de commandante das armas de Goyaz. - Repertório da legislação militar, actualmente em vigor no exercito e armada do Brasil. Rio de Janeiro, 1834 a 1842, 3 vols. in-8°. - Chorographia histórica das ilhas de S. Thomé, Príncipe, Anno- Bom, e Fernando. Pó Porto, 1842, 133 pags. in-8° - Sahiu também na Revista desta cidade, 8°vol.pags. 249, 454 e 481, e 9o vol. pags. 97, 175 e 189. Escripta em 1815. -- Chorographia histórica da província de Minas Geraes - O Insti- tuto historico possue o original manuscripto em tres volumes de 211, 231 e 188 fls. - Ensaio historico-politico sobre a origem, progresso e mereci- mentos da antipathia e reciproca adversão de alguns portuguezes eu- ropeus e brasilienses, ou elucidação de um periodo da celebre acta do governo da Bahia datada de 18 de fevereiro do corrente anuo. Rio de Janeiro, 1822, 37 pags. in-4°. - Carta historico-politica militar, dirigida a certo redactor, refuw tando completamente a doutrina do n. 49 do Semanario Cívico da Bahia. Rio de Janeiro, 1822,22 pags. in-4°. - Questão politica : Qual será a sorte dos reinos do Brasil e de Portugal no caso do rompimento de hostilidades? Rio de Janeiro, 1822, 16 pags. in-4°. - Nova questão política : Que vantagens resultarão aos reinos do Brasil e de Portugal, si conservarem uma união sincera, pacifica e leal ? Rio de Janeiro, 1822, 15 pags. in-4°. - Parecer da commissão nomeada, etc., afim de examinar si o regula- mento de 13 de janeiro de 1834 para osarsenaes de marinha do Império tem correspondido aos fins, para que foi feito e indicar as alterações de 114 RA que ainda é susceptivel. Rio de Janeiro, 1836, 28 pags. in-4°. ( Veja-se Luiz da Cunha Moreira. ) - Relatorio recitado em sessão publica da sociedade Auxiliadora da industria nacional do Rio de Janeiro em o dia 6 de agosto de 1837. Rio de Janeiro, 1837, in-4°. - Relatorio, etc. na sociedade Auxiliadora da industria nacional do Rio de Janeiro em o dia 12 de agosto de 1838. Rio de Janeiro, ( 1838) in-4°. í - Memória ... lida na sessão publica da sociedade Auxiliadora da industria nacional em 6 de novembro proximopassado -No Auxiliador da industria, 1837 - Versa sobre hydrographia. - Memória histórica sobre a população, emigração e colonisação que convém ao Império do Brasil, recitada na sessão geral da sociedade Auxiliadora da industria nacional no dia 13 de agosto de 1837 - Na mesma revista e no mesmo anno. - Repertório da legislação militar, actualmente em vigor no exer- cito e armada do Império do Brasil. Rio de Janeiro, 1834-1837-1842, tres volumes. - Dissertação acerca do systema de escrever a historia antiga e moderna do Império do Brasil - Na Revistado Instituto historico, tomo 26, 1863, pags. 121 a 143. - Chorographia histórica da província de Goyaz - Na mesma Re- vista, tomo 37°, 1874, pags. 213 a 398 da parte Ia e tomo 38°, 1875, parte Ia, pags. 5 a 150 com 4 mappas demonstrativos - Este interessante trabalho e os que se seguem foram offerecidos ao Instituto pela viuva do autor. - Memória sobre as navegações dos antigos e modernos que deram logar ao descobrimento da terra de Santa Cruz do Brasil. - As épocas brasileiras ou summario dos acontecimentos mais no- táveis do Império do Brasil. - Memória histórica acerca dos mappas geographicos antigos e modernos. - Itinerário desde o Rio de Janeiro até os confins da provincia de Goyaz com as do Pará, Maranhão, Piauhy, Matto Grosso, S. Paulo, Pernambuco e Minas Geraes, com um raappa. - Sustentação do voto sobre o processo e sentença do conselho de guerra que julgou o coronel João Chrisostomo da Silva pelo seu proce- dimento em Caçapava : memória historico-politica - O autographo se acha no Instituto historico egeographico brazileiro. - Apontamentos sobre a navegação do Rio Doce, acompanhados de mappas. lí/k 115 - Taboas das longitudes e latitudes de alguns logares do Brasil. - Nomenclatura botanica - S\o apontamentos em ordem alphabetica da nomenclatura scientifica em latim e portuguez, de que a bibliotheca nacional possue o aut. de 37 fls. - Nomenclatura de alguns vegetaes, cuja existência é conhecida ou se suppõe existir dentro da província de Minas Geraes e são de maior préstimo á economia humana - Aut. de 40 fls. - Compendio historico das possessões da corôa de Portugal nos mares e continentes da África oriental e Occidental, composto e offere- cido a S. M. F. a rainha de Portugal - O manuscripto foi offerecido ao Instituto historico em 1858 por Libanio Augusto da Cunha Mattos, filho do autor. - Milittry Dictionary english and portuguese, and portuguese and english, By Raimond Joseph da Cunha Mattos. (Incompleto) Rio de Janeiro, 1838, in-fol. Manuscripto na bibliotheca fluminense. - Memórias politicis, militares e biographicas - Idem. - Tabella ornithologica e entomologica do Brasil: rascunho do ma- rechal, etc.- Idem. - Mappa da marcha do general Cunha Mattos desde a cidade do Rio de Janeiro até a serra do Marcolino, antigo limite de Minas Geraes e G yaz 1836. 0m,410X0m, 517. - Carti Choro graphica plana da província de Goyaz e dos Jul- gados do Araxá e Desemboque da província de Minas Geraes, etc., organi- sada para acompanhar os seus Itinerários, escriptos em 1826 e publi- cados em 1836. Rio de Janeiro, lith. de V. Larrée - Foi depois, em 1875, lithographada de novo no Archivo militar, e em 1861 serviu de base para o Mappa topographico de Goyaz, que o presidente dessa pro- víncia J. M. Pereira de Alencastre ordenou que fosse reduzido ã escala menor. - Mappa da marcha do general Cunha Mattos, desde a cidade do Rio de Janeiro até a serra de Marcella, antigo limite de Minas Geraes e Goyaz. Lith. de V. Larrée - No dito Itinerário. - Épocas brasileiras ou summario dos acontecimentos mais notá- veis do Império do Brasil - O Instituto historico possue o autographo de 105 fls. Raymundo .Tose de Souza Gaioso - Filho de João Henrique de Souza, nasceu em Buenos Ayres no anno de 1747 e falleceu na villa do Rosário, Maranhão, em 1813, cavalleiro professo da ordem de Christo, tenente-coronel do regimento de milícias de Caxias, ajudante do thesoureiro-mór do real erário em Lisboa, etc. Foi 116 HA educado em França e em Inglaterra e tinha conhecimentos variados. Escreveu : - Compendio historico-politico dos principios da lavoura do Mara- nhão, suas producções e progressos que tem tido até o presente; en- traves que a vão deteriorando e meios que se tem lembrado para des- vanecel-os, em augmento da mesma lavoura e sem prejuízo do real pa- trimónio. Consagrado á saudosa memória do muito alto e muito pode- roso senhor rei de Portugal, D. José I, verdadeiro creador da lavoura e do commercio desta capitania. Pariz, 1818, 337pags, in-8° - Mandado publicar pela sua viuva. - Minuta historico-apologetica da conducta do bacharel Manuej Antonio Leitão Bandeira, ouvidor geral, corregedor e provedor da co- marca do Maranhão pelos annos de 1785 á 1789, annotada por José Constantino Gomes de Souza, conego da cathedral do Maranhão - Sem designação do logar e typographia, parecendo ter sido impresso fóra do paiz. 1818, 47 pags. in-4°. Deixou inéditos: - Apontamentos do que tem sido lembrado para augmentar a ri- queza do estado, e reflexõ.es políticas sobre o modo de atalhar algumas desordens da fazenda real, promover a industria e commercio, as artes, as manufacturas, por meio do restabelecimento do credito publico, offe- recidos ao sereníssimo senhor D. José, príncipe do Brasil, no anno de 1790. - Manifesto historico-analytico, ou compilação de documentos ve- rídicos, que comprovam que Raymundo José de Souza Gaioso, ajudante que foi do thesoureiro-mór seu pae, João Henrique de Souza, foi sen- tenciado na causa dos extravios do Erário em 1786, arbitraria e injustamente, com nullidade de sua natureza, visto a sentença ser dada contra direitos expressos, e fundada em falsas definições e errados principios de direito, e contra a verdade sabida dos autos, apezar de algumas omissões e de alguns factos apparen temente peccaminosos, dos quaes não lhe redundou nunca interesse, e só, sim, se encaminhavam em beneficio da fazenda real - Escripto em 1810. Raymundo Maneio de Miranda -Presbytero se- cular, é monsenhor na diocese do Pará, d'onde o considero natural e escreveu: - Templo catholico: discurso por occasiâo da sagração da cathedral de Belém. Belém, 1892, in-8°. Raymundo Melchiades Alvares da Costa - Filho do tenente-coronel Fernando Alvares da Costa e nascido na RA 117 então provincia do Pará a 10 de dezembro de 1864, é bacharel em direito pela faculdade do Recife, formado em 1887 e escreveu: - Ensaios de critica epigiuas de litteratura. Recife, 1887, in-8o. - Paginas avulsas. Lisboa, 1895, in-8° - E' uma collecção de vários trabalhos do autor. Raymundo Mendes Vianna - Filho de Honorio José Vianna e nascido no Maranhão a 23 de dezembro de 1838, falleceu na ilha da Madeira ( Portugal) no anno de 1878. Começando o curso medico na faculdade da Bahia, veio concluil-o no Rio de Janeiro, onde foi graduado doutor. Foi aperfeiçoar seus estudos na Europa e, voltando ao Brazil, estabeleceu-se em Pernambuco, onde foi o fundador do Instituto medico desta provincia em 1874. Escreveu: - Da anesthesia cirúrgica; Albuminúria, quaes as condições pa thologicas que a determinam ; Varicocelle ; Hydrostatica e hydrodi namica: these apresentada e sustentada, etc. Rio de Janeiro, 1863, 48 pags. in-4° gr. - Da propriedade anti-putrida do hydrato de chloral - Na Revista Medica do Rio de Janeiro, anno 2o, n. 3. - Applicação da electricidade nos estreitamentos da urethra: serie de artigos publicados em Pernambuco em discussão scientifica com o dr. Carolino F. de L. Santos. Rayninndo da Motta Azevedo Correia - Filho do doutor José da Motta de Azevedo Correia, nasceu a bordo do vapor 5. Luiz, em mares do Maranhão, a 13 de maio de 1800, e bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, formado em 1882, seguiu a carreira da magistratura até o cargo de juiz de direito, foi secretario da legação brazileira em Portugal, professor da faculdade livre de direito de Minas-Geraes, e é membro da Academia brazileira de lettras e vice-director do Gymnasio fluminense de Petropolis. E' um dos mais applaudidos poetas do Brazil e escreveu: - Primeiros sonhos: poesias. S. Paulo, 1879, in-8° - Algumas destas poesias foram antes publicadas na Revista de sciencias e lettras e agora sahiram com pequenas modificações. Na poesia « Noi- vado no sertão » por exemplo, escreveu elle antes: « Depois ella descalça os sapatinhos De setim côr de rosa, Sorri-se com malicia e emflm se deita Fingindo-se medrosa. » 118 RA No livro, poróm, escrevo assim: «Depois ella descalça os sapatinhos Forrados de setim, Sorri-se com malicia, o véo arranca E se reclina emfim. » - Symphonias. Rio de Janeiro, 1883, 95 pags. in-8°-com uma introducção de Machado de Assis. - Versos e versões: poesias. 1883-1886. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - Alleluias: poesia. 1888-1890. Rio de Janeiro, 1891, XII-219 pags. in-8°, com uma introducção pelo dr. Affonso Celso Filho - Tem ainda diversas poesias em revistas e livros como o Almanak da Gazeta de Noticias da côrte de 1882 - Redigiu: - AReacção: orgão do Circulo dos estudantes catholicos. S. Paulo, 1877-1879, in-4° - Veja-se Briano O' Conor de Camargo Dauntre, seu companheiro de redacção. - Sciencias e Lettras : publicação mensal. S. Paulo, 1880, in-4° - com Augusto de Lima, Alexandre Coelho e Rodolpho Fabrino. liaymundo Nina Rodrigues - Filho do coronel Francisco Sola no Rodrigues e nascido no Maranhão a 4 de dezembro de 1862, é doutor em medicina pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro, tendo, porém, feito o curso medico na faculdade da Bahia, onde é professor da cadeira de medicina legal. Escreveu: - Das amyotrophits de origem peripherica: these apresentada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro em 29 de agosto de 1887. Rio de Janeiro, 1887, in-4" - Esta these foi reimpressa no Anno Medico. - Estudo sobre o regimen alimentício do Norte. Maranhão, 1888, 39 pags. in-4°. - A morphèaem Anajatuba ( Maranhão ). Bahia, 1886, 16 pags. in-8°- Deste livro dá noticia o Anno Medico no Io vol., pag. 43. - Fragmentos de pathologia interna: beriberi, affecções cardíacas e renaes. Bahia, 1892, in-8°. - As raças humanas e a responsabilidade penal no Brasil. Bahia, 1894, in-8°. - A medicina legal no Brasil. Apontamentos históricos: dis- curso pronunciado a 23 de março de 1895, quando tomou posse do logar de professor cathedratico de medicina legal na Faculdade de medicina da Bahia. Bahia, 1895, in-8% KA 119 - Des conditions psychologiques du dépeçage criminei. Bahia, 1898- Nunca vi este trabalho. - Exercido da medicina publica -No Brasil Medico, anno 7°, 1893, pags. 113, 329, 337, 345, 352 e segs. - 0 regicida Marcellino Bispo. Bahia, 1899, 27 pags. in-8°. Re- fere-se este opusculo ao attentado contra a vida do presidente Pru- dente de Moraes a 5 de novembro de 1897. Este trabalho foi também publicado na Revista brasileira. - Eanimisme fetichiste des négres de Bahia. Bahia, 1900. - Serviço demographico sanitario do Estado da Bahia. Parecer do Conselho geral de Saude publica pelos drs. Nina Rodrigues, Eduardo Araújo e Eduardo Gordilho Costa. Bahia, 1893 - Acha-se também na Gaveta Medica da Bahia, 1893-1894, pags. 309, 345 e 356 e segs. - A abusia coleriphorme epidemica no Norte do Brasil: commu- nicação feita ao 3° congresso medico brasileiro, reunido na Bahia a 15 de outubro de 1890. - Epidemia de iníluenza na Bahia - Idem. - A lepra na Bahia, a proposito da distribuição da moléstia no Norte do Brazil - Idem. - Os mestiços brasileiros - No Brasil Medico, 1860, pags. 51, 59, 67, 77, e Gazeta Medica da Bahia, 1890, vol. 7°, serie 4a, pags. 401 e497 esegs. - O beriberi: diagnostico differencial- na Revista Medica, 1890, pags. 93, 101, 117, 134, 165, 189, 197, 214, 224, 253, 261 e Gazeta Me- dica, 1890, vol. 7°, pag. 550 e vol. 8°, pags. 66, 108, 164, 211 e 250 e segs. - Contribuição para o estudo da lepra no Maranhão - Na Gazeta Medica, Bahia, 1889, numero de janeiro, pags. 225 a 301 ; numero de fevereiro, pags. 210 a 358; numero de março, pags. 404 esegs. - A organisação do serviço sanitario no Brasil - No Brazil Medico 1891, pags. 331 a 336 - Tem ainda muitos trabalhos em revistas e redigiu: - Revista medico-legal, publicada pela Sociedade de Medicina legal sob adirecçãoe redacção dos drs.flNina Rodrigues, Deocleciano Ramos, e outros. Bahia, 1895. IUr. Raymundo Nonato da Madre de Deus Pontes - Um dos mais eruditos, eloquentes e applaudidos ora- dores sagrados, que o Brazil tem tido, nasceu na Bahia no primeiro quartel do século 19®, em março de 1814, e ahi falleceu a 28 de no- 120 11 V vembro de 1875, religioso professo no Convento de S. Francisco de sua província, lente de theologia exegetica e de theologia moral do seminário archiepiscopal. Leccionava com tão notável talento que tinha sempre applausos da mocidade, assim como do sabio e eximio arce- bispo, D. Romualdo A. de Seixas. Em seus estudos procedia, por grandes traços que revelavam grande força de espirito regenerador. De estatura esvelta, fronte altiva, voz argentina, gesto magestoso, além de ser um dos primeiros oradores sagrados do Brazil, grande sabedor da lingua, e muito versado nas sciencias canónicas, theolo- gieas e philosophicas, foi um grande cultor da litteratura antiga e moderna. De seus numerosíssimos - Sermões e orações sagradas - capazes de encher grossos vo- lumes, mas que nunca deu á publicidade, grande parte deve existir nos archivos de seu convento, e muitos por mãos de extranhos, por- que elle os dava a qualquer sacerdote ou homem de lettras que cs pedisse, e delles talvez muitos já se achem publicados com o nome de autor diverso. Destes ha um - Sermão de N. S. da Conceição, que o dr. Jonathas Abbott, o primeiro anatomista brazileiro, ouvindo-o, enthusiasmado, lhe mandou pedir por um amigo em confiança, e não o obteve porque havia sido dado, ao proferil-o, a um sacerdote. Além de trabalhos oratorios deixou outros, como - Noticia da igreja do Senhor do Bomfim da Bahia - Foi pelo autor doada ao dr. Alexandre José de Mello Moraes 1°, que o possuia. Raymundo de Penaforte Alves Sacramento Blake - Filho de José Joaquim do Sacramento Blake e dona Maria Antonia Alves do Sacramento Blake, nasceu na cidade da Bahia a 23 de janeiro de 1833. Começando o curso da Escola Naval, passou para o da antiga escola militar e depois exerceu vários cargos, como o de di- rector de colonias do Estado, o de engenheiro de Ia classe e fiscal do governo junto á companhia da Estrada de Ferro de S. Paulo e Rio de Janeiro, e antes disto os de inspector geral das medições de terras no Paraná, S. Paulo e Rio Grande do Sul, e outras commissões. E' offlcial da ordem da Rosae actualmente fazendeiro em S. Paulo. Além de vários - Relatórios e pareceres apresentados no exercício das diversas commissões que desempenhou, escreveu: - Algumas reflexões sobre a viação ferrea da província de Matto Grosso: memória apresentada ao Governo imperial em 1870. ItA 121 - Informações sobre as minas de ferro magnético de Jacupiran- guinho, no município de Iguape, ou noticia descriptiva das jazidas me- tallicasque descobriu neste logar em 1871 - Também apresentadas ao Governo. Raymundo Pontes de Miranda,-Filho do doutor Joaquim Pontes de Miranda e dona Fernandina Viegas Pontes de Mi- randa, nasceu a 11 de abril de 1868 na cidade do Recife, onde se ba- charelou em direito no anno de 1892. Em Alagoas tem exercido os cargos de procurador geral do estado, lente do Jyceu da cidade do Penedo e deputado á constituinte. E' representante federal pelo mesmo estado e advogado. Escreveu: - Theses e dissertação apresentadas á Faculdade de direito do Recife, para o concurso que se vae ahi effectuar no mez corrente. Re- cife, 1895 -Ponto da dissertação: Qual das escolas criminaes merece preferencia sob o ponto de vista da sciencia e dos interesses da re- pressão?- Tenho noticia de outra - These sobre um ponto pouco estudado de direito, isto é, sobre as responsabilidades decorrentes do uso do nome de familia. Recife, 1896. Redige o - Penedo. Penedo, 1899-1900, segunda phase. Raymundo de Sá, Valle - Filho do antigo cônsul do Brazil na Suissa, Visconde do Desterro, e nascido em Caxias no Ma- ranhão, licenciado em direito pela faculdade de Genebra, onde exerceu o cargo de professor de direito internacional, foi também graduado doutor ou bacharel pila universidade de Bruxellas. Membro do In- stituto nacional de Genebra e cônsul geral do Brazil em Barcelona, cidade da Hespanha, escreveu: - Ecoles modernes de litterature française ; Neologismos ; Excen- tricité du langage (these apresentada no Imperial Collegio Pedro II para o concurso de francez ). Rio de Janeiro, 1880, 90 pags. in-4°. - Traços biographicos do Dr. Antonio da Silva Jardim. Rio de Janeiro, 1888, in-8°. - Substituição da éra vulgar por uma éra americana: Estudo apresentado ao Instituto historico e geographico brazileiro em 1879. O autor propõe a éra colombiana ou a que começa pelo facto do des- cobrime-nto do Brazil. Não me consta que fosse impressa. Fr. Raymundo de Santa, Thereza - Natural da Minas do Rio das Contas, província da Bihia, e nascido no anno de 122 ItA. 1736, foi religioso franciscano, professo com 16 annos de edade a 1 de março de 1752 no convento de Santo Antonio de Iguarassú. Era irmão christão quando escreveu: - Tratado apologético em defensa da primazia do seráfico doutor S. Boaventurti sobre a saudação angélica ao toque dos sinos que dizem Ave-Maria - Não sei si foi impresso ; achava-se manuscripto quando Jaboatão, em 1761, publicou a primeira parte de seu Orbe seraphico, no qual se refere a esse trabalho. Raynnmdo Teixeira, BelCort I<oxo-Filho de José Rodrigues Roxo e nascido a II de setembro de 1838 na capital do Maranhão, bacharelou-se em sciencias physicas e mathematicas na Escola polytechnica desta capit al, onde falleceu a 17 de novembro de 1896. Foi inspector geral das Obras publicas, membro do Instituto dos engenheiros civis de Londres, onde estudou algum tempo, tendo também frequentado com assiduidade a Escola de pontes e calçadas de Pariz. Fez parte do extincto conselho superior de salubridade publica, collaborou em todas as obras de abastecimento de agua desta capital e escreveu: - Melhoramento do porto do Maranhão ; organisação da Com- panhia das dócas do porto do Maranhão. Representação apresentada à Assembléa legislativa do Maranhão pelos engenheiros Belfort Roxo e André Rebouças. S. Luiz do Maranhão, 1868, 64 pags. in-4®. - Tnspecção geral das Obras Publicas da Capital Federal. Relatorio dos trabalhos durante o anno de 1891, apresentado ao ministério da agricultura. Rio de Janeiro, 1892, in-4°. - Inspecção geral das Obras Publicas. Relatorio dos trabalhos durante o anno de 1894, apresentado ao ministério da industria pelo inspector geral... Rio de Janeiro, 1895, 29 pags. in-8° com annexos. R,a,yin.iiii<lo Teixeira, Mendes - Filho do engenheiro Raymundo Teixeira Mendes e dona Ignez Valle Teixeira Mendes, nasceu em Caxias, Maranhão, a 5 de janeiro de 1855. Ainda criança, orphão de pae, foi educado por sua virtuosíssima mãe, foi catho- lico fervoroso, de fazer suas orações a Deus, sempre de joelhos, e dedicado ao Imperador D. Pedro II, que o estimava pelo seu talento prodigioso; mas em breve renunciou suas idéas políticas para abraçar a bandeira republicana, não recebendo, por isso, o grão de bacharel pelo collegio Pedro II depois de todo curso, assim como suas crenças religiosas para dedicar-se á doutrina de A. Comte. Só nisto tem sido firme. Começou o curso medico, o de mathematicas, e renunciou-os; 1£A 123 iniciou-se em cargos do funccionalismo publico, e deixou-os ; encetou a aprendizagem de artes, como as de relojoeiro e de encadernação, e abandonou-as. Caracter honesto, imrnaculado e puro ; alma nobre, generosa e compassiva, talento robusto e esclarecido, é um dos brazi- leiros que fazem honra á actual geração. Escreveu: - Pontos de arithmetica compilados segundo o programma dos exames geraes da Instrucção Publica. Rio de Janeiro, 1874, in-8°. - A patria brasileira: discurso lido em sessão sociolatrica da Sociedade positivista do Rio de Janeiro, celebrada na noite de 26 de Guttemberg (7 de setembro de 1881) em commemoração do 50° anni- versarioda Independencia do Brasil. Rio de Janeiro, 93-1881. - Culto positivista no Brasil. Ordem e Progresso. Indicações sum- marias das primeiras indicações religiosas no Rio de Janeiro, seguidas do discurso proferido na festa geral da humanidade (1 de Moisés de 93). Rio de Janeiro, 1881, in-8° - Em appendice se acham uma circular ã imprensa pelos chefes do dito culto e um hymno á humanidade pelo dr. J. E. Teixeira de Souza. - Republici Occidental. Ordem e Progresso. Familia e patria brasileira: Discurso proferido na sessão sociolatrica da sociedade posi- tivista do Brasil. Rio de Janeiro, na noite de 26 de Guttemberg (7 de setembro de 1881 ) em commemoração do 59° anniversario da Indepen- dência. Rio de Janeiro, 93-1891, 117 pags. in-8°- Precede um discurso de Miguel Lemos, como presidente da sessão. - Creação de escolas primarias nos centros agricolas. Rio de Janeiro...-Assignado também pelo doutor Teixeira de Souza e mais dous. - A questão do nativismo. Rio de Janeiro, 1886, in-8°. - A obrigatoried ide e o novo projecto de reforma da Instrucção Publica. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - La philosophie chimique d'après Auguste Comte. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - A proposito da agitação republicana: carta ao sr. dr. Joaquim Nabuco. Rio de Janeiro, 1888, in-8°. - Abolicionismo o clericalismo: complemento ã carta endereçada ao... sr. dr. Joaquim Nabuco. Rio de Janeiro, 1888, in-8°. - A liberdade espiritual e a vaccinação obrigatória. Rio de Ja- neiro, 1888, in-8°. - A liberdade espiritual e a organisação do trabalho. Rio de Ja' neiro, 1888, in-8°. - Nossa iniciação ao positivismo. Rio de Janeiro, 1889, in-8°. ■- A incorporação do proletariado. Rio de Janeiro, 1889, in-8°. 124 KA - A bandeira nacional. Rio de Janeiro, 1890, in-8°. - Regulamento das escolas do exercito. Rio de Janeiro, 1890, in-8°* - Ensino septennial sobre o dogma positivo. Cursos públicos sobre as sete sciencias de jerarchia encyclopedica: mathematica, astronomia, fizica, quimica, biologia, sociologia e moral. Rio de Janeiro, 1890, in-8°. - Benj imin Constant. Esboço de uma apreciação synthetica da vida e da obra do fundador da Republica Brasileira. Rio de Janeiro, 1892, 2 vols. in-8°. - O communismo anarchista. Rio de Janeiro, 1893, in-8'. - La situation actuelle du positivismo. Rio de Janeiro, 1895, in-8°. - Le positivisme et la pedantocratie algebrique. Rio de Janeiro, 1897, in-8'. - Exame da questão do divorcio. Rio de Janeiro, 1893, in-8°. - Geometrie analytique de Auguste Comte, precedée de la geo- metrie de Descartes. Rio de Janeiro, 1875. - O privilegio e a questão de indemnisação. Rio de Janeiro, 18**. - As ultimas concepções de Augusto Comte ou ensaio do comple- mento de um cathecismo positivista. Rio de Janeiro, 1898, in-8°. - A operação da xyphopagia perante a biologia, a sociologia e a moral: artigo publicado no Jornal do Commercio de 7 de junho de 1900 a proposito da operação feita pelo dr. E. Chapot Prevost nas meninas Rosalina e Maria - Ha outros trabalhos seus em collaboração com Mi- guel Lemos de que citarei: - Chronica do Império: revista quinzenal por Fabricio e Ethophilo. Rio de Janeiro, 1876, in-8° peq. -Poucos numeros sahiram. - Geometria analytica de Augusto Comte: traducção portugueza. Rio de Janeiro, 1875. - A política positiva e a grande naturalisação. Rio de Janeiro, 1889, in-8°. - Modificação ao projecto de constituição. Rio de Janeiro, 1890» in-8° - E' sua ultima obra - O Anno sem par-abril de 1845 a 1846, ou Meditação religiosa da incomparável União á qual os fundadores do positivismo, Augusto Comte e Clotilde de Vaux ( n. Marie ), deverão o preenchimento de sua missão. Rio de Janeiro, 1900, 989 pags. in-8° peq. Raymundo Ulysses de Albuquerque Pena- forte - Filho do capitão Manoel Cavalcante de Albuquerque Mello e dona Genoveva Candida Brazil de Albuquerque Penaforte, nasceu na cidade do Jardim, Ceará, a 25 de novembro de 1855 e é presbytero secular e conego da cathedral de Belém. Estudante do seminário epis- 125 copal da Fortaleza, já tendo regido uma cadeira de preparatórios do seminário filial do Grato, soube em 1878 que o pontífice Pio IK ia por um breve conceder ao seminário de Belém o privilegio de conferir gráo académico, e então mudou-se para essa diocese, ahi concluiu o curso ecclesiastico e recebeu ordens de presbytero. O bispo de Belém, que sempre o distinguiu e a quem foi sempre grato, o nomeou vigário da matriz de Bragança, depois Caeté, e conego da catlielral paraense. E' distincto orador sagrado, notável jornalista, philosopho e poeta, E' socio correspondente da Academia cearense, de L' Union des Associa- tions de la Presse Ibero-Americaine, membro e cooperadorde la Union catholica del Perú, do Instituto D. Bosco, de Turim, etc. Foi fundador de um estabelecimento de educação, a que deu o titulo de Instituto Penaforte, e na imprensa fundou e redigiu: - O Cariry. Grato, 1875. - A União. Grato, 1875 - Esta folha passou no anno seguinte a chamar-se A Liberdade, jornal politico em que teve por companheiros o dr. Alcantara Bilhar e Fenélon B. da Cunha. - O Retirante. Fortaleza, 1877 - Esta folha pugnava em favor das victimas da secca do Ceará e contra as commissões do Governo. - O Zuavo : jornal abolicionista e religioso. Caeté, 1882-1884. - O Caetense. Caeté, 1885-1892. - O Tubà: revista scientifica de vulgarisação religiosa. Caet\ 1895. Além disto collaborou na Tribuna Catholica do Ceará, na Boa Nova do Pará, no Diário de Belém, no Diário de Noticias, na Consti- tuição, no Diário do Grão-Pará e no Commercio do Pará. Escreveu: - Oração fúnebre que recitou na igreja de S. José do Crato por occasião das solemnes exequias celebradas no dia 16 de novembro de 1876 em memória do sabio genovez Padre Doutor Lourenço Vicente Eurile, fundador e reitor do Seminário do Crato - No Caetense. - A philosophia positiva: serie de artigos em que profliga o sys- tema de Augusto Comte e de Littré - Na Boa Nova do Pará. - A igreja catholica e a abolição. Pará, 1881. - Echos d'alma. Pará, 1881 - Neste livro occupou-se o autor das lamentosas scenas da secca do Ceará de 1877. - Monsenhor Joaquim Pinto de Campos: esboço biographico-litte- rario -No Caetense, 1884. - Os retirantes', poemeto. Pará, 1889. - Os esplendores do culto mariano. Caeté, 1890. - O novo morto immortal, ou o Apostolo da Amazónia, D. Antonio de Macedo Costa. Caeté, 1891. - Discurso ontologico. Caeté, 1892. 126 HE - Cenontologia ou ensaios de sciencia e religião. Caeté, 1894, 77 pags. in-4° - Da pagina 59 em diante veem os - Estatutos do Collegio Christophoro ou Instituto Penaforte. Sei que o conego Penaforte tinha inéditas, mas não sei si publicaram-se as seguintes obras: - Brasilianismo, ou estudos litterarios, anthropologicos e ethno- graphicos do Brasil. - Breves lições de sciencias naturaes e philosophicas para uso e ensino livre, religioso do Instituto Penaforte. - Quadro synoptico dos nomes indo-brasileiros para sua rei- vindicação, epororocas. Pará, 1899. - Romance indiano - E tinha entre mãos: - Grammatica e Diccionario da lingua brasílica. - Cenontologia: Dissertação philosophica sobre a Cenontologia ou a evolução religiosa, encarada sob o triplice ponto de vista dynamino- logico, moral-ontologico e social - Na Revista da Academia cearense, tomo 4o, pags. 93 a 122. - Philologia comparada: Parai leio entre as linguas aryanas - sanskrita, grega, latina, nco-latinas, semíticas, indo-americanas ou brasileiras, etc.- Na Provinda do Pará, do n. 7457, de 12 de julho de 1900, em diante. - O nome Ceará - Na Revista trimensal do Instituto do Ceará, tomo XIV, 1900, pags. 265-270. Têaymundo Vianna Ribeiro - Natural do Maranhão, falleceu na cidade de S. Paulo deMuriahé, Minas Geraes, a 27 de feve- reiro de 1896. Na revolta de 6 de setembro de 1893 serviu nas forças do general Floriano Peixoto e sendo ferido em uma perna, soffreu por isso a amputação desse membro. Escreveu vários trabalhos n' O Paiz, sendo o ultimo: - Mundòca: conto litterario - no numero de 22 de fevereiro de 1896. Este conto faz parte de uma collecção que tinha a publicar com o titulo - Ao sul do sertão: quadros e scenas populares do Norte do Brazil. - Amor de caboclo: conto. No Ahnanak popular brazileiro para o anno de 1901, pags. 87à91. Reginaldo Moniz Freire - Natural da Bahia e doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, tendo feito todo o curso na sua patria, falleceu nesta capital a 27 de agosto de 1878. RE 127 Foi professor livre de humanidades, membro da directoria do Instituto nitheroyense, externato para educação de meninos, mantido por uma associação de paes de familia, e collaborou para variosjornaes da côrte. Escreveu muitas - Poesias quando estudante, que nunca foram publicadas, emais: - These para receber o grão de doutor em medicina,etc. Rio de Ja- neiro, 1847, in-4° - Nunca a pude ver. - Itinerário da viagem de S. M. Imperial á provincia do Rio de Janeiro, seguido de todas as felicitações, discursos e versos dirigidos ao mesmo augusto senhor. Rio de Janeiro, 1847, 144 pags. in-8°com o re- trato do Imperador - Era o autor correspondente do Mercantil, do Rio de Janeiro. Depois redigiu com outros: - A semana: jornal litterario, scientiflco, religioso, administrativo, de instrucção publica, noticias e variedades. Rio de Janeiro, 1856, in-4°. líeiiiald.o Américo de Andrade - Nascido na Bahia no anno de 1830, falleceu em Lisboa a 18 de junho de 1871. Doutor em medicina pela faculdade de sua provincia, apresentou-se em concurso a umlogar de oppositor da secção cirúrgica e, não o con- seguindo, emigrou, alguns annos mais tarde, para a côrte. Escreveu: - Proposições sobre diversos ramos do ensino medico: these apre- sentada, etc. Bahia, 1852, in-4° - E' a these inaugural. - Apreciação dos meios operacorios empregados na cura dos cálculos urinários vesicaes: these para obter o logar de oppositor da secção ci- rúrgica, etc. Bahia, 1856, in-4°. Tteinaldo Von Bruger - Inglez de nascimento e bra- zileiro por naturalisação, sendo engenheiro civil e encarregado da con- strucção da estrada de ferro de Paulo Affonso, soffreu uma accusação de má gerencia dessa estrada, accusação que foi julgada improcedente, tanto pelo juiz de direito da comarca de Pão de Assucar como pela re- lação do Recife. Escreveu: - Estrada de ferro de Paulo Affonso. Rio de Janeiro, 1880, in-8°. Renato da Otinlia - Autor que não conheço e que me parece fazer parte do professorado da instrucção primaria, cultivando ao mesmo tempo a poesia. Escreveu: - Methodo de leitura. Rio de Janeiro, 1892. - Taboada moderna. Rio de Janeiro, 1892 - Nunca vi estes tra- balhos, mas sei que foram bem recebidos pela imprensa do dia, sendo publicadas em maio de 1892 diversas noticias sobre elles com o titulo 128 RI « Recepções da imprensa ao Methodo de leitura e á Taboada moderna de Renato da Cunha ». - Maldições e crença: versos. Rio de Janeiro, 1888. - Pérolas e diamantes : versos. Rio de Janeiro... - Rutilações : versos. Rio de Janeiro... - Vesuvios: versos. - El-Rei Milhão. D. Ilevocata Ileloisn de Alello - Irmã de dona Ju- lieta de Mello Monteiro, já mencionada neste livro, nasceu na cidade do Rio Grande do Sul, é distincta cultora das lettras como sua irmã, e espirito superior, - disse o grande philologo Julio Ribeiro no Correio de Santos de 23 de j ineiro de 1880, nuimro a ella especial- mente consagrado: « soube quebrar as prisões estreitas com que nós procuramos conter as aspirações feminis, e fez voar seu nome dos pampas do Rio Grande do Sul ás florestas do Amazonas». Escreveu: - Folhas errantes: fantasias em prosa com um prefacio de Mucio Teixeira. Rio de Janeiro, 1882, XIIl-108 pags. in-8° peq. - Coração de mãe: drama em deus actos. Porto Alegre - Com sua irmã. - Mario : drama - Idem. Não o vi. D. Revocata collaborou para vários periódicos, como a Grinalda em 1874 e a Patria /Ilustrada de Buenos-Aires e redige: - O Corymbo. RioGrande - Esta revista vive ha 18annos sempre sob sua redacção. O seu primeiro numero sahiu a 21 de outubro de 1883. Foi também redactora do - Diário de Pelotas: propriedade de Ernesto A. Gernsgross. Pe- lotas, 1866. Ricardo Alves de Carvalho - Filho do major Dio- nysio Alves de Carvalho o irmão de Josó Alves Pereira de Carvalho e Henrique Alves de Carvalho, dos quaes já me occupei, nasceu em 1833 no Maranhão e falleceu nesta capital em 5 de abril do 1889. Fre- quentou algum tempo a escola Central, foi vereador e presidente da camara municipal da capital de sua provincia, deputado provincial em oito legislaturas e jornalista. Escreveu : - Provimentos proferidos em correição pelo Dr. Manoel Correia Lima, ex-juiz de direito da comarca do Brejo, no anno de 1860. Mara- nhão, 1861, 63 pags. in-8° - E' apenas uma compilação. - Recapitulação das façanhas do tenente-coronel Ricardo da Silva Ferro. Maranhão, 1864, in-8° - Versa sobre a política da epoca. Ki 129 - O assassinato do tenente Roberto Francisco Coelho e os calum- niadores desmascarados perante a opinião publica. Maranhão, 1864, 52 pags. in-8° - E' uma reproducção da imprensa diaria. Ricardo Barbosa - Oriundo de modesta familia, nasceu em Saquarema, província do Rio de Janeiro, a 5 de agosto de 1862. Com 13 annos de idade entrou para o commercio de Nitheroy como caixeiro, depois foi typographo e empregado na imprensa nacional da antiga corte, e depois offlcial de fazenda na marinha de guerra, de que foi exonerado por causa de suas ideias políticas, achando-se em serviço na flotilha do Alto-Uruguay. Voltando então a Nitheroy, dedicou-se á imprensa; ahi foi nomeado inspector geral do ensino e hoje é primeiro offlcial da directoria da instrucção. No jornalismo redigiu: - O Povo. Nitheroy, 1882, com os doutores Alberto Torres e Carr Ribeiro. - 0 Rio de Janeiro. Nitheroy, 1890 - com os doutores Macedo Soares e Fonseca Portei la. Fez também parte da redacção do - O Movimento-, orgão republicano. Ouro Preto, 1891. Escreveu: - Scena de sangue: poemeto. Rio de Janeiro, 1884, in-8° - Es- cripto de collaboração com Manoel Benicio ( vide este nome ). - Revista dos acontecimentos doanno. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - Trillos: versos. Rio de Janeiro, 1888, in-8° - E' uma collecção de poesias lyricas de muita belleza e naturalidade, como a de n. 38, de que são estes versos: Hontem, querida, estavas arrufada, Fallaste-me em ciume E disseste que eu tinha uma outra amada, Que toda esta minh'alma hoje resume. Disseste bem, querida, Oh sonho encantador! Tenho outra amada que me segue em vida : E' a sombra gentil de teu amor ! - Instrucção moral e civica para uso das escolas da instrucção primaria do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1895, in-8°. Escreveu flnalmente: - Os ladrões de cavallo: romance de costumes sertanejos. Rio de Janeiro, 1901 - Tem a sahir do prelo: - Excidios : collecção de sonetos. 130 BI Ricardo Decio Salazar -Natural do Maranhão e ba- charel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de O linda, for- mado em 1848, falleceu em maio de 1895. Escreveu: - Ao publico ( Maranhão ), 1863, 37 pags. in-4° - E' uma justi- ficação de accusações que lhe foram feitas. Ricardo Ernesto Ferreira <le Carvalho - Natural do Maranhão e sempre dedicado á agricultura, fez nesse es- tudo viagens pela Europa, onde cursou os institutos agronomos de Grignon, de Gembloux e de Lezardeau. Agrouomo diplomado por um desses institutos, regressando á patria, foi director da escola de agri- cultura, depois extincta. Passando-se então para o Piauhy, onde casou-se, foi director de um estabelecimento rural do governo, sendo desse cargo demittido por motivos politicos, porém mais tarde nelle reintegrado. E' membro correspondente de algumas associações agrí- colas e occupou um logar de lente e de director do extincto Instituto zootechnico de Uberaba em Minas Geraes. Escreveu : - Memória acerca da lavoura da ilha de Cuba, redigida e apre- sentada em virtude de portaria de 15 de novembro de 1865. S. Luiz do Maranhão, 1867, 247 pags. in-40 com dous atlas e cinco estampas - Depois de considerações geraes sobre a lavoura desta ilha, occupa-se o autor da cultura da canna, do algodão, do café, do tabaco, do cacau e de seus productos. - Canna e fabrico de assucar. Noticia sobre os mais recentes me- lhoramentos adoptados em sua lavoura, seguida de alguns aponta- mentos relativos ao estado e fabricação de um dos mais bem montados e rendosos engenhos do Maranhão. S. Luiz, 1869, 115 pags. in-8°. - Relatorio acerca da primeira festa popular do trabalho ou Ex- posição maranhense de 1871. Maranhão, 1872, 72 pags. in-8° - Vem ahi um trabalho sobre mecanica pelo dr. Antonio Ennes de Souza, de pags. 11 a 30; outro da secção artística de João Duarte Peixoto Franco de Sá, de pags. 31 a 44, e outro da secção agrícola por Ferreirade Car- valho, de pags. 44 a 59. - Carta» sobre a zootechnia applicada ao melhoramento da nossa criação pecuaria. Maranhão, 1878, 163 pags. in-8° peq.- Estas cartas foram primeiramente publicadas n'O Paiz, do Maranhão. Foi redactor do - O Jornal da Lavoura: orgão de doutrina e propaganda agrí- cola - e redige actualmente: - O Trabalho: revista quinzenal, dedicada aos interesses da agri. cultura, commercio e industrias ruraes. Uberaba ( Minas Geraes ), 1900 «-01° numero sahiu a 15 de agosto. Hl 131 Ricardo Gumbleton Dauntre - Oriundo de nobre familia da Irlanda, nasceu na cidade de Hull da Inglaterra a 30 de agosto de 1818 e íalleceu na cidade de Campinas, de S. Paulo, a 7 de junho de 1893. Tendo feito em sua patria o curso de humanidades, cursou a faculdade de medicina de Edimburg, onde foi graduado dou- tor, e depois, avido de illustração, viajou por toda a Europa, visitando suas capitaes, relacionando-se com as summidades medicas, acompa- nhando-as na clinica dos hospitaes. Dirigindo-se depois às índias Ori- entaes, ao chegar ao Cabo da Boa Esperança, por conselho de amigos tomou a resolução de vir para o Brazil, que adoptou por patria, ca- sando-se em S. Paulo com uma distincta senhora. Foi um clinico de caridade excessiva; foi deputado à assembléa provincial, foi vereador da camara municipal, juiz de paz e juiz municipal supplente, e no Itú inspector de instrucção publica. Era muito versado nas linguas latina, grega, celta, allemã, russa, hespanhola e franceza; era membro do Instituto historico e geographico brazileiro, da Sociedade medica psycho- logica Neerlandeza, da Sociedade medica de Pariz, da Sociedade de geographia de Buenos Ayres e de outras. Escreveu: - Du traitement topique externe dans Ia petite variole: these presentée et soutenue publiquement devant la Faculta d'E'cole de Me- decine du Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1843, in-4° gr. - Importância dos estudos philosophicos da escola do grande As- tro, S. Thomaz de Aquino - Nunca vi este trabalho. Só sei que foi publicado em volume muitos annos antes de apparecer o luminoso e memorável trabalho sobre taes estudos da habil e delicada penna do papa Leão XIII. - Reminiscências do districto de Campinas - No Almanak de S. Paulo, 4® anno, 1879, pags. 169 a 197 e no seguinte, pags. 34 a 45. Sinto não poder dar noticia de outros trabalhos seus, publicados em di- versos jornaes e revistas, tanto do Brazil como da Europa. - Genealogia paulista - Na Revista do Instituto historico e geo- graphico brazileiro, tomo 51, pags. 91 a 155. Ricardo José Cor rei a de Miranda - Natural do Pará e ha annos fallecido. Só o conheço pelo seguinte trabalho de sua penna: - Voos doTambaqui. Manàos, 1870, in-8°. Ricardo «José Gomes Jai'dim - Nascido em 1805 na antiga província de S. Paulo, falleceu a 1 de agosto de 1884 na cidade de Porto-Alegre^ capital do Rio Grande do Sul. Com praça no exercito 132 RI a 22 de julho de 1820, reformado no posto de tenente-general a 27 de setembro de 1878, sendo doutor em malhematicas, commendador das ordens de S. Bento de Aviz e da Rosa e cavalleiro da do Cruzeiro; do conselho de sua magestade o Imperador, D. Pedro II, lente do curso de engenharia civil, membro adjunto do conselho naval, membro effectivo da commissão de melhoramentos do material do exercito e lente jubi- lado da Escola central. Além das honrosas commissões de caracter mi- litar que desempenhou, foi também presidente das províncias da Para- hyba e Matto Grosso, accumulando nesta ultima o cargo de comman- dante das armas. Escreveu : - Creação da Directoria dos indios na provincia de Matto Grosso. Officio dirigido ao Governo imperial pelo Presidente da referida pro- vincia, etc. - Vem na Revista do Instituto historico, tomo 9o, pags. 548 a 554. - O estado da barra do Rio Grande do Sul e meios do melhoral-o. Rio de Janeiro, 1856, in-fol. - E' um trabalho official dirigido ao mi- nistério da marinha, e que pelo archivo militar foi presente á expo- sição de historia patria de 1880. - Plano da ilha de Cabo Frio e do ancoradouro formado pela mesma ilha com as pontas e enseadas do continente, segundo a carta do capitão-tenente Pedro Borges Corrêa (que existe na Biblio- theca da Marinha ) com modificações, pelo tenente-coronel Ricardo José Gomes Jardim, conforme os últimos trabalhos de offlciaes da Marinha ingleza. Desenhado por José Pereira de Sá. 1856, Om,312xOm,474 - O original foi apresentado na dita exposição pelo imperador D. Pedro II. - Carta hydrographica da embocadura do Rio Grande do Sul e do canal denominado da Mangueira, com a configuração approximada dos terrenos e estado da barra em setembro de 1855, apresentada pelo tenente-coronel, etc., com o seu parecer sobre a barra, 0m,901X0m,480. Ricardo José da Silva Azevedo- Apenas sei que fez o curso e recebeu o gráo de engenheiro civil e serviu na antiga provincia de Goyaz, onde organisou o - Mappa topographico da provincia de Goyaz, que o exm. sr. Presidente da provincia José Martins Pereira de Alencastre mandou que fosse organisado em escala menor, servindo de base a carta le- vantada pelo brigadeiro Raymundo José da Cunha Mattos em 1826- 1861 - O mauuscripto, pertencente ao commendador Josè Martins Pereira de Alencastre, serviu ao dr. Cândido Mendes de Almeida para seu Atlas. 1{1 133 T>. Rita. Barém do Mello - Nascida na província do Rio Grande do Sul a 30 de abril de 1840, falleceu a 27 de fevereiro de 1898. Cultivou a poesia e, além de muitas composições que publicou avulsas sob o pseudonymo de Jurity, escreveu: - Sorrisos e lagrimas. Porto Alegre ( ?) ... - E' um livro de lin- díssimas poesias, tanto lyricas como heroicas. I>. Rita Esteves Jklves de Vasconcellos - Filha de Marcellina de Santiago Alves de Vasconcellos Leitão, nasceu em Pernambuco - é apenas quanto pude apurar a seu respeito. Escre- veu : - Biographia do exm. sr. Conselheiro Francisco Muniz Tavares - Foi offerecida ao Instituto archeologico e geographico pernam- bucano a 18 de fevereiro de 1862. Ignoro si foi publicada. T>. KitaFeliciana cie Oliveira - Nasceu, me pa- rece, em S. Paulo e escreveu: - Martha : ensaio de novella positivista com um prefacio de José Feliciano. S. Paulo, 1899. D. Rita .loanna de Souza - Filha do doutor João Mendes Teixeira, nasceu em Olinda a 12 de maio de 1696 e falleceu com 22 annos em abril de 1718. A terra que deve ufanar-se por dar o berço ao primeiro escriptor brazileiro na ordem chronologica, Bento Teixeira Pinto, o deu também á primeira escriptora, e, embora não appareçam as obras da gentil pernambucana, não devo omittir seu nome neste livro, quando rendem-lhe homenagem Barbosa Machado em sua Bibliotheca Luzitana, Damião de F. Perim(frei João de São Pedro) em seu Theatro heroico, F. Diniz em seu Resumo da littera- tura brasileira, J. Norberto nas Brasileiras illustres, Balthazar nas Notas biographicas, P. de Vasconcellos na Selecta brasiliense, Macedo no Anno biographico, P. da Costa em seu Diccionario de pernambu- canos illustres e outros. Dotada de belleza rara, de educação esmerada, e de talento privilegiado, sabe-se que d. Rita de Souza possuia vasta erudição, cultivou a pintura e o desenho ao mesmo tempo que a his- toria, geographia e philosophia, e deixou sublimes quadros daquella arte. Escreveu: - Memórias históricas- que nunca foram publicadas. - Tratados dephilosophia natural - como affirma F. Perim, e que também não foram publicados, porque não havia no Brasil naquella época desgraçada para os brasileiros, naquella época de ferrenha 134 RO oppressão para a Nação Brazileira - uma typographia, que désse á estampa preciosidades litterarias de incalculável preço; não foi per- mittido o pequeno prélo, estabelecido, mesmo em Olinda, no anno de 1706 ! Não havia uma bibliotheca onde o brazileiro não sómente pro- curasse o alimento do espirito, mas, ao menos, onde se archivasse o espolio precioso da intelligencia ! Que culpa tem a joven e candida donzella inspirada - diz o Dr. Macedo - que nesse tempo nem hou- vesse no Brasil typographia para publicar seus escriptos ?... Flor que perfumou os jardins de Olinda; meteoro que passou rápido; suave harmonia que pouco a pouco se extinguiu no espaço; rica le- gataria de quem se destruiu por barbara incúria o espolio precioso ; donzella formosa e pura que encantou 22 annos Olinda e anjo subiu ao céo, d. Rita Joanna de Souza tem direito á suave, grata e ma- viosa lembrança na historia da patria. Foi arbusto mimoso que em lettras e artes de pintura produziu fructos apreciáveis e louvados. Os fructos perderam-se. Fique ao menos no altar da patria por or- namento o seu nome, o nome da flor. Roberto Arménio - Não sei si é verdadeiro nome ou pseudonymo de autor que não conheço e que supponho ser enge- nheiro. Delle conheço : - A libertação das raças por uma revolução das machinas a vapor. A rapida travessia dos desertos e das serranias sem neces- sidade de estradas e tão pouco de trilhos. Rio de Janeiro, 1874. - Exploração para o estabelecimento de uma estrada de ferro a vapor de S. Fidelis a Santo Antonio de Padua... Rolberto Avó Lallement - Natural da Allemanha e doutor em medicina, graduado em sua patria, veio para o Brazil, onde se naturalisou brazileiro e foi encarregado pelo governo em 1858 de inspeccionar as colonias allemãs do Império. Era membro titular da antiga Academia de medicina, commendador da ordem russiana de Santo Estanislau, cavalleiro das ordens brazileiras de Christo e da Rosa, da ordem austriaca de Francisco José, da ordem prussiana da A guia Vermelha e da ordem belga de Leopoldo. Escreveu: - Observações acerca da epidemia de febre amarella no anno de 1850 no Rio de Janeiro, colligidas nos hospitaes e na policlínica. Rio de Janeiro, 1851, in-8". - Reise dunch Nord Brezilien ein Jahare, 1858-1859 von Rob. Avé Lallemant. Leipzig, 1859-1860, 2 vols. KO 135 - Viagem de circumnavegação da corveta Galathèa sob o ponto de vista da geographia medica - Nos Annaes Brasilienses de Medicina, tomo 16, pags. 51, 78 e 105 e segs. - Origem da homceopathia - Idem, tomo 15, pags. 114, 138 e segs. - Moléstias tratadas na enfermaria dos estrangeiros do hospital da Misericórdia, no segundo semestre de 1847, pelo dr., etc. - Idem, tomo XV, pags. 271, 312 e segs. tomo XVI, pags. 40, 93 e segs. - Algumas épocas brilhantes da historia da cidade de Lubeck (Al- lemanha) - Na Minerva Brasileira, vol. 2o, pags. 444 a 446. - Notas philosophicas sobre as viagens maritimas dos Hebreus- Na mesma revista e no mesmo volume, pags. 674 e segs. Roberto Porreira cia Silva - Filho de Joaquim Ferraira Delgado e nascido em Lisboa entre os dous últimos quartéis do século 18°, falleceu no Rio de Janeiro depois de 1840, sendo brazi- leiro pela constituição do Império, official do corpo de engenheiros e lente de desenho da antiga academia militar, cargo que deixou a 14 de abril de 1826. Diz Innocencio que aprendera em Lisboa os rudimentos de desenho e pintura e foi por alguns annos pintor de carros ao serviço de Cadaval. Escreveu : - Elementos de desenho e pintura e regras geraes de perspectiva dedicadas ao senhor rei d. João VI. Rio de Janeiro, 1817, 127 pags. in-4°, além das preliminares, do indice, etc. com 9 figs.- Diz o mesmo Innocencio que, na opinião de avaliador competente, é esta obra tida por «um montão de absurdos e não abona a pericia de Stockler nas bellas artes », pois foi este, segundo consta, quem examinou-a e cor- rigiu-a antes da impressão. Não vi este livro, mas é certo que a segunda edição, feita no Rio de Janeiro em 1841 e offerecida ao Im- perador D. Pedro II, não é o que diz esse avaliador. Não, com toda a certeza. Roberto .Jorge lladdock Lobo, Io- Nasceu na ci- dade de Cascaes, em Portugal, a 19 de fevereiro de 1817 e falleceu no Rio de Janeiro a 30 de dezembro de 1869, sendo doutor em medi- cina pela faculdade desta cidade, negociante matriculado da praça do commercio da côrte, tenente-cirurgião do corpo de cavallaria da guarda nacional, delegado da instrucção publica na freguezia do Engenho Velho, dignitário da ordem da Rosa e commendador da de Christo, membro titular da Imperial academia de medicina e socio da sociedade Auxilia- dora da industria nacional. Exerceu cargos de eleição popular e de 136 rto confiança do governo, como os de subdelegado de policia e de juiz de paz de parochia. Escreveu: - Dissertação acerca do tumor e da fistula lacrimal, precedida de considerações sohre esta moléstia: these que foi apresentada á facul- dade de medicina, etc. Rio de Janeiro, 1842, 45 pags. in-4°. - Cura do tétano traumático pelo tartaro emetico em alta dóse: memória apresentada á Imperial academia de medicima, etc. Rio de Ja- neiro, 1846, 24 pags. in-4° gr.- Foi também publicada nos Annaes Bra- silienses de medicina, tomo 3o, pags. 135, 158, 181 e 206. Esta memória serviu-lhe de titulo de admissão na academia de medicina, sendo elo- giado pelo censor delia o doutor Cândido Borges Monteiro. - Discurso dirigido á S. M. o Sr. D. Pedro II, Imperador consti- tucional e perpetuo defensor do Brazil pelo doutor, secretario da com- missão encarregada de erigir a estatua equestre do fundador do Im- pério. Rio de Janeiro, 1862, 8 pags. in-8°. - Tombo das terras municipaes que constituem parte do patri- mónio da IIIm.a Gamara Municipal da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1864, 246 pags. in-4°-O doutor Haddock Lobo foi por alguns annos até 1850 redactor dos Annaes Brasillenses de me- dicina e escreveu nesta revista e noutras alguns trabalhos como: - Necrologia da cidade do Rio de Janeiro ( nos quatro trimestres de 1846) - Nos citados Annaes, tomo 2°, 1846-1847, pags. 48, 96, 144 e 216. Foi elle quem iniciou, entre nós, trabalhos desse genero. - Bosquejo historico e philosophico acerca da cirurgia, considerada nas tres épocas notáveis, de sua origem, decadência e restabelecimento - Idem, tomo 3o, pags. 148, 175, 200, 233, 256 e 280. - Resultado da clinica particular do Sr. doutor R. J. Haddock Lobo durante todo o tempo que a epidemia reinante ( febre amarella) grassou pela freguezia do Engenho Velho - Idem, tomo 5°, pags. 201 a 208. - Hygiene social: projecto de lei, etc.-Na mesma revista, tomo 14°, pags. 166 e 259 e seguintes. - Moléstias endemicas e epidemicas do Rio de Janeiro, 1798 a 1847 - Na mesma revista, tomo 14°, pags. 169 e seguintes. - O tartaro emetico em alta dóse no tétano traumático - Na mesma revista, tomo 15°, pags. 135, 158, 181, 206 e seguintes. - Resumo estatístico da clinica cirúrgica da escolado medicina, dirigida pelo doutor Cândido Borges Monteiro no anno lectivo que de- correu de março a outubro de 1843, etc., seguido de algumas reflexões acerca dos meios therapeuticos empregados - No Archivo Medico Brazi* leiro, tomo 1°, 1844-1845, pags. 5 a 11, 25 a 34, 51 a 55 e 138 a 156. RO 137 - Creaçào de um novo hospital militar. Mudança violenta da escola de medicina-Idem, pags. 21 e 42 -Entre mais inéditos, talvez, existe - Recenseamento da população do município neutro, organisado no fim do anno de 1849 - São 10 mappas, correspondentes a 10 freguezias do município e um mappa geral seguido de considerações geraes sobre a utilidade da estatística e alguns corollarios que se podem deduzir do presente recenseamento. Existe o original na bibliotheca nacional e fo1 publicado no Almanak de Laemmert de 1851. Roberto -Jorge Iltxdxloelc Lobo, 2o - Filho do pre- cedente e nascido na cidade do Rio de Janeiro a 20 de junho de 1865, sendo bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, dedicou-se na- quella cidade á advocacia, serviu cargos de confiança do governo, como o de delegado de policia e escreveu, além de outros trabalhos talvez: - Os sessenta e seis, operêta em um acto. Traducção - Foi re- presentada no theatro Príncipe Imperial em 1882, com musica de Offenbach, estando o autor no primeiro anno juridico. Roberto Jope Kinsman Benjamin-Filho de Frederico Benjamin e dona Juliette Julie Lacombe, nasceu a 3 de se- tembro de 1853 na cidade do Rio de Janeiro. Com pouco mais de um anno de edade seguiu para a Europa, onde fez toda sua educação litte- raria, e tendo-se dedicado especialmente ao estudo da musica, frequentou os mais notáveis professores da Hollanda, Allemauha e Inglaterra. Em 1876 regressou ao Brazil depois de ter viajado pela Turquia, Egypto, Ceylão, índia, Japão e China em excursões commerciaes. Boi empregado do banco inglez nesta cidade, director gerente da New York Life e pre- sentemente é director geral da companhia nacional de seguros « A Educadora » e cônsul das republicas de Honduras, Guatemala e Nica- ragua no Brazil. A' sua iniciativa se deve a fundação do « Club Bee- thoven», da «Academia de musica» e do club de esgrima «Cercle d'Armes». E' membro da sociedade musical de Londres « The Wandering Minstrels» e possue diversos titulose condecorações estrangeiras. Além dos seus trabalhos de critica musical publicados na Gazeta da Tarde, no tempo de Ferreira de Menezes, no Cruzeiro, no Globo, no Diário de Noticias, no Diário do Commercio, escreveu: - Marcha dos cruzados, para grande orchestra. Rio de Janeiro, 1878. Dedicada a S. M. I. D. Pedro II e executada em 3 de junho desse mesmo anno. - Ouvertura de festival, dedicada a S. M. a Imperatriz. Rio de Janeiro, 1886. 138 KO - Hymno do centenário do Marquez de Pombal. Rio de Janeiro, 1882. Este hymno foi executado por duzentas vozes na festa do mesmo centenário. - Esboços musicaes. Guia para o theatro lyrico: obra critica, ana' lyticae biographica. Rio de Janeiro, 1884, 372 pags. in-8° - Precedem o livro algumas considerações sobre a origem e progresso da opera e nelle o autor se occupa de todas as operas importantes do theatro lyrico moderno. - Discurso proferido a 11 de maio de 1890 como chefe do partido operário, eleito em assembléa popular da mesma data - Este discurso foi transcripto em diversos jornaes desta capital e em alguns estran- geiros. Roberto Maria de Azevedo Marques - Filho do tenente-coronel Joaquim Roberto de Azevedo Marques e dona Maria Candida de Azevedo Marques e irmão de Manoel Eufrasio de Azevedo Marques e de Joaquim Roberto de Azevedo Marques, mencionados neste livro, nasceu em S. Paulo e falleceu a 23 de junho de 1888 na cidade pe Santos, onde residia, victima de uma explosão. Escreveu: - 0 lenço de Luiz XIV: romance historico, traduzido do hebraico Santos, 1859, 100 pags. in-8° peq.- E' o primeiro volume de um ro- mance original e não traduzido, como se declara, em estylo humorístico. Em 1864 foi reimpresso este volume com um prologo e mais o segundo volume. Depois o Parahybano de S. João da Barra publicou ainda toda a obra em folhetim. Houve quem attribuisse o lenço de Luiz XIV ao chefe de secção da Contadoria da marinha João José de Moraes Tavares. Lembro-me de me haver mostrado o meu fallecido amigo Guilherme Bellegarde uma carta de Azevedo Marques, datada de fevereiro de 1866, na qual lhe declarava elle que tinha prompto o terceiro e ultimo volume do romance, o qual não chegou a ser impresso. Rodolpho Alves d.e Faria - Filho de Antonio Alves de Faria, nasceu na província de Alagoas a 26 de março de 1871 e ahi falleceu na capital a 25 de junho de 1899. Bacharel em direito pela fa- culdade do Recife, tendo feito parte do curso na de S. Paulo, foi pro- motor publico em Minas Geraes, procurador e juiz de direito em Ser- gipe. Foi orador distincto, poeta, romancista e também jornalista, nunca tendo feito collecção de suas producções e por isso delle só posso dar noticia do seguinte: - Mar-, novella- Sei que ó um trabalho primoroso, mas nunca o vi. RO 139 - Peccadorat romance. Bahia, 1899, in-4° - Deixou poesias e outros trabalhos inéditos, entre os quaes um sobre Domingos Calabar. Redigiu: - Carangola. Cidade de Carangola, Minas Geraes, 1899. - Cidade do Rio. Rio de Janeiro - Desta folha de que é hoje ainda redactor chefe o eminente jornalista José do Patrocínio, foi elle secre- tario. Foi emfim um dos redactores da - Thebaida: revista fluminense. Rio de Janeiro... Rodolpho Brazil, outr'ora Rodolpho Cardoso Pau Brazil - Nascido a 15 de junho de 1856 no arraial de Muaná, no Pará, e tendo praça no exercito em 1875, fez o curso de engenharia militar e civil, é tenente-coronel do corpo de estado-maior de primeira classe, bacharel em mathematicas e sciencias physicas, professor do curso preparatório da escola militar do Rio Grande do Sul e serve na con- strucção da estrada de ferro de Porto Alegre á Uruguayana. Escreveu: - Alfredo de Escragnolle Taunay: esboço biographico por Carlos Kozeritz, traduzido do allemão. Rio de Janeiro, 1886, 46 pags. in-8°. - O evolucionismo scientifico. Porto Alegre (?) 1897 - Não pude ver este trabalho. Rodolpho Chapot Frevost-Filho de Luiz Chapot Prevost e dona Luiza Land Chapot Prevost, e irmão do doutor Eduardo Chapot Prevost, de quem me occupei, nasceu na cidade de Manáos, Amazonas, a 4 de março de 1870, é formado em cirurgia dentaria, vice- presidente da Academia brazileira de odontologia, secretario geral da legação brazileira ao Congresso internacional de Pariz de 1900, e es- creveu : - Modificitions sur la technique de 1'anesthésie locale spécialement pour les extractions dentaires. Rio de Janeiro, 1899, 16 pags. in-8° com uma estampa - Este trabalho foi reproduzido na Revista Odontologica do Rio de Janeiro, a começar do primeiro numero, datado de 15 de maio de 1900. Tem inédito um estudo sobre a - Modificação do fórceps para extracção dentaria. Ftodolpho JEpifanio de Souza Dantas - Filho do conselheiro Manuel Pinto de Souza Dantas e nascido na Bahia a 14 de outubro de 1854, é bacharel em direito pela faculdade do Re- cife e agraciado com o titulo de Conselho do Imperador d. Pedro II. Foi deputado por sua província nas 16a e 17a legislaturas geraes e 140 1«> administrou a pasta dos negocios do Império no gabinete de 21 de janeiro de 1882. Escreveu neste cargo: - Liberdade do ensino primário e secundário: Ia questão apre- sentada ao Congresso de instrucção do Rio de Janeiro - No livro « Actas e pareceres do Congresso », etc. Rio de Janeiro, 1884, 17 pags. in-fol. - Ensino da moral e religião nas escolas primarias, nos estabe- lecimentos de instrucção secundaria e nas escolas normaes: 2a questão - No dito livro, 12 pags. in-fol. Ha trabalhos seus na vida adminis- trativa, como - Relatorio apresentado á Assembléa geral legislativa na segunda sessão da 18a legislatura pelo Ministro do Império, etc. Rio de Ja- neiro, 1882, in-4°. Rodolpho de Faria Pereira - Filho do Barão e da Baroneza de Piumhy, nascido em Minas-Geraes a 25 de dezembro de 1868, é bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo e ahi advogado. Escreveu: - Processo summarissimo perante o juiz de paz. S. Paulo, 189.. - Regimento de custas e regulamento do sello annotados e orga- nisados. S. Paulo, 189.. - A Camara Municipal e seus impostos. S. Paulo, 189... -Este trabalho sahiu anteriormente no Diário Popular de S. Paulo. - A Justiça no Estado de S. Paulo. S. Paulo, 1900, 306 pags. Com um prefacio do dr. Leopoldo de Freitas - Neste trabalho o autor faz um longo estudo de direito constitucional, analysando as constituições federal e estadoaes. - Do protesto judicial e do habeas-corpus. No prélo. E' dedicado este livro ao actual presidente da Republica dr. Campos Salles. Rodolplio Galvtío - Filho de Felippe Benicio da Fon- seca Galvão e nascido na província, depois estado da Parahyba, a 30 de março de 1860, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Ja- neiro, membro da sociedade franceza de hygiene de Paris, da so- ciedade de medicina de Pernambuco, do Instituto archeologico e geographico pernambucano e inspector geral de hygiene em Pernam- buco. Escreveu: - Das concepções delirantes, seu valor diagnostico: these apre- sentada á Faculdade de medicina do Rio do Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1886, in-4°. RO 141 - Noções de bacteriologia, precedidas de uma carta do dr. Ben. jamin Antonio da Rocha Faria. Recife, 1898, 303 pags. in-8°. Rodolpho Gustavo da Paixão - Nascido em Minas-Geraes a 13 de julho de 1853, como praça a 31 de dezembro de 1872 fez o curso de engenharia militar, sendo graduado bacharel em mathematicas e sciencias physicas e é tenente-coronel do corpo de estado-maior de primeira classe. Foi duas vezes governador do estado de Goyaz, na inauguração da Republica, nomeado pelo general Deo- doro da Fonseca e depois por eleição, director das obras militares de Minas-Geraes e seu representante na camara federal. Cultiva a poesia e escreveu: - Scenas da escravidão. Victor Hugo e Castellar: poesias. Rio de Janeiro, 1882, 47 pags. in-8°- O producto da venda desta publi- cação foi applicado á libertação de uma escrava. - Miscellanea. Lyriccs. Facetos. Quadros. Turbilhões. Porto Alegre, 1885, XII-203 pags. in-8° - Justificando o titulo deste livro, diz o autor: Presumo ter contornado pallidas figuras, valendo-me da combinação de pobres linhas. - Trinos e cantos. Rio de Janeiro, 1896, XI1I-195 pags. in-8° - Divide-se este livro em 4 partes: Alvores, Trevas, Scintillações, A in- confidência. - Inconfidência: poema. Rio de Janeiro, 1896, 137 pags. in-8°. - Montc-pio dos empregados públicos de Goyaz. Goyaz, 1891, 35 pags. in-8°. Rodolpho Leite - Não pude obter noticia deste autor, que é poeta, nascido no Brazil. Escreveu: - Nossa Senhora da Apparecida: poemeto. Rio de Janeiro (?) 1895, in-8° - Também tem sido inútil meu empenho para ver este trabalho. liodolpho Lopes da Cruz - Filho do contra-almi- rante Manoel Lopes da Cruz e dona Sophia Alvares L. da Cruz e nascido no Rio de Janeiro a 11 de dezembro de 1862, com praça de aspirante á guarda-marinha a 8 de janeiro de 1880, fez o curso da escola naval e é capitão-tenente da armada. Escreveu : - Fôro militar. Processo a que foi sujeito o capitão-tenente Rodolpho Lopes da Cruz por ordem do ministro da marinha da Repu- blica. Accusação e defesa e seus termos respectivamente essenciaes. 142 RO Macahé, 1900, 248 pags. in-4n - « A accusação foi publicada com grande escandalo (diz o irmão do autor ); justo é que o publico possa conhecer a defesa do accusado. Defesa?! Não! A devassa á que su- jeitou o accusado toda sua vida publica e particular pela necessidade de esmagar a calumnia. Que o accusado assim o conseguiu, provam as sentenças unanimes dos Tribunaes militares. Tanto lhe basta. Mais seria impossível. » Kodolpho Marcos Tlieopliilo- Filho do doutor Marcos José Theophilo e dona Antonia Josephina Sarmento Theophilo, nasceu na cidado de Maranguape, Ceará, a 6 de maio de 1853. Prompto da instrucção primaria, entrou como caixeiro para uma casa commercial, e dahi passando para Pernambuco e sendo amanuense do hospital militar, estudou os preparatórios para o curso de Phar- macia, e fez depois este curso na faculdade da Bahia, onde foi gra- duado pharmaceutico. Apenas formado, dirigiu uma pharmacia em Pacatuba; dahi passou no anuo seguinte para a capital, onde mais tarde regeu a cadeira de sciencias naturaes da escola normal. E' socio benemerito da sociedade abolicionista de Pacatuba, membro do Instituto historico e geographico brazileiro, do Instituto historico do Ceará e offlcial da ordem da Rosa. Escreveu: - Compendio de botanica elementar. Rio de Janeiro, 1878, in-8n. - Historia da secca do Ceará. 1877-1880. Fortaleza, 1884, 501 pags. in-8°. - A fome-, scenasda secca do Ceará. Romance. Porto, 1890, XXII- 507 pags. in-8° -• E' precedido este trabalho de um estudo sobre o autor, feito por Virgilio Brigido, constando da biographia e dos ser- viços por Theophilo prestados, quer em situações afflictivas do Ceará, quer na campanha abolicionista. - Monographia da mucunã. Fortaleza, 1888, in-8° -com estampa - E' um estudo dessa planta brazileira, alimentícia, mas nociva. - Sciencias naturaes em contos. Fortaleza, 1889, in-8°. - Campesinas-, poesias. Fortaleza... in-8°. - Os brilhantes-, psychologia de um criminoso: romance. Ceará, 1895, 2vols., 246-247 pags. in-8°. - Paroara-. romance. Ceará, 1899, in-8°. - Maria Rita-, episodio do Ceará colonial: romance. Fortaleza, 1897. - A violação-. conto. Fortaleza, 1898 - Horripilantes episodios por occasião da epidemia do cholera-morbus de 1862 fazem o assumpto deste livro. KO 143 - Botanica elementar ( de collaboração com Manoel Ferreira Garcia Redondo ) - Veja-se este nome. Itodopiano Riiyinundo - Não o conheço sinão pelo seguinte trabalho seu em desempenho de uma commissão ao chegar da Europa o grande musico e compositor brazileiro Carlos Gomes: - Discurso proferido na festa dos professores de musica a Carlos Gomes. Rio de Janeiro, 1880. Rodrigo Augusto da Silva - Filho do Barão de Tietê, nasceu em S. Paulo a 7 de dezembro de 1833 e falleceu na ci- dade do Rio de Janeiro a 17 de outubro de 1889. Bacharel em scien- cias sociaes e jurídicas pela faculdade de sua província, foi por ella deputado á assembléa provincial e á geral, em varias legislaturas e senador do Império. Foi ministro dos negocios estrangeiros, e da agri- cultura, commercio e obras publicas no gabinete de 10 de março de 1888, o penúltimo da monarchia. Escreveu: - Elemento servil: voto separado do membro da Commissão es- pecial, nomeada pela Gamara dos deputados, etc. Rio de Janeiro, 1870, in-4°. - Negocios estrangeiros: discurso do deputado, etc. proferido na sessão de 31 de julho de 1871. Rio de Janeiro, 1871, 53 pags. in-8°. - Relatorio apresentado á Assembléa geral na segunda sessão da vigésima legislatura pelo ministro e secretario de Estado dos ne- gocíos da agricultura, commercio e obras publicas, etc. Rio de Janeiro, 1887, in-4°, dous volumes, sendo o segundo de annexos. Itodrigo Ignacio <le Souza Menezes - Natural da Bahia, ahi falleceu em avançada idade a 10 de fevereiro de 1873, presbytero secular, conego da sé desta província e professor jubilado de rhetorica, matéria que leccionava a principio na cidade da Ca- choeira, e que passou a leccionar no lyceu da capital em 1848, em consequência de remoção dada pelo presidente Francisco Gonçalves Martins, depois Barão e Visconde de S. Lourenço. Foi distincto pré- gador, mas só publicou: - Oração fúnebre, prégada na igrejada Misericórdia da cidade da Ba- hia nas exequias doconselheiro de estado Euzebio de Queiroz Coutinho Mattosoda Gamara, em 10 de junho de 1868. Bahia, 1868, 14 pags. in-8°. - Sermão da Conceição, prégado na igreja matriz da Conceição da Praia a 8 de dezembro de 1871. Bahia, 1871. Redigiu: - O Cachoeirano, Cachoeira, Bahia.». 144 KO - Horizonte', jornal republicano. Bahia... Rodrigo José Ferreira Bretãs - Natural de Minas Geraes e ahi estabelecido, tomou parte na politica do Estado e foi mais de uma vez deputado á assembléa provincial. Foi membro do Instituto historico e geographico brazileiro e escreveu: - Traços biographicos relativos ao finado Antonio Francisco Lisboa, distincto esculptor mineiro, mais conhecido pelo appellido de Aleijadinho, pelo cidadão, etc. Ouro Preto. 1858, in-8° - O Instituto historico possue o original. - Discursos proferidos na Assembléa provincial de Minas Geraes nos dias 11, 13 e 17 de setembro de 1860 por occasião da discussão do projecto acerca da revogação do regulamento n. 44. Ouro Preto, sem data, 40 pags. in-fol. - Foram antes publicados no Correio Official de Minas em 1858. Rodrigo José Ferreira Lolbo - Nascido em Por- tugal e brazileiro por jurar a constituição do Império, falleceu nesta cidade a 16 de dezembro de 1843 no elevado posto de almirante re- formado da armada, ornado o peito com varias condecorações hon- rosas. Foi o chefe da esquadra enviada do Rio de Janeiro em 1817 para o bloqueio da cidade do Recife, bloqueio que elle estendeu pelo rio S. Francisco até o Rio Grande do Norte ; chefe da esquadra que em 21 de dezembro de 1825 bloqueou os portos argentinos e os da margem oriental, occupados por forças argentinas, e flnalmente o commandante de nossa esquadra no glorioso e memorável combate de 9 de fevereiro de 1826. Começou sua vida militar servindo na arma de artilharia do exercito, d'onde passou para a armada no posto de primeiro-tenente. Escreveu, ou « publicou em seu nome» como diz Innocencio: - Memória dos acontecimentos mais notáveis pertencentes aos dous conselhos de guerra, feitos ao chefe de divisão Rodrigo José Fer- reira Lobo, commandante da esquadra no estreito de Gibraltar pelo encontro dos argelinos no dia 4 de maio de 1810. Londres, 1815, 125pags. in-8" gr. - Como se deprehende, soffreu accusações, e além dos conselhos de guerra, publicaram-se opusculos contra elle por essa occasião, em Lisboa, que o levaram a publicar os dous escriptos seguintes: - Collecção de peças justificativas, concernentes á defesa que o vice- almiranto, etc., commandante das forças navaes no Rio da Prata, apre- sentou em conselho de guerra, etc. Rio de Janeiro, 1827, 40 pags. in-fol UO 145 - Respost-i á carta que de Lisboa escreveu um amigo a outro, official de marinha na esquadra do Estreito sobre o successo do dia 4 de maio, etc. Londres, 1812, 45 pags. in-8° gr. - E' uma publicação anonyma. - Deducção dos votos do supremo conselho provisorio que illumi- naram a decisão final do conselho de guerra, feito ao chefe de di- visã\ etc. Londres, 1817, 163 pags. in-8° gr. - Exposição das contas de receita e despeza da responsabilidade do vice-almirante graduado, etc., abrangendo tedo o período desde 10 de dezembro de 1817 até 30 de junho de 1822, com adequadas re- flexões, etc. Rio de Janeiro, 1822, 52 pags. in-fol. Kodrigo José da Rocha - Nascido no Rio de Ja- neiro a 5 de abril de 1846 e com praça de aspirante a guarda-marinha em 1862, é capitão de mar e guerra da armada, condecorado com a me- dalha de campanha contra o Paraguay, com a da Republica Argentina e a Oriental. Foi orador official na inauguração do edifício do Club naval, e por essa occasião escreveu: - Discurso pronunciado no Club Naval na noite de 11 de junho de 1900 - O autor commemora a data gloriosa da batalha do Ria- chuelo e os bons serviços já prestados pelo Club naval, do qual outros se deve esperar, como intermediário entre o Brazil e as nações do globo. Kodrigro <le Larnare Corrêa Pinto - Nascido a 30 de junho de 1825 na antiga província de Minas Geraes e advo- gado nesta cidade do Rio de Janeiro, onde falleceu a 10 de setembro de 1859, era bacharel em direito pela faculdade do Recife, tendo come- çado o seu tirocínio académico na de S. Paulo. Escreveu: - Discurso que na solemnidade de 11 de agosto, anniversarip da creação dos cursos jurídicos do Império, proferiu o estudante... orador nomeado pela corporação académica. S. Paulo, 1850, 8 pags. in-4°. Tiotlrigro Octavio <le Tjang^ard de Menezes - Filho do doutor Rodrigo Octavio de Oliveira Menezes, de quem em seguida occupar-me-hei, nasceu em Campinas, S. Paulo, a 11 de ou- tubro de 1806- Herdeiro do talento robusto e brilhante de seu pae, bacharel em direito pela faculdade da então província de seu nasci- mento quando completava vinte annos do idade, é professor da facul- dade livre de sciencias sociaes e jurídicas do Rio de Janeiro, e distincto cultor das lettras amenas. Foi secretario particular do presidente 146 RO Dr. Prudente de Moraes e procurador geral da Republica. Distincto advogado nesta capital, é membro fundador da Academia braziloira de lettras, socio correspondente da Academia real de sciencias de Lisboa, e do Instituto historico e geographico brazileiro. Escreveu: - Pampanos: versos de 1884-1885. Rio de Janeiro, 1886, in-8". - Poemas e idyllios: versos de 1886. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - Ariosto: novella. Rio de Janeiro, 1889, in-8n. - Sonhos funestos: drama de assumpto colonial em tres actos e cinco quadros. Rio de Janeiro, 1895, in-8° - Foi também publicado na Revista Brasileira, tomo Io, pags. 65, 145, 257, e tomo 2o, pags. 90, 212 e segs. - Festas nacionaes, com uma introducção de Raul Pompeia. Rio de Janeiro, 1893, XXIII-267 pags. in-8° - E' um livro offerecido á mocidade brazileira, contendo os factos patrióticos mais importantes com muitos dados descriptivos, em linguagem correcta e elegante, para que se aprenda a significação dos dias que a Republica manda guardar. Teve segunda edição em 1894. - Nullidade de patente de invenção ante a justiça federal: questão de bilhetes flscaes, concluindo pela aunullação da patente, de que se faz uso illegal. Rio de Janeiro, 1893. - Direito processual. Acções de divisão de terras particulares: tratado contendo a consolidação das disposições relativas à matéria, um formulário destas acções e o regulamento que baixou com o de- creto n. 720, de 5 de setembro de 1890. Rio de Janeiro, 1893, 200 pags. in-8°. - Organisaçdojudiciaria: serie de artigos publicados no Jornal do Commercio, o Io a 14 de setembro, o 5o e ultimo a 29 de setembro de 1896. - Os suceessos de abril de 1892 perante a justiça federal: razões flnaes apresentadas por parte da Fazenda nacional pelo procurador da Republica, etc. Rio de Janeiro, 1893, in-8°. - Homens e cousas do Paraguay - Na Revista Brasileira, 1896, ns. 33 e 34. Começa o autor occupando-se do dictador Lopes e seu ge- neral J. Dias, e factos relativos a essa republica, antes e depois da campanha de 1865. - Domínio da União edos Estados segundo a Constituição federal. Rio de Janeiro, 1897, in-8° - Com este livro obteve o autor a medalha de ouro « Silva Lisboa » com que foi premiado pelo jury do Instituto da ordem dos advogados brazileiros no certamen aberto pelo mesm0 Instituto. KO 147 - Constituições federaes. Rio de Janeiro, 1897, in-8° - E' uma compilação das constituições dos estados da America, da Suissa, e da Republica Argentina, e confronto com a nossa constituição política. - Noções de direito federal, professadas na Universidade de Buenos-Ayres por D. José Manoel Estrada: traducção e notas,etc. Rio de Janeiro, 1897, in-8". - Acções de divisão e demarcação de terras particulares, tratado contendo a consolidação das disposições relativas á matéria, um for- mulário destas noções e o regulamento que baixou com o decreto n. 720, de 5 de setembro de 1890. Rio de Janeiro, 1893, 2a edição melhorada e accommodada ao povo de todos os estados da União. Rio de Janeiro, 1899, in-8°. - Felisberto Caldeira. Chronica dos tempos coloniaes. Rio de Janeiro, 1900, 252 pags. in-8° - E'um trabalho historico, mas es- cripto em forma de romance, com um mappa genealógico dos Cal- deiras, demonstrando descenderem estes de D. João, 3° duque de Bra- bante, fallecído em 1355. Rodrigo Octavio de Oliveira Menejzes - Filha de Rodrigo de Souza Menezes, nasceu na província da Bahia a 11 de maio de 1839 e falleceu a 13 de junho de 1882 em Vassouras, na antiga província do Rio de Janeiro. Doutor em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, apenas formado foi á Bahia, que o elegeu deputado á sua assembléa. Tornando á S. Paulo, estabeleceu-se como advogado em Campinas, d'onde passou a advogar na Côrte; exerceu o cargo de promotor publico, e finalmente admi- nistrou a província do Paraná de 1878 a 1879. Foi um dos mais robustos talentos daquella faculdade, possuia todos os dotes oratorios, pertencia a varias associações de lettras desde estudante, como o Instituto dramatico de S. Paulo e escreveu: - Jorge: drama em 5 actos. S. Paulo, 1861 - E' um drama da vida académica com seus prazeres e tristezas. - Haabás: drama em um prologo e dous actos. S. Paulo, 1861 - - E' um brado contra a escravidão e em prol do abolicionismo. - Amor e tumulo: drama. S. Paulo, 1861. - Theses e dissertação para obter o gráo de doutor em direito * S. Paulo, 1862, 16 pags. in-4°- O ponto sobre que dissertou é: « A lei n. 601, de 18 de setembro de 1850, pertence exclusivamente ao do- mínio do direito civil? Quaes as razões que se deduzem de suas dis- posições para sustentar opinião contraria ? 148 i to - Colonisa^ão no Paraná ; serie de artigos publicados no Cru- zeiro. Rio de Janeiro, 1880 - Ha ainda vários trabalhos de sua penna em jornaes e revistas, desde o tempo de estudante, dos quaes citarei um: - Conto phantastico - publicado no Tymbira, 1861. - Rdatorio com que passou a administração da província do Pa- raná ao 1° vice-presidente. Curitiba, 1879, in-4" - Foi um dos reda- ctores do - Tumbirt, jornal académico de S. Paulo. S. Paulo, 1860- O primeiro numero sahiu a 5 de maio de 1860, e não em 1859, como foi dito no artigo de Florencio Carlos de Abreu e Silva. Por ultimo redigiu, também com outros: - Reforma: orgão do partido liberal do Rio de Janeiro, 186... a 187... Kodri^ço Vinto Guedes, Barão do Rio da Prata - Filho de Rodrigo Pinto Guedes e dona Maria da Silveira Pereira, nasceu em Gradiz, Portugal, a 17 de julho de 1762 e falleceu brazileiro pela constituição política do Império a 13 de junho de 1845 em Pariz, sendo almirante reformado da armada, grande dignitário da ordem da Rosa e grã-cruz da de S. Bento de Aviz. Fez em sua patria os primeiros estudos para o estado ecclesiastico, mas depois assentou praça no exercito, passando mais tarde para a marinha. Foi elle quem, substituindo no commando da esquadra brazileira o vice-almirante Rodrigo José Ferreira Lobo, dirigiu a mesma esquadra na campanha do Rio da Prata, de março de 1826 até dezembro de 1828, soíTrendo accusaçoes, pelas quaes respondeu a conselho de guerra. Escreveu por esta occasião: - Defesa do almirante Pinto Guedes, Barão do Rio da Prata, no conselho de guerra, á que respondeu pelo commando da esquadra im- perial no Rio da Prata, etc. Rio de Janeiro, 1829, 136 pags, in-4ft - A um escripto em refutação, attribuido ao Marquez de Queluz ( veja-se João Severiano Maciel da Costa), respondeu elle: - Echec et mat á impostura do illmo. exmo. sr. João Severiano Maciel da Costa, Marquez de Queluz, grã-cruz da imperial ordem do Cruzeiro, conselheiro de estado, senador do Império, ex-presidente da província da Bahia, ex-desembargador do paço, ex-ministro e secre- tario de estado de diversas repartições, etc. Rio de Janeiro, 1830, 126 pags. in-4° - E como ainda o Marquez insistisse na polemica, já ito 149 pessoal, com o opusculo « 0 Barão do Rio da Prata nú e cru, tal qualé e sempre foi », Pinto Guedes deu ao prelo: - Resposta ao ultimo opusculo do exmo. sr. João Severiano Ma- ciel da Costa, Marquez de Queluz, pelo seu menor admirador, o al- mirante Pinto Guedes, Barão do Rio da Prata. Rio de Janeiro, 1830, 73 pags. in-4° - Antes disso, ainda no serviço de Portugal, escreveu: - Regimento dos signaes para ter uso á bordo dos navios de guerra, commandados pelo Marquez de Niza. Lisboa, 1798, 3 vols. in-4y com 29 estampas. Pr. liodrig^o <le S. Joséda Silva Pereira - Filho do doutor Marcellino da Silva Pereira e dona Maria Clementina Pereira, nasceu na povoação de Muritiba, comarca da Cachoeira, na província da Bahia, a 9 de agosto de 1789 e falleceu no Rio de Janeiro a 24 de abril de 1853. Monge benedictino, professo no mosteiro da mesma província por satisfazeraos desejos de seus paes, honrou sempre o estado que abraçara, quer por suas raras virtudes, quer por sua illustração. Exerceu os mais elevados cargos em sua ordem, leccionou philosophia e foi por muitos annos bibliothecario do mosteiro da côrte e vice-reitor do collegio de Pedro II desde 1839 até 1851, deixando o cargo por causa da moléstia de que veio a fallecer. Foi socio do In- stituto historico e geographico brazileiro e versado nas linguas franceza, italiana, grega e latina principalmente, na qual escrevia quer em prosa, quer em verso. Enthusiasta de Horacio, lia-o com prazer e es- creveu muitas odes no seu estylo; inflammado no espirito de David» imitou seus psalmos e escreveu no seu estylo primorosas traducções. Nunca colleccionou suas obras ; ao contrario, em momentos de deses- perança, não raros nos soffrimentos longos e dolorosos, destruiu-as todas, só ficando cópia de algumas poesias, que amigos intimos poderam obter. Dentre taes composições havia alguma de cunho historico, pri- mando pela correcção da phrase, que podemos denominar horaciana ; outras demasiado livres e algumas satyricas, de fazer chorar lagrimas de sangue áquelles a quem eram dirigidas, como disse o dr. Teixeira de Mello. Convido o leitor a ver o que desse illustrado e virtuoso sacerdote da egreja catholica escreveu o erudito orador do Instituto historico e geographico brazileiro, na Revista Trimensal deste In- stituto, tomo 16°, pags. 612 e seguintes. São de Frei Rodrigo: - Cântico pelo fallecimento do príncipe D. Affonso - No livro « Ablação do Instituto historico e geographico brazileiro ã memória de seu presidente honorário, o senhor d, Affonso, augusto primogénito de 150 IÍO suas magestades imperiaes», pags. 49 a 58 o na Revida do Instituto, tomo 11°, pags. 49 e seguintes. - Traducção dus psalmos de David: 42° « Judica me Deus» ; 81° «Deus stetit insynagoga deorum» ; 84" «Benedixisti, Domine, terram tuam»- Nos apontamentos históricos da ordem benedictina em geral, etc., pelo dr. Benjamin Franklin Ramiz Galvão, e na dita revista, pags. 393 a 398 do tomo 35°, parte 2a, onde estão também publicados os Apontamentos do Dr. Ramiz. Além destas poesias acha-se nesta obra uma poesia offerecida a M. de A. Porto Alegre, também repro- duzida na Revista em seguida aos psalmos, de pags. 398 a 402, e outra aodr. Joaquim Caetano da Silva no periódico Guanabara, tomo 3", 1850. liodrigo Soares Cid de Uivar -Filhodo conselheiro Diogo Soares da Silva de Bivar e irmão de dona Violante Atabalipa Ximenes de Bivar e Velasco e de Luiz Garcia da Silva de Bivar, todos mencionados neste livro, nasceu na cidade da Bahia no anno de 1812 e falleceu no Rio de Janeiro a 15 de janeiro de 1856, doutor em me- dicina pela universidade de Aberdeen e socio do Instituto historico e geographico brazileiro. Escreveu sua - These para o doutorado em medicina - sustentada na faculdade de Aberdeen e que nunca pude ver. - Considerações cirúrgicas sobre os princípios da amputação: these para verificação de diploma, apresentada e sustentada em 13 de dezembro de 1847. Rio de Janeiro, 1847, in-4° - Foram publicadas também no Archivo medico brazileiro. - Considerações sobre as propriedades anesthesicas do chloro- formio, por J. Y. Sympson, doutor em medicina, professor de partos da universidade de Edimburgo, e medico parteiro de S. M. a Rainha de Inglaterra; traducção do francez pelo dr. etc., medico da Santa Casa da Misericórdia. No Archivo medico brasileiro, tomo 4o, 1847-1848, pags. 175 e seguintes. - Applicações do fórceps debaixo da influencia do chloroformio; Peritonite puerperal: Observação do dr., etc.- Nos Annaes Brasilienses de Medicina, 1848-1849, pags. 91 e seguintes. Kodrigo de Souza da Silva T*ontes- Filho do capitão de fragata Antonio Pires da Silva Pontes Leme, de quem já me occupei, e dona Caetaua Herculina Malheiros, nasceu na cidade da Bahia a 27 de outubro de 1799 e falleceu a 30 de janeiro de 1855 na Republica Argentina, onde exercia o cargo de ministro plenipo- RO 151 tenciariodo Brazil. Bacharel em direito pela universidade de Coimbra, seguiu a carreira da magistratura até ser desembargador da relação do Maranhão. Presidiu as provincias do Pará, de Alagoas e do Rio Grande do Sul, foi juiz de direito e deputado provincial; representou na camara temporária a província de Alagoas na quarta legislatura e o Pará na quinta. Era commendador da ordem de Christo e socio do Instituto historico e geographico brazileiro, e respeitado por sua illustração, caracter e probidade. Escreveu: - Quaes os meios de que se deve lançar mão para obter o maior numero possível de documentos relativos á historia e geographia do Brasil? -Na Revista do Instituto, tomo III, pags. 149 a 157. E' a re- sposta a um programma dessa associação. - Onde aprenderam e quem foram os artistas que fizeram le- vantar os templos dos jesuítas em Missões e fabricaram as estatuas que alli se achavam collocadas ?- Na dita Revista, tomo IV, pags. 61 a 80 da 2a edição. Idem. - Catalogo dos administradores da província de Alagoas até 1841 - Na dita Revista, in-fol. em forma de mappa. - Biographia do Dr. Alexandre Rodrigues Ferreira - Notomo 2°, pags. 501 a 505 da 2a edição. - Biographia do infeliz poeta comico Antonio José da Silva, inédita. - Memória histórica das causas e acontecimentos que mais imme- diatamente precederam a sedição de 20 de setembro de 1835 na cidade de Porto Alegre. Rio de Janeiro, 1844, 80 fls.- Idem. Esta obra e a precedente, assim como varias poesias, traduzidas de Schiller e do outros, foram vistas por M. de A. Porto Alegre, depois Barão de Santo Angelo - Silva Pontes publicou em jornaes algumas poesias que compunha desde estudante e deixou muitas inéditas, das quaes Inno- cencio da Silva viu um caderno pertencente a um amigo do autor, e que continha epistolas, odes, sonetos e outras composições feitas em Portugal ao gosto bocageano. - Memória da vida e escriptos de Antonio José da Silva - auto- grapho de 23 folhas in-fol. pertencente á Bibliotheca nacional do Rio de Janeiro. - Summario historico do Brasil - autographo de 35 folhas in-fol. na mesma bibliotheca. Rodrigo Theodoro de l^reitas - Nascido em Lisboa a 9 de novembro de 1801, falleceu no Rio de Janeiro a 10 de abril de 1876 no elevado posto de chefe de esquadra reformado, official da 152 1(0 ordem da Rosa, cavalleiro da de S. Bento de Aviz, condecorado com a medalha da campanha da independencia na Bahia e com a medalha da divisão cooperadora da boa ordem em Pernambuco. No posto de 2o te- nente da armada jurou a independencia do Brazil a 5 de abril de 1824. Escreveu: - Memória sobre o porto de Pernambuco e seus melhoramentos apresentada ao Ministério da marinha pela commissão para esse fim nomeada. Rio de Janeiro, 1849, 30 pags. in-4°- Foram da commissão o capitão-tenente Elisiario A. dos Santos o o engenheiro J. Mamede Alves Ferreira. Kodrigo TlieopUilo Gomes il>ei ro - Nascido na cidade de Diamantina, Minas Geraes, é empregado no Archivo Pu- blico deste estado e escreveu: - Névoas matutinas. - Contos e poesias-Não pude ver estes trabalhos. Komão Puig^ori - Filho do doutor Joãolgnacio Puiggori e nascido na Hespanha, é cidadão brazileiro por alopção, diplomado pela Escola Normal de S. Paulo, professor da escola-modelo «Caetano de Campos » e escreveu: - Cousas brasileiras: livro de leitura. S. Paulo, 1896 -E' um livro destinado á educação da infancia, contendo anecdotas e pequenos contos moraes e noticia sobre a fauna e a ílora do Brazil, em linguagem accommodada ã intelligencia infantil e que deleita ao mesmo tempo que instrue. Foi approvado pelo Conselho da Instrucção Publica. - Álbum de gravuras para o ensino de linguagem. S. Paulo, 1898. Romario Martins - como se assigna, sendo, porém, seu primeiro nome Alfredo, é filho do tenente-coronel José Antonio Martins; e dona Florencia Ferreira Martins, nasceu a 8 de dezembro de 1874 na capital do Paraná. Tem occupado diversos cargos no func- cionalismo do seu estado, e actualmente ( 1899 ) exerce ahi o logar de offlcial da 2* secção da secretaria de estado dos negocios de obras publicas e colonisação. Dado ás lettras e à imprensa, escreveu: - Vozes intimas : pamphleto anti-clerical. Curitiba, 1893. - Noites e alvoradas: propaganda spirita. Curitiba, 1895. - O Socialismo: Curitiba, 1896- E1 um pamphleto de agitação socialista, em que o autor analysa os diversos systemas sqciaes, pando o convencionalismo nas sooíedadw acfcuaes, KO 153 - Ruinas: contos. Curitiba, 1898 - Como jornalista, fundou e redigiu: - Cidtde de Curitiba. Curitiba, 1894. - A Tribuna. Curitiba, 1895 - Com Sebastião Paraná. - Evolução. Curitiba, 1896 -Com Julio Pernetta. - A penna; revista de arte. Curitiba, 1897 - Com J. Pernetta. Redigiu : - A Republica. Curitiba, 1897 - E redige com Emiliano Pernetta e Julio Pernetta - Club Curitibano: revista do club deste nome. Curitiba, 1890- 1898 - E' mensal e ainda perdura. - Almanak do Paraná, para 1900. Curitiba, 1899, in-8". - Almanak do Paraná para 1901. Curitiba, 1900, in-8°. - Historia do Paraná, 1555 a 1853. Curitiba, 1900, in-8° - Foi offereciua ao Instituto historico e geographico brazileiro em sessão de 31 de agosto de 1900 como titulo para sua admissão nesta associação. Romualdo Alves <le Oliveira - Filho de Joaquim Alves de Oliveira e dona Lourença Alves de Oliveira, nasceu na cidade de Goyana, Pernambuco, a 9 de fevereiro de 1825 e falleceu no Rio de Janeiro a 13 de janeiro de 1895. Dedicando-se á advocacia no fôro da cidade do Recife e em Minas Geraes, foi sempre republicano e para propagação das idéas que alimentava redigiu: - Artista Pernambucano. Recife, 1877. - O Brado do Povo. Recife... - O Democrata. Recife... - O Commercio a retalho. Recife... - A Republica Federativa : orgão do Club republicano do Recife. Recife, 1872, in-fol. - A Marquesa do Linguarudo-, periodico imparcial, critico, satyrico ejoco-serio. Recife, 1876, in-fol. - A Duquesa do Linguarudo: periodico imparcial,'critico, satyrico ejoco-serio. Recife, 1877,in-fol.- Escreveu as seguintes obras: - Livro do povo. Analyse á Constituição dos povos desde Adão até este século. Recife, 1871, X1II-122 pags. in-4°. - A honra da mulher perante o direito criminal. Recife. - O crime de estupro e suas consequências. Rio de Janeiro, 1888, 51 pags. in-4°. - O dinheiro, sabedoria e virtude: romance brazileiro. Recife, 1875, VIlb96 pags. in-8° peq.- E' um livro escripto para complp: iqento d,q 0('ugaçãQ da seus filhos, a quem è QfforeeidQ, 154 HO J). Homualdo A.utoiiio de Seixas, Marquez de Santa Cruz, 17° arcebispo da Bahia e primaz do Brazil - Filho de Francisco Justiniano de Seixas e dona Angela de Souza Bitten- court Seixas, nasceu em Cametâ, provinda do Pará, a 7 de feve- reiro de 1787, no mesmo dia e no mesmo logar, em que, em 1762, nasceu seu tio o bispo dom Romualdo Coelho do Souza, de quem tratarei brevemente, e falleceu na Bahia a29 de dezembro de 1860. Reco» bendo sua primeira educação sob as vistas do dito seu tio, foi con- cluil-a em Lisboa na congregação do oratorio, onde teve por um de seus mestres o padre Theodoro de Almeida, o celebre autor das « Re- creações philosophicas ». De volta ao Pará, por occasião da abertura da aula publica de philosophia, com dezoito annos de idade, fez um discurso que enlevou o auditorio; aos dezenove annos, com a primeira tonsura, foi nomeado mestre de cerimonias do solio e começou a lec- cionar no seminário episcopal latim, rhetorica e philosophia; aos vinte e um tomou ordens de sub-diacono e estreou na tribuna sagrada por adoecer o orador, improvisando o panegyrico de S. Thomaz de Aquino ; aos vinte e dous, tendo ordens de diácono, veio ao Rio de Janeiro, com outro joven ecclesiastico em commissão do bispo do Pará, para, em seu nome, comprimentar a familia real e tratar de importantes assumptos da diocese, regressando com a nomeação de conego da Só paraense e a de cavalleiro da ordem de Christo; aos vinte e tres recebeu ordens de presbytero, foi nomeado parocho de Cametá e logo vigário geral da província, sendo mais tarde, por morte do diocesano, vigário capitular. Nomeado arcebispo da Bahia a 12 de outubro de 1826, foi sua nomeação confirmada por Leão XII a 20 de maio de 1827; foi sagrado no Rio de Janeiro a 28 de outubro deste anno ; tomou posse do cargo por procuração a 31 de janeiro do 1828, e a 26 de novembro fez sua entrada na Bahia. Foi eleito pre- sidente da junta provisória governativa por duas vezes, em 1821 e em 1823 ; representou a província do Pará na Ia e 4a legislaturas e a da Bahia na 3a e 5a, occupando por duas vezes na camara a cadeira da presidência ; em 1841 presidiu a solemnidade da sagração do segundo Imperador, como metropolita e primaz do Brazil. Agraciado por d. Pedro I com o titulo de prégador da capella imperial e com a grande dignitaria da ordem da Rosa, foi por d. Pedro II agraciado com a grã-cruz da ordem de Christo, com o titulo de Conde e depois o de Marquez de Santa Cruz; era socio da Academia real das sciencias de Munich, do Instituto de África em Pariz, do Instituto historico e geo- graphico brazileiro e de muitas outras sociedades de sciencias e lettras. Gigante pela intelligencia e pela illustração, como o chamou o dr. RO 155 Macedo, era dotado de excessiva modéstia, de trato ameníssimo, de bondade evaneelica, de todas as qualidades, emfim, que exaltam, fazem veneranda eamavel a creatura humana. Escreveu : - Oração fúnebre, recitada nas exequias da sereníssima senhora infanta dona Maria Anna, celebradas na cathedral do Pará. Rio de Janeiro, 1814, 17 pags. in-8°. - Sermão em acção de graças pelo successo de nossas armas em Portugal, prégado na igreja dos militares do Grão-Pará na festa que celebrou a oíilcialidade do Io regimento de linha do Rio de Ja- neiro, 1812, 31 pags. in-8°. - Sermão de acção de graças que no dia 13 de maio celebrou o senado da camara desta capital (do Pará ) pela feliz acclamação do muito alto e poderoso sr. dom João VI, rei do reino unido de Por- tugal, Brazil e Algarve. Rio de Janeiro, 1818, 22 pags. in-4°. - Oração fúnebre do exm. rev. bispo do Pará, dom Manoel de Car- valho, nas solemnes exequias celebradas pelo cabido, etc. Lisboa, 1819 - Um distincto pregador de Lisboa, a quem foi incumbida a censura desta oração, resumiu sua critica nas seguintes palavras: « O conego Romualdo principia por onde os outros acabam.» - Sermões panegyricos recitados, etc. com dous discursos sobre a philosophia. Bahia, 1819, in-8° - Os dous discursos são: - Oração gratulatoria pela restauração dos estudos philosophicos nesta capital, que recitou na aula regia de philosophia, quando o respectivo professor, restituído á sua cadeira, abriu o curso philo- sophico perante o illm. exm. sr. Conde dos Arcos, etc. - Se acha de pags. 89 a 110- Contava o autor 18 annos de idade. - Oratio habitu VII idus octobris in Paraensi seminário. Cum primum philosophiam docendi manus auspicaretur ? Anno MDCCCVII - De pags. 111 a 128. - Oração fúnebre da muito alta e augusta senhora d. Maria Leopoldina Josepha Carolina, archi-duqueza d'Áustria, primeira Impe- ratriz do Brazil, que nas solemnes exequias celebradas no dia 6 de março deste anno na igreja da Santa Casa da Misericórdia recitou, etc. Rio de Janeiro, 1827, 30 pags. in-8°. - Sermão recitado perante SS. MM. e AA. II. na missasolemne que no dia 2 de janeiro fez celebrar em louvor de N. S. da Gloria a re- spectiva irmandade, depois da pomposa cerimonia da apresentação do sereníssimo príncipe imperial á mesma Senhora, etc. Rio de Janeiro, 1826, 19 pags. in-4°. - Discurso que no dia 15 de agosto, anniversario da adhesão desta província do Pará á causa da independencia do Império, recitou 156 140 por motivo do juramento da constituição, ratificado nesse dia por todas as autoridades ecclesiasticas, civis e militares. Rio de Janeiro, 1825, 20 pags. in-4". - Panegyrico de S. Gonçalo de Amarante, prégado na igreja do Bomfim. Bahia, 1832, in-4°. - Discurso que em 17 de setembro de 1835 recitou no acto em que se lançou o habito de S. Bento a 10 noviços, etc. Bahia, 1835, 19 pags. in-4". - Discurso sobre a questão do Governo do Brazil com a Côrte de Roma. Rio de Janeiro, 1837, 16 pags. in-8°. - Discursos parlamentares que pronunciou na camara dos depu- tados durante a legislatura de 1826 e nas sessões de 1834 e 1836, etc. Colligidos e publicados pelo presbytero secular Vicente Mariít da Silva. Bahia, 1836, 286 pags. in-4°. - Discursos pronunciados na sociedade Bibliotheca classica por- tugueza e na sociedade Instructiva, da Bahia - São tres e acham-se no Musaico, tomo 2°, pags. 34 a 42, 184 a 190 e 262 a 267. - Pastoral que o governador do bispado do Pará dirigiu aos revs. parochos com os exemplares de duas homilias, transmittidas pelo respectivo diocesano na conformidade de uma portaria regia. Lisboa, 1822, oito pags. in-4" - Achava-se o diocesano na assembléa con- stituinte portugueza. - Pastoral por occasião de ser elevado á cadeira archiepiscopal da Bahia. Rio de Janeiro, 36 pags. in-4°. - Carta pastoral de 22 de fevereiro de 1830, publicando o Jubileu. Bahia, 1830, in-4°. - Instrucção pastoral sobre os estudos do clero no estabelecimento das conferencias ecclesiasticas na sua diocese. Bahia, 1830, in-4°. - Pastoral convidando os seus diocesanos ao solemne Te-Deum que pretende fazer celebrar na igreja cathedral pelo feliz restabe- lecimento de s. m. o Imperador. Bahia, 1830, in-4°. - Pastoral em que ordena que o dia 2 de julho seja conside- rado dia santificado, dada na cidade da Bahia aos 26 de junho de 1830, in-4° - Foi reproduzida na Astrèa, n. 595, de 28 de junho do mesmo anno. - Pastoral aos habitantes do Pará condemnando o movimento armado e persuadindo os revolucionários a largarem as armas. Bahia. 1835, in-4° - Esta pastoral foi escripta a convite do go- verno da regencia por occasião da revolta. O general M. Jorge Ro- drigues, depois Barão de Taquary, diz o dr. Macedo, nella encontrou phalange que lhe deu vlctqrias sem combate e sem victjmas, Vi, ISO 157 ha tempos, duas outras por occadão da revolução de 7 de novembro de 1837, que muito contribuíram para desenvolver o enthusiasmo em prol da integridade do Império. - Pastoral em que, recolhendo-se á capital da provincia, de- pois de extincta a revolução, saúda e felicita os seus diocesanos. Bahia, 1838, 11 pags. in-4°. - Pastoral invocando a caridade publica em favor da desolada provincia do Ceará por meio de snbscripções abertas pelos reverendos parochos da diocese. Bahia, 1846, 5 pags. in-4°. - Instrucção Pastoral, respondendo ãs principaes objecções que se teem feito contra o poder temporal do papa. Bahia, 1860, in-4°. - Representação dirigida á assembléa geral do Brazil sobre o privilegio do fôro ecclesiastico, cxtincto pelo processo do codigo cri- minal. Bahia, 1832, in-4°. - Representação dirigida á assembléa geral legislativa sobre um projecto de lei relativo aos impedimentos e causas matrimoniaes, offerecido ã camara dos deputados em 1831. Bahia, 1832, in-8°. - Resposta á um aviso do ministério da justiça. Bahia, 1831. - Memória apologética em resposta a um opusculo do exm. rev. sr. bispo do Rio de Janeiro ácerca do prelado que devia fazer o acto da coroação e sagração de s. m. o Imperador. Bahia, 1842, in-8° - Versa a questão: si deveria o celebrante ser o arcebispo metropolitano e primaz do Brazil, ou o bispo capellão-mór do Rio de Janeiro. ( Veja- se dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo. ) - Resposta ao dr. Villela Tavares sobre as obrigações mixtas dos parochos. Bahia, 1853 - A resposta refere-se a uma consultado professor de direito : «Si os parochos podem ser processados e punidos pelo poder temporal, quando violam as obrigações mixtase as leis do estado. » (Veja-se Jeronymo Villela de Castro Tavares. ) - Requerimento apresentado á camara dossrs. deputados. Bahia, 1839, 14 pags. in-4°. - Representação dirigida á sua magestade o Imperador sobre a proposta do governo ácerca do casamento civil. Bahia, 1859, 56 pags. in-8°. - Representação dirigida ás camaras legislativas ácerca da pro- posta do governo sobre o casamento civil. Bahia, 1859, 47 pags. in-8°. - Breve memória ácerca da naturalidade do padre Antonio Vieira, da compinhia de Jesus, de que foi encarregado pelo Instituto historico e geographico do Brazil - Sahiu publicada na Revista do rnesmo Instituto, tomo 9°, pags. 5 a 32. 158 RO - Manual completo de solida piedade, ou guia espiritual nas praticas de verdadeira devoção, extraindo dos melhores autores mysticos do mundo catholico sob os auspícios e approvação doexm. revm. sr. dom Romualdo Antonio de Seixas, etc. Bahia, 1854 - Além do que flea mencionado, e do que dom Romualdo nunca publicou, nem teve o tempo preciso para revêr, ha um grande numero de sermões, homilias, discursos, pastoraes, etc., que constam das - Obras completas do exm. revm. sr. dom Romualdo Antonio de Seixas, arcebispo da Bahia, 6 vols. in-8° a saber: - Io vol. Pernambuco, 1839 - contendo 29 pastoraes e 10 por- tarias, etc. sob a regencia do arcebispado. - 2o vol. Pernambuco, 1839 - contendo 13 sermões e discursos e mais 16 escriptos diversos. - 3° vol. Pernambuco, 1839 - contendo 61 discursos parlamen- tares e uma representação ao senado. - 4o vol. Bahia, 1852 - contendo 32 pastoraes e 7 discursos, sendo tres delles os que mencionei, recitados nas sociedades Bibliotheca classica portugueza e instructiva, e os dous últimos na camara dos deputados em 1841. - 5o vol. Bahia, 1858 - Contendo 29 escriptos diversos, e entre elles a Memória apologética e a Memória sobre a naturalidade do padre Antonio Vieira. - 6a vol. Bahia, 1858-• contendo 63 escriptos diversos, sendo pas- toraes onze desses escriptos. Depois da morte do autor foram pu- blicadas: - Memórias do Marquez de Santa Cruz, arcebispo da Bahia, etc. Rio de Janeiro, 1861, in-4° - Vem ahi uma noticia biographica do autor pelo padre José Joaquim da Fonseca Lima, que foi quem fez a publi- cação. Tenho razões para suppor que dom Romualdo não tencionou nunca, que vissem a luz essas memórias. O conego dom Romualdo Maria de Seixas Barroso, de quem passo a tratar, pretendendo com- pletar a noticia das obrasde seu venerando tio, encetou a publicação das - Obras completas do Marquez de Santa Cruz, arcebispo da Bahia, etc. Tomo Io Discursos sacros. Bahia, 1876, in-8° - São 36 discursos, começando pela reimpressão dos sete que veem no livro « sermões e panegyricos». O mais são sermões, panegyricos, homilias e discursos religiosos, abrindo o livro, que tem 399 pags., uma introducção do colleccionador e uma noticia biographica do autor, já publicada. Com effeito, muitos sermões, pelo menos, do venerando prelado não foram nunca publicados. Neste caso parece-me estar o seu primeiro sermão que é o «o 159 - Panegyrico de S. Thomazde Aquino - E' um improviso feito em substituição do proprio bispo do Pará, que adoeceu repentinamente, sendo dom Romualdo subdiacono. Ttoiiiualdo Antonio de Seixas, 2o- Filho do com- mendador Raymundo de Moraes e Seixas, que era irmão do arcebispo Marquez de Santa Cruz, nasceu no Rio de Janeiro a 28 de dezembro de 1828 e falleceu na Bahia, onde se casara e exercia a profissão de advogado, a 26 de dezembro de 1882. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de Olinda, exerceu, antes de dar-se á advo- cacia, vários cargos da magistratura nessa província e representou-a em muitas legislaturas em sua assembléa. Foi socio da antiga sociedade instructiva e de outras e, além de vários discursos proferidos na qua- lidade de deputado provincial, que publicou em opusculos, e de algumas razões sobre questões forenses, escreveu: - Discurso na assembléa provincial em sessão de 3 de dezembro de 1857. Bahia, 1858, 31 pags. in-8°. - Discurso sobre as irmãs de caridade, pronunciado na assembléa provincial em 13 de maio de 1859. Bahia, 1859, 34 pags. in-8°. - Um âi saudoso â inclita memória do Exm. e Revm. Sr. D. Ro- mualdo Antonio de Seixas, Marquez de Santa Cruz, offerecendo ao publico grata recordação de sua vida, de seu testamento, de sua morte. Bahia, 1861, 16 pags. in-8°. - Promptuario para mais facil comprehensão e execução da lei n. 2040, de 28 de setembro de 1871, e mais disposições sobre a emanci- pação do elemento servil. Bahia, 1871, 48 pags. in-4°. - Protesto apresentado na imprensa contra o aviso do ministério do Império de 19 de julho de 1878 na parte em que declara não dever ser acceito o suppletorio por caução de rato ã falta de procuração com poderes para a posse de emprego publico. Bahia, 1878, 25 pags. in-8'. - Pnsaio de um tratado regular e pratico sobre o divorcio, se- gundo o direito canonico, synodal e civil brazileiro, contendo o formu. lario das acções respectivas. Offerecido ao episcopado e ao clero bra„ zileiro. Bahia, 1867 -• Segunda edição, revista e consideravelmente augmentada. Bahia, 1880, 336 pags. in-8° - E' a primeira obra que temos sobre a especie, aliás de summa importância religiosa e social. O dr. Romualdo também escreveu varias poesias, até em latim, como esta: - In anniversario primo decessus doctorig Romualdí Antoni a Seixas, composita et oblata filio dílecto á patre amanti, ode - Na 160 1 í « b Gazeta da Bahia de 2(3 do jan.iro de 1881 com a traducção portugueza em seguida. - O Cruzeiro: periodicocitholico. Bahia, 1874 - Este periódico foi redigido exclusivamente pelo dr. Romualdo e creado para defesa da questão religiosa que então se agitava. Depois elle fundou e redigiu com seu primo o dr. Romualdo Maria de Seixas Barroso, de quem passo a tratar: - O Lidador: periodico catholico. Bahia. 1877-1878 - Finalmente foi um dos redactores da - Gazeta da Bahii. Bahia, 1879 a 1883, in-fol. Romualdo Antonio de Seixas, 3o -Filho do prece- dente e dona Elisa Candida Pontes de Seixas, nasceu na capital da Bahia a 14 de março de 1854 e falleceu a 21 de janeiro de 1880, victima de uma febre perniciosa. Matriculando-se na faculdade de medicina de sua província natal, recebeu o grau de doutor em dezembro de 1875 e, no anno de 1877, apresentando-se ao concurso a um logar de lente substituto da secção de sciencias accessorias, foi nelle provido por decreto de 3 de novembro do dito anno, sendo depois nomeado também professor de sciencias physicas e naturaes do Atheneu Ba- hiano. Escreveu: - Febres intermittentes dos paizes tropicaes. Qual o melhor tra- tamento dos aneurismas ? Do infanticídio considerado sob o ponto de vista medico-legal. Das emissões sanguinaes nas pneumonias. Bahia, 1875, 107 pags. in-4° - E' sua these inaugural. - Álcoois poly atomicos: these de concurso a um dos logares de lente substituto da secção de sciencias accessorias da faculdade de me- dicina da Bahia. Bahia, 1877 in-4°. - Discurso na aula de pharmacia pratica, pronunciado no acto de sua abertura. Bahia, 1879, 9 pags. in-4°. - Discurso proferido no dia 16 de julho do 1879 ao deixar a re- gência da cadeira do physica, mandado imprimir pelos estudantes, otc. Bahia, 1879, 8 pags. in-4°. - Synopse da historia do Brazil, composta sob um plano especial para a instrucção primaria e secundaria, e colleccionada dos melhores autores. Bahia, 1875, in 8o - Esta obra, publicada pelo autor em seu ultimo anno do curso medico, foi approvada unanimemente pelo con- selho superior da instrucção publica da côrte, approvada pelo conselho da instrucção publica da Bahia e adoptada pelo governo geral. Delia sahiu segunda edição augmentada na Bahia, 1878. O dr. Romualdo pu- blicou varias poesias e artigos em prosa em alguns jornaes de lettras RO 161 e politicos ; fez parte da redacção da Gazeta d c Bahia e redigiu, ainda estudante : - Instituto Académico: orgão da sociedade Instituto académico, dedicado á medicina e á litteratura. Romualdo A. de Seixas Filho, redactor em chefe, Climerio C. de Oliveira, gerente, etc. Bahia, 1873 -1874, in-fol.- Começou a publicação em junho de 1873, Entre os es- criptos do redactor em chefe ha os dous seguintes: - Historia de um caso de lupus - nos ns. 1, 2 e 3 de 1873. - Revista de clinica cirúrgica da faculdade de medicina da Bahia - nos ns. 3, 4 e 6 de 1873. - O Incentivo: periodico da faculdade de medicina da Bahia. Sciencias e lettras. Redactores e proprietários Romualdo A. de Seixas Filho e Climerio C. de Oliveira. Bahia, 1874-1875, in-fol.- E' uma publicação mensal de 20 pags. ( Veja-se Climerio Cardoso de Oliveira.) Entre os trabalhos do primeiro redactor se notam os dous seguintes: - Contribuição pratica acerca dos processos de reducção das luxa- ções escapulo-humeraes - no n. 1, 1874. - Breves considerações sobre o emprego do sulfato de quinino na variola - no n. 3, 1874. - As injecções hypodermicas de sulfato de quinino e o tétano - na União Medica, tomo 6o, 1873. - A febre amarella durante o anno de 1873 - na mesma revista, tomo 7o, e no Instituto Académico. Romualdo Mímvííl <le Seixus Barroso - Filho de Raymundo Barroso de Souza e dona Rosa Clara de Seixas Barroso, nasceu na cidade da Bahia no anno de 1845 e ahi falleceu a 27 de se- tembro de 1886. Educado sob as vistas de seu tio materno, o arcebispo d. Ro.nualdo, abraçou o estado ecclesiastico, recebendo deste as ordens de presbytero e, indo depois á Roma, estudou e recebeu o gráo de doutor em cânones. Dirigiu um collegio de educação com o titulo Col- jegio Marquez de Santa Cruz, foi reitor do seminário archiepiscopal de sciencias ecclesiasticas e paruchiou a freguezia de Nossa Senhora dos Mares d'aquella cidade. Era conego da sé metropolitana, juiz dos casa- mentos, socio da academia de Roma e da academia pontifícia da Imma- culada Conceição e distincto pregador. Sinto não poder dar agora no- ticia de seus sermões e de outros escriptos; mas apenas do seguinte : - Quelques notes sur 1' église de Bahia ( Brésil). Rome, 1870,in-8*. - Oração recitada na solemne acção de graças pela feliz chegada á esta capital do Exm. e Rvm. sr. d. Joaquim Gonçalves de Azevedo, arcebispo da Bahia, etc. Bahia, 1877, 18 pags. in-8°. 162 «o - Apontamentos biographicos de varões illustres, e seguidos de uin retrospecto historico das invasões liollandezas na Bahia e da relação dos objectos enviados para a exposição de geographia e historia patria. Bahia, 1881, 96 pags. in-8°. ( Veja-se Alexandre Herculano Ladislau.) - Apontamentos históricos sobre a abolição da escravatura noJBrasil, carta ao sr. *** Lisboa, 1870, 23 pags. in-4°. - A Egreja e a escravidão. Defesa do clero brasileiro, resposta á so- ciedade Libertadora Sete de Setembro. Bahia, 1873, 12 pags. in-4°. - Discurso pronunciado no hospital da Sociedade portugueza de Beneficencia Dezeseis de Setembro. Bahia, 1874, 8 pags. in-8®. I). JEtomualdo de Souza Coelho, 8o Bispo do Pará - Filho do capitão de milícias Alberto de Souza Coelho e dona Maria de Gusmão Coelho, nasceu em Cametá, província do Pará, a 7 de fevereiro de 1762 e falleceu a 15 de fevereiro de 1841. Recebendo a prima tonsura em 1783 e a ordem presbyteral em 1785, passou no anno seguinte a parochiar a freguezia de S. José de Araxá, e tres annos mais tarde a leccionar latim no seminário episcopal. Reconhecendo o bispo dom Ma- nuel de Almeida de Carvalho sua vasta erudição e suas virtudes, o no- meou successivamente seu secretario, seu thesoureiro dos pontificaes, examinador synodal, vice-reitor do seminário episcopal, lente de theo- logia e arcipreste da cathedral; convidou-o muitas vezes á conferencias particulares sobre assumptos scientificos, e por ultimo o incumbiu de vir ao Rio de Janeiro saudar dom João VI, por occasião de subir esse príncipe ao throno depois da morte de sua augusta mãe, em seu norne, e em nome do cabido, do clero e dos seus diocesanos, dizendo-lhe na despedida o mesmo prelado : « vá ; quero que o conheçam, porque ha de ser o meu successor no bispado ». Effectivamente realizou-se a prophecia no anno seguinte de 1818, fallecendo o prelado, e sendo elle eleito vi- gário capitular, foi apresentado á cadeira episcopal a 22 de janeiro de 1819, sagrado no Rio de Janeiro, para onde viera esperar a bulia pon- tifícia, a 1 de abril de 1821, tomando posse por procuração passada ao arcediago Antonio da Cunha e entrando na diocese, que elle dotou de muitos e importantes benefícios, a 5 de julho do dito anno. Foi depu- tado ás cortes portuguezas, e em sua volta de Portugal eleito presi- dente da junta provisória organisada pela força armada a Ide março de 1823, cargo que acceitou com o intuito de restabelecer a ordem e de prevenir maiores males. Foi um varão de uma caridade exemplar, do conselho de sua magestade o Imperador, cavalleiro professo da ordem 1^0 163 de Christoe cavalleiro da ordem da Villa-Viçosa, de Portugal. Escreveu, além de muitos sermões e homilias que nunca publicou : - Panegyrico de Nossa Senhora de Belém, pidroeira da cidade do Grão-Pará. Lisboa, 1815, 25 pags. in-83. - Oração fúnebre da fidelíssima rainha de Portugal, a senhora D. Maria I, nas solemnes exequias que celebrou o Exm. e Revm. senhor bispo do Pará, D. Manuel de Almeida de Carvalho. Rio de Janeiro, 1817, 32 pags. in-4° - Foi publicada também em Lisboa, 1817, 63 pags. in-8% - Cathecismo civil ou instrucção familiar sobre a conducta do homem para encher dignainente os fins de sua creação, offerecido á sua alteza real, o príncipe regente nosso senhor. Parte Ia. Rio de Janeiro, 1812, 80 pags. in-8n - Nunca foi impressa, como o autor promettia, a segunda parte desta obra, nem ha delia noticia. Continha, dizia elle, reflexões tendentes a manter os vínculos da sociedade e os sagrados direitos da soberania, mediante os otficios de cidadãos benemeritose vassallos fieis, de que depende o socego da família, o esplendor do chris- tianismo e a prosperidade dos impérios; no fim um appendice de no- ticias exactas e curiosas do rio das Amazonas. -Dissertação lithurgica sobre a intelligenciadarubríca do Missal em defesa do respectivo calendário, relativamente á missa de defuntos nos primeiros dias desimpedidos de cada mez. Lisboa,*1813. - Dissertação lithurgica em defensa da rubrica do Breviário luzi- tano, relativamente ã omissão da Alleluia em tempo paschoal nas com- memorações que se fazem no côro depois de prima, nôa e completas. Lisboa, 1813. - Cumprimento que fizeram a sua magestade em nome do exm. revm. bispo do Pará seus delegados na audiência de 22 de maio de 1817 (Rio de Janeiro, 1817), 2 pags. in-4° - O outro delegado foi o rev. Raymundo Antonio Martins, de quem já tratei. - Ratificação do juramento de fidelidade e vassallagem offerecida ao fidelíssimo senhor d. João VI, rei do reino unido de Portugal, Brasil e Algarve no dia de sua faustíssima acclamaç-ão, em nome do exm. e revm. bispo do Pará, d. Manuel de Almeida de Carvalho, por sou delegado. Rio de Janeiro, 1817, 9 pags. in-4a. - Discurso que recitou o bispo do Pará no dia 10 de dezembro de 1821, em que se procedeu á eleição dos deputados ás cortes depois da missa pontifical que o mesmo prelado celebrou. Rio de Janeiro, 1821. - Documentos que verificam a boa ou mã conducta do bispo do Pará no meio das convulsões políticas que tem alterado a paz e o so- cego da respectiva província. Rio de Janeiro, 1825. no 164 - Documentos que bastam para o publico formar o juizoquequizer sobre a conducta do bispo do Pará nas commissões politicas de que fôra encarregado ás cortes de Lisboa e á villade Cametá. Rio de Janeiro, 1825. - Praticas espirituaes sobre a devoção de Nossa Senhora do Rozario, recitadas pelo exm. e revm. diocesano, de tarde, ao recolher do terço cantado pelas ruas que elle mesmo acompanhava com sua familia. Pará, 1834. - Pastoral, dirigindo-se pela primeira vez a seus diocesanos. Bahia, 1821, 27 pags. in - 4o. - Pastoral prevenindo os seus diocesanos contra opiniões abusivas e sediciosas sobre a verdadeira intelligencia do systema constitucional que a nação tem adoptado para manter a sua segurança e prosperidade com additamento de um edital analogo. Lisboa, 1822, 8 pags. in-4°. - Pastoral dirigindo a todos os seus diocesanos, em supplemento á visita geral do bispado, vários extractos de instrucção mais accommo- dada sobre os elementos da doutrina christã, deveres do homem christão, necessidade dos Sacramentos, pratica e exercícios de piedade e devoção. Bahia, 1831. - Pastoral de 28 de julho de 1831. Maranhão, 1831 - Desta e de outras pastoraes, que ahi vão, só tenho noticia dada por A. L. Monteiro Baena. - Pastor il de 30 de abril de 1832. Maranhão, 1833. - Pastoral de 3 de fevereiro de 1834. Pará, 1834. - Pastoral de 28 do maio de 1834 - Desta pastoral cm que o pre- lado aconselha seus diocesanos a manterem a mais completa ordem, quando os ânimos se achavam dispostos á vinganças e represálias por questões politicas,foi pelo proprietário da typographia (que a recebeu para imprimir) dada sciencia ao presidente da província, Bernardo Lobo de Souza, que mandou-lhe dizer « que lhe constava que s. ex. ia fazer correr uma pastoral que continha doutrinas subversivas da ordem e contrarias ás leis do Império, e por isso mandava - o pre- venir de que, si por elfeito delia, o povo se rebellasse. elle presidente tinha muita baioneta e bocas de fogo para o rebater, e que s. ex. tinha no porão de uma embarcação de guerra muitos ferros para pren- der-lhe os pés, sem que lhe valessem a sua mitra e o seu báculo». O bispo mandou esta pastoral pelo seu secretario, pedindo ao presidente se servisse de indicar os pontos que julgasse inconvenientes. Este porém sem recebel-a repetiu o recado que já havia mandado. Creio que, por isso, não foi publicada a pastoral. «o 165 - Pastoral expondo os preceitos e maximas invariáveis da crença catholica para desvanecer a guerra intestina debaixo do pretexto de religião. Pará, 1835 - Eis suas flnaes palavras: « Ah ! si a tempestade que tem desolado a vossa herança, é castigo de minhas infidelidades, feri o pastor e salvae o rebanho. » - Pastoral auxiliando a piedade dos paraenses com reflexões sobre os grandes acontecimentos do Calvario, etc. Pará, 1837. - Pastoral mostrando as vantagens dos desastres soffridos com resignação e paciência pela necessidade absoluta que todos tem de fazer penitencia desde o primeiro na lei da natureza até o ultimo que houver na lei da graça. Pará, 1837. - Instrucção pastoral sobre o santo sacrifício da missa. Bahia, 1837, in-4°. - Pastoral recommendando o jejum, a confissão secreta sacra- mental ; fulminando os desvirtuosos, os impios e libertinos, os philo- sophos cynicos e cabalistasdo tempo, etc. Pará, 1838 - E' datada de 5 de setembro. - Pastoral expondo as reflexões saudaveis de um ascético do sé- culo antecedente sobre o espirito do mundo e pratica de piedade. Pará, 1838 - E' datada de 6 do dito mez. - Pastoral sobre a divindade de Jesus Christo, etc. Pará, 1840. - Aos nossos amados diocesanos saúde, paz e bênção em Jesus Christo, nosso divino Redemptor (Pastoral). Pernambuco, 1839, 29 pags.in-40. - Pastoral dirigida a todos seus diocesanos. Pará, 1840, 13 pags. in-4°. Koiiinalclo de Souza Paes de A-iidraxle - Filho do capitão Romualdo de Souza Paes de Andrade e dona Felisbella Maria de Souza, nasceu no Pará a 17 de maio de 1827 e ahi falleceu a 8 de novembro de 1892, bacharel em direito pela faculdade do Recife, agraciado com o titulo de conselho do Imperador d. Pedro II, membro do tribunal de justiça e seu presidente no estado de seu nascimento. Occupou vários cargos de magistratura até o de desembargador, administrou mais de uma vez a província do Amazonas como seu pri- meiro vice-presidente e publicou em vários periódicos do Pará e do Amazonas não só poesias como trabalhos em prosa. Um destes foi: - A propriedade territorial do estado do Pará: serie de artigos publicados no periodico Republica, do Pará, em novembro de 1890 . e depois, em agosto de 1891, traduzidos em inglez e publicados na revista de Washington « Reports from the Consuls of the United States ». 166 UO D. Hosa rPeixeim Afeii<les <lrv Oniiliíx -Filha do engenheiro Raymundo Teixeira Mendes e dona Ignez Valle Teixeira Mendes, irmã dp Raymundo Teixeira Mendes, commemorado neste livro, e casada com o doutor Francisco da Silva Cunha, nasceu no Ma- ranhão, tove desvelada educação, foi muito dedicada á familia imperial brazileira, merecendo particular estima da princeza Isabel. E' autora dos dous trabalhos seguintes: - Grande mappa do Império do Brasil, desenhado a bico de penna - Este mappa esteve na exposição nacional de 1875, onde foi pre- miado e depois foi pela autora offerecido â Princeza d. Isabel. - A virgem: desenho - que esteve na dita exposição, onde foi muito admirado. d. t?osalíntr Frazão- Filha dodoutor Joaquim da Silva Campos e dona Rosalina Cardoso de Campos, nasceu em Carapebús, Rio de Janeiro, a 20 de março de 1852, e é casada com o professor Ma- nuel José Pereira Frazão, já contemplado nesto livro. Professora da instrucção publica primaria na freguezia da Gloria, do Rio de Janeiro, escreveu: - Classificação das escolas primarias e disciplinas que devem ser ensinadas. Material escolástico. 10 pags. in-fol.- No livro « Actas e pareceres do Congresso de instrucção », etc. Rio de Janeiro, 1884. ». Ttosalina IfiBciro de Paiva - Não a conheço, sinão pelo seguinte trabalho que deu a lume: - Compendio da arte rendaria para o bastidor « Ronda moderna brasileira ». Rio de Janeiro, 1896, 60 pags. in-8° com numerosas gra- vuras. Rozendo Aprigio Pereira Guimarães- Filho <lo coronel João Baptista Pereira Guimarães e dona Anna Margarida Corrêa de Araújo Guimarães, nasceu a 2 de janeiro de 1826 na villa, hoje cidade de Maragogipe, na Bahia. Doutor em medicina pela fa- culdade de sua província, entrou para o corpo de saude do exercito em 1852 e foi reformado em 1865 no posto de primeiro cirurgião capitão. Entrou em dons concursos para um logar de oppositor da secção de sciencias accessorias e obtendo este logar no segundo, passou depois, em 1871 e também depois do respectivo concurso, a lente cathedratico db pharmacologia, sendo aposentado por decreto de 21 de dezembro de 1889. Depois de sua reforma no serviço de saude militar, offereceu-se para servir na campanha contra o Paraguay, para a qual seguiu com ro 167 outros professores da faculdade em 1866, regressando depois do ter- minada a mesma campanha em 1870. E' agraciado com o titulo de con- selho do Imperador D. Pedro II e escreveu: - Theses medicas, apresentadas e sustentadas perante a Faculdade de medicinada Bahia para obter o gráo de doutorem medicina. Bahia, 1849, in-4° gr. - Os melhoramentos máteriíes de um paiz se poderão realizar sem os conhecimentos fornecidos pelachimica ? these apresentada, etc. em concurso para um logar de oppositor em sciencias accessorias, em 5 de outubro de 1857. Bahia, 1857, 44 pags. in-4° gr. - Como haver-se o medico nos relatórios e exames exigidos pelas leis civis e criminaes para avaliar a integridade ou alteração de uma ou mais faculdades intellectuaes : these apresentada, etc. para logares de oppositores em sciencias accessorias, em 16 de maio de 1859. Bahia, 1859, 24 pags. in-4° gr. - Nehiculos pharmaceuticos. Agua : these sustentada em julho de 1871 em concurso para a cadeira de Pharmacia. Bahia, 1871, 55 pags. in-4° gr. - Breves considerações sobre o cholera-morbus, seu tratamento, meios hygienicos, etc. Pernambuco, 1855, 39 pags. in-4°. - A supposta vegetalisação de uma serpente e uma rã : sobre o tronco de um ipé - Na União Medica, anno 2o, 1882, pags. 386 a 395, 422 a 435, terminado no anno 3o, 1883. Rozendo Muniz Barreto - Filho do grande poeta e primeiro repentista brazileiro Francisco Muniz Barreto, de quem já tratei, e dona Marianna Barros, nasceu na cidade da Bahia a 1 de março de 1845 e falleceu nesta capital a 18 de fevereiro de 1897. Tinha cursado a faculdade de medicina desta cidade até o quarto anno, quando, acudindo ao reclamo da patria que carecia de médicos para a campanha do Paraguay, para alli seguiu em 1866 e serviu até a queda do tyranno Lopez, a principio nos hospitaes de sangue, tratando os feridos dos ataques de Curuzú e Curupaity, depois como assistente do chefe de saude e por ultimo na esquadra como primeiro cirurgião do hospital fluctuante, acompanhando-o de Riachuelo a Humaytá e a Assumpção. Recebendo depois o gráo de doutor no Rio de Janeiro, foi nomeado chefe de secção da secretaria da agricultura, cargo de que, pouco depois, pediu demissão por divergência com o ministro de então, sendo mais tarde, depois do respectivo concurso, nomeado lente de phi- losophia'do collegio Pedro II. Era distincto poeta, primeiro cirurgião honorário da armada, membro da real Academia das sciencias de 168 140 Lisboa, do Instituto historico egeographico brazileiro, do Instituto flu- minense de agricultura, da sociedade Amante da instrucção, da socie- dade Auxiliadora da instrucção e da de Acclimação ; commendador da ordem da Rosa e das ordens portuguezas de Christo e da Conceição de Villa Viçosa e condecorado com a medalha da campanha do Paraguay. Escreveu; - Cholera-morbus. Das amputações nas feridas por arma de fogo ; Distincção entre a morte real e a morte apparente ; Pneumonia: these apresentada, etc, e sustentada em 1 de dezembro de 1868. Rio de Ja- neiro, 1868, 3 fls. 103 pags. in-8" gr. e2 mappas. - O Progresso do Brasil no século 18° até a chegada da familia real: these de concurso ao logar de lente de historia e geographia do Brasil, do collegio D. Pedro II. Rio de Janeiro, 1879, in-4". - Interpretação philosophica na evolução dos factos históricos: these para o concurso á cadeira de philosophia racional e moral do collegio D. Pedro II. Rio de Janeiro, 1880, 74 pags. in-4°. - Conferencias litterarias. Agricultura: discurso proferido, etc. Rio de Janeiro, 1874, 39 pags. in-4°. - Systema disciplinar e meios de emulação para os discípulos dos jardins de infancia, das escolas primarias e dos estabelecimentos de instrucção secundaria, 13 pags. in-fol. - No livro « Actas e pareceres do Congresso de instrucção do Rio de Janeiro, 1884 ». - Exposição nacional de 1875. Notas e observações. Rio de Ja- neiro, 1876, 194 pags. in-4° - Teve segunda edição com 235 pags. in-8°. - Elogio historico de José Maria da Silva Paranhos, Visconde do Rio Branco. Rio de Janeiro, 1884, 123 pags. in-8J - Precede o livro uma carta do Conde d' Eu, e alguns trechos de outra carta do mesmo Conde d' Eu ao dr. A. d' Escragnolle Taunay. Foi antes publicado no Jornal do Commercio em 1883. - Muniz Barreto o repen tis ta. Rio de Janeiro, 1887, in-8° - E' uma reproducção de artigos publicados na imprensa diaria sobre o re- pentista bahiano Francisco Muniz Barreto, pae do autor. - Preito a Camões. Rio de Janeiro, 1880, in-8° - E' uma collecção de escriptos em prosa e em verso, sendo alguns de sua penna, por oc- casião do tri-centenario do grande epico portuguez. - Discurso proferido em nome da sociedade Propagadora das bellas artes poi' occasião de inaugurar-se no lyceu de artes e offlcios o ensino para o sexo feminino - Na Gazeta de Noticias de 13 de ou- tubro de 1881, occupando 6 columnas. - O Combate de Riachuelo : poemeto. Bahia, 1865, in-8°. KL 169 -- A batalha deTuyuty em 24 de maio de 1866: cântico de guerra, offerecido ao general Osorio. - Cântico sobre as ruinas de Humaytà, offerecido ao benemerito general, o Exm. Sr. Marquez de Caxias - No Correio Mercantil, do Rio de Janeiro, de 17 de setembro de 1868. - A mãe dos brasileiros: poemeto sobre a guerra do Paraguay - Refere-se o autor á benemerita matrona bahiana d. Anna Nery, que prestou aos brazileiros os mais assignalados serviços durante essa longa campanha, e esse trabalho foi por elle offerecido ao Instituto historico em 1876. - Favos e travos : romance. Rio de Janeiro. - Vôos icarios: poesias. Rio de Janeiro, 1872, in-8° - Este livro é prefaciado com uma introducção do conselheiro F. Octaviano de Al- meida Rosa, sob o titulo «Neve a descoalhar ». - Tributos ecrenças: poesias. Rio de Janeiro, 1891, 306 pags. in-8° - Este livro é offerecido ao ex-Imperador d. Pedro II. - Cantos d'aurora : versos. Rio de Janeiro, 1860, in-8°. - Camões e Portugal: poesiti na Homenagem da Revista Brasi- leira a Luiz de Camões em 1880-No tomo 4o da dita Revista, pags. 455 a 458. - O Genio: A' memória de meu pae-Na mesma Revista, tomo 10°, anno 3o, pags. 488 a 493. Tinlbeiii Julio Tavares-Natural da província, hoje estado do Maranhão, entrou para a secretaria de Estado dos negocios da agricultura, commercio e obras publicas como amanuense durante o regímen monarchico, sendo na qnéda da monarchia segundo official, e em 1891 chefe de secção. Não pertence mais ao funccionalismo publico e reside em Génova, na Italia. E' cavalleiro da ordem da Rosa e escreveu: - Archaismos e neologismos da língua : these para o concurso a um logar de substituto de portuguez e litteratura geral do collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1879, in-4°. - Da negtção; Synonymos, homonymos e paronymos; figuras de grammatica: these para o concurso de professor substituto de francez, etc. Rio de Janeiro, 1880, in-40. - Pelo theatro : ensaios e chronicas. Dedicado á Roberto de Mes- quita. Génova, 1899, in-8°. - A intrusa : drama em um acto, traduzido do original de Sala- tino Lopes. Génova, 1899, in-8°, 170 1ÍTJ - Razão social: drama em tres actos, dedicado ao conselheiro Ruy Barbosa. Génova, 1900. ufino Augusto cie Almeida - Filho de Rufino José Corrêa de Almeida, e nascido em Pernambuco a 27 de dezembro de 1828, falleceu no Rio de Janeiro a 11 de dezembro de 1879, bacharel em direito pela faculdade do Recife, foi nesta cidade administrador da casa de detenção, donde passou a dirigir o asylo dos meninos desva- lidos do Rio de Janeiro, cargo que exerceu até sua morte. Escreveu vários - Relatórios no exercício dos dous cargos que acabo de mencionar, propondo medidas tendentes ao seu melhoramento. - Estado actual das prisões da província de Pernambuco, pelo administrador da casa de detenção do Recife, etc. Recife, 1874, in-8° - E' um trabalho escripto de conformidade com vários quesitos formu- lados pela secretaria da justiça. - Questão penitenciaria : Estudos, etc. - Nunca vi este trabalho. Ifufino Enéas Gustavo Galvsio, Visconde de Ma- racajú - Filho do brigadeiro José Antonio da Fonseca Galvão e dona Marianna Clementina de Vasconcellos Galvão, nasceu a 2 de julho de 1831 na cidade de Laranjeiras, na antiga província, hoje estado de Sergipe. Com praça de cadete a 23 de setembro de 1843, con- tando apenas 12 annos de idade, fez o curso geral da Escola militar, bacharelou-se em mathematicas e obteve na sua longa carreira militar mais de uma promoção por merecimento e actos de bravura, até chegar á alta patente de tenente-general, em que foi reformado, depois de trinta e oito annos de relevantes serviços de paz e guerra prestados á patria. Em prémio destes serviços lhe foram conferidas as medalhas da campanha do Uruguay e Buenos-Ayres, a commemorativa da rendição de Uruguayana, a de mérito militar, a da campanha geral do Para- guay, dignitário da ordem da Rosa e da do Cruzeiro, e commendador da deS. Bento de Aviz. Foi presidente e commandante das armas das antigas províncias do Amazonas, Para e Matto-Grosso; membro da com- missão de limites entre o Brazil e o Estado Oriental; inspector geral das medições de terras da província de S. Paulo; membro da com- missão astronómica encarregada de observar o ecli pse total do sol em Paranaguá em setembro de 1858 ; da commissão reservada para explo- ração do Alto-Uruguay no Rio Grande do Sul; chefe da commissão de engenheiros do exercito de reserva no Rio Grande do Sul; successiva- mente deputado do quartel-mestre general e chefe da commissão de RTT 171 engenheiros junto aos commandos dos 1° o 2" corpos do exercito em operações no Paraguay; engenheiro fiscal das estradas de ferro e di- rector (ias obras militares de S. Paulo, chefe da commissão de enge- nheiros encarregada de demarcar a linha divisória entre o Brazil, o Paraguay e a Bolivia e outras commissões, sendo as ultimas as do conselheiro de guerra, deputado geral por sua província e ministroda guerra no ultimo gabinete da monarchia, organisado pelo Visconde de Ouro Preto a 7 de junho do mesmo anuo. E' ministro do Supremo tri- bunal militar e escreveu: - Projecto da estrada de ferro de S. Paulo, depois denominada Mogyana - Era o autor diroctor e engenheiro das estradas de ferro de S. Paulo. - Projecto de regulamentação para o arsenal de guerra do Rio de Janeiro - Foi escripto no cargo de presidente da commissão encar- regada de elaborar esse projecto. - Planta das posições occupalas, em frente á villa da Uru- guayana, pelo exercito em operações na província de S. Pedro do Sul, sob o commando em chefe do illm. e exm. sr. tenente-general Barão de Porto Alegre no dia 24 de agosto de 1865. Levantada pelo chefe da commissão de engenheiros do mesmo exercito major, etc. 0,330X0",270. - Planta do reconhecimento de S. Solano á villa do Pilar, feito pelos engenheiros major R. E. G. Galvão e Io tenente B. S. Madureira. 1867. 0™,653x0™,210. Cópia authentica sobre papel vegetal. Escala de 2.400 braças- Ha outra cópia do mesmo anno. - Cópia da planta de Humaytá, levantada pela commissão de engenheiros do 2o corpo do exercito, composta dos seguintes officiaes : chefe, tenente-coronel Rufino Enéas Gustavo Galvão ; membros, major Sebastião de Souza e Mello, Io tenente Guilherme Carlos Lassance e alferes Emilio Carlos Jourdan. Organisada e desenhada pelo alferes Emilio Carlos Jourdan. Acampamento em Humaytá, 15 de agosto de 1868. lm,478xlm,l4. Cópia authentica pelo chefe da commissão, a aquarella. - Còpix da planta do território paraguayo desde I tapi rú até Hu- maytá pela commissão de engenheiros do 2o corpo de exercito, com- posta dos seguintes officiaes: chefe, tenente-coronel Rufino Enéas Gus- tavo Galvão; membros, major Sebastião de Souza e Mello, capitão An- tonio VilleU de Castro e 2o tenente coadjuvante Emilio Carlos Jourdan. Organisada e desenhada no acampamento de Curupaity em maio de 1868 pelo 2o tenente coadjuvante Emilio Carlos Jourdan. 1 ",450X101J70. Cópia authentica pelo chefe da commissão, a aquarella. 172 JRU - Planta da marcha e operações do exercito brazileiro durante o mez de dezembro de 1868, levantada pelos officiaes membros da com- missão de engenheiros, chefe, coronel Rufino Enéas Gustavo Galvão ; membros, major Raymundo S. Ewerard, l°s tenentes Guilherme Carlos Lassance, José A. Rodrigues e 2o tenente E. C. Jourdan. lm,400x0m,738. Ha uma cópia de 1869, a aquarella, e outra cópia de 1872. - Planta do theatro de operações dos exercitos alliados na repu- blica do Paraguay nos mezes de abril a setembro de 1869, levantada pelos seguintes membros da commissão de engenheiros: majores Je- ronymo R. de M. Jardim, Amphrisio Fialho, capitães Américo R. de Vasconcellos, Antonio de S. Madureira, Catão A. dos S. Roxo, Eu- gênio A. P. da C. e Mello, Guilherme C. Lassance, M. P. C. do Ama- rante, Maximiliano F. G. Meyr, Io tenente Emilio C. Jourdan, sendo chefe da commissão o coronel dr. Rufino Enéas Gustavo Galvão, or- ganisada e desenhada pelo major de engenheiros Jeronymo Rodrigues de Moraes Jardim, lm,460x lm,220, original a aquarella. Ha uma cópia feita pelo capitão Maximiliano Frederico Guilherme Meyr e authenti- cada pelo chefe da commissão. - Carta geral da fronteira entre o Brazil e a Bolivia, organisada segundo os trabalhos das commissões de 1871 e 1875, dirigidas esta pelo Visconde de Maracajá e aquella pelo capitão de mar e guerra A. Cláudio Soido. 2m, 400xlm. Ha uma cópia de 1880, a aquarella, no Ar- chi vo militar pelo dr. João Severiano da Fonseca. - Carta geographica da fronteira do Brazil, comprehendida entre as lagoas Caceres e Uberaba, levantada pela commissão mixta demar- cadora dos limites dos dois paizes. Agosto de 1875, lm,850X0m,703 - Acham-se estes dois mappas na secretaria dos negocios do exterior. - Carta geographica da fronteira do Brazil com a Bolivia entre a lagôa Uberaba e a serra de Santa Barbara ou das Salinas, levantada pela commissão mixta demarcadora dos limites dos dois paizes. Agosto de 1875, l",298X0m,552. - Relatorio apresentado á Assembléa provincial do Amazonas em março de 1879. Manáos, 1879. - Falia com que o exm. sr. general, etc. abriu a 2a sessão da 23 legislatura da Assembléa legislativa da provincia do Pará aos 15 de fevereiro de 1883. Pará, 1883, in-4°. - Falia com que o sr. general, etc., presidente da provincia do Pará, pretendia abrir a sessão extraordinária da Assembléa no dia 7 de janeiro de 1884. Pará, 1884, in-8°, liU 173 - Relatorio com que o exm. sr. general, etc. passou a adminis- tração da província ao 2o vice-presidente, etc. Pará, 1884, in-8° - Ha trabalhos iguaes na administração de outras províncias. Rufino Luiz Henrique - Natural de Pernambuco, diz elle na primeira das seguintes obras que publicou e que sinto não poder ver, pois parecem revelar uma intelligencia esclarecida ou... doente: - Memória de um methodo para se construir uma fortaleza in- conquistavel, oíferecida á sua magestade real o sr. rei dos francezes, para uso de sua nação, no anno de 1841. Pernambuco, 1841, 6 pags. in-8° - A dedicatória é feita em gratidão por ter sido o autor salvo de um naufragio por um súbdito francez. - Memórias de um ensaio para fazer uma embarcação de diffe- rente forma, navegar sem velame, sem rodas, etc. offerecidas á moci- dade brazileira que queira entrar nesta especulação. Pernambuco, 1841, 9 pags. in-8°, com est. Kuiino Luiz Tavares - Nascido no Rio de Janeiro a 11 de maio de 1830, com o curso de aspirante a guarda-marinha em 1840, serviu na armada até o anno de 1868, reformando-se no posto de Io tenente, falleceu no Pará a 5 de maio de 1897. Era cavalleiro da ordem de S. Bento de Aviz e condecorado com a medalha da cam- panha do Paraguay. Serviu depois de sua reforma em navios do commercio, no Amazonas e no Pará e escreveu: - Instrucções para navegar sobre o canal da ilha das Flores desde o cabo de Magary até o porto de Macapá ( sem frontespicio, mas do Rio de Janeiro, 1868 ), 10 pags. in-8°. - O rio Tapajoz: memória onde se estuda semelhante tributário do Amazonas, não só como elemento de riqueza e uma das melhores vias de communicação, mas também porque todo território que banha é apropriado para o estabelecimento de colonias agrícolas e indus- triaes, com o plano de uma parte do mesmo rio, etc. Rio de Janeiro, 1876, 48 pags. in-8°. - Planta do porto e praça de Macapá, levantada em 1867. Lith. da Vida Fluminense, 1874, 0m, 674 X 0m, 546. líuíino l heotonio Segurado - Filho de Joaquim Tbeotonio Segurado, que foi em 1821 eleito deputado por Goyaz às cortes portuguezas, nasceu em Minas Geraes pelo anno de 1820 e em 1840 recebeu na faculdade de direito de S. Paulo o gráo de bacharel em sciencias sociaese jurídicas. Seguiu a carreira da magistratura até 174 RU juiz de direito, representou Goyaz na assembléa provincial, e nessa província falleceu a 27 de agosto de 1868. Escreveu: - Viagem de Goyaz ao Pará: roteiro escripto, etc. - Na Revista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 10°, 1848, pags. 178 a 242. E' o roteiro de uma viagem feita pelos rios Tocantins e Ara- guaya como ensaio de navegação entre as duas províncias. l^r. Ruperto <le Jesus - Filho de Manoel de Souza e dona Maria dos Santos, nasceu em Iguarassú, villa da província de Pernambuco, a 9 de agosto de 1644 e falleceu na cidade da Bahia a 9 de agosto de 1708 com 64 annos justos de idade, sendo monge benedictino, professo no mcsteiro do Rio de Janeiro e doutor em cânones pela universidade de Coimbra. Foi em sua ordem lente de theologia, pro- vincial e visitador geral ; foi também qualificador do Santo Oficio, sempre reputado como varão illustrado e virtuoso, e como distincto orador sagrado. Escreveu: - Sermão da gloriosa madre Santa Thereza na occasião em que os religiosos carmelitas descalços abriram sua nova igreja na Bahia. Anno de 1697. Lisboa, 1699, in-4°. - Sermão do gloriosoS. Bento, o patriarcha Principe ou o Prín- cipe dos patriarchas. Lisboa, 1700, in-4°. - Sermão do Santíssimo Sacramento, na Santa Sé da Bahia. Lisboa, 1700, in-4°. - Tres sermões panegyricos com o mesmo thema, do glorioso o mais que patriarcha Santo Agostinho, sempre aureo porque sempre Au- rélio, sempre augusto porque sempre Agostinho, pregados no con- vento da Bahia, hospicio dos Agostinhos descalços, na Bahia, em tres annos successivos. Lisboa, 1700, in-4°. - Sermão do glorioso S. Pedro Martyr, o inquisidor martyrisado ou o primeiro que defendeu o Santo tribunal da inquisição. Na pri- meira festa que celebraram os familiares do Santo Oílicio, trazendo em procissão solemnissima a imagem do Santo para a igreja de S. Bento. Lisboa, 1700, in-4°. Ituy Barbosa-Filho do doutor João José Barbosa de Oli- veira, neste livro jã commemorado, e dona Maria Adelia Barbosa de Oli- veira, nasceu na cidade da Bahia a õ de novembro de 1849 e foi graduado bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo em 1870, tendo come- çado o curso na do Recife, que elle deixou por uma injustiça de lentes, a quem talvez poderia leccionar. Desde sua infancia revelou a mais Kl 175 admiravel intelligencia e bem inspirado foi seu illustrado pai quando abraçando-o com lagrimas, em sua partida para matricular-se no curso de direito, recitou uma poesia que terminou assim: « Filho, bem vês, meu rosto asserenou. A fé voltou 1 serás á patria, aos paes Trophéo modesto, cidadão sevéro... Eu creio e espero I já não choro mais! » E effectivamente, talento prodigioso, mentalidade pujante e illus- tração profunda, é um brazileiro que nunca teve quem o precedesse em varias especialidades que por si só constituem um homem de lettras. E' assim que è tão distincto jurisconsulto quanto é publicista, pole- mista, político, orador parlamentar e escriptor. Durante a monarchia foi por varias vezes deputado à assembléa da Bahia e também á geral, e no actual regimen foi o primeiro ministro da fazenda e é senador fe- deral pelo estado de seu nascimento. « E' o maior gigante de seu tempo e de sua geração », disse uma folha desta capital no dia de seu anniversario natalício. Para fugir à perseguição do presidente F. Pei- xoto, durante a revolta da esquadra, foi obrigado a emigrar para a Eu- ropa, ahi demorando-se mais tempo na Inglaterra. E' agraciado com o titulo de conselho do Imperador d. Pedro II, é socio vitalício do impe- rial Instituto de Londres, socio fundador da Academia brazileira de lettras e de outras associações litterarias ; tem as honras de general de brigada e escreveu, além de outros trabalhos de que me falta noticia: - A liberdade religiosa. Conferencia no Valle dos Benedictinos a 21 de julho de 1876 - No Boletim do Grande Oriente do Brazil, ns. 5-8, 1876, pags. 670-700. - 0 papa e o concilio por Janus: versão e introducção de Ruy Bar- bosa. Rio de Janeiro, 1877, XV-CCLXXX-308-6 pags. in-8° gr.-A in- troducção do traductor contém: Dilatação invasora do papado á custa da soberania temporal.- Desenvolvimento invasor do papado ã custa da igreja.- Identidade entre a idéa da infallibilidade pessoal e a de omnipotência divina. - O syllabus.- Incompatibilidade entre o catholicismo papal e as constituições modernas, individualmente a brazileira. -O regalismo e as concordatas. -A igreja livre no Estado livre.- Reformas. A introducção dos autores contém: - Programma dos jesuítas para o concilio.-Os últimos concílios e a infallibilidade do papa. -Modo de votar. 176 ItU - Castro Alves. Elogio do poeta. Pelos escravos. Bahia, 1881, 70 pags. - Centenário do Marquez de Pombal: discurso pronunciado a 8 de maio de 1882 por parte do club de regatas Guanabarense no impe- rial theatro Pedro II. Rio de Janeiro, 1882, 34 pags. in-8°. - Feria política, por Salisbury: artigos publicados na imprensa diaria. Rio de Janeiro, 1884, in-8° - Além deste ha attribuido á sua penna um - Opusculo sob o pseudonymo Swift: serie de artigos defendendo os poderes públicos por occasião do assassinato de Apulchro de Castro. Rio de Janeiro, 1883. - Eleição directa: discurso no meeting da Bahia em 1874. Bahia, 1874. - Discurso sobre a. morte de Alexandre Herculano na sessão fú- nebre celebrada no theatro de S. João da Bahia em 1877 -Impresso com outros discursos, etc. Bahia, 1877. - Liberdade commercial. O partido liberal bahiano: discurso pro- ferido na assembléa provincial da Bahia, de 27 de junho de 1878. Bahia, 1878, 24 pags. in-8°. - O desenho e a arte industrial. Discurso. Rio de Janeiro, 1882, 31 pags. - Parecer e projecto de reforma do ensino secundário e superior, apresentado á camara dos deputados. Rio de Janeiro, 1882, 114 pags. in-4°. - Discurso pronunciado no saráo artistico-litterario, que a dire- ctoria e professores do lyceu de artes e officios oíTereceram ao exmo. sr. conselheiro Rodolpho Epiphanio de Souza Dantas em 23 de no- vembro de 1882. Rio de Janeiro, 1882, 31 pags. in-4°. - Discurso pronunciado na sessão solemne da sociedade Propaga- dora das bellas-artes a 23 de novembro de 1882. Rio de Janeiro, 1882, 31 pags. in-4°. - Camara dos deputados. Sessão de 12 de setembro de 1882. Pa- recer e projecto de reforma de ensino primário e varias instituições complementares da instrucção publica: parecer e projecto da commissão de instrucção publica composta dos deputados Ruy Barbosa, relator, Thomaz do Bomfim Espínola e Ulysses Machado Pereira Vianna. Rio de Janeiro, 1883, 378 pags. in-fol. com 8 mappas - E' um trabalho de longo folego devido á penna do dr. Ruy sómente. - Liga do ensino: publicação mensal. Principal redactor-dr. Ruy Barbosa, presidente da liga do ensino no Brazil. Rio de Janeiro, 1884, in-4°. i« cr 177 - Camara dos deputados. Projecto n. 48. Sessão de 4 de agosto de 1884. Parecer formulado em nome das commissões reunidas de or- çamento e justiça civil acerca do projecto de emancipação dos es- cravos. Rio de Janeiro, 1884, 114 pags. iu-4° - Foi publicado antes no Diário Official e depois em outras folhas Ja corte. - Conferencia abolicionista no Polytlieama a 2 de agosto de 1885. Bahia, 1885. - Commemoração da lei de 7 de novembro de 1831. Conferencia. Rio de Janeiro, 1885. - Abolição no Brazil: discurso pronunciado no mceting convocado pela confederação abolicionista, realizado no theatro Polytlieama a 28 de agosto do anno passado. Rio de Janeiro, 1887, X - 33 pags. in-8° - Este trabalho foi publicado pelos alumnos da escola militar da côrte. - Primeiras lições de cousas: manual de ensino elementar para uso dos paes e professores, por N. A. de Calkins, vertido da 10a edição c adaptado ás condições do nosso idioma e dos paizes que o falam, pelo conselheiro, etc., obra unanimemente approvada pelo conselho superior da instrucção publica da Bahia o pelo conselho director da do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1886, XXXVI-616 pags. in-8°, com muitas estampas coloridas e gravuras no texto. - Syllabario nacional ou novo methodo de aprender a ler, imitado e composto por Antonio de Araújo Ferreira Jacobina, com um Prefacio pelo dr. Ruy Barboso. - Carta de Plutharco a S. M. o Imperador por um grande desco- nhecido. Rio de Janeiro, 1885, in-8°. - Discurso proferido na sessão cívica em homenagem ao senador José Bonifácio de Andrada e Silva, realizada em a noite de 8 de de- zembro de 1886 no theatro S. José cm S. Paulo. S. Paulo, 1887. - O anno político de 1887. Rio de Janeiro, 1888, 152 pags. - Sicift. Estudo lit lerario, prefixo ás versões das Viagens de Gulliver. Rio de Janeiro, 1888, 44 pags. . - Discurso no Congresso nacional em 16 de dezembro de 1890. Rio de Janeiro, 1891. - Relatorio apresentado pelo ministro e secretario de estado dos negocios da fazenda a 15 de fevereiro de 1891. Rio de Janeiro, 1891, 461 pags. in-4° - E'um grosso volume, de que foram reproduzidos vários extractos em diversos orgãos da imprensa do dia. - O estado de sitio, sua natureza, seus limites, seus efTeitos. Rio de Janeiro, 1892, 280 pags. in-8° - Neste livro, além de sua petição de habeas-corpus em favor dos desterrados e detentos segundo os de- cretos de 10 e 12 de abril deste anno, se acha sua oração dirigida ao 178 1«U Supremo tribunal federal, sustentando-a, e uma collecção de escriptos publicados no O Paiz depois de ser denegado o habeas-corpus. Este tra- balho sobre uma das questões mais transcendentes, suggeridas depois de inaugurada a Republica, merece ser lido e meditado. E' offerecido á esposado autor com as seguintes expressões: « A minha mulher, cuja sympathla corajosa e efflcaz por todas as causas do coração, da liber- dade e da honra, tem-me sido sempre inspiração ou alento em todas as boas acções de minha vida. » - Finanças e politica da Republica. Rio de Janeiro, 1892, 475 pags. in-8°. Contém este livro tres discursos proferidos no senado a 3 de novembro de 1891 e a 12 e 13 de janeiro de 1892, seguidos do mani- festo á nação quando o orador renunciou o cargo de senador federal pela Bahia. - Cartas da Inglaterra. Uma lição do Extremo-Oriento -E' uma serie de quatro cartas publicadas no Jornal do Commercio de 12,14, 17 e 19 de maio de 1895, nas quaes revela os estudos que fez sobre a ma- rinha de guerra desse estado e os applica á marinha brazileira. - Cartas da Inglaterra. Duas glorias da humanidade: Carlyle, Dr. Francia. 1843 (Essais, vol. VII ). Marianna A. Pelliza: La dicta- dura de Rosas, Buenos Ayres, 1894 -Datada de 2 de maio de 1895, sahiu no Jornal do Commercio de 19 â 22 de julho deste anno, occupando oito columnas. - Carlas da Inglaterra. Rio de Janeiro, 1896, XX-412 pags. 475 in-8°. São estudos sobre a vida interna e politica desse estado com- parada com a do Brazil. - Razões apresentadas na justiça federal em prol dos militares de terra e mar, amnistiados pelo acto de outubro de 1895. Rio de Ja- neiro, 1896,2'' edição. - A aposentadoria forçada dos magistrados em disponibilidade: acção de nullidade do decreto de 25 de julho de 1895 perante a justiça seccional. Rio de Janeiro, 1896, 74 pags. in-4° -Neste erudito tra- balho, como são todos os de sua penna, dá o autor as razões finaes que apresentou ao juizo seccional na acção de nullidade contra a fazenda nacional pelos magistrados em disponibilidade aposentados pelo go- verno naquella data. - Os actos inconstitucionaes do congresso e do executivo ante a justiça federal. Rio de Janeiro, 1893, 249 pags. in-4° -Contém as 1'azões apresentadas nas acções civis movidas pelos reformados edemit- tidos em virtude dos decretos de 7 e 13 de abril de 1895» nu 179 - A posição política do paiz: conferencias que proferiu na Bahia. Rio de Janeiro, 1897-São duas conferencias enthusiasticamente applau- didase publicadas no Jornal do Commercio. - Discurso pronunciado no senado federal em sessão de 13 de ou- tubro de 1896. Ouro Preto, 1897, 112 pags. in-8°. - O partido republicano conservador: documentos de uma tenta* tiva baldada. Rio de Janeiro, 1897, 139 pags. in-4°- Contém este livro duas conferencias feitas na Bahia a 24 e 26 de... de 1897 e mais um trabalho com o titulo « Jacobinismo e terrorismo ». - Resposta ás accusações que lhe fez na camara dos deputados o dr. Cesar Zama: discurso proferido no senado, etc. Ouro-Preto, 1897, 113 pags. in-8°-E' uma edição, gentilmente feita pela imprensa offl- cialjdo estado de Minas Geraes. O dr. Ruy tem ainda trabalhos no exercício da advocacia, como: - Revista n. 10.644. Recorrente dona Emilia Rita Vianna. Recor- ridos Theodoro Sederstrom e sua mulher. Razões pelo advogado, etc. Rio de Janeiro, 1887 - O dr. Ruy collaborou para vários jornaes de sua província, hoje estado, e do Rio de Janeiro, sendo destes o Jornal do Commercio onde nos entrelinhados usou do pseudonymo de Grey e nesse jornal escreveu: - Impostos inter-estadoaes: serie de 28 artigos publicados de junho de 1896 em diante. - Posse de direitos pessoaes: serie de artigos, de que sahiu o pri* meiro a 13 de setembro de 1896. - Conferencias feitas na cidade da Bahia: a primeira em 26 de maio, a segunda em 28 deste mez de 1897, publicadas nesse jornal em junho seguinte, abrangendo a primeira oito columnas e a segunda nove. Redigiu com outros ou só vários periódicos, entre os quaes: - Diário da Bahia: orgão do partido liberal. Bahia, 1871-1878. - O Paiz (jornal fundado por J. J. dos Reis e tendo por seus pri- meiros redactores Quintino Bocayuva, Ruy Barbosa, Joaquim Serra e Pereira Leitão. ) Rio de Janeiro, 1884-1897, in-fol. - Jornal do Brazil. Rio de Janeiro, 1893. - Diário de Noticias. Rio de Janeiro, 1889. - Imprensa, Rio de Janeiro, 1898-1901, in-fol.- Este jornal con- tinuou depois de pequena interrupção e de novo suspendeu a publicação em 27 de março de 1901, tendo sahido seu primeiro numero a 5 de novembro daquelle anno com 8 pags.-Devo acreditar que o dr. Ruy Barbosa tem: - Poesias varias - inéditas e talvez publicadas, em vista do uma saudação a elle feita por occasião de seu 13° anniversario natalício 5 180 SA pelo laureado pceta bahiano, o primeiro repentista brazileiro do sé- culo 19°, Francisco Muniz Barreto, na qual este poeta assim se exprime depois de chamal-o collega: « Eia, menino poeta, Acolha tua alma bella Esta grinalda singela Que te rende o velho irmão. » Nunca vi, porem, poesia deste autor. Só tenho lembrança de ter lido em supplemento litterario da Gazeta de Noticias de 28 de fevereiro de 1886, com seu nome: - Canto nocturno de um pastor arredio na Asia, por G. Leopol- dine, versão homeometrica do italiano, cingindo-se ao mesmo metro, ao mesmo numero de versos ( 143) e ã mesma disposição do original. s Salbino ICloy Pessoa - Filho do dr. José Eloy Pessoa, de quem já íiz menção, e dona Mareia Sabina do Couto Pessoa, nasceu em Coimbra a 21 de maio de 1821 e falleceu no Rio de Janeiro a 2 de maio de 1897. Vindo com seus pais, pouco antes de declarada a nossa independencia, para a Bahia, ahi foi baptisado, fez seus pri- meiros estudos e depois, fazendo o curso da academia de marinha, serviu na armada até o posto de capitão-tenente. Em 1861, ainda pri- meiro-tenente, fez parte da commissão incumbida, por aviso de 16 de maio, de elaborar o projecto de regulamento interno dos navios mer- cantes nacionaes ; foi lente de mathematica da citada escola e dire- ctor geral da secretaria de estado dos negocios da marinha, cargo em que se aposentou. Era commendador das ordens da Rosa e de S. Bento de Aviz e condecorado com a medalha da campanha Cisplatina, e agraciado com o titulo de conselho do Imperador d. Pedro II. Es- creveu : - Revista Marítima Brasileira. Rio de Janeiro, 1851-1855, in-4° e depois in-fol. - Nada tem esta revista com a - Revista Marítima Brasileira (publicação official). Rio de Ja- neiro, 1881 in-4° - Esta revista começou sob a redacção de Sabino Pessoa, Alfredo Augusto de Lima Barros e José Egydio Garcez Palha, e ainda hoje se publica. Collaborou para alguns periódicos desde o SA 181 Correio Mercantil, successor do Mercantil, quando o redigia o conse- lheiro F. Octaviano, e ahi publicou uma secção de critica em estylo hu- morístico. Escreveu mais : - Viagem da corveta Imperial Marinheiro nos annos de 1857 a 1858 a diversos portos do Mediterrâneo e do Atlântico, etc. Rio de Ja- neiro, 1860, in-8° IV-124 pags. - Memórias - E' um grosso livro manuscripto que se acha ainda inédito e pertence ao genro do autor, o dr. Evaristo da Veiga Gon- zaga ; nelle se encontram noticias muito curiosas, assim como muitos casos engraçados da marinha desde o primeiro Imperador do Brasil. Naturalmente este livro será publicado. Sabino da Luas - Professor de instrucçlo primaria no Pará - é apenas o que sei por assim o declarar elle mesmo no seguinte trabalho seu : - Elementos de grammatica para uso das escolas primarias pelo professor, etc. Pará, 1896, in-8°. Satoino Olejçario Lud^ero T*inlio - Filho de Pedro José de Pinho e dona Anna Joaquina do Sacramento Pinho, nasceu a 11 de julho de 1820 na Villa Nova do rio de S. Francisco, pro- víncia de Sergipe, e falleceu em Pernambuco a 17 de novembro de 1869. Fez na Bahia todos os estudos de humanidades e o curso de medicina na respectiva faculdade, onde se doutorou em 1845 ; decla- rando-se sectário das doutrinas de Hahneman, foi o primeiro propu- gnador das mesmas doutrinas nas províncias do norte do Império, por onde fez excursões neste proposito. Viajou pela Europa de 1860 a 1861; representou a província de Pernambuco em sua assembléa e foi socio de diversas associações de sciencias e lettras no Império e no estrangeiro. Escreveu muitos artigos sobre a medicina homoeopathica nas províncias do norte e na Europa, e em avulso : - Considerações acerca da musica e sua influencia sobre o orga- nismo : these sustentada perante a faculdade de medicina da Bahia para obter o grão de doutor em medicina. Bahia, 1845. - Propaganda homceopathica em Pernambuco desde julho de 1848 a janeiro de 1849. Recife, 1849 a 1851. - Thesoziro homoeopathica ou vade-mecum do homoeopatha : me- thodo conciso, claro e seguro de curar homoeapathicamente todas as mo- léstias que affligem a especie humana, particularmente aquellas que reinam no Brasil, redigido segundo os melhores tratados de homoe- opathia, tanto europeus como americanos, e segundo a própria expe- 182 rioncia. Recife, 185* .- Segunda edição. Idem, 1862 - Terceira edi- ção, consideravelmente augmentada e melhorada. Idem, 1871. Com o retrato do autor, uma estampa do tubo intestinal e cerca de 1.000 pags. in-8° gr. Ha mais edições, sendo a quinta do Recife, 1887, consi- deravelmente augmentada e annotada, em dous volumes. - Propaganda homoeopathica em Pernambuco desde julho de 1848 a janeiro de 1849. Pernambuco, 1848, in-fol. - Discursos pronunciados por occasião da installação da socie- dade homoeopathica da Parahyba ( 1849), do Maranhão ( 1849 ) e da sociedade homoeopathica beneficente de Pernambuco. Recife, 1855. - Discursos pronunciados na assembléa legislativa de Pernam- buco por occasião da discussão do projecto apresentado pelo doutor Sabino para a creação de uma cadeira de homoeopathia no gymnasio provincial. Recife, 1856. - A homoeopathia e o cholera. Recife, 1856 - E' um opusculo com uma dedicatória aos dous extrenuos defensores da homoeopathia no se- nado brazileiro os Exms. Srs. Marquez de Olinda e d. Manoel de Assis Mascarenhas. - Apontamentos para a historia da homoeopathia, ou resposta ao relatorio do estado sanitario da província de Pernambuco, em 1855» publicado pela commissão do hygiene em fins de 1857. Recife, 1858. - Diário de um medico, ou viagem á Europa do doutor Sabino. Recife 1861- Occupou-se o autor nesta obra de vários assumptos uteis aos pais de íamilia, e aos homens de lettras, como elle o declara. - Tratamento homoeopathico preservativo e curativo do cholera- morbus. Recife 1862 - E' offerecido ao conselheiro João Antunes de Azevedo Chaves, seu antigo mestre de clinica cirúrgica, e á faculdade de medicina da Bahia. - Associação promotora da colonisação polaca... 1866-Só vi este trabalho entre os livros da bibliotheca do Senado. Sa.l>ino Romariz - Ignoro em que logar doBrazil nasceu e outras circumstancias de sua vida. Sei apenas que muito moço, ta- lento robusto e bella intelligencia, foi distincto professor do collegio Alfredo Gomes e parece que profundo desgosto o persegue e acabrunha. Cultiva a poesia e escreveu : - Magdalena. Rio de Janeiro, 1899, in-8° - E' um trabalho em verso, um poemeto. Penso que ha outras poesias suas publicadas, assim como inéditas. Fundou e redigiu : - O Repórter : folha bimensal. Rio de Janeiro, 1901 - O pri- meiro numero foi publicado a 4 de fevereiro. SA 183 Saint-Clair de Araújo Citrvallio - Nascido em Minas Geraes a 23 de agosto de 1869 e engenheiro pela escola po- lytechnica do Rio de Janeiro, tem exercido cargos, como o de enge- nheiro da estrada de ferro central do Brazil, o de chefe do serviço na prefeitura da Capital Federal, etc. Escreveu : - Processos brasileiros empregados nas estradas de ferro. Rio de Janeiro, 1896, in-8° - Além dos dados colhidos na commissão em que serviu, ha nesse livro alguns processos de sua lavra, hoje em uso, e que são outros tantos elementos para os diversos trabalhos da enge- nharia nas estradas de ferro, com figuras explicativas. Salustiano Ferreira Souto - Filho do sargento- mor Antonio Ferreira Souto e dona Maria Joaquina de S. José Souto, e nascido na Villa Nova da Rainha, hoje cidade do Bomflm, província da Bahia, pelo anno de 1818, falleceu a 19 de novembro de 1887, doutor em medicina pela faculdade desta província, lente jubilado da cadeira de medicina legal na mesma faculdade, do con- selho de sua magestade o Imperador, còmmendador da ordem da Rosa e cavalleiro da de Christo, socio do antigo Instituto historico da Bahia e de outras associações de lettras e sciencias. Viajou pela Europa depois de receber o annel de doutorado ; em sua volta foi nomeado substituto da secção de sciencias accessorias, sendo nomeado por occasião da reforma das faculdades medicas em 1855 lente da cadeira de chimica organica de que foi depois trans- ferido para a de medicina legal. Serviu na junta de hygiene, e por alguns annos exerceu o cargo de administrador do passeio publico da Bahia. Foi deputado provincial em varias legislaturas e geral nas duas de 1864 a 1870, e na de 1878 a 1881. Cooperou para desaffronta atirada ao Império pelo desprezível déspota do Paraguay, F. Solano Lopez, já promovendo o alistamento de vo- luntários, já offerecendo seus serviços médicos na luta travada contra o governo do Paraguay. Era de trato ameno, extraordi- nariamente sympathico, de palavra facil e eloquente, e escreveu: - These apresentada á faculdade de medicina da Bahia afim de obter o grau de doutor em medicina. Bahia, 1840, in-4°. Trata-se destes pontos: Phrenologia ; Torção ; Hygiene (atmosphera ); Aborto ; Pathologia geral. - Germinação: these apresentada o sustentada perante o jury de concurso para o logar de substituto da secção accessoria. Bahia, 1845, 26 pags. in-4° gr. 184 sà - Descripçào da febre amxrella de 1849 a 1850 ni Bahia. Bahia, 1850, 44 pags. in-8°. - Parecer acerca dos novos estatutos das escolas medicas do Brazil, dado ao director o sr. dr. João Francisco de Almeida e exi- gido pelo actual ministro do Império, o exm. sr. conselheiro Luiz Pedreira do Couto Ferraz. Bahia, 1854, 33 pags. in-8° gr. - Cura de tumores sem emprego de canivete. Bahia, 1878, 25 pags. in-4°. O conselheiro Souto escreveu vários discursos pro- nunciados por occasião de abertura das aulas da faculdade e publi- cados por seus alumnos e publicou em revistas alguns artigos, como: - Tratamento do beri-beri pela electro-hydrotherapia - Na Ga- zeta Medicc da Bahia, 1881, pags. 381 e segs. SaJustiano José Pedro^a - Natural da província da Bahia, nasceu, segundo posso calcular, entre os últimos annos do século XVIII e os primeiros do seguinte e falleceu ahi a 6 de fe- vereiro de 1858. Estudou humanidades em sua patria e passou depois á França onde applicou-se ainda a estudos philosophicos, fez o curso de direito em que bacharelou-se, sendo discípulo e esti- mado do celebre Theodoro Jouffroy. Conhecia toda a legislação patria, era versado na economia política o na jurisprudência fran- ceza, cultivava a litteratura, mas seu culto fervoroso foi sempre ao christianismo, como a luz unica da razão, e também o evangelho supremo da liberdade e da igualdade social, segundo Lacordaire, e á philosophia, a cujo magistério consagrou-se até morrer, a prin- cipio na cidade da Cachoeira, e depois no lyceu da capital. Seguia em sua cadeira a escola eclectica e foi talvez o professor mais eru- dito entre os brazileiros de sua epoca e os actuaes ; entretanto não podia demonstrar sua erudição, a abundancia de conhecimentos que possuia, porque tinha difficuldade de exprimir-se, faltavam-lhe os dotes oratorios. Foi fundador do instituto historico da Bahia, socio da antiga sociedade Instructiva e de outras. Escreveu: - Esboço da historia da philosophia. Bahia, 1845, in-8°. - Compendio de philosophia elementar, comprehendendo psy- chologia, lógica, moral etheodicéa. Bahia, 1846, in-811. - Compendio de lógica. Bahia, 1856, in-8\ - Compendio de metaphysica para uso do curso de philoso- phia. Bahia, 1857, in-8° - O autor segue, como já se disse, a es- cola eclectica, e é assim que, como observou o dr. Deiró no seu Compendio, ora domina a escola de Reid, ora de Condíllac e Kant çom as transformações que lhe fizera o espirito brilhante de Victor SA 185 Cousin, ou pelo menos não se alista pelo poder do methodo sob uma só bandeira, como os discípulos do venerando Royer Collard - Ha dodr. Pedrosa alguns artigos em revistas, como: - Educação do sexo feminino - No Mosaico, da Bahia, n. 2, de agosto de 1845, pags. 17 e segs. - Discurso sobre a philosophia - de que sahiu a primeira parte no Crepúsculo da mesma cidade, n. 6, do 3 a volume, 1847. Salustiano Orlando <le Araújo Costa - Filho de Manoel Joaquim de Araújo e dona Maria Victoria de Araújo e nas- cido na cidade de S. Christovão, da província, hoje estado de Sergipe, a 8 de junho de 1834, formado em direito pela faculdade do Recife, seguiu a carreira da magistratura, exercendo vários cargos desde o de promotor até o de desembargador das extinctas relações do Parã e do Rio Grande do Sul. Foi chefe de policia no Ceará e Amazonas, onde também exerceu o cargo de director da instrucção publica ; deputado provincial por Sergipe em dois biennios e pelo Rio Grande do Sul em 1890 ã Constituinte republicana. Tem o titulo de conselho de S. M. o Imperador d. Pedro II, é fidalgo cavalleiro da casa de S. M. Fidelís- sima, cavalleiro da ordem de Christo, commendador da Real ordem militar portugueza da Conceição da Villa-Viçosa, etc., e escreveu: - Codigo commercial do Império do Brazil, annotado com toda a legislação do paiz que lhe é referente, com todos os arestos e decisões dos tribunaes, confrontado em seus artigos com a legislação commer- cial dedííferentes paizes estrangeiros, especialmente com as disposições dos codigos francez, portuguez o hollandez ; acompanhado dos tres principaes regulamentos ns. 737, 738 e 1597, também annotados com interessante e vasto appendice de diíferentes disposições, cujo conhe- cimento torna-se indispensável aos negociantes e ao foro commercial, acompanhado de um regulamento do papel sellado, também annotado. R'O de Janeiro, 1864, 715 pags. in-8° - Este livro teve segunda edição em 1869com 933 pags. in-8° ; terceira edição em 1878 de 1123 pags. in-8° ; quarta edição mais correcta e consideravelmente augmentada, comprehendendo leis, decretos, avisos e notas explicativas até a data de sua publicação, 1886, com 1104 pags. in-8' e finalmente, quinta edição em 1896 com 1674 pags. in-8°. Esta ultima edição, que por erro typographico traz na pagina tres o numero de - sexta - está am- pliada com o decreto n. 2163, de 9 de novembro de 1895, sobre a taxa judiciaria do districto federal, com a lei franceza modificativa da lei de 24 de julho de 1867 sobre as sociedades por acções e com outra lei fran- ceza de 4 de março de 1889, modificando a legislação das fadlenoias. 186 BA Salvador vLiitoiiio Moniz Barreto do Ararão - Filho do dr. Pedro Moniz Barreto de Aragão, já mencionado neste livro, e dona Maria Joaquina Bulcão Moniz e nascido na Bahia a 25 de abril de 1853, é moço fidalgo com exercício na extincta casa imperial, bacharel em direito pela faculdade do Recife e juiz da Côrte de Appel- lação nesta capital. Exerceu no regimen monarchico os cargos de juiz municipal, juiz de direito e chefe de policia das províncias de S. Paulo e Rio de Janeiro, e acclamadaa Republica, foi nomeado juiz de casamentos e em seguida juiz da camara commercial. Escreveu: -- Relatorio apresentado ao Exm. Sr. Dr. José Bento de Araújo, presidente da província do Rio de Janeiro, pelo chefe de policia, etc. Rio de Janeiro, 1889 - Neste trabalho se acha um estudo sobre penitenciarias. - Lei, processo e formulário do casamento civil para uso dos juizes do casamento. Rio de Janeiro, 1890, 125-3 pags. in-8°. Salvador Carlos A.velino- Não conheço este autor, queé, supponho, de Pernambuco e talvez militasse na campanha contra o Paraguay. Escreveu: - Reminiscências do Paraguay. Pernambuco, 1879, 51 pags. in-4°. Salvador Furtado de Mendonça Drummond - Filho de Salvador Furtado de Mendonça e dona Amélia Drummond de Mendonça e irmão do ministro do Supremo tribunal federal, Lucio Drummond Furtado de Mendonça, de quem já mo occupei, nasceu no actual estado do Rio de Janeiro a 21 de julho de 1845. Bacharel em di- reito pela faculdade de S. Paulo, litterato e jornalista desde os bancos académicos, foi nomeado durante o regimen monarchico cônsul geral do Brazil em New-York, e agraciado com a commenda da ordem da Rosa; no regimen republicano enviado extraordinário e ministro ple- nipotenciário de primeira classe em Washington e Londres. Escreveu: - O romance de um moço rico: comedia-drama em cinco actos e sete quadros com Luiz de Bivar e Belfort Duarte. S. Paulo, 1860. - A retirada da Laguna por Alfredo d'Escragnolle Taunay, etc. traduzido do original francez ( por Salvador de Mendonça), impresso com esse original francez por ordem de S. Ex. o Sr. Visconde do Rio Branco ; traduzido e impresso no idioma portuguez por ordem de S. Ex. o Sr. senador João José de Oliveira Junqueira, ministro da guerra. Rio de Janeiro, 1874, 242 pags. in-8°. - Singairir. lenda editada por Mello e Mattos com alguns versos de Macedo Soares,.. SA. 187 - Apontamentos biographicos para a historia da campanha do Uruguay e Paraguay desde 1864. Rio de Janeiro, 1876, in-8° gr.- com o padre Antonio Alvares Guedes Vaz e Victor Dias. São tres volumes, mas só publicado o primeiro. - Trabalhadores asiaticos, etc. Obra mandada publicar pelo Exm. Sr. Conselheiro João Lins Vieira Cansanção de Sinimbú. Rio de Ja- neiro, 1879, 275 pags. in-8°. - Descobrimento prodigioso e suas incalculáveis consequências para o futuro da humanidade por Julio Verne. Traduzido, etc. Rio de Janeiro (sem data), 192 pags. in-8° - Este livro foi traduzido ao mesmo tempo em onze linguas. - Quadragésima ascensão franceza ao Monte Branco por Julio Verne. Rio de Janeiro ( sem data ), 52 pags. in-8°. - Noventa e tres. A guerra civil por Victor Hugo. Traduzido do francez e precedido de um prefacio. Rio de Janeiro, 1874, 448 pags. - Immigrtção chineza: serie de artigos que em resposta ao Rio News publicara no Cruzeiro. Rio de Janeiro, 1881, segunda edição, 1881, 64 pags. in-8° - Publicou-se ainda com o titulo : - Transformação do trabalho no Brazil. Emigrantes Chins. Rio de Janeiro, 1881, in-8rt - E' uma publicação feita pela redacção do Cruzeiro, com outro escripto sobre o mesmo assumpto pelo doutor Pedro Dias Gordilho Paes Leme e com uma introducção por Joaquim da Silva Mello Guimarães. - O conde de Cavour: traducção de Octavio Feuillet. S. Paulo, 1868, dous volumes in-8'. - João de Tommeray: novella por Julio Sandeau. Rio de Janeiro, 1873, in-8°. - Lucia: historia de uma mulher perdida, por Arsène Houssaye. Versão do francez. Rio de Janeiro, 1874, dous tomos, 142-132 pags. in-8°. - A tua roseira: historia melancholica. Rio de Janeiro. - Um drama nos ares. Traducção em folhetins no Rio-Grandense, 1875. - Pedro e Camilla : conto. Mimi Pinson : perfil de costureira, conto de Alfredo Musset. Traducção. Rio de Janeiro, 1875, in-8°. - Maraba : romance brazileiro. Rio de Janeiro, 1875, in-8°. - Avatar : de Theophilo Gautier. Traducção. Rio de Janeiro, 1875, in-8°. - Mademoiselle Maupin: historia de Theophilo Gautier. Tra- ducção. Rio de Janeiro, 1875, 434 pags. in-8°. 188 SA - Mademoiselle Mariani: Irstoria parisiense de Arsène Houssaye. Traducção. Rio de.Janeiro, sem data, 253 pags. in-8°. - Mademoiselle Cleópatra : historia parisiense de Arsène Houssaye. Traducção. Rio de Janeiro ( sem data), 272 pags. in-8°. - O mateiro ou os bandeirantes, por Gabriel Ferri. Traducção. Rio de Janeiro, tres vols. in-8°. - O rei Candaule. Fortunio: romances de Theophilo Gautier. Traducção. Rio de Janeiro, in-8° - Fortunio é a historia de um moço riquíssimo que se apaixona em Paris por uma mulher do mundo equivoco, que elle deixou depois de muitas loucuras e excessos para dedicar-se a uma escrava indiana, e que per isso se suicida. O rei Candaule é um romance de costumes asiaticos. Fortunio está publi- cado só. - Novellas de Alfredo Musset. Traducção. Rio de Janeiro, 1876, in-8° - Contém : As duas amantes ; Emelina ; o filho de Taciano; Fre- derico e Bernardina ; Croiselles e Margarida. - Novellas de Theophilo Gautier. Traducção. Rio de Janeiro, n-8° - Contém o livro : O Vellocino ; Omphalia ; Ocãosinho da Mar- iqueza ; O ninho de rouxinoes ; A amante de além-tumulo ; A cadeia de ouro ; Uma noite de Cleópatra. - Da terra á lua ; trajecto directo em noventa e sete horas por Julio Verne. Traducção, etc. Rio de Janeiro (sem data ), 237 pags. n-8'. Sei queo dr. Silvalor de Mendonça traduziu e publicou outros trabalhos que nunca vi, como : - A viscondessa Alice, por Seeond Alberic, vertida do francez, dous volumes. Rio de Janeiro... - A pista: historia de um melro, de Alfredo Musset. Traducção. Rio de Janeiro - Na imprensa periódica, finalmente, redigiu: - A Legenda : jornal académico: S. Paulo, 186*. - O Ypiranga: S. Paulo, 186*. - A Republica: Propriedade do Club republicino. Rio de Janeiro, 1870-1874, oito volumes in-fol.- Terminou esta folha a 28 de fevereiro deste anno. - O Globo: orgão da Agencia americana telegraphici. Rio de Ja- neiro, 1874-1878, 15 vols. in-fol.- com Quintino Bocayuva e outros. Salvador Henrique de Albuquerque - Nas- cido na antiga província da Parahyba a 24 de fevereiro de 1813, fal- leceu em Pernambuco a 31 de agosto de 1880. Exerceu o magistério da instrucção publicado primeiro e segundo gráos em Pernambuco, ju" bilando-se nesse exercício em Olinda, foi membro do conselho director da instrucção publica desta província, major da guarda nacional, membro SA. 189 correspondente do Instituto historico e geographico brazileiro, socio installador do Instituto archeologico e geographico pernambucano, e cavalleiro da ordem da Rosa. Escreveu: - Breve compendio da doutrina christã, extraindo de Montpellier, Fleury e outros. 2a edição. Pernambuco, 1842, 163 pags. in-8°. - Novas cartas para aprender a ler. Pernambuco, 1846, 16 pags. in-8°. - Compendio de grammatica portugueza, extrahido de diversos autores e offerecido a seus alumnos - Este livro teve muitas edições em Pernambuco, sendo a 6a em 1846 com 117 pags. in-8a; a 12a, depois de approvada pelo conselho director da Instrueção publica, é do Rio de Janeiro, 1874, 154 pags. in-8°, acompanhada de um Appendice á edição precedente, isto é, um discurso sobre os methodos de ensino pri- mário, offerecido ao Illm. Sr. Dr. José Soares de Azevedo, com sete pags.; finalmente a 13a edição no Rio de Janeiro, 1880, in-8°. - Compendio de chorographia universal, especial do Brazil e da província de Pernambuco, approvado pelo conselho director da in- strucção publica de Pernambuco. Segunda edição, melhorada e muito augmentada. Rio de Janeiro, 1880, 138 pags. in-8°. - Novas cartas para aprender a ler, nas quaes se mostra que não é necessário o estudo das syllabas isoladas dos nomes, como se ensina pelas antigas cartas. - Noções de arithmetica para uso das escolas do primeiro grão. Recife, 1855, 45 pags. in-8°. - Chorographia universal. - Noções de geographia para uso das escolas..Pernambuco, 1846, 46 pags. in-8°. - Epitomede geometria pratica, extrahido de vários autores , 2a edição. Pernambuco, 1847, 52 pags. in-8° com figuras. - Resumo de arithmetica para uso das escolas do segundo gráo, extrahido de Lacroix. Pernambuco, 1847, 129 pags. in-8". - Resumo da historia do Brazil. Pernambuco, 1848, 470 pags. in-8° com um mappa - Teve terceira edição com o titulo: - Compendio da historia do Brazil. Pernambuco, 1871, e houve outra edição de 1873. - Resumo das quatro operações de arithmetica, accommodado ao uso das escolas do sexo feminino e offerecido aos professores públicos. Pernambuco.... - Bosquejo historico da Parahyba do Norte - No periodico litte- rario Alva. Parahyba, 1850. 190 SA - Dissertação sobre as vantagens do ensino primário, dado uma só vez no dia - No Diário de Pernambuco de 28 de setembro de 1859, e na Instrucção Publica n. 3, de 9 de janeiro de 1860. Este autor tem vários trabalhos na Revista do Instituto archeologico e geographico pernambucano, como: - Relatorio da commissão nomeada para syndicar acerca da casa onde se diz falleceu João Fernandes Vieira, lido, etc.- No tomo Io, pags. 112 a 126, com o padre Lino do Monte Carmello Luna. - Façanhas e rasgos de virtude e patriotismo de João Fernandes Vieira-Idem, pags. 167a 172. - Discurso sobre Antonio Felippe Camarão - Idem, pags. 192 a 200. - Discurso sobre André Vidalde Negreiros -Idem, pags. 403 a 415. - Discurso biographico de Henrique Dias - Idem, pags. 534 a 545. - Quando foi edificada a igreja da Misericórdia de Olinda? Seria ella envolvida no incêndio daquella cidade ? E, neste caso, quando foi reedificada? Memória - Idem, pags. 296 e segs. - índice nominal e alphabetico das principaes pessoas que fizeram a guerra contra os hollandezes desde a invasão dos mesmos até sua total expulsão, seguido de notas biographicas explicativas a respeito daquellas pessoas que mais se distinguiram - No tomo 2o, pags. 571 a 610. Salvador José Corroa Coellio - Filho do capitão José Francisco Corrêa e dona Maria da Conceição Coelho, nasceu pelo anno de 1825 na villa do Príncipe, hoje cidade da Lapa, no actual es- tado do Paraná, e bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, foi deputado á assembléa desta província e advogado em Sorocaba, onde falleceu. Escreveu: - Passeio á minha terra. S. Paulo, 1860, 86 pags. in-8n. Salvador José Maciel - Filho do marechal de campo Salvador José Maciel, nasceu no Rio de Janeiro a 21 de outubro de 1824, e falleceu a 10 de fevereiro de 1870 na cidade de Campos, sendo capitão reformado do corpo de engenheiros com o curso de mathematica pela antiga escola militar, tendo verificado praça em 1840. Escreveu $ - Planta áo forte do Pico, levantada pelo engenheiro, etc. e pelo primeiro tenente Francisco Borges da Silva. 1834, 0"', 403X X0% 561* SA 191 Salvador de Mesquita- Filho de Gaspar Dias de Mes- quita e nascido na cidade do Rio de Janeiro no anno de 1646, des' tinando-se ao estado ecclesiastico, cursou o seminário de Roma e recebeu, segundo me consta, ordens sacras. Cultivou a poesia com gosto tal, e era tão versado na lingua latina que, com admiração de seus condiscípulos e com a maior facilidade, vertia para esta lingua em verso heroico as lições de philosophia que ouvia no seminário. Foi particular amigo do padre Antonio Vieira e escreveu : - Labores quinquaginta Christi Salvatoris excerpti é libro R. P. Fr. Thomoe a Jezu, erimitoe augustiniani ad lyram traducti. Romoe, 1665. - Sacrificium Jephtoe : sacrum drama. Romoe, 1682 - Affirma Barbosa Machado que Mesquita escrevera muitas poesias em latim o tinha a imprimir as tragédias seguintes: - Egestus et Clytemnestra, sive scelerum sepulchrum. - Demetrius, sive perfídia triumphans. - Perseus, sive innocencia vindicata. - Prusias Bethynioe - Barbosa viu e elogia estas obras. Salvador das Neves - Natural do Recife, hoje capital da província de Pernambuco, e nascido no século XVIII, foi poeta e vivia em 1826. Escreveu: - Hymnos sacros. Bahia, 1816 - Deste livro sei que o Visconde de Porto Seguro possuia um exemplar, de que transcreveu no seu « Florilégio da poesia brazileira » o primeiro hymno, este é : - Hymno ao Senhor dos Passos - tomo 3o, Appendice, pags. 75 a 82. Salvador Piren <le Carvalho e A.llt>u<xuerque - Filho de Salvador Pires de Carvalho e Albuquerque e dona Ger- trudes Amélia Pires, nasceu na cidade da Bahia a 4 de março de 1842. Bacharel em direito pela faculdade do Recife, dedicou-se á ma-> gistratura, exercendo successivamente os cargos de promotor pu- blico, juiz municipal e de orphãos, juiz de direito, chefe de policia nas províncias da Parahyba, do Paraná e da Bahia e desembargador da relação desta província, já estado da Republica. Na reorganisação da magistratura, em consequência do novo regimen político, foi no- meado conselheiro do tribunal de appellações e revistas, do qual sendo vice-presidente presidiu o acto da installação e foi aposentado em 1896. Espirito devotado âs lettras, quando juiz de direito de Mi- 192 8SA. pibú reslaurou a bibliotheca publica, ahi creada na presidência do conselheiro Bandeira de Mello sob os auspícios do ministro do Império o conselheiro João Alfredo e fazendo o Barão de Mipibú ediflcar o prédio para as escolas publicas, collocou em um dos melhores sa- lões a livraria então esparsa por mãos particulares, enriquecendo-a com donativos que angariou ; e na cidade de Nazareth fundou o Club litterario nazareno a 7 de setembro de 1883 com a respectiva bibliotheca, onde mais tarde foi collocado seu retrato, com cerca de tres mil volumes, jornaes e revistas... E' cavalleiro da ordem da Rosa, fundador e presidente do Instituto geographico e historico da Bahia, etc. Escreveu: - Repertório de incompatibilidades, contendo as leis, decretos e dec:sões relativas ás incompatibilidades resultantes da accumulação de diversos cargos públicos e de parentesco dos funccionarios pú- blicos. Rio de Janeiro, 1875, in-4°. - Repertório da lei n. 15 de 15 de julho de 1892, que deu a or- ganisação judiciaria do estado. Bahia, 1893. - Consolidação das leis de organisação judiciaria do estado da Bahia. Bahia, 1899. - Estatal os da sociedade Club litterario nazareno. Bahia, 1894, 25 pags. in-4°. Salvador Pires de Carvalho Aragão - Nas- cido na Bahia a 12 de maio de 1856 e com praça no exercito a 10 de outubro do 1874, é major da arma de infantaria e tem, depois de inaugurada a Republica, representado a Bahia no congresso estadoal. Escreveu : - Bahia Cabralia e Vera Cruz. Bahia, 1900 - Este trabalho é escripto e publicado em desempenho de commissão do governo da Bahia. E' um importante estudo, um valioso subsidio para a his- toria do Brazil. E' acompanhado de um mappa da Bahia Cabralia e de diversas plantas. Samuel A.ug-u«to cie Oliveivu - Filho de Herme- negildo José de Oliveira e dona Umbelina Elisa das Neves Oliveira, nasceu a 12 de outubro de 1868 na cidade de Laranjeiras, estado de Sergipe. E' Io tenente de artilharia, engenheiro militar, engenheiro civil pela Escola superior de guerra, substituto da cadeira de mecâ- nica na Escola militar do Brazil, e escreveu: - A instrucção no Brazil. Sergipe, 1887, in-8°. SA 193 - Geometria algébrica. Rio de Janeiro, 1892, in-8°. Em colla- boração com Manoel Liberato Bittencourt - Esta obra teve se- gunda edição sob o titulo: - Lições de geometria algébrica. Rio de Janeiro, 1896,2 vols. in-8°. Com a mesma collaboração. - Pela Republica. Rio de Janeiro, 1896. - Tratado de arithmetica, theorico, pratico, philosophico e his- tórico. Rio de Janeiro, 1897. Ainda em collaboração com Liberato Bittencourt. - Concepção da philosophia. Rio de Janeiro, 1901,2 vols. in-8°. Tem inéditos os seguintes trabalhos : - Coordenação da philosophia. 2 vols. - Lições de mecanica - Na imprensa collaborou no Laranjei- rense e no Republicano, em Sergipe ; no Jornal do Commercio, n' O Soldado, revista militar e scientifica, no Rio de Janeiro. Fundou e re- digiu : - Tobias e Osorio : revista militar e litteraria. Rio de Janeiro, 1890. - Revista Escolar. Rio de Janeiro, 1892. Foi redactor-chefe da : - Federação : jornal. Matto-Grosso. Samuel BemvindLo Corrêa de Oliveira - Fi- lho do doutor Bellarmino Corrêa de Oliveira e nascido em Pernam- buco no anno de 1868, é bacharel em direito pela faculdade deste estado, então provincia, e escreveu: - A concepção da philosophia : obra evolucionista. Rio de Janeiro, 1901, 120 pags. in-8° - Divide-se este livro em duas partes, na pri- meira das quaes trata elle do criticismo, agnosticismo, antologia, etyologia e teleologia, questões que representam papel proeminente na philosophia moderna. Samuel Martins - Filho de José Isidoro Martins e dona Francisca Emilia de Oliveira Martins, e irmão do Dr. José Isidoro Mar- tins, já contemplado neste livro, nasceu na cidade do Recife peio anno de 1866 e é bacharel em direito pela faculdade desta cidade, formado em 1888. Escreveu: - Phototijpias; poesias. Recife, 1881, 36 pags. in-8° - precedidas de um juizo critico pelo dr. Clovis Bevilacqua. - Procurações de proprio punho : Notas o observações juridicas sobre o decreto n. 79, do 23 de agosto de 1892. Rio de Janeiro (?) 1893, in-8°. 194 SA - Subsídios para a moderna sciencia do direito. Recife, 1895, in-8° - E' um estudo synthetico de questões fundamentaes da origem e fins do direito, com as quaes provoca o autor a discussão sobre taes pontos. - O fiador: preceitos e formulas de fiança no civel e comnercial, compendiados, etc. Rio de Janeiro, 1900, in-8°. - Acções prejudiciaes, segundo as alterações do decreto n. 181, de 21 de janeiro de 1890. Rio de Janeiro, 1900, in-8°. Samuel Wallaec Mae Dowell- Filho do bacharel Samuel Wallace Mac Dowell, nasceu em Pernambuco a 26 de maio de 1843 e seguindo a carreira de seu pai, recebeu na faculdade do Recife o gráo de bacharel em 1867. Estabelecendo-se no Pará, representou essa então provincia em varias legislaturas geraes e dirigiu as pastas dos negocios da justiça e marinha no trigésimo quarto gabinete do Império desde 12 de junho de 1886 até 10 de maio de 1887. Escreveu : - Contestação sobre a eleição da provincia do Pará. Rio de Ja- neiro, 1878, in-4° - Este escripto é assignado também por seus collegas de deputação Joao.uim José de Assis e Guilherme Francisco Cruz. O dr. Mac Dowell tem publicado em jornaes politicos de cuja redacção fez parte, ou que collaborou, vários trabalhos sobre a polí- tica da epoca. Santiago Nunes Rilbeiro - Natural do Chile, falleceu ainda muito moço na cidade do Rio Preto, em Minas Geraes, a 24 de de- zembro de 1847, sendo lente de rhetorica e poética no collegio Pedro II e lente de philosophia do Atheneu fluminense, fundado em 1844, socio e secretario do Instituto historico e geographico brazileiro. Veio para o Brazil, ainda creança, com um tio e preceptor, em consequên- cia de convulsões politicas que agitavam aquella republica; mas em breve elle, que já era orphão de paes, viu-se orphão do unico bem- feitor, esse tio que era um clérigo virtuoso e illustrado, e então pro- curou no commercio modesto emprego de caixeiro de balcão, no qual passou os primeiros annos da juventude ; mas mesmo no balcão com- pletou os estudos, que já tinha iniciado, de linguas mortas e vivas, e deu-se ao estudo dos poetas, dos philosophos e dos historiadores. Era isto na cidade da Parahyba, provincia do Rio de Janeiro e logar pe- queno para suas grandes, mas nobres ambições de saber, de instruir-se, o que levou-o a pastar á côrte, occupando-se em leccionar particular- mente e depois era collegios. Foi um dos fundadores da SA 195 - Minerva Brasileira, jornal de sciencias, lettras e artes, publicado por uma associação de homens de lettras. Rio de Janeiro, 1843-1844, tres volumes in-fol. peq. de duas columnas, de cuja redacção fez parte, sendo no terceiro volume o unico redactor. Neste jornal, em que collaboraram Salles Torres Homem, Januario da Cunha Barbosa, dr. Domingos de Magalhães, dr. Emilio Maia, dr. P. de Alcantara Bellegarde, Montesuma, Joaquim Norberto, Araújo Porto-Alegre e outros vultos da epoca, além de outros trabalhos, escreveu : - A nacionalidade da litteratura brasileira- No tomo Io, 1843- 1844, pags. 7 a 32 e 111a 1 15. - Fragmentos de um poema intitulado « A inauguração do quinto Império» - No dito tomo, pags. 47 a 52. - Parnaso brasileiro ou collecção de poesias dos melhores poetas brasileiros - No mesmo tomo, pags. 53 e segs. - Relatorio do Sr. vereador Gabriel Gomes dos Santos - No mesmo tomo, pags. 256 a 261. - A saudade e a despedida, 1837 - No mesmo tomo, pags. 376 e segs. E' um trabalho em verso. - Priere a Dieu pour son altesse imperiale - No mesmo tomo, pags. 311 a 313 - E' acompanhada de uma poesia por Emilio Adet com musica de Noronha. - Concurso á cadeira de philosophia- No tomo 2o, pags. 609 a 614 e 642 a 647. - A Minerva Brasileira no seu segundo anno. O Brasil insultado pela Revista dos Dous Mundos. Aos nossos collaboradores e assignantes - Neste ultimo tomo, pags. 666 e segs. - Commemoraçôío do horroroso e para sempre memorável terre- moto de 1 de novembro de 1755, que destruiu em grande parte a cidade de Lisboa - Neste mesmo tomo, pags. 15 a 19. - A dança entre os antigos e modernos - No mesmo tomo, pags. 23 a 26 - Santiago escreveu mais : - Cântico elegíaco a, S. M. a Imperatriz - no volume «Oblação do Instituto historico e geographico brasileiro á memória de seu presi- dente honorário, o senhor D. Affonso, etc.» Rio de Janeiro, 1847, pags. e na Revista Trimensal do Instituto historico, tomo 11°, volume supple- mentar, pags. 18 a 32 - Sei que Nunes Ribeiro tinha inédito um tra- balho sobre - A batalha de Waterloo. Santos Estmiisltio Pessoa de Vasconcellos - Filho de Virgílio Estanisláo Affonso e natural do estado da Para- 196 hyba, é bacharel «m sciencias jurídicas e sociaes pela faculdade do Recife, faz parte da magistratura do Pará, em cuja capital é juiz de direito e chefe de segurança publica. Escreveu : - Annotações á Reforma Judiciaria do Estado do Pará: 1 vol. in-4° peq. com 338 pags. e mais 40 com um indice alphabetico das ma- térias mais importantes, remissivamente para o corpo da obra. Belém, 1899. Saturnino Soares de Meirelles - Filho do conse- lheiro chefe de divisão e cirurgião-mór da armada Joaquim Cândido Soares de Meirelles, neste livro com memorado, e dona Rita Maria de Meirelles, nasceu nesta capital a 6 de agosto de 1828. Bacharel em sciencias physicas e mathematicas pela antiga escola militar, com praça na arma de artilharia e já 2o tenente, passou para o corpo de engenheiros e foi nelle promovido a Io tenente. Depois disto fez o curso e recebeu o grão de doutor em medicina na faculdade do Rio de Janeiro. Nomeado professor extranumerario de mathematicas do col- legio Pedro II, foi depois a concurso á cadeira de physica e chimica do mesmo collegio, da qual pediu exoneração para entrar em concurso á ca- deira de physica, então creada na escola de marinha para a qual foi no- meado com a graduação de capitão de fragata, sendo nella aposentado depois de 25 annos de magistério, com o titulo de conselho do Impe- rador d. Pedro II. Exerce actualmente a clinica homoeopathica nesta capital e escreveu: - De que elementos se compõe a estatística medica de uma cidade ? Que regras presidem á sua composição ? Façam-se á estatística medica do Rio de Janeiro algumas applicações dos princípios. Hydropisia, es- tado do sangue nos casos delia. Quaes são os melhores meios de reco- nhecer a pedra na bexiga e, reconhecida ella, qual o melhor e mais seguro methodo de praticar a operação respectiva? Das ourinas no es- tado physiologico e em particular de suas alterações no estado patho- logico: these apresentada e sustentada, etc. para obter o grão de doutor em medicina. Rio de Janeiro, 1855, 68 pags. e 5 fls. in-4° com dous quadros estatísticos e um mappa. - Lições elementares de physica. Rio de Janeiro, 1856, in-8° -Es. criptas para uso de seus discípulos do collegio Pedro II, tiveram se- gunda edição em 1858, 3 fis., 162 pags. in-8°, sendo approvadas pelo conselho da instrucção publica e premiadas pelo governo imperial* - Gazes e vapores e vapor aquoso ; Barómetros ;Machinas de vapor: these apresentada e sustentada perante o conselho de instrucção em BA 197 concurso para a cadeira de physica da Escola de Marinha. Rio de Ja- neiro, 1856, 60 pags. in-4°. - Opusculo sobre a febre amarella, precedido do parallelo entre a allopathia e a medicina homoeopathica e seguido da pathogenese dos principaes medicamentos empregados na febre amarella. Discurso reci- tado na sessão geral do Instituto hahnemanniano do Brazil a 2 de julho do corrente anno - Na mesma revista e no mesmo anno, pags. 53 e segs. Rio de Janeiro, 1857, 32 pags. in-8". - Ahomoeopathia e a allopathia: parallelo entre as duas medicinas. Rio de Janeiro, 1875, 156 pags. in-8° - Sobre a homoeopathia escreveu outros trabalhos, como: - A homceopathia e a allopathia: serie de artigos publicados na Gazeta do Instituto hahnemanniano do Brazil. Rio de Janeiro, tomo Io, 1859, pags. 28, 41, 81, 115, 145 e segs. - A homceopathia nos factos - no mesmo tomo, pags. 49, 65, 73, 407, 129 e 142. - A homceopathia disfarçada-Idem, pags. 77 e 97. - Refutação ao parecer da Faculdade de Medicina contra a creação do duas cadeiras que havia pedido em nome do Instituto hahnemanniano do Brazil: serie de artigos publicados no Jornal do Commercio e depois em opusculo no Rio de Janeiro. 1883, 85 pags. in-8°. - Estellionato scientifico, apresentado como prova do concurso á cadeira de clinica cirúrgica da Faculdade de Medicina do Rio de Ja- neiro pelo dr. Matheus de Andrade. Rio de Janeiro, 1871, 18 pags. in-4° - Admira que o dr. Saturnino ignorasse a ignóbil cilada em que cahiu o dr. Matheus de Andrade, um dos mais notáveis operadores do Brazil, armada por um velho lente que o mesmo sempre respeitou e em quem tinha a mais plena confiança, cilada para o fim de triumphar o seu competidor e não se apresentar a um concurso subsequente para que se achava também prompto, e assim ser dada a segunda cadeira a um moço aparentado com esse lente, a quem devia ser dada a se- gunda cadeira por herança. Veja-se Matheus Alves de Andrade no tomo 6o. - Conceitos sobre a doutrina homoeopathica hahnemanniana. Rio de Janeiro, 1900, 63 pags. in-8°. Saturnino de Souza e Oliveira, Io - Filho do co- ronel de engenheiros Aureliano de Souza e Oliveira, nasceu no Cor- rego Secco, logar onde está hoje a cidade de Petropolis, a 29 de no- vembro de 1803 e falleceu a 18 de abril de 1848, sendo formado em di- reito pela universidade de Coimbra, do conselho de sua magestade o 198 SA Imperador, inspector da alfandega da côrte, dignitário da ordem do Cruzeiro, commendador da de Christo e socio do Instituto historico e geographico brazileiro. Fez todo o curso de direito com seu irmão Au- reliano de Souza e Oliveira Coutinho, Visconde de Sepetiba, ja mencio- nado neste livro. Deu-se á advocacia em sua volta ao Império, e na creação dos juizes de paz e dos corpos da guarda nacional, foi elle o primeiro juiz de paz e commandante do batalhão da freguezia do Sacramento, prestando relevantissimos serviços á ordem publica em 1831 e 1832 e ostentando extraordinária coragem e calma, como póde-se ver no Anno biographico do Dr. Macedo, tomo 3o. Exer- ceu desde 1833 o cargo de inspector da alfandega, interrompendo esse exercício por julgar offendida a dignidade de sua repartição pelo mi- nistro Feijó, mas voltando um anno depois ao mesmo cargo, deixou-o ainda emquanto desempenhava outros cargos de administração como o de presidente do Rio Grande do Sul na epcca calamitosa da cruenta guerra civil, ou de eleição popular como o de deputado pelo Rio de Ja* neiro na 3a, na 5a e na 6a legislaturas. Fez parte, além disto, do ga- binete organisado a 22 de maio de 1847 pelo senador Manoel Alves Branco, depois Visconde de Caravellas, occupando a pasta dos estran- geiros e interinamente a da fazenda neste mesmo anno, e a da justiça no seguinte. Não chegou a tomar posse de sua cadeira na camara vi- talícia por ser escolhido em outubro de 1847 e não ter-se ainda aberto a nova sessão legislativa quando falleceu. Escreveu : - Defesa dos cidadãos Antonio Carlos Ribeiro de Andrada Ma- chado e Silva e Martim Francisco Ribeiro de Andrada. Rio de Janeiro, 1828, 43 pags. in-4° - Foi publicada de novo na Bahia em 1829, in-4°. - Commentario critico da lei de 20 de setembro de 1830, com in- strucções praticas sobre o juizo dos jurados, seguidas de um formu- lário dos termos e actos mais singulares do mesmo juizo. Rio de Ja- neiro, 1830,in-8°. -. Bosquejo historico e documentado das operações militares da província do Rio'Grande do Sul durante a presidência do dr. Satur- nino de Souza e Oliveira, pelo mesmo. Rio de Janeiro, 1841, 160 pags. in-8° gr. - Negocios do Rio Grande. Operações do Passo Fundo, descriptas pelo actual presidente do Rio Grande do Sul, etc., com 31 documentos offlciaes. Rio de Janeiro, 1843, 64 pags. in-8°. -Projecto para a suppressão de alguns impostos e amortisação de parte da divida publica fundada. Rio de Janeiro, 1843, 64 pags. in-4°, çom um mappa. SA. 199 - Regulamento consular do Império do Brasil, mandado executar por decreto n. 520, de 11 de junho de 1847. Rio de Janeiro, 1847, 31 pags. in-8°, seguidas de 36 modelos. - Protesto contra a multidão desenfreada que pedia deportações e se revestia de todo apparato de paixões ferozes em 1831 - Não sei si foi impresso em avulso. Foi escripto no saguão do paço da cidade, cer- cado de baionetas. E nessa occasião, como um dos revoltosos lhe dis sesse que havia muita polvora e bala parta lhe responder, respondeu- lhe: « Sim, é de polvora e bala que precisamos para esmagar a anar- chia. » Continuou a escrever. Foi de sua redacção : - A Verdade: jornal miscellanieo. Rio de Janeiro, 1831-1832, in-fol. Saturnino cie Souza e Oliveira, 2o - Filho do precedente, nasceu em Coimbra a 27 de julho de 1824, quando seu pai estudava na universidade, e falleceu em Angola, onde exerceu o cargo de cônsul do Brazil, em 1870 ou 1871. Doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, serviu algum tempo como cirurgião do exercito, exerceu a clinica nesta cidade e também em Angola, commer- ciando ao mesmo tempo em vinhos na África e adquirindo com isto não pequena fortuna. Escreveu : - Memória sobre o magnetismo n'agua e uma ideia sobre sua re- ferencia á economia animal. Rio de Janeiro, 1846 - Era o autor estu- dante e sobre essa memória escreveu seu collega M. M. de Moraes Valle, depois lente da faculdade de medicina, um trabalho que publicou no Archivo Medico Brasileiro, tomo 2o, pags. 238 a 240. - Algumas reflexões sobre a séde das moléstias : these apresen- tada, etc. e sustentada a 13 de dezembro de 1847. Rio de Janeiro, 1847, in-4° gr. - Relatorio historico da epidemia de variola que grassava em Lo- anda em 1864. Lisboa, 1866, 306 pags. in-8°. - Elementos grammaticaes da lingua Bunda, offerecidos a S. M. F. D. Luiz I. Loanda, 1864, 85 pags. in-4° - Nesta obra collaborou M. Alves de Castro Francina. Consta-me que houve outra edição de 1868. - Memória sobre o direito de conservar os vinhos... - Memória sobre os meios de abolir a escravidão no Império da Brasil - No Philanthropo, 1851, n. 102, de 14 de março de 1851 e segs. 200 SA - Uma saudade ã memória do dr. Antonio Navarro de Abreu, fallecido na santa casa da misericórdia no dia 3 de outubro de 1845, in-8° - E' em verso. Satyro Mariano Leitão - Filho de Antonio José Leitão, nascido na antiga província do Maranhão, cursava mathe- maticas na universidade de Coimbra quando, se alistando no ba- talhão académico, fez parte das forças constitucionaes que entraram na Galliza, e nesse serviço falleceu. Escreveu: - Carta de um voluntário académico. Plymouth, 1828, 15 pags. in-8° - Refere-se ao máo tratamento, privações e desgostos suppor- tados pelos emigrados no deposito ou barracão, em que foram alojados. E como em confutação a este trabalho fosse publicado outro com o titulo «Carta de José Fidelis da Boa Morte, etc., escreveu elle ainda : - Duas palavras acerca da carta de José Fidelis da Boa Morte. Plymouth, 1829, 12 pags. in-8° gr. Satyro de Oliveira Dias - Filho de Cláudio José Dias e dona Umbelina de Oliveira Dias, nasceu na Bahia a 12 de janeiro de 1844, é doutor em medicina pela faculdade de sua então província, e prestou bons serviços na campanha contra o governo do Paraguay desde seu curso académico, obtendo por esses serviços então a medalha da mesma campanha e a de cavalleiro da ordem de Christo. Dedicando-se á política, foi durante o Império deputado provincial e administrou as províncias do Ceará, Rio Grande do Norte e Amazonas, por onde foi eleito deputado geral em 1885, e no regimen republicano outros cargos como os de deputado ao Congresso do estado da Bahia em 1891 e federal em 1900, director da instrucção publica e secretario do interior. Escreveu: - Discurso proferido a 21 de outubro de 1869 na solemnidade da distribuição de prémios aos alumnos do gymnasio bahiano. Ba- hia,. 1869, 12 pags. in-4° - Era o autor adjunto do professorado deste collegio. - Ao dia 9 de setembro, anniversario natalício do Ulmo. Sr. Dr. Abílio Cesar Borges: poosia - No livro « Poesias offerecidas ao Dr., etc. no dia 9 de setembro de 1860, pags. 18 a 21. -- Do emprego das sangrias na congestão cerebral e na apo- plexia - Vantagens da auscultação e da percussão para o dia- gnostico; Hypoemia, septicemia; respiração vegetal: these sustentada, etc. para obter o gráo de doutor em medicina. Bahia, 1870, in-4°. SA 201 - Discurso proferido no acto da collação do grão de doutor em medicina aos doutorandos de 1870. Bahia, 1870, 16 pags. in-8°. - O Duque de Caxias e a guerra do Paraguay, estudo critico e historico. Bahia, 1870, 56 pags. in-8°. -Libertação da província do Ceará: discurso pronunciado na sessão magna da libertação dos escravos na mesma província. For- taleza, 1884 - Presidia então o autor essa província. - Relatorio com que o Exm., etc. passou a administração da pro- víncia do Ceara ao segundo vice-presidente, etc. Fortaleza, 1884, in-4°. - Exposição e proposta sobre a instrucção publica do estado da Bahia. Bahia, 1890 - Era o autor então director da instrucção publica na Bahia. - A questão do ensino no Brazil: carta dirigida ao senador Se. verino Vieira contra o projecto do Sr. Barbosa Lima, estabelecendo a egualdade entre os estabelecimentos de ensino superior, creados nos estados e os das faculdades federaes - No Diário de Noticias da Bahia, 1897. - Hygiene publica. Carta do Dr., etc., secretario do Interior, dirigida ao Diário da Bahia, mandada imprimir pelos funcçionarios da repartição de hygiene. Bahia, 1899, 10 pags. in-8n. Savard Saint Brisson - Como se assigna, ou Eugênio Julio Savard Saint Brisson, como é seu nome todo, filho de Carlos Victor Savard de Saint Brisson, e dona Guilhermina Savard de Saint Brisson, nasceu no Rio de Janeiro a 13 de novembro de 1865 e falleceu em Nitheroy a 1 de dezembro de 1899. Tendo-se matri- culado muito moço na academia de medicina da sua cidade natal, foi forçado, por morte de seu pae, a interromper o curso e por este motivo teve de empregar-se no commercio. Os seus estudos acadé- micos reataram-se, logo que encontrou no modesto logar de revisor de um jornal os meios de que precisava ; mas o seu organismo en- fermo teve de succumbir fatalmente a tantos esforços e a tanto tra- balho, sem que fosse possível terminar o seu tirocinio. Joven de talento e cultor da poesia, escreveu: - Azas: versos. Porto, 1897, in-8°. - O espectro: poesia. Braga, 1898, in-8°. - Serenata: poesia. Braga, 1898, in-8°. - Plumas .• versos inéditos. 202 SE Sebastiíio Antonio Rodrigues Braga-Filho do negociante Sebastião Antonio Rodrigues Braga e nascido na ci- dade do Rio de Janeiro a 6 de março de 1836, falleceu nessa cidade a 7 de junho de 1890, bacharel em mathematicas pela antiga escola militar, capitão reformado do corpo de engenheiros e representante no Brazil da companhia ingloza D. Pedro I, registrada em Londres a 24 de setembro de 1872, para construcção de uma via ferrea do melhor porto da província de Santa Catharina á cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul. Serviu no exercito desde 1854 até 30 de março de 1866, data de sua reforma, e fez parte da commissão de engenheiro^ do exercito em operações nesta pro- víncia no começo da guerra contra o Paraguay, sendo um dos autores da - Santa Catharina a Porto-Alegre: Memória sobre o projecto de estabelecimento de uma estrada de ferro de Santa Catharina a Porto- Alegre. Rio de Janeiro, 1870. Foi apresentada à Camara dos depu- tados com vários documentos e um mappa de parte da America do Sul. O autographo de 24 folhas in-4° foi offerecido ao Imperador e esteve na exposição de historia patria em 1880. - Projecto de uma estrada de ferro de Santa Catharina a Porto Alegre. Paris, 1861, 28 pags. in-4°. - Petição á assembléa geral pelo representante da Companhia « The D. Pedro I Railway Company Limited ». Rio de Janeiro, 1877, in-fol. - Lineamentos sobre a Companhia «D. Pedro I Railway Limited », com um quadro synoptico das operações da mesma companhia. Rio de Janeiro, 1879, in-fol. - Estrada de ferro D. Pedro I. Rio de Janeiro, 1881, 52 pags. in-4°. Occupa-se tanto dessa estrada como de uma rede de vias ferreas para a província, hoje estado do Rio Grande do Sul, do systema geral que em sua opinião deve ser adoptado em todo Brazil. Vem annexa a planta das linhas que devem cruzar esse estado. - Planta da villa de Uruguayana e suas immediações, trin- cheiras estabelecidas pelos paraguayos e posições occupadas pelas forças alliadas, no dia 18 de setembro de 1865 - E sobre aqueila empreza, de que foi representante, escreveu os seguintes trabalhos: - Planta annexa ao pedido de autorisação dos estudos de uma estrada de ferro de Santa Catharina á Porto-Alegre, que ao go- verno imperial íaz, etc. Paris, 25 de janeiro, 1865 -- E' litho- graphada. 203 - Mappa de parte da America do Sul, indicando, segundo os mais recentes dados, as estradas de ferro ahi em trafego, estudos e projecto, e a rede ferrea futura que na provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sul deve resultar da influencia das linhas pri- vativas ás republicas Argentina e do Uruguay e da-construcção da estrada de ferro de Santa Catharina a Porto-Alegre. 1870-Idem. - Planta do rio Ibicuhy desde sua foz até a barra de Ibirocay, feita pelos capitães do corpo de engenheiros, etc. e primeiro tenente Sebastião Antonio Rodrigues Braga em 29 de setembro de 1865. 0",320 X 0m,450. Sebastião Augusto de Amorim Lisboa-Filho do tenente-coronel João Jacques de Amorim Lisboa e dona Antonia Maria Claudina de Amorim Lisboa, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 20 de janeiro de 1839. Foi professor publico em Nitheroy, de onde passou a exercer outros empregos até o logar de segundo official da Gamara municipal de Nitheroy, em que se conserva. Dedicado á lit- teratura dramatica, escreveu: - Irma, Anna: drama em cinco actos extrahido do romance Se- nhora de Monflanquin, de Paulo de Rock. Nitheroy, 1893 - Este drama, approvado pelo Couservatorio dramatico, foi representado a 3 de janeiro de 1891 pelo Club dramatico Kean e muito applaudido. - A dama dos diamantes: drama extrahido do romance P. L. M. de Xavier de Montepin - Foi escripto em 1891, não sabendo si chegou a ser impresso. - A Grécia na Turquia: opereta representada em 1900 pelo Club Vinte e Sete de Julho. - Ilha das Flores: opereta - que nunca vi. SeBastião Bandeira - Nascido no Rio Grande do Sul a 4 de abril de 1846, tendo assentado praça a 15 de outubro de 1859, é tenente-coronel da arma de cavallaria, de que tem o curso, conde- corado com as medalhas da campanha do Uruguay e da subsequente campanha do Paraguay. Foi um dos exilados para Tabatinga e ille- galmente reformado no governo do marechal Floriano. Foi excluido do quadro do exercito por se ter envolvido na revolta de 6 de setembro de 1893, revertendo á effectividade em 1895 por ter sido amnistiado. Escreveu: - Os incidentes de 15 de novembro de 1889- E' um trabalho publicado no Jornal do Commercio, analysando e rectificando o que 204 SE escreveu Suetonio (pseudonymo do dr. Antonio Pacheco Ferreira Vianna) a 12 de outubro de 1898. Sebastião ^prges de Barros - Oriundo de familia abastada e nobre, nasceu na Bahia e ahi vivia no meiado do século 18°. Foi poeta e escreveu varias composições, de que conheço: - No mausolêo do abbade Manoel de Mattos Botelho, irmão do arcebispo da Bahia : dous sonetos - na « Relação summaria dos fú- nebres obséquios que se fizeram na cidade da Bahia, côrte da America Portugueza, ás memórias do Sr. Dr. Manoel de Mattos Botelho, etc. Lisboa, 1745 ; e também no Florilégio da poesia brasileira por Var- nhagem, tomo 3o, supplemento. Sebastião Cardoso - Fi lho do desembargador Sebastião Cardoso e nascido na Bahia a 22 de agosto de 1857, é doutor em me- dicina e lente de chimica analógica e toxicologia da faculdade de sua província, tendo entrado em concurso para um logar de lente no anno seguinte ao seu doutorado. Escreveu: - Pantanos. Qual o melhor processo para a purificação dos ex- tractoâ pharmaceuticos. Thermometria clinica. Histologia dos rins, des- camação catarrhal de seus canaliculos: these apresentada, etc. para obter o gráo de doutorem medicina. Bahia, 1879, 72 pags. in-4° gr. - Influencia da luz, do calor e da electricidade sobre a vegetação: these de concurso a um dos logares de lente substituto da secção de sciencias accessorias. Bahia, 1880, 4 fls., 2-22 pags. in-4° gr. D. Sebastião Dias Laranjeira, 2o bispo do Rio Grande do Sul - Filho de Joaquim Dias Laranjeira e dona Maria Ignacia de Jesus Laranjeira, nasceu na comarca de Caeteté, na Bahia, a 20 de janeiro de 1822 e falleceu em sua diocese a 13 de agosto de 1888. Presbytero secular, ordenado em 1844, foi neste anno, após o respectivo concurso, nomeado vigário da freguezia do Morro do Fogo, em sua província. Em 1855 deixou a Bahia para fazer longa excursão pela Europa e pelos Santos-Logares. Cursou a academia de sapiência e foi graduado doutor em cânones em Roma, sendo nessa época surpre- hendido com a nomeação de bispo e foi pelo papa Pio IX sagrado em sua prelasia. Em Roma fez parte do concilio ecumenico em que se tratou da infallibilidade papal, visitando em seguida Jerusalém. Era do conselho do Imperador d. Pedro II, era muito versado na historia, principalmente na historia sagrada, assim como em varias linguas e exprimia-se correctamente, fallando ou escrevendo, em latim, em 5SJLC 205 grego, em arabe e em hebraico. Fez sua entrada solemne na cidade do Rio Grande do Sul a 20 de junho de 1861, e em Porto Alegre a 28 deste mez. Escreveu varias pastoraes, de que só conheço: - Pastoral saudando o clero e mais fieis de sua diocese. Bahia, 1861, 15 pags. in-4° - E' datada de 4 de março. - Carta pastoral dirigida aos seus diocesanos por occasião de sua volta de Roma. Rio de Janeiro, 1867, 15 pags. in-8°. - Pastoral publicando as constituições do sacrosanto concilio do Vaticano e protestando contra a iniqua occupação de Roma e impio esbulho do sagrado dominio temporal da Santa Sé. Porto Alegre, 1871, 64 pags. in-4°. - Carta pastoral publicando o breve de S. S. o papa Pio IX, de 29 de maio de 1873, etc. Porto Alegre, 1873, 16 pags. in-8°. - Carta pastoral publicando o jubileu do anno santo e a encyclica «Gravibus ecclesiee» de 24 de dezembro de 1874, e consagrando esta diocese ao Santíssimo Coração de Jesus. Porto Alegre, 1875, 39 pags. in-8° - Entre as outras pastoraes deste prelado ha uma sobre a abo_ lição do elemento escravo, em cuja propaganda foi elle o primeiro bispo brazileiro a pronunciar-se. Diz-se, não sei com que fundamentos, que tivera parte no livro: - Jerusalém. Lisboa, 1874, in-8°. (Veja-se Joaquim Pinto de Campos, sob cujo nome individual foi esse livro publicado. ) Sebastião Fabregas Suiúgué - Brazileiro adoptivo, como ello mesmo o confessa « desde maio de 1808 », falleceu no Rio de Janeiro a 19 de fevereiro de 1844. Foi ajudante do guarda-mórda alfandega desta cidade, onde teve uma das primeiras oflicinas typo- graphicas. Foi um homem laborioso e activo e escreveu : - Almanak geral do Império do Brasil, para os annos de 1836, 1837, 1838 e 1839. Rio de Janeiro, 1836 a 1839, in-8° - Estes Alma- naks são acompanhados de plantas, como a da cidade do Rio de Ja- neiro, levantada de 1812 a 1826 pelo brigadeiro Henrique Isidoro Xa- vier de Brito e outros offlciaes do corpo de engenheiros, e de noticias uteis como a do novo padrão das moedas de ouro e prata do Império, creado pela lei de 8 de outubro de 1833, de que o de 1837 dá o de- senho, de tres moedas de ouro e cinco de prata. - Demonstração do desenho original para collocação dos edifícios da illuminação publica na capital do Império do Brazil e outras peças analogas ao objecto em que se vê a esperteza Clementina em toda sua plenitude. Rio de Janeiro, 1843, 13 pags. in-8°. 206 - Recreação brasileira, scientifica e moral dedicada á mocidade de ambos os sexos. Rio de Janeiro, 1840, in-8° - Ha de sua penna um - Manifesto da Maçonaria - que nunca pude ver. Veja-se Frei Theotonio de Santa Humi liana Benevides. Sebastião Ferreira Soares - Filho de Francisco Ferreira Soares e dona Tertuliana da Costa, nasceu em Piratinim, província do Rio Grande do Sul, a 21 de abril de 1820, e falleceu no Rio de Janeiro a 5 de outubro de 1887 no exercício do cargo de director geral da repartição especial de estatística do thesouro nacional, com- mendador da ordem da Rosa, membro do Instituto historico e geogra- phico brazileiro, da sociedade Auxiliadora da industria nacional, etc. Fez todo o curso de sciencias physicas e mathematicas na antiga aca- demia militar e serviu no corpo de engenheiros com o posto de 2o tenente e militou na campanha de sua província em 1839. Finda essa campanha, deixou o exercito e entrou para o serviço de fa- zenda com a nomeação de terceiro escripturario do thesouro, obtida por concurso, e nesse serviço desempenhou importantes commissões. Foi fundador do extincto club dos guarda-livros, associação que tinha por fim o estudo dos regimentos e legislação commercial dos diversos paizes e da theoria e pratica do commercio no Brazil; fundador e se- cretario do imperial Instituto fluminense de agricultura, como ex- prime-se o senador Visconde de Taunay, um dos raros e pacientes ope- rários que com tenacidade se deram ao culto e expansão dessa sciencia hoje mais do que nunca necessária a regular a constituição das so- ciedades, infelizmente entre nós ainda tão rudimentar e descurada, a estatística. Escreveu: - Tratado de escripturação mercantil por partidas dobradas, ap- plicado ás finanças do Brasil. Porto Alegre, 1852, 69 pags. in-4°. - Considerações sobre a revolução rio-grandense e analyse da carta offlcial e itinerário do intitulado ministro da guerra dos dissi- dentes, Manoel Lucas de Oliveira, dirigidas ao Conselheiro Manoel An- tonio Galvão. Rio de Janeiro, 1854, 20 pags. in-fol. - Foram apresen- todas e lidas perante o Instituto historico nas duas sessões de 29 de setembro e 15 de outubro de 1854. - Elementos de estatística, comprehendendo a theoria da sciencia e sua applicação á estatística commercial do Brasil, dedicados ao Illm. e Exm. Sr. Conselheiro Dr. Antonio Francisco de Paula e Souza, etc. Rio de Janeiro, 1865, 2 tomos, 330 e 241 pags. in-4° - No fim do 2o tomo acha-se em appendice um projeeto para creação de bancos auxiliares da lavoura nas provincias. SE 207 - Notas estatísticas sobre a produeção agrícola e a carestia dos generos alimentícios no Império do Brasil. Rio de Janeiro, 1860, 37 pags. in-8°. - Historico da fabrica de papel de Orianda ou defesa do Dr. Gui- lherme Schuch de Capanema por seu amigo, etc. Rio de Janeiro, 1860, 81 pags. in-8°. - Historico da companhia industrial da estrada de ferro de Maní garatiba e analyse critica e economica dos negocios desta companhia. Rio de Janeiro, 1861, 310 pags. in-8°. - Esboço ou primeiros traços da crise commercial da cidade do Rio de Janeiro em 10 de setembro de 1864. Rio de Janeiro, 1865, VIII-136 pags. in-8% - Projecto. Regulamento da secretaria do conselho director do imperial Instituto de agricultura. Rio de Janeiro, 1863, 16 pags. in-fol. - Prelecções de moral particular e publica ou pensamentos phi- losophicos sobre o christianismo, moral e política. Rio de Janeiro, 1863, 344 pags. in-8°. - These philosophica sobre Deus e sobre o homem. Rio de Ja- neiro, 1864. - A produeção agrícola no Brazil, serie de 24 artigos publicados no Jornal do Commercio de 21 de janeiro a 29 de maio de 1860- Estou informado, emíim, de que Ferreira Soares escreveu mais: - Maximas e pensamentos de Arseos - Na Revista Popular. - Quadro da receita e despeza da província do Rio Grande do Sul nos annos de 1835 a 1845- O Instituto historico possue o original em grandes mappas. - Recreação brazileira, seientiflea e moral, dedicada á mocidade de ambos os sexos. Rio de Janeiro - Este livro nunca pude ver. - Historico e analyse esthetigraphica do quadro de um episodio da batalha do Campo-Grande, planejado e executado pelo Dr. Pedro Américo de Figueiredo Mello, por Arseos. Rio de Janeiro, 1871, 101 pags. im4°, com o retrato de Pedro Américo. - Systema theorico e pratico para se organisar a estatística do commercio marítimo do Brasil. Rio de Janeiro, 1873, 50 pags. in-8°. - Introducção retrospectiva da Estatística do commercio marí- timo do Brasil no exercício de 1874-1875. Rio de Janeiro, 1883, in-8°. - Apontamentos para a historia financeira do Brasil desde sua in- dependência até 1855: obra escripta, segundo se diz, acurada e minu- 208 ciosamente, dividida em tres partes : Ia, da divida publica ; 2a, da des- peza; 3a, da contabilidade fiscal e das reformas e melhoramentos de que ella carecer. Esta obra foi entregue ao Imperador D. Pedro II, em 1857 em papel Hollanda, com mais de 600 pags. - Estatística do commercio maritimo do Brasil nos exercicios de 1869-1870, 1871-1872, 1872-1873, etc. organisada pela commissão di- rigida pelo Dr. Sebastião Ferreira Soares. Rio de Janeiro, 1870-1880, 14 vols. in-4° - O Dr. Ferreira Soares collaborou desde 1841 para vários jornaes periódicos de Porto Alegre e do Rio de Janeiro. Deixou inéditos outros trabalhos, dos quaes citarei : - Apontamentos sobre a estatística financial da província do Rio Grande do Sul - E' dividida em tres partes: Ia parte: Da receita e despeza realisadas durante os annos da revolução de 1835 a 1844 ; 2a parte : Da receita e despeza dos seis annos subsequentes á pacificação, de 1845 a 1851 ; 3a parte : Observações sobre assum- ptos connexos com a estatística financial dessa província. E' uma me- mória que foi offerecida em 1852 ao Instituto historico e geographico brazileiro. - Plano de reforma da contabilidade do thesouro nacional - O autor demonstra que o governo poderia ser mais perfeitamente ser- vido por metade do numero dos empregados occupados com o systema de escripturação em uso. Selbas titio Francisco Alves - Nascido na cidade de Bagé, do Rio Grande do Sul, a 11 de setembro de 1860, fez o curso de engenharia militar no Rio de Janeiro, com praça a 18 de dezembro de 1878, é capitão de artilharia do exercito, bacharel em mathematica e sciencias physicas e professor adjunto do collegio militar. Foi um dos redactores da - Revista da familia académica. Rio de Janeiro, 1887-1888 - e ahi publicou: - Lições de arithmetica, 1888 - e tem a publicar: - Tratado de calculo differencial e integral - que não vi impresso. Sebastião Francisco Bettamio - Não possuo no- ticia sua, sinão a de ser natural do Rio Grande do Sul ou de haver ahi residido muitos annos e de haver escripto: - Noticia particular do continente do Rio Grande do Sul, segundo o que vi no mesmo continente, e noticias que nelle alcancei com as notas do que me parece necessário para augmento do mesmo conti. nente, e utilidade da real Fazenda, dada no anno de 1780 por ordem SE 209 dolllmo. e Exmo.Sr. Luiz de Vaseoncellos e Souzi, do conselho de Sua Magestade vice-rei e capitão-general de mar e guerra do Estado do Brazil.- Na Revista do Instituto Historico, tomo 21°, pags. 239 a 299. Sebastião Gomes da Silva Belíbrt - Fidalgo cavalleiro da antiga casa real, e oriundo de antiga familia do Ma» ranhão, ahi nasceu pelo meiado do século decimo oitavo, seguiu a car- reira militar e falleceu com o posto de coronel, afogado no porto do Maranhão pouco tempo depois de acclamada a independencia do Brazil. Escreveu: - Roteiro e mappa da viagem de S. Luiz do Maranhão á corte do Rio de Janeiro, feita por ordem do governador e capitão general da- quella capitania. Com os officios relativos á mesma viagem. Rio de Janeiro, 1810, 95 pags. in-8ú - O Instituto historico e geographico bra- sileiro possue o autographo. Sebastião Guimarães Passos - Filho do major Tito Alexandre Ferreira Passos e dona Rita Vieira Guimarães Passos, e neto de José Alexandre Passos, de quem já me occupei, nasceu a 22 de março de 1867 na capital da então provincia de Alagoas. Estudou os preparatórios na dita capital e vindo em 1886 para o Rio de Janeiro, foi archivista da secretaria da mordomia da casa imperial, extincta pela Republica. Tendo allierido á revolta de 6 de setembro de 1893, fez parte do governo revolucionário do estado do Paraná e dahi pas. sou-se para Buenos-Ayres, onde esteve exilado dezoito mezes. Escapando desta arte ao furor das forças legaes, foi preso e fuzilado o dr. Carlos Guimarães Passos, pelo unico crime de ser seu irmão. Durante o exílio foi collaborador da Prensa e Nacion e fez diversas conferencias litte- rarias. E' socio fundador da Academia brasileira de lettras e socio da Sociedade de jornalistas do Chile. Distincto litterato e poeta, tem col- laborado para a maior parte dos jornaes desta cidade, começando pela. Gazeta da Tarde, sendo hoje collaborador eílectivo da Gazeta de Noticias usando na imprensa diariaos pseulonymos de Fortunio, Floreai e Puíf. Escreveu: - Versos de um simples, 1886-1890. Prefacio de Luiz Murat. Rio de Janeiro, 1891, XV-263 pags, in-80.- Este livro é dividido em duas partes: a primeira tem por oíferenda « A' minha mulher»; a segunda « A Luiz Murat». • . - Pimentões: versões humoristas. Rio de Janeiro, 1897, 159 pags. in-8°. Com a collaboração de Olavo Bilac sob os pseudonymos de Puft e Puck. 210 - Hypnotismo: comedia em verso, em um acto. Rio de Janeiro, 1900, in-8°. - Hymno do quarto centenário do descobrimento do Brasil. Rio de Janeiro, 1900.- Este hymno foi posto em musica e exhibido na festa do mesmo centenário. - Aspectos argentinos: serie de artigos no Commercio de 8. Paulo, primeira phase, sobre a Republica Argentina. Tem inéditos: - Horas mortas: versos. - Cantos: prosa e verso.- Redigiu: - Gil Braz: Rio de Janeiro, 1898. - Jornal Official: orgão da revolução no Paraná e Santa Catharina, Curitiba, 1893. Sebastião Isidoro Rodrigues da Costa - Foi baldado meu empenho em obter noticias suas, só me constando qua foi brasileiro. Escreveu: - Descripçcto do município da Laguna, comarca do mesmo nome: Resposta ao Questionário da Bibliotheca nacional, etc. - O original de 4-250-166 fls. in-fl. esteve na exposição de historia patria de 1881. Este trabalho é dividido em cinco partes comum indice das matérias. Sebastião Jose Basilio Pyrrho - Filho de José Basilio Pyrrho e nascido no Rio de Janeiro no anno de 1817, fez o curso de marinha, passando depois para o exercito. Praça de 1835 e bacharel em mathematicas pela antiga academia militar, era official do corpo de engenheiros, exerceu varias commissões nas províncias de Sergipe, Amazonas e Pernambuco, foi encarregado das obras publicas em Sergipe e commandante do presidio de Fernando de Noronha, sendo então tenente-coronel daquelle corpo e neste posto falleceu a 21 de abril de 1880 no Rio Grande do Norte. Escreveu: - Planta da cidade do Aracajú, capital de Sergipe, levantada em 1855.- Esta planta foi augmentada com os novos edifícios e rectificada com as alterações supervenientes pelô engenheiro Pedro Pereira de Andrade em 1865. ( Vede este nome.) Sebastisio José I*restes - Faltam informações a seu respeito, constando-me que foi brazileiro e official de engenheiros. Em 1803 era capitão e parece que fez parte da commissão de demar- 211 cação, de que foi chefe o tenente-coronel de engenheiros José Simões de Carvalho. Escreveu: - Memória que tem por objecto mostrar o modo, por que se devem tratar os indios do estado do Pará e, principalmente, da Ca- pitania do Rio Negro para delles retirar serviço util.- O Instituto historico possue uma copia de 20 folhas in-fl. com annotações que pa- recem do conego André Fernandes de Souza, diz o catalogo da expo- sição de historia patria, em que esteve esta memória. Sebastião Machado Nunes - Natural do Rio de Janeiro, onde falleceu a 26 de maio de 1866, foi bacharel em direito pela faculdade do S. Paulo, formado em 1836, presidiu a antiga pro- víncia do Espirito Santo, e escreveu: - Exposição que perante o conselho de guerra no dia 9 de junho faz o advogado... em defeza do Exm. Marechal graduado Pedro La- batut. Rio de Janeiro, 1841, 53 pags. in-4°. Sebastião Mário de Paiva Lessa - Filho de Francisco Antonio da Silva Lessa e dona Marianna Carolina de Paiva Lessa, nasceu no Rio de Janeiro a 20 de janeiro de 1867. Doutor em mediciua pela faculdade desta cidade, escreveu: - Guia medica organizada pelos estudantes Sebastião Mario de Paiva Lessa e Fernando Pinheiro da Silva Moraes. Nictheroy, 1888, in 8o. - Eram os autores internos do hospital de S. João Baptista de Nictheroy. - Quaes os succedaneos da digitalis no tratamento das lesões car- díacas, these etc. Rio de Janeiro, 1890, in-4°. - E'seguida de pro- posições, sobre as diversas cadeiras da faculdade. Sebastião Mestrinlio- Natural da antiga província de Minas Geraes e excellente tachigrapho, foi professor desta arte, viajou por grande parte do Brazil e também pela Europa, d'onde tendo voltado em 1890, ainda para ahi voltou e cazou-se. Escreveu: - Noções de tachigraphia ensinada polo conspícuo profèssor Se- bastião Mestrinho, sem o emprego de vogaes, nas províncias do Ama- zonas, Pará, Maranhão, Piauhy, Pernambuco, Parahyba e Rio Grande do Norte, publicadas por A. Cantanhêde de Moraes. Rio de Janeiro, 1886, XII-51 pags. in-8°. - Annaes da Assembléa legislativa provincial do Espirito Santo pelo tachigrapho, etc. ; na primeira sessão ordinaria da 26a legisla- tura em 1884* Victoria, 1884, 291 pags, ín-foL de duas columnas. 212 sje: - Annaes da Assembléa provincial do Amazonas, na segunda sessão do biennio de 1884-1885, organisados pelo tachigrapho, etc. Manáos, 1885, 2 vols. in-l°. gr.- Me parece que ha publicados outros trabalhos seus deste genero. Frei Sebastião Moreira de Godoy - Natural da villa, hoje cidade de Santos, de S. Paulo e nascido no anuo de 1691, foi carmelita, professor de philosophia e de theologia em sua ordem o escreveu: - Sermão em acção de graças á gloriosa SauPAnna, dando saude em uma enfermidade perigosa ao revm. dr. Calmon, chantre da me- tropolitana sé da Bahia e protonotario apostolico de sua santidade. Lisboa, 1736, in-4°. Sebastião Paraná - Filho do capitão Ignacio dê Sã Sottomaior e nascido a 19 de novembro de 1864 na capital do Paraná, é bacharel pela faculdade livre de direito do Rio de Janeiro, lente cathedratico de geographia e chorographia do Brazil no Gymnasio paranaense e escola Normal, tendo antes exercido o logar de secre- tario da Junta Commercial do Paraná. E' socio correspondente do Instituto geographico Argentino, do Instituto historico e geographico brazileiro, e vice-presidente do Instituto historico e geographico pa- ranaense. Escreveu: - Esboço geographico das províncias do Brazil. Curitiba, 1887, in-12°. - Esboço geographico do Paraná. Rio de Janeiro, 1889, 160 pags. - Corographia do Paraná. Curitiba, 1899.146 pags. iti-80 peq. Na imprensa periódica tem usado dos pseudonymos - Nárapas, Sa- lustiano Paranaski, Ninive e Rivadavia e redigiu: - A Tribuna: Curitiba, 1895-1896. - O Município: orgão semanal da municipalidade de Curitiba. Curitiba, 1897. Sebastião Finto cie Carvalho - Filho de Josè Pinto de Carvalho e dona Anna Aguiar Pinto, nasceu a 12 de janeiro de 1827 na cidade de Maroim, em Sergipe, c falleceu na ilha de Ita- parica, estado da Bahia, a 24 de novembro de 1899. Bacharel em di- reito pela universidade de Coimbra, regressou á sua província, de onde, dois annos depois, se retirou para a capital da Bahia. Ahi passou toda sua vida, dedicando-se com distincção á advocacia e ao magistério, sendo, medi mte o respectivo concurso, lente.de philosophia do antigo 213 Lyceu, em cuja cadeira se jubilou, director e lente de direito commer- cial da faculdade livre de direito do Estado. Foi deputado provincial por Sergipe e pela Bahia, reputado jurisconsulto e philosopho con- summado. Além de muitos trabalhos de advocacia, que não pude obter* escreveu: - Compendio de philosophia para uso dos seus discípulos. Este trabalho não chegou a ser publicado, mais é muito conhecido na Bahia entre aquelles que se tem applicado ao estudo desta sciencia. I>. Selbastiíio Rinto do Rego, 7o bispo de S. Paulo-Nascido em Angra dos Reis, cidade da provincia do Rio de Janeiro, a 18 de abril de 1802, falleceu em S. Paulo a 30 de abril de 1868. Presbytero do habito de S. Pedro, conego e cura da ca- pella imperial, e depois monsenhor e inspector da mesma capella, foi nomeado bispo de S. Paulo a 19 de maio de 1861, preconisado a 4 de outubro deste anno e, na matriz de Petropolis sagrado a 18 de maio de 1862, offlciando o Arcebispo de Athenas como internuncio apostolico e assistindo o acto o infeliz bispo de Goyaz, d. Domingos, Quirino dos Santos, de quem já fiz menção. Fez sua entrada na dio- cese a 21 de março de 1863. Era do conselho do Imperador e commen- dador da Ordem de Christo. So vi de sua penna: - Pastoral, publicando o jubilêu de 1865 e recommendando a observância das prescripções respectivas ás indulgências. S. Paulo. 1865, 22 pags. in-4°. - Carta pastoral a seus diocesanos. Rio de Janeiro, 1862, 24 pags in-80.- Não tive noticia de outros trabalhos desse genero. Selbastião do Ttego Barros -Filho do coronel Fran- cisco do Rego Barros e dona Marianna Francisca de Paula Cavalcante de Albuquerque, nasceu em Pernambuco a 18 de agosto de 1803 e falleceu a 7 de março de 1863, sendo bacharel em mathematicas pela universidade de Gottigen, do conselho de sua magestade o Imperador, tenente-coronel reformado do corpo de engenheiros, commendador da ordem de Aviz e offlcial da da Roza. Começou sua-carreira militar na arma de infantaria com praça de cadete em setembro de 1817 e teve logo seu baptismo de sangue, sendo ferido em combate na pacificação de sua provincia, então revolucionada; começou seus estudos de ma- thematicas em Coimbra e, por causa de rivalidades entre estudantes brazileiros e portuguezes, em 1823, foi concluil-os em França ; fez logo uma viagem a Allemanha, onde recebeu o grau de bacharel em 1826. Neste mesmo anno voltou ao Brazil e passou a servir no corpo 214 Hl<' de engenheiros. Foi deputado desde a segunda legislatura, de 1830, até seu fallecimento, com excepção da 6a e 7a; occupou vários cargos importantes; presidiu a província do Pará de 1851 a 1857 ; occupou a pasta dos negocios da guerra no gabinete de 19 de setembro de 1837, consecutivo a retirada do regente Feijó e no de 10 de agosto de 1859, e fez diversas excursões, tanto no estrangeiro, como no Brazil. Além de vários trabalhos QÍficiaes, como - Relatórios escriptos em cargos que occupou, escreveu: - Cartas de um americano sobre as vantagens do governo federa- tivo. ( Traducção ). Rio de Janeiro, 1833, in-8°. - Noções elementares das sciencias applicadas a agricultura. (Traducção). Pernambuco, 1848, in-8°. - Regulamento orgânico das escolas militares do Império, modi- ficando o de 1 de março de 1858. Rio de Janeiro, 1861, 24 pags. in-4° com uma tabella.-O conselheiro Rego Barros teve parte na elabo- ração e fez publicar «se a - Colleçdo das provisões do supremo conselho militar e de justiça do Império do Brazil, de 1823 a 1856, etc. Rio de Janeiro, 1861, 334 pags. in-4°. Sebastião <la Roclia J?itta.- Filho de João Velho Gondim e dona Brites da Rocha Pitta, nasceu na cidade da Bahia a 3 de maio de 1660 e falleceu a 2 de novembro de 1738. Erradamente alguns o suppõem filho, e outros neto materno do chancellerda relação desta cidade, Jcão da Rocha Pitta, mas elle mesmo na sua Historia da America portugueza, livro oitavo, paragrapho 9o, referindo-se ao ma- gistrado pernambucano, assim termina: «nas suas virtudes é suspeito o autor por ser seu sobrinhoe herdeiro de seus bens». Graduado mestre em artes no collegio dos jesuítas de sua patria, e depois bacharel em cânones pela universidade de Coimbra, dedicou-se á lavoura reti- rando-se para uma fazenda que possuia nas margens do rio Para- guassú, perto da actual cidade da Cachoeira ; foi coronel do regimento privilegiado das ordenanças da Bahia, fidalgo da caza real, cavaileiro professo da ordem de Christo, académico supranumerário da academia real da historia portugueza e membro da academia brasílica dos esquo' eidos, algumas de cujas sesiões presidiu. Cultivou a litteratura amena e era versado nas linguas franceza, latina, italiana, hollandeza e cas_ telhana, á cujos estulos deu-se para escrever a monumental - Historiada America portugueza desde oanno de mil e quinhentos de seu descobrimento até o de mil setecentos e vinte e quatro. Lisboa, SE 215 MDCCXXX, 746, pags. in-fol.- Este livro teve, depois de quasi um século e meio, mais duas edições: a da Bahia, de 1878 com 20 pags. in- numeradas e 513 pags. in-4°, constituindo o Io tomo da « Collecção de obras relativas a historia da capitania, depois provincia da Bahia o sua geographia, mandadas reinprimir ou publicar pelo Barão Homem de Mello» edição que é seguida de um Appendice com ligeira no- ticia sobre o autor e com a narrativa da expedição dos Hollandezes á Bahia em 1638, extrahida da obra in-folio publicada em Amsterdam em 1647; « Historia dos factos recentemente occorridos no Brasil e em outros logares durante oito annos sob o governo do Conde João Mau- rício de Nassau, escripta em latim por Gaspar Barloeus; e*a edição de de Lisboa, 1880, com 6 estampas e 1 mappa revista e annotada por J. G. Goes e com a declaração de segunda, sendo entretanto a terceira. E' facil de comprehender os sacrifícios com que o autor teve de lutar na infancia do Brasil que da madastra ingrata só recebia rigores no meio da estúpida ignorância que era o que lhe dava a metropole, na carência completa de livros sobre a historia de sua patria para doptal-a desse livro que, attentas circumstancias taes, deve ser considerado um thesouro preciosíssimo da nossa historia, um monu- mento de que o Brasil devo orgulhar-se. Esse livro, entretanto, at- trahe pela abundancia de factos históricos, perfeitamente descriptos, assim como pelo estylo ameno e poético, pomposo e elevado que, como disse Varnhagem, leva o leitor a suppor as vezes que está lendo um poema em proza. E esse livro nem foi bem recebido de certos críticos da epoca de sua primeira edição, quanto ao estylo e a linguagem, embora o censor mais insuspeito D. J. Barbosa, declarasse que a«Historia da America está escripta com tanta elegancia, que só tem o defeito de não ser mais dilatada para que os leitores se podessem divertir com maior torrente de eloquência » embora valesse ao autor sua entrada na Academia real da historia portugueza e a estima de D. João 5o que o nomeou fidalgo de sua caza e cavalleiro da ordem de Christo. O dr, Rocha Pitta escreveu mais varias pcesias, um romance em castelhano á imitação do Palmerim da Inglaterra e - Breve compedio e narração do fúnebre espectaculo que na insigne cidade da Bahia, cabeça da America portugueza, se viu na morte d'el-rei d. Pedro 2o. Lisboa, 1709, in 4o - Depois da narração, acham-se um romance em castelhano e tres sonetos do autor, os quaes estão repro- duzidos no Florilégio de Varnhagem, tomo 3o, appendice, pags. 15 a 20. - Summario da vida e morte da exa. sra. d. Leonor Josepha de Vilhena e das exequias que se celebraram á sua memória na cidade 216 da Bahia. Lisboa, 1721, in4" - Seguem-se também da mesma penna um romance, tres sonetos eduas decimas. - Oração do académico vago Sebastião da Rocha Pitta presidindo a academia brasílica na conferencia de 7 de maio de 1724 - Vem no tomo Io das conferencias da mesma academia, mans. em 18 pags. Selbrtstitio deSou<a e IVIello-. Filho do chefe de di. visão Francisco Agostinho de Mello Sousa Meneses, nasceu na freguesia de Marapicú da antiga província do Rio de Janeiro a 15 de abril de 1823 e falleceu a 1 de fevereiro de 1880 na então província de Santa Ca- tharina. Tenente-Coronel do corpo de engenheiros, tenuo assentado praça em 1849 e bacharel em mathematicas pela antiga escola mi- litar, foz parte da commissão de limites do Império com o Estado Ori- ental do Uruguay, foi director dos telegraphos da Côrte, inspector geral de medição e demarcação das terras publicas no Paraná e militou na campanha do Paraguay. Escreveu: - Relatorio dos trabalhos de que foi encarregado na província da Parahyba do Norte, desde agosto a dezembro de 1857. - Relatorio dos trabalhos de seu cargo na província de Santa Ca. tharina em 1859.- Nunca vi impressão. - Planta demonstrativa da posição relativa das colonias actual- mente existentes em Santa Catharina. 1864. 0ra,576 x 0m,289 - O original à aquarella esteve na exposição de historia patria de 1880, apresentado por dona Antonia Rosa de Carvalho. - Planta da villa de Itaqui e suas immediações levantada pelo ca- pitão, etc. Rio de Janeiro, 1866. 0m,650x0ul,180. Selbastião <lo Valle Fontes.- Nascido na Babiaa 20 de janeiro de 1663, falleceu a 10 de abril de 1736 com 73 annos de edade. Bacharel em philosophia pelo collegio dos jesuítas de sua patria e depois bacharel em cânones pela universidade de Coimbra, dedicou-se ali a advocacia. Passados alguns annos, votou-se ao estado eccle- siastico, recebendo ordens de presbytero secular, e exerceu successiva- mente os cargos de provisor e vigário geral do bispado, desembargador da relação ecclesiastica, conego-mestre-escola e deão da sé. Foi um sa- cerdote de raras virtudes e deixava ver-se em seu semblante as mortificações com que macerava o corpo. Foi socio da academia bra- silica dos esquecidos, presidindo por vezes suas conferencias, e dis- tincto orador sagrado que muito concorreu para extirpar o vicio e para a pratica das boas obras, não sô com sua palavra eloquente e SE 217 inspirada mas também com o exemplo. De seus escriptos apenas são conhecidos: - Sermão em acção de graças pelos felicissimos cazamentos dos sereníssimos príncipes de Portugal e de Castella em 1709, pregado na cathedral da Bahia, etc. Lisboa, 17** - Sermão do segundo dia de sessão do synodo diocesano que na cathedral da Bahia celebrou o arcebispo metropolitano d. Sebastião Monteiro da Vide. Lisboa, 1729. - Oração fúnebre nas exequias do arcebispo de Braga e primaz das Hespanhas,d. Rodrigo de Moura Telles. Lisboa, 1730. - Oração fúnebre nas exequias do papa Benedicto XI11, celebradas pontiticalmente na cathedral da Bahia. Lisboa, 1730. - Oração que disse em 27 de agosto de 1724 o presidente que foi « das conferencias da academia dos esquecidos » - No tomo 2o das confe- rencias, occupando 21 pags. in-fol. Estes livros estão em manuscripto no Instituto historico. Selbixstiào de Vasconcellos Galvão - Filho do coronel Francisco Olegario de Vasconcellos Galvão e dona Maria Leo- poldina de Castro Galvão, nasceu na cidade do Limoeiro, Pernambuco, a 28 de julho de 1863. Preparava-se para matricular-se no curso de medicina, quando, fallecendo seu pae, resolveu-se a seguir o curso de scieucias sociaes e juridicas de que é bacharel pela faculdade do Re- cife. Nesta cidade exerceu o cargo de offlcial maior da prefeitura mu- nicipal, depois o de superintendente do erário da mesma repartição e é actualmente inspector geral da intrucção publica. E' sociodo Instituto archeologico e geographico pernambucano, do Instituto geographico da Bahia, da Academia cearense e Instituto historico e geographico brasi- leiro. Não é somente distincto nas sciencias de que fez o curso aca- démico ; é também distincto historiographo de sua patria e distincto poeta. Escreveu: - Diccionario chorographico, historico e estatístico de Pernam- buco, contendo a historia e fundação de cada logar, d'onde lhe vem a denominação, noticia de sua vida evolutiva, filhos illustres e o papel que representa na historia patria. Posição astronómica. Altura sobre o nivel do mar. Dimensões do território do município e da freguesia e aspecto e natureza do solo. Clima e salubridade. Limites com deter- minação dos logares por onde corre a linha divisória das diversas cir- cumscripções do Estado. Divisão comprehendendo a administrativa, a judiciaria, a eleitoral e a ecclesiastica. População total do município e parcial das outras subdivisões do território. Topographia de cada po- 218 SIS voação. Orographia. Producções. Curiosidades naturaes. Reinos da natureza. Industria, commercio e agricultura. Vias de communicação com a capital e com outros pontos. Instrucção e adiantamento moral. Recife, 1897, ( 1° volume ) V.- 224 pags. in-4° de duas columnas - Esta obra comprehende 3 volumes; mas só está publicado o primeiro, de lettras A a F. - Dicciontrio topographico da cidade do Recife, 1899, 104 pags. - Sahiu na Revista do Instituto archeologico e geographico pernambucano, n. 52. - Diccionario topographico e historico da cidade de Goyana - Na mesma revista n. 51. - Fundação da cidade de Limoeiro - No almanak litterario pernambucano de 1894. - Necrologia do poeta brasileiro Antonio de Castro Alves com- memorando o 15° anniversario de sua morte - No Diário de Pernam- buco - Este autor, finalmente, tem nas citadas revistas e periódicos publicado vários trabalhos quer cm proza, quer em verso, sendo desta classe: - Annos depois. No Almanak de lembranças luso-brazileiro de 1887. - A companheira da infancia - No mesmo Almanak de 1888. - Estancias - Idem de 1889. - Americana - Idem no supplemento de 1887- Além do que vae mencionado collaborou para o Sorriso, Parahyba, 1886, O Sé- culo, Recife, 1883, A Provinda, Recife, 1883. Serafim M. «los Santos Lima - Foi baldado meu empenho para obter noticias deste autor que só conheço pelos seguintes trabalhos seus. E' dramaturgo e escreveu: - Mar th a ou o genio do mal: drama em tres actos. Rio de Ja- neiro, 1885, in-8a. - O doutor da mula russa: opereta de costumes em tres actos. Rio de Janeiro... Frei Serafim <le Santo Antonio - Natural da ci- dade do Recife, onde nasceu em 1710 e franciscano professo no convento de Paraguassú a 6 de abril de 1728, foi lente de theologia a principio no convento da Bahia, e depois no de Olinda; foi prégador e, de seus sermões, apenas publicou: - Sermão do Triumpho do Nome de Jesus; prégado no convento de Olinda. Lisboa, 1751, in-4°. 219 - Sermão das exequias do rei d. João V, prégado no convento de Olinda - Acha-se no livro « Gemidos Seráficos, etc.» Serafim dos Santos Souza - Natural da província, hoje estado do Rio Grande do Sul, e pharmaceutico estabelecido na cidade de Bagé, por occasião de guerra contra o dictador Lopes, do Paraguay, marchou para ahi na brigada ligeira commandada, pelo general Netto, e pelos seus serviços lhe foram conferidas as honras de tenente honorário do exercito e a medalhada mesma campanha. Ainda creança compoz varias poesias que eram publicadas nos jornaes de Bagé e de Pelotas e depois publicou um livro de - Poesias. Assumpção, 1869 - segundo me afflrma pessoa compe- tente, adiantando mais que a edição foi ahi esgotada. - Relâmpagos: poesias. Bagé. 1880 - Para a impressão deste livro mandou o autor comprar nos Estados Unidos da America do Norte uma typographia. Sérgio Autonio Vieira, - Lavrador na antiga pro- víncia, hoje estado do Maranhão e cidadão brazileiro, é somente o que sei a seu respeito. Escreveu: - Noções praticas para o cultivo e preparação do tabaco em folha, precedidas de um esboço historico da mesma planta, extrahido de diversos autores, coordenadas e annotadas, etc. S. Luiz, 1862, 93 pags, in-8°. Sergio Cardoso - Filho de José Joaquim Cardoso, nasceu na Bahia cuja academia medica cursou até o quarto anno. E' jorna- lista elitterato, e escreveu: - Contos indígenas. Lendas e pequenas historias brasileiras: scenas da vida do sertão do Norte, em que a eôr local ê rigorosamente conservada. Rio de Janeiro, 1891, 116 pags. in-8° - Como jornalista foi por algum tempo collaborador e gerente da Cidade do Rio, do Rio de Janeiro, e redige: - O Propulsor: jornal da cidade da Feira de Sant'Anna, Bahia, 1901. Sérgio Florentino <lc Paiva Meira - Filho do doutor João Florentino Meira de Vasconcellos e dona Maria Augusta de Paiva Meira e nascido na província, hoje estado da Parahyba a 9 de setembro de 1857, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Ja- 220 neiro. Estabeleceu-se como clinico em S. Paulo onde foi nomeado in- spector de hygiene publica, e escreveu: - Das condições pathogenicas das palpitações do coração e dos meios de combatel-as: these apresentada, etc. para obter o grão de doutor em medicina. Rio de Janeiro, 1880, in-4°. - Representação dirigida ao Sr. Secretario do Interior, etc. S. Paulo, 1892, 16 pags. in-12° - Refere-se o auctor á assumptos de hygiene, sobre que ainda escreveu outros trabalhos. Sérgio Francisco <Ia Silva Castro - Nascido em S. Paulo pelo anno de 1840, e bacharel em direito pela faculdade dessa então província, foi deputado á decima sétima legislatura geral do Império pelo Paraná e-escreveu: - Colonisação: discurso pronunciado na Gamara dos Deputados sobre colonisação. Rio de Janeiro, 1879, 75 pags. in-8°. - Discursos pronunciados na Camara dos Deputados nas sessões de 30 de janeiro e 28 de fevereiro de 1877. Rio de Janeiro, 1877, in-8°. Sérgio Teixeira <le Macedo - Filho do major re- formado Diogo Teixeira de Macedo e dona Anna Mattoso da Gamara de Macedo e irmão de AI varo Teixeira de Macedo, do barão de S. Diogo, e de Joaquim Teixeira de Macedo Io, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 9 de setembro de 1809 e falleceu na Europa a 11 de novembro de 1867, bacharel em direito pela faculdade de Olinda; do conselho de sua magestade o Imperador; agente diplomático em disponibilidade; grã-cruz da ordem da Rosa e da ordem portugueza de Christo, com- mendador da ordem sarda de S. Maurício e S. Lazaro e da ordem angélica constantiniana de S. Jorge de Parma ; socio do Instituto his- tórico e geographico brazileiro, etc. Ia prestar exames do primeiro anno do curso jurídico na universidade de Coimbra, quando, fechando- se esta universidade em consequência dos movimentos políticos de 1828, procurou a academia de Olinda, que então se abria. Entrando para a carreira da diplomacia como secretario da legação brazileira em Paris, passou logo a encarregado de negocios, e serviu successiva- mente neste caracter em Lisboa e em Roma, como ministro residente em Turim, acreditado em Parma, e ministro plenipotenciário em Vienna d'Áustria, em Washington, na França e na Inglaterra. Depois de tão brilhantes commissões, presidiu a província de Pernambuco, foi eleito deputado pelo município neutro em 1856 e depois por Pernambuco, en- carregou-se de honrosa e delicada missão jnnto ao ministro inglez na côrte do Império e administrou a pasta dos negocios do Império, de 221 dezembro de 1859 até 1861, transferindo sua residência para a Europa em 1865. A Rainha d. Maria II de Portugal pela grande estima em que o tinha, quando convidou sua magestade o Imperador para pa- drinho de um dos principes reaes, indicou seu nome para ser o repre- sentante de seu augusto irmão. Escreveu: - Ensaios sobre as garantias individuaes que exige o actual estado da sociedade por mr. Daunou: traducção. Pernambuco, 1830, in-4° - E' um livro escripto quando Teixeira de Macedo estudava direito, assim como: - O Olindense: periodico político e litterario. Pernambuco, 1831 a 1832, in 4o. (Veja-se Álvaro Teixeira de Macedo.) - Estrada de Ferro D. Pedro II: exposição. Rio de Janeiro, 1855, 42 pags. in-8° -E' uma reimpressão de artigos do Jornal do Commercio, em que o autor põe a limpo suas ideias, seus actos e seu procedimento como ministro em Londres por occasião de contractar a primeira secção da estrada, suppondo que uma remoção que tivera desta côrte para Washington fosse a expressão de desagrado do governo quanto ao modo por que se houve elle no contracto, etc. - Estrada de ferro da Bahia: exposição de tudo quanto a respeito desta empreza praticou como ministro em Londres; do que tentou obter em beneficio daquella provincia ; de suas opiniões sobre a utili- dade da estrada, publicada em consequência de uma accusação que lhe fez o periodico do Rio de Janeiro Correio Mercantil. Rio de Ja- neiro, 1856, 64 pags. in-8°. -Breve apreciação da demissão do conselheiro Paranhos por um bra- sileiro ex-representante do povo. Rio de Janeiro, 1865, 52 pags. in-8". - Relatorio que á assembléa legislativa provincial de Pernam- buco apresentou no dia da abertura da sessão ordinaria de 1857. Recife, 1857, 130 pags. in-4°, seguidas de annexos. Sertorio de Castro - Filho do major Antonio Maxi- miano de Castro e dona Laurinda Eugenia de Castro, nasceu em 1878 na cidade de Juiz de Fora, estado de Minas Geraes. Fez os seus estudos em S. João de'El-Rei e na Escola Militar e actualmente (1901 ) fre- quenta o primeiro anno da faculdade de sciencias juridicas e sociaes desta capital, onde também é professor de linguas e de geographia em alguns institutos de educação. Escreveu: - Noticia sobre a cidade de S. João d'El-Rei. No Minas Geraes de 1903 e transcripta no Jornal do Commercio desta capital. - Noticia sobre a cidade de Juiz de Fóra. No Jornal do Commercio desta capital, de 26 e 29 de maio de 1901. 222 - Noticia sobre a ilha Fernando de Noronha. No Jornal cio Com- mercio - Dois destes trabalhos foram publicados em folhetos. Como jornalista estreou muito moço, escrevendo para a Patria Mineira, jornal de propaganda republicana, e de então para cá tem collaborado nos principaes jornaes de Minas, nomeadamente na Gazeta de Minas, primitivamente Gazeta de Oliveira. Também collaborou na Federação de Manáos, na Imprensa na sua primeira phase e ainda collabora no Jornal do Cominercio e no O Paiz desta capital. Tem usado os pseu- donymos Sertorius, Max, Simplicio e Castorino e redigiu: - O Prego-. jornal humorístico. S. João d'El-Rei, Minas Gerães... - Revista Moderna-, jornal litterario. Rio de Janeiro. Servilio José Gonçalves - Nascido na Bahia a 24 de maio de 1859 e com praça no exercito em 1874, fez o curso da es- cola militar do Rio de Janeiro ; é capitão e instructor da arma de infantaria da mesma escola. Perito no que respeita á profissão que abraçou, é também versado nas lettras amenas, e escreveu: - Tactica. Rio de Janeiro, 1894, 25 pags. in-4° - E' um livro de poucas paginas, mas de muita instrucção e valor. - Lucas ou o crime impune: poema. Rio de Janeiro, 1883, 72 pags. in-4° e mais 18 de um trabalho em prosa, por Sylvio Romero. - Flores do sertão: poesias. Rio de Janeiro, 1887, in-4°. - O trafico de escravos: poesia recitada na sessão magna da Sociedade académica «Emancipação» da Escola Militar. Rio de Ja- neiro, 1881, in-8°. Severiítno tonio <le Azevedo - Natural da an- tiga villa, depois cidade de Icatú, no Maranhão, ahi falleceu em janeiro de 1863, sendo professor de instrucção primaria. Cultivou ás musas e escreveu muitas poesias que não colleccionou, e de que só conheço: - Maravilhas de amor: poesia. - Sonetos. - Os dous machos: traducção de La Fontaine - Acham-se todas no Parnaso maranhense, pags. 251 a 264. Severiano JLntoiiio da lloclia Pilta - Natural da provincia, hoje estado da B.ihia e titulado pela Escola Normal deste estado, é professor de instrucção primaria e escreveu: - Historia ligeira do Brasil-Republica. Bahia, 1893, in-8°-E' um resumo dos factos occorridos no Brazil, e particularmente na Bahia, quando foi proclamada a Republica. 223 - Constituição da Republica dos Estados Unidos do Brasil por perguntas e respostas para uso das escolas. Bahia, 1893, ín-8° - Contém a Constituição Federal e a da Bahia. Este trabalho foi sujeito á apreciação e approvado pelo conselho superior da instrucção publica. - Compendio de historia da America: obra didactica. Rio de Ja- neiro, 1900, in-8°. Severiano Bezerra de Albuquerque -Nascido na antiga província, hoje estado do Ceará, no anno de 1841, falleceu a 20 de agosto de 1897 na capital do Pará, de cujo lyceu foi lente cathe- dratico. Era membro da Mina litteraria e um espirito cultivado por profundos estudos que tinha de vários conhecimentos humanos. Escreveu: - A lyra das selvas: poesias. Pará, 1868, in-8° - Deixou inéditos vários trabalhos de inestimável valor, segundo sou informado, como: - Grammatica portugueza. - Tratado de chronologia. - Geographia geral. - Compendio de algebra elementar. - Plano da historia dos milagres. - Historia universal. - Considerações sobre a descoberta da America. - Archeologia pre-historica. - Diccionario hebraico. - Chartologia. - As ideias republicanas. Severiano lirauliô Monteiro - Filho de Severiano Monteiro Pereira e dona Carolina Rosa de Araújo Borges e nascido na Bahia a 26 de maio de 1832, é doutor em medicina pela faculdade de sua província, capitão de fragata da repartição sanitaria da armada e es- creveu: - As emissões sanguíneas convirão ãs congestões cerebraes? ApplP cação dos meios operatorios empregados para a cura dos aneurismas. Bebidas aromaticas. Pode-se em geral ou excepcionalmente aílirmar que houve estupro ? These apresentada â faculdade de medicina da Bahia, etc., afim de obter o grão de doutor em medicina. Bahia, 1858, in-4°. O cholera-morbus e o contagio. Rio de Janeiro, 1887, in-8°* 224 Severiano de Campos Rocha - Natcido em Minas Geraes e presbytero do habito de S. Pedro, dedicado á historia do paiz, foi o encarregado de satisfazer o pedido feito pela Bibliotheca nacional da côrte quanto ao município de Curvello, quando se preparava a ex- posição de historia patria de 1880, o que elle satisfez com a - Memória histórica e topographica sobre omunicipio de Curvello (Minas Geraes) á pedido da respectiva Gamara municipal, etc. em o anno de 1881 - Sem declaração do logar, mas impresso na typographia da Voz do Povo, creio que em Diamantina, 1881, in-8'. Desta obra o Diário Offlcial da côrte publicou alguns trechos, elogiando-a. Escreveu mais: - Santi Casa da Misericórdia da cidade de Curvello: R elatorio apresentado á Assembléa geral aos 13 de junho de 1881 pelo provedor, etc. Diamantina, 1881, 36 pags. in-8°. Severiano Rourenço da Costa Leito - Natural de Minas Geraes e graduado não sei em que faculdade talvez em sci- encias physicas e mathematicas, só o conheço por ter escripto: - U. 8. Internacional Exhibition Historical notes concerning the vegetable fibres. Exbited, etc. New York, 1876, 16 pags. in-8Q. - Breve noticia sobre o cipó lactecence, planta indígena, descoberta pelo illustre mineiro, etc. Rio de Janeiro, 1877, 8 pags. in-8°. Severitino Martins da Fonseca, Barão de Alagoas - Filho de Manoel Mendes da Fonseca e dona Rosa Maria Paulina da Fonseca, e irmão do doutor João Severiano da Fonseca e de Pedro Pau- lino da Fonseci, neste livro mencionados, nasceu na antiga província de Alagoas a 8 de novembro de 1825 e falleeeu na cidade do Rio de Janeiro, poucos dias depois de agraciado com o titulo acima, a 19 de março de 1889, sendo marechal de campo, ajudante general do exercito e membro da commissão do promoções, conselheiro e vogal do conselho supremo militar, do conselho de sua magestade o Imperador, veador de sua magestade a Imperatriz, commendador da ordem de Aviz edade Christo, offlcial da ordem da Rosa e do Cruzeiro, condecorado com a medalha de Paysandò, com a da campanha do Paraguay de passador de ouro, e com a de mérito ã bravura militar. Com praça em 1841, fez na antiga academia militar o curso de artilharia e exerceu muitas e hon- rosas commissões com elogios. Escreveu: - Regulamento para a instrucção do serviço de artilharia, orga- nisado pelo coronel Severiano Martins da Fonseca, coadjuvado pelo major Francisco Antonio de Moura e capitão Luiz Carlos de Moraes SE 225 Pinheiro. Rio de Janeiro, 1877, 293 pags. in-8% com 79 de estampas - Foi adoptado para instrucções do exercito. - Instrucções sobre toques de cornetas e clarins - Não sei si foi impressa esta obra. Severia.no Nunes Cardozo <le Rezende - Natural de S. João d'El-Rei, Minas Geraes, onde exerceu por muito tempo o magistério publico, foi deputado provincial e estádoal, e actual- mente é advogado na referida cidade. Escreveu: - A virgem martyr de Santarém: drama sacro-magico em quatro actos e oito quadros. Rio de Janeiro, 1882, in-4° - Foi representado no theatro da cidade de S. João d'El-Rei e no de Ouro-Preto em 1880. Redigiu; - 0 Arauto de Minas: hebdomadario politico, instructivo e noti- cioso: orgão conservador. S. João d'El-Rei, 1877-1889, in-fol.- Neste ultimo anno se fundiu com a Verdade Política de Carlos Sanziocom o titulo de Renascença, que foi substituído ultimamente pelo titulo Re- sistente, que ainda conserva. Na primitiva phase publicou: - Grinalda da juventude - Tres novos contos moraes - Henrique d'Echenfels - 0 menino roubado ou o pequeno Mercezino - João e Maria, ou os fructos de uma boa educação. Ornada com uma linda estampa. Traducção. Rio de Janeiro, 1871, in-8°. Severifino Itodrigrues Martins - Filho de Antonio Rodrigues Martins e dona Severiana Rodrigues Martins e irmão do doutor José Maurício Nunes Garcia, jã neste livro mencionado, nasceu no Rio de Janeiro pelo anno de 1820, foi doutor em medicina pela faculdade desta cidade e conceituado clinico tanto nesta cidade, como em Pariz, onde falleceu a 28 de setembro de 1897. Escreveu: - Considerações anatomico-pliysiologicas sobre o systema lym-< phatico: these apresentada á faculdade de medicina do Rio de Janeiro e sustentada em 15 de dezembro de 1842, etc. Rio de Janeiro, 1842, 34 pags. in-8°gr.- Collaborou para revistas medicas com trabalhos, como: - Algumas observações de moléstias agudas das vias urinarias, tratadas com proveito pelas preparações cantharidadas.- Nos Annaes Brasilienses de Medicina, tomo 20°, 1852-1853, pags. 120, 136 e segs. - Breves considerações praticas sobre o diphterismo, seguidas de algumas observações clinicas - Na Gazeta Medica do Rio de Janeiro, 1863, pags. 251, 262 e segs. 226 S1C tSeverino Alves <le Carvalho - Nascido no Ma- ranhão pelo anno de 1827, e bacharel em sciencias scciaes e Jurídicas pela faculdade de Olinda, seguiu a carreira da magistratura até o cargo de desembargador da relação de S. Paulo, onde falleceu a 12 de maio de 1885. Sendo juiz de direito de Piratiny, no Rio Grande do Sul, es- creveu: - O juiz de direito de Piratiny, Soverino Alves de Carvalho, ao publico o aos seus amigos. Rio de Janeiro, 1867, 52 pags. in-8°peq. - O juiz de direito de Piratiny aos seus collegas e ao publico. Rio de Janeiro, 1866, 40 pags. in-8° peq. Severinò de Freitas Prestes - Filho do doutor Ántonio Pereira Prestes, nasceu no Rio Grande do Sul a 23 de abril de 1861 e falleceu em S. Paulo a 10 de setembro de 1896, doutor em di- reito pela faculdade de:ta cidade e lente da mesma faculdade. Apenas graduado, com o fim de dirigir o escriptorio de advocacia de seu pae que acabava de fallecer, dirigiu-se para Porto Alegre, onde dedicou-se a esta profissão e á imprensa; mas o flagello da guerra civil o obrigou a voltar á S. Paulo o ahi firmar residência. Escreveu: - Dissertação e theses para obter o gráo de doutor em sciencias sociaes e jurídicas. S. Paulo, 1880, in-4° - Não as vi ; nem a - These para o concurso ao logar de lente, etc. - Lições de direito criminal, colleccionadas e redigidas por Fran- cisco de Castro Júnior, estudante da faculdade, etc. S. Paulo, 1897, 164 pags. in-8°- E' um trabalho elementar para os alumnos que se dedicam ao ostudo do direito criminal, do qual se póde ajuizar pelo seguinte transumpto: «I. Desenvolvimento histérico e scientifico do direito de punir na humanidade. II. O direito de punir no Brazil: direito das ordenações, codigos, leis extravagantes, projectosde reformas. III. Fundamentos do direito de punir. IV. Sociologia e direito criminal. V. Obrigatoriedade das leis penaes. VI. Extradicção e direito de asylo. VII. Interpretação das leis penaes. VIII. Definição do crime, seus elementos. IX. Condições materiaes do crime, etc. X. Dolo e culpa. XI. Classificação do crime. XII. Crime consummado e tentado. XIII. Da tentativa.- Na imprensa o doutor Prestes redigiu: - A Republica-, orgão do partido republicano académico. S. Paulo, 1877. - A Reforma. Porto Alegre. Severino de Sá Brito - Filho do doutor Francisco de Sá Érito e nascido a 14 de janeiro de 1862 na provinda, hoje estado do Rio SI 227 Grande do Sul, é doutor em medicina pel i faculdade do Rio de Janeiro e escreveu : - Educação physica: these para o doutorado em medicina. Rio de Janeiro, 1891, in-4°. - A cultura do trigo no Brazil. Porto-Alegre, 1896 - E' uma re- producção de artigos publicados antes no Jornal do Commercio. - O interesse do estancieiro: estudos sobre economia rural com applicação á Companhia rio-grandense. Rio do Janeiro, 1896, 62 pags. in-8°. Severino dos Santos Vieira, -Filho de Antonio dos Santos Vieira e nascido na Bahia a 8 de junho de 185?, é bacharel em direito pela fheulda le de S. Paulo, foi deputado á assembléa da sua então provincia, e depois ao congresso federal republicano, ministro no governo do presidente M. F. de Campos Salles, e actualmente é go- vernador do estado do seu nascimento. Escreveu: - Ministério da industria, commercio e obras publicas: Relatorio apresentado ao Presidente da Republica dos Estados Unidos do Brazil, etc. Rio de Janeiro, 1899, XI-176 pags. in-4°. miuido Kmilio Vigneron de In .lousse- landiere - De origem estrangeira, como srn nome indica, nasceu em S. Paulo e faile^eu a 17 de agosto de 1879. Escreveu: - Novo manual pratico de agricultura intertropical, adornado com figuras explicativas - Nunca vi este livro, nem sei onde foi pu- blicado. Silveira iVetto, como ello se assigna, ou como é seu nome todo, Manoel Azeveco da Silveira Netto - Nascido a 4 de janeiro de 1872 na cidale de Morretes, estado do Paraná, é segundo escriptu- rario da delegacia fiscal de Curitiba, tendo antes exercido cargos de fazenda na antiga Thesouraria do Paraná e no thesouro federal. Dedicado ás lettras e á imprensa, escreveu: - Luar de inverno: versos, com uma introducção de Nestor Victor. Rio de Janeiro, 1900, 178 pags. in-8° - Como jornalista col- laborou na Galeria Illustrada e na Arte, revistas paranaenses; na Nova Revista do Rio do Janeiro, na Revista de S. Paulo e fundou e redigiu: - O Guarany: revista illustrada. Curitiba, 1890. - O Cenáculo: revista. Curitiha, 1895-1897, 4 vols. Com Julio D. Pernetta e outros. 228 SI - Galaria: revista. Cuiitiba, 1898. Com o mesmo J. Pernetta. - Club Curitibano: orgão do Club do mesmo nome. Curitiba, 1820-1899. E' uma revista mensal, tendo mais redactores. Silverio Cândido de Faria - Natural, segundo ] enso, da província de Santa Catharina e fallecido na cidade do Rio de Janeiro a 15 de maio de 1852, viveu muitos annos naquella província onde foi deputado á sua assembléa, commandante do Io batalhão da guarda nacional e exerceu um logar na thesouraria de fazenda. Era cwalleiro da orJem da Rosa e escreveu : - Breve historia dos felizes acontecimentos políticos do Rio de Janeiro em os sempre memoráveis dias 6 e 7 de abril de 1831, remon- tada á epoca da viagem do ex-Imperador â província de Minas Geraes; ollerecida aos illms. e exms.srs. Francisco de Lima e Silva e José Joaquim de Lima e Silva. Rio de Janeiro, 1831, 93 pags. in-80. D. Silverio Gome» Pimenta, Bispo de Marianna - Filho de Antonio Alves Pimenta o dona Porcina Maria de Jesus, nasceu em Congonhas de Campos, Minas Geraes, a 12 de janeiro de 1840. Começindo seus estudos no antigo collegio deste arraial, os concluiu no seminário de Marianna com auxilio do bispo D. Antonio Viçoso, que concedeu-lhe dispensa da idade precisa para sua admissão nesse esta- belecimento, assim como para sua ordenação, e nomeou-o, por lhe fal- tarem os meios pecuniários, professor de latim, cargo em que elle se conservou ató a morte desse prelado. Foi eleito vigário capitular da diccese depois do falecimento do mesmo prelado, o pelo seu successor o bispo D. Antonio Benevides, foi monsenhor e vigário geral da dio- cese, foi bispo coadjutor de Marianna, bispo de Camaco, prelado do- mestico do palacio pontifício, camareiro do papa Leão XIII e é actual- mente bispo da diocese de Marianna, sendo elevado a tantas honras e á altura em que se acha collocado pelo seu verdadeiro mérito, por sua ilíustração e por suas raras virtudes. Escreveu : - Resposta ao discurso do sr. conselheiro Saldanha Marinho, pro- ferido na assembléa maçónica de 27 de maio de 1872. Rio de Janeiro, 1873, 37 pags. in-8° - Foi também publicado no periodico catholico o Apostolo, neste anno. - A pratica da confissão e instrucção completa do que é neces- sário ao christão saber para se confessar bem. Marianna, 1873, in-8° - O bispo de Marianna approvou esto livro, concedendo 40 dias de indul- gências a seus leitores cada vez que o lessem. si 229 - 0 Papa e a Revolução. Marianna, 1873, in-8° - São tres sermões. - Vida do exm. e rev. sr. d. Antonio Ferreira Viçoso, bispo de Marianna e conde da Conceição. Marianna, 1876, 426 pags. in-8° - com o retrato do bispo. - Sermão pregado na cathedral de Marianna por occasião do ju- bilêo episcopal do Papa Pio IX. Marianna, 1877, in-81. - Peregrinação ou breve noticia da viagem do exm. e rev. sr. bispo de Camaco a Jerusalem e outros logares no anno de 1895, com approvação da autoridade ecclesiastica. Marianna, 1897, 100 pags. in-8°. - Oração fúnebre nas solemnes exequias de Pio IX, o Grande, mandadas celebrar na cathedral de Marianna a 20 de março de 1878 pelo exm. e rev. sr. d. Antonio Maria Corrêa de Sá e Benevides. Ma- rianna, 1878, 44 pags. in-8° - Este illustrado sacerdote foi o fundador e redactor do periodico catholico : - O Bom Ladrão : jornal dedicado aos interesses da religião ca- tholica. Marianna, 1873 a 1878, cinco vols. - Das innumeraveis pasto- raes, instrucções e outros trabalhos de sua juris licção ecclesiastica desde o cargo de vigário capitular citarei os seguintes : - Pastoral do vigário capitular, etc., dada no Palacio episcopal de Marianna aos 25 de janeiro de 1876. Marianna, 1876, 6 pags. in-8°. - Carta pastoral pelo vigário capitular de Marianna, etc. dada no palacio episcopal de Marianna a 25 de julho de 1876, 15 pags. in-8°. - Pastoral pelo vigário capitular, etc. noticiando a allocução do santissimo padre Pio IX aos eminentíssimos cardeaes da igreja a 12 de março de 1877, 18 pags. in-8°. - Lettras da sagrada congregação dos negocios ecelesiasticos, ex- traordinários, e circular do vigário geral da diocese de Marianna. Ouro Preto, 1883, 7 pags. in-8°. - Carta pastoral do provisor, vigário geral e governador do bis- pado de Marianna, publicando a carta encyclica de S. S. o papa Leão XIII sobre o encerramento do seu jubileu sacerdotal. Ouro Preto, 1889, 23 pags. in-8°. - Carta pastoral, publicando a encyclica de S. S. o papa Leão XIII, com o fim de pedir esmolas para a extincção do captiveiro na África. Dada em Marianna a 15 de fevereiro de 1891 - Foi publicada sem a ency- clica no Brasil de 2 e 3 do março do 1891. - Pastoral do bispo de Oamaco, dando providencias sobre as ne- cessidades da Igreja na diocese de Marianna. Dada em Marianna aos 23 de fevereiro de 1891. 16 pags. in-8°. 230 «1 - Instrucçdo sobre os patrimónios pelo bispo coadjutor aos revms. v>garios das freguezias da diocese de Marianna. Marianna, 1895,21 pags. in-8°. - Carta pastoral do bispo de Marianna, communicando aos seus diocesanos sua eleição, cmfirmação e posse. Dada em Marianna no pa- lacio episcopal aos 6 do junho de 1897, 16 pags. in-8'1. - Carta pastoral do Bispo de Marianna ao tornar do concilio plenário latino americano em 1899. Dada em Marianna aos 2 de se- tembro de 1899, 17 pag. in-4" e mais 4 pags. innumeradas. - Carla pastoral collectiva do episcopado brasileiro ao clero e aos fieis das duas provincias ecclesiasticas do Brasil. Dada a 6 de janeiro de 1900. Marianna, 1900, 26 pags. in-81'. - Carta pastoral sobre a associação da sagrada familia. Marianna, 1900, 10 pags. in-8°. Silverio Iti beiro <le Carvalho - Natural de Ouro Preto, Minas Geraes, falleceu em avançada idade e cego, em maio de 1843, sendo presbytero secular e fazenleiro em Par^opeba. Foi distincto orador sagrado e distineto poeta salyrico, sendo por isso denominado o Tolentino de Minas. Escreveu um grande numero de - Poesias - de que muitas foram publicadas no Universal, pe- riódico de Ouro Preto, 1825-1842 e dahi reproduzidas nas Trovas Mi- neiras do doutor José MariaVaz Pmto Coelho, assim como no Florilégio da poesia brasileira de Warnhagen, onde vem sua - Fabula do morro do Ramos - no tomo segundo. Deixou mais uma collecção de - Paesias inelitas - de que muitas trovas e satyras são ainda re- petidas em Minas Geraes. Sabe-se que escreveu um - Hijmno da revolução mineira de 1842 - que nunca vi nem me consta que fosse impresso. Silvestre Antunes Pereirada Serra - Ignoro o que se refere á sua naturalidade, e apenas sei que vivia na epoca de nossa independencia no Pará, que era conego e escreveu : - Aos verdadeiros amigos de S. M. I. do Brasil. Refutação á accusação da carta escripta desla côrte. Rio de Janeiro, 1824, 9 pags. in-4°. Silvestre Gomes de Lima - Filho de Vicente Gomes de Lima e nascido em Ventania, Minas Geraes, a 31 de dezembro de 1859, fez na faculdade de medicina do Rio de Janeiro os dous primeiros Sí 231 annos do curso medico ; mas não continuou esse curso. Voltando a , Minas, passou por um processo como cúmplice num crime de assassi- nato. Foi um propagandista da abolição do elemento escravo, publicou trabalhos em alguns jornaes e escreveu : - A escravidão : poema. Rio do Janeiro, 1880, in-8° - São deste poema os seguintes versos : 0 lar é o paraíso Para aquelles que teem o grande sol do amor Dourando eternamente o vai do coração. Que desgostos, ou trabalho, ou magua, ou pena, ou dor Poderá resistir á douda tentação De uma criança ideal, angélica, serena, Que nos beija ao chegar, com fervida effusão ? E ao filhinho juntao a uma mulher morena, Doce como o luar, Que nos falle de amor tão mansa como Christo E eu vos perguntarei si dapois de tudo isto, Por acaso haverá neste arenoso mundo Dores por mais cruéis, pezar por mais profundo Que num peito viril possam inda restar ! - Silvestre de Lima publicou muitas poesias em jornaes e tem outras inéditas. Collaborou para a America, o Combate e a Gazeta de Noticias do Rio de Janeiro e fez parte da redacçãodas seguintes folhas: - Gazeta da Tarde. Rio de Janeiro, 1881, in-fol. - O Binoculo. Rio de Janeiro, 1881, in-fol. - O Meguetrefe. Rio de Janeiro, 1880-1881, in-4°-Redige - O Sertanejo. Cidade de Barretos ( S. Paulo ), 1900-1901. Silvestre de Oliveira Serpa - Filho de Francisco Alvares Carneiro e dona Archangela Guedes de Brito, e irmão de José de Oliveira Serpa mencionado neste livro, tomo 5o, pag. 111, nasceu na cidade da Bahia entre os últimos annos do século 17° e os primeiros do século 18°. Foi poeta, como seu irmão, mas delle só conheço: - Canção á morte de d. João V - Na relação panegyrica das honras fúnebres que consagrou a cidade da Bahi i, etc. á d. João V. Lisboa, 1753, in-á'. 232 SI - Decimas glosando duas quadras, offerecidas á Rainha viuva - No mesmo livro e no Florilégio da poesia brasileira, 3o vol., supple- mento, pags. 31 a 37. As quadras são as seguintes: Já é, Senhora, forçoso Que deixeis pezar tão justo ; Vivo em vosso filho augusto Tendes o defunto Esposo. Para o Brasil mostra dar Da extensão de seu tormento Pede suspiros ao vento, Supplica prantos ao mar. Kilvino Elvidio Carneiro da Cunha. Barão de Abiahy - Filho de Manoel Florentino Carneiro da Cunha e nascido a 31 do agosto de 1831 na província, hoje estadoda Parahyba, foi bacharel em direito pela faculdade de Olinda, deu-se á política, foi deputado em varias legislaturas pela Parahyba, onde foi também inspector da alían- dega; administrou as províncias do Maranhão, Rio Grande do Norte, Parahyba e Alagoas, fallecendo a 8 de abril de 1892, â bordo do vapor Olinda em viagem para o Recife, pouco antes de ahi chegar. Escreveu, além de outros trabalhos na vida política e administrativa: - Discursos pronunciados no dia 2 de agosto de 1871 na reunião» que convocou, para tratar dos meios práticos de executar-se nesta província ( Alagoas) a lei n. 2040 de 28 do setembro de 1871. Maceió, 1872, 31 pags. in-8°. - Relatorio com que o exm., etc. passou a administração da província do Maranhão em 1 de outubro de 1873 ao exm. sr. dr. A. Olympio Gomes de Castro. Maranhão, 1874, in-4°. Silvino Guilherme de Barros, Barão de Na- zareth - Filho do advogado João Baptista de Araújo e dona Mari- anna Thereza de Barros, nasceu na comarca do Cabo, Pernambuco, a 10 de fevereiro de 1834, é negociante matriculado pelo tribunal do commercio, coronel reformado da guarda nacional do município do Recife e commendador da ordem da Rosa. Foi durante a monarchia chefe político do partido liberal e por muitas vezes deputado provin- cial. Publicou muitos dos seus discursos parlamentares, mas só vi: - Discursos pronunciados na sessão de 20 de maio e 2 de junho de 1884, 49-20 pags. in-8n - Cada um dos discursos tem paginação especial. SI 233 - Assemblâa provincial de Pernambuco. Discursos políticos: Acon- tecimentos da Victoria. Recife-junho e julho de 1880. Pernambuco, 1880,58 pags. in-8° -São tres discursos publicados pelos amigos do autor. Silvino Júnior - E' um pseudonymo, me parece, de autor brazileiro, que não pude descobrir e que escreveu: - A dona de casa ou a mais util publicação em portuguez, con- tendo um guia de hygiene privada e conselhos ; hygiene da alimen- tação e vestuário ; princípios de economia domestica ; hygiene das crianças e da meninice ; prejuízos á corrigir, etc. Rio de Janeiro, 1894' 252 pags. in-8n. Silvino de Oliveira - Não conheço este autor que mo consta ser brazileiro, sinão pelo seguinte trabalho de sua penna: - Matei o chim: comedia em um acto. Rio de Janeiro, 1877, 35 pags. in-8° - Me parece que além deste ha outros trabalhos seus. Silvino Soares de Mello - Não o conheço. Si apenas que nasceu no Rio de Janeiro e foi graduado bacharel pela fa- culdade de S. Paulo em 1863 e que escreveu uma - Grammatica portugueza. Rio de Janeiro, 1882, in-8°. Silvino VRlal - Não conheço este autor, sinão como poeta que deu à publicidade o livro intitulado - Aqu trellas: poesias. Rio de Janeiro, 1886, in-8°. Silvio - Vide Sylvio. Simão Estftço da Silveira - Mo afflrma pessoa com- petente que nasceu no Brazil, e por isso o contemplo neste livro. Des- cendente de nobre familia e nascido pelo fim do século 16°, foi capitão e militou na conquista do estado do Maranhão. Para attrahir a emi- gração para esse opulento estado, escreveu: - Relação summarissima das cousas do Maranhão, dirigida aos pobres deste reino ( Portugal). Lisboa, 1624, 24 pags. innumerad&s in-fol.- Est^ trabalho de que existe um exemplar na Bibliotheca pu- blica desta capital, foi reproduzido com annotações feitas pelo doutor Cândido Mendes de Almeida nas suas « Memórias para a historia do extincto estado do Maranhão », cujo território comprehende hoje o Maranhão, Piauhy, Pará e Amazonas. No tomo 2o, pags. 1 a 31. Pro- mettia então escrever a - Historia do Brazil, mas penso que nunca o fez. 234 HE Simão Feimeira Paes - Autor de que nenhuma noticia encontrei nem nos diccionarios publicados em Portugal, o que me leva a suppôrque nasceu no Brazil. Escreveu: - Recapitulação das famosas armadas que para a índia foram desde o anno em que principiou sua gloriosa conquista, nomes das em- barcações, capitães, governadores, vice-reis, almirantes e cabos que as navegaram e successosque tiveram até o anno de 1649 - E' um ma- nuscripto raro e precioso que se acha em nossa bibliotheca da marinha. Simão Pereira <le Sá, Io - Filho do capitão Jacintho Pereira da Silva e nascido na cidade do Rio de Janeiro pelo terceiro quartel do século XVII, doutor em medicina pela universidade de Co- imbra, clinicou com grande acceitação na cidade de sou nascimento, e foi pae de frei José Pereira de Sant' Anna, mencionado no quinto vo- lume deste livro. Delle faz menção o doutor Francisco José do Canto e Mello Castro Mascarenhas na terceira parte de sua these, isto é, no «Ensaio de bibliographia medica do Rio de Janeiro», anterior á fun- dação da escola de medicina, noticiando sua - Descripção topographica do Rio de Janeiro. Lisboa, 1729, in-8° - Escreveu mais: - Propugnaculo da advocacia, ignorado por seus professores - Inédita. - Sabedoria perfeita e tarde conversada - Idem. - Conceitos joco-serios: collecção de 25 cartas em prosa ( sendo a primeira acerca do incêndio do convento de S. Bento ) - Idem. - Erudições jocosas : versos - Idem. - Orações académicas - Idem. - Poesia em verso heroico - publicada pelo Barão de Porto Seguro no seu Florilégio da poesia brazileira, supplemento, tomo 3o, pags. 57 á 59. - Obras medicas - que vem contempladas na relação dos escriptos de seu filho, o padre Simão Pereira de Sá, mencionados por Barboza Machado no seu Summario da bibliotheca luzitana tomo 3° como per- tencentes á este, provavelmente porque foi elle quem tratou das li- cenças necessárias para sua publicação com outras obras suas. (Veja-se o artigo seguinte.) Simão Pereira <le Sã, 2° - Filho do precedente e dona Anna Bocan e irmão de frei José Pereira de Sant' Anna, mencio- nado no 5o volume deste livro, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 22 de junho de 1701, e ainda vivia em 1752, Entrando para o collegio 235 dos jesuitas desta cidade, ahi foi graduado mestre em artes e ordenado presbytero e, passando á Portugal, fez na universidade de Coimbra o curso de cânones, em que foi graduado a 23 de julho de 1729. Foi um jesuita notável por sua illustração, cultivou também a musica e achou-se na festa litteraria que teve logar no Rio de Janeiro por occasião da chegada do governador e capitão general desta capitania, o conselheiro Gomes Freire de Andrade, festa descripta polo doutor Manuel Tavares de Siqueira e Sã com o titulo de « Júbilos da America na gloriosa exal- tação, etc.» ( Veja-se este autor no vol. 6". ) Escreveu: - Historia topographica e bellica da nova Colonia do Sacramento do Rio da Prata - A bibliotheca nacional do Rio de Janeiro possue o manu- scripto de 373 pags. in-fol.- Ha uma copia seguida de um - Roteiro do Rio da Prata pelas informações mais exactas que pude encontiar pela viagem que fiz na fcagatasinha Atalaya, de S. M. em 1757. 12 fl. sem numeração in-fl., com o mappa do Rio da Prata a aquarella - O lyceo litterario portuguez do Rio de Janeiro publicou uma edição em commemoração ao quarto centenário do descobrimento do Brazil. Rio de Janeiro, 1900. - Noticias chronologicas do bispado do Rio de Janeiro, fundado por bulia do SS. P. Innocencio XI, de 11 de novembro de 1676. Inédita. - Romance à Gomes Freire de Andrade, apresentado à Academia dos selectos a 30 de janeiro de 1752, publicado com outros trabalhos no livro« Júbilos da America». Lisboa, 1760. Sinião Ttibeiro Ribas cie Lacerda Pereira - Natural de Pernambuco o ahi falleci lo, presbytero secular, conego e vigário de Santo Antonio do cabo de Santo Agostinho e cavalleiro da ordem de Christo, foidistincto orador e deixou inéditos grande quanti- dade de - Panegyricos e sermões - que tenho noticia de que existem, mas não sei onde. « Seus panegyricos, diz o conego Lino do Monte Car- mello, surprehendiam e moviam affectos ao auditório do Recife, para onde era o padre Simão chamado e escolhido sempre^p ira prégador das principaes festividades, e de um modo que não se pôde descrever. Pode-se dizerapenas que sua poderosa e eloquente voz assenhoreava-se da consciência de seus ouvintes para extirpar-lhes os erros.» Simpliciano Braga - Nenhuma noticia pude obter a seu respeito; só o conheço pelo seguinte trabalho seu: - 0 corpo humano: fragmento de uma obra franceza... versão. Rio de Janeiro, 1877, 96 pags. in-8°. 236 SI Simplicinnoclol^oclial^onilio - Filhode Manoel Ro- drigues Pombo e nascido em S. Paulo pelo anno de 1840, foi bacharelem direito pela faculdade desta província, foi juiz de direito e falleceu em novembro de 1897 em Batataes,no estado de seu nascimento. Escreveu: - 0 arrependimento: conto historico. S. Paulo, 1862, in-8°. Simplicio A.nlonio Mavigfnier - Filho de Joaquim Ignacio Mavignier e dona Cordula Maria das Virgens Mavignier, nasceu na cidade do Recife em 1800 e ahi falleceu a 2 de agosto de 1856. Era doutor em medicina pela faculd tde de Paris, tendo antes seguido o curso de mathematicas da universidade de Coimbra até o quarto anno ; professor jubilado da cadeira de physica do lyceo, onde também foi lente de obstetrícia ; membro da antiga sociedade de medicina de Per- nambuco, etc. Foi deputado á assembléa provincial na primeira legis- latura, de 1835, e em varias outras, e exerceu desde 1831 vários cargos» como o de medico do hospital militar, cirurgião-môr do corpo de guardas municipaes voluntários, creado em 1832, e membro da admi- nistração geral dos estabelecimentos de caridale em 1850, tudo em sua província natal. Escreveu, além de sua - These sobre o clima de Pernambuco, publicada em Paris, em 1829, afim de obter o grâo de doutor em medicina, em francez, a qual nunca pude ver, o seguinte: - Rapide examen des principaux eaux de Pernambuco. Paris, 1829 - Sahiu antes no Journal de Chimie medicale et toxicologie de Paris, no mesmo anno. - Tratament) therapeutico e preservativo da cholera spasmodica por D. B. Hordas e Valbuena, traduzido do hespanhol. Recife, 1831 - Esta tjaducção foi feita por convite da Gamara municipal. - Annaes de medicina pernambucana. Annos Io, 2o e 3o. Pernam- buco, 1842 a 1844, in-4°-Mavignier foi o chefe da redacção destes Annaes. Simplicio Coelho de Tiex.eiicle - Filho do tenente- coronel Simplicio Coelho de Rezende e dona Clementina de Rezende Passos, e nascido na villa de Piracuruca, do Piauliy, a 1 de abril de 1841, sendo bacharel em direito pela faculdade do Recife, foi em sua pro- víncia juiz municipal, deputado provincial e depois deputado geral na ultima legislatura do Império. Deu-se também á advocacia na província do seu nascimento e no Amazonas. Escreveu: - Formulário dos diversos.processos derivados das disposições da lei n. 2040 de 28 de setembro de 1871 e do regulamento que baixou SI 237 com o decreto n. 5135, de 13 de novembro de 1872. Therezina, 1880, 55 pags. in-8'. - Epitome eleitoral. Theresina, 1881, in-8°. - Discursos proferidos em sessões da Assembléa geral legislativa de 1887, publicados por alguns comprovincianos e admiradores. Rio de Janeiro, 1887, in-8° - Foi relactor da - Época: orgão conservador. Therezina, 1878-1884, in-fol.- Creio que ainda continuou depois deste ultimo anno. Sinval Odorico cie Moura - Filho do coronel Ray- mundo José de Moura e dona Angélica Rosa de Moura, nasceu no Maranhão a 3 de setembro de 1828 e ahi falleceu a 9 de dezembro de 1885. Foi bacharelem direito pela faculdade de Olinda, presidente das províncias do Amazonas, Ceará, Piauhy e Parahyba, deputado geral pelo Maranhão em mais de uma legislatura, etc. Escreveu entre outros o: - Relatorio sobre a navegação a vapor na província do Maranhão - Foi publicado com o Relatório do presidente desta província, José da Silva Maia, em 1870. Sizenando Barreto Nabuco <le Arau.jo - Filho do conselheiro José Thomaz Nabuco de Araújo e dona Anna Benigna Barreto Nabuco de Araújo, e irmão do doutor Joaquim Aurélio Nabuco de Araújo, ambos commemorados neste livro, o primeiro no tom. 5o pag. 21, e o segundo no tomo 4o pag. 93, nasceu na capital de Pernambuco a 16 de julho de 1842 e falleceu no Rio de Janeiro a 11 de março de 1892, bacharel em direito pela facul lade de S. Paulo e advogado. Exerceu o cargo de promotor publico, foi deputado á assembléa da província do Rio de Janeiro, e à assembléa geral por sua província natal. Herdeiro de um nome glorioso na política do segundo reinado, talento robusto, possuía qualidades que o faziam querido de todos que o communicavam. Dedicado á litteratura dramatica desde estudante de S. Paulo e socio do Instituto dramatico desta cidade, escreveu: - Octavio; drama em cinco actos. S. Paulo, 1860, in-SL Foi repre- sentado no theatro de S. Paulo e no Gymnasio da Corte. - O Cynico: drama em tres actos. S. Paulo, 1861, in-8°. Foi também representado, tanto em S. Paulo como no Rio de Janeiro. Este drama tem alguns pontos de semelhança com o de Castello Branco, «A Justiça» assim como o precedente os tem com o « Pedro» de Menles Leal. - Olga: drama no mar. S. Paulo, 1863, in-8°. - A Mulher do século: drama. S. Paulo, 186*, in-8". 238 • HO - Historia de um artista: drama. S. Paulo, 186*, in-8°. - Túnica de Nessus: drama. Solfleri Cavalcante de Albuquerque - Filho do doutur Alcebiades Cavalcantejde Albuquerque e dona Amanda Caval- cante de Albuquerque, nasceu na cidade do Recife a 4 de abril de 1880, é estudante na faculdade de medicina do Rio de Janeiro, e es- creveu: - Criminados-, estudos litterarios. Manáos, 1899. - Par amos: phantasias. Rio de Janeiro, 1901. Tem inédito: - Os lobos. Biographia do dr. José Mariano Carneiro da Cunha. Solidonio A.ttico Leite- Filho de Antonio Attico de Souza Leite, de quem occupei-me no primeiro volume deste livro, nasceu em Pernambuco a 30 de janeiro de 1867 e, bacharel em direito pela faculdade do Recife, estabeleceu-se como advogado na cidade de Juiz de Fóra, em Minas Geraes, e depois nesta capital. E' socio do Instituto da ordem dos advogados do Rio de Janeiro, e escreveu: - Questões jurídicas: ligeiros estudos. Juiz de Fóra, 1898, 164 pags. in-8°, com uma carta-prefacio do dr. Clovis Bevilaqua-E' uma reproducção de escript<s publicados no Município de S. João Nepomu- ceno, e nas revistas o Direito e o Forum. Trata-se de verificação judi- cial de contas ; liquidação de firmas individuaes ; os arts. 309 e 310 do codigo commercial; fallencia; reconhecimento de firma; supplemento de idade ; audiência do collector nos actos judiciaes; questão eleitoral; julgamento do eleitor; ligeiro estudo sobre responsabilidade; nota final. - Reforma da lei sobre fallencias. Considerações sobre o projecto apresentado á Gamara dos deputados. Rio de Janeiro, 1900. Este tra- balho foi também publicado anteriormente na Imprensa em uma serie de artigos. Solon Pedreira <le Cer<|u.eii'si-Natural da Bahia, é presbytero secular, monsenhor e um dos mais illustrados sacerdotes do Brazil. Viajou pela Europa e pela Asia até a Palestina, ê membro do Instituto geographico historico da Bahia e de outras associações de lettras e escreveu: - Recordações e breves noticias de uma viagem á Palestina. Paris, 1895, in-8° - Monsenhor Solon collabora para o Apostolo, jornal catho- lico do Rio de Janeiro, para as Leituras religiosas, revista catholica JS1? 239 semanal da capital da Bahia, e para orgãos da imprensa, como o Diário da Bahia, onde publicou: - A religião: serie de artigos de que o primeiro foi publicado em Ju- nho de 1899, e reproduzido no Apostolo de 29 de junho de 1899 em diante. - Os imprescindíveis deveres paternaes: serie de artigos publicados no mesmo Diário da Bahia e transcriptos na Imprensa do Rio de Janeiro em julho de 1899- Não dou uma noticia mais completa deste illus- trado sacerdote, porque esperei essas noticias e de outros litteratos bahianos, conflando em uma pessoa, que m'as promettia ministrar, até a epoca de entrar no prelo este e outros artigos. Dona Sopliia Sá cie Souza - Filha do coronel Fran- cisco Joaquim de Souza, é natural do estado do Maranhão e joven lit- terata versada na lingua allemã, escreveu: - Os Bandidos de Schiller: versão portugueza. Maranhão, 1900. E' o primeiro ensaio litterario desta autora. Sotero cie Castro - Natural do Ceará, falleceu no Rio de Janeiro a 15 de outubro de 1883 com cerca de 40 annos de idade, tenente-coronel honorário do exercito, secretario do arsenal de guerra da côrte, oflicial da ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo e condecorado com a medalha da campanha do Paraguay. Era revisor do Jornal do Commercio em 1865, quando marchou para essa cam- panha como voluntário com a graduação de alferes, voltando com a de major. Escreveu algumas poesias que ficaram inéditas e - Bisporeida: ramalhete pastoril, composto de duas partes. Pri- meira: Sandaliasde um capucho; Segunda: NoPretorio.Funestaperda. Minha grei. Nos ferros d'el-rei. Por um amigo daroupêta edosjesuitas de casaca da actualidade. Rio de Janeiro, 1874, 55 pags. in-8° - São escriptos em verso acerca da questão religiosa, com allusões á vultos muito conhecidos que o autor fere com o requinte do ridiculo. Stftnisláo Waudorley - Nascido em Camaragibe, no estado de Alagoas, a 7 de maio de 1830, falleceu em Maceió a 18 de março de 1899, sendo ahi empregado de fazenda aposentado. Foi fun- dador da sociedade Libertadora alagoana, membro da sociedade Monte- pio dos artistas de Maceió e do Instituto archeologico e geographico alagoano. Escreveu: - Fisco. Critica mosaica. Maceió, 1899, in-8° - E' uma analyse severa e verdadeira dos tempos já idos, que sahiu a lume depois da morte do autor. 240 »Y - Noticii sobre algumas moedas portuguezas antigas - No se- gundo volume da Revista do Instituto archeologico e geographico ala- goano, pags. 67 a 69. Suetonio - Pseudonymo de Antonio Ferreira Vianna, filho do conselheiro Antonio Ferreira Vianna, de quem me occupei no volume primeiro desta obra, e dona Josephina Sidonia Pacheco Vianna, nascido a 1 de novembro de 1858 na cidade do Rio de Janeiro. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, foi primeiro promotor publico da Côrte, lente de geo- graphia da antiga Escola Normal no tempo da monarchia e juiz da quinta pretória no regimen republicano. E' advogado e escreveu: - Da organisação judiciaria no districto federal. Rio de Janeiro, 1891, in-8° peq. - O antigo regimen: historia anecdotica do império. Rio de Ja- neiro, 1897, in 8" peq.-Este trabalho sahiu primeiramente nas co- lumnas d' O Pais. - Biographia do senador Quintino Bocayuva, chefe da propaganda republicana. Rio de Janeiro, 1900, 61 pags. in-8° peq. Anteriormente publicado no Jornal do Conimercio de 2 de setembro de 1898. - Estadistas do Império: trabalho inédito, em parte publicado n'O Pais q na Cidade do Rio. A' excepção do primeiro trabalho, todos os mais foram publicadoâ sob o pseudonymo de Suetonio. Tem collabo- rado n'O Pais, na Cidade do Rio, onde escreveu uma secção humorís- tica sob a epigraphe « Força c Luz », e na Gazeta da Ttrde, na sua primeira phase, em 1883. Era sua - A Chronica parlamentar da semana - escripta no rodapé deste jornal com o pseudonymo de Auniroc. Sylvio Boccanera - Filho do commendador, cônsul da Hespanha, no estado da Bahia, Sylvio Boccanera, e dona Emilia Ro- drigues Vaz Boccanera, nasceu na capital do mesmo estado a 3 de fevereiro de 1863, e é engenheiro pela escola polytechnica do Rio de Janeiro. Fez parte da commissão encarregada dos estudos definitivos da estrada de ferro de Sergipe, foi secretario da superintendência da estrada de ferro central da Bahia, e é director desde 1893 da di- rectoria do conselho municipal da cidade de seu nascimento, socio fundador do Instituto historico da Bahia, socio do Conservatorio drama- tico e do Grémio litterario. Escreveu: - O grito da consciência: drama em cinco actos. Bahia, 1895 - Teve duas edições. sy 241 - 0 Diabo na Beócia: revista de costumes, em quatro actos. - O meio Ao mundo: revista de costumes, em quatro actos. - O reino do bicho: revista de costumes, em quatro actos. - A flor da alta sociedade: comedia de costumes, em um acto - Todas estas peças foram representadas na Bahia e em outros estados. - Adelia Carré: drama em tres actos, inédito. - A filha do Diabo: revista de costumes, em tres actos -inédita» -. As areias do Prado: comedia. - A batalha dos passaros : comedia. - O violão na ponta : comedia. - Escriptores em penca : comedia - Estas comedias são todas de costumes e o autor promette dal-as breve á publicidade. - A guerra civil no Chile ou a queda de Balmaceda: traducção do francez, de Varigny, com annotações e prefacio. - Theatro lyrico: traducção de operas italianas, argumentos e critica. - André Strahl: drama em tres actos, inédito. - Carlos Gomes: sua vida e sua obra, com illustrações, seis vo- lumes inéditos, mas a ser impressos. O dr. Eoccanera collaborou para vários orgãos da imprensa, como o Guarang, da cidade da Ca- choeira, de 1885 a 1888, a Gazela de Noticias da Bahia, 1894 a 1896, o Diário de Noticias da Bahia, 1900. Redigiu: - O Estado d t Bahia. Bahia, 1889 a 1895. - Instruccção erecreio: revista litteraria. Bahia, 1896. O Dr. Bcc- canera, emftm, tem sustentado varias discussões pela imprensa pe-- riodica, onde tem publicado diversos trabalhos litterarios e scientificos. Sylvio Homero - Filho de André Ramos Romero e dona Maria Vasconoellos da Silveira Ramos, nasceu na villa, hoje cidade do Lagarto, do actual estado de Sergipe, a 21 de abril de 1851. Com o nome de Sylvio Vasconoellos da Silveira Ramos, nome combinado entre os de seus paes, fez seus estudos de preparatórios e os da facul- dade de direito do Recife, onde recebeu o grão de bacharel em 1873 ; mas depois, havendo em sua província a tendencia de chamar-se Ro- mero a elle e a seus irmãos, passou a usar o nome pelo qual é hoje conhecido. Em 1875 requereu defesa de theses na citada faculdade ; no momento, porém, de sustental-as, teve com um lente um debate sobre o caracter da metaphysica, em que azedaram-se os ânimos, suspendendo-se oacto esendo elle processado pelo crime de injurias a esse lente diri- gidas, em cujo processo foi absolvido. Estabelecendo-se no Rio de Ja- neiro, foi a concu-so e obteve a cadeira de philosophia do internato 242 SY do collogio Pedro II e na Republica foi um dos fundadores da faculdade livre de sciencias sociaes e jurídicas do Rio de Janeiro. No regimen monarchico foi promotor e deputado provincial em Sergipe, e juiz municipal em Paraty, província do Rio de Janeiro, e no regimen re- publicano foi eleito deputado federal pelo seu estado. E' socio fundador da Academia brazileira de lettras, critico notável e um dos mais dfe- tinctos litteratos do Brazil. Escreveu: - A poesia contemporânea. Recife, 1869 -Este trabalho foi publi- cado na imprensa periódica. - Direito marítimo. Razões justificativas do art. 482 do Codigo Commercial: disertação apresentada ã faculdade do Recife na defesa de these para obter o gráo de doutor em 1875 - Só foi publicada annos depois, em 1888, no seu livro « Novos Estudos de Litteratura con- temporânea ». - Ethnologia selvagem. Estudo sobre a memória « Região e raças selvagens do Brazil», pelo doutor Couto Magalhães. Recife, 1875, 46 pags. in-8°. - A philosophia no Brazil. Ensaio critico. Porto Alegre (Rio Grande do Sul), 1878, 202 pags. in-8'. - Cantos do fim do século. Rio de Janeiro, 1878, 248 pags. in-8°. - A litteratura brasileira e a critica moderna : ensaio de genera- lisação. Rio de Janeiro, 1880, 370 pags. in-8°. - Interpretação philosophica na evolução dos factos bistoricos. Rio de Janeiro, 1880. - A questão do dia. A emancipação dos escravos. Na Revista Bra- sileira de janeiro de 1881, tomo 7o, pags. 191 a 203 -Este escripto mo- tivou algumas palavras azedas em referencia ao autor numa confe- rencia que fez o dr. Vicente de Souza e num folhetim da Gazeta de Noticias, escripto por José do Patrocínio, o que levou-o a formular as duas seguintes réplicas: - De uma cajadada dous coelhos: serie de cinco artigos publi- cados no periodico Gazetinha de 12 de fevereiro de 1881 em diante. - Uma explicação ao publico. Segunda repulsa aos ataques feitos ao meu caracter : serie de artigos publicados no Cruzeiro em março de 1881. - Introducção á historia da litteratura brasileira. Rio de Ja- neiro, 1882 - Foi antes publicado na Revista Brazileira, tomos 8o, 9o e 10°, terceiro armo. - O naturalismo em litteratura. S. Paulo, 1882. - Contos populares do Brasil, acompanhados de introducção e notas comprobativas por Theophilo Braga. Lfsbôa, 1883, 2 vols. SY 243 285-239 pags. in-8° peq. Ha segunda edição do Rio de Janeiro, 1897, com 377pags. in-8°. - Ensaios de critica parlamentar. Rio de Janeiro, 1883 - E uma collecção de diversos artigos escriptos em 1879 para o Repórter, em que se aprecia o valor de alguns dos nossos estadistas e homens politicos. Nos preliminares e na conclusão faz o autor uma especie de synthese dos seus trabalhos de critica parlamentar. - Últimos harpejos : versos. Porto Alegre, 1883 - Algumas poe- sias deste volume foram antes publicadas na Revista Brasileira, como sejam :« O poema das Américas » no tomo 4o, « Os palmares » no tomo 10° e a « Lyra sergipana ». - Lucros e perdas : cbronica mensal dos acontecimentos. Rio de Janeiro, 1883. Sahiu o primeiro fascículo em junho, sendo redactores o autor e Tristão de Alencar Araripe Júnior. Vide este nome. - Theorias históricas e escolas litterarias no Brasil. Na Revista dos Estudos Livres, n. õ, junho de 1883. - Estudo de litteratura contemporânea, contendo - Si a economia -política é uma sciencia ; Etimologia selvagem do Brasil ; Interpretação philosophica dos factos históricos: Dous poetas; Idealismo e realismo; Vista geral sobre a escola litteraria do Recife; Dranmor: A situação liberal e o Sr. Francisco Octaviano; Modernas escolas litterarias ; A alegria e a tristeza na litteratura ; A philosophia e o ensino secun- dário ; Obrigatoriedade e liberdade de ensino : O poeta dos idyllios mo- dernos ; O elemento plebeu na litteratura do Brasil; O professor Carlos Jansen e as leituras das classes primarias ; Estudos philo- logicos, por João Ribeiro ; Os ciganos- Contribuição ethnographica, por Mello Moraes Filho ; O Sr. Barboza Rodrigues e a questão da pedra nephrite ; A historia da litteratura brasileira e o Dr. Araripe Júnior ; ainda a historia da litteratura brasileira e o Dr. Araripe Júnior ; Sobre o curso de litteratura do Dr. Mello Moraes Filho ; sobre Machado de Assis e Luiz Delflno ; Tobias Barreto de Menezes, como poeta ; sobre Emilio Zola. Rio de Janeiro, 1885, in-8°. - Valentim Magalhães. Estudo critico. Rio de Janeiro, 1884. - Contos populares do Brasil. Lisbòa, 1885, in-8°- São contos propriamente brasileiros, narrados com a mais completa naturalidade. Tem segunda edição do Rio de Janeiro, 1897, com 197 pags. in-8°. - Uma esperteza ! «Os Cantos e Contos populares do Brasil» e O Sr. Theophilo Braga. Rio de Janeiro, 1887. - Estudos sobre a poosia popular do Brasil. Rio de Janeiro, 1888 - Publicados antes no primeiro e quinto tomos da Revista Brasileira. 244 SY - Ethnographia brasileira. Estudos critioos sobre Couto Magalhães, Barbosa Rodrigues, Theophilo Braga e Ladisláo Netto. Rio de Janeiro, 1888, 159 pags. in-8". - Historia da litteratura brasileira. Rio de Janeiro, 1888, 2 vols. de 1.486 pags., de numeração seguida, in-8° gr. - As tres fôrmas principaes da organisação republicana. Laran- geiras, Sergipe, 1888. - Ensino civico. A historia do Brazil ensinada pela biographia de seus heròes, com um prefacio e um vocabulário por João Ribeiro. Rio de Janeiro, 1890, in 8° - Tem mais quatro edições, sendo a ultima de 1897, também do Rio de Janeiro, com 125 pags. in-8'. - Excerpto da « Historia da Litteratura Brazileira » relativo á im- nrgração e ao futuro da raça portugueza no Brasil. Rio de Janeiro, 1891, in-12°. - Luiz Murat. Estudo. Rio de Janeiro, 1891. - Parlamentarismo e presidencialismo na republica brazileira. Cartas ao conselheiro Ruy Barbosa. Rio de Janeiro, 1893, 152 pags. in-8°. - Doutrina contra doutrina. O evolucionismo e positivismo na republica. Rio de Janeiro, 1894 - E' uma grande parte de artigos pu- blicados no Jornal do Commercio com o mesmo titulo. Tem segunda edição de 1895, também do Rio de Janeiro, com XXVI-CVIII-291 pags. in-8°. - Ensaios de philosophia do direito. Rio de Janeiro, 1895, 307 pags. in-8° - Fecha-se este importante livro com um appendice de Gumercindo Bossa ( vide este nome na pag. 599 do terceiro volume ), em que se estuda o que é direito, conforme as diversas escolas philo- sophicas. - Machado de Assis. Estudo. Rio de Janeiro, 1897. - Novos estulos de litteratura contemporânea. Paris, 1893, 305 pags. in-8° peq. - Martins Penna : ensaio critico. Porto, 1900, 193 pags. in-8*. - Ensaios de sociologia e litteratura. Rio de Janeiro, 1900. - A litteratura. 1500-1990. Memória publicada no « Livro do Cen- tenário » Io vol., em commemoração ao quarto centenário do desco- brimento do Brazil. Rio de Janeiro, 1900, 125 pags. - Criticas e discussões: serie de artigos de collaboração na Gazeta de Noticias, a começar do numero de 12 de junho de 1901 em deante SY 245 -Além dos trabalhos publicados na Revista Brazileira que appareceram depois em volume, encontram-se mais na mesma Revista os seguintes: - A Litteratura Brazileira ; suas relações com a portugueza ; o neo-realismo. No tomo segundo, pags. 273 á 292, 432 á 437. - A prioridade de Pernambuco no elemento espiritual brasileiro. No mesmo tomo, pags. 486 á 496. - Um poeta do Norte. No tomo sétimo, pags. 457 á 479. E' uma noticia de algumas poesias do dr. Francisco Altino Corrêa de Araújo. - Tobias Barreto d3 Menezes como poeta. No tomo oitavo, pags. 443 á 458 - Tem a publicar - Parnaso sergipano : poesias. - Provocições e debates : artigos políticos publicados no Diário de Noticias em 1890-1891. - Historia do antigo direito em Hespanha e Portugal - Vários ca- pítulos deste trabalho foram publicados na Revista Brazileira - O dr. Sylvio Roméro encetou seus estudos de critica litteraria, quando fazia o curso académico no Recife. O seu primeiro trabalho foi publicado em março de 1870 no jornal académico Creuça sobre os Harpejos Poéticos do dr. Santa Helena Magno. No Americano e no Diário de Pernambuco também publicou diversos artigos de critica, estendendo depois a sua collaboração aos jornaes - Movimento, Correio Pernambucano, Jornal do Recife, Eschola e Trabalho, etc. Neste ultimo deu á publicidade uma serie de artigos sob a epigraphe « O romantismo no Brazil » que mais tarde tiveram fórma mais desenvolvida no livro « Litteratura brazi- leira e a critica moderna ». Sylvio Sénior - Pseudonymo de Ernesto Mattoso Maia Forte, rilho de José Justiniano da Cruz Forte e dona Francisca de Queiroz Mattoso Maia, nasceu a 15 de setembro de 1851 no Rio de Janeiro. Foi official do corpo de fazenda da armada durante a guerra do Paraguay e depois funccionario publico na antiga província do Rio de Janeiro ; fez parte, como secretario, da commissão de estudos da estrada de ferro Madeira e Mamoré, foi vice-consul do Brazil na Guyana Ingleza ; official de gabinete do governador do Pará, membro do Conselho Superior de Instrucção deste estado, director do Instituto Lauro Sodré, tendo estudado na Europa por incumbência do governo do Pará a organisação das escolas de commercio. E' socio correspom dente da sociedade de geographia de Paris e escreveu : - Quadro synoptico e chronologico da historia do Brazil. Rio de Janeiro, 1879. De collaboração com Augusto Pralon. ( Vide este nome. ) eioque ha nova ed ição deste trabalho. 246 SY - Do Rio de Janeiro ao Alto Madeira. Rio de Janeiro, 1884. - Rio de Janeiro à Londres, Lisboa, Madrid, Pariz e Bruxellas. (Impressões de viagem.) Rio de Janeiro, 1893. - Memória justificativa dos direitos do Brasil em seus limites com a Guyana Ingleza. Rio de Janeiro, 1897. Este trabalho foi publicado sob o pseudonymo de Sylvio Sénior, tendo sahido antes no Jornal do Com- mercio. - Limites do Brasil com a Guyana Ingleza. Rio de Janeiro, 1898. - O Brasil é um paiz essencialmente agrícola: comedia, 1879 ou 1880 - No jornalismo collaborou em diversos periódicos, entre os qpaes a Gazeta da Tarde onde escrevia a secção sob a epigraphe A Sociedade onde a gente se diverte, no Mequetrefe, etc. e redigiu: - O Cruzeiro. Rio de Janeiro. Fundou o - Mosaico. Sapucaia ( Rio de Janeiro ) 1878 ? - Nicromante: semanario illustrado. Rio de Janeiro, 1894 ou 1896. Sylvio Tibiriçíl dte Almeida- Filho do doutor Aure- jiano Baptista Pinto de Almeida, e nascido em Minas Geraes a 27 de agosto de 1863, é bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, pro- fessor de portuguez e litteratura do gymnasio paulista, e director de um collegio de educação por elle fundado. Provecto educador da mocidade, é também distincto cultor das muzas e escreveu : - Ephemeras: poesias com um prefacio de Raymundo Corrêa. São Paulo, 1893, in-8°. Sylvio Tullio - E' um pseudonymo de Luiz José da Rosa, de quem me occupei no tomo 3o deste livro, pag. 431. A seus tra- balhos se accrescente : - Aprendei a lingua vernacula : selecta comprehendendo os estu- dinhos da lingua, os gallicismos mais inveterados no uso de escri- ptores indignos de tal titulo, colleccionados, etc. Symphronio Cardoso - E' natural de Sergipe, e resi- dente em Minas Geraes, segundo tenho noticia. Dos seus trabalhos conheço apenas: - Indianas: poesias. Rio de Janeiro, 1879, in-8°. - Louros esparsos: versos em homenagem a Floriano Peixoto. Rio de Janeiro, 1901. Symplxi'oiiio Olympio Alvares Coellio - Filho de Antonio Alvares Coelho- e dona Hilaria Maria dos Santos, nascido TA 247 na Bahia a 26 de julho de 1826, falleceu no Rio de Janeiro a 13 de fevereiro de 1896, doutor em medicina pela faculdade de sua província, cirurgião de divisão reformado do corpo de saude da armada, condeco- rado com a medalha da campanha do Paraguay, cavalleiro da ordem da Rosa e da de Christo. Foidistinctissimo poeta repentistae escreveu: - Proposições sobre medicina em geral: these, etc.,sustentada per- ante a Faculdade de Medicina da Bahia a 12 de dezembro de 1853 para obter o grão de doutor em medicina. Bahia, 1853, in-4°. - Poesia dedicada ao Exm. Sr. Conselheiro José Maria da Silva Paranhos. Rio de Janeiro, in-8°. - Canção ao feliz natalício da Exma. Sra. D. M. C. S. V. de Car- valho - No Atheneu, periodico scientiflco elitterario, etc. Bahia, 1849- 1850, pags. 155 e 156. Como esta ha muitas poesias suas em periódicos, e em grande numero deixou: - Poesias inéditas - na maior parte improvisadas, em mãos de amigos ou apreciadores, que impressas dariam bons volumes. Taciano A.coioli Monteiro - Filho do major Deo- dato Aff 'nso Monteiro e dona Guilhermina Accioli Monteiro, nasceu a 12 de janeiro de 1861 na cidade do Pilar, estado de Alagoas. E' phar- maceutico pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro, bacharel em sciencias jurídicas e sociaos pela faculdade livre da mesma cidade, serviu na enfermaria dos immigrantes da ilha das Flores, faz parte do Conselho superior da sociedade de Agricultur a brazileira e dos comi- cios ruraes de Inhaúma e Irajá, é empregado na directoria da estatís- tica municipal nesta capital e escreveu: - Evolução política no Brazil: conferencia realizada no Pedago- gium a 23 de fevereiro de 1896. Rio de Janeiro, 1896, 35 pags. in-8°. - O Rio Grande do Sul e sua paz: serie de artigos no Diário de Noticias. Rio de Janeiro, 1895. - Sementes-, serie de artigos publicados n'A Lavoura, revista da sociedade de Agricultura brazileira. Tancredo Burlamaquo de Moura - Filho do doutor Constantino Luiz da Silva Moura, natural da antiga província, actualmento estado do Piauhy, e nascido a 31 de março de 1865, é 248 TA primeiro tenente da armada e foi ajudante da repartição central de meteorologia. Escreveu: - Projecto de reorganisação do nosso actual serviço de meteoro- logia, redigido e apresentado ao senhor ministro da marinha. Rio de Janeiro, 1890, 16 pags. in-4°. - Manual de navegação estimada. Rio de Janeiro, 1899, in-4°- -Este livro é offerecido ao almirante Manhães Barreto e ao capitão de fragata Duarte Huet Bacellar Pinto Guedes e foi publicado em tres ■fascículos de 80 paginas cada um. - Instrucções para a observação dos instrumentos meteorologicos á bordo dos navios nacionaes. Rio de Janeiro, 1901, in-8°-E'um guia utilíssimo para consulta dos navegantes. - Historia da vida do almirante Tamandaré desde o principio de sua carreira na armada, salientando seus feitos durante sua longa e jproveitosa carreira, lida na inauguração do Club naval na noite de 11 de junho de 1900 - Este distincto official tem trabalhos na Revista Marítima, como: - Chronica - No numero 12 do XIX anno ( 1900), pags. 196 a 207 e actualmente é redactor da - Revista Marítima. Rio de Janeiro, 1900-1901. Tancredo Leite do Amaral Coutinho- Filho do commendador Manoel Leite do Amaral Coutinho, nascido na província, hoje estado de S. Paulo, é ahi professor da escola normal e socio correspondente do Instituto historico e geographico brazileiro. Em 1895 exerceu no estado de seu nascimento o logar de offlcial de gabinete da secretaria da justiça e antes disto fez parte da redacção do Correio Paulistano. Escreveu: - Linhas esparsas de Tancredo do Amaral, 1887-1893. S. Paulo, 1893, in-8° - E' uma collecção de artigos publicados em vários orgãos da imprensa do dia. - Educação cívica. A historia de S. Paulo, ensinada pela bio- graphia de seus vultos mais notáveis: obra destinada aos estabeleci- mentos da instrucção popular com um parecer pelo Conego Valois de Castro, etc. Rio de Janeiro, 1895, 351 pags. in-8°. - O estado de S. Paulo livre: livro destinado ás classes primarias adiantadas. S. Paulo, 1896, 190 pags. in-8° - O autor dá a este livro uma feição toda brazileira, occupando-se de assumptos nacionaes, como se vê dos seguintes capítulos de que se compõe o livro: I. Descripção physica. II. Chimica. III. Reino mineral. IV. Reino vegetal. V. Reino animal. VI. Resumo historico. VII. Poderes do Estado e Administração. 249 VIII. Instrucção Publica. IX. Hygiene. X. Agricultura. XI. Com- mercio e industria. XII. Viação ferrea. XIII. A capital. XIV. Os Municípios. XV. Lettras e Artes. - Analectos paulistas para exercício de leitura das classes pri- marias adiantadas. S. Paulo, 1896, 110 pags. in-8°. - Geographia elementar, adaptada ãs escolas publicas primarias: 2a edição correcta e augmentada. S. Paulo, 1893, XXI-178 pags. in-8° - Este livro foi approvado unanimemente pelo Conselho superior da instrucção publica de S. Paulo, e adoptado nas escolas. Ha delle 5a edição, revista e augmentada com 28 artigos, de 1896, com 313 pags. in-8°. Tancredo Lucas - E' um pseudonymo de Lafayette de Toledo, de quem me occupei no tomo 5o, pag. 287, o qual escreveu mais, além do que foi mencionado no seu artigo: - Poetas mineiros : breve noticia de alguns poetas de Minas Geraes e de suas obras - Nunca pude ver esta publicação. - Imprensa paulista: memória histórica na Revista do Instituto historico e geographico de S. Paulo, 1898, vol. 3o, pags. 303-521. Tancredo Saturnino Teixeira de ^lello - Filho do doutor José Alexandre Teixeira de Mello, já neste livro men- cionado, e dona Isabel Saturnino Marques de Mello, nasceu a 9 de julho de 1861 na freguezia de S. Gonçalo, municipio de Campos de Goytacazes da província, hoje estado do Rio de Janeiro, e ahi falleceu a 23 de dezembro de 1894. Engenheiro pela escola polytechnica, foi á Europa, onde se demorou por mais de um anno ; foi engenheiro da Camara Municipal de Campos, engenheiro chefe da estrada de ferro da Tijuca e engenheiro da directoria das obras publicas e industriaes do estado do Rio de Janeiro, cargo em que falleceu. Collaborou para muitos jornaes e para o Jornal do Commercio de Juiz de Fóra, e escreveu: - Os primeiros espinhos: conto - Foi seu primeiro ensaio litte- rario escripto ao separar-se de sua familia para proseguir em seus estudos. Não sei si foi publicado. - Impressões de viagem - Foram escriptas na Europa e publi- cadas não sei em que jornal de Campos. - Esboços e esbocètes - E' um livro que vae ser dado ã publici- dade pelo pae do autor, no qual se encontrarão suas melhores pro- ducções. Sei que o doutor Tancredo de Mello escreveu no exercício de sua profissão diversos regulamentos, planos, orçamentos e outros tra- balhos. 250 TH Tarquinio I <le Souza, A-iuarautlio - Filho do doutor Tarquinio Braulio de Souza Amarantho, e nascido no Recife, capital de Pernambuco, a 3 de abril de 1859, fez o curso e bacharelou-se na faculdade de direito do Recife» de que seu pae foi professor. Foi membro e director da sociedade central de immigração». é advogado nesta capital, capitão de fragata honorário, lente da Escola naval, e escreveu: - O ensino technico no Brazil. Rio de Janeiro, 1887, 246 pags. in-8° - Publicou-se sob o titulo de « Livro de propaganda da sociedade Central de immigração», e é o terceiro. - Conferencia feita na sociedade de Geographia do Rio de Janeiro sobre as estações agronómicas, consideradas factores poderosos do desenvolvimento economico. Rio de Janeiro, 1888. - Estudos economicos e sociaes - O autor tinha a publicar desde 1887 esta obra, em que se occupa das caixas económicas escolares, da reorganisação das caixas económicas e outros assumptos - Náo a vi, porém, publicada. Telemaco Francisconi - Filho de Ulysses Francis- coni, nasceu na cidade de Barra Mansa, Rio de Janeiro, a 25 de julho de 1865, é doutor em medicina pela universidade de Sienna, Italiar tendo servido durante o curso como alferes medico no 32° regimento de infanteria e nos hospítaes militares de Palermo e de Livorno. Es- creveu : - DeWidroceli e sui metodi curativi -these para receber o gráo de doutor em medicina e cirurgia. Sienna, 1891 - Nunca vi esta these. - Syphilis cerebral: dissertação. Proposições (tres para cada uma das cadeiras da Faculdade ): these, etc., afim de poder exercer sua profissão na Republica dos Estados-Unidos do Brazil. Rio de Janeiro, 1898, 50 pags. in-4°. Th.aiimatux'g'0 Sotero Vaz - Nasci lo a 30 de julho de 1869 na antiga província do Piauhy, é bacharel em sciencias so- ciaes e jurídicas pela faculdade do Recife e reside na capital do Ama. zonas, onde é secretario do governador doestado. Escreveu: - Cantigas: poesias. Manàos, 1900 - Como jornalista é collabo- rador do Diário de Noticias de Manáos. Tlxemistocles Maehad o - Filho de Octaviano Machado e dona Honorina Machado, nasceu no termo do Limoeiro, no Ceará, a TH 251 25 de agosto de 1874. Estudou humanidades na cidade da Fortaleza e chegou a matricular-se na faculdade livre de direito do Rio de Janeiro, em cujo curso não proseguiu. Foi promotor publico na capital do Ama- zonas e actualmente, 1900, exerce o cargo de professor de portuguez da Escola normal do Ceará. Iniciou sua vida de jornalista no Mei- rinho, collaborando successivamente na Patria, no Libertador, no ATorfe.jornaes do Ceará; e na Semana, de ValentimMagalhães, desta capital. Foi um dos fundadores da Padaria Espirita d e do Centro Lit- terario do Ceará, e escreveu: - Myrthos: versos, com um prefacio de Valentim de Magalhães. Fortaleza, 1897, in-8°. - Victima: romance. Fortaleza, 1900 - Neste livro o autor des- creve as maravilhas e grandezas da natureza amazonense, assim como a vida laboriosa e honesta do povo daquellas regiões. Tem inédito: - Perfis amigos: biographias dos moços de lettras do Ceará fal- lecidos. Foi um dos redactores da - Federação : orgão do partido republicano. Manáos, 1895-1896.. - Amazonas commercial: Manáos, 1896 - Neste jornal publicou uma longa serie de artigos de critica social e humorista sob os pseu - donymos de Padre Theobaldo, João da Ega e Alfredo Cesar. Tliemistocles da Silva 3£aciel Aranha-Na- tural do Maranhão, e nascido a 8 de agosto de 1837, falleceu a 27 de abril de 1887. Depois de ter frequentado a Escola central, dedicou-se ao magistério em sua provincia, que o elegeu por mais de uma vez deputado á sua assembléa, foi presidente da Associação Commercial, socio honorário da Associação typographica maranhense, commendador da ordem da Rosa e distincto jornalista. Escreveu: - Relatorio da exposição de assucar e algodão, feita pela com- missão commercial do Maranhão em 23 de junho de 1883. Maranhão, 1884, 44 pags. in-81'. - Relatorio da segunda exposição de assucar e algodão, inaugu- rada no Maranhão a 22 de fevereiro de 1885. Maranhão, 1885, 62 pags. in-8°. Redigiu: - O Progresso. Maranhão, in-fl.- Foi a primeira folha diaria que teve esta provincia, começando a 2 de janeiro de 1847, e também redigido por Fabio Reis, Antonio Rego e Pedro Leal. - Publicador Maranhense. Maranhão, 1861-1863, in-fol.- Foi fundada em 1842, sahindo tres vezes por semana, por J. Francisco Lisboa, até 1855 ; de 1856 a 1860 por F. Sotero dos Reis, e depois por 252 TH Themistocles Aranha - Foi o fundador e redigiu por mais de vinte annos - O Paiz. Maranhão - Este jornal começou a ser publicado em 1863. Themistocles Soares de Albuquerque Leão - Natural de Alagoas, falleceu no Rio de Janeiro a 13 de abril de 1-894 no exercício do cargo de primeiro escripturario do thesouro na- cional. Escreveu: - O Ministério de 10 de março. Rio de Janeiro, 1888, 9 pags. in-8° - São sete sonetos a este ministério e â princeza d. Isabel pela libertação do elemento escravo. - Memória histórica e estatística dos Olhos d'Agua do Accioli - Na Revista do Instituto archeologico alagoano, tomo Io, pags. 131a 137. rrheolbaldo - Pseudonymo de Francisco Mendes de Paiva, nascido no Rio de Janeiro, bacharel em lettras pelo antigo collegio Pedro II e em sciencias soeiaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, falleceu ainda moço em setembro de 1880 em Lourdes na França. II- lustrado e dado á imprensa, foi coilaborador do Cruzeiro, onde escreveu: - Provérbios históricos e locuções populares por Theobaldo, depois publicados em livro. Rio de Janeiro, 1879 - Este trabalho tem muito merecimento. « Encontra-se ahi a origem de uma grande parte dos annexins e dictados que entram no curso da conversação familiar e na imprensa, especialmente na política e joco-seria. Revela no autor muita leitura e graça.» Theodomiro Alves Pereira - Filho de Valeriano Alves Pereira, nasceu em Minas Geraes pelo anno de 1840, bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo. Foi deputado á assembléa de sua então província em varias legislaturas, e também á assembléa geral em 1878 e no regímen republicano senador ao congresso es- tadoal em 1893. Escreveu: - Resposta ao folheto intitulado «O poder moderador», do Sr. Theophilo Benedicto Ottoni. S. Paulo, 1860, 24 pags. in-4°. - Folhas de meu album: fragmentos - No's Exercícios Litterarios do culto á sciencia. S. Paulo, 1861. - Gennescot romance.S. Paulo,?... Theodoreto Ajrclianjo do Nascimento - Filho -de Miguel Archanjo do Nascimento c dona Josepha Maria do Nasci- TEI 253 mento, nasceu na cidade do Lagarto, em Sergipe, a 16 de setembro de 1866. Doutor em medicina pela faculdade da Bahia, clinicou em S. Paulo, de onde foi viajar pela Europa, esteve depois em Sergipe e dahi passou ao Ceará em commissão do governo do seu estado. E; clinico nesta capital e escreveu: - Alcoolismo e embriaguez (cadeira de medicina legal): theso inaugural para obter o gráo de doutor em medicina. Bahia, 1886, 50 pags. in-8°. - Cultura da maniçoba. Relatorio apresentado ao governo de Ser- gipe por... commissionado pelo mesmo governo no estado do Ceará - Foi publicado no Estado de Sergipe de 20 de dezembro de 1898 a 18 de janeiro de 1899 e depois em avulso. Tlieodoi^eto Carlos de Faria Souto - Filho de José Francisco Souto Barateiro, nasceu no Ceará a 4 de novembro de 1841 e falleceu a 11 de agosto de 1893 em consequência de uma syn- copecardíaca, viajando em unfwagon da cidade do Rio de Janeiro a Friburgo. Foi no regímen monarchico deputado em varias legisla- turas, presidiu as províncias de Santa Catharina e do Ama zonas, foi depois presidente do banco do Brazil, director secretario do banco- da Republica e era senador pelo Ceará. Escreveu: - Algumas reflexões sobre a eleição directa por um liberal. Cantagallo, 1874. 72 pags. in-4°. - Discurso proferido na sessão de 8 de março de 18 9 (nacamara dos deputados ). Fortaleza, 1879, in-4° gr. - 4o Districto do Ceará. Contra-contestação e documentos apre- sentados á primeira commissão de inquérito. Rio de Janeiro, 1885, 94 pags. in-12°. Versa sobre o processo eleitoral. - Relatorio com que o Exm. etc. passou a administração da pro- vinda de Santa Catharina ao Exm., Sr. Dr. Francisco Luiz da Gama Roza a 19 de agosto de 1882. Desterro, 1883, in-4°. - Exposição com que o ex-presidente da província do Amazonas. Dr., etc. entregou a administração da mesma província ao tenente- coronel Joaquim José Paes da Silva Sarmento no dia 12 de julho de 1884. Manáos, 1884, in-4n-Na imprensa collaborou para folhas polí- ticas, e redigiu: - A Reforma-, orgão do partido liberal. Rio de Janeiro, 187*. T keodorico Francisco de A.ssis Magno - Filho do capitão Marcos Vicente Magno e dona Raymunda Prestes da Costa Magno, irmão de Carlos Hyppolito de Santa Helena Magno, 254 TH de quem jáme occupei, e nascido no Pará a G de outubro de 1866, fallceu no Ceará, para onle havia ido em busca de allivio asoffri- mentos physicos, a 16 de maio de 1885. Era estudante do terceiro anno do curso de direito da faculdade do Recife e poeta. Sua primeira poesia foi composta quando contava apenas oito annos de idade com o titulo O bemtevi, na qual, embora com alguma incorrecção, de- screvia com graça a plumagem, os costumes e o canto dessa avesinha. Publicou apenas algumas producções poéticas, um poemeto e - Por causa de uma loucura: romance -Não pude ver estes trabalhos. Sei que deixou também inédita uma comelia, cujo titulo ignoro. Tlieodoro Antonio de Oliveira - Filho do ma- rechal Vicente Antonio de Oliveira, de quem terei de me occupar e nascido pelo anno de 1830 no Pará, falleceu lente de chimica pratica da escola militar e de applicação do exercito, capitão honorário e doutor em mathematicas para cujo gráo escreveu: - Considerações sobre o movimento das machinas locomotivas das estradas de ferro: these, etc. Rio de Janeiro, 1855, 33 pags. in-4° - Escreveu mais: - Discurso pronunciado por occasião da abertura da escola militar e de applicação, no dia 5 de fevereiro de 1859. Rio de Janeiro, 1859, 8 pags. in-8° - e redigiu: - Ostensor Polytechnica : jornal de conhecimentos uteis, dirigido peloDr., etc. Rio de Janeiro, 1861, in-4°. Tlxeodoro Fernandos Sampaio - Nascido no es- tado da Bahia a 7 de janeiro de 1855, é engenheiro civil pela escola polytechnica e reside em S. Paulo, onde é chefe da repartição das aguas e esgotos e socio do Instituto histórico deste estado. Escreveu: - Campos do Jordão da Mantiqueira. Notas de viagem. S. Paulo, 1893, 129 pags. in-4\ com a planta da parte norte dos Campos do Jordão e da projectada cidade de S. Francisco. - 0 tupi na geographia nacional: trabalho lido no Instituto his- tórico de S. Paulo, na sessão de 4 de agosto de 1900 e seguintes - Este interessante estudo foi publicado no Estado de S. Paulo de 5 e G de agosto seguinte e terminou no numero de 12 de novembro deste mesmo anno. Tlxeodoro Ferreira de Aguiar- Nascido no Rio de Janeiro em 1769, falleceu em Lisboa no annode 1827. Frequentou th 255 as universidades de Coimbra e de Leyde e foi um distincto medico. D. João VI dedicou-lhe grande estima e graças a essa estima e attenção com que o ouvia este príncipe, foi Aguiar o restaurador da cirurgia em Portugal, obtendo não só o melhoramento do hospital de S. José em, Lisboa mas também a creação das escolas de cirurgia desta cidade e do Porto. Escreveu: - Regulamento para os liospita.es militares, approvado em 27 de março de 1805. Lisboa, 1805. - Regulamento para as escolas geraes de cirurgia de Lisboa e dó Porto, approvado em 25 de junho de 1825. Lisboa, 1825. Tlieodoro Johanis Henrique Lang-gard-Nas- cido na cidade de Copenhague, capital do reinp da Dinamarca, a 27 de julho de 1813, falleceuno Rio de Janeiro a 31 de outubro de 1883. Sendo doutor em medicina pela universidade daquella cidade e pela de Kiel, emigrou para o Brazil, verificou seu titulo, sendo approvado com dis- tincção, dedicou-se á clinica, residindo por longos annos em Campinas, S. Paulo, e naturalisou-se cidadão brazileiro. Era commendador da ordem de Christo, cavalleiro da ordem da Rosa, da ordem dinamar queza do Danebrog, da ordem sueca da Estrella Polar e condecorado com a medalha de ouro do Mérito do reino do seu nascimento. Per- tencia a,varias associações de sciencias e lettras, e escreveu: - Dissertação sobre a geração equivoca : these, etc. para verifi- cação de seu diploma. Rio de Janeiro, 1846, in-4° gr. - Diccionario de medicina domestica e popular contendo uma the- -rapeutica completa ou exacta descripçãode todas as moléstias internas e seu tratamento ; o cirurgião ou tratamento das moléstias externas e uma minuciosa instrucção para as differentes operações que repenti- namente se possam tornar necessárias ; conselhos práticos ás mulheres no estado de gravidez, etc., com 236 figuras intercaladas no texto. Rio de J>aneiro. 1865. 3 tomos, 717, 724 e 732 pags. in-8°- Segunda edição melhorada e consideravelmente augmentada com 400 figs. interca- ladas e com o retrato do autor gravado em metal. Rio de Janeiro, 1872-1873, 3 tomos in-8'. - Arte obstétrica ou tratado dos partos, contendo a descripção ana- tómica da mulher; da gravidez com seus accidentes ; do parto normal e anormal e dos meios de leval-os a bom exito; tratamento e regimen da mulher parida ; os soccorros aos recem-nascidos e as moléstias a que estão sujeitos nos primeiros tempos. Rio de Janeiro, 1861, in-8° - tíe- gunda edição cuidadosamente revista, melhorada e augmentada, 256 TH 1873, 440 pags. in-81; terceira, 1886, todas do Rio de Janeiro e com. figuras intercaladas no texto. - Novo formulário medico e pharmaceutico, ou vademecum me- dicum, contendo a descripção dos medicamentos, sua preparação, seus- effeitos, as moléstias em que são empregados, seu modo de applicaçãoe sua dóse; as principaes formulas medicinaes e uma escolha de mais de duas mil formulas magistraes de autores e práticos celebres, antigos e modernos; as plantas medicinaes indígenas, conhecidas até o presente ; os pesos e medidas antigos e modernos; a classificação e preparação dos medicamentos ; as operações pharmaceuticas, etc. illustrado com figuras intercaladas no texto. Rio de Janeiro, 1868, 1.090 pags. in-80-- Ha mais duas edições, sendo a segunda de 1873 e a terceira, «cuidadosa- mente revista e consideravelmente augmentada », do Rio de Janeiro, 1880, de 1310 pags. in-8°. - Atlas completo da anatomia do corpo humano, em que são fiel- mente representados todos os ossos, ligamentos, vasos, nervos, visceras, seus annexos, ofierecendoa exacta descripção de todos os orgãos do corpo humano. Ornado de 28 finíssimas gravuras coloridas e em fumo, repre- sentando 256 objectos, composto em allemão pelo Dr. C. E. Bock, lente da universidade de Leipsig e traduzido em portuguez pelo Dr. Theodoro Langgaard. Rio de Janeiro, 1853, in-4° gr. - Ha quatro edições, sendo a ultima sobre a quinta edição allemã, com 38 gravuras. - Succintos conselhos ás jovens mães para um tratamento racional de seus filhos. Rio de Janeiro, 1871, 79 pags. in-8°. - Pequeno tratado de saude. Rio de Janeiro (sem data ), 40 pags. in-8°. - O naturalista Dr. Lund (Peter Wilhelm), sua vida e seus tra- balhos. Rio de Janeiro, 1883, 50 pags. in-8% com o retrato do naturalista. - Maria ou a bella paulista: comedia, posta em musica pelo ma- estro SanfAnna Gomes e representada pela primeira vez em Cam- pinas. Rio de Janeiro, 1863 - Tem alguns trabalhos em revista, como: - Combustão humana espontânea sob o ponto de vista medico-legal - Nos Annaes Brasilienses de Medicina, tomo XX, pags. 6 e segs. lie odoro José Biancardi - Nascido em Portugal, e brazileiro pela constituição do Império, falleceu em Nitheroy, era avançada idade, a 15 de agosto de 1853, sendo official-maior da se- cretaria dacamara dos deputados, do conselho de sua magestade o Imperador, commendador da ordem da Rosa e da de Christo. Antes de servir nesta secretaria, servira na dos negocios do Império e TH 257 pouco antes de sua morte fizera uma viagem á sua patria de nasci- mento. Escreveu: - Successos do Alemtejo. Lisboa, 1808, 44 pags. in-8° - Occupa-se o autor da restauração de Portugal. - Resposta ao Manifesto que fez imprimir em Cadiz o tenente- general D. João Carrafa contra a obra intitulada « Succcessosdo Alem- tejo ». Lisboa, 1811, 47 pags. in-8°. - Cartas americanas. Lisboa, 1809, 195 pags. in-8°. E'um romance com cincoenta e quatro cartas, em que também narram-se occurrencias por occasião da invasão fcanceza e a subsequente restauração do reino e cujas datas começam de dezembro de 1807, etc. - Reflexões sobre alguns successos do Brazil, escriptas, etc. Rio de Janeiro, 1822, 48 pags. in-8°- Ainda em Lisboa redigiu: - Semanario Luzitano: periodico politico e noticioso. Lisboa, 1809' a 1812, 3 vols. in-4° - Passou depois a intitular-se: - Mercúrio Luzitino. Lisboa, 1812 a 1815, in-4° - Biancardi teve parte na redacção e publicação dos debates da assembléa constituinte brazileira. Tlieocloro «José Oaillierme cie Sá - Não pude obter noticias suas ; só me consta que nasceu no Brazil, que vivia na Bahia em 1823 e que escreveu: - Memória sobre os conhecimentos necessários a um official mi- litar. Bahia, 1816, in-8°. Tlieocloro Machado Freire Pereira da Sil- va - Natural de Pernambuco e nascido a 25 de setembro de 1832, bacharel em direito pela faculdade de Olinda, foi por vezes deputado á assembléa geral legislativa e ministro da agricultura, commercio e obras publicas no gabinete que em 1871 fez a reforma do elemento ser- vil, decretando a liberdade do ventre, sendo quem apresentou áscama- ras o respectivo projecto. Agraciado com o titulo de conselho do Imperador d. Pedro II, presidiu as provincias da Bahia, Rio de Janeiro e Parahyba, seguiu a magistratura e é advogado nesta capital. Escreveu: - Elemento servil: Discurso proferido nacamarados Srs. deputados em 13 de julho de 1871. Rio de Janeiro, 1871, 30 pags. in-8°. - Reforma do estado servil: discursos proferidos na camara dos de- putados e no Senado. Rio de Janeiro, 1871, 120 pags. in-4° - Estes discursos se acham também nos dous volumes da « Discussão da re- forma do estado servil » em numero de dez. 258 TH - Reforma eleitoral directa e censitária: discurso que em defesa proferiu na sessão de 16 de julho de 1874. Rio de Janeiro, 1874, 20 pags. in-4°. - Assentos do Supremo tribunal de justiça: discurso proferido na sessão de 22 de outubro de 1875. Rio de Janeiro, 1875, 24 pags. in-4°. - Falia com que abriu a Ia sessão da 26a legislatura da Assembléa legislativa da província da Bahia, 1886, 158 pags. in-4°. - Relatorio com que passou a administração da província da Bahia ao Exm. Sr. desembargador Aurélio Ferreira Espinheira, no dia 26 de julho de 1886. Bahia, 1886, in-4°. r.Tlieo«loro Martins de Oliveira, Lecour de Menezes - Filho do doutor Theodorode Menezes e nascido na ci- dade do Rio Grande do Sul, falleceu na de Pelotas a 28 de setembro de 1898 com 50 annos. Começando na universidade de Coimbra o curso de theologia, abandonou-o no meio para dar-se ao jornalismo, para -que tinha decidida vocação, e fundou em Portugal: - A Luta: orgão republicano. Lisboa - Esta publicação pouca du- ração teve e trouxe-lhe dissabores e a seu pae, que o chamou ao Brazil onde fundou e redigiu os seguintes jornaes: - A Gazeta Mercantil. Rio Grande do Sul... Passando para Pelotas, fundou e redigiu: - O Jornal do Commercio. Pelotas... - A Nação. Pelotas... - A Discussão. Pelotas... - Liario Popular. Pelotas... - .4 Opinião Publica. Pelotas....- Sei que ha algnns tra- balhos seus em publicações periódicas do tempo de estudante. Theodoro Parker - Foi baldado meu empenho para obter qualquer noticia deste autor, que me parece com este nome querer occultar-se na epoca em que se agitava a idéa da abolição do elemento escravo, escrevendo: - O elemento servil. Rio de Janeiro, 1871, in-8°. Tlxeodoro Peclcolt -• Filho de Carlos Peckolt, nasceu •em Pechern, na Allemanha, a 13 de julho do 1822, e ded;.cou-se á arte pkarmaceutica, de que fez estudos na universidade de Rostock. Vindo para o Brazil em 1817, viajou pelas províncias do Espirito Santo, Minas Geraes e Rio de Janeiro, estudando sua rica e vasta flora. Es- tabeleceu-se em Cantagallo, estudando sempre a flora brazilcira e de- III 259 ■pois fundou nesta capital uma pharmacia, que sempre gozou de mere- cida reputação, sendo distinguido no regímen monarchico com o titulo de pharmaceutico da casa imperial. E' doutor em philosophia pela academia Cesaria Leopoldino-Carolino Germanica ( honoris causa ), membro da Academia nacional de medicina do Rio de Janeiro, membro honorário da Associação pharmaceutica da Áustria e offlcial da ordem da Rosa, e escreveu na lingua allemã os seguintes trabalhos, que foram publicados nos Archivos de pharmacia da Associação pharma- ceutica da Allemanha do Norte: - Cotizem aus Brasilien 1851 bis 1863. Pharmacie in Brtsilien 1851. - Brasilianische Nutz-und. Heilpflanzen. 1851 bis 1860. Carnau- tapalme. - Brasilianische Zollverhialtnisse d. Droguen. Brasilianische Nutzhõlzer. - Falva constructor Dandin Vaginulus reelusus. Pary<ary. Or- loeanbereitung und Hultur in Pará. Soaresia nítida Fr. All. Silvia na- valium Fr. Urucurana. - Vanilla. Die Brasilianische Droguen-Ausstellung. 1861. - Untersuchu des Holzes Von Andira anthelmintica ; von Eu- phorbia pulcherrima ; der Wurzelrinde von Anchieta salutaris und Anchietina 1859. - Untersuchung des Holzes, Rinde und Ilarz von Myrocarpsus fastigiatus. Fr. All.; der Knolle und Hras von Ipomea opercu- lata. Des Gummi Sicopira. Bowvichia mnior, Mart. Der samen von Fenillea cardifolia und Fenillin-1862. - UnterschUng des Cajagummi S, Bras. Traganth, Spondias ve- nulosa, 1862. - Untersuchung des Milchsaftes v. UrostigmaDoliaria und Dolia- rin, 1861. - Unthersuchung der Niisse, Macis und Rinde von Myrlstica Be- cuhyba Schott. 1861. - Unthersuchung des Saftes (Becuibablut) und Fettes, dito 1861. - Unthersuehung der Rinde und des Saftes ( Sanguis draconis brasil) v. Croton. erythraema Mart., 1851. - Unthersuchung der Wurzel v. Trianosperma ficifolia M. u. Trianospermin, 1863. - Unthersuchung der Fruchthiille vnd Samen von Lecythis ur- nigera M. und Acidum'lecythis-tannicum, 1864. - Unthersuchung der Frúchte und des Harzes v. Araucaria braliana Richt., 1865. TH 260 - Unthersuchung der Bliitter von Palicure a Marigrafii, und Pa** licurin, etc. - Die Jaborandi-Arten Brasiliens, 1881. Caroba, 1882. Commu- nicações feitas á Associação pharmaceutica da Áustria. - Míttheilungen úber Brasilien - Geheimmittel Brasiliens - Mein Garten Brasil. - Fachnachrichten - Mineralquellen Brasilieens, etc. - Untersuchung der Brasil. Sússholzwursel. Periandra dulcis M. 1867. - Untersuchung der Knolle und Samen von Pachyrrhizus angu- lai us. 1865. - Untersuchung des Holzes v. Tecoma ipé M. und Chrysophan- sãure, 1873. - Untersuchung des aeth. Geles von Zanthoxylum Peckoltianum, 1873. - Untersuchung der Rinde non Cassia bijuga Vog. und Crysc- phãnsaure, 1876. - Untersuchung der Wurzelriade von Timbo. Lonchocarpus Pe- ckolti Wawra und der Timboin, 1881. - Untersuchung der Bliitter von Caroba, Jacaranda procera und Carobin, acid. carobicum, 1881. - Untersuchung Friichte u. Samen Eriobotrya Japonica Lindl. u. Blausaure, 1885. - Untersuchung der Friichte, Rind und Bliitter von Prunus sphaerocarpa und Blausiiure, 1878. - Untersuchung der Bliitter v. Sparattosperma leucantha M. u. Sparattospermin, 1878;. - Untersuchung der Wurzelrinde v. Bowdichia maior Mart. und Siropirin, 1878. - Untersuchung der Rinde und des Holzes von Myroxylon perui- ferum Linn. fll. Aeth. Oel, Bals peruvianum brasiliense und Myro- xylin, 1879. - Untersuchung der Friichte von Carpotroche brasiliensis Mart. et. Zuce. und Carpotrochin, 1866. - Untersuchung der Fruchte und Samen von Persea grotissima. - Untersuchung von Scybalium fungiforme Sch et Eichl, 1880. - Untersuchung von Helosis guyanensisSch., 1880. - Untersuchung von Lophophytum mirabile Sch., 1880. - Untersuchung des Milchsaftes, Fruchte, Bliitter, etc. von Carica papaya L. und Papayotin, 1879. TTI 261 - Untersuchung der Agoniadarinde. Plumeria lancifolia Miill. Arg. u. Agoniodin. 1867. - Untersuchung des Milchsaftes des Massarandubaumes. Lucuma ,procera M. und Massarandubin, 1866. - Untersuchung der Rinde von Cassia bijuga Vog. und Chryso- phansaure, 1876. - Untersuchung von Ferreira spectabilis Fr. Aliem, und Ange- linum, 1868. „ - Untersuchung der Ravenala Madagascariensis. - Monographie des Kaffee's, 1883. - Monographie des Thee's, 1884. - Monographie d. Mate, 1884. - Monographie der Caraarten. Dioscoreen, 1885. - Nahrungs und Genuss mittel Brasiliens ( Einleitung ). - Schlangenanticlot 1881. Volksnamen der Brasilian. Pflanzen. - Stichstoflt tbelle der brasilianischen Nahrungspflanzen. - Die Broguen Sammlung der Brasil. Ausstellung von Gustav Peckolt im Jahr, 1882. Escreveu mais : - Monographie der Mandiocca. - Untersuchung von Copaifera Langsdorffii. - Brasil. Heilpflanzen der Familien Agaveae, Alismaceae, Ama- ryllidaceae, Araceae, CommeliQaceae, Coniferae, Cycadaceae, Cyclan- theraceae, Gnetaceae, Haemodoraceae, Hypoxideae, Liliaceae, Palmae, Smilaceae, Urticaceae, Vellosieae, Xyrideae. - Bie Arociraarten oder Schinusarten Brasiliens. - Die Lucumaarten Brasiliens-E finalmente escreveu na lingua portugueza : - Explicação sobre a collecção pharmacognostica e chimica da Ex- posição 1861 em Brazil e Inglaterra, nach London lateinisch. - Analyse da batata de tomba. Ipomoea operculata : resina e fombina. - Analyse do leite de gamelleira. Urostigma á Doliaria e Do- liarina. - Analyse de Capotroche brasiliensis e Carpotrochina. - Analyse de Prunus sphaerocarpa e Agua de louro-cerejo Brasil. - Analyse de cinco folhas. Sparattospernina. - Analyse de Nectandra amara e Nectandrina. - Analyse de Pachyrrhizus angulatus. - Historia das plantas alimentares e de gozo do Brazil, contendo generalidades sobre a agricultura brazileira, a cultura, uso e compo- 262 cru sição chimica de cada uma delias. Rio de Janeiro, 5 volumes in-8°. O Io volume, de 160 paginas, publicado em 1871, contém Geologia, Hy- drographia, climas, solo, agricultara em geral, campos, matto virgem, substancias nutritivas em geral, hortaliças, adubos, bebidas e vocabu- lário; o 2o, de 102 paginas, 1874, consta das seguintes plantas : abaca- teiro, abieiro, abobora, araruta, arroz, e muitasoutras plantas; o 3°,. do 133 paginas, 1882, contém a monographia do milho e da mandioca, sua historia, variedades, cultura, uso, composição chimica, etc. ; o 4°r de 208 paginas, os seguintes artigos: baunilha, batata ingleza, cacao- Zeiro, etc., o 5°, flnalmente, de 167paginas, em duas partes, tratando: a Ia da cultura, colheita, chimica, uso, estatística e inimigos do café;, a 2a da polpa, gemma, pergaminho, flores, casca, raiz e herva de passarinho do cafeeiro no Brazil. - Monographia do milho (Mais), 1877. - Monographia da mandioca, 1877. - Monographia do café, 1884. - Analyses da matéria medica brasileira, dos productos premiados nas exposiçõss nacionaes e na exposição de Pariz de 1868. Rio de Janeiro, 1868. Todas estas obras foram publicadas no Rio de Janeiro. - Historia das plantas medicinaes e uteis do Brasil, contendo a descripção botanica, cultura, partes usadas, composição chimica, seu emprego em diversas moléstias, dóses, usos industriaes, etc. Rio de* Janeiro, 7 volumes in-S®. O l3 volume foi publicado em 1888; o 2° em 1889, tratando da família das palmeiras; o 3o em 1899, occupando- se das ciclantaceas até as gramineas; o 4® em 1891, tratando das gramineas; o 5o publicado em 1892, tratando das famílias das musaceas,. zingiberaceas, marantaceas, orchideas, cannaceas, salicineas, urtica- çeas, etc. ; quanto ao 6o volume, não sei de que seoccupa porque nunca o vi. Esta obra foi escripta em collaboração com seu filho o pharma- ceutico Gustavo Peckolt. E finalmente o 7o, que nunca vi. Tlieodoro Reiehert - Nascido na Prussia e formado era medicina, veio para o Brazil e aqui naturalisou-se cidadão brazileiro e exerceu a clinica por longos ânuos em S. Paulo, onde falleceu a 14 de novembro de 1898. Foi brazileiro de coração, disse o doutor Carlos Costa, e escreveu: - Formulário therapeutico de medicamentos antigos e novos, com a descripção das moléstias em que são applicados. Rio de Janeiro, 1888^ in-8% TH 263 Theodoro Rodrigues - Filho de João Antonio Rodri- gues, nasceu a 16 de junho de 1873 na cidade da Vigia, estado do Pará. Joven litterato, poeta e jornalista, também se tem dedicado ao magis- tério em diversos collegios particulares e foi secretario do Lyceu Pa- raense, onde alguma vez leccionou interinamente. E' socio fundador da Mina Litteraria e da Academia de Lettras, e escreveu: - Historia do Brasil para o curso primário das escolas do Pará. Belém, 1899 - Tem a publicar : - Canções do Norte : poesias - Redigiu : - A Revista : publicação litteraria. Pariá, 1899, 23 pags. Foi col- laborador da Revista Moderna, de Pariz, da Arte, do Porto, da Revista Brasileira, da Folha do Norte, do Pará, com o pseudonymo de Insaroff, e collabora n' A Província do Pará, no Brasil Portug tl, de Lisboa, n' A Tribuna, do Rio Grande do Norte, e n' O Jornal, do Pará. Ttieodoro da Silva Ravina-Filho do doutor An- tonio da Silva Bayma e dona Theodora da Silva Bayma e nascido na cidade de Alcantara, Maranhão, a 29 de novembro de 1864, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro e chefe da commissão sa- nitaria de Campinas. Escreveu: - Moléstias oculares que indicam a enucleação: dissertação seguida de tres proposições sobre cada uma das cadeiras do curso medico; these apresentada, etc. afim de obter o grão de doutor em medicina. Rio de Janeiro, 1887, 90 pags. in-4\ - Depuração pelo solo dos productos de esgotos. Campinas, 1898, 28 pags. in-8° com uma planta lithographica-Deste trabalho que é escripto com o doutor Emilio Ribas, se occupa com elogio a Nação, pe- riódico da cidade de S. Paulo, de 7 de agosto deste anno. - Estado sanitario de Campinas em 1900 - Na Reoista Medica de S. Paulo, anno IV, n. 3. O. Tlxeonilla Candida Tavares Bastos -Filha, do conselheiro José Tavares Bastos e dona Rosa Tavares Bastos, e irmã do doutor Aureliano Cândido Tavares Bastos, mencionado no primeiro volume deste livro, e do doutor Cassiano Cândido Tavares Bastos, mencionado no segundo volume, nasceu na antiga província de Alagoas pelo anno de 1850 e escreveu; - Primeiros elementos de historia natural por Mad. C. C. Tra- ducção com numerosas gravuras intercaladas no texto. Rio de Ja- neiro, 1878, in-8° peq.-A autora offereceu 50 exemplares deste livro 264 TH ao directordo Lyceu de artes e officios para serem distribuidos pelos alumnos mais adeantados em leitura. Tlxeopliilo de Almeida Torres - Filho do major Benedicto de Almeida Torres e nascido no Rio de Janeiro a 14 de se- tembro de 1865, é doutor em medicina pela faculdade desta cidade, depu- tado pelo Rio de Janeiro e membro titular da Academia nacional de medicina. Para obter taes titulos, escreveu: - Estudo clinico da diathese flbrosa : these apresentada e susten- tada perante a faculdade de medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1886, in-4°. - O valor semeiotico do erythema: memória offerecida á academia nacional de medicina, etc. Rio de Janeiro, 1894-Sahiu também nos Annaes da Academia, vol. 60°, pags. 115 a 134. Theopliilo de A.ndraxle - E' um pseudonymo de Dario Barrero Galvão, filho do conselheiro doutor Ignacio da Cunha Galvão e irmão do doutor Tito Barreto Galvão, ambos mencionados neste livro. Nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1867, onde foi graduado doutor em medicina em 1890; é segundo secretario da legação brazi- leira em Berne, na Suissa, e escreveu: - Therapeutica geral dos envenenamentos. Theorias do antido- tismo e do antagonismo: these sustentada, etc. para receber o grão de doutor em medicina. Rio de Janeiro, 1890, in-4°. - Echos e sombras: poesias. Berne, 1900 -Neste livro, diz a Gazeta de Noticias, ha verdadeiras pérolas. Foi nelle que o autor usou do pseudonymo acima. Tlieophilo Benedicto Ottoni- Filho de Jorge Be- nedicto Ottoni e dona Rosalia Benedicto Ottoni, irmão de Christiano Be- nedicto Ottoni e sobrinho de José Eloy Ottoni, commemorados neste livro, nasceu na cidade do Serro, Minas Geraes, a 27 de novembro de 1807 e falleceu no Rio de Janeiro a 17 de outubro de 1869. Fez o curso da academia de marinha, em que matriculou-se em 1826, com appli- cação tal, que o chefe de esquadra José de Souza Correia, seu lente, ao terminar o exame do primeiro anno, exclamou : « Estudantes, como este, honram ao professor e á academia» e durante o curso explicava mathematicas em sua casa. Já guarda-marinha, cursava a academia militar que foi obrigado a deixar depois de pedir demissão daquelle posto, em consequência de perseguições que lhe acarretaram suas idéas ultra-liberaes, intoleráveis na epoca. Estabelecendo-se então em sua TH 265 província, de onde passou mais tarde á côrte, foi eleito deputado pro- vincial em 1835, deputado geral na quarta legislatura, na quinta, que foi dissolvida e na sétima. Em 1842 foi preso e processado como um dos chefes da rebellião mineira. Em 1850 recusou tomar assento na camara dos deputados, como supplente, allegando não ter havido li- berdade de voto nas eleições. Retirou-se desde então da política do paiz, mas, ainda assim, foi eleito em cinco listas tríplices para senador do Império desde 1859 a 1864, sendo em 1862 pela província de Matto Grosso, e nas outras datas por sua província natal, sendo afinal esco- lhido pela corôa em 1864. Foi o fundador da empreza de navegação e colonisação do Mucury e seu director, Jsocio do Instituto historico e geographico brazileiro, etc. Foi um dos caracteres mais puros do paiz, um dos homens de maior popularidade e o mais esforçado paladino das idéas liberaes, sempre alimentando idéas republicanas e, si não foi um Cícero pela eloquência, foi um Graccho pela influencia política sobre o povo, como disse o doutor Macedo no seu Anno biographico. Es- creveu : - Noticia histórica sobre a vida e poesias de José Eloy Ottoni. Rio de Janeiro, 1851, 28 pags. in-8° - Foi também publicado no livro « Job », traduzido em verso por José Eloy Ottoni. Rio de Janeiro, 1853. - Condições para a incorporação de uma companhia de commercio e navegação do rio Mucury, precedida de uma exposição das van- tagens da empreza. Rio de Janeiro, 1847, 51 pags. in-8° gr. - Companhia Mucury. Relatorio apresentado em 1852. Rio de Ja- neiro, 1852, com o balanço dos fundos da companhia. - Relatorio apresentado aos accíonistas da Companhia do Mucury ( nos annos de 1853, 1854, 1855, 1 856, 1857, 1858, 1859 e 1860 ). Rio de Janeiro, 1853 a 1860, in 4o. - Companhia do Mucury. Historia da empreza ; importância de seus privilégios ; alcance de seus projectos. Rio de Janeiro, 1856, 47 pags. in-8° - E' uma reproducção de escriptos publicados no Jornal do Commercio. - Noticia sobre a colonia e os selvagens do Mucury em uma carta dirigida ao sr. dr. Joaquim Manoel de Macedo ( Rio de Janeiro, 1858), 48 pags. in-8° - Foi feita uma impressão em separado, na oc- casião em que se publicava esta obra na Revista do Instituto, tomo 21°, 1858, pags. 191 a 238. - A colonisação do Mucury: memória justificativa, em que se ex- plica o estado dos colonos estabelecidos no Mucury e as causas dos re- centes acontecimentos naquella colonia. Rio de Janeiro, 1859, 58 pags. in-8°. 266 TH - Breve resposta que ao relatorio da liquidação da Companhia. doMucury por parte do Governo dá,etc. Rio de Janeiro, 1862, 96 pags» in-8°. - Considerações sobre uma rêde de communicações fluviaes e fer- reas, tendo por tronco principal a estrada de ferro D. Pelro II e o Rio S. Francisco com os seus aílluentes navegáveis, e sobre diversos ramaes a decretar pela assembléa legislativa provincial de Minas Ge- raes, acompanhadas de um estudo especial sobre o modo de ligar a es- trada de ferro D. Pedro II aos valles do Rio Verde e Sapucahy - Nb Correio Mercantil do Rio de Janeiro, 1865, ns. 117, 118, 119, 121, 122, 123, 124, 125, 126, 127, 128, 130, 135, 150, 151, 154 e 156. Publicou- se depois em volume sob o titulo: - Considerações sobre algumas vias de communicação ferreas e fluviaes, a entroncar na estrada de ferro D. Pedro II e no Rio S. Francisco, acompanhadas de um estudo especial sobre o modo de- li gar a mesma estrada de forro D. Pedro II com as secções' nave- gáveis dos rios Verde e Sapucahy. Rio de Janeiro, 1865, in-4°. - Relatorio apresentado á assemblea geral dos instituidores do Montepio geral, etc. (em 1854, 1855, 1856 e 1857 ). Rio de Janeiro, 1854 a 1857, sendo o primeiro in-fl. e os outros in-4° gr. - Parecer da commissão especial, nomeada pela Directoria do Banco do Brasil dentre seus membros, acerca da conveniência de ne- gociar-se com os bancos Commercial, Agrícola, Rural e Hypothecario, apresentado, etc. em 12 de abril de 1862, 12 pogs. in-4° - E' também assignado por João Gomes Coelho e F. José Gonçalves. - Circular dedicada aos senhores eleitores de senadores pela pro- víncia de Minas Geraes no quatriennio actual e especialmente dirigida aos senhores eleitores de deputados pelo segundo districto eleitoral da mesma província para a próxima legislatura. Rio de Janeiro, 1860, 161 pags. in-8° gr. - Fez-se logo segunda edição na mesma typo- graphia do Correio Mercantil de M. Barreto e filhos, em 1861, com 163 pags. in-4°. - A estatua equestre: carta, etc. ( Rio de Janeiro, 1862 ), 12 pags. in-8° - Tem no principio a data de 24 de março de 1862, e sahiu pu- blicada em tres orgãos da imprensa diaria, Correio Mercantil, Diário do Rio e Actualidade, no dia 25, que era o dia destinado para a inauguração da estatua equestre do primeiro Imperador, e que foi transferido para 30. Esta carta deu origem a varias publicações pró e contra a idéa» quer na corte, quer nas províncias, como a Bahia. TH 267 - Discurso proferido na sessão de 7 de julho de 1864. Rio de Ja- neiro, 1864, 9 pags. in-4° gr. sem frontispício. - Manifesto do centro liberal. Rio de Janeiro, 1869, 67 pags. in- 4° - Vêde José Thomaz Nabucode Araújo. Theophilo Ottoni collaborou para vários periódicos desde os tempos de estudante, sendo desses tempos, a Astrèa, assignando seus artigos com o pseudonymo de joven per- nambucano, o Astro de Minas publicado em S. João d'£l-Rei de 1827 a 1840, e o Echo do Serro, dos quaes foi o correspondente na corte, e: fundou: - A Sentinella do Serro. Serro, 1830 a 1833 - Nunca vi este perió- dico, nem afflrmo que só vivesse até 1833. Foi fundado quando elle, deixando a academia militar, retirou-se para a província. Tlieophilo Bento Salgado - Oriundo de distincta familia de Minas Geraes e nascido em 1860 na cidade do Pomba, fez seus estudos no seminário de Marianna e depois de ordenado foi aper- feiçoal-os em Pariz. De regresso da Europa dedicou-se ao magistério em Petropolis, sendo obrigado a interromper suas lições para buscar em outro clima melhoras para sua saude alterada. E' parocho da fre- guezia de S into Antonio da Encruzilhada no estado do Rio de Janeiro> capellão da casa de caridade da Parahyba do Sul, bem como da colonia de Cantagallo. Applicado ao estudo das sciencias e das lettras, cultiva com esmero a mathematica, a historia, a litteratura e mais particular- mente os clássicos portuguezes. Escreveu: - Conferencias para o mez de Maria. Petropolis, 1897, 2 volumes in-8° --São trinta e duas conferencias realizadas na cidade de Petropolis em maio de 1896. Para seu elogio basta dizer que o sabio Bispo de Ma- rianna, d. Silverio Pimenta, considera estas conferencias de grande mo- rito e valor, tanto pela doutrina, como pelo fervor que nellas se revela pelo amor da Virgem Santíssima. - Os primores do Christianismo. Rio de Janeiro, 1901, in-8°. O autor está concluindo o segundo volume e trabalha em outras obras que pretende dar â publicidade. Tlxeopliilo Carlos BenedLicto Ottoni - Filho de Theophilo Benedicto Ottoni,'de quem acabo de fazer menção, e dona Carlota Amai ia de Azeredo, nasceu nesta cidade do Rio de Janeiro no anno de 1842 e falleceu na Varzea Alegre, estado do Rio de Janeiro, a 1 de fevereiro de 1883. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, dedicou-se á advocacia, á imprensa e á política e presidiu em 1882 a província de Minas Ge- 268 TH raes, de que foi representante na camara dos deputados em duas legis- laturas. Escreveu: - Luiz Augusto Rebello da Silva: estudo critico sobre a vida e obras deste estadista e escriptor portuguez. Rio de Janeiro, 1871, 69 pags. in-8°. - Falia que o Exm. Sr. Dr. Theophilo Ottoni dirigiu á Assem- bléa provincial de Minas Geraes ao installar-se a Ia reunião da 24a le- gislatura em 1 de agosto de 1882. Ouro Preto, 1882, 86 pags. in-8° gr. - Foi um dos redactores do jornal: - A Legenda: jornal académico, político e litterario. S. Paulo. - A Reforma: orgão democrático. Rio de Janeiro -Esta folha se publicou de 12 de maio de 1869 até 31 de janeiro de 1879, 20 vo- lumes in-fol. Tlieopliilo Dias de Mesquita - Filho do bacharel Odorico Antonio Dias, nasceu em Caxias, provincia do Maranhão, a 8 de novembro de 1854 e não, como pensam alguns, a 28 de fe- vereiro de 1857 e falleceu em S. Paulo a 29 de março de 1889. So- brinho do laureado poeta Antonio Gonçalves Dias, como este também, muito joven, revelou-se poeta e publicou livros de poesias que eram recebidos com enthusiasticos applausos. Referindo-se ás suas produc- ções ainda em sua vida, escreveu uma habil penna:« é espontâneo e sincero; canta porque nasceu poeta. Canta suavemente, ternamente, tudo oque no caminho encontra, como de Goethe dizia Merch.» E com effeito ha nos seus versos suavidade, doçura, naturalidade, como vê-se nos seguintes: Não ha luz, não ha luar Que tenham tanta harmonia, Como o brilho que irradia Teu languido, húmido olhar. O olhar te prende aos espaços, Os astros prendem-se aos céos! Para eu chegar junto a Deus Basta que siga teus passos ! Vencendo obstáculos, porque era paupérrimo, veio ao Rio de Janeiro -em princípios de 1875 e aqui, dando-se com a maior applicação aos es- tudos preparatórios, pôde matricular-se na faculdade de direito de S. Paulo, onde recebeu o grào de bacharel em 1881, nessa provincia TH 269 estabeleceu-se como advogado e como jornalista, sempre dando á publicidade producções querem verso, quer em prosa, como: - Critica do liberalismo : O problema do trabalho - o Io sobre política e o 2o sobre finanças, publicados no periodico de S. Paulo, A Província. Os livros que publicou são: - Flores e amores: poesias. Caxias, Maranhão, 1874, 129 pags. in-8°. - Cantos tropicaes: poesias. S. Paulo, 1878. - Lyra dos verdes annos: poesias. S. Paulo, 1878. - Fanfarras: poesias. S. Paulo, 1882. - A comedia dos deuses: poema precedido de uma introducção por M. Pinheiro Chagas. S. Paulo, 1888 -Este livro que, como muito bem se exprime um admirador de Theophilo Dias, se apresenta como simples versão, é um trabalho originalissimo. «Si ao autor do Asha- verus - diz elle - devemos a invenção, podemos dizer que a Theophilo Dias deve-se a fórma nova, admiravelmente artística de que hoje se acha revestida a primeira parte do poema de Edgard Quinei». Theophilo Dias tem poesias em varias revistas e collecções, como: - Flores funestas - A mantilha - A nuvem - Passeio matinal - A esphynge - Na Revista Brazileira tomo 3o,pags 347 a 352. - A gloria - Na homenagem da Revista Brazileira a Luiz de Camões. Rio de Janeiro, 1880. Ha finalmente deste autor um - Prefacio ás poesias de Augusto de Lima. Rio de Janeiro, 1887. Tlieoplxilo Domingos Alves Ribeiro - Filho de Domingos Theophilo Alves Ribeiro e nascido na província, hoje estado do Ceará, a 2 de setembro de 184., é bacharef em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife, formado em 18€8. E' lente da fa- culdade livre de Minas Geraes e ahi director da secretaria das finanças. Escreveu: - O imposto de importação por parte dos Estados. Ouro Preto, 1895, 34 pags. in-4c-E' a reprodução de um trabalho que, como annotação ao capitulo XIV dos Commentarios de J. Story, tinha publicado antes. - Commentario da Constituição dos Estados-Uuidos por Joseph Story,rultiraa edição, traduzida e adaptada á constituição brazileira. Ouro Preto, 1897, in-8°. - Estudos financeiros. As finanças do Império. Rio de Janeiro, 1899, in-8° - E' um trabalho em que se estudam e se comparam as finanças do regimen passado e as do regimen actual. 270 TH - Os grandes factores da riqueza nacional. Minas, 1900, 50 pags. ín-8° - E' uma collecção de artigos publicados no jornal Minas Ge- raes, Redige: - O Fórum: revista mensal de doutrina, jurisprudência e legis- lação. Bello-Horizonte, 1896-1901. Theopliilo Nolasco de A.lmelda - Nascido em Santa Catharina a 31 de janeiro de 1868, é primeiro tenente reformado da armada, engenheiro geographo e engenheiro civil pela escola poly- technica desta cidade. Ainda guarda-marinha foi um dos naufragos do encouraçado Almirante Barroso, perdido no canal de Suez em março de 1893. Foi preparador do gabinete de chimica daquella escola e é hoje lente substituto da quarta secção. Escreveu: - O Almirante Barroso á volta do mundo. Rio de Janeiro, 1893, 286 pags. in-8° - e mais 20 com a relação dos naufragos deste vaso - de guerra. Descrevendo a viagem de circumnavegação, o autor dá < noticia das condições physicas, costumes e usos dos diversos povos que visitou. - As vm china» a vapor de accordo com o programma da escola ( polytechnica do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1895, in-4°. -• A machina electrica na navegação: dissertação apresentada em concurso a um logar de substituto da escola naval. Rio de Janeiro, 1900, 95 pags. in-4°, seguida de proposições sobre a 2a e 3a cadeiras do terceiro anno do curso. Theopliilo Buflno Bezerra d.e Menezes - Filho de José Joaquim Bezerra e nascido no Ceará em 1856, frequentou a escola central, mas não completou o curso, é industrial e constructor - de obras no Rio de Janeiro. Escreveu: - O medico infallivel ou a cura pela agua fria. Escripto em ínglez por R. T. Claridge e traduzido em portuguez por, etc. Rio de "Janeiro, 1898. Tlieopliilo Soares Gomes - Nascido na antiga pro- ' vincia do Paraná, onde, me parece, se dedica ao commercio, é ahi - chefe político e coronel da guarda nacional. Escreveu: - Gererê ou quilombo do Sargento: drama em quatro actos. 1891. - Xisto em uma republica de estudantes: oomedia em um acto. >1891. TH 271 Tlieotonio da Assumpção - Filho de José Pereira e dona Thomazia de Medina, e nascido no Rio de Janeiro pelo começo do século 17°, falleceu a 15 de maio de 1785 no convento de S. Simão da Junqueira, de que era prior. Foi conego regrante de Santo Agostinho do convento de Santa Cruz de Coimbra, grande litterato, prégador e musico, tanto compositor como executante (cantor ). Deixou inéditas: - Composições musicaes de vários generos. - Vida de S. Theotonio da Santa Cruz, illustrada com vários textos da sagrada escriptura - Não sei onde para o manuscripto, in-4°. Theotonio Flavio da Silveira - Debalde procurei noticias deste autor, só polendo saber que é nascido no Brazil, talvez em S. Paulo, cultor da litteratura amenae escreveu: - O solitário ou prémio do castigo: drama em cinco actos. Rio de Janeiro, 1851, in-8°. - O anachoreta: drama em quatro actos. Rio de Janeiro, in-8°. - O livro dos finados: meditação. S. Paulo, 1885, in-83. Tlieotonio Freire - como se assigna, ou como ê todo o seu nome, Manoel Theotonio Freire -Filho de Manoel Theotonio Freire e dona Leonilla Fausta Freire, nasceu na cidade do Recife, Per- nambuco, a 6 de outubro de 1863. E' graduado pela escola normal dessa cidade e ahi exerce o cargo de primeiro escripturario do hospital militar. Romancista, poeta e também jornalista, é socio honorário do lyceu de artes e offlcios e do atheneu pernambucano musical e escreveu: - A Republica', versos. Recife, 1884, in-4°. - Ritornellos lyricos: versos. Recife, 1889, io-8' - Escripto com França Pereira. - Apatria nova: versos. Recife, 1890, in-8' - De collaboração com o mesmo França Pereira. - Lavas', versos. Recife, 1890, in-83. - Stelos: versos. Recife, 1896,in-8°. - Bronzes: versos - E' um volume ainda inédito. - Relevos: tentativas em prosa. Recife, 1891, in-8° - E' uma cdlecção de trabalhos em prosa «fazendo um estylo, ás vezes um tanto nephelibata, de uma adjectivação muito neologica á apotheose de varias expressões da vida e estado d'alma ». - Passionario : romance. Recife, 1897, in-8°. - Regina: romance. Recife, 1899, in-8J - Tem collaborado para a Folha do Norte, para a Revista do Norte, para a Gazeta da Tarde, e para o Norte, a Epocha, o Jornal do Recife, Província e Diário de 272 TH Pernambuco, todos periódicos do Pernambuco, com vários pseudonymos, como Laura da Fonseca, Nemo, Oscar e Yetim e redigiu : - Revista Contemporânea. Recife, 1894 - Desta revista foi fun- dador com França Pereira e Marcellino Cleto. - O Philartista. Recife, 1888-1889. - O Commereio de Pernambuco. Recife, 1900. Theotonio de Liui:t - E' um autor que não conheço sinão pelos trabalhos que passo a mencionar, annunciados pela livraria universal de Laemmert & Comp. em 1883. Deve ser negociante ou guarda-livros: - Novas tabellas de cambio directo entre Inglaterra, Portugal e Brazil desde 14 a 60 3l/23 d- por >$000. Tabellas de contagem de dias entre duas datas. Tabella de diversos fixos para descontos do 1/32 % a 12 % ao anno. Modelos em portuguez, francez e inglez das cartas mais em uso no commereio. Rio de Janeiro, 1883, in-8' gr.-■ Ha se- gunda edição de Lisboa em 1901. - Compasso musical: comedia em dous actos, ornada de cantos e musica de Theotonio Lima, original de A maneio Pereira ( Personagens 15 cavalleiros e 3 damas ). Rio de Janeiro. Uieotonio Meirelles da Silva,-Filho do Do- mingos Meirelles da Silva, era natural da província do Minas Geraes, onde nasceu pelo anno de 1829 e falleceu no Rio de Janeiro a 1 de março de 1887. Fez todo o curso da academia do marinha e serviu no corpo da armada até 21 de março de 1885, data em que foi reformado no posto de primeiro-tenente, a pedido seu, porque sentia-se sem vo- cação para essa carreira. Depois de reformado exerceu ainda algumas commissões do ministério da marinha, como a de commandante de navios desarmados, e de bibliotheoario da bibliotheca da marinha, sendo a ultima a de offlcial archivista do quartel general da armada. Foi um oíhcial de esclarecida intelligencia e obteve, por isso, a estima do Imperador, d. Pedro II, e era condecorado com o oílicialato da ordem da Rosa. Escreveu: - Fragmentos históricos e mythologicos, mandados reimprimir, etc. Rio de Janeiro, 1864, 43 pags. in-8°. - Resumos históricos, colleecionados, etc. Rio de Janeiro, 1875, 267 pags. in-8°. - A mirinha de guerra brasileira em Paysandú e durante a eam- panha do Paraguay: resumos históricos, oíforecidos á mocidade estu- diosa. Rio de Janeiro, 1876, in-4°. TH 273 - O exercito brasileiro na campanha do Paraguay: resumos histó- ricos, oíferecidos á mocidade estudiosa. Rio de Janeiro, 1877, 245 pags. in-8° - Na ultima pagina se declara « Fim do Io volume ». E' divi- dido o livro em seis partes: l.a Invasão de Matto Grosso ; 2.a Invasão de Corrientes ; 3.a Invasão da província do Rio Grande do Sul; 4.a Marcha dos exercitos alliados, passagem do Paraná e chegada ao Passo da Patria; 5.a Estero-Bellaco e Tuiuty. 6.a Curuzú e Curupaity. - Apontamentos para a historia da marinha de guerra brazileira, organisados por ordem do ministro e secretario de estado dos negó- cios da marinha, conselheiro dr. José Rodrigues de Lima Duarte, etc. Rio de Janeiro. 1881-1882-1883, 3 vols. de 273, 406 e 267 pags. in-8° - Abrangem estes livros as datas de 1808 a 1828. - Historia naval brazileira para uso das escolas a cargo do mi- nistério da marinha. Rio de Janeiro, 1884, XV-376 pags. in-8° - E' um grosso volume com o transumpto dos Apontamentos precedentes, e vários documentos, e mais o 4° volume dessa obra que, por falta de verba para a publicação (como pelo governo foi declarado), não foi publicado por conta do Estado. TMeotonio Kodrigriies cie Carvalho-Natural, me parece, da Bahia, cavalheiro fidalgo da casa real e tenente de um regimento de infantaria da dita cidade, nasceu no século XV1I1 e fal- leceu no seguinte. Foi habilíssimo na arte de esgrima e delia pro- fessor. Escreveu: - Tratado completo do jogo do florete, em que se estabelecem os princípios certos dos exercícios offensivos e defensivos desta arte : obra necessária a todas as pessoas que se dedicam ás armas e util ãquellas que se querem aperfeiçoar. Traduzido dos melhores autores. Lisboa, 1804, 105 pags. in-4° com estampas desdobráveis. - Breve resumo do jogo do florete em dialogo para qualquer curioso se applicar ao estudo desta brilhante arte. Lisboa, 1804, in-4° com uma estampa. Fr. TDlxeotoiiio de Santa Huiniliana liene- vicies - Filho do capitão João de Souza Benevides e dona Anna Marciliana de Jesus, chamado no século Theotonio de Souza Benevides, e nascido em Villa Rica, hoje cidade de Ouro Preto, professou a ordem seraphica no convento do Senhor Bom Jesus da Ilha Grande, a 3 de maio de 1808, occupou em sua ordem elevados cargos, como os de pre- sidente, guardião e ministro provincial por eleição de 30 de outubro 274 TH de 1847 e falleceu nesta capital a 11 de março de 1868, contando 84 annos de idade. Escreveu: - Confutações ao Manifesto do sr. S. Fabregas Surigué, oífere- cidas aos leitores do dito Manifesto. Rio de Janeiro, 1840, 32 pags. in-4° - Não vi, e creio que se occupa de negocios do culto - Este autor é o mesmo que por engano foi mencionado á pag. 88 com o nome de Quintiliano de Santa Humiliana Benavides. T>. Thereza Pizarro Filha, Baroneza de Parana- piacaba- Nascida na cidade de Santos, estado de S. Paulo, e casada com o Barão de Paranapiacaba, João Cardoso de Menezes e Souza, de quem já me occupei, reside desde 1875 nesta capital, onde fundou o collegio Santa Thereza. Escreveu: - Fior de Aliza de A. Lamartine: versão portugueza de uma joven brazileira. Rio de Janeiro, 1876, XI1I-380 pags. in-8°. Com um prefacio de Franklin Tavora. - A estrangeira-, comedia de A. Dumas Filho, traducção de uma joven brazileira. Rio de Janeiro, 1878, 192 pags. in-4°. - Organisação do ensino secundário para o sexo feminino. 11 pags. in-íl.- Vem no livro « Actas e pareceres do Congresso Pedagó- gico de 1884». Rio de Janeiro, 1884. - Florilégio de romanceies: versão do francez. Rio de Janeiro, 1888, 116 pags. in-16° - Contém : Flor do estio ; A madrinhazita ; Os meninos lenhadores ; A myosotis ; O annel perdido ; As margaridas ; Os saboianos; A nuvem côr de rosa ; O presente de natal; O vestido rasgado e O pequeno musico. - Viagem de Stanley em procura do Levingstone : traducção. Na Illustração Brazileira. - Benenenuto Cellini, de Alexandre Dumas Filho : traducção - Na Illustração Brazileira. - O Amigo das mulheres, de Alexandre Dumas Filho : traducção não impressa. »Iosé Correia - Filho de Claudino José Cor- reia, e nascido na Bahia a 25 de julho de 185., é doutor em medicina pela faculdade do estado de seu nascimento e escreveu: - Ha semelhança e identidade entre a infecção purulenta, septi- cemia e a febre puerperal; composição e analyse immediata do sangue ; Do fórceps e da veisão nos estreitamentos da bacia; Do emprego das emissões sanguineas na pneumoni a: these apresentada ã faculdade, etc. Bahia, 1875, 3 tis. VII-100 pags. iu-4° gr. TH 275 - Algumis considerações a respeito do corpo de delicto feito em Martinho Cavalcante de Mello pelos drs. João Antonio da Costa Doria e Epaminondas Pinto da Rocha no dia 23 de outubro de 1894 em Alagoinhas. Bahia, 1895, in-8°. Thomaz Alves Jtxnio^- Filho de Thomaz Alves e nascido na cidade do Rio de Janeiro a 8 do junho de 1830, aqui fal- leceu a 6 de julho de 1895, bacharel em lettras pelo antigo collegio Pedro II, bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, professor jubilado da escola militar, major honorário do exercito, advogado na capital federal e advogado do Banco rural e hypothecario desta ca- pital, agraciado com o titulo de conselho do Imperador, dignitário da ordem do Rosa, commendador da de Christo e membro de algumas associações de lettras. Apenas graduado em direito iniciou a carreira que abraçara, a advocacia, praticando no consultorio do grande juris- consulto Bernardo de Souza Franco, da qual só distrahiu-se para exercer o cargo de promotor do Rio de Janeiro, justamente na celebre questão Villa-Nova do Minho e, portanto, tendo de collocar-se á frente de distinctissimos advogados, cargo que deixou para ocoupar a admi- nistração da provincia de Sergipe, de 1860 a 1861. Escreveu: - Annotações theoricas e praticas do Codigo criminal. Rio de Ja- neiro, 5 vols., 1864-1884, in-4° - Depois do Io volume de VI-661 pa- ginas foi publicado o 2° em 1870. Este livro foi elogiado pelo Visconde de Seabra e por outros jurisconsultos notáveis, quer de Portugal, quer doBrazil. O tomo 4o trata dos crimes policiaes comprehendidos na quarta parte do Codigo, arts 276 a 313. - Curso de direito militar. Rio de Janeiro, 1866, in-8° - São dous tomos num volume. No 1° trata-se do direito natural e publico, e do direito das gentes; no 2o do direito constitucional e do direito militar. - Separação da igreja e do estado: conferencia publica no edifício do Grande Oriente Unido do Brasil. Rio de Janeiro, 1873, 19 pags. in-4°. - Cursos livres de instrucção superior. Curso de economia po- lítica: introducção. Rio de Janeiro, 1877, in-4°. - Stjnopse das leis, instrucções, regulamentos, decretos, avisos, circulares, portarias, provisões e ordens do dia concernentes ao recru- tamento, baixas e substituições dos voluntários, engajados e recrutados para o serviço do exercito, de 1822 a 1865, organisada por ordem da 6a secção da cómmissão incumbida do exame da legislação do exer- cito. Rio de Janeiro, 1866, 19 pags. in-4°. 276 m Ha ainda em periódicos e collecções trabalhos seus, como no livro: - Marquez de Pombal: obra commemorativa do centenário de sua morte por Latino Coelho, etc. 1882. - Exposição que fez o Exm. Sr. Dr. Thomaz Alves Júnior, presi- dente do Imperial Instituto sergip ao de agricultura no dia de sua installação. Aracajú, 1860, 12 pags. in-4°. - Biographia de Fr. Francisco de Monte. Aiveme - Foi publicada no Io volume da Galeria dos Brazilecos illustres. - Ensaios (estudos sobre philosophia) - Na Revista Mensal,- jornal de Ensaio philosophico paulistano, serie Ia, n. 6 e serie 2a, ns. 1 a 5. Esta ultima parte do n. 5 é uma resposta a uma contes- tação escripta e publi cada na mesma revista e serie 2a, ns. 3 4, sob o titulo « Obse rvações sobre o artigo sahido na Revista Mensal de Ensaio sobre a philosophia do espirito humano, sua divisão,etc., por seu collega Rodrigo A. da Silva. Thomaz Ántouio Gonzaga - Filho do licenciado João Bernardo Gonzaga edona Thomazia Isabel Gonzaga, ambos bra- zileiros, nasceu em agosto de 1744 na cidade do Porto, de onde veio em 1749 para a Bahia por haver sido seu pae nomeado desembargador da relação, e falleceu entre os annos de 1807 a 1809 em Moçambique, para onde íôra cumprir pena de degredo por ser accusado como um dos chefes da conspiração mineira de 1789. Eis um escriptor que, não sendo brazileiro, é como tal contemplado entre nossos poetas e com sobeja razão, porque foi martyr e expirou pelo Brazil! Eis um es- criptor, de cuja vida teom sido erradamente relatadas e invertidas as particularidades mais notáveis e até seu proprio nome ! O que delle tenho como certo é que formou-se em leis na universidade de Coimbra, que depois de exercer cargos de magistratura em Portugal, passou a ser ouvidor em Villa-Rica e foi mais tarde removido como desembar- gador para a relação da Bahia ; que loucamente apaixonado e tendo contractado seu casamento com d. Maria Dorothéa de Seixas Brandão, demorara sua partida para a mesma relação sob a responsabilidade do governador, emquanto chegasse da côrte a licença para seu consorcio, e nesse interira rebentou a conspiração em que foi envolvido, sendo afinal conduzido para o fatal exilio a 23 de maio de 1792. E' também certo que pouco depois de sua chegada a Moçambique foi acommettido de violenta febre na casa em que se hospedara, de Alexandre Roberto Mascarenhas, e que no anno seguinte se casou com sua filha, a cujoss cuidados na moléstia devia elle a conservação da vida; mas que, depois TH 277 desta união, nem foi feliz, nem gozou saude; continuou triste eme- lancholico como d'antes, e era acommettido frequentemente de accesso de loucura, muitas vezes furiosa, em que feria-se com as próprias unhas e com os dentes, e cahia depois em prostração extrema. O Vis- conde de Porto Seguro, referindo-se á informação de pessoas que co- nheceram Gonzaga no degredo, aAKrma que seu casamento não rea- lizou-se e bem r ae elle nao teve parte na conspiração da incon- fidência. E essa opinião nutro também eu: Gonzaga foi alheio á se- dição, foi um martyr. Um hom^m que ama deveras, que espera an- ciosamente unir-se á sua amada, para quem sómente vive, e que é ao mesmo tempo chamado a assumir elevada posição na carreira que abraçou, não póde envolver-se em conspirações dessa ordem. Todos os accusados eo proprio Tiradentes, seu desaffecto, o defendem de seme- lhante imputação. Para julgal-o não é preciso que elle proteste, como « protestou solemnemente aos juizes e, com todo vigor d'alma, a si mesmo, á sua Marilia, ao mundo» antes e depois de condemnado. Var- nhagem lembra vários trechos de lyras suas, onde vê-se esse protesto. N'uma diz elle: « A insolente calumnia, depravada, Ergueu-se contra mim, vibrou da lingua A venenosa espada...» Diz n'outra: «Embora contra mim raivoso esgrime Da vil calumnia a cortadora espada, Uma alma, qual eu tenho, Não se receia a nada ! Eu hei de lhe punir a insolência Pisar-lhe o negro collo, abrir-lhe o peito Com as armas invencíveis da innocencia ! » E n'outra : « Eu vejo aquella deusa, Astréa pelos sábios venerada ! Traz nos olhos a venda, Balança n'uma mão, na outra - espada, E vêl-a não me causa um leve abalo ; Mas antes, atrevido, Eu a vou procurar e assim lhe falo... » 278 TH A' sua amada, diz elle n'uma lyra : « Não has de ter horror, minha Marilia , De tocar pulso que soffreu os ferros ; Infames impostores m'os lançaram E não puniveis erros. Esta mão, esta mão, que ré parece, Ah 1 não foi uma só vez, não foi só uma, Que em defesa dos bens que são do Estado Moveu a sabia pluma. » E n'outra ainda: « Tu, Marilia, se ouvires Que ante teu rosto afflicto O meu nome se ultraje C'o o supposto delicto, Dize severa assim em meu abono : «Não toma armas contra um sceptro justo Alma digna de um throno. » Quanto ao casamento de Gonzaga não ha duvida que realizou-se e disto o accusam muitos; mas quem não sabe quanto a gratidão falia alto a um coração bem formado, e ainda mais quando o desalento, a desesperança lhe dominavam a alma ? Demais, ha quem alllrme que Gonzaga da prisão propuzera á sua amada o casamento e ella não ac- ceitou ; e neste caso não influiria nelle um justo resentimento ? Sabe- se que Gonzaga, quando foi preso, bordava o vestido de sua noiva para o casamento e no sequestro de seus bens, feito por occasião de sua prisão, entrou o dedal de ouro com que fazia este trabalho. Des- culpe-me o leitor estas considerações ao correr da penna e mal cabidas neste livro. Trata-se de um dos maiores vultos da litteratura bra- zileira e que tem sido accusado sem poder defender-se... Gonzaga foi grande poeta e escreveu : - Marilia de Dircêo (Ia e 2a partes). Lisboa, 1792, 118 pags. in-8°- São as poesias amorosas mais suaves, mimosas e repassadas de sentimento que se leem na lingua portugueza, como disse o erudito dr. J. M. de Macedo, e como sábios criticos o confessam. Depois dos Luziadas de Camões não ha livro que mais edições tenha tido não só na lingua portugueza como em outras. Eis as de que tenho noticia, pela ordem chronologica : - 2a edição. Lisboa. Typ. Nunesiana, 1800 - Nesta edição acha-se uma terceira parte, ou novas lyras, que muitos, em cujo nu- TH 279 mero está o commendador J. Norberto, julgam não serem de Gonzaga. Outros pensam de modo contrario, como o litterato portuguez José Maria da Costa e Silva. Com effeito, sabe-se que o autor antes de de- dicar-se todoâ sua Marilia escreveu muitos versos a outros amores. - 3a (igual á precedente). Lisboa, Typ. Nunesiana, 1802. - 4a Lisboa, Typ. Lacerdina, 1801 - Contém sõ ag duas pri- meiras partes. -5a (Tres partes). Rio de Janeiro, Impr. Regia, 1810 - Cada uma parte com frontispício e numeração especiaes, isto é, 118, 108, e 110 pags. m-8° e com o titulo de « Marilia de Dirceu ». -6a ( Duas partes). Lisboa, Typ. Lacerdina, 1811. - 7a ( Tres partes). Lisboa, Imp. Regia, 1812. - 8a ( Duas partes ). Bahia, Typ. de M. A. da Silva Serva, 1813. - 9a ( Duas partes ). Lisboa, Imp. Regia, 1817. - 10a ( Duas partes ). Lisboa, Typ. Lacerdina, 1819. - 11a ( Duas partes). Lisboa, Typ. Lacerdina, 1820. - 12a Lisboa, Typ. Rollandiana, 1820 - Desta edição em deante todos trazem a terceira parte das lyras. - 13a Lisboa, Typ. de J. F. M. de Campos, 1824. - 14a Lisboa, Typ. de J. Nunes Esteves, 1824. - 15a Lisboa, Typ. de J. Nunes Esteves, 1825. - 16a Lisboa, Typ. Rollandiana, 1827. - 17a Lisboa, Imp. Regia, 1827. - 18a Lisboa, Typ. de J. Nunes Esteves, 1828. - 19a Lisboa, Typ. de J. Nunes Esteves, 1833. - 20a Bahia, Typ. do Diário, 1835. - 21a Lisboa, Typ. Rollandiana, 1840. - 22a Pernambuco, Typ. de Santos & C., 1842. - 23a Rio de Janeiro, Typ. de J. J. Barroso, 1842. - 24a Rio de Janeiro, Typ. de E. II. Laemmert, 1845 - Esta edição é feita pelo conselheiro J. M. Pereira da Silva, precedida de uma introducção histórica e biographica pelo editor. - 25.a Bahia, typ. de Carlos Pogetti, 1859. - 26 a Rio de Janeiro, Typ. Commercial de'Soares & Comp., 1855. - 27 a Rio de Janeiro, Typ. de Soares & Irmão ( sem data )- Pa- receser a mesma edição precedente, só com mudança da primeira folha. - 28a Rio de Janeiro, B. L. Garnier ( Paris, S. Raçon & Comp. ), 1862 - E' feita por J. Norberto de S. Silva, em 2 vols. de 344 e 348 pags. in-8>, precedida « de uma noticia biographica e do juizo critico dos autores nacionaes e estrangeiros, e das lyras escriptas em resposta ás suas e acompanhadas de documentos históricos ». Essas novas lyras 280 TH são as attinbuidas a dona Maria Joaquina Dorothêa do Seixas Brandão (veja-se este nome ) com o titulo de Direêo de Marilia, as quaes também se suppõe do mesmo J. Norberto. Essas lyras, em summa, e o mais que as precede formam o Io vol. com o retrato do poeta, copiado do quadro historico do artista brazileiro J. Maximiano Mafra. - 29a Rio de Janeiro, Tv*» ae ~'Hmarães, 1868-Esta edição não foi concluída. m - 30a Lisboa, 1888 - pela casa edi„vta de David uorazzi - Ha além destas, talvez, outras edições r a lingua vern&cula, e algumas em outras linguas, como: Em francez, traducção das duas primeiras peites por E. Monglavo, o secretario pe petuo do Institu+n de França eP. Chalas com o titulo «Marilie, chants elegiaques de Gonzaga », Paris 1825, precedida de uma noticia • rizem . í j -- - lingua portugueza e da noticia biographica do autor com as costumadas inexactidões. Em italiano por Giovenale Vegezzi Buscalla, com o titulo « Marilia de Dircêo, lire tradotte », Torini, 1844, feita em igual numero de versos e na mesma metrificação e reimpressa em 1855, também das duas primeiras partes. Em castelhano por d. Enrique Vedia. Em allemão por Iffand, traducção que, como as precedentes nunca vi. Em latim pelo dr. A. de Castro Lopes, sob o titulo « musa latina. Amaryllidos Dircoei, aliquod selecta lyrica ad latinum sermonum traslata ». Rio de Janeiro, 1868, precedida de uma carta proemial do conselheiro J. Feliciano de Castilho - traducção que teve segunda edição em 1887, precedida de um juizo critico do Barão de Paranapiacaba, em 31 pags. etc. Finalmente, em inglez, ha muitos annos, segundo me consta, sendo certo que em nenhuma destas tra- ducções ha a maviosa suavidade do original. Ha ainda varias poesias inéditas de Gonzaga. Sabe-se que elle ainda compoz muitas no exilio. Algumas das mencionadas teem sido publicadas em varias collecções, como o Parnaso brasileiro de Pereira da Silva, tomo Io, onde estão quatorze lyras suas de pags. 263 a 293, e o Florilégio de Jordão, tomo 2% onde se acha seu - Soneto, despedindo-se de Villa Rica por ser despachado para desembargador da relação da Bahia, á pag. 29 - Dos trabalhos inéditos mencionarei: - Ao naufragio da nau portugueza Marialva: poema - de que dá noticia José de Rezende Costa. - Carta apologética sobre a honestidade das usuras, dedicada á seu amigo e collega o desembargador Francisco Gregorio Pires Mon- teiro - O Instituto historico possue o autographode 19 folhas. Creio que é a mesma obra que vejo no « Índice dos livros brochados TU 281 e manuscriptos, existentes no Arcbivo da Secretaria do Instituto ar- cheologico e geographico pernambucano, impresso em 1870, com o titulo - Dissertação sobre a usura. 1793 - Creio emflm que é a mesma obra de que o Instituto historico e geographico brazileiro possue o autographo com o titu' - Carta «obre a usax. 'g^P- iue é seguido de - Begistro de vários uècordãos sobre matéria ecclesiastica e de uma oração académica do padre mestre Pascoal Bernardino de Mattos, por occasião da abertura de sua au le latim. -Epistolas sobre a edm.-^tc ■ mocidade - Possuía este manu- scriptoo Sr. J. A. de Lemos Magalhães em 1845. A Minerva Brasileira, dando noticia dossu escripto, achado na proviucia de Minas Geraes, muitos annos antes desta epoca, diz: « A lettra, segundo a affirmação de pessoas que estão nos casos de saberem, é a própria do poeta e consta-nos que o possuidor de tão precioso inédito o pretende dar á luz. » Nunca, porém, o deu. Thomaz Antonio dos Santos e Silva- Não conheço este autor, mas sei que é brazileiro, cultor da poesia e publicou um livro com o titulo - Poesias originaes e traduzidas. Rio de Janeiro ... in-8°. Thomaz Antonio <le JAloneu- Filho de João Antunes e dona Helena Maria Antunes, nasceu em 1815 na Bahia e falleceu em Paquetá, Rio de Janeiro, a 21 de abril de 1889, sendo doutor em me- dicina pela faculdade daquella cidade, cirurgião-mór da armada graduado, do conselho de sua magestade o Imperador, medico da escola naval, offlcial das ordens da Rosa e do Cruzeiro e cavalleiro da de S. Bento de Aviz, condecorado com a medalha da campanha do Estado Oriental do Uruguay de 1852 e com a da campanha do Paraguay, com passador de ouro. Escreveu: - A medicina contribue para o melhoramento da moral e dos bons costumes: these apresentada á faculdade de medicina da Bahia, etc. Bahia, 1839, in-4°. - Tratamento do cholera reeinante no Brazil ou breves conselhos aos que forem por elle atacados fóra do alcance dos médicos, maxime aos srs. fazendeiros. Rio de Janeiro, 1855,23 pags. in-4°. Thomaz de Aquino Bello - Natural de Minas Geraes e nascido no século 18®, falleceu no começo do século seguinte, doutor 282 th em medicina pela universidade de Coimbra, e conceituado clinico em Ouro Preto. Foi também poeta e deixou muitas - Poesias inéditas, que não sei onde pairam, e a - Henriada de Voltaire. Lisboa, 18..-E'uma traducção do francez, que nunca pude ver. Thomaz de Aquino Borges - E' um escriptor, que não conheço, do Rio de Janeiro talvez. Sei apenas que - - 0 soldado voluntário : scena cómica. Rio de Janeiro... ni-40., - Eulalia-. romance original. Rio de Janeiro... in-4°. - Disto ha muito: comedia em dous actos. Rio de Janeiro, 1862 62 pags. in-8°. Tliomaz de Aquino e Castro - Pae do conselheiro Olegario Herculano de Aquino e Castro, commemorado neste livro, e nascido na cidade de S. Paulo a 20 de janeiro de 1798, falleceu em viagem para a França como addido á legação brazileira em junho de 1839. Serviu no exercito, reformando-se no posto de major, e teve commercio com as musas, sendo por isso conhecido por Camões, se- gundo se lê na memória sobre a proclamação da independencia pelo major Francisco de Castro Canto e Mello, na qual vem publicados os versos que recitou no theatro daquella cidade, quando ahi com- pareceu na noite de 7 de setembro de 1822 o príncipe regente, depois primeiro Imperador do Brazil. Escreveu: - Poesias offerecidas ao Exm. Sr. J. A. de Magalhães, ministro de Portugal no Brazil. Rio de Janeiro, 1836, 47 pags. in-8°. - Adeus e despedida, etc. S. Paulo, 1838, 8 pags. in-8°. - Soneto recitado no theatro de S. Paulo na noite de 7 de se- tembro de 1822 - Acha-se publicado na Memória citada do major Canto e Mello, e na biographia do conselheiro Manoel Joaquim do Amaral Gurgel pelo conselheiro Olegario Herculano de Aquino e Castro, filho do autor. - Poesias inéditas - que se conservam em poder do mesmo seu filho, e talvez ainda sejam publicadas. Fr. Thomaz de Aquino Uilbeiro - Natural da Bahia e irmão do antigo deputado Dr. Francisco Antonio Ribeiro, falleceu em avançada idade depois de 1850. Religioso carmelita, foi n?n 283 em sua ordem mestre de púlpito e justiça, lente de theologia moral, definidor perpetuo, secretario e provincial. Dedicou-se ao púlpito e escreveu: - Oração gratulatoria, recitada no dia 23 de agosto ( 1840) em so- lemne acção de graças que celebraram os carmelitas calçados da Bahia por occasião da faustíssima noticia da declaração da maioridade e da elfectiva posse que tomou do supremo governo do Império o nosso au- gusto Imperador, o Sr. D. Pedro II - Creio que foi impressa na Bahia 1840. O imperador possuia o autographo e apresentou-o na exposição de historia patria. 'TliQja&uz Ar^emiro Ferreira Chaves - Filho do bacharel Joaquim Ferreira Chaves e nascido em Pernambuco a 28 de julho de 1851, fez o curso de sciencias sociaes e jurídicas pela fa- culdade do Recife, onde recebeu o grão de bacharel e entrando na car- reira da magistratura, falleceu em novembro de 1885, como juiz mu- nicin''Santa ' Catharina. Escreveu: - Novo regulamento das custas judiciarias com todas as decisões do governo desde sua promulgação até 1877. Santa Catharina, 1878, in-8°. - Promptuario da lei da nova reforma judiciaria, compilada pela ordem alphabetica de todas as disposições da referida lei. Rio de Ja- neiro, 1880, in-8°. riiomaz A.ristoteles Criiizan - Filho de Emilio Francisco Guizan e dona Mathilde Rodrigues das Neves, nasceu a 20 de dezembro de 1864 na cidade da Victoria, capital do Espirito Santo. Depois de feito o curso de theologia no seminário de S. Jose do Rio de Janeiro, ordenou-se presbytero secular em 1888; foi no- meado vigário da freguezia do Senhor Bom Jesus de Itabapoana e depois removido para a freguezia de SanfAnna do Rio de Ja- neiro. Actualmente administra a igreja da Candelaria no caracter de sacristão-mór. Tendo feito uma viagem á Europa, escreveu: - Viagens na Europa: Hollanda, Allemanha e França. Notas e impressões destinadas a Ricardo Drewitz em 1893. Rio de Janeiro, 1900, 167 pags. in-8° - Tem a imprimir a segunda parte relativa a outros paizes. Tliomaz Augusto de Mello Alves - Filho do doutor Thomaz Alves, mencionado já neste volume, e nascido na 284 th cidade do Rio do Janeiro a 24 de dezembro de 1856, é doutor em medi- cina pela faculdade da dita cidade e escreveu: - Antisepticos e suas vantagens para a cirurgia; Classificação dos ferimentos ; Septicemias cirúrgicas ; Casamentos em relação á hygiene: these para o doutorado em medicina, etc. Rio de Ja- neiro, 1881, in 'n - Discurso . lu^auCiad: ^to solemne da collação de gráo dos doutorandos em 1881. Rio de Janeiro, 1882, 28 pags. in-8°. Thomaz <Io Bom fim Espíndola - Filho dê FlOr rencio do Bomfim Espíndola e dona Luiza Rosa do Bomfim Es- píndola, e nascido a 18 de setembro de 1832 na província de Alagôas, falleceu na cidade de Maceió a 6 de março de 1889. Doutor em medicina pela faculdade da Bahia, representou aquella província em varias legislaturas de sua assembléa e nas legislaturas geraes de 1878 a 1885; foi professor do lyceu, inspector geral da instrucção publica e inspector de hygiene. Era official da ordem da Rosa, socio do Instituto archeologico alagoano e escreveu: - Dissertação inaugural acerca da influencia progressiva da civili- sação sobre o homem: these apresentada e publicamente sustentada, etc. Bahia, 1853, 45 pags. in-4°. - Geographia physica, política, histórica e administrativa da província de Alagôas, oíferecida ao Exm. Sr. Dr. Pedro Leão Vel- loso, presidente da mesma província. Maceió, 1860, 33 pags. in-fol. e mais fls. de mappas - Esta obra foi completamente refundida e publicada com o titulo de - Geographia alagoana ou descripção physica, política e his- tórica da província das Alagôas. Segunda edição muito augmentada e cuidadosamente correcta. Maceió, 1871, 483 pags. - Prophylaxia do cholera-morbus epidemico, symptomas, tra- tamento curativo desta moléstia, dieta, convalescença e considerações geraes e clinicas, etc. Ceará, 1862, 30 pags. in-8°. - Descripção das viagens do Dr. José Bento da Cunha Figueiredo Júnior no interior da província das Alagôas. Maceió, 1870, in-8°. - Viagens do Exm. Sr. presidente da província, Francisco de Carvalho Soares Brandão, á povoação de Piranhas, comarca de Paulo Affonso, e seu regresso á capital. Maceió, 1878, 54 pags. in-8°. - Relatorio com que o dr. Thomaz do Bomfim Espíndola, presidente da camara municipal da capital, entregou a adminis- tração da província das Alagôas ao Io vice-presidente, dr. João Francisco Duarte, no dia 6 de agosto de 1867, Maceió, 1867, in-4'. 111 285 - Relatório com que ao dr. Francisco de Carvalho Soares Brandão, presidente da provincia das Alagoas, entregou a admi- nistração da mesma provincia em 19 de março de 1878. Maceió, 1878, in-4°. - Relatorio da instrucção publica e particu' ? da provincia das Alagoas, etc. Maceió, 1866, in este ha outros trabalho eguaes escriptos no cargo de director gêiãi da mstrucção publica. O dr. Espínola foi um dos signatários da - ..Reforma do ensino primário, etc, parecer e proposta da commissão de instrucção publica, etc. ( Veja-se Ruy Barbosa.) Tliomaz; d.& Oosta Corrêa Hebello da Silva - Natural, segundo penso, do Rio Grande do Sul e nascido no meiado do século 18°; escreveu: - Memorii sobre a provincia de Missões, offerecida ao Illm. e Exm. Sr. Conde de Linhares, ministro e secretario de estado dos negocios estrangeiros e da guerra -]Foi offerecida ao Instituto historico pelo socio J. D. de Athayde Moncorvo, e publicada na Revista Trimensal, tomo 2°, 1840, pags. 155 a 169, e antes disto publicada em opusculo. Thoinaz cia Cunha Lima Cantuaria- Nascido em Pernambuco a 29 de dezembro de 1800, ahi falleceu a 4 de setembro de 1878, sendo professor jubilado de musica do collegio dos orphãos e cavalleiro da ordem romana de S. Gregorio Magno. Com decidida vocação para a arte musical, começou a celebrisar-se fazendo parte da banda de um dos regimentos do Reciíe, do qual passou a mestre de capella o organista da cathedral de Olinda. Por causa de suas ideias democráticas foi levado a compro- metter-se nos movimentos politicos de 1817 e 1824 e soffreu sérios desgostos. Foi um distincto compositor, e escreveu: - Pequena arte de musica. Pernambuco, 1836, in-8° - Ha varias edições deste compendio que foi adoptado por todos os pro- fessores. De suas composições sacras são conhecidas: - Grande missa de Santa Thereza. - Grande missa de S. Salvador. - Grande Te-Deum (Imperial). - Varias antiphonas de Nosso Senhor. - Uma antiphona de S. Braz. - Uma Regina Coeli, e dos Santos. 286 TH - Tres vesperas solemnes e uma antiphona a Me generes surrexit Dominus. - Quatro grandes matinas: da Virgem, do Santíssimo Sacramento, de S. Bento e de Santa Thereza. - Diversos hymnos religiosos. - Diversos minuetes - Suas musicas profanas suppoem-se ex- traviadas, só conhecendo: - Uma collecção de quadrilhas e - Valsas offerecidas a sua Magestade o Imperador d. Pedro II, que ao autor mandou agradecer pela mordomia da casa imperial. Thomaz Delíino dos Santos - Filho do doutor Luiz Delfíno dos Santos, de quem me occupei neste livro, e nascido na cidade do Rio de Janeiro a 24 de setembro de 1860, é doutor em medicina pela faculdade desta cidade e seu representante no senado federal, tendo sido antes deputado á constituinte e reeleito em 1894. Foi com o doutor Silva Jardim um dos agitadores da propaganda republicana. Escreveu: - Que melhoramentos materiaes devem ser introduzidos na ci- dade do Rio de Janeiro para tornal-a mais salubre ? - these apresen- tada, etc. á faculdade de medicina para obter o grão de doutor. Rio de Janeiro, 1882, in-4°. - Discurso pronunciado no acto solemne da collação do gráo aos doutorandos de 1882 na augusta presença de SS. MM. e AA. Impe- riaes em resposta ao director da Faculdade. Rio de Janeiro, 1882, 25 pags. in-8°- Com A. Werneck fundou a - Gazeta Sul Mineira: orgão do partido republicano. S. Gonçalo de Sapucahy, Minas Geraes, 188 *. D. Tliomaz cia Encarnação da Costa e Lima, 10° bispo de Olinda - Nasceu na cidade da Bahia a 25 de junho de 1723 e falleceu em Pernambuco a 14 de janeiro de 1784. Com o nome, que tinha, no século, de Antonio da Costa e Lima, recebeu na universidade de Coimbra o gráo de mestre em artes e cursou as aulas de direito civil, que deixou por seutir-se com irresistível vocação para o estado ecclesiastico, e depois, sendo já conego regrante de Santo Agostinho no mosteiro de Santa Cruz, cursou as aulas de theologia, em que foi graduado doutor. Foi socio da academia lithurgica pontifícia em sua instituição, em Coimbra, na qual leccionou historia ecclesias- tica^Dahi, creando-se em Mafra um collegio de humanidades, cuja TH 287 direcção foi entregue a conegos regrantes, passou elle a servir como prefeito dos estudos deste collegio até que, em outubro de 1773, foi nomeado bispo de Olinda e confirmada sua nomeação em abril do anno seguinte. Recebendo sua sagração das mãos do cardeal da Cunha, arcebispo de Evora, em maio, fez a 8 de setembro de 1774 sua entrada solemne na diocese, onde foi sempre querido por sua excessiva caridade e poi outras virtudes. Conta-se que por occasião de uma secca que il igellava a capitania de Pernambuco em 1782, elle, que nunca deixava de soccorrer suas ovelha uma procissão de preces, a que acom- panh^u !C7c; Iço pelas ruas o Recife, nrégando quatro vezes numa rm ma noite e pedindo citava «com fervor tal que a Misericórdia di- vina acudiu com chuvas nessa noite», como disse o autor do Roteiro d< aspados. VL, meu s qm virtuoso, foi illustrado e sabio, sendo consultado muitas vezes pelo Marquez de Pombal, seu amigo dedicado. Escreveu: - Historia ecclesice lusitance per singula séculos ab Evangelio pro- mulgata. Conimbricae, 1759, 4 tomos in-4°. - Vetus canonum codex lusitanse ecclesim, notis illustratus. Coimbra, 1764, 371 pags. iu-8° - Depois do juizo de sábios estrangeiros, com o qual se abre o livro, acha-se uma dissertação do autor: Quonam canonum códice usa est hispaniensis ecclesia ad seculum usque octavum ? - Oratium ad Academiam pontiticiam liturgise et historiae eccle- siasticse in obitu sui desiderantissimi fundatoris SS. D. Benedicti XIV - Na collecção da mesma Academia, tomo 1°, pag. 246. - Dissertatio: Quibus in locis oblata quondam: quibus modo offerri congruat Liturgia ? -Idem, tomo 2o, pags. 454 e segs. - Dissertação histórica: Si Idacio, bispo de Merida e Ithacio de Ossonoba foram justamente depostos por perseguirem os priscillia- nistas? -Idem, tomo 4o, pags. 118 e segs. - Carta pastoral exhortatoria ao clero e povo pernambucanos ao tomar posse da cadeira episcopal ( sem logar da impressão e só datada de Olinda a 13 de setembro de 1774 ), 8 pags. in-fol.- Delia possuía In- nocencio da Silva um exemplar, e é provavelmente essa sua primeira pastoral que revoga « a multiplicidade de excommunhões e censuras irrogadas nas constituições do arcebispado da Bahia, pelas quaes se regia aquella igreja e as quaes elle considerava improfícuas e inex- equiveis em sua diocese, conservando sómente as que eram fundadas nas causas que desde os primeiros séculos do chrislianismo foram tidas por únicas e legitimas ». 288 TH - Pastoral sobre as conhecenças dos vigários, 1789 - O Instituto historico e geographico brazileiro possue o original desta pastoral assim como a da - Pastoral de D. Thomaz, etc. 1771. Tliomaz de Figueiredo - Filho de Joaquim da Fon- seca Soares de Figueiredo e natural de Pernambuco, segundo me consta, foi, como seu pae, agrimensor, e no exercício desta profissão percorreu o sertão de sua província. Escreveu: - Echos do deserto. Catechese dos indios do Brasil. Rio de Ja- neiro, 1888, in-8° -Contém uma dedicatória ao Imperador d. Pedro I[ na pessoa da Princeza imperial regente, Prefacio, Exposição dividida em sete partes, Catechese pelo padre Loreto. Em consequência da li- bertação pelo padre Scaligero Maravalho, Catechese pelo padre Gus- tavo Ernesto Coelho. Thomaz Garcez Paranhos Montonogro, 1° - Filho do tenente-coronel José Garcez da Rocha Vasconcellos Monte- negro e dona Maria Joaquina da Silva Paranhos Montenegro, nasceu na villa da Matta de S. João, na Bahia, a 22 de janeiro de 1839. Bacharel em direito pela faculdade do Recife, entrou para a carreira da magistratura, servindo o cargo de promotor publico em tres co- marcas de sua província, depois o de juiz de direito em duas comarcas também da Bahia, de onde passou a juiz do commercio do Recife e dahi a desembargador da relação desta cidade, cargo em que foi aposentado. No cargo de juiz de direito do Rio S. Francisco fundou na cidade da Barra do Rio Grande um estabelecimento de caridade com um hos- pital, pelo que foi condecorado com a commenda da ordem da Rosa. Foi deputado provincial em varias legislaturas da Bahia e, durante o regímen republicano, deputado ao congresso federal em varias legisla- turas. E' professor da faculdade livre de direito da Bahia e escreveu: - Relatorio apresentado aos irmãos da Santa Casa da Misericórdia da cidade da Barra do Rio Grande na sessão geral de 26 de maio de 1871, por occasião da abertura do hospital em seu novo edifício pelo, etc., provedor da Santa Casa. Bahia, 1872, 64 pags. in-4°. - A provinda da Bahia e a navegação do Rio de S. Francisco. Bahia, 1876, 250 pags. in-8° - Este livro é dividido em duas partes: a primeira comprehende escriptos publicados no Echo do Rio S. Fran- cisco sobre as vantagens da creação da província de S. Francisco e a facilidade da navegação deste rio; a segunda contém a descripção de rl?II 289 uma viagem pelo autor feita da cidade da Barra do Rio Grande á co- marca de Alcobaça, na provincia da Bahia. - Memória histórica da faculdade livre de direito da Bahia, etc. Bahia, 1892, in-4°. - Discursos pronunciados na camara dos deputados na sessão de 1894. Bahia, 1895, 89 pags. in-4° - Versam estes discursos sobre o Co- digo penal, Correctores, Hypothecas legaos, Capitulação de Tijucas e Justiça federal. - Unidade da justiça: discurso proferido, etc. Rio de Janeiro, 1895, 51 pags. in-12°. Thoinaz Garcez Paranhos Montenegro, 2o- Filho do precedente, e nascido a 23 de maio de 1871 na antiga provincia da Bahia, é bacharel em sciencias sociaes e juridicas pela faculdade do Recife o juiz de direito na comarca do Remanso no seu estado. Es- creveu : - Guia dosjuizes de paz. Bahia, 1900, 165 pags. in-8° - E' uma consolidação das leis sobre actos e deveres dos juizes de paz segundo as leis vigentes no Estado da Bahia. O trabalho divide-se em duas partes, consistindo a primeira na resenha das leis sobre a especie, e a segunda no formulário de minutas de requerimento, despacho, sentença, etc. Thomaz Gomes dos Santos - Nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 17 de abril de 1803 e ahi falleceu a 9 de julho de 1874. Bacharel em lettras pela academia de Pariz e doutor em medicina pela de Montpellier, foi lente de clinica in- terna da escola de medicina do Rio de Janeiro e depois da cadeira de hygiene, medico de S. M. o Imperador e de suas irmãs, foi membro da assembléa provincial do Rio de Janeiro e deputado geral pela mesma provincia que presidiu por vezes como vice-presidente e onde foi di- rector da instrucção primaria. Occupou até sua morte o cargo de di- rector da academia das Bellas-Artes, tinha o titulo de conselho do Im- perador d. Pedro II, a commenda da ordem da Rosa, o habito da de Christo, a grã-cruz da ordem de S. Estanisláo da Rússia e foi membro do Instituto historico e geographico brazileiro e de outras sociedades scientificas e litterarias. Grande talento e vastissima illustração, morreu sem ter legado á patria um livro. Apenas sei que escreveu: - Emendas ao projecto de Estatutos para a Escola de medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1837, in-fl. de 12 pags. Veja-se Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, tomo 6o pag. 66 - Nunca vi suas 290 rTII - Thcses medicas inauguraes ou de concurso - Foi redactor chefe do periodico - Reforma: orgão político do partido liberal. Rio de Janeiro, 1851 - Tenho noticia de que deixou - Escriptos médicos, inéditos. Thomaz Guerreiro <le Castro - Filho do doutor Catão Guerreiro de Castro, já neste livro mencionado, nasceu na Bahia a 24 de maio de 1869, è bacharel em direito pela faculdade do Recife, professor da faculdade livre de direito do estado de ;u nascimento o ahi advogado. Escreveu : - Commercio de cabotagem nacional. Bahia, 1895, i - ' - O autor demonstra a inconstitucionalidade da cobrança de dir ?s de expor- tação pelo commercio de cabotagem nacional. Thomaz Joaquim Pereira Valente3. Conde do Rio Pardo - Nascido na cidade do Porto em 1790 e tendo adhe- rido á independência do Brazil, falleceu no Rio de Janeiro a 30 do agosto de 1849 no elevado posto de marechal de campo, vogal do conselho militar, gentil-homem da imperial camara, grã-cruz da ordem do Cruzeiro, grande dignitário da ordem da Rosa, commen- dador das de Christo e de S. Bento de Aviz, cavalleiro da de Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, condecorado com a medalha de ouro da Grande Guerra Peninsular e com a das batalhas de Victoria e Albuera. Foi o ultimo governador do Santa Catharina, ministro da guerra em 1829, presidente do Piauhy e escreveu: - Exposição dos principaes acontecimentos militares e particula- ridades que tiveram logar desde 17 de abril de 1841 até 26 de julho de 1842, tempo em qu ; commandou cm chefe o exercito empregado na pa- cificação da província do Rio Grande do Sul. Escripta e apresentada por ello mesmo a S. M. o Imperador. Nitheroy, 1843, in-4°. - Defesa offerecida aos representantes da nação a 6 de julho de 1831. Rio de Janeiro, 1831, 14 pags. in-fl. Thomítz José Coelho de A.lmeidLa - Filho de Custodio José Coelho de Almeida e dona Maria T. do R. Almeida, nascea na cidade de Campos, antiga província do Rio de Janeiro, a 28 de novembro de 1838 e falleceu nesta capital a 20 de setembro de 1895. Bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, se consagrou a prin- cipio á advocacia na sua cidade natal, onde também occupou cargos de eleição popular e do nomeação do governo ; teve posição culminante TM 291 na política do Império, coma deputada provincial e geral cm diversas legislaturas, ministro da agricultura, da guerra e senador por sua província; era do conselho do Imperador D. Pedro II, condeco- rado com a grã-cruz da Corôa da Italia e exercia o cargo de director do banco do Brazil quando falleceu. Escreveu : - Discurso proferido na camara dos deputados na sessão de 5 de junho dc 1877 acerca do orçamento do ministério da agricultura. Rio de Janeiro, 1877, in-8°. Escreveu ainda vários - Relatórios no cargo de ministro de estado, etc. 'Tlioinaz José JPinto de Cerqueira-Nascido a 8 de julho de 1805 em Portugal, de onde veio muito criança com seus paes para o Rio de Janeiro, aqui falleceu em Paquetá a 18 de junho de 1885, sendo doutor em direito pela universidade de Coimbra, director \ uma das directorias da secretaria da agricultura por transferencia do carro de director geral dos correios, membro da commissão mixta, brazileira e portugueza, deputado supplente polo Rio de Janeiro em 1851, do conselho de sua magestade o Imperador, dignitário da ordem da Rosa, official da ordem franceza da Legião de Honra e da ordem italiana de S. Maurício e S. Lazaro, membro do Instituto historico e geograpbico brazileiro, do Conservatorio dramatico, etc. Em 1830, depois de graduado doutor, foi nomeado lente de direito canonico da academia de S. Paulo, de que pediu exoneração, quatro annos mais tarde, para dar-se ao exercício da advocacia na côrte, ao jornalismo e a outros serviços da patria adoptiva a que consagrou sempre suas forças e actividade. Escreveu: - Conclusiones Philosophicce, quas examini publico oíferunt supor lógica decurrentis mensis die Candidus Maria ab Azeredo Coutinius; Thomaz Josophus Pintusa Cerqueira, etc. Eluvii Januarii, 1821,13pags. in-4". - Tratado regular e pratico de testamentos e successões ou com- pendio methodico das principaes regras e princípios que se podem deduzir das leis testamentarias, tanto patrias como subsidiarias, etc., por Antouio Joaquim de Gouvêa Pinto. Quinta edição, mais correcta, consideravelmente augmentada com as notas relativas á legislação peculiar do Brazil. Rio de Janeiro, 1848, 29(3 pagã. in-8° gr. (Vide Francisco Maria de Souza Furtado de Mendonça. ) - (Jodigo do processo criminal de primeira instancia do Império do Brasil com a disposição provisória acerca da administração da j ustiça civil, seguido da lei de 3 de dezembro de 1841 e regulamentos para sua execução de 31 de janeiro e 15 de março de. 1842, contendo muitas 292 TH notas, nas quaes se mostram as alterações que pela citada lei tiveram muitos artigos do mesmo codigo e se transcreve a summa das leis e decisões do governo, declarando como se devem entender muitas de suas disposições. Terceira edição muito mais correcta e augmentada. Rio de Janeiro, 1853, 308 pags. in-8° peq. Creio haver uma de 1873. - Guia do correio do Brazil. Rio de Janeiro, 1857, 248 pags. in-8° gr. - E' um livro de incalculável vantagem para a administração uo correio, para o commercio e para a população do Brazil, porque nelle se indicam cerca de doze mil pontos para onde se póde dirigir correspondência. - 0 auxiliador da administração do correio da côrtc' ( para os aunos de 1856 e 1857 ). Rio de Janeiro, 1856 e 1857, 2 vgIs. in-8". - Elogio do conselheiro José Clemente Pereira, recitado, etc. - Acha-se no opusculo «Inauguração da estatua do conselheir > e sem dor do Império José Clemente Pereira no hospício de Pedro II». Rio de Janeiro, 1857. - A colonia do Rio Novo na província do Espirito Santo : Relatorio apresentado ao exmo. sr. conselheiro José Fernandes da Costa Pereira, ministro de estado dos negocios da agricultura, commercio e obras pu- blicas. Rio de Janeiro, 1874, 23 pags. in-4° - O autor havia sido en- carregado de inspeccionar a colonia. Ha mais alguns trabalhos officiaes do conselheiro Cerqueira, e no jornalismo: - O Sete de Abril. Rio de Janeiro, 1833 a 1839 - Até 1836 foi re- digido por Bernardo Pereira de Vasconcellos ; sócollaborou o dr. Cer- queira. De 1837 em diante foi este o redactor unico. Foi o orgão de opposição ao partido Caramurú. - A Sentinella da Monarchia. Rio de Janeiro, 1840 a 1847, in-fol. - Foi o redactor desde o começo, 2 de abril de 1840 até 1841, data em que passou a ser apenas collaborador. Foi depois seu redactor Bernardo Pereira de Vasconcellos. - O Echo do Rio : jornal político e litterario. Rio de Janeiro, 1843-1844, in-4° gr. - Redigiu com outros. Thomaz José da Silva, - Nascido na cidade de Angra, na ilha Terceira, Portugal, a 7 de dezembro de 1779, falleceu nego- ciante em Pernambuco, depois da independencia, cidadão brazileiro. Pre- parado para o estado ecclesiastico, seguiu, entretanto, a vida marítima e exerceu o cargo de ajudante de agricultura na ilha dos Açores, em sua patria de nascimento, emigrando para o Brazil em 1823. Escreveu: - Reflexões sobre a agricultura, industria e commercio na ilha Terceira. Lisboa, 1822, 3.0 pags. in-8°. TH 293 D. Thomaz de Noronha e Brito, Bispo de Olinda - Natural de Portugal, falleceu em Pernambuco a 9 de julho de 1847. Sendo da ordem dos prégadores dominicanos, e inquisidor do Santo officio, e depois bispo de Cochim, era deputado ás cortes portuguezas, quando, em passagem pelo Rio de Janeiro, acclamada a independencia do Brazil, adheriu a ella e foi nomeado vigário capitular de Pernam- buco, cargo em que entrou, regendo a diocese desde 1825 até fins de 1828, época em que recebeu a confirmação de bispo. Um anno depois retirou-se para Portugal, renunciando a cadeira episcopal de Olinda, a cuja cathedral fez doação de cerca de 12:000.| em apólices da di- vida publica ; mas, tornando ao Império em 1839, foi nomeado director da academia de direito da mesma cidade, onde permaneceu até a sua morte. Escreveu: - Oração que, pelo reconhecimento da independencia do Império do Brazil, na solemnidade de acção de graças celebrada pelo senado da camara da cidade do Recife, recitou no mez de novembro de 1825. Pernambuco, 1839, 14 pags. in-8° - Innocencio da Silva dá noticia da seguinte obra que nunca vi : - Exposição da doutrina christã. Pernambuco, 1846 - Contém a historia da religião desde o principio do mundo, a explicação de suas maximas, dogmas e mysterios, de suas festividades e cerimonias, e dos evangelhos de todos os domingos do anno com discursos sobre cada um delles, etc.- Ha ainda de sua penna algumas - Pastoraes de que infelizmente não posso dar noticia por não as ter visto. Thomaz Pacheco Ferreira Lessa - Natural de Minas Geraes e ahi jornalista, é somente o que sei a seu respeito e que escreveu: - 0 Caldense: orgão imparcial, litterario e noticioso. Caídas, 1875 a 1877. - Gazeta de Caídas: folha popular. Caídas, 1881, Io anno. Tlioinaz Paulo do Bom Successo Galhardo - Natural de S. Paulo e professor pela escola normal deste estado, escreveu: - Monographia da lettra A : primeiro e segundo livro de leitura para a infancia, approvado pelo Conselho da instrucção publica de S. Paulo. Rio de Janeiro, 1895 - Contém noções uteis com o fim de despertar a natural curiosidade da infancia. 294 TH Thomaz Pompoude Souápu Brazil, 1° -Filho de Thomaz do Aquino o Souza e dona Jeracina do Aquino Souza, nasceu na villa, hoje cidade de Santa Quiteria, provincia do Ceará, a 6 de junho de 1818 e falleceu a 2 de setembro de 1877 na capital da dita provincia, sendo presbytero do habito de S. Pedro, bacharel em sciencias sociaes e juridicas pela academia de Olinda, senador do Império, socio do Instituto historico e geographico brazileiro, do antigo Instituto historico da Bahia, do Instituto litterariQ do Mara- nhão, da sociedade Amante da instrucção e d i Auxiliadora da in- dustria nacional do Rio de Janeiro, da socie i „de philomatica da mesma cidade, dos Atheneus pernambucano, pare tano e maranhense, e do instituto dos advogados de Pernambuco. Nesta provincia re? cebeu as ordens do presbyterado, fez todo o < irso d< Preito e foi lente de theologia do seminário episcopal. Deste cargo ed' i xone- ração por transferir sua residência para o Ceará, onde foi nomeado lente de geographia e historia do lyceu, depois vigário geral e di- rector da instrucção publica. Deste ultimo logar foi demittido por causa de suas idéas liberaes conhecidas desde o tempo de estudante ; mas por causa dessas mesmas idéas foi eleito deputado na legislatura geral de 1845 a 1847 e na subsequente, e senador em 1864. Foi tam- bém advogado no fôro da Fortaleza. Escreveu: - - Princípios elementares de chronologia para uso do lyceu do Ceará. Ceará, 1850, 44 pags. in-8°. - Elementos de geographia oíTerecidos á mocidade cearense. Ceará, 1851, 284 pags. in-8°. - Compendio de geographia, adoptado no collegio de Pedro II e nos lyceus e seminários do Império. Segunda edição augmentada. Ceará, 1856, 536 pags. in-8°. - Compendio elementar de geographia geral e especial do Brazil, etc. Terceira edição augmentada e correcta. Rio de Janeiro, 1859, 519 pags. in-8°. - Compendio elementar de geographia geral o especial do Brazil, etc. Quarta edição augmentada e cuidadosamente corrigida. Rio de Janeiro, 1864, in-8n. E como esta teve ainda quinta edição, no Rio de Janeiro, em 1869. - Memórias sobre a estatistica da população e industria da pro- vincia do Ceará, em 1856. Ceará, 1857, 50 pags. in-8p. - Memória estatistica da provincia do Ceará sobre sua relação phy- sica, politicae industrial em 1858. Ceará, 1858, 68 pags. com 3 mappas demonstrativos. TH 295 - Memória sobre a conservação das mattas e arboricultura como meios de melhorar o clima da província do Ceará. Fortaleza, 1859, 36 pags. in-4° - Foi antes publicada no jornal Cearense. - Relatorio do estado da instrucção publica e particular na pro- víncia do Ceará no anno de 1856 e 1857. Ceará, 1857 e 1858, in-fol., 2 vols. in-4° gr. com mappas. - Diccionario topographico o estatístico da província do Ceará. Rio do Janeiro, 1861, 90 pags. in-8° com dous mappas. - Ensaio estatístico da província do Ceará. Fortaleza. 1863 e 1864, 2 vols. 1.179 pags. in-8°. Esta obra é dividida em quatro partes: Pri- meira poleou physica, comprehendcndo o território em suas diversas relações. Segunda parte ou política, comprehendendo população, ri- queza publica (industria agrícola, commercio interno e externo, e navegação), adminlsVação publica, finanças, força publica, justiça e instrucção publica terceira parte, comprehendendo a estatística espe- cial: Io das ''omarcas; 2o dos termos; 3° dos municípios. Quarta parte, contendo em numero chronologico a historia da província. - Systemas orographico e hydrographico do Ceará. Rio de Janeiro, 1876, 10 pags. in-8° - Creio que é a mesma obra seguinte: - Systema ou configuração orographica do Ceará, sem rosto, mas do Rio de Janeiro, 1877, 10 pags. in-8° gr. - Memória sobre o clima e seccas do Ceará. Rio de Janeiro, 1877, 100 pags. in-4°. - Eleição do 4o districto da província do Ceará. Rio de Janeiro, 1857, 13 pags. in-4°. - Regulamento geral das escolas primarias da província do Ceará expedido em 11 de abril do 1856 pelo inspector geral da instrucção pu- blica, etc. Fortaleza, 1856, in"-8°. - Discussão do voto de graça: discurso proferido na sessão de 6 de junho de 1866 ( no senado ). Rio de Janeiro, 1866, in-4° - O padre Pompeu redigiu, a principio com outros ( ou collaborou ) e depois só - O Cearense : jornal político - Esta folha começou a ser pu- blicada no Ceará a 4 de outubro de 1846 e continuou muitos annos de- pois da morte de seu redactor. Também ha em revistas escriptos seus, como: - Provinda de Matto Grosso - Na Luz, tomo 2o, 1873, pags. 145, 153, 161, 169, 177, 185, 193 e 201. - População do Ceará - Na Revista Brasileira, tomo 2o, 1859, pags. 429 a 432. - Estado da agricultura e da industria no fim do anno de 1856 na província do Ceará - No Auxiliador da Industria nacional, 1857. 296 TII Thomaz Pompeu de Souza, Brnzil, 2o- Filho do precedente e nascido no Ceará a 30 de junho de 1852, é bacharel em direito pela faculdade do Recife, formado em 1872, e foi por con- curso nomeado professor de geographia do lyceu da Fortaleza em 1876. Foi deputado á assembléa de sua então província em V'"' legislaturas e à assembléa geral legislativa de 1878 a 1886. ^oi rector da instrucção publica do Ceará, vice-presi dente t.a proveio- . que nesta qualidade administrou em 1880. Ahi in«' jirou um curso de historia universal para os operários e lecciouie na E ,cola Militar. E' membro da Academia cearense, do List' i historico do Ceará e presidente da Associação Commercial des«e 'estado. Escreveu: - Conferencia feita na inauguração dn de historia uni- versal para os operários. Fortaleza, 18**. - Da estatística, sua origem e fundam'- *. Rio de Jan ' o 1880, 80 pags. in-4°. - Memória sobre o commercio e industria do Ceará 'pi pu blicada no Relatorio do presidente desembargador Joaquim da Costa Barradas em 1885. - Memória sobre a população do Ceará - Na Revista do Ins.Luto historico do Ceará. - Lições de geographia geral - Na opinião de um competente é o melhor trabalho sobre o assumpto, escripto na língua portugueza. - Memória sobre o saneamento da cidade da Fortaleza. - Memória histórica sobre a assistência publica do Ceará em 1888- 1889. Não me consta que fosse publicada ; mas que apenas alguns capi- tulos delia foram lidos na Academia cearense. - Discurso proferido em sua entrada no Instituto do Ceará - Na Revista do mesmo Instituto, 2o trimestre de 1889. - Qualidade das camaras legislativas. Fortaleza, 1891, in-8°. - Fiscalisação do ensino nos paizes cultos. Fortaleza, 1891, in-8°. - O Ceará : estudo da topographia, do clima, e condições eco- nómicas e moraes do Ceará em 1892. Fortaleza, 1893, 217 pags. in-4°. - Lições de geographia do Ceará. Fortaleza, 1894. - As vantagens da irrigação por meio de barragem das Lavras do valle de Jaguaribe: serie de artigos, de que alguns foram pu- blicados no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro e no South Ame- rican de Londres. - O Estado do Ceará na exposição de Chicago. Fortaleza, 1894 - E' um livro que dá perfeito conhecimento deste estado, TJEI 297 - Estado do Ceará. Catalogo da exposição de Chicago. Fortaleza, 1893, in-8° - Ainda ha trabalhos deste autor em revistas, como : - O pessimismo: conferencia feita no Instituto historico do Cea^á - Na respectiva Revista, tomo 3®, pags. 123 a 140. - - A maniçoba - Na Revista da Academia cearense, anno 2°, pags. ; a 210. Os suppostos terrenos artesianos do Cocó - Na dita Re- vipm* tomo 5 , pags. 208 a 220. Redigiu finalmente : - O Cearense. Fortaleza, 1874-1878 - Neste periodico começara o dr. Pompeu a é, rever, desle que se formara em direito. - A Fraternidade Cearense: jornal maçonico. Fortaleza, 1874 - com J. Brigido dos Santos e J. Camara. - Gazeta do Aforte. Fortaleza, 1880 - Com o mesmo João Ca- mara e o dr. Accioly. ' homaz cie Barros Barreto - Pelo ap- pt ado, bem que nãr o veja mencionado no importante Diccionario de ■ ^ncisco Augusto Pereira da Costa, osupponho nascido em Per- nambuco. Era formado, não sei em que faculdade, e poeta. Delle só conheço dous - Sonetos que se acham no Florilégio da poesia brasileira, de Warnhagen, supplemento segundo, pags. 65 e 66. Thomaz <la> Silva Brandão - Filho de Frederico Augusto da Silva Brandão e natural da provincia, hoje estado de Minas-Geraes, formou-se em direito na faculdade de S. Paulo, foi director do collegio Abilioem Barbacena eé director da Escola Normal de Ouro-Preto. Escreveu : - Grammatica infantil da lingua portugueza, composta, etc. e adoptada pela Inspectoria geral da instrucção publica de Minas-Ge- raes para uso das escolas primarias - Não vi a primeira edição, mas a segunda que é de 1882, in-8°. - Revista Escolar: publicação quinzenal. Ouro-Preto, 1889, Io anno -• Não sei até quando se publicou esta revista. - Sentimento: contos. Ouro-Preto, 1901, segunda edição, in-8° - Também não vi a primeira edição deste livro. Consta-me que o dr. Brandão tem publicado mais trabalhos. Thomaz <ln Silva Pamiihos - Irmão de José Maria Paranhos, Io, nascido na cidade da Bahia a 16 de março de 1819, teve praça no exercito a 2 de dezembro de 1839 e falleceu bri- gadeiro reformado do corpo de engenheiros a 4 de maio de 1870 na 298 TH capital do Paraguay, tendo o curso de mathematica pela antiga Academia militar. Exerceu varias commissões de sua especialidade, foi director do arsenal de guerra da Bahia, cavalleiro das ordens de S. Bento de Aviz, de Christo e da Rosa ; e escreveu: - Relatórios - em diversas commissões que exerceu, assim como vários mappas como : - Planta da fortaleza de Santo Alberto, ur .cada por aviso do Ministério da Guerrade 19 de junho de 1866. Bahia, 1867, 0m,530x0»',867. - Planta da fortaleza de Jiquitaia e dos terrenos adjacentes, levantada por aviso do Ministério da Guerra de 6 de agosto, com os esclarecimentos precisos para satisfazer o aviso do Ministério da Fazenda de 21 de junho do corrente anno. Bahia, 1886, 0m,506x0m,785. Thomaz <le Souza Villu Real -Ignoro o lagar de seu nascimento e as datas a elle e a seu obito relativas. Só sei qu^ foi o cabo de uma expedição mercantil dos negociantes Ambrosio Hen- riques e seus socios com o fim de explorar c reconhecer a navegação dos rios Tocantins, Araguaya e Vermelho, que se julgava poder per- mittir a communicação e commercio para a capital de Goyaz e para a mais importante parte da mesma capitania. Escreveu: - Viagem pelos rios Tocantins, Araguaya e Vermelho, acompa- nhada de importantes documentos ofliciaes, relativos á mesma nave- gação - Na Revista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 11°, pags. 401 a 444. E' uma copia de manuscripto original, offerecido ao mesmo instituto pelo dr. J. M. Nascentes de Azambuja, e datado do Pará, 12 de janeiro de 1797. T). Thomazia deSiqueira Queiroz Vascon- cel los - Professora da instrucção primaria na capital do Império, freguezia do Engenho Velho, escreveu: - Novo syllabario para uso das escolas primarias. Rio de Janeiro, 1883, in-12°. Tliomé A.íFonso cie Moura --Filho do doutor Thomé Affonso de Moura e nascido na cidade da Bahia a25 de agosto de 1853, é bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife. Seguiu a carreira da magistratura e em 1898 exercia na cidade de seu nascimento o cargo de juiz de um de seus tribunaes. Cultiva desde estudante a poesia eescreveu: - Argentinas-, poesias. Reeife, 1878, in-8°. TH 299 - Minotawo: poesias. Bahia, 1898, in-8° - Este livro contém muitas notas. - Lucas, o salteador - Na Revista do Instituto geographico histó- rico da Bahia, tomo 5o, 1898, n. 16 e segs. Refere-se a um celeberrimo facínora que foi por muito tempo 0 terror da Feira de SanfAnna. Tlio.iío 1 ,•. ides <la Costa Madeira - Filho ■ u.r:?41 m' de Thomé Fernandes Madm = : . e nascido em Pernambuco no anno de 1819, filleceu em S. Paulo a 8 de janeiro de 1888, bacharel em di- reito pela faculdade do Recite. Foi membro do celebre triumvirato re- publicano de que faziam parte os doutores A. Borges da Fonseca e Affonso de Albuquerque Mello, e, em consequência de suas ideias po- líticas, sendo agraciado como offlcialato da ordem da Rosa, não tirou o respectivo titulo. Marchou pm'aa guerra do Paraguay, com trezentos homens sustentados á sua custa e era tenente-coronel honorário do exercito. Occupava por ultimo um logar na Inspectoria especial de terras e colonisação em S. Paulo. Collaborou para vários jornaes e redigiu: - 0 Tribuno. Recife, 1847, in-4° - com A. Borges da Fonseca. Este jornal creio que suspendeu-se por algum tempo, continuando de- pois em 1866 e 1867 - Thomé Madeira escreveu em outros jornaes e deixou vários - Trabalhos litterarios do que não posso dar a devida noticia por não conhecel-os. Tlioiné Joaquim Gonzaga Novos-Filho de Feliciano Gomes Neves e dona Lourença Felippa Gonzaga e primo de Thomaz Antonio Gonzaga, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 20 de abril de 1738 e falleceu em Lisboa a 21 do dezembro de 1819. Bacharel em direito pela universidade de Coimbra, tendo exercido por alguns annos 0 cargo de auditor militar, á principio na Bahia e depois em Lisboa, foi nomeado desembargador honorário da relação do Porto, continuando, porém, naquelle exercício. Era cavalleiro professo da ordem de S. Bento de Aviz, poeta versado em varias linguas e amador do theatro italiano, e por isso encarregou-se de traduzir em verso muitas peças que foram representadas no theatro de S. Carlos na capital portugueza, das quaes sabe-se que são de sua penna : - La Lodoiska: drama (representado a 17 de dezembro de 1796), Lisboa, 189pags. in-8°. - II Turbo contra al Furbo; comedia (representada em 1800). Lisboa, 149 pags. in-8°. 300 TH - La Zairaz tragédia ( representada em 1802 ). Lisboa, 95 pags. in-8°. - La morte di Cleópatra: drama ( representado em ....) Lisboa, 95 pags. in-8°. - La Merope: drama (representado em 1804). Lisboa, 109 pags. in-8°. - La Pulcella di Rab: drama ( representado em 1804 ). Lisboa, 99 pags. - Ginevra di Scozia: drama heroico (representado em 1805 ). Lisboa, 143 pags. in-8°. - II Conte di Saldagna: drama serio (representado em 1807). Lisboa, 91 pags. in-8° -Escreveu também muitas poesias nogeneroly- rico e no bucolico, de sua predilecção, que não foram impressas, e para o portuguez - O pastor fiel: tragi-comedia pastoril do cavalleiro Guarini, traduzida do italiano. Lisboa, 1789, 293 pags. in-8° - Apezar de ser este livro publicado com todos os exames, censuras e licenças da lei, foi supprimida a impressão, recolhidos os exemplares na repartição censória, donde passaram, por occasião de ser esta extincta, em 1794, para a bibliotheca publica de Lisboa, só obtendo os herdeiros do auctor chamal-os a si depois de 1838 ! Fr. Tliomé da Mãe <le Deu-; Continlio Uo- tafog^o - Natural da cidade do Rio de Janeiro e nascido na pri- meira metade do século 18°, foi religioso carmelita e prégador. De seus sermões só conheço: - Sermão de acção de graças na igreja da Conceição do Hospicio pela conversão do general João Henrique Bohen. 1782 - O autographo pertence ao Instituto historico e geographico brazileiro. Tliomé Maria cLa Fonseca e Silva - Sei apenas que foi brazileiro e que depois de ter exercido emprego de fazenda, foi addido á legação brazileira em Paris, onde falleceu em 1852. Era socio do Instituto historico e geographico brazileiro e de outras associações de lettras ou philantropicas. « A colonisação foi seu sonho de amor, e o trafico da carne humana, seu constante pesadelo. » Escreveu: - Breve noticia sobre a colonia de suissos, fundada em Nova Fri- burgo - Na Revista do Instituto historico, tomo 12°, 1849, pags. 137 e Seguintes. ri 301 Tiborio Lopes d.e Almeida - Nascido na cidade da Cachoeira, na província, hoje estado da Bahia, ahi formou-se em medicina no anno de 1870 e escreveu: - Qual é o melhor tratamento da febre amarella ? These apresen- tada á faculdade de medicina da Bahia. Bahia, 1870, 31 pags. in-8°. - Do valor therapeutico de alguns etiocraticos no impaludismo agudo. Rio de Janeiro, 1887, 32 pags. in-4° - Foi reproduzido na União Medica deste anno, oags. 97 a 143. - Considerações sobre a lepra e sua influencia na pathologia das moléstias das vias respiratórias. Rio de Janeiro, 1888, 61 pags. in-8° - Foram também publicadas na mesma revista: - Da presença do ozone no estado de S. Paulo - No terceiro congresso brazileiro medico-cirurgico. - Faltas a reparar no tratamento da coqueluche - União Medica, 1889, pags. 337 e seguintes. - Considerações sobre as parotidites - Na mesma Revista, 1889, pags. 241 e seguintes. - Estudo medico dermatoide da aroeira: memória apresentada à Academia imperial de medicina - Nos Annaes da mesma academia, 1899, pags. 369 a 389. Tiburcio do Amarante - Antigo lente de historia do collegio de Petropolis, e tenente, se assigna elle no seguinte trabalho que colligiu e annotou: - Excerptos das memórias e viagens do coronel Bonifácio do Ama- rante, publicados com algumas notas do tenente, etc. Rio de Janeiro, 1852,in-4°. Tiinircio de Andrade Vallasques - Sobrinho do senador pela Bahia, Manoel dos Santos Martins Vailasques, nasceu na capital dessa província, onde dedicou-se ao funccionalismo publico, pa- recendo-me que frequentou a escola central. Escreveu, além de outros trabalhos: - A Revolução-, ensaio politieo. Bahia, 1871, 18 pags. in-8°. - A Actualidade-, ensaio político. Bahia, 1869, 8 pags. in-4°. Tibnrcio Antonio Craveiro - Nascido em Por- tugal, na ilha Terceira, a 4 de maio de 1800, por causa de seus senti- mentos políticos, em opposição ao governo constitucional de 1820 a 1823, foi obrigado a retirar-se para a Inglaterra, donde passou ao Rio de Janeiro, aqui entregou-se ao magistério e foi na instituição do Col- 302 VI legio Pedro II nomeado lente de rhetorica deste collegio. Por mo- léstia pediu uma licençx e foi a Portugal tratar-se ; mas já restabe- lecido, foi ahi victima de uma paixão amorosa por uma joven que não podia ser sua esposa, e então sentindo aggravada sua saude, resolveu uma viagem aos Açores, fallecendo em transito em julho de 1845. Foi socio da sociedade Litteraria do Rio de Janeiro e escreveu: - Ensaio acerca da tragédia: assumpto theatral. Rio de Janeiro... - Historia breve dos acontecimentos da provincia do Pará desde a gloriosa época de sua independoncia política em 1823 até setembro de 1831 por um paraense. Bahia, 1831. - Historia do Brasil desde a chegada da real família de Bragança, 1808, até a abdicação de D. PedroI em 1831 por Armitage. Traducção do inglez porum brazileiro. Rio de Janeiro, 1837, in-8°. - Historia criminal do governo inglez desde as primeiras ma- tanças da Irlanda até o envenenamento dos cnins, por Elias Régua..., Traducção do francez, annotada e augmentada com a historia de muitos factos modernos, tanto no Brazil, como nos domínios de Por- tugal, por um brazileiro. Rio de Janeiro, 1842, dons vols. in-8° - Merope : tragédia de M. de Voltaire vertida em verso por- tuguez. Londres, 1826, in-8°. - Compendio da historia portugueza. Rio de Janeiro, 1833, in-8°. - Lara', romance de Lord Byron vertido e offerecido á Sociedade Litteraria do Rio de Janeiro e por esta mandado imprimir. Rio de Ja- neiro, 1827, in-8° - Esta versão tem 625 versos hendecasyllabos. - Oração pronunciada a 12 de dezembro de 1841, dia da distri- buição dos prémios do collegio Pedro II, pelo professor de rhetorica do mesmo collegio. Rio de Janeiro, 1841, 16 pags. in-8°. - Discurso acerca da rhetorica, recitado na abertura do curso do collegio Pedro 11 no dia 15de fevereiro dc 1842. Rio de Janeiro, 1842, 26pags. in-8°. - Oração pronunciada um 12 de dezembro de 1844 no collegio d. PedroII. Vrei Tilburcio José dki Rocha - Faltam-me no- ticias de sua naturalidade e do mais que lhe diz respeito e só o con- templo neste livro por querer fazer menção do primeiro orgão da im- prensa brazileira, de que foi elle o fundador e redactor, isto é : - Gazeta do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro. Imprensa Régia, 1802 a 1822, in-4° e depois in-fol. peq.- Fui uma publicação, como disse o dr. Teixeira de Mello, «modelada pelo teor da rachitica e magríssima Gazeta de Lisboa, contendo actos, decisões e ordens do governo, e com- TI 303 memoração dos anniversarios natalícios da familia real e das festas na còrte, odes e panegyricos ás pessoas reaes e, por descargo de con- sciência dos redactores, a noticia dos principaes acontecimentos da guerra peninsular, que iam resoar aos ouvidos da corte ». Assim começou esta folha, publicada duas vezes por semana. A frei Tiburcio succe- deram na rodacção, o brigadeiro Manoel Ferreira de Araújo Guimarães de quem me occupci neste livro, e outros. A 14 de novembro do 1822 começou esta folha r cd' com as armas imperiaes, terminando sua publicação a 31 do dezembro deste anno, substituindo-a o Diário do Gooerno. Tiburcio fCodrigrues - Filho de Francellino Rodrigues d ? Souza Brasil, nasceu no termo do Ipú, no Ceará, a 11 de agosto de ^^alleceu na capital desse estado a27 de setembro de 1898. Com rtoiíunciâda vocáção para a imprensa, redigiu: - O Rouxinol. Baturitõ, 1888. - Ceará', orgão do partido republicano democrata. Fortaleza, 1895. - O Norte: diário da tarde. Fortaleza, 1891 a 1893. - O Rebate: jornal hebdomadario. Fortaleza, 1898 - Escreveu: - O intrujão: historia de um cavalleiro de industria. Fortaleza, 1898, 45 pags. in-8°gr. Tiburcio Valeriano Vecc^uoiro do Amaral - Filho de Henrique do Amaral e Silva, e nascido no Rio de Janeiro a 14 de abril de 1864, é doutor em medicina pela faculdade desta capital e lentecathedraticoda mesma faculdade. Escreveu: - Do mercúrio e suas composições: these apresentada á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro a 25 de agosto de 1887 ( para obter o grão dedoutoi*). Rio de Janeiro, 1887, in-4" - O dr. Campos da Paz tcce a este trabalho ornais lisonjeiro elogio no Anno Medico Brasileiro, tomo 2o, pags. 6 e segs. - Estudos chi micos dos chloruretos metallicos: these de concurso ao logar de lente substituto da primeira secção da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1896, in-4°. - Noções elementares da chimica organica. Rio do Janeiro, 1900, 370 pags. in-8° - Esta obra foi premiada na conformidade do Codigo do ensino superior. Tiburtino Moveim Prates-Nascido em Monte- Alto, na antiga província, hoje estado da Bahia, pelo anno de 1820, fez 304 TI o curso medico e foi graduado doutor em medicina pela faculdade da mesma província e escreveu : - Identidade da especie humana : these desenvolvida e susten- tada perante a Faculdade de medicina da Bahia, etc., para obter o grão de doutor em medicina. Bahia, 1846, 8-40 pags. in-4° gr. -Redigiu: - O Crepúsculo,-, periódico instructivo e moral da sociedade Instituto litterario. Bahia, 1845-1857, in-fol., de duas columnas - Publicava-se duas vezes por mez, sendo um dos trabalhos do redactor - O suicídio: No volume 1°, n. 10 e volume 2n, n. 13. O doutor Manoel L. Aranha Dantas escreveu na mesma Revista no volume Io, n. 11, pags. 172 e seguintes, um artigo com o mesmo titulo, o isso levou o autor a escrever um segundo trabalho - Inconvenientes, á que se sujeitam as mães, que não amamentam seus filhos - Na mesma Revista, volume 3o, pags. 37 e seguintes. Timotheo Pereii-a - Filho de Militão Pereira e dona Dolores Fernandes, nasceu em Redondela, na Galliza, a 26 de março de 1861, mas, nataralisado cidadão brazileiro, se dedicou ao commercio que abandonou para exercer o magistério particular, sendo, finalmente, nomeado em 1895 professor de mathematica elementar do Gymnasio nacional depois do respectivo concurso. Leccionou a mesma matéria na Escola normal e ainda a lecciona na Escola naval. Escreveu: - Series: these de concurso para a cadeira de mathematica do collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1885, 84 pags. in-8°. - Cursos de geometria de accordo com o programma de admissão á Escola polytechnica. Rio de Janeiro, 1890, 402 pags. in-8*. Tem se- gunda edição. - Curso de trigonometria rectilinea e espherica. Rio de Janeiro, 1895, 366 pags. in-8° - Este livro, que também tem segunda edição,foi adoptado no Gymnasio nacional, no Collegio militar e na Escola naval. Tito A.driã,o Relbello - Filho de Domingos José Antonio Rebello e irmão do desembargador Henrique Jorge Rebello, dos quaes já tratei neste livro, nasceu na cidade da Bahia no anno de 1817, e ahi falleceu a 22 de agosto de 1867, doutor em medicina pela faculdade da dita cidade, inspector de saude do porto, director do hospital de Mont- Serrate, cirurgião-mór do commando superior da guarda nacional e cavalleiro da ordem de Christo. Escreveu : - Dissertação sobre a prenhez uterina simples e signaes que a ca- racterisam: these apresentada á faculdade de medicina da Bahia, etc. Bahia, 1839, 25 pags. iu-4°. TI 305 -Descripçào succinta, ou breve historia da febre amarella que tem reinado epidemicamente na Bahia desde seu apparecimento em 1849, e relação dos doentes tratados no hospital de Mont-Serrat desde 1853 até o anno corrente de 1859. Bahia, 1859, 95 pags. in-4°. Tito Antonio da Franca Amaral - Filho do ca- pitão Bernardino Antonio do Amaral e dona Anna Josepha do Amaral, nasceu na cidade da Estancia, estado de Sergipe, a 4 de janeiro de 1854 e falleceu nesta capital a 15 de abril de 1896. Com praça no exercito a 26 de outubro de 1871, foi major do corpo de engenheiros, bacharel em mathematicas e sciencias physicas e membro da primeira secção da directoria de obras militares. Caracter leal e reconhecido, elle, que devia parte de sua educação ao Conde d'Eu, quando foi proclamada a Republica, declarou a seu chefe na repartição de obras militares que era monarchista e continuava a sel-o, e quando nos últimos momentos de vida, pediu a seu sogro que escrevesse ao mesmo Conde, partici- pando seu passamento e affirmando-lhe que nunca esquecera os bene- fícios que delle recebeu. Depois fez uma fervorosa e imponente invo- cação á Virgem e despediu-se dos amigos. « Deixa trabalhos litterarios de merecimento, principalmente pela belleza moral e brilhante imagi- nação que os adorna. » Foi poeta, e escreveu : - O ciume: pequena narrativa. Rio de Janeiro, 1879, 63 pags. in-8° - Este trabalho foi publicado antes na Revista da Phenix litteraria. - A aurora da rodempção : romance publicado em folhetim no Riario da Porahyba, da capital da ex-provincia do mesmo nome. 1884. - O monge escravo e a natureza: romance. No Diário da Para- hyba, 1885. - Os nautas da redempção : poema. No Diário da Parahyba, 1887. - Proculo, o Itabaiana, ou a bolsa do resgate: romance. No Diário da Parahyba^ 1884 - Todos estes trabalhos, à excepção do pri- meiro, eram assignados com o pseudonymo de Piapitinga. Deixou inéditos: - A cabana legendária: romance. - Meus cantos-, versos. - O celeste no terrestre : prosa e verso. Escripto em Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 1887 - Ha deste autor vários trabalhos, em revistas litterarias, como a Revista semanal da sociedade Phenix litteraria de que foi collaborador. □?ito Barreto Oalvilo - Filho do conselheiro doutor Ignneio da Cunha Galvão, neste livro mencionado, e nascido a 27 de 306 ui julho de 1858, na cidade do Rio de Janeiro, aqui fez o curso e recebeu o gráo de engenheiro civil, e apresentou-se em concurso para lente da cadeira de economia politica e direito administrativo na escola poly- technica, escrevendo: - Fundamento, origem e objecto da estatística (dissertação ) : I. Proteccionismo e livre permuta. II. Leis estatísticas. III. Classificação das vias de transporte ( proposições) : these para o concurso á cadeira de economia politica, estatística e direito administrativo da Escola PoIytechnica.Rio de Janeiro, 1880, in-4°. - Saneamento eembellezamento da Capital Federal. Rio de Janeiro, 1892, in-8°-E'um memorial dirigido aos membros do Congresso e aos representantes dos poderes públicos, solicitando para a empreza da rua Sete de Setembro que deveria transformar-se em avenida, fa- vores analogos aos que são concedidos âs emprezas congeneres. - A electricidade na exposição universal columbiana de Chicago : breve noticia organisada pelo engenheiro membro da commissão bra- zileira, etc.- Na Revista Industrial de Minas Geraes, anno 3o, n. 15, de 1896, pags. 129 a 140 e em outros numeros seguintes. Tito Franco <le Almeida - Filho do advogado Joaquim Ignacio de Almeida e dona Maria Romana de Almeida, nasceu na capital do Parà a 4 de janeiro de 1829, e ahi falleceu a 17 de fevereiro de 1899. Feita sua primeira educação na Europa, fez o curso de direito na faculdade de Olinda, onde recebeu o gráo de bacharel. Foi lente de philosophia do lyceu de Belém, deputado provincial e geral em varias legislaturas, dírector do Diário do Rio de Janeiro e da secretaria dos negocios da justiça, distincto advogado e jornalista, socio da Academia real das sciencias de Lisboa, da Sociedade de geo- graphiade Paris, do Instituto archeologico e historico de Pernambuco, do Instituto dos advogados brazileiros, do Club amazonico, etc. Escreveu: - A questão das carnes verdes ou apontamentos sobre a criação do gado na ilha de Marajó. Pará, 1856. - Orçamento do Império: discurso proferido na Gamara dos srs. deputados na sessão de 20 de julho de 1858. Rio de Janeiro, 1858, 20 pags. in-4° gr. - Apreciação das questões entre o bacharel Manoel Moreira Guerra, juiz municipal e de orphãos da villa do Rrejo, e o tabellião Leonardo José de Lima. S. Luiz, 1855. - Relatorio apresentado á Camara dos deputados pelo Io secre- tario, etc. Rio de Janeiro, 1855, in-8°. TI 307 - Empréstimo brazileiro contrahido em Londres a 14 de setembro de 1865: discurso proferido, etc. na sessão de 5 de Julho de 1866. Rio de Janeiro, 1866, 14 pags. in-4° gr. - O conselheiro Francisco José Furtado. Biographia e estudo da historia politica contemporânea. Rio de Janeiro, 1867, 483 pags. in-8° com o retrato do biographado. O Instituto historico possue um exemplar deste livro, todo annotado por D. Pedro II que o entregara ao visconde de Sapucahy para que fizesse rectificar as inexactidoes ahi contidas, de conformidade com suas notas. Incumbido disto o Con- selheiro A. J. Ribas, que não acceitou o encargo, foi afinal satisfeito pelo dr. Luiz José de Carvalho Mello e Mattos ( veja-se este nome ) que o acceitou, escrevendo as «Paginas da historia constitucional do Brasil». - O Brasil e a Inglaterra ou o trafego dos africanos. Rio de Janeiro, 1868, 489 pags. in-8° - precedido de uma cirta do conselheiro José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha. - Separação da igreja do Estado: memória apresentada ao In- stituto da ordem dos advogados brazileiros, etc. Rio de Janeiro, 1873, 56 pags. in-4°. - A Igreja no Estado politico-religioso. Rio de Janeiro, 1874, 617 pags. in-8°. - Estudos e commentarios sobre a reforma eleitoral, precedidos de uma carta do conselheiro de estado J. T. Nabuco de Araújo e de uma introducção do conselheiro F. Octaviano de Almeida Rosa. 2a edição. Rio de Janeiro, 1876 (tres partes em um volume), 362 pags. in-8° - A primeira edição é de 1875, XXIV-45 pags. in-4° - Houve depois outra edição em dous volumes com documentos políticos. - Analyse e commentarios criticos da proposta do Governo Im- perial ás Gamaras legislativas sobre o elemento servil por um magis- trado. Rio de Janeiro, 1871, in-8°. - A grande politica: balanço do Império no reinado actual. Liberaese conservadores. Estudo político-financeiro. Rio de Janeiro, 1877, 186 pags. in-4° com 17 retratos. - A reforma da Constituição: Estudos da historia patria e direito constitucional. Rio de Janeiro, 1880, VII-203 pags. in-4°. - Phase actual do conflicto religioso no Pará com todos os documentos necessários: collecção de artigos que escreveu no Pará. Rio de Janeiro, 1880, 421 pags. in-4°. - Manifesto do Club Amxsonia fundado em 24 de abril de 1884. Pará, 1884, 20 pags. in-8° - O manifesto desse Club, de que o autor foi fundador e presidente cora o fim de apressar e dirigir a abolição do 308 TI elemento escravo no valle do Amasonas, vae até a pag. 9; segue sua conferencia abolicionista realizada a 11 de maio no theatro da Paz, até a pag. 16, em duas columnas; finalmente os estatutos do Club. - Vinhos artifrciaes. Pará, 1892, in-4" - Refere-se ás medidas tomadas pela Inspectoria de hygiene sobre taes vinhos. - Monarchia e monarchistas. Pará. Brazil, 1894, 464 pags. in-8° - E' um historico cuja edição foi logo esgotada, tirando-se segunda de mil exemplares. Redigiu: - O Jornal do Amasonas - Este jornal foi fundado em 1875 e até 1878 foi propriedade do bacharel Ernesto Rodrigues Vieira e do capitão Domingos Alves Pereira de Queiroz. Ti to l^iilg-eneio Alves Pereira - Filho de Manoel Fulgencio Alves Pereira e nascido na cidade de Miuas-Novas, em Minas Geraes a 17 de setembro de 1862, fez o curso e bacharelou-se em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, seguindo depois a carreira da magistratura. Escreveu: - Projecto do Codigo do processo criminal para o Estalo de Minas- Geraes. Ouro-Preto, 1899, iu-8°. Tito Livio dlc Castro - Nascido na cidade do Rio de Janeiro a 21 de janeiro de 1864, falleceu a 15 de maio de 1890 som ter a ventura de saber a quem devia a existência. Num dos últimos dias daquelle mez, tendo quinze dias pouco inais ou menos de nascido, foi encontrado em abandono á porta do honrado negociante portuguez Manoel da Costa Paes, que com carinhoso desvelo o acolheu e, por não ter familia, confiou sua educação infantil á uma respeitável senhora de sua amizade, do quem deu-lhe o sobre nome como prova de gratidão para com aquella que na quadra orphã dos beijos maternos, lhe substi- tuirá a mãe. Bacharel em lettras pelo antigo collegio Pedro II, e doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, foi logo nomeado vice-director do asylo nacional de alienados, onde poucos mezes depois veiu feril-o a fouce implacável da morte. Intelligencia brilhante, erudição profunda, caracter nobre, modéstia delicada, foi um joven distincto entre os mais distinctos e escreveu: - Das allucinações e illusões (dissertação seguida de tres pi opo- sições sobre cada uma das cadeir as da faculdade ): these apresentada á Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, etc., para obter o grão de doutorem medicina. Rio de Janeiro, 1889, 190 p.tgs. in-4J gr.- Nessa dissertação demonstra o autor vastos conhecimentos sobre o assumpto TI 309 e foi isso o que deu-lhe a nomeação de vice-direetor do asylo de alienados. - A mulher e a sociogenia. 1887. Rio de Janeiro, 1891, in-8° - E' uma publicação posthuma de um dos vários trabalhos inéditos, que o autor deixara e que, segundo estou informado, si forem dados á luz, virão enriquecer as lettras patrias. Quando estudante publicou em vários periódicos estudos críticos que revelam, além de erudição vasta, o analysta profundamente conhecedor dos modernos processos de critica scientifica. Collaborou em folhas de Porto-Alegre e também de S. Paulo, sendo um de seus trabalhos o que tem por titulo: - O romance como psychologia: serie de artigos na Provinda de S. Paulo de 12, 20 e 29 de junho e 4 de julho de 1888. Tito Passos <le Almeida Rosa - Filho de Tito Passos de Almeida Rosa e nascido em Pernambuco, é formado em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do estado de seu nasci- mento e lente cathedratico da mesma faculdade, obtendo approvação com distincção em todos os exames do curso e por ultimo o prémio do Governo para ir á Europa. Escreveu : - These apresentada à faculdade de direito do Recife para o con- curso ao logar de lente da mesma faculdade, etc. Recife, 189*, in-4°- Não pude ver esta these. - Memória histórica dos acontecimentos mais notáveis do anno de 1896, etc. - Na Revista académica de Direito do Recife, anno 7o pags. 43 a 68. Me consta que ha deste autor outros trabalhos. Tito da Silva Faranhos - Filho de Ernesto da Silva Paranhos e nascido em Santa Catharina a 10 de novembro de 1867, é engenheiro civil pela escola polytechnica e residente no actual estado do Rio Grande do Sul, onde exerceu por espaço de quatro annos o cargo de engenheiro fiscal. Escreveu : - Das causas que concorrem para a paralysação das vias 1'erreas no Brasil, concedidas pelo governo da União» Porto Alegre, 1895, in-8°- Considerando a necessidade de corrigir os abusos, cortar in- numeras difflculdades, preencher lacunas existentes para que o ser- viço da viação ferrea seja completo e perfeito e sejam reduzidos os en- cargos públicos a par de um augmento proporcional das extensões ki- lometricas das vias ferreas, diz o autor que a applicação dos di- nheiros públicos até hoje fez diílicultar o desenvolvimento progres- sivo dessas vias e fracassar emprezas utilíssimas, e depois passa a tratar da garantia de juros e de outros assumptos. 310 TO Tolbias Barreto <le Menezes - Filho de Pedro Bar- reto de Menezes e dona Emerenciana Barreto de Menezes, nasceu na villa de Campos, de Sergipe, a 7 de junho de 1839 e falleceu na ca- pital de Pernambuco a 26 de junho de 1889. Talento robusto, privilegiado, sêde ardente de instrucção, mas desprotegido da for- tuna, foi para a Bahia, onde chegou a entrar no seminário archiepis- copal, e dahi dirigiu-se para Pernambuco, onde, ao mesmo tempo que leccionava latim e philosophia, fez o curso de preparatórios e depois o de direito com applicação tal que obteve não só o grão de ba- charel, como annos depois o de doutor com a nomeação de lente de uma cadeira da respectiva academia. Poeta e cultor da musica, voz maviosa, cantava acompanhando em seu violão, instrumento que tocava maravilhosamente, bellas poesias que improvisava, saturadas de espirito nacional, e que eram applaudidas pelos seus admiradores. Polemista impetuoso, grande mestre de direito e profundo philosopho, foi em seu tempo um dos brazileiros mais conhecidos na Europa, prin- cipalmente na Allemanha, pelo ardor com que se dedicava ao estudo da litteratura deste paiz, a ponto de ter aprendido comsigo mesmo a lingua allemã para poder ler no proprio original as obras dos autores allemães. Muitos dos seus discípulos seguiram a sua orientação philo- sophica no estudo das sciencias jurídicas e elles proclamavam-no o creador e chefe da escola scientiíica, que os seus antagonistas deno- minavão teuto-sergipana. Escreveu: - Ensaios e estudos de philosophia e critica. Recife, 1875, in-8° - Este livro teve segunda edição ampliada e refundida em 1189 no Recife. - Deutscher Kãnpfer Zeitungsblatt. Recife, 1875, in-8°. - Brazilien wie escit in Literaroscher Hinsicht betrachtet, ein Skizze. Escada, Pernambuco, 1878, in-8°. - Ein offener Brieff an die Deutsche Presse. Escada, 1878, in-8°. - Um discurso em mangas de camisa: palavras dirigidas aos ci- dadãos presentes na segunda sessão do Club popular da Escada, em o dia 7 de outubro de 1877. Escada, 1879, 45 pags. in-4°. - Dias e noites : poesias. Rio de Janeiro, 1881, in-8° - Tem se- gunda edição publicada em 1893 por Sylvio Romero, muito mais des- envolvida que a primeira. - Algumas idéas sobre o fundamento do direito de punir. Escada, Pernambuco, 1881. - Estudos allemães : philosophia, direito, litteratura e critica. Escada, 1880-1881, in-4° - Reimpressos no Recife em 1882. Ha uma edição posthuma de 1892 pelo dr. Sylvio Roméro, com 710 pags. in-8°. TO 311 - Theses e dissertação para o concurso ao logar de lente da fa- culdade de direito do Recife. Recife, 1882. Dissertação: Qual a ex- tensão da idéa do mandato de que trata o art. 4° do Codigo Criminal ?- Este trabalho vem na obra abaixo mencionada « Estudos de Direito », pags. 339 a 365. - Menores e loucos em direito criminal: estudos sobre o art. 10 do Codigo criminal brasileiro. Rio de Janeiro, 1884, in-8° - Houve se- gunda edição ampliada e refundida sobre a primeira. Recife, 1886. E' o estudo mais consciencioso do art. 10 e seus paragraphos do Codigo • criminal. - Questões vigentes. Recife, 1888, in-8°. - Commentario theorico e critico do Codigo criminal brasileiro. Recife, 1888, in-8° - Foi feita a publicação em fascículos de 32 pags., ficando em meio este trabalho. Ha ainda vários escriptos seus em pe- riódicos e revistas, como a Comarca da Escada, A Crença, A Província, O Americano e a Igualdade. Finalmente, o dr. Sylvio Roméro, conter- râneo e amigo do dr. Tobias Barreto, encarregou-se de dar á publici- dade uma nova edição de seus trabalhos, que são os seguintes, além dos que já indicámos : - Estudos de direito : publicação posthuma, etc. Rio de Janeiro, 1898, 560 pags. in-8n. Edição muito melhorada. A primeira edição é de 1892. - Vários escriptos: publicação posthuma por Sylvio Roméro. Rio de Janeiro, 1900, LIII-365 pags. in-8" - Este volume contém, além de um vehemente prefacio do illustre dr. Sylvio Roméro, intitu- lado Explicações indispensáveis, diversos escriptos publicados pelo autor durante os annos de 1866 a 1888. Citamos entre outros os seguintes : A religião perante a psychologia, Moysés e Laplace, Os homens e os princípios, Política brasileira, Direito publico brasileiro, Reforma da constituição. Reforma eleitoral, Ha entre nós uma eloquência parla- mentar?, O parlamento de 1879, Algamas palavras sobre a theo- ria da moral, Nota sobre a litteratura da America do Norte, O atrazo da philosophia entre nós, etc. - Discursos: publicação posthuma por, etc. Rio de Janeiro, 1900, 180 pags. in-8° - Contém este volume doze discursos, entre os quaes se acham : As orações sobre a educação da mulher - Idéa do direito - Lição de abertura do curso de economia política na facul- dade do Recife - A Carlos Gomes. - Polemicas: discussões travadas entre o autor e diversos escri- ptores. Publicação posthuma por, etc. Rio de Janeiro, 1901, XXXIV- 397 pags, in-8°. E' a ultima de suas publicações posthumas feitas pelo to 312 dr. Sylvio Roméro. Contém este volume os seguintes artigos: I - Theologia e Theo dicéa não são scioncias. II - Chronica dos disparates. III -Uma anti-crítica, ou melhor, uma anti-descompostura. IV - Alguma cousa também a proposito de Meyerbeer. V - Ainda alguma cousa também sobre Meyerbeer. VI. Os theologos da Civilização. VII - Self governement. Appendice : Guizot e a escola espiritualista do século XIX.- Capitulação de Montevideo.- Ao Sete de Setembro. Precede ao volume um bem elaborado estudo do dr. Sylvio Roméro. Tolbias Rebello Leite- Filho do capitão Tobias Rebello Leite e dona Anna Leite, nasceu na antiga província de Sergipe a 6 de abril de 1827 e falleceu na cidade do Rio de Janeiro a 3 de agostode 1896, doutorem medicina pela faculdade desta cidade, tendo feito parte do curso medico na Bahia, director do Instituto dos surdos-mudos e official da ordem da Rosa. Antes de sua formatura foi interno do hospi- tal militar da côrte e do hospital da Misericórdia, sendo quem ahi ob- servou o primeiro caso de febre amarella no Rio de Janeiro, na enferma- ria dos estrangeiros, a cargo do dr. Lallemant, que, tendo verificado o facto, reuniu todos os facultativos deste hospital para se tomarem as me- didas necessárias.Foi medico do corpo de policia e da casa de correcção, e duas vezes commissionado pelo Governo para soccorrer, primeira- mente os aífectados da epidemia de febre amarella, depois os da de cholera-morbus na província de seu nascimento. Nomeado, por occasião da reforma da secretaria do Império, de 1859, chefe da nova secção de saude publica, dahi passou a dirigir o Instituto dos surdos-mudos, esta- belecimento, póde-se dizer, por elle fundado e por elle elevado ao ponto de fazer honra ao Brazil e não haver em paiz algum do mundo estabele- cimento, dessa ordem, superior, com o auxilio, porém, do Imperador, como elle disse na solemne inauguração de seu retrato ao represen- tante do presidente da republica: « Este Instituto foi fundado pelo Sr. D. PedroII com os escassos recursos de seu bolsinho, amparando-o sempre contra a ignorância de muitos, protegendo-o sempre contra a má von- tade de alguns, animando-o com suas frequentes visitas eainda do exilio lhe dizendo - não se esqueça do nosso Instituto. » Religioso cumpridor do dever, probidade exemplar, foi deputado ã decima legislatura geral e, finda a sessão, abandonou com aversão a política. Escreveu: - Breves considerações acerca da policia sanitaria: these apresen- tada á faculdade de medicina do Rio de Janeiro em 17 de dezembro de 1849, etc. Rio de Janeiro, 1849, III-39 pags. in- 4o gr. - Noticia do Instituto dos surdos-mudos do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1871, 89 pags. in-8° - E' uma publicação destinada a tornar TO 313 conhecido este estabelecimento, e delia se fez segunda edição em 1877 e terceira em 1887. - Noticia do Instituto dos surdos-mudos do Rio de Janeiro, enviada para a exposição de Philadelphia com os artefactos de seus alumnos. Rio de Janeiro, 1876, in-8°. - Noções de linguagem portugueza, escriptas para os surdos- mudos segundo o methodo do professor J. J. Valade Gabei. Rio de Janeiro, 1871,241 pags. in-8°. - Regimento interno do Instituto dos surdos-mudos. Rio de Janeiro, 1877, in-8°. - Compendio para o ensino dos surdos-mudos. Rio de Janeiro, 1881, XII-400 pags. in-8° - E' terceira edição. - Ensaio de prehistoria da litteratura classica allemã - Na Revista dos ensinos livres. Lisboa, tomo Io n. 12 e tomo 2o ns. Io, 2o e 3°. Ha do dr. Tobias diversos - Relatórios do Instituto dos surdos-mudos - publicados, quer em separado, quer annexos aos do governo. - Contos moraes para surdos-mudos, por J. J. Valade Gabei, director honorário do Instituto de Bordeaux: traducção. Rio de Janeiro, 1869. - Lições de metrologia aos alumnos do Instituto dos surdos- mudos. Rio de Janeiro, 1875, in-8°. - Salva-guarda do surdo-mudo brasileiro. Imitação do allemão. Rio de Janeiro, 1876, in-8°. Tolbias do Rego Monteiro - Filho de Jesuino Ro- dolpho do Rego Monteiro e dona Maria Ignacia do Rego Monteiro, nasceu a 29 de julho de 1866 na cidade do Natal, capital do Rio Grande do Norte. Preparado nos estudos preliminares, feitos na sua pro- víncia, matriculou-se na faculdade de medicina do Rio de Janeiro, cujo curso interrompeu no quarto anno. Após a proclamação da re- publica foi empregado no Diário Official e posteriormente auxiliar do gabinete do ministro da fazenda. Na viagem realizada pelo Dr. Cam- pos Salles em 1898 pelos diversos paizes da Europa, já então eleito presidente da Republica, Tobias Monteiro acompanhou-o no caracter de redactor do Jornal do Commercio, e no desempenho desta incum- bência publicou nas columnas do mesmo jornal uma serie de cartas, que foram editadas depois sob a epigraphe: - O Sr. Campos Salles na Europa. Notas de um jornalista. Rio de Janeiro, 1903. Cartas escriptas da Europa em 1898 para o Jornal do Commercio com um capitulo, notas, topicos e um appendice inéditos. 314 TO - Cartas sem titulo: artigos políticos datados do Rio de Janeiro e publicados no Correio Paulistano de S. Paulo sob o pseudonymo de ■José Estevão. 1900-1901 - Sua vocação pela imprensa manifestou-se muito cedo, fundando e redigindo na idade juvenil no Rio Grande do Norte: - A Ideia .-jornal litterario quinzenal. Natal, 1879-1880. - A Luz: jornal litterario quinzenal. Natal, 1882-1883 - No Rio de Janeiro collaborou no Diário de Noticias, em sua ultima phase, e tem sido um dos redactores do: - Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 1893. - Jornal do Commercio. Rio de Janeiro, 1894-1901. Tolentino Augusto Maclmdo - Nascido pelo pri- meiro quartel do século 19° na então provincia do Maranhão, ahi fal- leceu a 26 de novembro de 1885, e medico-cirurgião formado pela es- cola medico-cirurgica de Lisboa, foi socio correspondente da sociedade de sciencias medicas desta cidade. Exerceu a clinica na cidade de Vianna, de sua provincia, e passando á capital foi nomeado capitão ci- rurgião-môr do commando superior da guarda nacional, em cujo caracter veio ao Rio de Janeiro, acompanhando uma força para a guerra contra o Paraguay e foi agraciado com a medalha de cavalleiro da ordem da Rosa. Mais tarde passou para a provincia do Ceará. Escreveu: - Monographia das principaes affecções pantanosas precedida da descripção dos climas em geral e em particular dos climas quentes. Maranhão, 1855, 3-85 pags. in-4°. - Memória sobre a febre amarella que reinou em Vianna. S. Luiz, 185*. - Memória sobre as febres paludosas de S. Luiz. S. Luiz..»- Nunca vi estas duas obras. Torlog-o O'Oonor Pires de Camargo Daunt -- Filho do doutor Ricardo Gumbleton Daunt, neste volume mencio- nado e irmão de Briano O'Conor de Camargo Dauntre, mencionado no appendice do primeiro, nasceu em Campinas, no actual estado de S. Paulo. Escreveu: - Catalogo dos productos agricolas e industriaes, exhibidos na primeira exposição de Campinas, provincia de S. Paulo, organisado por, etc. e inaugurada a 25 de dezembro de 1885. Campinas, 1885, 136 pags. in-8°. TO 315 Torquato Decio - Não conheço este autor, nem sei si este é seu verdadeiro nome ou pseudonymo. Só sei que é brazileiro e escreveu: - Encyclopedia indispensável âs artes, sciencias, industria, agri- cultura e economia domestica. Formulas, processos e receitas de uti- lidade geral. Rio de Janeiro, 188* - Nunca vi este livro, de que, en- tretanto, tenho lisonjeira noticia. Torquato da Rosa Moreira - Filho de José Ricardo da Rosa Moreira e dona Victoria da Luz Moreira, nasceu na Bahia a 27 de fevereiro de 186. e doutor em medicina pela faculdade desse estado, estabeleceu-se no Espirito Santo, ahi tem sido eleito deputado, quer estadoal, quer federal e tem exercido a clinica, dando-se também ao jornalismo. Escreveu: - Segredo profissional: dissertação seguida de tres proposições sobre cada uma das cadeiras da faculdade de medicina: these apresen- tada, etc. para obter o grão de doutor em medicina. Bahia, 1886, 53 pags. in-4°. - Discurso pronunciado na Gamara dos deputados na sessão de 6 de setembro de 1895. Rio de Janeiro, 1896 - Trata o autor da viação e obras publicas e, com especialidade, das vias ferreas e da emigração, sendo este trabalho publicado por seus amigos - E' redactor chefe do - Commercio do Espirito Santo: jornal filiado ã Concentração re- publicana. Victoria, 1899-1901. Torquato Xavier Monteiro Tapajoz - Filho do coronel Francisco Antonio Monteiro Tapajoz e dona Benedicta Rosa Monteiro Tapajoz, nasceu na cidade de Manáos, capital do Amazonas, a 3 de dezembro de 1853 e falleceu na do Rio de Janeiro a 12 de no- vembro de 1897, engenheiro geographo e bacharel em mathematicas pela escola central, membro da directoria da companhia de construc- ções civis, socio do Instituto civil de engenheiros de Londres, do Instituto polytechnico brazileiro, do Club de engenharia, do Instituto historico e geographico brazileiro, da Sociedade de geographia do Rio de Janeiro e honorário da Academia nacional de medicina. Ainda estudante, foi auxiliar technico da repartição de obras publicas, e depois de formado serviu vários cargos como o de director da com- panhia de trabalhos. Dedicou-se com particularidade á engenharia sanitaria e tinha tendencia e aptidão manifesta para os assumptos de hygiene. E' assim que publicou de 1890 a 1891 varias memórias sobre projecto de esgotos nas cidades de Nitheroy, de Belém do Pará 316 TO e de S. Paulo e fez na Sociedade de geographia uma conferencia sobre a salubridade do estado do Amazonas ; ainda em 1890 enviou á Academia nacional de medicina algumas memórias sobre hygiene ; em 1891 apresentou-se espontaneamente ás sessões desta associação, offe recendo-lhe valioso concurso na discussão então travada sobre o valor desinfectante e microbicida da electrolyse da agua do mar, pelo processo Hermiti, applicada á rêde de esgotos da cidade do Rio de Ja- neiro, sendo geral a admiração, o pasmo com que foi ouvido sobro assumptos do dominio da medicina. Pela segunda vez veio elle á Academia, onde com os membros delia enfrentou a magna questão sobre o saneamento da cidade do Rio de Janeiro, ahi deixando um volumoso manuscripto que devia dar tres volumes de valioso cabedal scientiflco. Cultivou a litteratura no tempo de estudante e escreveu: - Nevoeiros', poesias. Manáos, 1872. - Nuvens medrosas: poesias. Rio de Janeiro, 1874, in-8°. - Regeneração', drama. Rio de Janeiro, 1876, in-8°. - 0 rio Purús: monographia. Rio de Janeiro, 1886, in-8'. - Província do Amazonas. Navegação directa. Rio de Janeiro, 1886, 120 pags. in-8°. - Provinda do Amazonas. Ligeiras considerações sobre a aL fandega de Manáos. Rio de Janeiro, 1886, in-8° - O autor não só chama a attenção do Governo para a classificação desta alfandega em 3a classe, como insta pela construcção de um edifício apropriado para esta repartição aduaneira. - Provinda do Amazonas. Cartas políticas. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - O valle do Amazonas e apontamentos para o Diccionario geo- graphico brazileiro do dr. Moreira Pinto. Rio de Janeiro, 1888, in-8°. - O Amazonas, seu passado, presente e futuro: conferencia rea- lizada na Sociedade de geographia do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1889, in-8°. - Climatologia do valle do Amazonas. Rio de Janeiro, 1890, in-8° - Este trabalho contém muitas e importantes noticias para os emi- grantes . - Memória, justificativa do projecto do estrada de ferro do Amazonas a Venezuela. Rio de Janeiro, 1891, in-8°. - Memória justificativa do projecto de esgoto de matérias fecaes, aguas servidas e pluviaes da cidade de Nitheroy, capital do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1890, in-8°. - Memórias apresentadas á Sociedade de medicina e cirurgia sobre hygiene publica. Rio de Janeiro, 1890, in-8°. TO 317 - As correntes do Amazonas e o phenomeno das porórócas. Rio de Janeiro, 1886, in-8°. - O Amazonas e a França: questão de limites. Rio de Janeiro, 1893, in-8\ - Viagem ao Amazonas, Macapá, Tabatinga e S. Joaquim. Rio de Janeiro, 1893, in-8°. - O saneamento da cidade de S. Paulo. Rio de Janeiro, 1894, in-8°. - Memória sobre a electrolyse da agua do mar e sua applicação ás grandes redes de esgoto, etc. Rio de Janeiro, 1894, in-8° - Este trabalho, apresentado ao Instituto polytechnico, deu ao autor a medalha Hawkshaw. - Salubridade do valle do Amazonas: conferencia realizada na Sociedade de geographia do Rio de Janeiro em presença do illustre geographo francez Elisée Reclus. Rio de Janeiro, 1897, in-8°. - Estudos sobre o Amazonas. Limites do estado. Rio de Janeiro, 1895, in-8° - com quatro cartas geographicas. - Estudos de hygiene. A cidade do Rio de Janeiro. Primeira parte: Terras, aguas e ares: ideias finaes. Primeiro volume. Rio de Janeiro, 1895, XV-290 pags. in-4°. - Estudos sobre o Amazonas. Limites dos estados do Amazonas e de Matto-Grosso. S. Paulo, 1896 - Este trabalho foi impresso antes no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. - Saneamento. Analyse do projecto do Sr. Revy. Rio de Janeiro, 1896, - Discurso pronunciado perante a Academia nacional de medicina ao tomar posse do logar de membro honorário da mesma academia. Rio de Janeiro, 1897. - Chromos: poesias. Ceará, 1897, in-8° - Este livro foi editado depois da morte do autor pela associação Padaria espiritual do Ceará. - Immigração q povoamento do Amazonas. O dr. Tapajoz deixou inéditos: - Formalinas: poesias. - Poesias diversas. - Lendas do Amazonas. - O valle do Amazonas: historia e geographia. - Estudos de hygiene. A cidade do Rio de Janeiro, etc. 2o e 3° vols. - Memória justificativa do projecto de esgoto de matérias fecaes, aguas servidas e pluviaes da cidade de Belém do Pará. - Memória justificativa do projecto de esgoto de matérias fecaes, etd. da cidade de S. Paulo. 318 TR Tra.jano Américo de Caídas JBrandíxo - Filho de Trajano Américo de Caídas Brandão e nascido na província, hoje estado da Parahyba, pelo anno de 1860, é bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recifee escreveu: - Legislação sobre minas.Competência estadoal. Recife, 1890, in-8°. Tra.jano Augusto Pires- Natural da Bahia, cultivou a poesia. Faltam-me indicações relativas á sua pessoa. Escreveu : - Prantos e risos: poesias sentimentaes e satyricas. Rio de Ja- neiro, 1866, in-8°. TrajanoGalvão de Carvalho- Filho de Francisco Joaquim de Carvalho e dona Lourença Virgínia Galvão, nasceu no Mea- rim, villa da província do Maranhão, a 19 de janeiro de 1830 e alli falleceu a 14 de julho de 1864. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife, formado em 1854, retirando-se para o logar de seu nascimento, casou-se com uma prima sua e dedicou-se exclusi- vamente á vida campestre e ao estudo, recusando todas as vantagens que disso podessem desvial-o. Perdera muito creança seu pae, mas teve educação desvelada, dada por seu padrasto e sua mãe em Portugal, de modo que com 14 annos tinha todos os preparatórios para o curso de direito, tocava flauta com perfeição e era poeta. Além de varias poesias impressas em revistas de S. Paulo e do Recife, escreveu: - As tres lyras. S. Luiz, 1862 - Foi um dos escriptores com o nome de James Blumm do livro: - A casca de canelleira (steeple-chase ) : romance por uma boa duzia de esperanças. S. Luiz, 1866, in-8° - Veja-se Antonio Marques Rodrigues - Varias poesias do autor foram publicadas no livro - Lyrica nacional: escolha das poesias dos seguintes autores: Au- reliano J. Lessa, A. E. Zaluar, A. Marques Rodrigues, A. J. de Ma- cedo Soares, etc. Rio de Janeiro, in-8°. - As sertanejas: verso e proza com um prefacio de Raymundo Corrêa e traços biographicos do escriptor - Não vi este livro, mas sei que ahi se descreve com fidelidade a vida sertaneja, a vida da escra- vidão nas ominosas epócas do captiveiro. E' um livro nacional. - Collecção de poesias de TrajanoGalvão de Carvalho, A. Marques Rodrigues e G. H. d'Almeida Braga. x Trajano Joaquim dos Tteis - Nascido na Bahia a I de março de 1852, é doutor em medicina pela faculdade da província, TR 319 hoje estado de seu nascimento. Passando para a província do Paraná, ahi foi nomeado e serve, ha muitos annos, o cargo de inspector de hygiene; foi deputado provincial e presidente da Gamara municipal. Escreveu: - Dystocia proveniente do feto e suas indicações; Da cephalo- tripsia e suas indicações. Qual o melhor tratamento da febre amarella. Ha razões de valor, para que sejam preferidos os extractos obtidos no vacuo aos obtidos ao ar livre. These inaugural, etc. Bahia, 1875, 42 pags. in-4° gr. - Hygiene social. Curitiba, 1895, in-8° - Com este livro quiz o autor diffundir pelo povo conhecimentos uteis sobre hygiene e, com o producto da venda delle, auxiliar á Assistência dos necessitados das instituições de caridade. Trajano da Silva Rego - Natural da Bahia e filho do doutor Pedro da Silva Rego, fez o curso de mathematica e obteve o titulo de engenheiro, não sei por que faculdade ou academia e falleceu na Bahia em fevereiro de 1875. Escreveu: - Relatorio dos trabalhos de exploração feitos no rio de Paraguassú pelos engenheiros Ladislau de Wideki e Trajano da Silva Rego - Vem annexo ao Relatorio do vice-presidente doutor Manuel Maria do Amaral. Bahia, 1864. - Relatórios sobre a navegabilidade do rio Paraguassú, província da Bahia, apresentados pelo primeiro tenente da armada bacharel Francisco da Cunha Galvão e pela commissão de exploração composta dos engenheiros Ladislau de Videki e Trajano da Silva Rego em 1 de fevereiro de 1864. Bahia, 1868. Trajano Viriato <le Medeiros - Filho de Antonio Viriato de Medeiros e nascido na cidade de Sobral, no Ceará, a 8 de fe- vereiro de 1837, é bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela facul- dade do Recife e magistrado. Escreveu: - Memória justificativa do privilegio solicitado para desobstruir e canalisar a parte encachoeirada do rio Taquary até Santa Barbara. Porto Alegre, 1888, in-8°. Tríinquiliuo Lcovigihlo Torres - Filho de Bellar- mino Silvestre Torres e nascido na villa de Santo Antonio da Barra, hoje cidade de Condeúba, da Bahia, a 30 de agosto de 1859, falleceu na capital deste estado a 22 de maio de 1896. Bacharel em direito pela faculdade do Recife, entrou para a carreira da magistratura como 320 TB promotor da cidade de Sinta Izabel de Paraguassú. Depois de procla- mada a republica foi juiz de direito de Macahubas e por fim membro do tribunal de conflictog e administrativo como representante do senado da Bahia. Foi o reorganisador do Instituto historico do estado de seu nascimento e delle presidente. Escreveu: - Memória descriptiva do município de Condeúba - Na Revista do Instituto da Bahia, tomo 2o, pags. 106 e 243 e tomo 3®, pags. 3e 169. - Município da Victoria, estado da Bahia - Na mesma Revista, tomo 4® pags. 151 a 171, continuando - Este trabalho foi escripto para o Diccionario do bacharel Alfredo Moreira Pinto e publicado em 1888 na Gazeta e no Diário da Bahia. - Discurso proferido na abertura da sessão magna do primeiro anniversario do Instituto geographico e historico da Bahia a 3 de março e 1895 - Na dita Revista, anno 2®, volume 2®, n. 1, pags. 149 a 165. Trasybulo Ferraz Moreira - Filho do tenente Esperidião Ferraz Moreira e dona Maria Amélia Ferraz Moreira, nasceu na cidade de Lençóes, do actual estado da Bahia, a 28 de janeiro de 1870 e falleceu na capital do mesmo estado a 28 de agosto de 1896, Frequentou as faculdades de direito do Recife e da Bahia até o quarto anno, não conseguindo concluir o curso por moléstia pulmonar, de que falleceu em plena florescência do talento. Distincto e inspirado poeta, escreveu: - Polyfòrmes'. contos. Bahia, 1896. - Poesias. Amargoza. Estado da Bahia, 1900, in-8® - E' pre- faciado este livro por Evangelista Pereira. Foi redactor chefe da: - Gazeta de Noticias, da Bahia, e collaborou em quasi todos os jornaes do Estado, publicando não só trabalhos em prosa, como também em verso - Tive da Bahia communicação em abril de 1900 que ia ser publicado mais um volume de - Poesias posthumas - que não pude ver. Tx'istão de Alencar Ararij e, Io-Filho do tenente- coronel Tristão Gonçalves de Alencar Araripe, o presidente do grande conselho provincial na republica do Equador, como tal assignado na acta lavrada a 20 de agosto de 1821 na cidade da Fortaleza, capital do Ceará, e dona Anna Tristão de Araripe, nasceu na cidade do Icó a 7 de outubro de 1821. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de S. Paulo, tendo íeito parte do respectivo curso na de Olinda, dedicou-se á magistratura, em que exerceu vários cargos até o TR 321 de ministro do supremo tribunal de justiça e do supremo tribunal federal em que se aposentou, sendo agraciado com o titulo de conselho do Imperador d. Pedro He condecorado com o offlcialato da ordem da Rosa. Representou sua província natal em varias legislaturas da assembléa geral, presidiu as provincias do Pará e Rio Grande do Sul, e foi ministro da fazenda no governo do marechal Deodoro, occupando depois o cargo de ministro da justiça e negocios interiores. E'socio do Instituto historico e geographico brasileiro, da sociedade de geographia do Rio de Janeiro e de outras associações de lettras, e escreveu: - Relações do Império do Brasil: compilação juridica. Rio de Janeiro, 1874, 375 pags. in-4°. - Consolidação do processo criminal do Império do Brasil. Rio de Janeiro, 1876, 752 pags. in-8° - Da pagina 489 em diante se acham os formulários dos processos criminaes da alçada do jury. - Codigo criminal do Império do Brasil, compilado com as leis penaes subsequentes. Rio de Janeiro, 1880, 485 pags. in-8°. - Primeiras linhas sobre o processo orphanologico por José Pereira de Carvalho, revistas pelo desembargador, etc. Rio de Ja- neiro, 1879, VII-IV-494 pags.-in-8°. - Classificação das leis do processo criminal e civil do Brasil, posto em ordem de matéria com toda legislação referente nas suas partes criminal e civil. Rio de Janeiro, 1884, XV- 1207 pags. in-4°. - Codigo civil brasileiro ou leis civis do Brasil, dispostas por ordem de matérias em seu estado actual. Rio de Janeiro, 1885, XIII- 798 pags. in-8°- São tres tomos em um volume. - Mappas estatísticos da população da província do Espirito Santo, organisados em 1856 pelo chefe de policia, etc.- O original pertence ao Instituto historico. - Ligeira analyse do folheto publicado na Corte sob o titulo: o rei e o partido liberal. Recife, 1869, 19 pags. in-4° de duas columnas. - Elepiento servil: artigos sobre a emancipação, etc. Parahyba do Sul, 1871 - O autor pugna pela abolição da escravidão, como fez na camara dos deputados. - Ataque e tomada da cidade do Rio de Janeiro pelos francezes em 1711 sob ocommando de Duguay Trouin ; extrahido das Memórias de Duguay Trouin, publicadas em França no anno de 1719 e traduzidas em portuguez em... - Foi também publicado na Revista do Instituto historico, tomo 47, parte Ia, pags. 61 a 95. - Questão religiosa. O beneplácito e a desobediência. Considera- ções pelo verdadeiro crente. Rio de Janeiro, 1873, in 8o. 322 ri* - Discurso proferido na sessão magna de iniciação e filiação da soberana loja capitular Conciliação ao valle do Lavradio, na noite de Í7 de agosto de 1867. Recife, 1867. - Historia da província do Ceará, desde os tempos primitivos até 1850. Recife, 1867 - A parte publicada neste volume alcança ató o fim do século passado; a parto restante foi publicada em artigos no Diário de Pernambuco, ficando o mais inédito. - Discurso inaugural na occasião do instaurar-se a bibliotheca mu- nicipal de Itaguahy no dia 2 de dezembro de 1880 -■ Foi publicado no livro «Bibliotheca municipal de Itaguahy». Rio de Janeiro, 1880- Neste livro se acham depois das instrucções, a acta da installação da biblio- theca, urna exposição feita pelo doutor João dos Santos Sarahyba, su- perintendente da instrucção publica, etc. - Discurso sobre as providencias relativas ás Séccas do Ceará, proferido na sessão da Gamara dos deputados de 27 de junho de 1877. Rio de Janeiro, 1877, 33 pags. in-8°. - Limites do Ceará e Piauhy- discurso proferido na Gamara tem- porária em sessão de 22 de setembro de 1875. Rio de Janeiro, 1875, 8 pags. in-4° de duas columnas. - Discurso proferido na sessão solemhe de 11 de setembro de 1890 em commemoração anniversaria da Associação Promotora da Instruc- ção pelo orador official, etc. Rio de Janeiro, 1890, 14 pags. in-4°. - Relatorio apresentado ao Presidente da Republica pelo Ministro da Fazenda, etc. Rio de Janeiro, 1891, in-4°. - Movimento colonial da America : memória lida em sessão do In- stituto historico, etc. Rio de Janeiro, 1892- Foi também publicada na lievista do Instituto historico, tomo 56, parte 2a, pags. 96 a 115. - Discurso defendendo o parecer para que seja examinada a de- nuncia apresentada contra tres ministros de Estado accusados do crime de traição em 1 de setembro de 1871. Rio de Janeiro, 1871. -Discurso proferido na sessão de 30 do junho de 1875, relativa mente ás marcas fabris commerciaes. Rio de Janeiro, 1875. . - Discurso proferido na Gamara dos deputados sobre a liberdade de consciência em 17 do junho de 1875. Rio de Janeiro, 1875. - Discurso proferido na installação da Relação de S. Paulo, no dia 3 de fevereiro do 1874 pelo sr. presidente, etc. S. Paulo, 1874, 23 pags. in-8°. - Males presentes por Philopoemon. Pernambuco, 1864, 64 pags. in-4°. - Eleição de 1863 em Pernambuco por Philopcemen. Pernambuco, 1863, 64 pags. in-4°. TR 323 - Negocios do Ceará em 1872 por Tabajara. Rio de Janeiro, 1872, 63 pags. in-4°. - Como cumpre escrever a historia patria : conferencia em 7 de fevereiro de 1876. Rio de Janeiro, 1876, 32 pags. in-8°. - Patriarchas da independencia : conferencia de 12 de março de 1876. Rio de Janeiro, 1876, 24 pags. in-4°. - Guerra civil do Rio Grande do Sul: memória acompanhada de documentos. Rio de Janeiro, 1881, 250 pags. in-4° - Esta memória foi lida em sessão do Instituto historico e foi também publicada em sua revista, tomo 43°, pags. 115 a 334 da segunda parte. - Noticia sobre a maioridade, do Imperador, decretada pelo parla- mento em 1840, lida no Instituto historico e geographico brasileiro. Rio de Janeiro, 1882, 57 pags. in-8° - Foi também publicada na Revista deste Instituto, tomo 44, parto 2a, pags. 167 a 268. - Neologia e neographia geographica do Brasil: memória lida em sessão da Sociedade de geographia do Rio de Janeiro - som folha de rosto, mas do Rio de Janeiro, 1885, 39 pags. in-4°. - F«ZZa~com que o Sr. presidente da provincia do Pará abriu a sessão extraordinária da Assemblóa legislativa provincial no dia 5 do novembro de 1885. Pará, 1886. - Historia de uma viagem feita á terra do Brasil por João de Lery, traduzida em linguagem vernacula o offerecida ao Instituto his- tórico o geographico brasileiro. Rio do Janeiro, 1889, 262 pags. in-4°. Foi depois publicada na Revista do mesmo Instituto, tomo 52, parte 2a, pags. 111a 376. - Ao Marechal Manoel Deodoro da Fonseca : Reminiscência. Rio de Janeiro, 23 de agosto de 1897 - E' um soneto em 1 íl. in-8°. - Repertório da Revista trimensal do Instituto historico e geogra- phico brasileiro. Rio de Janeiro, 1897, XV-408 pags. in-8° - Na Revista do Instituto ha muitos trabalhos deste autor de que citarei: - Primeiro navio francoz no Brasil: memória lida em sessão, etc. - No tomo 49, parte 2a, pags. 315 a 331. - Cidades petrificadas e inscripções lapidares no Brasil: memória, etc. - No tomo 50, parte Ia, pags. 213 a 224. - Expedição do Ceará em auxilio do Piauhy e Maranhão - No tomo 48, parte Ia, pags. 235 a 288. - O Visconde do Rio Branco na Maçonaria. Allocução proferida por parte do Grande Oriente Unido da Brasil no acto de dar-se á sepul- tura o cadaver do grão-mestre Visconde do Rio Branco no cemiterio do Cajá cm 2 de novembro de 1880- tomo 53°, parte Ia, pags. 304 a 307 - E' seguido de dous sonetos, o primeiro offerecido ao supromo conselho 324 TR do Brazil ao Valle do Lavradio em 3 de novembro de 1880 ; o segundo offerecido á Loja Capitular Dezoito de Julho no trigésimo dia do falle- cimento do Visconde. - Commentarios de Álvaro Muniz Cabeça de Vacca, adelautado e governador do Rio da Prata, reunidos por Pedro Fernandes e tradu- zidos, etc. - No Tomo 56, parte Ia, pags. 193 a 344. - Relação verídica e succinta dos usos e costumes dos Tupinambás por Hans Staden, colligidos por Pedro Fernandes e traduzidos, etc. - No tomo 55, parte Ia, pags. 267 a 360. - Navegação dos Normandos para o Brasil - No tomo 53, parte Ia, pags. 309 a 314. Tristão de Alencar Arar ipe 2° -Filho do precedente e dona Argentina de Alencar Araripe, nasceu na capital do Ceará a 27 de junho de 1848. Bacharel em scieneias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife, foi secretario do governo da antiga província de Santa Catharina, juiz municipal no Ceará, e eleito deputado pro- vincial nos biennios de 1872 á 1875, Exerceu por alguns annos a advocacia nos auditórios do Rio de Janeiro até 1886, em que foi nomeado offlcial da secretaria de Estado dos negocios do Império. Pro- clamada a Republica passou a exercer o logar de director da primeira directoria da secretaria do Interior, promovido em 1895 a director geral da directoria da instrucção, occupando actualmente o cargo de director geral da directoria do Interior do ministério da justiça e ne- gocios interiores. Distincto homem de lettras, é socio do instituto his- tórico e geographico brazileiro, do Centro artístico do Rio de Janeiro e membro fundador da Academia brazileira de letras. Escreveu: - Carta sobre a litteratura brasileira. Rio de Janeiro, 1869, 24 pags. in-8°. - Contos brasileiros. Recife, 1868, 118 pags. in-8° - São escriptos sob o pseudonymo de Oscar Jagoanharo. - Jacina: á Marabá, chronica do século XVI. S. Luiz do Mara- nhão, 1875, 326 pags. in-8° gr. - O ninho de beija-flor: romance. Ceará, 1874, XI-196 pags. in-8° gr. - O papado. Fortaleza, 1874, 47 pags. in-8° gr.- E' uma confe- rencia effectuada em 12 de julho deste anno na Escola Popular. - Luizinha: romance de costumes cearenses. Rio de Janeiro, 1878, 252 pags. in-8°. - O retirante'. Scenas da secca de 1845: romance. No Vulgarisador Rio deJ neiro, 1878- Apenas foram publicados dous capítulos. TR 325 - José de Alencar : perfil litterario. Rio de Janeiro, 1882, VI-220 pags. in-8° - Esta obra foi publicada primeiramente na Revista Bra- sileira, fundada no Rio de Janeiro em 1879, tomo 7o pags. 40, 111, 204, 252, 280 e 445, no tomo 8" pags. 64, 127 o 397 e segs., e por ultimo teve uma edição no Rio de Janeiro, 1894, com XI-296 pags. in-8°. - O reino encantado: chronica sebastianista. Rio de Janeiro, 1878, 156 pags. in-4° de duas columnas. - Gregorio de Mattos. Rio de Janeiro, 1894, 150 pags. in-8°. - Martim Garcia Merou: perfil litterario. Rio de Janeiro, 1895, 108 pags. in-8°. - Dirceu. Rio de Janeiro, 1890, 32 pags. in-8°. - Movimento litterario de 1893. Crepúsculo dos povos. Rio de Ja- neiro, 1896, VII-254 pags. in-8°. - Funcção normal do terror nas sociedades cultas. Rio de Ja- neiro, 1891, 38 pags. in-8° - E' um capitulo para ser intercalado na «Historia da Republica brasileira». - Lucros e perdas'; revista mensal dos acontecimentos. Rio de Janeiro, 1883, 6 numeres - E' escripta em collaboração com o dr. Sylvio Romero. - Deteriora sequor. Rio de Janeiro, 1894, 8 pags. in-8° - E' sob o pseudonymo de Martim Moreno. - Raul Pompéa: O Atheneo e o romance psychologico: serie de 19 artigos - No Novidades, Rio de Janeiro, dezembro de 1888 ã fevereiro de 1889. - «A terra» de Emilio Zola e«O Homem de » Aluizio de Azevedo: serie de 21 artigos -No Novidades de fevereiro a abril de 1888. - A Constituição estadoal - Foi publicado em parte no Diário Official em fevereiro de 1895. - Anchieta- Esta obra está inédita, mas o resumo foi publi- cado n'O Paiz, Rio de Janeiro, 1897. - Esthetica de Poê: estudo - Na Revista Brasileira, 1895-1897. - Sylvio Romero polemista: ensaio - Idem, 1897-1898. - Vlysses e o homem moderno: estudo - N'O Paiz, 1898. - Clovis Bevilaqua. Ensaio. Prefacio á obra d'este autor intitu- lada Esboços e fragmentos. Rio de Janeiro, 1899. - Diálogos das novas grandezas do Brasil, sob o pseudonymo de Cosme Velho - No Jornal do Commercio, 1898-1900- O Dr. Araripe tem finalmente collaborado nos seguintes periódicos: Mosaico. Recife, 326 ri?<j 1867; Correio de Pernambuco. Recife, 1868; Gazeta de Noticias. Rio de Janeiro, 1878-1900; Constituição. Ceará, 1872 a 1876; Jornal do Com- mercio, Rio de Janeiro, 1898-1900 Revista Brasileira ( 2a; e 3a; phases ) Provinda do Parà. 1896; Semana. Rio de Janeiro, 1894; Revista do Brasil. S. Paulo, 1897; Gazeta da Tarde. Rio de Janeiro, 1881-1882. Tristão Fx-anltlin de Alencar Lima - Filho de João Franklin de Lima, é engenheiro, nascido em 1845 no actual espado do Ceará; só o conheço pelo seguinte trabalho seu: - Canal de navegação e irrigação derivado do rio S. Francisco ao oceano pelo valle do Jaguaribe, na província do Ceará, e pelos valles dos rios Piranhas e Assú, na Parahyba e Rio Grande do Norte, com 4.554 kilom. de navegação, pelo engenheiro Tristão Franklin. Rio do Janeiro, 1886, 23 pags. in-4° gr. com um mappa hydro- graphico. Tristão José Ferreira-Filho do doutor Francisco de Paula Ferreira, nasceu em Minas Geraes e ahi falleceu pelo anno de 1850, sendo muito distincto musico e compositor. Deixou grande numero de - Composições musicaes - que seu irmão, o doutor Eugênio de Paiva Ferreira em 1898 tratava de dar á publicidade com a biographia do autor. Não sei si se acham em via de sahiremá luz. Tristfto Maria.no da Costa - Natural de Itú, São Paulo, ahi escreveu diversos artigos no Almanak deS. Paulo, entre os quaes: - A cidade de Itú - No Almanak de S. Paulo, anno 6% 1881, pags. 63 a 85. Tnllio Thoodoro de Campos - Filho de dona Rachel Theodora de Souza, e nascido en Franca, S. Paulo, a 28 do se- tembro de 1868, ó bacharel em direito pela faculdade deste estado e ahi membro do Instituto historico e geographico. Escreveu: - Mi&cellanea litteraria por Tullio de Campos, prefaciado pelo dr. Fernandos do Oliveira. S. Paulo, 1895, in-8°. - Os grandes pensadores: ensaios biographicos: serie de artigos de critica litteraria ao livro sob a mesma epigraphe por Alberto Souza. S. Paulo, 1898, J13 pags. in-4° - Refere-se o autor a diversos vultos da antiguidade e alguns paulistas. TU 327 - 5ra$í7-Paraguay: serie de artigos de critica litteraria ao livro sob a mesma epigrapho de Alberto Lima - No Cjrreio Paulistano de 26 a 28 de dezembro de 1899. - Evaristo Ferreira da Veiga, o fundador da imprensa brasileira: discurso pronunciado no Instituto historico e geographico de S. Paulo na sessão de 5 de setembro de 1899. S. Paulo, 1900, in-4°. Turibio Guerra - Filho de Pedro Antonio de Souza Guerra e dona Maria Marques de Carvalho, nasceu em Mirandela, na Bahia, a 27 de abril de 1847. Foi a principie militar; mas, tendo aban- donado esta carreira, entrou para o funccionalismo publico como pra- ticante da alfandega do Rio Grande, depois de ter feito o respectivo concurso, sendo hoje inspéctor de fazenda do Thesouro Federal. Tem desempenhado diversas commissões e escreveu: - Alfandega de Santos. Relatorio apresentado ao Ministro da Fazenda. Exercicio de 1895. Santos, 1896, 86 pags. in-4°, seguidas de alguns annexos e de mais 23 pags. contendo: - Repertório alphabetico da legislação sobre terrenos de marinha, organisado para a alfandega do Santos sobre dados fornecidos pelo respectivo inspéctor em commissão, etc.- Tem a publicar: - Repertório da consolidação dos Regulamentos dos sellos. Tnribio Tertuliano Fiúza - Natural da Bahia e presbytero do habito do S. Pedro, foi um dos primeiros professores do primeiro collegio particular que teve o Brasil, o Gymnasio bahiano, fundado e dirigido pelo dr. Abílio C. Borges, depois Barão de Ma- cahúbas. Era ello professor de latim, distincto orador sagrado e prégador honorário da capella imperial, hoje cathedral do Rio [de Ja- neiro, sempre reputado como sacerdote virtuoso. Sinto não poder dar noticia, senão de alguns trabalhos seus, que são: - Exortação feita aos alumnos do Gymnasio bahiano no acto so- lemne de sua communhão no dia 10 de junho de 1860, na matriz de S. Pedro. Bahia, 1860, 22 pags. in-4°. - Oração fúnebre, recitada nas exequias do Santo Padre, Pio IX, impressa por ordem do Exm. e Revm. Sr. Arcebispo- Acha-se no livro «Tributo prestado á memória do Summo Pontiflce, Pio IX, pela Diocese da Bahia a 27 de maio de 1878. Bahia, 1878, in-4° de pags. 5 á 58» - Ha deste autor[muitos - Sermões e orações sagradas - que se acham inéditos e talvez perdidos. 328 UL l yeliíí-Brahe de Araujo Machado - Filho do coronel Francisco Gomes Machado e dona Catharina Adelaide Gomes Machado, é natural do estado do Rio de Janeiro e nascido a 8 de maio de 1871, primeiro tenente da armada, tendo antes começado o cur- so de medicina e exerce actualmente o cargo de secretario do comman- dante da ílotilhado Amazonas. Escreveu: - O marinheiro electricista, com estampas e todas as explicações sobre o importante assumpto. Rio de Janeiro, 1900, in-8°- Foi pu- blicado apenas o primeiro fascículo deste trabalho. u Ubaldino do Aniíti-al Fontoura - Filho de Fran- cisco das Chagas do Amaral Fontoura, e nascido na provinda, hoje- estado do Paraná a 27 de agosto de 1843, é bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, exerceu a advocacia no R'o de Janeiro e foi nomeado inspector da alfandega quando foi proclamada a Republica. Foi pelo estado de seu nascimento eleito senador federal, foi também pre- feito do districto federal e director do banco da Republica. Escreveu: - Segunda conferencia no Grande Oriente Unido do Brazil. Rio de Janeiro, 1877. - Saldanha Marinho: perfil biographico por A. de U. Rio de Ja- neiro, 222 pags. in-8° com o retrato do biographado. - Discurso proferido a 11 de agosto de 1876 no salão do Grande Oriente Unido do Brazil. Rio de Janeiro, 1876, in-8°. - Discurso pronunciado no Congresso Nacional sobre a Cons ti tuição da Republica na sessão de 19 de dezembro de 1890. Rio de Janeiro, 1891, in-8". - Discurso pronunciado na sessão do Senado de 27 de maio de 1891. Rio de Janeiro, 1891, in-8°. XTlysses José da Costa Caibrai - Filho de Cân- dido José da Costa, nasceu no Rio Grande do Sul no anno de 1848, e é nesta capital professor livre de mathematicas. Com o curso de infan- taria e cavallaria da escola militar, era alferes-alumno de 1883 e neste posto foi reformado no anno de 1885. Cultivou a poesia e es- creveu, além de outros trabalhos: -* Poesia recitada na sessão do Club Recreio instructivo da escola militar. Rio de Janeiro, 1880 - E' uma bella composição em que o autor estuda a sciencia á luz nova. UM 329 TTlysses Machado Pereira Vianna - Filho de Antonio Machado Pereira Vianna e nascido em Pernambuco a 17 de dezembro de 1848, fez o curso e recebeu o gráo de bacharel na facul- dade do Recife, foi om sua província deputado á respectiva assembléa e também á assembléa geral desde a decima terceira legislatura. Col_ laborou activamente na imprensa do Recife desde estudante, foi presi- dente da Parahyba e hoje advoga nesta capital. Escreveu: - Discursos parlamentares. Rio de Janeiro, 1884, 304 pags. in-8J - São deze^eis discursos proferidos na camara dos deputados de 1880 a 1881. Fazendo parte da commissão de instrucção publica foi um dos signatários da - Reforma do ensino primário e varias instrucções complemen- tares da instrucção publica, etc. Rio de Janeiro, 1882, in-4° (veja-se Ruy Barbosa) - Ha outros trabalhos seus, de que não posso dar no- ticias e também poesias de que nunca fez collecção. Delias só conheço: - A' luares: poesia-Na, Opinião Nacional, Pernambuco, anno Io, 1867, n. 10. - A' morte de Theophilo Ottoni : poesia - No mesmo jornal, numero de 14 de novembro de 1869. Ulysses Teixeira da Silva Sarmento - Natural do estado do Espirito Santo e alferes do exercito, foi alumno da escola militar do Ceará e ahi um dos fundadores do Cento Litte- rario. E' poeta e escreveu: - Clamydes: versos. Fortaleza, 1894. - Torturas do ideal: sonetos. Rio de Janeiro, 1900, 90 pags. in-12°. Uma distincta Senhora Brazileira - Com esta unica indicação dá a casa Laemmert & Comp. a noticia da traducção do livro - A capellinha (costumes conjugaes): romance de Alphonse Daudet, publicado pela primeira vez na Ilustração Francesa e tra ■ duzido por uma distincta senhora brazileira. Rio de Janeiro, 1897, 408 pags. iu-8°. Umbelino Alberto <Ie Campo Limpo - Nascido na cidade do Rio de Janeiro a 29 de fevereiro de 1824, nesta cidade falleceu a 21 de setembro de 1885, bacharel em mathematicas pela antiga escola militar, onde foi depois' secretario, quando escola central, coronel do corpo de estado-maior de Ia classe, cavalleiro da ordem de Christo e da de S. Bento de Aviz, condecorado com a me- 330 TJIi dalha da campanha do Estado Oriental do Uruguay de 1852 e com a da campanha contra o Paraguay, etc. Dodicou-se com firmeza ás lutas da política, alliado ao partido liberal, soffrendo por isso contrariedades e escreveu: - Breves considerações sobre a nacionalisação do commercio e es- tatutos para uma companhia creada para este fim. Bahia, 1855, in-4°. - Carta da província de Matto Grosso e parte das confrontantes e Estados limitrophes, começada pelo tenente-coronel Christiano Pereira do Azeredo Coutinho e capitão Umbelino Alberto de Campo Limpo - Esta carta foi continuada, augmentada e concluída pelo coronel Patrício Antonio de Sepulveda Ewerard ( vêde este nome ) e outros. Este offlcial collaborou para vários orgãos da imprensa política e redigiu: - 0 Militar Brioso: Rio de Janeiro, 1853, in-fol. - E'um periodico sustentando as idéas liberaes da epoca, que só se manteve até o n. 16 - Fazia elle forte opposição ao governo do Duque de Caxias. TImlboliiio Guedes de Mello-Filho de Marcos de Mello Muniz e D. Thereza Guedes Alcanforado e pae dos doutores Henrique Guedes de Mello e Isaias Guedes de Mello, neste livro mencionados, nasceu no actual estado da Parahyba a 8 de setembro de 1821 e fallcceu nesta capital a 22 de julho de 1892, director geral aposentado do thesouro federal, oíllcialda ordem da Rosa, cavalleiro da de Christo e tenente- coronel reformado da guarda nacional. Era alumno do seminário de Olinda, quando se abrindo concurso para um logar de fazenda em Pernambuco apresentou-so a este concurso, e obtendo esse logar, aban- donou o seminário e seguiu a carreira do funccionalismo publico de fazenda. Escreveu: - Sermão de S. Pedro, prégado no Seminário de Olinda - Nunca foi publicado. - Correspondência de Alagoas para o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Maceió, 1860 a 1864. - Correspondência da Bahia para o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro. Bahia, 1865 a 1883 - Cultivou a poesia, mas sem dar á publicidade trabalho algum; deixou muitas - Poesias inéditas em poder de amigos seus. O autor destas linhas possue algumas. TJrljano Carrão -Natural de Santos, antiga província do S. Paulo, onde residiu, é só o que sei a seu respeito. Escreveu : - Idealisações. Santos, 1884, in-8° -E' um pequeno volume de versos e trabalhos em prosa. urr 331 - Quadros e rimas. S. Paulo, 1882, in-80. Tlrlbauo Duarte de Oliveira - Nascido na Chapada, da província, hoje estado da Bahia, em 1850, fez o curso de artilheria militar e nesta arma serve no exercito desde 21 de março de 1874, subindo a vários postos até o de major graduado a 5 de setembro de 1893, e effectivo a 10 de dezembro do mesmo anno. Foi preparador do gabinete de chimica da escola superior de guerra. Cultivou sempre as lettras e collaborou no Rio de Janeiro para vários orgãos da im- prensa periódica, como: - O Globo, orgão da Agencia americana telegraphica, etc. Rio de Janeiro, 1874-1878, 15 vols. in-fol.-redigido por Salvador de Men- donça, Quintino Bocayuva e outros, e que elle também redigiu depois. Collaborou na Revista Musical e de Bellas-Artes : semanario artís- tico. Rio de Janeiro, 1879-1880, in-40; na Revista da Phenioa drama-' tica, e é ainda collaborador do Diário Popular de S. Paulo. Escreveu: - O anjo da vingança : drama - Não o vi impresso, mas sei que foi representado pela primeira vez pela menina Gemma Cuniberti. - A princeza Trebison: opera burlesca em tres actos, traducção do Urbano Duarte e Azeredo Coutinho com musica de Offembach. Foi representada pela primeira vez na Phenix dramatica em 18â3. - O escravocrata : drama em tres actos, original brasileiro. Rio de Janeiro, 1884.- E' escripto com Arthur de Azevedo. - Os gatunos: comedia em um acto, representada na Phenix dramatica em 1884. - Onde está a felicidade - No Almanak da Gazeta de Noticias para 1885, pags. 315 e segs. - A educação moral do soldado - Não me' recordo onde vi este trabalho, creio que do collaboração com seu collega Alfredo Ernesto Jacques Ourique. - Humorismos : por J.Guerra ( Ia serie). Rio de Janeiro, 1895, 500 pags in-8°; E' a reimpressão dos artigos que durante largo tempo publicou no O Paiz com este pseudonymo sob a epigraphe - Humo- rismo . Este livro, escripto ao correr da penna, é, como diz o Jornal do Commercio : « a vida do Rio de Janeiro meio carioca, meio europèo, que se conta nas 600 paginas do livro e contada com verdade nos defeitos e nas suas manias bem caracterisadas nestas primeiras linhas de um dos artigos: Si não pudéssemos fallar da vida alheia, que estúpida seria a vida própria! Mas conhecer da vida alheia para cor- rigir, emendar a própria, não ó lá defeito de punição eterna. J. Guerra achou o que escreveu exactamente na vida do proximo, por amal-o 332 UK muito como ensinam os mandamentos. Como o de todas as satyras e os caracteres, os Humorismos de J.Guerra são uma boa e sã leitura, aproveitável para todos e até mesmo para os que virem essa re- voada de carapuças sem bem sentir que lhes cahem nas cabeças. E' um livro instructivo, em que o ensinamento é dado com a bonhomia do poeta ridendo castigat mores. » - De seus trabalhos em revistas ci- tarei os dous seguintes, que tenho á vista: - O naturalismo - Na Revista Brasileira, segundo anno, tomo 5, MDCCCLXXXI. pags. 25 a 30. - D. Quixote. Na mesma Revista, segundo anno, tomo 7o. MDCCCLXXXI, pags. 58 a 66. Urbano Pompeu <Io Amaral - Filho do Visconde de Indiiatuba e natural de S. Paulo, falleceu na capital desse estado a 25 de março de 1893, bacharel em direito pela faculdade do Recife. Collaborou na imprensa paulista e escreveu: - A democracia. S. Paulo, 189* - Este trabalho foi reimpresso na Republica, jornal redigido no Pará pelos drs. Justo Leite Chermont e Lauro Nina Sodré e Silva. Urbano Sabino Uessoa de Mello- Filho do bri- gadeiro José Camello Pessoa de Mello, nasceu em Pernambuco no anno de 1811, e falleceu na cidade do Rio de Janeiro, a 7 de dezembro de 1870. Bacharel em direito pela faculdade deOlinda, ainda estu- dante desta faculdade foi professor de philosophia e de geometria do seminário desta cidade, obtendo do governo imperial o titulo de pro- fessor vitalicio. Pouco depois, porém, de formado, deixou o magistério para dar-se á carreira da magistratura, que também deixou no cargo de juiz de direito para entregar-se á politica e á advocacia. Mémbro proeminente do partido liberal, apoiou a revolução praieira de 1848 na imprensa do Rio de Janeiro, onde permaneceu todo e seu tempo, defendendo seus correligionários com a maior dedicação e, apezar dos grandes serviços prestados ao seu partido, foi victima mais tarde de injustas preterições que o desgostaram profundamente. Foi socio do Instituto historico e geographico brazileiro e official da ordem da Rosa. Foi desde 1830 deputado, quer provincial, quer geral, e final mente distincto magistrado, jurisconsullo, político e jornalista. Escreveu : - Apreciação da revolta praieira de Pernambuco. Rio de Janeiro, 1849, in-8° com o retrato de Nunes Machado - E' um trabalho de alto merecimento, quer historico, quer jurídico, em resposta ao qual IK 333 publicou o Dr. Jeronymo Martiniano Figueira de Mello ( vêde este nome) a chronica da rebellião praieira em 1848 e 1849. - Cartilha maternal, modificada e resumida para uso da infancia - Nunca vi este escripto, de que só tenho noticia por um velho con- temporâneo do autor. Ha delle vários - Discursos pronunciados na assembléa de Pernambuco e na as- sembléa geral legislativa -que foram publicados e constam dos Annaes do parlamento. Na imprensa politica redigiu por si sómente ou com outros, vários jornaes, como o - Correio Mercantil. Rio de Janeiro, 1848-1868, in-folio - Esta folha começou com o título só mente de Mercantil em 1844 sob a re- dacção de outros. Urbano «la Silva Monte - Filho de João José do Monte e irmão do Doutor João José do Monte, commemorado neste livro, nasceu na villa de Japaratuba, Sergipe, a 4 de julho de 1844. Presbytero secular, doutor em direito canonico pela uni- versidade de sapiência de Roma, e bacharel em theologia pelo Lyceu gregoriano da mesma cidade, é conego honorário da antiga capella imperial, capellão em Arrouches no Ceará, lente da lingua portugueza no Lyceu cearense, tendo também leccionado na Es- cola normal da cidade de Campos, estado do Rio de Janeiro ; pa- rochiou por algum tempo a fregwzia de Santa Rita, da cidade do Rio de Janeiro e de Santos, em S. Paulo, é um sacerdote illustrado e escreveu: - Elementos de composição: these de concurso para uma das vagas de professor da lingua italiana do collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1879, 31 pags. in-4°. - Hybridismo, idiotismo e dialectos da lingua italiana: these para o concurso da lingua italiana, etc. Rio de Janeiro, 1879, 40 pags. in-4°. - Kampemonia dos substantivos, adjectivos e pronomes da lingua italiana: these para o concurso á cadeira de italiano no internato do collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1883, 31 pags. in-4° - Ha ainda de sua penna vários: - Sermões de que não me consta que publicasse algum. Ursino Xavier de Castro Mogalliães- Tabel- lião de notas na província do Ceará. Escreveu: - Descripção do município de Sant'Anna, comarca de Aracaty, Ceará . Resposta ao Questionário, datada da cidade de SanfAnna, 334 UR 30 de abril de 1881 - O original do 10 fls. in-fol. esteve na Exposição de historia patria de 1881 e pertence á Bibliotheca na- cional da Capital Federal. Urias Antonio da Silveira - Filho de Vicente José da Silveira o dona Anna Candida da Silveira e nascido na cidade do Turvo em Minas Geraes a 12 de maio de 1848, ô doutor pela faculdade de medicina do Rio de Janeiro. Depois de clinicar na província do seu nascimento, ostabeleceu-se na cidade de Barra Mansa, província do Rio de Janeiro, e escreveu: - Do diagnostico e tratamento das dyspepsias. Doscripção, acção physiologica c therapeutica da pepsina e proteína, modos de administrar o dosar; Acupressura; Dos vinhos, como excipiontes dos medicamentos: these apresentada, etc. á Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1872, 130 pags. in-4° gr. - Formulário magistral de therapeutica, apontamentos or- ganísados, etc. Barra Mansa, 1884, VI-374-X pags. in-8° - Este livro teve segunda edição com o titulo - Formulário de therapeutica brasileira ou o thesouro do medico pratico, contendo medicina, cirurgia o hygiene; costumes, leis, climas, geologia, topographia, flora, fauna e pathologia das pro- víncias do Brasil; importantíssimos methodos de tratamento o a possível curabilidade do todas as moléstias; innumeras formulas magistraes e oílicinaes, etc. Brazil, typographia Aurora Barraman- sense, 1888-1889, dous vols. in-4°. - Memória sobre as aguas minoraes de Caxambú. Barra Mansa, 1884, 60 pags. in-8°. - A doença e o remedio ou diagnostico, prognostico o tra- tamento de todas as moléstias medicas e cirúrgicas do quadro nosologico brasileiro. Tratamento prophylatico e cirúrgico de todas as moléstias das crianças. Rio de Janeiro, 1889, in-8°. - A doença e o remedio. Moléstias das mulheres. Gynecologia. Rio de Janeiro, 1890, in-8° - E' o terceiro volume da obra coin o titulo «A moléstia e o remedio», que é precedido do estudo da hygiene da mulher, puberdade, idade adulta, e da gravidez e do parto. - Galeria histórica da revolução brasileira de 15 de novembro de 1889, que occasionou a fundação da Republica dos Estados Unidos do Brasil. Rio do Janeiro, 1890, com 22 estampas litho- graphadas, representando os vultos maís eminentes da revolução, 335 do governo provisorio e vista do campo de SanUAnna quando foi preclamada a Republica. - Fontes de riqueza dos Estados Unidos do Brasil, ou segredo para se adquirir em pouco tempo e com pouco trabalho grande fortuna e completa independencia. Rio de Janeiro, 1890, in-8° - Não o vi, mas sei que é um grosso volume de cerca do 700 pags. Valdevino TSTo^-uoira, como se assigna, ou Eran- eiseo Valdevino Nogueira - Filho do Francisco Val- devino Nogueira e dona Maria Joanna de Carvalho, nasceu em Limoeiro, Ceará, em 1866, é presbytero secular, tem regido varias cadeiras do seminário episcopal da Fortaleza; foi coadjuctor do Baturité o vigário encommendado do Cascavel e é membro fun- dador da Academia cearense. Distincto orador o publicista, tem collaborado para a Verdade, orgão catholico, e redigiu: - A Luz, Fortaleza. . . e escreveu - A cruz na historia: discurso proferido na Academia cearense. - A acção social do padre - Na Revista da Academia cearense, Io fascículo, Io anno, 1896. - Tratado sobre a litteratura. Fortaleza - Seus - Discursos oratorios - estão entregues para serem publicados á casa J. J. de Oliveira & Comp. e tem inéditos: - Traducção das obras de Hora cio c Fausto. Valdemiro Silveira. - Filho do doutor João Baptista da Silveira, nasceu a 28 de dezembro de 1870 em S. Paulo, onde bacharelou-so em sciencias jurídicas no anno do 1895, e exerce actualmente a advocacia. Cultiva as lettras e escreveu: - Os caboclos: contos - Não sei si este livro está impresso. Um destes contos, isto é: - Tal c qual - foi publicado no periodico O Paiz de 27 de julho do 1897 e, como este, me consta que outros o toem sido neste em outros jornaes. Vi mais: - Aí fructas: conto brasileiro - No Almanah da Gazela de Noticias de 1898, pags. 234 a 239. 336 VA Valentim Fi^ueivó ou João Valentim Fi- g-neinó - Filho de João Valentim Figueiró e dona Amélia Rangel de Figueiró, nasceu na fazenda da Tocaia, em Maricá, estado do Rio de Janeiro, a 12 de fevereiro de 1854 e falleceu a 3 de maio de 1888 na Barra de S. João do mesmo estado. Exerceu o logar de tabellião in- terino de Campos, por morte de seu pae, foi professor do Lyceu de artes e offlcios e da sociedade Ammte da instrucção nesta capital. E, autor de grande numero de - Trabalhos que o publico do Rio de Janeiro teve occasião de ad- mirar como verdadeiros primores de um talentoso calligrapho, entre os quaes posso mencionar um destinado ao jubileu do Papa e outro dedicado à princeza Izabel. Valentim José da Silveira Lopes - visconde de S. Valentim, de Portugal, nascido em Lisboa, a 13 de setembro de 1830, é brazileiro por naturalisação. Doutor em medicina pela universidade de Bostock, deu-se ao magistério em sua patria de nascimento, dirigindo os collegios Academia de Minerva e Artístico commercial, e no Brazil o collegio de Humanidades e foi vice-consul de Portugal em Macahé. Foi fundador da Associação promotora da educação popular de Lisboa, membro da Sociedade medica do Rio de Janeiro e da Academia nacional de medicina; é cavalleiro da ordem de Santiago da Torre e Espada e escreveu: - Do cholera: these apresentada e sustentada para a verifi- cação de seu titulo em maio de 1867 perante a Faculdade de me- dicina da Bahia. Bahia, 1867, in-4°. - A febre amarella em Campinas: subsidio para a historia desta moléstia na provincia de S. Paulo. - Observação de um caso de febre typhoide seguida de he- miplegia direita, aphasia e gangrena espontânea da perna esquerda. Campinas, 1876 in-8° - Foi também publicada nos Annaes de Me- dicina, tomo 29', 1877-1878. - Breves considerações sobre a colonisação, dirigidas á So. ciedade central de emigração do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1868, 43 pags. in-8°. - Parecer sobre o «clima da provincia de S. Paulo e salu- bridade publica no município do Rio Claro», do Dr. J. N. Jagua- ribe, lido em sessão da Sociedade de medicina do Rio de Janeiro em 27 de dezembro de 1876 - Na Revista Medica, 1877. - A febre amarella em Campinas: duas palavras a respeito desta epidemia, lidas na Academia imperial de medicina do Rio de VA 337 Janeiro em sessão de 27 de abril de 1889 -Nos Annacs da Academia, 1889, pags. 331 a 349. - Compendio de chorographia portugueza para uso das aulas de instrucção primaria. Lisboa, 18fl,54pags. in-8° e mais 9 de esboço de chorographia em quadros octosyllabos para serem decoradas por crianças. - Estudos grammaticaes - E' um trabalho de "que dá noticias o conselheiro José Feliciano de Castilho num offlcio dirigido á Presi- dência da província de Alagôas a 2 de julho de 1869 em defesa do íris Clássico ( Selecta dos clássicos portuguezes ) e que depois foi publicada sob o titulo: - Orthographia portugueza e missão dos livros elementares: cor- respondência offlcial relativa ao íris Clássico - Nesta publicação fi- guram o parecer do professor do lycêo de Maceió José Alexandre Passos e o do director da instrucção publica de Alagôas José Correia da Silva Titara, ambos neste livro contemplados. - Historia de Isaac de Ashavero, o judeu errante : traducção do rancez. Lisboa, 1851, in-8°. - Carta de um professor da Aldeia em resposta a outra recebida de Lisboa sobre o methodo de leitura repentina. Lisboa, 1853, in-8°. - Relatorio do collegio Artistico-commercial, de 1854 a 1855. Lisboa - Como este ha outros dos annos successivos. - Do methodo portuguez « Castilho ». Lisboa, no Diário do Governo de 17 de dezembro de 1855 - Ha outro do anno de 1856. - Ovidio e Castilho: estudo historico sobre os Amores - No Cor- reio Mercantil do Rio de Janeiro em cinco numeres de 1859 e no Ar- chivo Universal, tomo 2o, pags. 42, 54 , 75 e 84. - AImanak omnibus para 1854 e 1855. Lisboa, 1853-1854, 2 vols. in-16. - Sete de setembro: drama em dous actos, representado no theatro Gymnasio dramaticodo Rio de Janeiro a 7 de setembro de 1861. Rio de Janeiro, 1861, 53 pags. in-8° - Acha-se também no Archivo Universal, tomo 4o, pags. 59 e segs. - A granja feliz: comedia em dous actos, approvada pelo real Conservatorio de Lisboa e representada no theatro nacional da rua dos Condes. Lisboa, 1855. - O mestre da Aldeia: comedia em um acto - publicada em fo- lhetim no Jornal de Lisboa, 1851. - A Senhora dos Prazeres: lenda - Na Revista Popular, tomo 15°, pags. 249 e segs. E' uma composição em verso com referencia a uma imagem da Virgem, encontrada no logar em que se acha hoje uma 338 poquena ermida á margem do rio S. Francisco, de onde se avista a barra do rio Panema e as serras do Pão de Assucar - O bibliographo portuguez Innocencio da Silva dá noticia das seguintes poças deste autor, inéditas, mas já representadas algumas: - O mundo novo: allegoria cómica em dous actos. - O Brasil-, allegoria em dous actos e um prologo. - Pobres e ricos: comedia-drama em quatro actos. - 0 harém do Pachá : comedia em dous actos. - Amor e dinheiro: drama em quatro actos. - O borboletismo: traducção da comedia « Le papillonagc » de V. Sardou, representada no theatro Atheneu dramatico. Valontim Magalhães (vêde A.ntonio Valcntim <la Costa Mag-alliâes ), vol. Io, pag. 324. Tem-se dado ao magistério, occupando a cadeira de pedagogia na antiga Escola normal e direito constitucional e militar na antiga Escola militar, e de eco- nomia politica nas escolas primarias do segundo grão, c hoje a cadeira de portuguez e pedagogia na Escola normal. E' membro da Academia brazileira de lettras, fundador da Companhia de Seguros de Vida « A Educadora », e escreveu mais: - Notas á margem dos « Últimos harpejos ». Rio de Janeiro, 1884. - Notas á margem: chroniea quinzenal. Rio de Janeiro, 1888, em sete fascículos. - Horas alegres: Rio de Janeiro, 1888. - Vinte contos. Rio do Janeiro, 1886 - Ha outra edição de 1895. - Escriptores e escriptos. Rio de Janeiro, 1889. - Philosophia de algibeira. Rio de Janeiro, 1895. - Bric-à-Brac : contos o phantasias. Rio de Janeiro, 1896. - Flor do sangue: romance. Rio de Janeiro, 1897. Tem segunda edição a publicar. - Litteratura brasileira. Lisboa, 1896. - Alma-, paginas intimas. Rio de Janeiro, 1899. - Doutores: comedia. Rio do Janeiro, 1898. - Rimario: poesias. Pariz, 1899 - São poesias de 1878 a 1899, divididas em quatro partes: Tabornaeulo, Rimas de amor, Rimas he- roicas. Toda a gamma. - O Gran-Galeoto : traducção em versos do drama O Gran-Galeoto de d. José Echegaray, de collaboração com Filinto de Almeida. Rio de Janeiro, 1884 - Ha segunda edição de 1896. - Ignacia do Couto: parodia á tragédia «Ignez do Castro », de col- VA 339 laboração com Alfredo de Souza. Rio de Janeiro, 1889 - Collabora em muitos jornaes desta Capital e de S. Paulo e redigiu: - Labarum. S. Paulo... - Revista de direito. S. Paulo.. . - Lettra e Republica. S. Paulo - Aqui se acham seus primeiros folhetins: - Bohemio. S. Paulo, com Silva Jardim e Eluardo Prado. - Semanas. Rio de Janeiro, 1885 a 1887 e 1893 a 1895. Valentim Mendos - Filho do sargento-mór Antonio Mendes Falcão e dona Antonia da Silva, nasceu na villa, hoje cidade da Cachoeira, província da Bahia, a 10 de abril de 1689 o falleceu de- pois do 1752. Começou sua educação litteraria no seminário de Belém, fundado pelo padre Bartholomeu de Gusmão, de onde passou para o collegio dos jesuítas, vestindo a roupeta aos quatorze annos de idade, sendo logo nomeado lente de philosophia, recebendo depois ordens de presbytero. Dedicou toda sua vida ao magistério, leccionando humani- dades na Bahia, em Pernambuco eno Rio de Janeiro e depois theologia na primeira destas cidades, onde serviu também o cargo de examinador synodal. Dedicou-se á poesia e foi eloquentíssimo orador. De seus sermões publicou: - Sermão na festividade das onze mil virgens, padroeiras da Ame- rica, celebrada no convento dos religiosos da Companhia de Jesus da Bahia, metropole do Brazil, em 21 de outubro de 1732. Lisboa, 1734, in-4°. - Sermão na festividade das onze mil virgens, padroeiras da Ame- rica, pregado no real collegio da Bahia em 1738. Lisboa, 1740, in-4°. - Sermão do principe dos patriarchas, Santo Elias, voltando sua imagem do real collegio dos jesuítas, onde assistiu onze mezes e treze dias por occasião de uma secca extraordinária, para seu magnifico con- vento do Carmollo a 18 de maio de 1735. Lisboa, 1735, in-4u. - Sermão do glorioso Santo Ignacio, fundador da Companhia de Jesus, prégado no real collegio da Bahia a 31 de julho de 1735. Lisboa, 1737, in-4°. - Sermão do glorioso patriarcha Santo Ignacio, prégado no real collegio da Bahia em 1746. Lisboa, 1747, in-4°. - Sermão de Nossa Senhora das Portas do Céo e de todo bem, e collocação do sua imagem na igreja de S. Pedro da Bahia em 15 de agosto de 1737. Lisboa, 1738, in-4°. - Sermão de Nossa Senhora da Paz. Lisboa, 1738, in-4°. - Sermão das Lagrimas na triste soledade da mãi de Deus, pré- gado na sé da Bahia a 4 de abril de 1738. Lisboa, 1739, in-4°. 340 VA - Sonetos (dous) em applauso ao desembargador Ignacio Dias Madeira, tomando posse do logar de ouvidor geral do crime. Lisboa, 1742- Foram publicados com outras poesias do mesmo objecto. Valentim Moreira de Sá e Menezes - Filho de Valentim Moreira de Sá e Menezes e dona Anna Rita de Sá e Silva, nasceu a 23 de abril de 1840 na cidade de Guimarães, Portugal, é ba- charel em direito pela universidade do Coimbra e logo depois de sua formatura veio para o Rio de Janeiro, onde se dedicou á imprensa e ao magistério, naturalisando-se brazileiro. Foi promotor publico de Santa Maria Magdalena do Rio de Janeiro, lente do Lycêo de Artes e Officios, fundou o antigo Collegio Americano, de que é director, e rege a cadeira de Portuguez e litteratura no collegio archidiocesano, annexo ao Seminário do Rio Comprido. Escreveu: - Sombra e luz : drama em tres actos. Braga, ( Portugal ) 1863, in-8°. - Ultimo acto : drama em um acto. Petropolis, 1865, in-8". - A grandeza na desgraça : drama em um acto, publicado em fo- lhetim no Mercantil de Petropolis, em 1867, e ahi representado. - A virgem do campo : drama em um prologo, tres actos e um quadro. Rio de Janeiro, 1868. - Um noivado de sangue: romance. Rio de Janeiro, 1868. - Tiberio Graccho no mundo maçonico; Vieira de Castro no mundo profano: palavras a proposito da catastrophe Vieira de Castro. Rio de Janeiro, 1870. - Estudos syntaxicos e philologicos da lingua portugueza. Rio de Janeiro, 1873, in-8°. - Folhas perdidas: collecção de poesias. Rio de Janeiro, 1873, in-8°. - Tratado theorico e pratico de syntaxe da lingua portugueza. Rio de Janeiro, I881,in-8O. - Pontos escriptos de philosophia e pontos oraes de lógica, coor- denados, etc. Rio de Janeiro, 1883, in-8°. - Manual do estylo, adaptado ao curso de portuguez para auxi- liar o estudante no empenho de bem redigir seus pensamentos. Rio de Janeiro, 1883, in-8° - Como jornalista calloborou no Jornal do Com- mercio, no Diário do Rio de Janeiro, usando neste do pseudonymo de Delphim Moreira. Fundou e redigiu : - Vimaranence. Guimarães, ( Portugal) 1862 á 1864. - Publicador. Petropolis, 1868 ã 1869. - Monitor Portuguez. Rio de Janeiro, 1869 á 1871. VJL 341 - Conciliador. Rio de Janeiro, 1871 á 1873. Valentim Rilbeiro dos Santos - Antigo capitão da marinha mercante, foi depois perito do registro italiano e Lloyd Austro-hungaro, avaliador juramentado perante os juizes commerciaes do Rio de Janeiro, e escreveu: - Lloyd brasileiro. Registro dos navios mercantes. Regulamento Para a classificação dos navios, estabelecido no Rio de Janeiro, no annode 1863. Rio de Janeiro, 1863, in-8°. - Lloyd brasileiro. Registro das informações dos navios, estabele- cido no anno de 1865. Rio de Janeiro, 1865 a 1872, in-4° - Sahiram seis numeros desta publicação. - Relatorio dos trabalhos do Lloyd brasileiro, apresentado ás as- sembléas geraes das companhias de seguros maritimos da praça do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1868, in-4°. Valeriam) Ramos da Fonseca - Filho de Valeriano Ramos da Fonseca e dona Maria Emilia de Moraes Ramos, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 18 de agosto de 1846, è bacharel em lettras pelo Collegio Pedro II, doutor pela faculdade de medicina da mesma cidade e pela de Pariz, de cujos hospitaes foi interno. Foi o introdu- ctor do apparelho Lister no Rio de Janeiro, o primeiro brazileiro que frequentou o Instituto Pasteur e em 1890 foi a Berlim, commissionado pelo Jornal do Commercio, assistir às experiencias do sabio professor Kock. Clinicou em Pariz por espaço de dous annos e é actualmente medico da Sociedade anonyma do gaz nesta capital. Escreveu: - Kistos dos ovários: these apresentada à Faculdade de medicina do Rio de Janeiro, para o grão de doutor. Rio de Janeiro, 1872, in-4°. - Considerations générales sur les hydrocelles vaginales de l'adul- te: these pour le doctorat en médecine presenteè et soutenue, etc. Paris, 1876, 3 fls. 66 pags. in-4° gr. - Relatorio sobre oremedio de Kock contra a tuberculose. Rio de Janeiro, 1891 - Este trabalho foi publicado por extenso no Jornal do Commercio. Valerio da Silva - Não o conheço ; penso, porém, que é natural de Vassouras, estado do Rio de Janeiro, onde escreveu: - Açucenas: primeiros versos. Vassouras, 1885, in-8°. Vasco de Araújo e Silva - Filho do general Gabriel de Araújo e Silva e dona Josepha Leopoldina da Silva Guimarães, e 342 VE irmão de Domingos de Araújo e Silva, commomorado neste livro, nasceu a 19 de abril de 1837 em Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, e ahi falleceu nos primeiros mezes do anno de 1898. Depois de ter feito parte do curso da antiga Escola central do Rio de Janeiro, voltou para a sua província, onde occupou um logar na secretaria do governo, de que foi demittido por perseguição política por col- laborar na imprensa local. Foi professor de mathematicas e escreveu: - Tratado de geometria. Porto Alegre... - Noções de geographia. Porto Alegre... Velho da Terra de Santa Cruz - Assim se assigna um velho patriota dos tempos coloniaes, que nunca consegui saber quem fosse. Sei apenas que foi brazileiro e que escreveu: - I Ilusão. Experiência e desenganos - Maximas e pensamentos. Rio de Janeiro, 1839, 128 pags. in-4° - A introducção deste precioso livro começa por estas palavras: « Muitos escrevem e do muito escripto pouco se aproveita. E' mania da epoca? Também eu fui eivado do contagio e ahi vae o que me suggeriu a lição e desengano de mais de dez lustros, passados em contacto com todas as classes da sociedade.» E' um livro preciosíssimo. Venancio de Oliveira Ayres - Nascido em Itapeti- ninga, província de S. Paulo, falleceu com 38 annos de idade, victi- ma de uma aíTecção cardíaca, em Santo Angelo, província do Rio Gran- de do Sul, a 16 de outubro do 1885. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas, íoi eleito deputado á assembléa provincial de S. Paulo e desde então um esforçado propugnador das idéas democráticas, idéas que passou a propagar com toda energia pela imprensa rio-grandense. Foi vereador da camara de Cruz-Alta, o presidente da de Santo An- gelo. Quando o partido republicano fundou em Porto-Alegre seu or- gão, A Federação, foi pelo voto de seus correligionários o escolhido para redigil o, sendo obrigado depois a renunciar esse encargo por incommodos de saude. Redigiu: - O Partido Municipal: orgão do partido da mesma denominação. Itapetininga, 1876, in-4° gr. - Depois disto collaborou activamente no Cruz Altense, periodico commercial, litterario e noticioso, na Descentra- lisação e redigiu: - A Federação: orgão do partido republicano rio-grandense. Porto-Alegre, 1884- Ainda continúa. O Pnumcro sahiu a 1 de janeiro o faziam também parte da redacção Julio Prates do Castilhos, Ra- miro Fortes Rarcellos, Amaro Juvenal, folhetinista, Demetrio N. VE 343 Ribeiro, primeiro ministro da agricultura da republica do Brazil. Consta-me que Oliveira Ayres escreveu vários trabalhos que foram publicados, e deixou inéditos outros, como: - Catechese e civilisação dos indios do Rio Grande. - Historia política do Brasil - Deste livro foi publicado na Fede- ração em 1885 o capitulo «Exaltados e moderados ». Venancio Henrique de Rezende - Filho de José Henrique de Rezende e dona Maria de Nazareth da Graça, nasceu em Pernambuco em 1784 e ahi falleceu a 9 de fevereiro de 1866, presbytero secular, conego honorário da capella imperial, vigário da freguezia de Santo Antonio do Recife, commendador da ordem de Christo e oflicial da do Cruzeiro. Foi republicano exaltadissimo, e como tal tomou parte nas revoluções de 1817 e de 1824, fazendo na primeira marchas com as forças em armas, sendo por isso preso e soffrendo muitos tra- balhos até baixar a amnistia da Corôa. Foi deputado em muitas legis- laturas geraes desde a constituinte de 1822, sendo-lhe vedada sua en- trada no parlamento, até ser isso determinado pelo poder competente. Este illustre brazileiro, entretanto, modificou suas idéas politicas, sendo não sómente monarchista, como também exaltado membro do partido conservador, no qual falleceu, mudança realizada depois de uma viagem á America do Norte. Escreveu varias: - Proclamações republicanas publicadas em folha avulsa, e em differentes datas - Uma destas proclamações se acha no processo de frei Joaquim do Amor Divino Caneca, a este attribuida. Redigiu vá- rios jornaes, entre os quaes: - 0 Maribondo. Recife - E' um periodico de idéas republicanas, de que sahiu o primeiro numero a 25 de junho de 1822. - Gazeta Pernambucana. Recife - E' uma publicação sob as mesmas ideias, de que sahiu o primeiro numero a 11 de setembro de 1822 e ainda se publicava em 1824. Venceslau Antonio Ribeiro-Commerciante no Rio de Janeiro e socio do Instituto historico e geographico brazileiro, falleceu no Chile a 9 de dezembro de 1845, sendo nessa republica en- carregado de negocios do Brazil. «Bem longe da patria e em serviço delia se finou nosso estimável consocio, que reunia a todos os dotes do coração uma variadissima somma de instrucção, adquirida em lougas e continuadas viagens. Amava as bellas-artes e por amor delias via- ou pela Italia, França, Allemanha... » diz Manoel de Araújo Porto- 344 VE Alegre,então orador do Instituto historico. «No seu espolio - conti- núa este, se deve encontrar um - Volumoso manuscripto, onde sua alma se achava derramada debaixo de uma forma variada de todas as suas impressões.» Não me consta, entretanto, que algum escripto se publicasse de sua penna. Deixou obras originaes e traduzidas de varias linguas da Europa. Veneeslaii Freire de Carvalho - Filho de Manoel Felippe de Carvalho e dona Josephina Seabra Freire, e nascido na cidade do Lagarto, estado de Sergipe, a 28 de setembro de 1841, fal- leceu a 16 de setembro de 1893 na cidade do Rio de Janeiro. Era co- ronel da arma de infanteria do exercito, oilicial da ordem da Rosa, cavalleiro das do Cruzeiro e S. Bento de Aviz, condecorado com as medalhas do exercito em operações no estado do Uruguay, a da cam- panha contra o governo do Paraguay e a do mérito militar. Exerceu commissões importantes, como comlnandante da brigada policial da cidade do Rio de Janeiro, a ultima com que foi distinguido, e escreveu: - Breve tratado sobre a espingarda a Minié, compilado do «Curso sobre as armas de fogo portáteis» do Sr. Panot. Rio de Janeiro, 1871,in-8°. - Instrucção para o fuzileiro armado á Comblain. Rio de Janeiro, 1874, in-8°. E' escripto de collaboração com o alferes Luiz Maria de Oliveira. (Vêde Luiz Maria de Mello Oliveira.) - Ha segunda edição oorrecta e augmentada. Rio de Janeiro, 1880, 108: IV pags. in-8°. - Promptuario dos processos militares, etc. Rio de Janeiro, 1884, 238 pags. in-8° - Este livro teve segunda edição augmentada e annotada, autorisada pelo Exm. Sr. Conselheiro Dr. Joaquim Del- fino Ribeiro da Luz, ministro e secretario de estado dos negocios da Guerra. Rio de Janeiro, 1887 , 468 pags. in-8°. Venceslavi José de Oliveira Queiroz - Filho do Estanislau José de Oliveira Queiroz e nascido no actual estado de S. Paulo, é bacharel em direito pela faculdade deste estado, graduado em 1890, e tem exercido cargos como o de membro do conselho supe- rior da instrucção publica, deputado estadoal e substituto do juiz federal, cargo que ainda occupa. E' um dos mais distinctos litteratos de S. Paulo, e como poeta escreveu: - Goivos: poemeto. S. Paulo. - Heroes: poesias patrióticas. S. Paulo. - Versos: Lisboa, 1890, in-8° - e tem entre mãos: - Rezas do Diabo. VE 345 - Cantigas. - Paginas volantes: chronicas e phantasias. - Prismas', contos - Tem collaborado para muitos jornaes como O Paiz, A Semana, Quinzena Paulista, Estado de S. Paulo, Diário Po- pular, Gazeta do Povo, O Constitucional, Scena Illustrada de Florença e outros. Redigiu desde estudante, com outros collegas da facul- dade: - A Idéa. S. Paulo. - A Republica. S. Paulo. - Vida Paulista. S. Paulo. - Ensaio Litterario. S. Paulo -E depois, sempre na imprensa pe- riódica de S. Paulo redigiu: - O Diário Mercantil. S. Paulo. - O Município. - Corrreio Paulistano, sendo seu redactor chefe por espaço de dez annos e usou no jornalismo de vários pseudonymos, como Saulo, Homerim, Lucifer, Frei Thomaz, João Crespo, Colombina, Dr. Pangloss, Griff e outros. Venceslau Pereira Escobar-Natural da província, hoje estado do Rio Grande do Sul, e bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, formado em 1880, foi promotor publico, deputado provin- cial e é actualmente advogado. Escreveu: - O Gabinete de 5 de janeiro. S. Paulo, 1880, in-8°. Veridiano Henrique dos Santos Carvalho - Filho de José Joaquim de Carvalho e dona Maria de Jesus Car- valho, nasceu a 1 de fevereiro de 1845 em Villa-Nova de Gaia, Por- tugal. Aos onze annos de idade embarcou para o Parã e dahi passou-se seis annos depois para o Rio de Janeiro, onde continuou a vida de empregado em casas commerciaes que não offereciam futuro. Intelligente e estudioso, as suas condições precarias começaram a melhorar de 1868 em diante com a publicação do seu primeiro livro, tornando-se então conhecido como um guarda-livros jurisperito. Applicou-se também às lettras amenas e á imprensa, e ainda hoje é o redactor da parte commercial do Jornal do Commercio. Pelo governo da Republica foi nomeado membro da junta flscalisadora dos bancos e companhias, é commendador da ordem de Christo de Portugal e cavalleiro da ordem da Rosa do Brazil. Escreveu : -Manual do dentista, compilado, etc., editado por Cardoso & Comp. Rio de Janeiro, 1880, in-4°. 346 VJE - Manual Mercantil ou encyclopedia elementar do commercio brazi- leiro. Rio de Janeiro, 1868, in-8° - Este livro tem muitas edições, a saber: segunda em 1871 ; terceira em 1874, quinta em 1882, sexta em 1884, decima em 1889 ; a decima quinta, augmentada com os mais recentes actos relativos á arrecadação do sello, portes do correio e disposições fiscaes, em 1894; a decima sexta, em 1896, in-4", e a ultima, finalmente, decima oitava, em 1901. - Bancos e companhias: formulário dos registros e instrumentos de operações de credito usuaes nos secretariados dos bancos e sociedades anonymas do Brazil, seguido da lei sobre estas sociedades e da recente lei e regulamento dos bancos de emissão. Livro indispensável aos organisadores, directores e empregados de bancos e companhias. Rio de Janeiro, 1889, in-4°. - Tachygraphia: tratado moderníssimo baseado no systema seguido no parlamento brazileiro e portuguez e nas lições dos tachygraphos e professores, etc., organisado de modo a podor-se aprender esta uti- líssima arte sem auxilio de professor. Rio de Janeiro, 1886, in-80. - Cálculos commerciaes, formulados ao alcance de qualquer intelligencia para resolver todos os problemas de arithmetica commer- cial. Rio de Janeiro... in-8°. - Correspondência commercial. Formulário para uso dos aspi- rantes e empregados de escriptorio no commercio do Brazil. Rio de Janeiro, 1894, in-8°. - Viagem atravez do corpo humano - Na Gazeta de Noticias de 15 de janeiro de 1881. E' assignado por Carolino de Harveva, ana- gramma de Veridiano de Carvalho. - A praça do Rio de Janeiro, 1891-1892: serie de artigos publicados no jornal fluminense O Tempo com o pseudonymo de Zeferino. Rio de Janeiro, 1892, 385 pags. in-8°. - O artista: drama em um acto. Desterro (Santa Catharina), 1877, in-8° - Houve uma edição anterior. - Sonhos poéticos: poesias. Desterro, 18 **. - Inferno e Paraiso: comedia. Rio de Janeiro, 186 *. - A vida de Camões: scena dramatica, representada no theatro lyrico fluminense a 21 de outubro de 1868 e publicada no livro se- guinte: - Maldita: poesias. Rio de Janeiro, 1873, com o retrato do autor, de pags. 147 a 160 - Veridiano de Carvalho foi um dos redactores do O Paiz desde sua instituição ató novembro de 1890, sendo da sua lavra VE 347 - Os retrospectos commerciaes, agrícolas e financeiros dos annos de 1884, 1885,1886,1887,1888 e 1889 - Coliaborou no Jornal do Commerciot usando dos pseudonymos Alceste nos folhetins que escreveu nos ann os de 1892 a 1899 e Cherubino de Harveva e foi um fundador e redactor do periodico: - O Tempo: folha diaria, propriedade da sociedadeanonyma « Novo Paiz». Rio de Janeiro, 1891 - O primeiro numero sahiu a 21 de maio. Veríssimo Alvares da Silva - Não conheço este autor que viveu no Rio de Janeiro e pareco-me que foi agricultor. Escreveu: - Memória sobre a agricultura portugueza desde o tempo dos romanos até o presente - O autographo de 65 folhas pertence ao Insiituto historico e geographico brazileiro. Veríssimo Josédo líomSuccosso - Filho de Ve- ríssimo José do Bom-Successo, nasceu no Rio de Janeiro em 1842 e falleceii a 30 de julho de 1886. Depois do cursar as aulas do seminário de S. José com intenção de abraçar o estado ecclesiastico, e de ter re- cebido as primeiras ordens, serviu alguns annos como capellão-cantor nacapella imperial. Em 1876, porém, tomando nova resolução, deixou esse logar e dedicou-se á imprensa. Trabalhou pelo florescimento da sociedade Ensaios litterarios, de que era socio e para cuja revista col- laborou, assim como para outros jornaes, e escreveu: - Harpejos d'alma: poesias. Rio de Janeiro, 1865, 194 pags. in-8° - Depois de quarenta c oito composições poéticas se acha ahi um escripto em prosa como titulo «Estudo sobro a sociedade» da pag. 171 á pag. 187- Esto livro, como modostamente se exprime seu autor, é filho de um joven que enceta tropegos passos na carreira lit- teraria. - Fabulas. Rio de Janeiro, 1870, 79 pags. in-8°. - As artes e as lettras no Brasil. Rio de Janeiro, 1874 - Foi um de seus trabalhos publicados na Revista Mensal dos Ensaios litterarios. Bom-Successo traduziu para o portuguez algumas peças theatraes, que foram representadas com applauso na côrte e nas províncias, fez parte da redacção do Brazil e do Cruzeiro, e redigiu: - O Binoculo. Rio de Janeiro ... in-4°. Veríssimo Ricardo Vieira - Filho do Veríssimo Ri- cardo Vieira e dona Victoria Maria da Conceição Vieira, nasceu em S. Luiz do Maranhão a 83 de janeiro de 1855. Depois de ter exercido o 348 VI cargo de amanuense da secretaria de estado dos negocios da viação, commercio e obras publicas, foi promovido a oihcial da mes na secre- taria, logar que perdeu por ter sido extincto, e então dedicou-se ao magistério, leccionando as linguas nacional e franceza. Foi a concurso para substituto da secção de linguas da escola naval e exerce hoje o logar de secretario da cominissão de limites do Brazil com a Bolivia. Escreveu: - These de concurso á vaga de substituto da cadeira de portuguez e historia litteraria do collegio D. Pedro II. Rio de Janeiro, 1885, 62 pags. in-8°, e mais 10 innumeradas com proposições. - These de concurso á vaga de professor da cadeira de portuguez do segundo ao quinto anno do collegio D. Pedro II. Rio de Janeiro, 1886, 41 pags. in-8° e mais 10 innumeradas com proposições. - Grammatica elementar da lingua portugueza, dedicada á in- strucção primaria e organisada de açcordo com o programma vigente da instrucção primaria. Rio de Janeiro, 1889, 161 pags. in-8°. - Instrucção primaria. Grammatica portugueza: curso elementar. Rio de Janeiro, 1898, in-8° -E' um livro do 182 pags. do qual disse uma folha do dia: «Resolve este livro, graças á reconhecida competência o longa pratica do magistério do autor, um dos maiores problemas do ensino. O arido estudo da grammatica acha-se alli amenisado e conscien- ciosamente adequado á capacidade Intellectual das crianças. Para que estas aprendam a matéria pelo methodo intuitivo, cada uma das lições começa por uma serie de phrases fáceis, a que se segue a parte theorica, abrangendo regras simples e claras, ao alcance de quem pela primeira vez vai estudar grammatica. O autor, como era na- tural, teveo cuidado de evitar os nomes arrevezados dessa falsa philo- logiaquejá foi moda e que difficultava o ensino em vez de facilital-o.» Vianna de Carvalho - Nome com que subscreve seus trabalhos litterarios o alferes do exercito Manoel Vianna de Carvalho. Natural da Fortaleza, capital do Ceará, cursou o lycêo e a escola militar do Ceará, e também a escola militar do Rio de Janeiro onde fez o curso das tres armas, e escreveu: - Facetos: contos e phantasias. Porto Alegre, 1898, 100 pags. in-12° - Este autor collaborou para alguns orgãos da imprensa do Ceará e Rio Grande do Sul. D. Vicente Alexandre <le Tovar - Nascido na cidade da Bahia pelo meiado do século XVIII, si bem que outros au- tores o dêem como filho de Portugal, foi presbytero secular e doutor VI 349 em cânones pela universidade de Coimbra. Depois de ser conego da sé de Faro e vigário na cidade de seu nascimento, foi nomeado bispo de Goyaz, obtendo da santa sé ser confirmado bispo de Titopole. Quando viajava para sua diocese, em caminho foi affectado de uma violenta in- digestão, de que falleceu em Paracatú, Minas Geraes, a 8 de outubro de 1808. Escreveu: - Orações sagradas - que nunca foram publicadas e ficaram in- éditas, sendo ignorado seu destino. Vicente Alves de Paula Pessoa, Io- Filho do se- nador Francisco de Paula Pessoa e dona Francisca Carolina de Paula Pessoa, nasceu a 29 de março de 1828 na cidade de Sobral, da antiga provincia do Ceará. Bacharel em sciencias jurídicas e sociaes pela faculdade de Olinda, dedicou-se á carreira da magistratura, na qual occupou todos os cargos gradualmente até o de desembargador em que foi aposentado com as honras de ministro do Supremo Tribunal de Justiça. A sua longa vida de juiz apenas foi interrompida, quando no caracter de primeiro vice-presidente teve de assumir a administração das províncias do Rio Grande do Norte e Ceará, nos annos de 1863 e 1864. Como administrador não desmentiu os seus foros de juiz integro e illustrado e dahi o acatamento com que os seus actos eram recebidos por amigos e adversários. Senador do Império em 1881, logo depois de aposentado, era do conselho de S. M. D. Pedro II e falleceu a 31 de março de 1889. Escreveu: - Reforma judiciaria: Lei n. 2033 de 20 de setembro de 1871 e Dec. n. 4824 de 22 de novembro de 1871, com annotações e esclareci- mentos, 1874. Teve segunda edição, augmentada com todos os avisos e jurisprudência dos tribunaes até 1880. Maranhão, 1880, 476 pags. in-8°. - Elemento servil: Lei n. 2040 de 28 de setembro de 1871, Dec. n. 4835 de 1 de dezembro de 1871 e n. 5135 de 13 de novembro de 1872, com os avisos do governo, jurisprudência dos tribunaes, escla- recimentos e annotações até o fim de 1874. Rio de Janeiro, 1875, 133 pags. in-8°. - Regulamento das Relações do Império: Dec, n. 5618 de 2 de maio de 1874, com minucioso indice alphabetico para facilitara con- sulta. Maranhão, 1879,300 pags. in-8°. - Codigo Criminal do Império do Brazil, annotado com leis, de- cretos, jurisprudência dos tribunaes do paiz e avisos do governo até o fim de 1876. Rio de Janeiro, 1877, 564 pags. in-8°. Ha uma segunda edição consideravelmente augmentada com um indice alphabetico de todas as matérias, contendo annotações segundo os princípios de di- 350 VI reito, legislação de diversos povos, leis do paiz, decretos, jurispru- dência dos tribunaes, avisos do governo, interpretando, alterando ou revogando diversas de suas disposições até o fim de 1884 e contendo o Reg. de 18 de março de 1849, lei de 2 de julho do 1850, a de 1 de setembro de 1860, Dec. de 9 de outubro de 1850 e outras disposições annotadas em appendice. Rio de Janeiro, 1885, 557 pags. in-4°. - Godigo do Processo Criminal de primeira instancia do Império do Brazil, com a lei n. 261 de 3 de dezembro de 1841 e Reg. n. 120 de 31 do janeiro de 1842, Disposição Provisória e Dec. de 15 de março de 1842 com todas as reformas que se lhes seguiram, até hoje, explicando, revogando e alterando muitas de suas disposições. Rio de Janeiro, 1880, 654, VI pags. in-8° gr.-E' este, segundo me consta, o sou melhor tra- balho, em que revelou mais estudos o maior somma de conhecimentos, e do qual deixou inédita uma segunda edição. Também ficou inédita a terceira edição do Codigo Criminal o em adiantada elaboração uma obra de grande folego o - Diccionario Jurídico, do que deixou escriptas mais de mil tiras sem ter passado da primeira lettra do alphabeto. ' Vicente Alves dle Paula Pessoa. 2o - Filho do precedente o dona Maria Barbosa de Paula Pessoa, nasceu a 30 de abril de 1857 na capital do Ceará. Engenheiro civil pela Escola Poly- technica do Rio de Janeiro, desempenhou diversas commissõos tech- nicas no Rio Grande do Sul; dirigiu, como engenheiro da empresa « Leopoldina », vários serviços de exploração e a construcção do ramal de Muriahé, comprehendido entre Tombos e Santa Luzia e installou a nova secçãod e estatística que a companhia creou á exemplo do go- verno. Organizada a empresa para construcção das linhas mineiras, foi eleito director technico, cargo que ainda occupa. Escreveu: - Quadro com as linhas pertencentes e administradas pela Com- panhia Leopoldina, dando as extensões em trafego, em construcção, a construir, em projecto, as que se acham sob a inspecção da União e dos estados, capitaes garantidos, taxas de garantia, etc. Rio de Ja- neiro, 1893, 0", 70 X 0m, 42. - Quadro dando as estações da Companhia Leopoldina, seus nu- meros em cada linha e em cada rêde, posições kilometrieas, altitude de cada uma, estado e municípios em que se acham e observações ex- plicativas. Rio de Janeiro, 1894, O'n,82 X O111, 65. - Noções de estatística das estradas de ferro. Rio de Janeiro, 1893. E' o primeiro trabalho publicado no Brazil sobre o assumpto e a elle acompanha um estudo original sobre « Utilisação dos vagões VI 351 de mercadorias » feito em collaboração com o engenheiro Henrique Am arai. - Relatorio dos trabalhos executados desde o inicio dos serviços na empreza « Espirito Santo e Minas » até junho de 1896. Rio de Ja- neiro, 1896. - Guia da Estrada de Ferro Central do Brazil. Rio de Janeiro, 1901, 2 volumes - O primeiro volume, com quinhentas e sessenta e oito paginas, tem algumas photogravuras de documentos, pontos, viaductos o estações, e é dividido em tres partes: na Ia, sob o titulo Excavação histórica, trata-se do inicio das estradas de ferro em nosso paiz, desde 1835 até 1855, quando se organisou definitivamente a companhia que deu começo á E. de F. D. Pedro II; na 2a parte, sob o titulo E. de F. Central do Brazil, antiga D. Pedro II, objecto principal do trabalho, estuda-se essa via ferrea em todas as suas phases e luctas até fins de 1900, comprehendcndo um periodo de 43 annos, apresentando curiosos documentos, e na 3a parte, sob o titulo Leis, decretos, regulamentos, etc. dão-se as leis, contractos, decretos, estatutos, etc., tudo relativo a essa importante estrada de ferro. O segundo volume, de duzentas e quarenta e cinco paginas, contém os horários, as instrucções regu- lamentares na parte relativa a obrigações reciprocas do passageiros para a estrada, um quadro geral das estações, pontes, viaductos o tun- neis, com todas as posições kilometricas, altitudes o dados technicos o uma curiosa planta geral da estrada com todas as suas linhas e ligações e difíerenças de bitola, bem discriminadas. E'neste genero o primeiro trabalho publicado no paiz. Tem inéditos. - Episodios da revolução de 1824 - em que figura entre outros o vulto do tio-avô do autor, João de Andrade Pessôa Anta, executado em 1825. - Pontes, viaductos e superstructuras metallicas. Vicente Antonío d.e Oli-veii'n, Io - Ignoro sua na- turalidade, só podendo saber que foi governador das armas na Côrte em 1815 e que vivia no Rio de Janeiro em 1819 o era tenente-general, fallecendo depois da independencia. Escreveu: - Reflexões sobre a instituição da força armada da capitania do Rio de Janeiro, afim de que esta não sómente seja a maxima possivel em defesa do paiz, mas também a menos perigosa em seus eífeitos, pelo que toca a tolos os interesses em geral de uma nação civilisada. 1815 - O original, de 39 fls. in-Io, esteve na Exposição de historia patria de 1881 e pertencia a dona Antonia R. de Carvalho. 352 VI Vicente Antonio <le Oliveira. 2o - Filho de Joaquim Manoel de Oliveira, nasceu a 14 de junho de 1815 em Lisboa e falleceu no Rio de Janeiro a 25 de maio de 1889, bacharel em mathe- matica pela antiga academia militar, tenente-coronel reformado do imperial corpo de engenheiros, cavalleiro da ordem de S. Bento de Aviz e da de Christo, e condecorado com a medalha concedida pelos serviços prestados na guerra do Paraguay. Foi chefe de secção do Ar- chivo militar, director das obras publicas militares da Côrte e fez parte de estudos e da confecção de trabalhos de engenharia, como: - Carta da provincia de Matto Grosso e parte dos confrontantes e Estados limitrophes, começada a construir, etc. e continuada, augmen- tada, e concluida pelo coronel Patrício Antonio de Sepulveda Everard, (vede este nome) major Vicente Antonio de Oliveira e capitão José Joaquim de Lima e Silva. Lith. do Archivo militar, 0m,773X0m,604. Vicente Augusto de Carvalho - Filho do major Hygino José Botelho de Carvalho e dona Augusta de Carvalho, nasceu em Santos, S. Paulo, a 6 de abril de 1866. Bacharel em direito pela faculdade dessa provincia, hoje estado, foi deputado á constituinte paulista em 1891, fez parte da commissão de redacção da constituição de seu estado, foi secretario do interior na primeira organisação do mesmo estado e resignou a cadeira de deputado por occasião do golpe de estado do marechal Deodoro da Fonseca. E' distincto poeta e es- creveu : - Ardentias : poesias. S. Paulo, 1885, in-8°- São de uma poesia « Calvario » deste volume os seguintes, mimosos e edificantes versos: « 0 drama do Calvario, a sacrosanta scena Do Christo que morria, angélica açucena, Ante os olhos da Virgem as pedras commovia, Commovia oceano, o espaço... Unicamente Dos carrascos a turba olhava impunemente O cadaver de Christo e o pranto de Maria. ! ... » - Relicário : versos. S. Paulo, 1888, in-8° - Este livro teve se- gunda edição no Porto, em 1890. - Projecto de Constituição do Estado deS. Paulo. S. Paulo, 1891. - A solução da crise do café, opusculo. S. Paulo, 1901 - No jornalismo redigiu: - A Ideia. S. Paulo.... VI 353 - A Republica. S. Paulo, 1885. - Diário de Santos. Santos, 1889. - Diário da Manhã. S. Paulo - Foi pelo dr. Vicente de Car- valho fundado em Santos no mesmo anno de 1899. Vicente Ayres da Silva - Brazileiro, ecreio que na- tural de Goyaz, ahi vivia na antiga villa denominada Porto Imperial, ã margem direita do rio Tocantins, pelo meiado do século 19*. Foi tc- nente-coronel, não sei de que corpo ou arma, e escreveu: - Itinerário feito pelo rio do Spmno acima desde a sua confluência ao Tocantins- Foi publicado na Revista de Instituto historico, tomo 14°, pags. 397 a 401. Vicente Cândido Fi^ueix'» de Salboia, Visconde ' de Saboia- Filho de José Saboia e dona Joaquina Figueira de Mello Saboia. nasceu na cidade de Sobral, no Ceará, a 13 de abril de 1835, é doutoram medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, foi lente cathedratico e director da mesma faculdade, onde realizou notá- veis melhoramentos, obtendo sua aposentadoria depois de longos annos de serviço. Viajou mais de uma vez pela Europa em commissões da faculdade e do governo imperial, de que apresentou importantes relatórios, tendo aperfeiçoado nestas excursões os seus conhecimentos cirúrgicos e obstétricos. Do conselho do Imperador d. Pedro II, ca- valleiro da ordem de Christo, foi medico do paço, membro de diversas sociedades scientificas, nacionaes e estrangeiras e escreveu : - Estreita mentos orgânicos da urethra no homem. Historia re- sumida do infanticidio. Interpretação e analyse dos artigos 197 e 198 de nossa legislação criminal e da parte respectiva do Formulário do pro- cesso criminal de 23 de março de 1895. Di Glucosuria, suas causas, Séde, signaes, diagnostico, prognostico e tratamento. Que influencia podem ter sobre a prenhez e o parto os vicios de conformação da bacia ? These, etc, para obter o grão de doutor. Rio de Janeiro, 1858, seis fls. 68 pags. in-4° gr. - Anesthesia cirúrgica : these apresentada, etc. e sustentada para o concurso a um logar de oppositor á secção cirúrgica. Rio de Janeiro, 1859, in-4° gr. - Fracturas complicadas : these de concurso â cadeira de clinica cirúrgica da Faculdade de medicina do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1871, 162 pags. in-4°. - Ensaio sobre o tratamento radical das hérnias reductivas e in- guinaes. Pariz, 1861, in-8°. 354 VI - Cirurgia contemporânea : contribuição pelo Visconde de Sa- boia. Rio de Janeiro, in-8°. E' um grosso volume. - Lições de clinica cirúrgica, feitas no hospital da Santa Casa da Misericórdia durante os mezes de agosto, setembro e outubro de 1865. Rio de Janeiro, 1866, VI-359 pags. in-4°. - Lições sobre a inoculação syphilitica e de suas relações com a vaccinação; traduzidas do inglez de Henry Lee. Rio de Janeiro, 1863. - Clinica cirúrgica do hospital da Misericórdia. Lições profes- sadas de 1873 a 1879. Rio de Janeiro, 1880-1881, 2 vols. de 736-816 pags. in-S" e com 96 estampas, intercalladas no texto - Esta obra foi destinada a servir de compendio da clinica cirúrgica do autor. - Traitè theorique et pratique de la Science et de l'art des accou- chements. Paris, 1873, XVI-824 pags. in-8° com figuras no texto. - Esta obra foi por muito tempo adoptada como compendio nas facul- dades de Montpellier em França e de Liège na Bélgica. - Da conducta que deva ter o parteiro ante as apresentações da espadua sem ou com precedencia do braço do feto. Rio de Janeiro, 1866, in-8°. - Do aborto considerado debaixo do ponto de vista obstétrico. Rio de Janeiro, 1865. - Memória sobre a uranosplatia e a staphyloraphia. Rio de Ja- neiro, 1877,in-8°. - Estudo clinico sobre as pseudarthroses consecutivas ás fra- cturas dos membros : lições clinicas sobre facturas e luxações dos membros. Rio de Janeiro, 1885. - Extirpation to tale de 1'uterus et de ses annexes, par M. le Baron de Saboia ( ext. du Bulletin de 1' Academie de Médecine, sèance du 29 mai, 1888.) Paris, 1888, 15 pags. in-8°. - Contribuição para a cirurgia contemporânea. Rio de Janeiro, 1897 - E' um grosso volume, dividido em tres partes : Na primeira occupa-se da doutrina microbiana e da antisepsia cirúrgica ; na se- gunda, das lesões e affecções cirúrgicas, de sua clinica desde 1882 ( de pags. 133 a 496) ; na terceira se occupa particularmente da gyneco- logia. Ha ainda em revistas trabalhos clínicos deste autor, como os seguintes: - Fungus benigno do testiculo - Na União Medica, 1875, pags. 6 e seguintes. - Anatomia e physiologia pathologicas dos estreitamentos orgâ- nicos da urethra: lição feita no hospital, etc. em 1877 - Na União Me- dica, 1881, pags, 59 eseguintes. VI 355 - Indicações curativas das feridas contusas. Nos Annaes da A ca- demia Imperial de Medicina. Anno XXVIII, pags. 204 e seguintes. - Physiologia obstétrica. De uma nova theoria, em virtude da qual se pretende explicar o verdadeiro mecanismo da menstruação - Na Gazeta Medica do Rio de Janeiro, 1862. - Do melhor methodo de estudo da clinica cirúrgica : lição oral da abertura da aula de clinica cirúrgica em 21 de abril de 1873 - Na Revista Medica, tomo Io ns. I e 2. - Lição oral sobre fistulas no anus, tachygraphada pelo alumno M. V. - Na dita revista ns. 3 e 4 de 1873. - Do cholera-morbus: trabalho de collaboração publicado no Jornal do Commercio. Rio de Janeiro, 1893. * - Faculdades de Medicina ; cursos especiaes que devem compre- hender. Plano de estudo de cada um d'elles. Ensino pratico. 9 pags. in-fol.- No livro « Actas e pareceres do Congresso de instrucção do Rio de Janeiro ». 1884. - De Vexistence d'une certaine variété d'abcès froids d'origine paludéenne: trabalho lido na Sociedade de cirurgia de Pariz e publicado no Boletim de 8 de fevereiro de 1888. - Contribuition á 1'étude des resections du genou: trabalho apre- sentado e lido no Congresso francez de cirurgia. 1892. - Memória histórica ácerca dos factos mais notáveis da Facul- dade de Medicina da Corte no anno de 1872, acompanhada de um re- latório sobre a organisação das mais importantes faculdades medicas da Europa ( sem logar, nem data, mas do Rio de Janeiro, 1873 ). 59 pags. in foi. - Discurso pronunciado perante S. M. o Imperador na festa da installação dos retratos de alguns lentes da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e da inaugaração de diversos laboratorios da mesma faculdade em 30 de novembro de 1881. Rio de Janeiro, 1881, 18 pags. in-8°. - Discurso proferido perante suas Magestades Imperiaes no acto de doutoramento dos alumnos da Faculdade de Medicina do Rio de Ja- neiro em 1881. Rio de Janeiro, 1882, 29 pags. in-8° - Era o autor o director da Faculdade, e como este discurso ha outros. - Relatório ácerca dos trabalhos realizados e dos factos occorridos na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro durante o anno de 1881, ao exm. sr. Conselheiro Ministro do Império, pelo director, etc. Rio de Janeiro, 1882, 20 pags. in-4° - Como este ha outros relatórios du- 356 VI rante sua directoria na Faculdade, os quaes se acham também nos Re- latórios do Ministério do Império. Redigiu finalmente: - Annaes da Academia philosophica. Serie Ia. Rio de Janeiro, 1858, in-4° - com E. A. Montandon, Julio R. de Moura, J. A. Teixeira de Mello e A. L. do Bom-Successo. - 0 Senhor D. Pedro II. Rio de Janeiro, 1896, in-8° - Este livro foi publicado sob o pseudonymo de Silvio Tullio e A offerecido ao Vis- conde de Taunay. Nello « se aprecia e analysa os ultrages biogra- phicos, assacidos pelo senador Cliristiano Benedicto Ottoni á augusta memória do fallecido Imperador do Brazil, o Sr. D. Pedro II ». Vicente Chermont <le Mix^aaida, - Nascido na província, hoje estado do Pará, é engenheiro industrial pela univer- sidade de Gand, socio do Instituto historico o geographico brazilei.ro e escreveu: - 0 Marajó. Estudos sobre seu solo, seus animaes e suas plantas. Pará, 1894, 113 pags. in-8° - Este trabalho foi publicado antes no periodico Democrata. Vicente Ooellxo cie Sealbra Silva Telles - Natural da província de Minas Geraes, nasceu no anno de 1764 em Congonhas do Campo, onde foi abastado fazendeiro, e falleceu, antes de completar quarenta annos, em março de 1804. Era formado em philo- sophia pala universidade de Coimbra. Indagando sem descanso tudo quanto de novo e adiantado havia na sciencia, desenvolveu uma ap- plicação tal, que ainda estudante escreveu um excellente compendio de chimica, cujo primeiro volume foi publicado antes de sua formatura, e foi nessa occasião admittido como socio correspondente na Academia das sciencias de Lisboa, sendo proclamado, dous annos depois, socio livre e mais tarde socio effectivo. A seu turno a universidade, conhe- cendo e avaliando seu mérito, conferiu-lhe o logar de lente substituto de zoologia, botanica, mineralogia e agricultura. O fervoroso estudo, porém, a que se dava alterou-lhe consideravelmente a saude, abre- viando-lho a existência e roubando ao Brazil um nome e uma reputa- ção brilhante que tanto promettia. Escreveu: - Elementos de chimica, offerecidos á sociedade Li Iteraria do Rio de Janeiro para uso do curso de chimica, publicado em portuguez depois dos sublimes trabalhos de Lavoisier e Volta. Partes Ia e 2a. Coimbra, 1788-1790, 2 tomos, 202 e 274 pags. in-4°, sendo a numeração seguida no 2° tomo - Neste livro, onde são observadas a clareza e co- ordenação methodíca, dá o autor uma noticia original do que é re- VI 357 lativo a pedras, mesmo as preciosas, e aos trabalhos das minas, prin- cipalmente as de ouro do Brazil com a respectiva nomenclatura. - Dissertação sobro o calor, offerecida ao Sr. José Bonifácio de Andrada e Silva. Coimbra, 1788, 46 pags. in-4°. - Dissertação sobre a fermentação em geral e suas especies. Coimbra, 1787, 55 pags. in-4°. - Memória sobre o methodo de curar a ferrugem das oliveiras. Coimbra, 1792, 51 pags. in-8° com 1 est. - Memória sobre a cultura do arroz em Portugal e suas con- quistas. Lisboa, 1800, 37 pags. in-4\ - Memória sobre os prejuízos causados pelas sepulturas dos ca- dáveres nos templose methodo de os prevenir. Lisboa, 1800, 23 pags. in-4°. - Nomenclatura chimica portugueza, francezae latina, que se junta ao systema de caracteres chimicos, adaptados a esta Nomenclatura por Hassenfratz e Adet. Lisboa, 1801, 195 pags. in-4° - E' uma especie de diccionario, em que se tratada passagem para a lingua portugueza da terminação dos vocábulos adoptados pela sciencia, e se propõe a ad- opção da etymologia latina, por ser a que mais analogia tem com a nossa. As desinências ahi propostas foram as mesmas que depois de mais de vinte annos propoz Mousinho de Albuquerque e foram se- guidas pelos autores, com as modificações trazidas pelo progresso da sciencia, principalmente depois de Berselius. - Historia e cura das enfermidades mais usuaes do boi e do ca- vallo, por Francisco Toggia, traduzida e illustrada com notas. Lisboa, 1802, 2 tomos in-8°. - Memória em que se dá noticia das diversas especies de abelhas que dão mel, próprias do Brazil e desconhecidas na Europa - Nas me- mórias da Academia real das sciencias de Lisboa, tomo 2o, 1799, pag. 99 á 104 e depois no Auxiliador da Industria Nacional, 1833. • - Memória sobre a cultura das vinhas e manufactura do vinho - Nas memórias de agricultura premiadas pela Academia real das sci- encias de Lisboa, tomo 2*. - Memória sobre a cultura do ricino ou mamona em Portugal - Nas memórias económicas, tomo 3o, 1791, pags. 329 a 343. Nesta me- mória trata o autor dos processos seguidos em sua patria, de que pa- recia nunca esquecer-se. Vicente Euphrasio da Costa A.t>i*eu - Filho do dr. Vicente Euphrasio da Silva Abreu, e nascido em Sorocaba, São Panlo, falleeceu na villa da Piedade, estado de S. Paulo, a 17 de ja- 358 VI neiro de 1898, bacharel em direito pela faculdade do mesmo estado, serviu na magistratura como juiz municipal tanto desta comarca, como da de Porto Feliz e deu-se ás lettras amenas. Escreveu : - Lagrimas do um anjo : drama. S. Paulo ? - Os martyres da escravidão : drama. S. Paulo ? - e me consta que deixou outros trabalhos inéditos. Vicente Felix de Castro - Nascido em Arêas, S. Paulo, e fallecido ha annos, escreveu : - Mysterios da roça. Guaratinguetã, 1861. - Historia do voluntário da patria. Bananal, 1896. - Os dramas de sangue, ou os soffrimentos da escravidão : ro- mance em dous tomos'- Nunca o vi, assim como : - A filha do mysterio : romance. - Flor di terra : romance. - Hortencia : romance. - Herança usurpada : romance. Vicente Ferrer <le Barros "'íVanderley e Araújo - Filho de Manoel José de Sant' Anna e Araújo, nasceu em Pernambuco a 25 de junho de 1857, é bacharel em direito pela faculdade do Recife e graduado doutor pela de S. Paulo em 1879. E' advogado e escreveu : - Juizo criminal do Recife. Defesa do tenente-coronel Raymundo Magno da Silva no summario que foi instaurado pela morte do Dr. José Maria de Albuquerque e Mello. Recife, 1893, 56 pags. in-8' - Refere-se ao assassinato deste doutor, attribuido á ordem do gover- nador do estado de Pernambuco, capitão Barbosa Lima. Vicente Ferreira da Cunha A.vellac - Filho de Bernardo Avellar, nasceu no estado de Pernambuco a 5 de abril de 1860 e depois de ter cursado os melhores estabelecimentos de in- strucção, oomo o ex-collegio Pedro II, que frequentou até o 3o anno, entrou para o commercio com doze annos de idade, carreira que abandonou, passados tres annos, para dedicar-se ao magistério. Abriu um curso particular de diversas disciplinas com seu pae, a quem sub- stituiu na cadeira de escripturação mercantil do Instituto commercial; foi o fundador de diversos collegios, lente de francez em muitos outros e professor do Lyceo de Artes e Offlcios ; fundou varias socie- dades litterarias, entre ellas a 24 de Maio, a José Alencar e a Sylvio Roméro ; foi o organisador da Empreza Commercial, forense e do- VI 359 mestiça, creou a Academia livre de commercio e por ultimo a Escola de commercio para o sexo feminino. Escreveu : - Boas festas : versos. Rio de Janeiro, 1895, in-8°. * - Elementos de economia política. Rio de Janeiro, 1895. - Tratado elementar de escripturação mercantil ao alcance de todas as intelligencias. Rio de Janeiro, 1886 - Ha segunda edição de 1893, 112 pags., e terceira de 1900,221 pags., na qual vem addicio- nada uma escripturação domestica cuja utilidade é incontestável. - A instrucção e o jogo : comedia. Rio de Janeiro. - Corrupção social. Rio de Janeiro, 1898 - Redigiu : - O Guarda-Livros: orgão de defesa dos direitos da classe. Rio de Janeiro, 1888. - Commercio : orgão defensor dos direitos do caixeiro. Rio de Janeiro, 1893. ■Vicente Forreira Gomes - Filho de Vicente Ferreira Gomes e natural de Pernambuco, falleceu no Recife a 13 de março de 1878. Bacharel em direito pela faculdade de Olinda, formado em 1836, seguiu a carreira da magistratura até o cargo de juiz de direito, apo- sentando-se com as honras de desembargador. Escreveu : - Itinerário da cidade de Palma, em Goyaz ã cidade de Belém, no Pará, pelo rio Tocantins e breve noticia do norte da província de Goyaz. Aracaty, 1861, 25 pags. ín-4° - Este trabalho foi também pu- blicado na Revista do Instituto historico, tomo 25, 1862, pags. 485 a 513, e publicado ainda no Correio Mercantil do Rio de Janeiro em abril deste anno. Vicente Ferreira Lustosa da Cunha-Filho de Manoel Francisco de Lima e dona Isabel Maria da Resurreição Lima, nasceu no municipio de Piancó, estado da Parahyba, a 19 de julho de 1847. Presbytero secular do habito de S. Pedro, fez seus estudos no seminário de Olinda, e terminado o curso theologico, re- cebeu ordens sacras no Maranhão em 1870. Parochiou duas freguezias no Rio Grande do Norte e uma na Parahyba, tendo sido professor por concurso da cadeira de lacim e francez na cidade de S. José de Mi- pibú, no primeiro destes estados ; foi capellão do corpo de imperiaes marinheiros e depois capellão do exercito. E' prelado domestico e camareiro secreto do papa Leão XIII, encarregado da chancellaria da Internunciatura apostólica, protonotario apostolico e conego da ca- thedral archiepiscopal do Rio de Janeiro. Escreveu : VI 360 - Discurso preparado a convite do Exm. Sr. Ministro do Império consalheiro Antonio Ferreira Vianna, para o solemne Te-Dcum de acção de graças, celebrado na Igreja de S. Francisco de Paula desta côrte, no dia 13 de maio de 1889, primeiro anniversario da extincção da es- cravidão no Brazil. Rio de Janeiro, 1889, 15 pags. in-4°. - A Igreja catholica e o Estado : considerações geraes sobre as relações dos dous poderes, desenvolvidas á luz da historia e da philoso- phia catholica. Rio de Janeiro, 1893, 55 pags. in-4°. - O espiritismo em julgamento. Rio de Janeiro, 1900, 232-XH pags. in-8°. - Anthologia dos pregadores brazileiros. Pariz, 1901, dous vo- lumes in-8°. Tem inédito: - Phrazes e locuções da litteratura. Vicente Verreira 3Xacliado da IMtx - Não co- nheço este autor, sinão pelo seguinte trabalho de sua penna: - Carta sobre a educação domestica, consagrada ás mães de fa- mília. Rezende, 1873, in-12°. Vicente Ferreira do Magalhães - Nascido na Bahia a 5 de abril de 1799, ahi falleceu a 15 de fevereiro de 1876. Doutor em medicina pela universidade de Coimbra e formado pela antiga escola de cirurgia de sua patria, foi lente por concurso de physica da faculdade de medicina, onde foi muitos annos vice-di- rector. Foi membro titular do conselho de salubridade da Bahia, membro titular da Academia de sciencias medicas, socio fundador da sociedade Medico-pharmaceutiea de beneflcencia, membro fundador da sociedade Philomatico-chimica, da sociedade do Systema monarchico constitucional e representativo brazileiro e de outras da mesma cidade; foi commenlador da ordem da Rosa e da de Christo, e do conselho do Imperador D. Pedro II. Não conheço quem mais versado fosse nas scien- cias physicas, nem medico de maior clinica e caridade. Não dispondo de tempo para trabalhos de gabinete, apenas sei que escreveu: - These para o concurso á cadeira de physica medica da faculdade de medicinada Bahia. Bahia, 1833, in-4" - Não pude ver este tra- balho. - A Luz não é material, mas sim a sensação que resulta da ex- pansão do elemento da força-Na Gazeta Medica da Bahia, anno Io, 1867- 1868, pags. 267 a 279 e volume seguinte, 1868-1869, pags. 62 e seguintes. « Este artigo que escrevo sobre a luz, tem por causa a leitura de um VI 361 outro artigo do Dr. Joaquim de Carvalho Júnior o qual tem por titulo « A luz é o elemento das forças.» , - Algumas considerações sobre as feridas por armas de fogo tra- tadas por meio da agua fria - Na dita Gazeta, tomo 3o, pags. 29 e se- guintes. Vicente Gomes Jardim - Natural da província, hoje estado da Parahyba, habil e distincto artista, pedreiro, escreveu: - Manual do architecto brazileiro. Recife, 1891 - Diz o Diário do Recife, annunciando este trabalho: « Compilou e coordenou um im- portante trabalho que muito recommenda as habilitações do autor e é de grande utilidade aos que se dedicam á arte de pedreiro, a con- strucções, etc. » Vicente Gomes da Silva -Natural do Rio de Janeiro e nascido no século 18°, vivia nesta cidade no principio do século se- guinte e era doutor em medicina, provavelmente pela universidade de Coimbra. Escreveu: - Descripção botanica e medica de alguns vegetaes do Brazil, uteis á medicina, para servir de ensaio da matéria medica, indigena do Brazil, offerecida â real Academia das sciencias de Lisboa, etc. - A Bi- bliotheca nacional possue desta obra uma copia por lettra do doutor Fran- cisco Freire Allemão em um dos volumes de seus estudos botânicos. Me parece que nunca foi impressa. Vicente Huet de Bacellar Pinto Guedes - Filho do coronel João Huet de Bacellar Pinto Guedes e pae de Duarte Huet de Bacellar Pinto Guedes e Joaquim Huet de Bacellar Pinto Guedes, commemorados neste livro, nasceu a 13 de abril de 1819 na cidade do Jlio de Janeiro, onde falleceu a 23 de fevereiro de 1890, sendo tenente-coronel reformado do corpo de engenheiros, bacharel em ma- thematicas e cavalleiro da Ordem de S. Bento de Aviz. No desempenho de commissão de engenheiro levantou: - Planta do terreno comprado na cidade de Pelotas para quartel do policia, 1850; 0m, 107 x 0m, 648. - Planti da villa de S. José do Norte e plano para seu augmento. 1850, 0ra, 570 X 0ni, 672. Vicente José Ferreiro Cardoso da Costa - Filho do desembargador José Ferreira da Costa e dona Clara Joaquina Teixeira Coelho, nasceu na cidade da Bahia a 5 de abril de 1765 e fal-> 362 leceu na ilha de S.'Miguel, Portugal, a 14 de agosto de 1834. Doutor em leis pela universidade de Coimbra, foi nomeado lente oppositor e regeu na mesma universidade por dous annos a cadeira de direito emphyteutico e da jurisprudência portugueza dos morgados e da successão nos bens da corôa, deixando o magistério para dar-se á magistratura, onde exerceu vários cargos até o de desembargador da relação do Porto. Accusado em 1810 de ser partidário da causa da França, foi preso com outros, deportado para a Ilha Terceira, sem que se lhe consentisse provar sua innocencia em processo criminal, mas apenas ser transferido para a ilha da Madeira, onde era proprietário. Apresentou-se em concurso ao prémio offerecido pelas cortes de 1822 ao jurisconsulto que melhor Projecto do codigo civil escrevesse; mas, como disse o conselheiro A. de O. Amaral Machado, a época não era própria para ser lido e apreciado. «Foi um jurisconsulto notável entre os do nosso paiz, disse o mesmo conselheiro. Tinha talento, applicação assidua e memória feliz ; tinha conhecimento profundo de nossa antiga e moderna jurisprudência e de todos os ramos de sciencia que lhe são subsidiários ; tinha feito um es- tudo particular de todos os codigos da Europa e fazia delles uma compa- ração completa e prodigiosa, etc. » Foi também poeta muito harmonioso, muito versado nos clássicos latinos e escreveu: - Elementi juris emphyteutici. Conimbricm, 1789, in-8°. - Compilação systhematica das leis extravagantes de Portugal, offe- recida ao sereníssimo sr. d. João, principe do Brazil. Lisboa, 1799, 114 pags. in-4° - E' um preambulo, com muitas noticias instructivas de uma obra de maior folegoque começou a ser publicada annos depois, isto é: - Compilação systhematica das leis extravagantes de Portugal, offe- recida ao principe regente, nosso senhor. Lisboa, 1806, 402 pags. in-4° gr. e mais 94 com o precedente discurso - Contém as leis militares, ou primeira parte da obra, que foi suspensa por causa da invasão fran- ceza. - Que è o Codigo civil'i Ao Illm. Sr. J. J. Rodrigues Bastos, deputado ás cortes extraordinárias constituintes da nação portugueza, offerece, etc. Lisboa, 1822, 312 pags. in-4°. - Explicação da arvore que representa o prospecto do Codigo civil portuguez, offerecida ao soberano congresso nacional pela mão de seu Illm. deputado José Joaquim Rodrigues Bastos. Lisboa, 1822, 31 pags. in-4° com a gravura da arvore. Este trabalho foi reunido á nova edição do Codigo com o titulo : - Que è o Codigo civil ? Reimpresso e arranjado de modo que mais facilita o uso desta obra que apparece expurgada de todos VI 363 os erros referidos na taboa das erratas; destinado como auxiliar aos trabalhos de legislação do Codigo civil pátrio, etc. A expensas de um Paraense, amigo da patria e do soberano. Rio de Janeiro, 1828, 297 pags. in-4° com 2 est. - Carta ao redactor do Astro Luzitano, datada de S. Miguel a 6 de julho de 1822. Lisboa, 1822, 4 pags. in-fol.- Consta de noticias do autor e de seu Codigo civil, então no prélo. - Analyse das theses de direito emphyteutico que se defenderam na universidade de Coimbra, etc. Coimbra, 1816, in-8°. - Oração dirigida ao muito alto e muito poderoso Sr. D. João, principe regente de Portugal, offerecendo-lhe a medalha que a ci- dade do Porto mandou cunhai' para memória do dia em que o mesmo senhor se dignou de começar a reger estes reinos em seu real nome. Lisboa, 1800, 14 pags. in-4° com a gravura da medalha. - Memória sobre a avaliação dos bens de prazo, offerecida, etc. Lisboa, 1802, 137 pags. in-4°. - Observações do Dr., etc. sobre um artigo da Gazeta de Lisboa, de 29 de outubro de 1810. Londres, 1811, 72 pags. in-4° - Creio que é reimpressão. O que, porém, é certo é que este escripto deu motivo a outro de autor anonymo, com o titulo de Explicação im- parcial das observações, etc. á que responde: - O autor da Explicação imparcial das observações á Gazeta des- encantado e defendido pelo Dr. Vicente José Teixeira Cardoso da Costa ( sem logar e sem data ), 314 pags. in-4° - No fim se vè que foi publicado em Londres, achando-se reunida a Explicação imparcial, etc. - A sem razão do coronol Nicolau Maria Raposo do Amaral, da ilha de S. Miguel, nas demandas que sustenta com o desem- bargador Vicente José Ferreira da Costa, etc. Lisboa (? ) 1837, II- 42 pags. in-4°. - Allegação do desembargador, etc., contra o coronel Nicolau Maria Raposo do Amaral sobre bemfeitorias. Lisboa, 1839, 46 pags. in-4° gr. - Allegação do desembargador, etc. contra o coronel Nicolau Maria Raposo do Amaral sobre a causa de evicção. Lisboa, 1830, 50 pags. in-8° gr. - Memória Jurídica sobre a applicação do disposto na Orde- nação, livro 2o tit. 35, § 19, dos bens vagos, quando Sua Mages- tade delles faz mercê antes de serem na corôa incorporados, real ou verbalmente. Lisboa, 1820, 49 pags. in-4°. 364 VI - Notas do accordão proferido no juizo de capellas da corôa, na casa de supplicação de Lisboa aos 21 de abril de 1820 na causa intentada pelos Srs. procuradores régios contra o coronel Nicolau Maria Raposo, da Ilha da Madeira. Lisboa, 1821, 74 pags. in-4°. - Notas criticas do Dr., etc. a uma carta attribuida a S. Ex. o Sr. general Stockler para o Exm. Sr. Conde dos Arcos, as quaes fazem duvidar o dito doutor que de S. Ex. seja semelhante escri- pto. Lisboa, 1822, 52 pags. in-4° - Não vi, como não vi outros escriptos deste autor, e por isso ignoro sobre que versam. - Os bons desejos de um portuguez ou sua receita para se animar a circulação paralysada, acudindo-se aos males do papel- moeda e á miséria publica. Lisboa, 1822, in-4°. - Os pedreiros livres e os illuminados que mais propriamente se deveriam denominar os tenebrosos. Rio de Janeiro, 1809 - E' uma reimpressão da edição de Lisboa. - Elogio a sua magestade o Sr. D. João VI, feito em 1811 por motivo da omissão da palavra Inconfidência no decreto dirigido á mesa do desembargo do paço etn 22 de outubro de 1810. Lisboa, 1823, 58 pags. in-4°. - Opinião sobre a deliberação da sociedade patriótica para ser distribuída na sessão, etc. Lisboa, 1823, 7 pags. in-4°. - O velho liberal. Lisboa, 1826, 818 pags. in-4° e mais 36 do indice - E' uma publicação periódica de 16 numeros, de agosto á fins de outubro deste anno, de assumptos políticos, alguns dos quaes foram impugnados em varias folhas que foram creadas para esse fim especial. - Resposta ás perguntas feitas no periodico Fiscal dos Abusos, n. 15, relativas á conducta de S. Eminência o Sr. Cardeal patriarcha nas actuaes circumstancias. Lisboa, 1826, in-4°. - A sensibilidade nacional, etc. Lisboa, 1827, 8 pags. in-4°- Ha ainda como estes dous últimos, alguns trabalhos políticos, e também trabalhos jurídicos até de causa própria, publicados quer em sua vida quer depois; ha escriptos em revistas, dos quaes citarei: - Da influencia do conhecimento de nossas leis em os estudos do jurista portuguez - Nas Memórias litterarias da Academia real das sciencias de Lisboa, tomo 4°, pags. 101 a 123. - Cartas relativas ao facto de haver sido pelo Conde de Funchal, embaixador em Londres, interceptada e remettida para a côrte do Rio de Janeiro uma correspondência sua - No Investigador Português, dezembro de 1814, pags. 316 a 322. VI 365 - Reflexões sobre a sentença proferida contra o Marquez de Loulé e Conde de S. Miguel - Na mesma revista, janeiro de 1819, pags. 251 e 371. - Correspondência relativa aos successos occorridos em Portugal e no Brazil de 1822-1823 - Na Revista do Instituto historico, tomo 22°, pags. 413 a 439. - A Origem dos Açores: poema - No Investigador Portuguez n. 21, março de 1813, pag. 34. Além desta, só consta haver impressas as poesias: - Duas epistolas e um soneto a M. M. Barbosa du Bocage - Nas Poesias deste poeta, tomo 3P da edição de 1853, pags. 402 e 410, e na Collecção dos novos improvisos, pag. 54. Ha finalmente vários inéditos, entre os quaes: - Economia política, relativa a Portugal nas actuaes circum- stancias, 41 pags. in-4°-Não foi concluída. - Da ochlocracia, 35 pags. in-4" - Idem. - Insubsistência das potências estabelecidas pelo commercio, 41 pags. in-4° - Idem. - Observações sobre a intelligencia das Ordenações do livro 5° em que se lê: « morte natural para sempre - morra por elle - morra por isso ». 17 pags. in-4°. - Projecto de uma lei para dar nova forma á legislação extra- vagante de Portugal, 6 pags. in-fol. - Projecto de um alvará para a circulação do commercio dos ce- reaes seguido de considerações sobre o mesmo commercio, 15 pags. in-4°. - Memória sobre a paz com a Porta Ottomaua, 11 pags. in-fol. - Memória sobre o curso de papel-moeda e meios de concorrer para sua facilitação e melhoramento, 11 pags. in-fol. - Collecção de poesias lyricas - em pequenos cadernos e folhas soltas. - Copia de duas cartas escriptas ao secretario da Regencia João Antonio Salter de Mendonça, achando-se detido no forte de Santo Antonio em 1810, 12 pags. in-fol. - Sentença dada em uma causa celebre, sendo juiz de fóra do civil na cidade do Porto em 5 de dezembro de 1796, 18 pags. in-4° gr. - Carta em que sustenta a parte juridica da mesma sentença, figurando ser-lhe escripta por um antigo condiscípulo na univer- sidade, 18 pags. in-fol. - Voto crime dado em uma causa celebre, sendo desembargador da relação do Porto, aos 23 de julho de 1801, 39 pags. in-4° gr. 366 VI Vicente Lilberalino do Albuquerque - Filho do tenente-coronel Domingos Jesuino de Albuquerque e dona Maria Theodora de Albuquerque, nasceu em Sobral, cidade do Ceará, a 10 de outubro de 1852, é bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, onde foi delegado e chefe de policia e exerceu a advocacia. Tem exercido outros cargos, tanto em S. Paulo, como na Capital Federal onde fez parte da commissão executiva da exposição artistico-industrial flu- minense com que a sociedade propagadora das bellas-artes commemorou o 4o centenário do descobrimento do Brazil e em cujo caracter escreveu : - Catalogo da exposição artistico-industrial fluminense inau- gurada em 6 de maio de 1900. Rio de Janeiro, 1901, 38-11 pags. in-8° - Este catalogo estã appenso ao Relatorio da mesma exposição. - Fragmentos da historia de Portugal. Titulos de concessões e verdadeiros limites do Brazil. Rio de Janeiro, 1900, 87 pags. in-8°. Vicente Mamede de Freitas - Natural de S. Paulo, lente cathedratico da primeira cadeira de direito civil da faculdade de direito do mesmo estado, tendo ahi recebido o gráo de doutor em 1859. Antes disso leccionou particularmente em diversos collegios linguas e sciencias, foi deputado provincial muitas vezes e advo- gado. Escreveu: - O que tem sido e é o Conselho de estado ? Sua organisação, natureza e funcções: dissertação para obter o gráo de doutor, etc. S. Paulo, 1859. - Theses e dissertação apresentadas á Faculdade de direito de S. Paulo para o concurso que deve ter logar em julho de 1879. S. Paulo, 1879, 33 pags. in-4°-A dissertação tem por titulo: O direito de punir; systemas diversos; qual o melhor e que mais satisfaz? - Memória histórica académica da faculdade de direito de S. Paulo, lida perante a congregação em sessão de 25 de abril de 1883. S. Paulo, 1883, in-4°. V icente Marques Uislboa - Filho de Francisco Marques Lisboa, nasceu em 1810 no Rio Grande do Sul e falleceu na cidade do Rio de Janeiro a 4 de janeiro de 1863. Com praça a 23 de dezembro de 1826, reformou-se em 1862 como tenente-coronel do corpo de engenheiros, tendo o curso da academia de marinha e o mathe- matico e militar da academia militar. Foi inspector geral das obras VI 367 publicas da antiga Côrte, director do arsenal de guerra e era conde- corado com o habito de Christo. Escreveu : - Defesa apresentada e lida na sessão do conselho de guerra no dia 3 de março de 1853 pelo major do corpo de engenheiros, ex-vice- director do arsenal de guerra da Côrte, etc. Rio de Janeiro, 1853, 52 pags. in-4°. Vicente de Moraes Mello - Sei apenas que foi pro- fessor da escola pratica, annexa á escola normal de Pernambuco; onde nasceu, e que falleceu em Guaratinguetá, S. Paulo, a 24 de fevereiro de 1896. Era cavalleiro da ordem da Rosa e escreveu: - Grammatica nacional abreviada para uso das escolas primarias. Pernambuco, 1863 - Não foi impressa. O autographo esteve na expo- sição pedagógica de 1883. Cada uma parte ou lição é precedida de uma arvore com ramificações e sub-ramificações correspondentes ás di- visões e subdivisões do assumpto. Vicente X:i\ arro de Andrade, Barão de Inhomerim - Nasceu na vila de Guimarães, em Portugal, a 26 de fevereiro de 1776 e falleceu em Pariz a 23 de abril de 1850, sendo doutor em medicina pela universidade de Coimbra, professor ju- bilado da antiga escola de medicina do Rio de Janeiro, do conselho do Imperador, medico da imperial camara, commendador da ordem da Rosa e da de Christo. Clinicava em Portugal quando foi escolhido pela universidade, onde graduou-se, para uma viagem scientiflca á Europa. Depois de estar sete annos na França, passou aos Estados Unidos da America do Norte e dahi ao Brazil, cuja constituição adoptou. D. Pedro I foi-lhe muito affeiçoado e por causa disso fez ello ainda uma viagem á Europa depois da abdicação desse principe. Era ver- sado em varias linguas e nas sciencias financeiras, e medico distincto. Sabe-se que escreveu, tanto na lingua vernacula, como em francez, diversas obras sobre medicina, finanças, politica e litteratura e também poesias. Nada, porém, publicou. Apenas conheço de sua penna: - Plano de organisação de uma academia medico-cirurgica que, por ordem de sua alteza real o principe regente, nosso senhor, traçou e escreveu, etc. Rio de Janeiro, 1812, 78 pags. in-4°. - Parecer dado por consulta do governo imperial acerca da epi- demia de Macacú no anuo de 1830 - Veio nos Annaes Brazilienses de Medicina, tomo 11°, 1857-1858, pags. 320 e segs. 368 VI - Reflexões sobre a Indicação, apresentada á junta do Banco do Bra/.il pelo deputado da mesma Fructuoso Luiz da Motta, e enviadas á mesma junta pelo conselheiro, etc. - Publicadas com a dita Indi- cação. Vicente Pereira <le Carvalho OuimarãeH - Nascido na cidade do Porto, em Portugal, a 12 de maio de 1820, pas- sando para o Rio de Janeiro, aqui exerceu o magistério em dous acre- ditados estabelecimentos de educação e depois fez-se procurador no fôro judicial e nesse exercício falleceu. Escreveu: - Álbum poético: poesias. Rio de Janeiro, 1842, VII1-90 pags. in-8®. - Romanceiro brasílico. Rio de Janeiro, 1844, 1° tomo, XXX- 148 pags. in-4® - E' pelo autor dedicado ao príncipe D. Luiz, Conde do Aquila. Redigiu com João José Moreira, de quem me occupo no terceiro volume deste livro: - O Ostensor Brasileiro: jornal litteraiio e pictorial. Rio de Ja- neiro, 1845-1846, in-4®, com estampas - Neste periodico publicou elle: - Jeronymo Barbalho Bezerra: primeiro romance histérico, pu- blicado no Brazil ( diz o autor ). - A guerra dos Emboabas: romance historico. - A cruz de pedra - publicada antes no Romanceiro, e agora com algumas modificações. - Os jesuítas na America: romance - que não foi concluído. Este autor collaborou antes no Musêo Universal, jornal das famílias brazi- leiras, e no Espelho Fluminense, revista do Rio de Janeiro, e também na Minerva Brasileira. Vicente Pereira I)ia> - Nascido na antiga província, hoje estado do Rio Grande do Sul, e primeiro tenente do corpo de en- genheiros, morreu em combate, em frente a Curuzú, no Paraguay, a 3 de setembro de 1866. Escreveu com outros: - Trabalhos hydrographicos ao norte do Brazil, dirigidos pelo ca- pitão de fragata José da Costa Azevedo ( Barão de Ladario). Primeiros traços geraes da carta particular do Rio Amazonas no curso brazileiro, levantada pelo Sr. João Soares Pinto, coadjuvado de Belém a Tefle pelo Sr. Vicente Pereira Dias, nos annos de 1862 a 1864. Rio de Janeiro, 14 fls. 0in,420x 0in, 645. VI 369 Vicente Pereira Gomes - Deste autor nenhuma ro- ticia obtive, só me consta que nasceu no Brazil. Escreveu : - Itinerário da cida le da Palma em Goyaz á cidade de Belém do Pará pelo rio Tocantins, e breve noticia do norte da provincia de Goyaz. Foi publicado na levista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 25°, pags. 485 a 513 e é datado do Rio de Janeiro, 14 de março de 1859. Vicente Pereira do Ilego - Nascido em Pernambuco a 3 de junho de 1812, ahi falleceu a 5 de setembro de 1877, bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade de Olinda, formado em 1840 e lente aposentado da mesma faculdade. Antes de entrar para o corpo docente da academia regeu por algum tempo a cadeira de inglez do antigo Lyceu pernambucano, foi juiz de orphãos no Recife e com- mendador da ordem da Rosa. Escreveu. - Grammatica ingleza. Pernambuco, 18P -Tenho apenas noticia desta obra, que nunca vi: - Memória histórica académica do anno de 1867, apresentada á con- gregação dos lentes da Faculdade do Recife. Rio de Janeiro, 1868. - Elementos de direito administrativo, comparado com o direito administrativo francez, segundo o methodo de Pradier. Pernambuco... - A terceira e ultima edição desta obra, augmentada e correcta, foi publicada sob o titulo: - Compendio - ou repetições escriptas sobre os elementos de di- reito administrativo para uso das faculdades de direito do Império. Recife, 1877, 412 pags. in-8°. Vicente Pires da Motta - Nascido em S. Paulo a 1 de setembro de 1799, ahi falleceu em avançada idade a 30 de outubro de 1882. Presbytero secular, quando se fundaram as academias de direito noBrazil, foi um dos primeiros matriculados na de S. Paulo, onde re- cebeu o grão de doutor, foi lente e director desta faculdade. Administrou sua província natal, assim como a do Paraná, de Minas Geraes, de Santa Catharina, do Rio Grande do Sul e do Ceará; foi deputado á assembléa legislativa de 1835a 1837 e de 1840a 1841 e vigário capitular em 1847. Collaborou para nossa independencia política, foi do conselho do Impe- rador, grande dignitário da ordem da Rosa e commendador da de Christo. Escreveu: - These apresentada e sustentada perante a faculdade de direito deS. Paulo para o concurso a um logar de lente, etc. S. Paulo, 1833 - Nunca vi esta these, assim como um grande numero de 370 VI - escriptos na administração das províncias deS. Paulo, do Paraná, de Santa Catharlna, de Minas Geraes, do Ceará o do Rio Grande do Sul - Além disto, sei que fez parte da redacção ou colla- borou para - O Pharol: folha política de S. Paulo. Vicente Rodrigues dn Costa Soares - Filho de João Lourenço dos Santos Soares e dona Custodia Rodrigues da Costa Soares, nascido em Portugal e presbytero secular, foi desde 1870, quando se installou, na igreja de Nossa Senhora do Parto da cidade do Rio de Janeiro, a congregação das filhas de Maria, o director dessa con- gregação e capellão da mesma igreja. Foi um sacerdote illustrado e leccionou em um externato que fundou nesta cidade, onde falleceu pelo anno de 1884. Escreveu; - Cathecismo da doutrina christã, abreviado e seguido de um tra- tado de lithurgia e de um resumo da historia sagrada, dedicado á ju- ventude estudiosa. Rio de Janeiro, sem data, mas de 1865, 163 pags. in-12°. - Curso elementar e theorico-pratico da grammatica nacional, approvado pelo conselho director da instrucção publica. Rio de Janeiro, 1868, 182 pags. in-12° - Neste livro se declara já ter o autor publi- cado a obra acima e as seguintes: - Expositor brasileiro ou arte de aprender a lingua nacional: obra organisada sobre um plano novo e facil, seguida de trechos escolhido da historia sagrada, da doutrina christã e arithmetica elementar. Rio de Janeiro. - Elementos de arithmetica. Rio de Janeiro. - O santo mez Mariano, da congregação de Maria, na igreja de Nossa Senhora do Parto, instituído, etc. Rio de Janeiro, 1872, in-8°. frei Vicente do Salvador - Filho de João Rodri- gues Palha e dona Messia de Lemos, e chamado no século Vicente Ro- drigues Palha, nasceu na freguezia de Matuim, suburbios da cidade da Bahia, em cuja Sé foi baptisado a 28 de janeiro de 1567 e falleceu entre os annos de 1636 e 1639, sendo, portanto, errónea a opinião de Balthazar Lisboa e de outros que o dão como nascido em 1605. Sendo doutor em cânones pela universidade de Coimbra e presbytero secular, foi conego da cathedral e vigário geral do bispado da Bahia e nessos cargos, ve- nerado por sua illustraçãoe virtudes, resolveu entrar para a ordem se- ráfica, tomando o habito a 27 de janeiro de 1599 e professando a 30 de janeiro do anno seguinte no convento daquella cidade. Foi o escolhido VI 371 para fundador do convento do Santo Antonio do Rio de Janeiro, quando ainda não tinha completado seis annos de professo ; foi eleito guar- dião daquelle convento em 1612 ; custodio da província de Santo An- tonio do Brazil no capitulo celebrado em Lisboa a 15 de fevereiro de 1614 ; exerceu vários outros cargos em sua ordem e leccionou artes. Escreveu: - Historia do Brasil-, publicação da bibliotheca nacional. Rio de Janeiro, 1889, 368 pags. in-4° gr. e mais 31 de introducção por J. Ca- pistrano de Abreu e de notas - Esta obra foi concluída na Bahia a 20 de dezembro de 1627, sendo escripta á instancias de Manoel Severim de Faria, a quem é olferecida e de quem tinha o autor promessa de im- primil-a, o que nunca Severim de Faria realizou, apezar de sobreviver a frei Vicente até 25 de setembro de 1655. Esta historia, portanto, precede de um século a de Rocha Pitta e é a primeira escripta po penna brazileira ; póde-se mesmo considerar a primeira historia, que se escreveu, do Brazil, por quanto, embora se intitule Historia o livro do Gandava, este livro nada quasi tem de historia além de seu ti- tulo. Compõe-se a obra de 5 livros: No Io, se trata do descobrimento do Brazil; costumes dos naturaes ; aves, peixes, etc. No 2°, da historia- do Brazil no tempo de seu descobrimento. No 3% da historia do*tempo do governo de Thomé de Souza, até a vinda do governador Manoel Telles Barreto. No 4o, da historia do tempo do governo deste até a vinda do governador Gaspar de Souza. No 5o, da historia do governo de Gaspar de Souza até a vinda do governador Diogo Luiz de Oli veira. A impressão tão tardia desse importante livro é a mesma feita pela Bibliotheca nacional em seus Annaes. Sahiram os dous pri- meiros livros em dezembro de 1887, formando a Ia parte do n. 5 das «Matérias e achêgas para a historia e geographia do Brasil ». Era pos- suidor de tão precioso escripto o marquez de Olinda, fallecido no Rio de Janeiro a 7 de junho de 1870 e sendo o manuscripto comprado com outros pelo livreiro Martins, esto fez delle doação á Bibliotheca Na- cional . - Chronica da Custodia do Brasil - Nunca vi impressa esta obra, porém delia dá noticia Jaboatão em seu Orbe seraphico, parte 2a e di- gressão 5a do tomo 1°, assim como foi Agostinho de Santa Maria que delia publicou vários trechos no seu Sanctuario Mariano, o tanto Bar- bosa Machado como Bento Farinha a dão como impressa em Lisboa no anno de 1618. Vicenté Saraiva cie Carvalho ]>íoiva> - Filho de Olegario Saraiva de Carvalho Neiva e nascido em Pernambuco a 372 VI 31 de janeiro de 1864, é bacharel em direito pela faculdade do Recife e auditor de guerra da marinha; sendo delegado auxiliar do chefe de policia da Capital Federal, escreveu: - O attentado de 5 de novembro. Relatorio do... Io delegado auxiliar e diversas peças do inquérito. Rio de Janeiro, 1898, 96 págs. in-4° - Refere-se este escripto ao attentado contra a vida do Presi- dente da Republica, dr. Prudente de Moraes, e assassinato do general Carlos Machado Bittencourt, cognominado Marechal de Ouro, O Jornal do Brasil publica-o num supplemento ao n. 12 do anno VIII, de 12 de janeiro de 1898. Vicente Soares de Carvalho - Não o conheço; me consta, porém, que é brazileiro. Escreveu: - Minha tia Rosa: comedia em um acto, traduzida do francez. Rio de Janeiro, 18**. Vicente de Toledo Ouro Preto - Filho do Visconde de Ouro Preto, de quem tratarei ainda neste volume, e da Viscondessa do mesmo titulo, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 16 do outubro de 1879 e, intelligencia brilhante como seu pae, foi o primeiro graduado doutor em sciencias sociaes e juridicas pela faculdade livre desta cidade, e escreveu: - Dissertação e theses que á illustrada Congregação da Faculdade Livre de Sciencias Juridicas e sociaes do Rio de Janeiro apresentou para receber o gráo de doutor em direito, etc. Rio de Janeiro 1901, 64 pags. in-40.-O ponto de dissertação da these (da Ia cadeira do 3* anno) é o seguinte: «Tem as diversas especies de obrigações indi- visíveis caracteres proprios ou podem ellas ser reduzidas a uma ou duas classes ?» - Discurso proferido por occasião de receber o gráo de doutor pela faculdade livre de sciencias sociaes e juridicas do Rio de Janeiro - Só o vi impresso no Jornal do Brasil de 4 de março de 1901. Co- meçando este discurso, o autor se declara monarchista e catholico, dous titulos que mais exaltam e honram, hoje, um joven como elle é. Vicente Torres da Silva Reis - Filho do doutor Manoel Antonio da Silva Reis e dona Maria Henriqueta Torres Reis, nasceu a 15 de setembro de 1870 na cidade do Rio de Janeiro, onde se bacharelou na faculdade livre de direito, tendo cursado os primeiros anuos na de S. Paulo Promotor publico da comarca do Rio Bonilo, 373 estado do Rio da Janeiro, foi depois delegado de policia, mais de uma vez, nesta capital, é advogado e socio fundador da caixa beneficente theatral. Dedicado á imprensa e á litteratura dramatica desde os bancos académicos, escreveu: - Cresça e appareça: revista theatral - Representada naPhenix dramatica em 1888. - Abacaxil revista do anno de 1893, em 3 actos e 13 quadros, escripta de collaboração com o dr. Moreira Sampaio - Representada no theatro Apollo a 15 de agosto do mesmo anno. - Vòvò: revista do anno de 1894, em 3 actos e 12 quadros, com musica de Francisco Carvalho - Escripta de collaboração com o dr. Mo- reira Sampaio e foi representada no theatro Apollo. - Pontos nos H: revista original - Representada pela primeira vez a 17 de maio de 1895 no theatro Lucinda. - A bicharia: grande revista em tres actos e onze quadros, mu- sica do maestro Stichini e outros, representada no theatro Sant'Anna de maio a julho de 1895. - Um drama no fundo do mar: peça maritima de Ferdinand Duque. Traducção livre do libreto original, francez, impresso em Pariz. Representada no theatro Lucinda a 8 de setembro de 1896. - O Zè Povinho: revista phantastica, burlesca, em tres actos e nove quadros - Foi representada pela primeira vez a 7 de março de 1896 no theatro Apollo. - O Filhote: revista em tres actos e quinze quadros, original, ornada de cincoenta numeros de musica de Costa Júnior - Teve a pri- meira representação no theatro Lucinda a 11 de março de 1897. - Os Africanistas: zarzuela burlesca em um acto e tres quadros. Traducção livre - Foi representada no theatro Recreio Dramatico a 12 de janeiro de 1897. - O diabo a quatro: revista do anno, em tres actos e doze quadros, com musica de Costa Júnior - Representada no theatro Variedades. - A rainha dos génios: magica em tres actos e doze quadros. Escripta de collaboração com Azeredo Coutinho - Representada no theatro Eden Lavradio - Como jornalista, collaborou no Ditrio de Noticias, Jornal do Brasil ( primeira phase), Cidade do Rio, onde es- creveu a Semana Theatral, e foi secretario do jornal illustrado A Vida Fluminense, todos desta capital. Foi um dos redactores da - Republica Brasileira. Rio de Janeiro, 1889. - Correio Paulistano. S. Paulo, 1891. - Diário de Noticias. S. Paulo, 1891. - Jornal da Tarde. S, Paulo, 1891. 374 VI Vicente Werneck Pereira <la Silva - Filho de Manoel Vicente Pereira da Silva e dona Firmina Leopoldina Werneck da Silva, nascido a 6 de março de 1858 no municipio de Vassouras, estado do Rio de Janeiro, fez o curso de pharmacia na faculdade de me- dicina, desta capital, estabeleceu-se como pharmaceutico e industrial, é membro fundador da sociedade de beneflcencia e soccorros mutuos das classes medica e pharmaceutica do Rio de Janeiro, membro titular da Academia nacional de medicina, membro do Club de engenharia, do Instituto polytechnico nacional, da Sociedade pharmaceutica luzitana do Porto, e escreveu: - Pela industria nacional. Rio de Janeiro, 1896, 135 pags. in-8° - Divide-se o livro em quatro partes: Influencia das tarifas adua- neiras sobre o desenvolvimento das nações ; A industria nacional; As drogas e as novas tarifas ; As perfumarias e as novas tarifas. Parto deste trabalho já havia sido publicada na Gazeta de Noticias de 17 a 28 de março e 7 e 13 de maio de 1896. - Anno Ia. 1895. Medicina simplificada eao alcance de todos com os preparados especiaes da casa V. Werneck & Comp. Rio de Janeiro, 1896, 96 pags. in-8° - e mais 18 innumeradas, com os productos chimicos e pharmaceuticos do laboratorio da pharmacia central do Brazil. - Do exame da urina e seu valor semeiologico. Rio de Janeiro, 1898 - Tem collaborado no Jornal do Commercio onde escreveu: - Divisão de tarifas: serie de artigos. Junho, 1900. Vicento Zoferino Dias Lopes - Presbytero do habito de S. Pedro, cuja naturalidade ignoro, falleceu na Cachoeira do Rio Grande do Sul, a 4 de setembro de 1894. Foi governador do bispado dessa diocese no regimen monarchico, em 1870, fundou em Porto Alegre um collegio, conhecido pelo collegio do Padre Vicente, foi lente de latim, deputado provincial, e escreveu: - Cathecismo da doutrina christã, accrescentado de um rosumo da historia sagrada e da igreja. Publicado para uso dos meninos. Porto Alegre ?... - Noticia biographica do Exm. e Revm. d. Feliciano José Rodri- gues Pratos, primeiro bispo da diocese de S. Pedro do Rio Grande do Sul e oração fúnebre, recitada no dia de suas exequias... Porto Alegre, 1871, 8-14 pags. in-4n. - Apontamentos sobre a instrucção particular e publica da pro- vincia do Rio Grande do Sul - O manuscripto de 21 fls. pertence ao Instituto historico e geographico brazileiro. vx 375 Victor Antonio Vieira - Pseudonymo de Antonio da Silva Lopes Cardoso, filho do commendador José Joaquim Cardoso e dona Rosaria da Silva Lopes, e nascido na província do Minho, Portugal, a 28 do junho de 1844. Desde 1854 reside no Brazil, onde constituiu família e naturalisou-se brazileiro, tendo exercido por annos a arte photographica nas antigas províncias de Pernambuco e Bahia. Dedicado á industria e á imprensa, trabalhou assiduamente desde 1860 á 1878 no jornalismo daquellas provincias e no do Rio de Janeiro. Além de vários opusculos em prosa e verso e algumas comedias que tem escripto, escreveu mais: - Lopez e o Brasil: poemeto dedicado ao Imperador. Bahia, 1869, XII-31 pags. in-4°. - Typos em prosa e verso: collecção de folhetins publicados em diversos jornaes. Rio de Janeiro, 1879. - Amor de artista: poema. Rio de Janeiro, 1883 - O autor assigna-se neste trabalho Alfredo Ancora. - Alpha e Omega: poema dividido em duas partes e dez cantos. Rio de Janeiro, 1890, 129 pags. in-8° peq. - Tem 2a edicção. - Espiritismo racional. Rio de Janeiro, 1891, 110 pags. in-8° peq. - Vaerostat Vieira. Systòme d'aerostation par, etc. Rio de Janeiro, 1894, IV pags. in-8° com o desenho do aerostato. - Os caftens'. drama em cinco actos, representado no theatro SanfAnna, do Rio de Janeiro, em 7 de outubro de 1897. Rio de Janeiro, 1898, 98 pags. in-8° peq. - Os mysterios de Além-campa: sessão spiritica com fôrma dra- matica^em tres partes com sete quadros de phenomencs de visualidades collectivas de factos históricos. Rio de Janeiro, 1900, 88 pags. in-8° peq- - Exposição industrial de 1895 no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1896, 248 pags. in-8° gr. Com a collaboração de outros - Esto ultimo trabalho, bem como os dous primeiros e o sétimo trazem o verdadeiro nome do autor; os outros são assignados com o referido pseudonymo. Como jornalista, redigiu: - Museu social: jornal illustrado. Bahia, 1869. - Arco da velha: jornal illustrado. Bahia, 1872. - Rataplamz jornal illustrado. Rio de Janeiro, 1887. - O Dia. Rio de Janeiro, 1891. - Petiz: jornal noticioso. Rio de Janeiro, 1888 - Na sua colla- boração para a imprensa tem usado de diversos pseudonymos, como: Alfredo Ancora, ( versos) Luiz Marcello, ( prosa ),Sansão Carrasco e José Capote sobre assumptos theatraes, na Bahia. 376 VI V ietor Cândido Barreto - Nascido na província, hoje estado de Sergipe, a 4 de julho de 1848, falleceu ®m Nictheroy a 4 de julho de 1900, tres dias depois de ser reformado no posto de contra- almirante da armada, tendo servido como chefe do corpo de engenheiros navaes. Tinha estudos especiaes sobre o fabrico e o emprego de torpedos, estudos feitos em Londres e nos Estados Unidos. Foi professor de ele- ctricidade e torpedos, da escola pratica de artilharia e torpedos, conde- corado com a medalha da campanha contra o Paraguay, e escreveu: - Curso elementar de torpedos, adoptado pelo ministério da ma- rinha como compendio. Rio de Janeiro, 1886, com gravuras zincogra- phadas. Vietor da Cuuha - Natural do Rio Grande do Sul, falleceu em Berlim a 4 de outubro de 1889, depois de ter sido cônsul geral do Brazil em Santa Cruz de la Sierra, na Bolivia, e em seguida na Guyana. Principiou como guarda-livros de uma casa commercial do Rio de Janeiro, de onde passou a estudar e exercer a arte dentaria e escreveu: - Industria nacional - serie de mais de quarenta artigos sobre diversos ramos da industria do paiz. Na Gazeta de Noticias, 1888. - Trabalhadores asiaticos. O Sr. Salvador de Mendonça. Rio de Janeiro, in-8°. Redigiu: - O Economista Brasileiro: revista quinzenal. Redactores, Ramos de Queiroz e Vietor da Cunha. Rio de Janeiro, 1878-1880, 3 vols. in-4" gr. - Jornal das Novidades. Belém, 1888, in-4°. Vietor XJesiré Pujol - Nascido na França, me parece, e ahi formado em mathematicas, veio para o Brazil, que adoptou por patria, e, sendo engenheiro chefe da estrada de ferro de Rezende a Arêas, escreveu: - Breves considerações sobre os projectos de abastecimento de agua á cidade do Rio de Janeiro. Primeira parte: Os mananciaes da serra do Tinguá. Rio de Janeiro, 1875, 22 pags. in-4° - Tinha a pu- blicar nessa occasião, com relação a este trabalho: - Obras projectadas ; seu custo. - Considerações económicas;- Não pude, porém, ver taes pu- blicações. Victor Dias - Fallecido no Rio de Janeiro a 9 de maio de J892, foi agente commercial na praça desta cidade, onde gozou de VI 377 muito credito, e fez parte da redacção do Jornal do Commercio na secção do commercio. Escreveu: - Apontamentos sobre a historia da campanha do Uruguay e do Paraguay desde 1864. Rio de Janeiro, 1866, in-4° - Esta publicação fez-se anonyma, mas sabe-se que é deste autor, do dr. Salvador Fur- tado de Mendonça Drummond e do padre A. A. Guedes Vaz. - Breves considerações ácerca do material de guerra fornecido pela firma Sir W. Armstrong Mitchell & Comp. etc. Rio de Janeiro, 1883 - Era o autor representante desta firma no Rio de Janeiro, e á esta publicação foi elle levado por um artigo do Io tenente F. Carlos Otto da Silva na Revista Marítima, e ainda a - Replica â refutação da brochura « Breves considerações ácerca do material de guerra », etc. Rio de Janeiro, 1883, in-4°. Victor Ferreira do Amaral e Silvn - Filho de Joaquim Ferreira do Amaral e Silva e nascido na provincia, hoje estado do Paraná, a 9 de dezembro de 1862, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, formado em 1884, clinico em Curitiba e escreveu: - Theses apresentadas á Faculdade de medicina do Rio de Janeiro para receber o grão de doutor. Riode Janeiro, 1884. - 0 Estado do Paraná de um rápido golpe de vista - No Al- manak do Paraná para o anno de 1896, pags. 91 a 103. Vicente Ferreira de Souza - Filho do Joaquim Theodoro de Sant'Annae dona Beliarmina Maria da Encarnação, nasceu a 4 de outubro de 1852 na cidade de Nazaré th, da antiga provincia da Bahia, em cuja faculdade se doutorou em medicina em 1879, tendo cursado o ultimo anno na desta capital; é lente de latim do gymnasio nacional, outr'ora collegio Pedro II, e foi director do Diário Official. Escreveu: - Sons perdidos: versos. Bahia, 1873, in-8°. - Ariosto e Tasso: these de concurso ã cadeira de portuguez e litteratura geral do Imperial collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1884, in-8°. - O Império e a escravidão: conferencia realizadci no theatro de S. Luiz a 23 de março de 1879. Rio de Janeiro, 1879, in-8°. - Mecanismo da morte: dissertação - Proposições : da crimi- nalidade dos velhos e das crianças. Beriberi. Tracheotomia. These apresentada á faculdade de medicina da Bahia a 16 de dezembro de 378 VI 1879 e defendida a 19 de janeiro de 1880 para receber o grão de doutor. Bahia, 1880, 61 pags. in-8°. - Princípios objeotivos da moral : those de concurso á cadeira de philosophia do collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1880, in-8°. - Caso locativo : these de concurso á cadeira de professor substi- tuto de latim no Imperial collegio Pedro II. Rio de Janeiro, 1884, in-8°. - Selecção litteraria de alguns dos principaes escriptores da lingua portugueza do século XVI ao XIX. Rio de Janeiro, 1887-• E' escripta de collaboração com Fausto Carlos Barreto, de quem me occupo no segundo tomo deste livro, pag. 320. - Resumo da declinação latina (substantivo). Rio de Janeiro, 1897, in-8°. - Localisações cerebraes e a physio-pathologia da linguagem. Lições eífectuadas pelo professor Leonardi Bianchi, director da cli- nica psychiatrica na real universidade de Nápoles, compiladas pelo Dr. Manfredi Pelli e traduzidas do italiano pelo doutor, etc. Rio de Janeiro, 1899 - Ardente propagandista da abolição, publicou sobre este assumpto vários discursos no Boletim da Sociedade Emancipadora, 1880-1883; collaborou no jornal Questão Social, de Santos, no Eco- nomista Brasileiro, desta capital, onde escreveu: - Questão' de immigração: serie de artigos sob o pseudonymo de Taupinard. 1879 ou 1880 - Fundou e redigiu: - Democracia. Rio de Janeiro, 1890. - União Federal. Rio de Janeiro, 1890-1891. Victox' Fourníé - Nascido na França e brazileiro por naturalisação, foi em sua patria de nascimento engenheiro do corpo nacional de pontes e calçadas e cavalleiro da Legião de Honra. No Brazil exerceu cargos como o de director de obras publicas da então província de Pernambuco. Escreveu : - Estudos sobre as obras necessárias ao desenvolvimento do porto de Pernambuco - Não vi sua publicação em volume especial, mas na Revista do Instituto polytechnico, etc., tomo 8n, 1877, pags. 63 a 135. Victor I^eal - Pseudonymo de Aluizio de Azevedo, de quem já me occnpei no primeiro volume deste livro. Nascido em S. Luiz do Maranhão a 14 de abril de 1857, foi vice-consul em Vigo, na. Hespanha, em Yokoama, no Japão, e é actualmente cônsul em La-Plata na Re- VI 379 publica Argentina. Além dos trabilhos já mencionados, os quaes tem sido reeditados pela casa Garnier, escreveu mais: - Livro de uma sogra: romance. Rio de Janeiro, 1895, 341 pags. in-8°- Ha segunda edição de Pariz, de 272 pags. in-8° - Este romance foi traduzido para o hespanhol por Aurélio Romero. - O Cortiço: romance. Pariz, 354 pags.- Ha delle mais deuma edição, - O Coruja : romance. Pariz, 2a edição de 315 pags. in-8°. - O Homem: romance. Pariz. Este romance está em 5a edição com 292 pags. in-8°. - Philomena Borges: romance. Pariz. Foi publicado antes em folhetim na Gazeta de Noticias. - Mortalha de Alzira: romance. Pariz, in-8a. - Girandola de amores: romance. Pariz, 1900, 417 pags. in-8° - E' uma nova edição do romance antes publicado sob o titulo de Mysterio da Tijuca. - Demonios: novellas e contos - Ignoro onde foi publicado. - Pegadas: contos com o retrato do autor. Pariz, 197 pags. in-8° - Ha mais de uma edição. - Bm flagrante: comedia em um acto, de collaboração com E. Rouède - Foi representada pela primeira vez no theatro Lucinda. - A Condessa Vesper: romance. Pariz, 1901. - O Mulato: drama em tres actos, representado no theatro Recreio Dramatico em 1884. - O Caboclo: drama em tres actos em collaboração com E. Rouè le - Foi representado no theatro Lucinda em 1885. - Um caso de adultério: drama em tres actos, representado no mesmo theatro. - Philomena Borges} comedia em um acto representada no theatro Príncipe Imperial em 1884. - Venenos que curam: comedia em quatro actos em collaboração com E. Rouèle, representada no theatro Lucinda em 1885. - Os sonhadores: comedia em tres actos, representada no theatro SanPAnna com o titulo Macaquinhos no sotão, em 1887. - Fritzmack: revista dos acontecimentos do anno de 1888 em collaboração com Arthur de Azevedo - representada no theatro Variedades dramaticas. - A Republici: revista do anno de 1889 coma mesma colla- boração e representada no mesmo theatro. Victor Marcolin.o da Silva Brito - Filho do Victor Marcolino da Silva Brito, é natural da Bahia e doutor em 380 medicina pela faculdade deste estado, sendo graduado em 1878. Escreveu: - Pustula maligna, sua curabilidade e indicar as bases de um tratamento racional; Tétano traumático; Do diagnostico e trata- mento da ataxia locomotriz progressiva; Juizo critico sobre os pre- parados pharmaceuticos, designados com o nome de extractos: these para o doutoramento, etc. Bahia, 1878, 5 fl. 97 pags. in-4° gr. - Da Panophtalmia e seu tratamento pela enucleação e pela exeuteração ocular: estudo critico. Rio de Janeiro, 1895, in-8°. - Prophilaxia da ophtalmia purulenta dos recem-nascidos. Rio de Janeiro, 1895, in-8°- Este trabalho, formado em observações do autor, foi distribuído gratuitamente. Tem em revistas medicas trabalhos de que citarei: - Notes sur un cas de blessure de l'oeil avec section complete du droit inferieur- Nos Archives d'Ophtalmologie, numeros de janeiro e fevereiro de 1887, e depois no Brasil Medico n. 44, pags. 162 e segs. - A proposito da enucleação na panophtalmia - No mesma re- vista, anno 7o, pags 339 e segs. - Ophtalmia granulosa eseu tratamento.* memória - Nos Annaes da Academia nacional de medicina, tomo 56 pag. 309 e segs. Victor Maria da Silva,- Nascido a 26 de julho de 1861 na província, hoje estado, do Pará, é engenheiro civil pela Escola polytechnica desta capital e director geral dos trabalhos públicos no seu estado. Escreveu: - Estudo descriptivo das estampilhas fiscaes do estado do Pará. Belém, 1901. Victor Meirelles <le Lima- Nascido na cidade do Desterro, antiga capital da província de Santa Cathaiina, a 1 de agosto de 1831, desde criança, sem mestre, demonstrou tão singular inclinação para a pintura, que o senador José da Silva Mafra e o general Joronymo Francisco Coelho, seus conterrâneos e amigos de sua familia, se offereceram para trazel-o á côrte afim de estudar, por sua conta, na academia de bellas-artes. Aqui, concluídos seus estudos em 1852, foi mandado á Europa para aperfeiçoar-se na pintura histórica, e então estudou na Italia com os mais notáveis mestres, depois na escola de bellas-artes de Pariz, onde lhe foram conferidas duas medalhas de honra. De volta ao Brazil, foi nomeado professor de pintura histórica de nossa academia. Applicou-se á pin- 381 tura de retratos e foi agraciado por d. Pedro II com o grão de ca- valleiro da ordem da Rosa. De composições históricas citarei: - A primeira missa no Brazil: quadro executado na França em 1861 e que mereceu figurar na exposição do Salon. E' a representação da primeira missa celebrada por frei Henrique de Coimbra em Porto Seguro, quando Cabral saltou em terra brazileira. - Os primeiros desterrados do Brasil. - O combate de Riachuelo de 1865 - E' um quadro de 30 palmos de comprimento e 15 de largura. - A passagem de Humaytá - Tem 20 palmos de comprimento e 12 de largura. Para execução destes dous quadros, o autor foi ao Paraguay fazer os estudos precisos. Do segundo foi elle incumbido pelo ministro da marinha. - A batalha de Guararapes, ferida a 19 de fevereiro de 1649 contra as forças hollandezas, commandadas pelo general Segismund, que foram completamente derrotadas. Sobre este quadro escreveu J. Z. Rangel de S. Paio um livro com o retrato de V. Meirelles - De seus quadros de retratos, citarei o da familia imperial do Brazil, o qual se acha em Lisboa; o do Visconde de Guaratiba, o do Marquez de Abrantes, o do Conselheiro Nabuco de Araújo, e muitos outros. Victor Meirelles, finalmente, escreveu: - O panorama da Bahia e cidade do Rio de Janeiro, tomado do morro de Santo Antonio no anno de 1886. Noticia explicativa. Rio de Janeiro, 1894,31 pags. in-8° peq. - Este opusculo dá não só noticia explicativa, como noticia histórica do panorama. - Entrada da esquadra legal em 23 de junho de 1894, observada da fortaleza de Villegaignon em ruinas. Noticia explicativa da grande tela panoramica exposta na rotunda da praça Quinze de No- vembro. Rio de Janeiro, 1896, 14 pags. in-8". Victor Pereira Ooclinlxo- Filho de Joaquim Pereira Godinho e nascido em Minas Geraes a 26 de dezembro de 1862. Doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro, estabelecendo-se em S. Paulo, foi ahi nomeado inspector de saude e director do hospital de isolamento de Dous Corregos e Jahú, e então, estudando as epide- mias que grassaram nesse estado, chegou á convicção de que as epidemias de febre amarei la ahi eram em tudo semelhantes ás do Rio de Janeiro. Escreveu: - Estudo clinico das endocardites ulcerosas: these apresentada ã Faculdade de medicina do Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1887, etc. Rio de Janeiro, 18^7, in-4°. 382 VI - A febre amarella no Estado de S. Paulo. Pathogenia, trans- missibilidade o tratamento racional. S. Paulo, 1897, in-8°- Com seus collegas Vital Brazil e Arthur Mendonça redigiu: - Revisla Medica. S. Paulo, 1898-1899 - Nesta revista escreveu: - A peste bubonica e sua propagação: traducção do inglez de Patrick Nausau. S. Paulo, 1899, 59 pags. in-40.- Concluindo que a serumtherapia dá melhores resultados e iuspira mais confiança do que todos os meios therapeuticos empregados. No n. 9, de 15 de se- tembro de 1899. Victor Vorpliirio de Borja-Nascido em Portugal, brazileiro por adoptar a constituição do Império, vivia no Rio de Ja- neiro por essa epoca e escreveu: - Plano para a edificação de um theatro publico. Rio de Janeiro, 1824, in-fol. peq. Victor Renault-Nascido na França em 1810, falleceu em Barbacena, Minas Geraes, a 18 do outubro de 1892. Engenheiro, depois de dedicar-se á [sua profissão, tendo sido nessa provincia, hoje estado, dos primeiros exploradores dos rios Doce, Paracatú e Mucury, dedicou-se ao magistério em Barbacena, onde escreveu varias obras didacticas, como as que se seguem: - Elementos de arithmetica para meninos - Este livro teve se- gunda edição consideravelmente augmentada com varias regras, espe- cialmente as que são relativas ás extraeções das raizes quadradas e cubicas. Rio de Janeiro (sem data) e mais duas edições posteriores. - Explicação do systema métrico decimal e relação das medidas métricas decimaes com as unidades de unidades em uso no Império do Brasil e em todos os paizes cultos do globo, indicando as relações que estas medidas têm entre si e os meios de transportal-as de um sys- tema para outro, e reciprocamente. Rio de Janeiro (sem data), mas de 1865 - Esta obra tem tido outras edições. - Postillas de arithmetica para meninos. Rio de Janeiro ( sem data). - Methodo facil para aprender a ler em quinze lições, contendo todas as rezas que cumpre a um christão saber ; a historia natural dos animaes privativos do Brazil, fabulas, moralidades, maximas e pensa- mentos dos melhores autores - Illustrado com numerosas gravuras este livro teve, pelo menos, tres edições, sendo a terceira illustrada com numerosas estampas, do Rio de Janeiro. VI 383 - Thesouro dis famílias ou Encyclopedia dos conhecimentos da vida pratica. Collecção de 1.952 receitas utilíssimas e necessárias a todas as classes da sociedade, sobre economiia domestica, sciencias, artes, industria, olhcios, manufacturas, agricultura, industria agrícola, horticultura, arboricultura, medicina domestica, propriedades das plantas indígenas e exóticas, alveitaria, etc. etc.- Obra extrahida o copiada dos autores os mais afamados e os mais modernos de todos os paizes e augmentada de muitas e variadas receitas privadas e in- éditas. Rio de Janeiro (sem data). E' um grosso volume, nitidamente impresso. - Relatorio da exploração dos rios Mucury e Todos os Santos, feita por ordem do Exm. governo de Minas Geraes, tendente a pro- curar um ponto para degredo - Na Revista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 8% pags. 356 a 375. Victor Seiqpa - Não o conheço; sei apenas que é um joven poeta que estreou na carreira das lettras com a publicação de um pe- que no livro com o titulo: - Temporãot poesias. Rio de Janeiro - Não vi este livro ; eis, porém, o que sobre elle escreve uma folha desta cidade: «O Sr. Victor Serpa é uma criança ainda: os seus versos, si não possuem a cor- recção e profundeza das grandes pennas, estão comtudo cheios de mo- cidade. O Sr. Victor Serpa não está ainda senhor da rima nem do metro; tem innumeras falhas, innumeras incorrecções, em parte de- vidas talvez á falta de attenção. Mas o que è certo é que, através das incertezas de uma estréa, nota-se uma intelligencia poética que o tempo se encarregará de aperfeiçoar e desenvolver. » Victor dn Silva Freire - Engenheiro de construcções civis, formado pela escola de pontes e calçadas de Pariz, é director das obras municipaes e lente da Escola polytechnica de S. Paulo. Escreveu: - A Bibliograpkia universal e a classificação decimal (011X025,4): subsidio para a participação do Brasil na organisação internacional da bibliographia scientifica. S. Paulo, 1901,37 pags. U. Victor ia Colouna - Creio ser pseudonymo de uma distinctissima escriptora brazileira, de quem sinto não poder dar a devida noticia. Escreveu: - O espião prussiano: romance historico inglez, resumindo os prin- cipaes acontecimentos da guerra franco-prussiana por V. Valmond, traduzido. Rio de Janeiro (sem data ), 291 pags. in-8°. 384 VI - Chiquinho: encyclopedia da infancia por G. Braine, vertida para o portuguez. Rio de Janeiro...- Accommodado a todas as intelli- gencias, este livro trata de todas as questões que interessam á sociedade moderna. « Explica com extrema lucidez o que são os telegrapho8 electricos, as caixas económicas, as companhias de seguro ; a quem se deve a invenção dos barcos e dos carros movidos a vapor; como Gu- tenberg descobriu a imprensa, Newton a attracção dos corpos, Lesseps perfurou o isthmo de Suez, etc., etc. ; tudo isto entremeiado de con- selhos e admoestações moraes, que insensivelmente se vão infiltrando nos ânimos juvenis. » - A.s- manhãs da avó: leitura para a infancia, dedicada ás mães de familia. Rio de Janeiro, 1877, in-8° - Houve mais de uma edição deste livro de moral e instrucção, escriptoem forma de contos. Victoriano José Marinho ^allxares-Filho de João Carlos Marinho Falhares e dona Rita Francisca da Costa Palhares, nasceu na cidade do Recife, capital de Pernambuco, a 8 de dezembro de 1840 e falleceu a 5 de fevereiro de 1890. Exerceu vários cargos do func- cionalismo publico provincial, como os de amanuense da instrucção pu- blica, offlcial da secretaria da thesouraria, primeiro offlcial da secre- taria da presidência e primeiro escripturario do consulado provincial, cargo em que foi aposentado. Era socio da Sociedade propagadora da instrucção publica, do Monte-pio pernambucano e da Associação dos empregados públicos de Pernambuco; socio correspondente do Conser- vatório dramatico da Bahia e de outras associações. Escreveu: - Mocidade e tristeza: poesias. Recife, 1866, in-8°. - Perpetuas: poesias. Recife, 1867, in-8°. - Peregrinas: poesias. Lisboa, 1870, in-8°. -A' morte dajoven e candida Maria Celeste G. de Medeiros. Re- cife, 1867. - As noites da virgem. Pariz, 1868, 85 pags. in-12°- Houve segunda edição em 1890 ou 1891 e terceira em 1898. - Centelhas: versos patrióticos no periodo da guerra do Paraguay. Recife, 1870, in-8°. - Poesia recitada na sessão anniversaria da installação do Insti- tuto archeologico ethnographico pernambucano, no dia 27 de janeiro de 1866 -Na Revista deste Instituto, tomo Io, pags. 416 a 419. - Poesia - Na collecção de discursos e poesias, recitados por oc- casião do assentamento da primeira pedra do hospício dos alienados de Pernambuco. Recife, 1875, pags. 67 a 69. - As victim.tst drama em cinco actos. Recife, 1868. vr 385 - Drama do século, em quatro actos - Penso que não foi impresso ; foi, porém, representado no theatro Santa Isabel a 2 de dezembro de J867. - Romeo e Julielaz scena tragica. Recife, 1869. - Aurora da redempção: opereta biblica, canto e musica de Mar- cellino Cleto - Sei que foi representada. - Folhinha franco-prussiana. 1872, 112 pags, in-16° - Contém um estudo historico sobre a guerra da França com a Allemanha. - Folhinha da guerra do Paraguay. 1872, 112 pags. in-lô0 - Contém um estudo historico sobre a guerra do Brazil com o Paraguay. Victorino Caetano <le Brito - Filho de Joaquim Caetano de Brito e dona Maria Josepha de Souza, nasceu em Santos, S. Paulo, em 1838, e falleceu a 10 de dezembro de 1877, doutor em di- reito pela faculdade de sua provincia, hoje estado. Exerceu o magistério leccionando varias matérias de preparatórios nessa faculdade, exerceu cargos de fazenda e foi encarregado de examinar as colonias Martyrios e S. Lourenço, tudo em S. Paulo, Escreveu: - Theses e dissertação que, para obterográo de doutor, etc. apre- senta á faculdade de direito de S. Paulo. S. Paulo, 1872, 20 pags,in-4° - A dissertação versa sobre o ponto; O que é furto, roubo e estellio- nato?Em que se assemelham, e em que differem? Analyse das dispo- sições respectivas do codigo. - Relatorio da commissão encarregada de examinar as colonias de Martyrios e S. Lourenço na provincia de S. Paulo em 1873. S. Paulo, 1874, 188 pags. in-4°, com vários annexos. Assigna-o também José Hygino Duarte. Victorio Malta-Não conheço este autor, sinão pelo se- guinte trabalho de sua penna: - 0 burro de carga: revista phantastica de acontecimentos, em tres actos e tres apotheoses, original brasileira, expressa mente escripta para a companhia dramatica da actriz Emilia Adelaide, com sessenta numeros de musica de diversos autores - Foi representada no theatro Lucinda a 20 de agosto de 1895. 'Victorio Procopio Serrão - Natural do Pará e ah fallecido, sendo deputado á assembléa legislativa dessa província. Escreveu: - Parecer da commissão especial nomeada pela Assembléa le- gislativa do Pará para o exame das contas da Thesouraria pro- 386 VI vincial e documentos de contas, em que a commissão baseou seu parecer. Pará, 1839, 52 pags. in-4° - Foi escripto no cargo de relator da commissão. Vidal de Oliveira - como é conhecido, ou Carlos Vi- dal de Oliveira Freitas, como vem mencionado no segundo volume deste livro, pag. 92, escreveu mais: - Riachuelo 11 de junho de 1865. Ave Barroso! - Na Revista Marítima Brasileira, anno 9o, 1900, pags. 145 a 156. - Noticiário marítimo -Na mesma revista. X). Violante A.ta/ba,lip:t Ximenes de Uivar e Vellasco - Filha do conselheiro Diogo Soares da Silva de Bivar e dona Violante Lima de Bivar e irmã de Luiz Garcia Soares de Bivar, oomo seu pae, já mencionado neste livro, nasceu na cidade da Bahia a 1 de dezembro de 1817 e falleceu no Rio de Janeiro a 25 de maio de 1875. Teve tão primorosa educação que aos oito annos cantou, acompanhada de orchestra, uma cavatina, merecendo applauso geral de um auditorio illustrado, e em verdes annos conhecia, além da lihgua vernacula, a franceza, a italiana e a ingleza. Seu amor ás lettrãs e a seus paes, que já então residiam nesta cidade, levou-a a suffocar em seu coração o mais doce sen- timento do coração de mulher, recusando dar a mão de esposa á utn distincto cavalheiro da Bahia, vindo, entretanto^ mais tarde a concedel-a ao tenente João Antonio Boaventura Vellasco, do Rio de Janeiro, do qual enviuvou poucos annos depois. Era socia ho- norária do conservatorio dramatico brazileiro e escreveu: - O chale de cachemira verde : comedia dos Srs. Alexandre Dumas e Eugênio Sue; traduzida do francez. Rio dè Janeiro (sem dalá), 48 pags. in-4°- ^Ói, por essa traducção, elogiada e admittida âo grémio do conservatorio dramatico. E, como o Chale de cache, mira verde, traduziu outras peças theatraes qúe passo a referir, e que Hão foram impressas: - Rob-Roy Mac-Gregor Campbell: opera em cinco actos e 15 quadros extrahida do romance historico de Walter Scott por J. Pococke. Traducção do inglez. - Clermont ou a mulher de um artista: comedia em cinco actos, Scribe e Emilio Vender-Burch. Traducção do francez. - Os Títeres ou a roda da fortuna: comedia em cinco actos por Mr. Picard. Traducção do francez. VI 387 - O Maricas: comedia em um acto por Jouhand e Bricet Four- chon. Traducção do francez. - Pamella solteira: comedia em tres actos, de Goldoni. Tra- ducção do italiano. - Pamella casada: comedia em tres actos, de Goldoni. Traducção do italiano. - Algumas traducções da lingua franceza, italiana e ingleza. Rio de Janeiro, 1859, in-4° - Comprehendo este livro: l.° Carolina: his- toria polaca, traduzida do francez; 2.° Cartas de Jacopo Ortis, tra- duzidas do italiano; 3.° Orphão, pequeno extracto das obras do ve- nerando padre John Tood e traduzido do inglez, tendo cada uma das tres obras frontispício e numeração especiaes. E redigiu: - O Jornal das Senhoras: Modas, litteratura, bellas-artes, theatro e critica. Rio de Janeiro, 1852 a 1855, in-4° com est. - O Domingo : jornal litterario e recreativo. Rio de Janeiro, 1873 a 1875, in-fol. Virgílio cie Aguiar - Filho de José Joaquim de Aguiar o dona Perpetua Candida de Aguiar, nasceu em Aracaty, Coará, a 9 de março de 1881 e matriculou-se na faculdade de medicina do Rio de Janeiro em 1901. Foi um dos fundadores da Iracema litteraria, é membro do Centro litterario, ambos do Ceará e do Tugurio da cidade do Rio de Janeiro. E' um dos redactores das revistas litterarias - Praça do Ferreira. Fortaleza. - Revista dojTugurio. Rio de Janeiro. E escreveu: - Discurso proferido no dia 3 de maio de 1900 por occasião do quarto centenário do descobrimento do Brazil e do primeiro anni- versario da fundação da Iracema litteraria pelo socio, etc. Fortaleza, 1900, 56 pags. in-4°. Vivgilio líi*igido- Filho de Raymundo Vossio Brigido dos Santos e dona Pacifica de Medeiros Brigido, nasceu a 24 de abri} de 1854 em Santa-Cruz, estado do Ceará. Bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife, foi promotor publico e lente de geographia do Atheneu na capital do Rio Grande do Norte ; promotor e lente de allemão no Lyceu da Fortaleza e desde 1889 estabeleceu-sô 388 VI como advogado no Rio do Janeiro. E' socio fundador do Instituto do Ceará e deputado por este estado á quarta legislatura federal. Es- creveu: - Cantos do amanhecer: versos. Recife, 1879, in-8rt. - Traços biographicos do general Antonio Tiburcio F. de Souza. Fortaleza, 1886, in-8° - Esta publicação teve logar por occasião de ser inaugurada na capital do Ceará a estatua deste general. - O pessimismo: conferencia feita no Instituto do Ceará em 1886 ou 1887. - Discurso proferido sobre a secca do Ceará na sessão da Camara dos deputados de 22 de novembro de 1900. Rio de Janeiro, 1900. Como jornalista collaborou em vários jornaes do Natal e da Fortaleza, o redigiu: - Correio do Natal. Natal, 1884. - Gazeta do Norte. Fortaleza, 188... - Libertador. Fortaleza, 188... - O Commercio. Fortaleza, 188... Virgílio Cardoso de Oliveira - Filho de Rodolpho Cardoso de Oliveira e dona Maria Virgínia da Motta Cardoso, e irmão de Climerio Cardoso de Oliveira, já neste livro mencionado, nasceu na Bahia a 15 de dezembro de 1860 e, bacharel em direito pela faculdade do Recife, formado em 1889, exerceu a advocacia na cidade de Belém, do Pará, onde foi director da Instrucção publica e é chefe da secretaria do interior, justiça e viação. Escreveu: - Martyrio e honra: poemeto. Recife, 1887, 15 pags. in-8°. - A morte de Silva Jardim ou o Vesuvio em erupção. Bahia, 1891, 21 pags. in-8°. - Rimas: collecção de versos. Manãos, 1893, 81 pags. in-8° - Este livro ê offerecido a sua mãe e contém 47 composições. - O juramento: drama em quatro actos e um quadro. Manáos, 1892, in-8°. - Breves considerações sobre o art. 19 da lei n. 2032, de 20 de setembro de 1871, precedidas do parecer do Dr. João Vieira de Araújo. Recife, 1888, in-8°. - Os proprios nacionaes. Justificação constitucional do direito que aos Esta d »s assiste sobre os antigos proprios nacionaes, apresen- tada ao Exm. Sr. Dr. José Paes de Carvalho, governador do çstado do Pará, etc. Belém, 1898, 23 pags. iu-8°. VI 389 - O Instituto civico jurídico: artigos publicados na Provincia do Pard e mandados publicar pela Intendência municipal de Be- lém, etc. Pará, 1898, 34 pags. in-4°. - Commentario á Constituição federal, comparada a todas asoutras. Virgílio Climaco Damnsio - Filho de Francisco de Borja Damasio e nascido na cidade da Bahia a 21 do janeiro de 1838, é doutor em medicina pela faculdade dessa cidade e um dos mais il- lustrados professores da mesma faculdade. Caracter elevado e nobre, representou sua então provincia na assembléa e depois de inaugurada a Republica foi eleito senador federal. Foi também no regimen monar- chico professor do Lycêo provincial, fundador e presidente da academia de bellas artes da Bahia. E' membro da academia de medicina legal de França, da sociedade de anthropologia de Lima e de varias associações de sciencias e lettras. Escreveu : - Emprego therapeutico da electricidade e do galvanismo ; Das applicações do magnetismo animal na therapeutica ; Qual o melhor meio de preservar os edificios dos raios e quaes as plantas que podem supprir os pára-raios ; Mostrar pelo esqueleto que o homem foi creado para andar erecto sobre os dous pés e não sobre os quatro membros : these apresentada, etc., afim de obter o gráo de doutor em medicina. Bahia, 1859, 1 A.-254 pag. in-4° gr. - Discutir o principio fundamental da theoria atómica ; expor o systema de Dalton com as modificações de Berselius ; explicar por este systema a lei das proporções múltiplas: concurso a um logar de oppo- sitor em sciencias accessorias ; these e dissertação apresentadas, etc. Bahia, 1862,2 fls.-38 pags. in-4° gr. - Faculdade de medicina da Bahia. Memória histórica do anno de 1879 - Sem logar e sem data da publicação, mas da Bahia, 1879, 20 pags. in-fol. - Allocuçdo dirigida aos alumnos do curso de chimica mineral da faculdade de medicina poroccasião de começal-o no dia 13 de março do corrente anno. Bahia, 1876, 22 pags. in-4°. - Ensino e exercício da medicina, especialmente da medicina legal, em alguns paizes da Europa: Relatorio apresentado á Fa- culdade de medicina da Bahia. Bahia, 1886, 752 pags. in-4° com 7 estampas - E' o trabalho desta especie de mais elevado mérito que tenho lido. O dr. Dimasio tem ainda trabalhos de que infelizmente não posso dar noticia. Redigiu : - Gazeta Medica da Bahia, publicada pela associação'de facultativos. Bahia, 1867 - Esta revista começou in-4°, gr. e passou depois a sahir 390 VI in-8° sob a redacção do Dr. Antonio Pacifico Pereira e mais tarde de outros. Dos numerosos escriptos de sua penna citarei : - Considerações medico-juridicas sobre o art. 205 do codigo cri- minal brasileiro, no tomo 2o, 1867-1868, pags. 194-221, 249 e segs. Virgílio <le Lemos - E' o mesmo José Virgílio da Silva Lemos, já mencionado no volume 5°, pag. 235, nascido a 27 de julho, e não a 29 como foi dito. Formado em direito pela faculdade livre da Bahia, dedicou-se à advocacia na cidade de Ilhéos, deste es- tado, « de onde voltou muito gordo e muito rico para um concurso a um logar de lente da mesma faculdade, onde exhibiu brilhantíssimas provas de seu talento e erudição ». segundo me communica um amigo meu daquelle estado e seu admirador. Foi antes disso lente cathedra- tico de esthetica e historia das artes e substituto de litteratura geral e comparada no gymnasio bahiano, passando, por eliminação da pri- meira destas duas cadeiras, a lente cathedratico da segunda. Foi na Bahia deputado estadoal e actualmente é lente cathedratico de direito internacional da mencionada faculdade. Escreveu, além do que flcou dito: - Minha irmã Henriqueta, de Ernesto Renan: traducção. Bahia, 1897, 114 pags. in-8° - A uma critica a este livro, feita pelo sabio censor deste diccionario, o emigrado do Pará ou do Amazonas, com sua prôa de sabença adquirida nas academias e universidades desses dous estados (veja-se tomo 6o, pag. 397), escreveu o dr. Virgílio de Lemos : - Minha irmã Anna. Uma critica inepta - na Revista Popular da Bahia, n. 1, pag. 3,e n. 2, pag. 21. - Discurso proferido por occasião da abertura da aula de direito internacional da faculdade livre de direito da Bahia. Bahia, 1901, - Estudos de critica : analyse ao « Compendio de Philosophia do direito » pelo doutor Leovigildo Filgueiras, lente cathedratico da facul- dade livre de direito da Bahia - No Diário da Bahiade 10 de agosto de 1901 em deante. - Opiniões e debates: discussão sobre theses sustentadas pelo padre doutor Júlio Maria nas conferencias feitas na Bahia. Serie de artigos no Diário da Bahia, a começar de 4 de setembro de 1901 em deante - Ha ainda trabalhos seus na imprensa do dia e redigiu: - A Republica Federal. Bahia. Vivgilio Martins cie Mello Franco - Filho do tenente-coronel José Ferreira Martins, e nascido em Paracatú, Minas vi 391 Geraes, é bacharel em direito pela faculdade de S. Paulo, seguiu a car- reira da magistratura, onde exerceu vários cargos. Foi deputado á assembléa provincial em varias legislaturas e também á geral na decima-setima. E' lente da faculdade livre de direito da capital federal, commendador da ordem da Rosa, socio do Instituto historico e geogra- phico brazileiro, senador estadoal e escreveu: - Viagem á comarca da Palma, na provincia de Goyaz. Rio de Janeiro, 1876, in-8°. - Limites entre Minas Geraes e Goyaz. Rio de Janeiro, 1878, in-8°. - Viagem pelo interior de Minas Geraes e Goyaz. Rio de Janeiro, 1888, 180 pags. in-8° gr. -Neste livro dão-se ainda noticias chorogra- phicas das povoações por que passou o autor, quando teve de seguir para a comarca do Rio Maranhão, em Goyaz. - Orçamento do ministério da justiça: discurso pronunciado na sessão dacamara dos deputados de 20 de julho de 1880. Rio de Janeiro, 1888, 45 pags. in-8°. - Discurso pronunciado na sessão do senado de 5 de agosto de 1901 sobre a organisação judiciaria do estado de Minas Geraes. Minas, 1901. "Virgílio Peixoto <lo A_raaijo Palmeira- Nas- cido na villa, hoje cidade de S. Miguel da província de Alagoas, no anno de 1840, falleceu a 18 de janeiro de 1874 antes de completar 34 annos de idade, sendo bacharel em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife, advogado na provincia de seu nascimento, a cuja assembléa foi deputado. Escreveu na imprensa liberal muitos artigos po- líticos e desde estudante varias composições poéticas, de que nunca fez collecção, mas publicava em avulso, como: - S. Miguel. Ao meu amigo e collega dr. Ulysses de Barros Mendonça. - Maadalena, Ao meu amigo e collega dr. P. R. Fernandes Chaves. - Não me olhes A. F... - Ao Brasil. Surge e impera: uma folha para o album do meu nobre amigo e collega João Thomé da Silva Júnior - Compõe-se de quatro cantos. - Franklin Tavora: poesia recitada no theatro de Santa Isabel em 4 de junho de 1863. - Tributo ao genio. A' distincta artista Eugenia Infante da Gamara: poesia recitada no theatro de Sauta Isabel na noite de 13 de março de 1863 -Todas essas poesias foram publicadas no Recife em 1863. 392 VI - Ao Illm. e Exm. Sr. dr. Galdino Augusto da Natividade e Silva por occasião do sumptuoso baile que lhe foi offerecido pelos seus amigos em Maceió em 1866- No Jornal de Maceió, 1866. - A' Exma. Sra. d. F... poesia - No Almanah de lembranças bra- sileiro, de C. A. Marques, para 1867, pags. 18 a 20. Virgílio <le Sá Pereivfi - Filho do dr. José Bonifácio de Sá Pereira e dona Maria Amélia da Rocha Sá Pereira, nasceu em Barreiros, Pernambuco, a 26 de junho de 1871. Formado em sciencias jurídicas pela faculdade desse estado, foi professor de historia do Brazil no curso an nexo á deS. Paulo, delega lo de policia na capital federal, e depois juiz de uma das pretórias. Militou activamente na política republicana de Pernambuco, foi sempre distincto jornalista e escreveu: - Os dous Presidentes: estudo sobre os marechaes Deodoro e Floriano. Recife, 1895, in-8°. - Momentos da evolução processual entre os frankos -Na Revista contemporânea. - O conde de Cavour - No O Paiz. Rio de Janeiro, 1895. - Recordações do Império - Na Noticia, idem, 1896 -São artigos publicados sob o pseudonymo de Sybel em opposição ás « Reminiscên- cias políticas» de um conhecido homem de lettras, jã fallecido, que se assignava Amapurús. Na imprensa redigiu: - Gazeta da Tarde. Recife - Neste jornal fez renhida opposição ao governo do dr. Barbosa Lima. Para o mesmo fim fundou - A Cidade. Recife, 1894-1895, diário de grande formato. Redigiu ainda - O Paiz. Rio de Janeiro. - Correio Paulistano. S. Paulo, 1896. Vivgilio Viirzea ou Virg ílio dos Reis Varzea - Nasceu a 6 de janeiro de 1865 na freguezia de S. Francisco de Paula de Cananeiras, da provincia, hoje estado de Santa Catharina, sendo seus paes JoãoEsteves Varzea, portuguez, distincto marinheiro, navegador e perito em assumptos náuticos, tendo commandado por vezes steamers, e dona Julia Maria de Brito Varzea, oriunda de antiga familia de marí- timos açorianos que vieram colonisar a ilha de Santa Catharina, donde tem sahido tantos homens para a marinha de guerra, e muitos dis- tinctos homens de mar. Também andou por sua vez embarcado em na- vios mercantes a praticar para piloto no intuito de entrar depois para a marinha de guerra. E' por isso talvez, por descender de paes marítimos. VI 393 por essa tendencia ethnica e hereditária, que elle mostrou-se sempre apaixonado pelo Oceano e tem tomado o oceano por assumpto predilecto de muitos de seus apreciados trabalhos, publicados tanto em livros como em periódicos. Frequentou o collegio naval do Rio de Janeiro, foi na sua provincia professor particular, lente de desenho do Lycêo de artes e ofiicios, promotor publico da comarca de S. José, secretario da Capi- tania do porto e deputado provincial de 1892 á 1894. Depois da procla- mação da Republica veio para a cidade do Rio de Janeiro, onde foi a principio lente de portuguez e da caleira de litteratura no Instituto Kõpke e depois inspector escolar do districto federal, dedicando-se egualmenteá imprensa. Escreveu, começ indo pela imprensa periódica: - Colombo: jornal litterario, semanal. Desterro, 1880 -Foi elle o seu fundador com dous amigos, Cruz e Souza e Santos Lostada, e foi ahi que começou a flrmar-se a accentuação de sua individualidade ptteraria. Dessa folha, que apenas durou seis mezes, passou a redigir também as seguintes: - Tribuna Popular. Desterro, 188... Foi o jornal de Santa-Catha- rina mais accentuadamente litterario. - A Imprensa. Rio de Janeiro, 1889-1890. Além disto collaborou para o Despertador, A Regeneração, o Jornal do Commercio, de Santa Catharina; para a Gazeta de Noticias, onde publicou em 1893 -<Os Argonautas», reeditados depois no primeiro livro de suas obras, para a Cidade do Rio, O Combate, O Paiz, o Novidades, para o Jornal do Commercio, para a Semana e para a Revista Brasileira, desta capital ; para o Correio Mercantil e o Democrata Federal, de S. Paulo ; para a Gazeta Mercantil, de Pelotas e Jornal do Commercio, de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; o Libertador, do Ceará, e o Diário de Noticias da Bahia. Em volume ha finalmente de sua penna: - Traços azues: versos. Desterro, 1884, 64 pags. in-8°. - Tropos e phantasias: contos em prosa. Desterro, 1885, 71 pags. in-8°. De collaboração com Cruz e Souza: - Rose-Castle-. novella. Rio de Janeiro, 1883, 81 pags. in-8*. - Mares e Campos: contos. Rio de Janeiro, 1895, 209 pags. in-8®. - Santa Catharina. Rio de Janeiro, 1900, 336 pags. in-8° gr.- Esta obra deverá constar de quitro volumes depois de concluída, tendo sido publicado este primeiro por occasião do 4° centenário do descobri- mento do Brazil. Parte deste trabalho sahiu no Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, sob a epigraphe « Santa-Catharina » I. A ilha em 15 de março de 1897. - Contos de amor: contos, Lisboa, 1901, 252 pags. in-89. 394 VI - George Marcial: romance. Lisboa, 1901, 259 pags. in-8° - Vir- gílio Varzea tem inéditos vários trabalhos promptos em volumes, entre os quaes em começo de impressão os dous seguintes: - O Falcão: romance. Lisboa. - Historias rústicas. Lisboa, Viv^inio Rodrigues Campello - Filho de Joaquim José Rodrigues Campello e dona Maria do Carmo Bezerra, nasceu na freguezia da Varzea, em Pernambuco, pelo anno de 1770 e falleceu em 1836 na mesma freguezia e no mesmo quarto onde nascera. Com todos os estudos para o estado ecclesiastico, veio a receber ordens sacras no Rio de Janeiro, mas foi celebrar sua primeira missa em sua patria de nasci- mento, sendo pouco depois nomeado vigário da Campina Grande, pro- víncia da Parahyba, onde taes serviços prestou que foi eleito deputado á assembléa constituinte por esta província. Comprometteu-se na re- volução de 1817, sendo por isso preso e sendo um dos enviados para a cadeia da Bahia. Foi cavalleiro da ordem de Christo ; foi upi sacerdote illustrado, de raras virtudes e cultor da poesia. Como poeta escreveu grande numero de - Poesias que ficaram inéditas e cujo destino se ignora. Apenas deite conheço - Decimas glozadas ao mote: • « Os caros pernambucano^ De Olinda os filhos mimosos.» - Oitava improvisada ao mote: « No livro dos infelizes O meu nome escripto achei; Como nasci sem ventura, Sem ventura acabarei.» Além destas poesias de que Pereira da Costa faz menção em seu Diccionario biographico de pernambucanos illustros, conheço a seguinte decima que este poeta improvisou, leccionando françez, na cadeia da Bahia, a um padre muito obeso e de muito acanhada intelligencia, que o tomara por seu mestre de fraucez: « De que serve o fraucez, padre, me diga ? Me diga p'ra que serve o tal francez ? Não lhe basta saber o portuguez E o latim que você tem na barriga ? Para que tanto esforço, tal fadiga, VI 395 Si você já passou dos seus quarenta ?! Mais gordo do que está, certo arrebenta ; Pois bem difflcil é nesse bandulho Caber, além de linguas, sarrabulho, Inda mesmo enxarcadas n'agua benta. •> Viviato Augusto da Silva - Nascido np Brazil no século decimo nono, não sei em que província, viajcu por alguns paizes da Europa, tendo estado algum tempo em Vienna d'Áustria e depois em Portugal, onde estabeleceu residência e ainda vivia em 1882; são estas sómente as noticias que pude obter a seu respeito. Escreveu vários trabalhos, como: - Memória historico-geographica do Império do Brasil - Foi pelo autor offerecida ao Instituto historico e geographico brazileiro em 1872 e ignoro si foi publicada. - Projecto de organisação do corpo diplomático e consular brazi- leiro. Porto, 1878, 61 pags. in-8°. - Estudos históricos sobre o Brasil. Vienna, 1879, in-8°- São vários estudos sobre o Brazil, isto é, Memória histórica da villa de Mangaratiba ; Catalogo dos capitães-móres, governadores e vice-reis do Rio de Janeiro ; Catalogo dos ministros de Estado de 1822 a 1879, etc. - Chorographia do Brasil. Lisboa, 1882 - Constitue este livro o numero 35 da Bibliotheca do povo e das escolas que então se publicava nesta cidade sob a direcção de Xavier da Cunha. - Resenha geographica, physica e política desse grande Império do Brasil - O autographo de 133 folhas pertence ao Instituto historico e geographico braz leiro. Vivinto Duarte Ha 11 - Filho de Roberto Heschet Hall e nascido no actual estado do Maranhão a 3 do janeiro de 1864, é Io tenente da armada e ajudante da directoria dos pharóes. Tem exercido varias commissões, quer no paiz, quer no estrangeiro e tem commandado vários navios mercantes, assim como o vapor de guerra Commandante Freitas, em serviço da repartição da Carta marítima. Escreveu: - Praticagem e roteiro da costa sul do Brasil, do Rio de Janeiro a Montevideo, publicada por ordom do Ministro da Marinha, o contra- almirante José Pinto da Luz. Rio de Janeiro, 1901, 170 pags. in-8° - Acompanha annexo o codigo de signaes communs a todas as barras e portos do Brazil, mandado publicar pelo decreto n. 2661, das respectivas 396 VI instrucções geraes e é o primeiro do genero, de lavra nacional, que se occupa dessa zona, tendo sido julgado de utilidade para a navegação dessa parte da costa. Vii'iato Padillia - Não pude obter noticia alguma deste escriptor, que só conheço pelo seu livro - Historias do arco da velha: livro de contos para crianças. Rio de Janeiro, 1895, in-8". Viriato de Souasix Guimarães - Filho de Elias José Alves Guimarães e nascido a 10 de junho de 1861 em Vassouras, estado do Rio de Janeiro, falleceu a 28 de setembro de 1901 na ca- pital federal, Rio de Janeiro. Frequentou a Faculdade de medicina desta cidade, cursando em 1881 o primeiro anno medico; mas, não concluindo o curso, passou a ser funccionario publico, dando-se também ao magistério e ao jornalismo. Escreveu: - A luta pela existência: conferencia feita a 31 de agosto na Fa- culdade de medicina. Rio de Janeiro, 1883. Visconde de Barbacena ( Felisberto Caldeira Brant ) - Filho de Felisberto Caldeira Brant Pontes, Mar- quez de Barbacena, de quem me occupei no segundo volume deste livro, pag. 327, nasceu na capital da Bahia a 20 de julho de 1802. Tendo, como seu pae, abraçado a carreira militar e sendo capitão do corpo de engenheiros, o acompanhou nas negociações por elle reali- zadas para o primeiro empréstimo brazileiro em Londres. Applicado aos estudos chimicos, teve por mestre o celebre professor Faraday, que muito o distinguiu. Assistiu á coroação de Jorge IV da Inglaterra, foi secretario da legação em Londres e encarregado de negocios na Hol- landa. Em 1848 presidiu a província do Rio de Janeiro, onde prestou reaes serviços pela extincção do trafico de africanos. Foi um dos organisadores de algumas vias ferreas do Brazil e foi o primeiro vaccinado no Brazil, quando a vaccina foi introduzida na Bahia por seu pae. E' socio da Real Instituição da Grã-Bretanha, do Instituto his- tórico e geographico brazileiro, grande dignitário da ordem da Rosa, e commendador da de Christo. Raro exemplo de longevidade em homem de lettras no Brazil, o Visconde de Barbacena aos 99 annos de idade conserva o espirito em perfeita lucidez e a actividade de um joven. Além de artigos em jornaes, publicados em varias épocas, escreveu: - Vida do Marquez de Barbacena. Rio de Janeiro, 1896, 974 pags. in-8° gr. - Este livro é escripto sob o pseudonymo de Antonio Au- VI 397 gusto de Aguiar, e é um trabalho de alto merecimento, pelas noticias que se encontram sobre vários pontos da historia patria. - Relação da estrada de Mangaratiba. Rio de Janeiro..., 6 pags. in-8°. Visconde de Cavalcanti - Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque, filho de Diogo Velho Cavalcanti de Albuquerque e dona Angela Sophia Cavalcanti Pessoa, nascido a 9 de novembro de 1829 no estado da Parahyba e fallecido em Juiz de Fóra, Minas-Geraes, a 14 de junho de 1899, bacharel em direito pela faculdade de Olinda, foi deputado provincial e à assembléa geral do Império por sua pro- víncia em varias legislaturas e depois senador pelo Rio Grande do Norte. Foi também ministro de estado por tres vezes e agraciado com o titulo de conselho do Imperador, presidente das províncias do Piauhy, Ceará e Pernambuco, commendador da ordem de Christo do Brazil, grã-cruz da ordem da Conceição de Villa Viçosa de Portugal, e da ordem da Corôa real da Prussia, e estabeleceu-se em Pariz desdo a proclamação da Republica. Escreveu, além de vários relatórios, o seguinte: - Notice generale sur les principales lois promulguées au Brésil de 1891 a 1895 - Aperçu politique - Droit - Administration. Extrait de 1'Annuaire de Legislation Comparée. Pariz, 1896, 99 pags. in-4°. Visconde de Ouro Preto - ou Affonso Celso de Assis Figueiredo Io, de quem já fiz menção no 1° vol. deste livro, pag. 11.-Além do que ficou dito, cumpre accrescentar que, agraciado com o titulo acima, foi veador da Imperatriz,rdona The- reza Christina, do conselho do Imperador d. Pedro II, grande do Império, e conselheiro de estado; foi presidente do ultimo gabi- nete imperial e ministro dos negocios da fazenda. Proclamada a Republica, foi, como o Imperador, deportado para a Europa. Viajou por vários paizes, voltando ao Brazil em julho de 1891, quando findou seu banimento. E' socio do Instituto historico e geographico brazileiro e de outras associações litterarias e es- creveu mais: - Algumas idéas sobre instrucção. Rio de Janeiro, 1883, in-8°. - Reforma da administração provincial. Rio de Janeiro, 1883, in-8°. - O penhor. Rio de Janeiro, 1886, in-8". VI 398 - 0 Assessor moderno. Rio de Janeiro, 1887, in-8"-Houve deste livro mais uma edição anterior. - Aos mineiros. Rio de Janeiro, 1887. - Statu-liber. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - Reforma das faculdades de direito. Rio de Janeiro, 1887, in-8°. - Marcas de fabricas o nome commercial. Rio de Janeiro, 1888, in-8". - Manifesto aos brasileiros, escripto em Tenerife sobre o le- vante de 15 de novembro antecedente. No Correio de Portugal de 20 de dezembro de 1889. - Advento da dictadura militar no Brasil, 1890. - Excursão na Italia por um brasileiro. Pariz, 1891, VIII- 396 pags. in-8° - São notas (diz o autor) que elle deseja con- servar para lembrança sua, da família e dos amigos, ás quaes, para amenisar, addicionou de saudosas leituras de outros tempos. - A marinha de outr'ora. Subsídios para a historia. Rio de Janeiro, 1894. - Credito movei pelo penhor e o bilhete de mercadorias. Rio de Janeiro, 1898 - E' um livro nitidamente impresso, assaz vo- lumoso, sobre o qual a illustrada redacção da Gazeta de Noticias assim se exprime: « A primeira e a segunda parte deste livro foram publicadas em 1886, sob um pseudonymo e com o titulo de - O penhor. Preceitos de legislação posteriormente estabelecidos tornaram neces- sárias algumas modificações no texto primitivo. Por isso o autor, fazendo a reimpressão do seu trabalho, e levando em conta as disposições vigentes, presta um poderoso auxilio, não só aos quo encetam a profissão da advocacia, como ás cl isses que mais con- tribuem para a riqueza publica. A terceira parte do livro do eminente Sr. Visconde de Ouro Preto occupa-se dos bilhetes de mercadorias, titulos que teem sido lamentavelmente esquecidos. E' todo o trabalho do Sr. Visconde uma obra de largo folego scientifico, onde mais uma vez se patenteara a erudição e o talento scien- ti ticos.» O Visconde de Ouro Preto redigiu e collaborou para vários periódicos e foi a alma, o principal instituidor da - Década republicana ou collecção de varias obras de notáveis e dedicados monarchistas, que se propoem a fazer um estudo da vida republicana, desde seu inicio, com a analyse comparativa de sua influencia sobro a vida social e progresso material de nossa patria - Desta collecção pertencem ao Visconde de Ouro Preto : - Finanças. Rio de Janeiro, 1900 - E' o primeiro trabalho da collecção. VI 399 - Armada nacional. Rio de Janeiro, 1900. A estes trabalhos segue-se : - Riqueza publica, pelo conselheiro Angelo T. do Amaral. - Instrucção publica, pelo Barão de Loreto. - Parlamento, pelo dr. Aífonso Celso de Assis Figueiredo, 2°. - Imprensa, pelo dr. Carlos de Laet. - Direito privado, pelo conselheiro dr. Silva Costa. - Administração da justiça, pelo conselheiro Cândido de Oliveira. - Eleições, pelo Barão de Paranapiacaba. - Exercito, pelo general Cunha Mattos. - Saude publica, pelo dr. Correia Bittencourt. - Municipalidade do Districto Federal, pelo dr. Frederico Martins. - Commercio, por Arthur Guimarães. - Cousas da Republica, pelo conselheiro Andrade Figueira - Esta collecção forma vários volumes, todos publicados no Rio de Janeiro, 1900. Visconde cie liodrig^ues de Oliveira - Veja-se Luiz Rodrigues de Oliveira, no tomo 5o, pag. 467. Escreveu mais: - Reconstituição das finanças brasileiras: memória lida em sessão de 5 de setembro de 1897 do Instituto historico e geographico brazi- leiro o publicada na respectiva Revista, tomo 62°, parte 2a, pags. 28 a 38. Viscondo de Taunay - ou Alfredo d'Escragnolle Taunay já mencionado neste livro, tomo Io, pag. 55. - Falleceu na cidade do Rio de Janeiro, a25 de janeiro de 1899, agraciado pelo Imperador d. Pedro II com o titulo de Visconde de Taunay e com as condecorações de oíTicial da ordem da Rosa, de cavalleiro da de Christo e de S. Bento de Aviz. Além do que ficou dito, foi deputado á assembléa provincial do Rio de Janeiro, representou as provincias de Goyaz e de Santa Catharina na assembléa geral, foi senador por esta província e administrou ambas e também a província do Paraná. Major do imperial corpo de engenheiros, renunciou seu posto militar em 1885 para dedicar-se todo ás lettras e á política. Sinceramente dedicado ao Instituto historico e geogra- phico brazileiro, achando desairoso um acto dessa associação, renunciou o titulo de socio ; mas antes de fallecer demonstrou a estimação e apreço, que tinha ao Instituto, lhe offertando o ultimo trabalho de sua penna, que adiante mencionarei. Seu romance 400 - Innocencia- publicado no Rio de Janeiro em 1872, sob o pseu- donymo de Silvio Dinarte, foi traduzido em inglez por James Welles e publicado em Londres em 1890, edição de luxo, sendo a primeira obra de litteratura amena, de autor brazileiro, dada ao prelo na Inglaterra. Escreveu mais: - Amélia Smith: drama em quatro actos. Rio de Janeiro, 1872, in-8°. - O Visconde do Rio Branco: esboço biographico. Rio de Janeiro, 1884, 88 pags. in-8°. - A nacionalisação ou grande naturalisação e naturalisação ta- cita. Rio de Janeiro, 1886, 138 pags. in-8°. - Questões de emigração. Rio de Janeiro, 1889, 31 pags. in-4° - E' um discurso proferido no senado a 31 de maio deste anno. - Curiosidades naturaes do Paraná e excursões no rio Iguassú. Rio de Janeiro, 1890, 53 pags. in-4°. - A cidade de Matto Grosso, antiga Villa Bella e o rio Guaporé e a sua mais illustre victima. Rio de Janeiro, 1891 - Este livro é offe- recido ao Imperador d. Pedro II, então banido, e relata o autor factos relativos a um tio seu, ahi fallecido. Este trabalho foi também pu- blicado na Revista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 54°, parte 2a, pags. 1 a 108. - Estudos críticos: Io, Historia da guerra do Pacifico; 2o, Littera- tura e philosophia. Rio de Janeiro, 2 volumes. - Quadros da natureza brasileira. - O encilhamento - com o pseudonymo de Heitor Malheiros. - No declínio: romance- A Cidade do Rio o publicou em fo- lhetim. Este romance teve segunda edição em volume. Rio de Ja- neiro, 1901. - Lagrimas do coração, manuscripto de uma mulher. Rio de Ja- neiro, 1899, 2a edição. - Ao entardecer: contos. Pariz, 1901. - Musicas diversas - com o pseudonymo de Flavio Elysio. Final- mente, o Visconde de Taunay deixou: - Volumosa obra manuscripta em um envolucro lacrado com suas armas de Visconde, que se acha na arca do sigillo do Instituto historico para ser aberto e publicado no anno de 1943, centenário do seu nasci- mento. - Estrangeiros illustres no Brasil. Dr. Luiz Couty. Esboço biogra- phico- Na Revista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 60°, parte 2a, pags. 73 a 87. VI 401 - Biograplda de brasileiros illustres, etc. Augusto Levorger, Barão deMelgaço- Na mesma revista e no mesmo livro e parte, pags. 89 a 95. - O Visconde de Beaurepaire Rohan - Na mesma Revista, tomo 58°, farte 4a, pags. 72 a 89. - Singelos apontamentos biographicos sobre o capitão de artilharia João Baptista Marques da Cruz - Idem, pags. 293 a 302. - Estrangeiros illustres e prestimosos que concorreram com todo esforço e dedicação para o engrandecimento intellectual, artístico, moral, militar, litterario, economico, industrial, commercial e material do Brasil desde os princípios deste século até 1892 -Na dita revista, e no mesmo tomo, parte 2a, pags. 225 a 248. - O coronel Antonio Florencio Pereira do Lago - Na dita Revista, tomo 56°, parte 2a, pags. 73 a 90. - Reminiscências políticas. Na Noticia sob o pseudonymo de Ana- purús - A sua importante obra < La retraite de Lagune », já em terceira edição franceza, acaba de ser vertida para o portuguez pelo doutor Benjamin F. Ramiz Galvão. Pariz, 1890. Visconde de Tocantins - José Joaquim de Lima e Siiva, filho do marechal de campo Francisco do Lima e Silva e dona Maria Candida de Oliveira Bello e irmão do Duque de Caxias, nasceu no Rio de Janeiro a 7 de outubro de 1809 e ahi falleceu a 21 de agosto de 1894. Foi, como este e como seu pae, militar, e sendo commandante superior da guarda nacional, tomou parte activa contra a rebellião mi- neira de 1842, e na pacificação da província, seguindo para ahi á frente de um batalhão que organisou. Foi deputado por Minas Geraes e pelo Rio de Janeiro em varias legislaturas geraes desde 1843 até 1872. Era dignitário da ordem da Rosa e commendador da de Christo e de S. Bento de Aviz e condecorado com outras ordens honorificas estran- geiras e veador da Imperatriz dona Thereza Christina. Escreveu vários - Relatórios e outros trabalhos nos cargos que exerceu de presi- dente da Praça do Commercio do Rio de Janeiro e de presidente do Banco do Brazil - trabalhos que foram publicados, mas de que só pude ver os seguintes: - Relatorio da Associação commercial do Rio de Janeiro, apre- sentado pelo presidente da mesma, o Visconde de Tocantins, etc. Rio de Janeiro, 1876, 17 pags. in-4° seguidas de annexo. - Relatorio apresentado á Assembléa geral dos accionistas do Banco do Brasil na reunião de 31 de julho de 1878. Rio de Janeiro, 1878, 402 VI Viscondessa cie Cavalcanti - Dona Amélia Ma- chado Cavalcanti de Albuquerque, filha do doutor Constantino Ma- chado Coelho e dona Marianna Machado Coelho, nasceu no Rio de Ja- neiro e casou-se com o Visconde de Cavalcanti, de quem acabo de oc- cupar-me. Applicando-se sempre ao estudo da numismática, escreveu: - Collecção numismática brasílica: catalogo das medalhas brasi- leiras e das estrangeiras referentes ao Brasil. Rio de Janeiro, 1889 - Todas estas medalhas a autora possue e deste livro foram impressos apenas 25 exemplares numerados, sendo os de 1 a 5 em papel Japão, e de 6 a 25 em papel de Hollanda. Sei que esta illustrada senhora tem entre mãos um trabalho de grande folego sob o titulo - Diccionario biographico brasileiro. Vital Brasil Mineiro da Campanha - Filho de João Manoel dos Santos Pereira e nascido em Minas Geraes a 28 de abril de 1865, é doutor em medicina pela faculdade do Rio de Janeiro e escreveu: - Funcções do baço: these apresentada e sustentada, etc., para obter o gráo de doutor em medicina. Rio de Janeiro, 1891, in-4°. - Estudos experimentaes sobre o preparado denominado Salva- vida, preconisado contra as mordeduras de cobras e outros animaes ve- nenosos . - Serumtherapia na febre amarella. - Contribuição ao estudo do veneno ophidico - Na Revista Me- dica de S, Paulo, n. 15, 1901. Vital do Espirito Santo ITontonel le - Filho de Vital Vaz do Espirito Santo e dona Amalia Camara do Espirito Santo, nasceu no bairro de S. Domingos da cidade de Nitheroy, estado do Rio de Janeiro, a 17 de dezembro de 1875. Tendo frequentado o antigo collegio Pedro II até o 5o anno, interrompeu o curso para empregar-se na Intendência da Guerra, passando dahi para a Secretaria dos negó- cios exteriores, onde occupa o logar de amanuense. Poeta e dado á imprensa, escreveu: - Satellites'. versos, com uma carta-preíàcio de Alberto de Oliveira. Rio de Janeiro, 1898, 99 pags. in-8°. - Ideal-, contos e phantasias. Rio de Janeiro, 1900, 152 pags. in-8" - Tem inéditos: - Lavores: poesias. - Cenyra: poemeto - Iniciou-se na imprensa collaborando para o bemocrata, pequeno jornal sob a redacção de Xavier Pinheiro, e VI 403 depois para O Paiz, para A Tribuna e em 1898 para a Ronda, onde com -opseudonymo de Flammarion escrevia uma secção de chronicas sob o titulo « Observando ». D. F±'oi Vital Maria Gronçalves de Oliveira, 19° bispo de Olinda - Filho de Antonio Gonçalves de Oliveira e dona Antonia Albina de Albuquerque, e chamado no século Antonio Gon- çalves de Oliveira Júnior, nasceu na freguezia de Pedras de Fogo, em Pernambuco, a 27 de novembro de 1844 e falleceu no convento dos ca- puchinhos de Pariz a 4 de julho de 1878. No convento dos capuchinhos de Versailles já com o primeiro anno de curso de theologia, feito em Olinda, e com a prima tonsura, recebeu o habito de S. Francisco de Assis a 15 de agosto de 1863, e professou um anno depois com o nome de fr. Vital Maria de Pernambuco. Passando ao convento de Tolosa, concluiu seus estudos, recebeu ordens sacras em outubro de 1868. Vindo para o Brazil, estabeleceu-se na provincia de S. Paulo, em cujo semi- nário leu theologia e foi cape lião do collegio de N. S. do Patrocínio. Foi nomeado bispo a 21 de maio de 1871, preconisado em consis- torio de Roma a 22 de dezembro com dispensa da idade canónica, sa- grado na capital paulista a 17 de março do anno seguinte, empos- sado no cargo por seu procurador, o conego vigário capitular João Cbrysostomo de Paiva Torres, a 2 de abril, e fez a 24 de maio sua entrada solemne na diocese, onde foi enthusiastica e jubilosamente re- cebido. Bem cedo, porém, cerca de cinco mezes decorridos, conside- rando contrarias ás doutrinas do catholicismo idéas emittidas nos pe- riódicos A Familia Universal e A Verdade, teve de abrir luta com a maçonaria, fulminando-a numa pastoral e dahi a triste e celebre questão religiosa que abalou todo o Brazil e a que seguiu-se sua prisão e processo e de seu erudito e virtuoso collega o bispo do Pará. Seu governo pouca duração teve, porque, sahindo logo da diocese, só á ella voltou em outubro de 1876 para retirar-se de novo para a França em abril do anno seguinte, e não tornar mais á patria. Póde-se con- sultar a seu respeito e sobre a questão religiosa o livro « O bispo de Olinda, D. frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira, perante a historia», pelo dr. A. M. dos Reis e mesmo «A questão religiosa perante a Santa Sé», pelo bispo do Pará. Escreveu: - Mez do sagrado coração de Jesus traduzido, etc., com o me- thodo de ouvir missa pelo autor do Anno Eucharistico. Rio de Janeiro* 1875, 75 pags. in-12u - Segunda edição, correcta e augmentada com a Novena do Espirito Santo do padre Manoel Consciência. Rio de Janeiro, 1888. • 1 404 VI - Carta pastoral, siudando seus diocesanos depois de sua sagração. S. Paulo, 1872, 15 pags. in-8° - Segunda edição. Recife, 1875, 23 pags. in-8°. - Carta pastoral ao clero da diocese, exhortando-o a que pro- fligueos erros da imprensa impia. Recife, 1872, in-8'~ Segunda edição, idem, 1873, 8 pags. in-8°, - Carta pastoral premunindo seus diocesanos contra as ciladas e machinações da maçonaria. Recife, 1873, 45 pags. in-8°. - Carta pastoral aos seus diocesanos sobre os desacatos do dia 14 de maio. Recife, 1873, 16 pags. in-8° •-Segunda edição, idem, 1875, 15 pags. in-8°. - Carta pastoral, publicando o breve de 8. S. o papa Pio IX, de 29 de maio de 1873. Recife, 1873,20 pags. in-8° - Segunda edição, 1875, 20 pags. in-8°. - Carta pastoral, dirigida do cárcere da fortaleza de S. João aos seus diocesanos em 25 de março de 1874. Recife, 1874, 29 pags. in-8° - Foi também publicada na Campanha, 1874, in-4°. - Carta pastoral mandando, do cárcere da fortaleza de S. João, consagrar a sua diocese ao Sagrado Coração de Jesus. Recife, 1874, 32 pags. in-8°. - A maçonaria e os jesuítas. Instrucção pastoral aos seus dioce- sanos. Rio de Janeiro, 1875, 205 pags. in-80.; teve 2a edição no Re- cife, no mesmo anno, 200 pags. in-8°; 3a em Guimarães ( Portugal), 1876 ; 4a no livro do dr. A. M. dos Reis, pags. 566 a 705, sendo ainda reproduzida em varias revistas catholicas do Brazil e da Europa. - Carla pastoral annunciando aos seus diocesanos o termo de sua reclusão e sua próxima viagem ad limina Apostolorum. Recife, 1875, 40 pags. in-8° - O autor foi o primeiro bispo brazileiro que, como tal, foi a Roma ad limina Apostolorum. Voltou elle em outubro de 1876. - O Bispo de Olinda e os seus accusadores no tribunal do bom senso ou exame do aviso de 27 de setembro e da denuncia de 10 de outubro, e reflexões àcerca das relações entre a Igreja e o Estado. Recife, 1873, 146 pags. in-8°. - Resposta do Bispo de Olinda ao aviso de 12 de junho e reflexões sobre a resolução do conselho de Estado, relativamente ao recurso interposto pela irmandade do Santíssimo Sacramento da matriz do bairro de Santo Antonio da cidade do Recife, por causa do interdicto que lhe foi lançado. Recife, 1873, 47 pags, in-8,} - Foi ainda pu- blicada na Bahia, 1875, 38 pags. in-8°. 405 - Carta ao exmo. e revmo. sr. d. Frederico Aneiros, Arcebispo de Buenos-Ayres. Recife, 1874, 17 pags. in-8°. - Oração que no dia 24 de maio pronunciou no solio, na igreja cathedral por occasião de sua entrada na cidade episcopal. Recife, 1872, in-8° - 2a edição, idem, 1875, 14 pags. in-8° - Acha-se também no mencionado livro. - Disczirso pronunciado na igreja de S. Pedro a 6 de outubro de 1876, dia de seu desembarque. Recife, 1876, 28 pags. in-8° -Trata se do desembarque voltando de Roma. - Resumo historico da questão religiosa do Brasil, para tornar bem conhecida a verdadeira historia desta desgraçada questão, desde sua origem até o presente - Foi escripta em Roma em dezembro de 1875, traduzida e publicada no livro do dr. Reis, pags. 728 a 766. Waldemiro Cavalcante - Filho do coronel Antonio Pereira Jacintho Cavalcanti, nasceu a 26 de janeiro de 1860 na cidade de Granja, Ceará e bacharel em direito pela faculdade do Recife, exerceu no estado de seu nascimento cargos de magistratura, foi de- putado em varias legislaturas e director da Escola normal. E' socio da Padaria espiritual, foi um dos fundadores da Academia cearense, assim como da Sociedade de agricultura cearense. Tem feito parte da redacção, e colíaborado para vários jornaes e revistas, como o Pão, orgão da Padaria espiritual, e redigiu: - A Republica: jornal politico do Ceará. Escreveu: - Males e remedios pro Ceará: Pamphleto á Assembléa legislativa e aos poderes públicos do estado do Ceará. Fortaleza, 1896, 23 pags. in-8". Este trabalho foi antes publicado no Diaris do Ceará. - Prefacio - do livro de versos do joven poeta cearense Livio Barreto. X Xixviev dLo Barros - Como se assigna hoje, é filho do Barão de Tatuhy, e nascido em S. Paulo a 19 de abril de 1859, fez com o nome de Bento Xavier Paes de Barros o curso e recebeu o gráo de doutor em medicina na faculdade do Rio de Janeiro. Foi inspector geral de hygiene e é medico legista da policia no estado de seu nas- cimento. Escreveu. - Embryotomia: these apresentada e sustentada perante a Facul- dade de medicina do Rio de Janeiro para obter o gráo de doutor, etc. Rio de Janeiro, 1884, in-4% 406 XA - Apontamentos para a pratica da medicina legal para uso dos estudantes e autoridades policiaes, ornados com seis gravuras. S. Paulo, 1897, in-8° - E penso que ha outros - Trabalhos relativos á hygiene publica. Xavier <le Castro - Como se assigna em seus trabalhos litterarios ou Augusto Xavier de Castro, filho de José Xavier de Castro e dona Antonia Josephina de Castro, nasceu na capital do Ceará a 30 de janeiro de 1858 e falleceu a 30 de abril de 1895, sendo chefe de secção do Thesouro deste estado e membro do Club litterario e da Padaria espiritual. Collaborou para vários jornaes do Ceará e re- digiu: - O jomalsinho: orgão litterario e satyrico com João Lopes - Publicou varias poesias em jornaes de que a Padaria espiritual col- ligiu e publicou com o titulo - Chromos : poesias. Fortaleza, 1895, 76 pags. in-8° - Este vo- lume foi, por engano, mencionado entre os trabalhos de Torquato Xavier Monteiro Tapajós. Xavier Marques - E' o mesmo Francisco Xavier Fer- reira Marques, de quem me occupo no terceiro volume deste livro, pag. 139 e no respectivo Appendice, pag. 501. Nasceu na ilha de Itaparica a 3 de dezembro de 1861 e, além do que ficou dito, redigiu outros periódicos, como a Bahia e o Diário da Bahia (pela segunda vez) e também publicou romances, como: - Boto &Comp. romance de costumes. Bahia, 1897, 388 pags. in-8° - Este romance é o primeiro de uma collecção com o titulo « Praiei- ros» e sobre elle publicou o Republicano um longo e lisonjeiro juizo critico. - Joanna e Joel. Bahia, 1899 - E' outro romance que foi também muito elogiado pela imprensa do dia, mas que nunca pude ver. - Pindorama: romance. Bahia, 1900. - Holocausto', romance. Bahia, 1901, in-8° - Sobre este livro es- creve um dos conceituados orgãos da imprensa fluminense, a Gazeta de Noticias de 6 de abril de 1901, o seguinte: «Nota-se na obrado Sr. Marques, sobretudo, uma pureza de linguagem digna das me- lhores pennas. O estylo sem arrebiques nem rhetorica, espraia-se por aquellas 300 paginas sempre claro, fluente, rico e imaginoso. O trecho ébem urdido, embora a these scientiíicamente não seja impec- cavel. Comtudo, Xavier Marques é senhor do dialogo e possue, em grande dóse, a faculdade de fazer viver os seus personagens.» 407 Xild.ei'ioo de Faria, - Filho de Anastacio Antonio de Faria e nascido no Ceara pelo anno de 1850, bacharel em direito pela faculdade do Recife, foi secretario do governo no Piauhy, de onde, regressando, por ter terminado a sua commissão, suicidou-se atirando-se ao mar a 15 de dezembro de 1876, antes de chegar ao porto do Ceará. Escreveu: - A liberdade religiosa: conferencia feita na cidade da Fortaleza a 14 de junho de 1874. Fortaleza, 1874, in-8° - Além disto, escreveu vários - Trabalhos litterarios e philosophicos em diversos jornaes e re- vistas do Ceará. Xisto Baliia - Filho do major Francisco de Paula Bahia e nascido na cidade da Bahia em 1842, falleceu em Caxambú, estado de Minas Geraes, a 29 de outubro de 1894. Ten lo-se delicado ao com- mercio, sentia-se com inclinação para o theatro e fallecendo seu pae em 1863, votou-se a essa nova carreira, onde não houve quem o igualasse para reproduzir em scena um typo verdadeiramente bra- zileiro. Nesse papel distinguiu-se e grangeou merecidos applausos; foi um actor verdadeiramente nacional e seria o mais prestimoso auxiliar de um theatro nacional, si tal theatro tivéssemos. Em 1891 afastou-se do palco para exercer um logar no funccionalismo publico do estado do Rio de Janeiro ; mas pouco tempo depois voltou áquelle com geral regosijo de seus admiradores. Foi também comeliographo e poeta. De suas comedias destaca-se: - Duas paginas de um livro: comedia - que foi representada no norte do Brazil, por onde o autor encetou sua vida de artista. Foi também muito applaudida sua - Uma vespera de Reis: comedia de costumes bahianos, repre- sentada pela primeira vez no theatro S. João, da Bahia, em 15 de julho de 1875 - Dentre suas poesias lembra-me: - Ainda e sempre: romance - posto em musica para piano o canto por J. P. da Silveira. 1882 - Não me consta que désse ao prelo algum de seus escriptos. z Zacarias de Góes e Vasconcellos - Filho de Antonio Bernardo de Vasconcello^, nasceu na cidade de Valença, província da Bahia, a 5 de novembro de 1815 e falleceu no Rio de Janeiro a 28 de dezembro de 1877, sendo doutor em direito pela academia de Olinda, professor jubilado da mesma acalemia, senador 408 do Império, do conselho do Imperador, commendador da ordem da Rosa, grã-cruz de 2a classe da ordem de S. Gregorio Magno de Roma, socio do antigo Instituto historico da Bahia, etc. A politica, a que entregou-se desde o começo de sua vida publica, arredou-o do magis- tério, para onde entrou em 1840, no terceiro annode sua formatura, e onde muitas vezes arrancou applausos dos alumnos arrebatados por sua erudição e eloquência. Presidiu as províncias de Sergipe, Piauhy e Paraná, da qual foi o installador por ser o primeiro presidente nomeado em sua creação ; representou esta província na 11a legisla- tura, a de Sergipe na 8a e sua província natal na 9a e na 12a, de onde passou a represental-a no senado e occupou em vários gabinetes as pastas da marinha, do império, da justiça e da fazenda, sendo o organizador dos de 24 de maio de 1862 ( o ministério dos tres dias, porque só viveu esse tempa ), 15 de janeiro de 1864 e de 3 de agosto de 1866. A 15 de julho de 1868 pediu elle exoneração deste gabinete em consequência da questão da prerogativa da corôa, questão suscitada por occasião da escolha de Francisco de Salles Torres Homem, depois Visconde de Inhomerim, para senador pela província do Rio Grande do Norte. Desde 1862 passou a militar sob as fileiras do partido liberal, já se tendo antes retirado das do antigo conser- vador, quando inaugurou-se o da liga, para que cooperou bastante. Foi um dos mais notáveis oradores do Brazil, de palavra facil, fluente e correcta, argumentação lógica, cerrada e muitas vezes adubada de epigrammas finos, pungentes e esmagadores. Escreveu: - Da natureza e limites do poder moderador. Rio de Janeiro, 1860, in-8°- Este livro teve segunda edição muito augmentada, também no Rio de Janeiro, 1862, 254 pags. in-8'- Nesta edição, além de alguns discursos que o autor pronunciou na sessão legislativa de 1861 com relação ao poder moderador, ha uma'apreciação de dèas emittidas no Ensaio do direito administrativo do Visconde de Uruguay ( veja-se Paulíno José Soares de Souza 1° ), tratando da iresponsabilidade ministerial e dos actos daquelle poder. - Discurso recitado por occasião de abrir o curso de direito natural na academia de sciencias jurídicas e sociaes de Olinda. Per- nambuco, 1851, 13 pags. in-8°. - Questão de limites entre a província do Paraná e a de Santa Catharina. Rio de Janeiro, 1857, 26 pags. in-4°. - Discursos proferidos no debate do voto de graças de 1865. Rio de Janeiro, 1865, 136 pags. in-4°. - Discursos proferidos no debate do voto de graças de 1868. Rio de Janeiro, 1868, 350 pags. in-4° - A introducção deste livro foi ZA 409 reimpressa na Opinião Nacional do Recife de 21 de novembro de 1868 sob o titulo « Considerações sobre a actual situação política ». - Discursos proferidos na discussão do voto de graças de 1869. Rio de Janeiro, 1869, in-4° - 2a edição, Bahia, 1869, 125 pags. id-4°. - Discursos proferidos no senado e na camara dos deputados na sessão de 1868. Rio de Janeiro, 1868, in-8° - São precedidos de con- siderações acerca da política do gabinete que o autor presidira. - Reforma eleitoral-, discursos proferidos no senado. Rio de Janeiro, 1876, 88 pags. in-4°. - Discursos proferidos no debate do voto de graças e do orça- mento do Império de 1870. Rio de Janeiro, 1871, XX1X-276 pags. in-4°. - Discursos parlamentares ( dos srs. conselheiro Zacarias e senador Silveira Martins ). Rio de Janeiro, 1876, 58 pags. in-8» com dous retratos - Referem-se á accusação feita ao Barão de Cotegipe na camara dos deputados pelo deputado AI vim. - Manifesto do centro liberal. Rio de Janeiro, 1869, 67 pags. in-4° - ( veja-se José Thomaz Nabuco de Araújo ). - Programma do partido liberal. Rio de Janeiro, 1870, 17 pags. in-4° - ( veja-sa o mesmo J. T. Nabuco de Araújo ). - Legisltção compilada sobre a empreza funeraria e os cemitérios da cidade do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro... - Reflexões acerca do projecto de Estatutos da Faculdade de direito de Oliuda- O autographo, de 13 fls. in-fol. com data de 13de março de 1853, acha-se na Bibliotheca nacional. Foi escripto quando se tratava da mudança da faculdade para o Recife e apresentado ao mi- nistro da justiça conselheiro Souza Ramos, depois visconde de Jaguary. - Discursos proferidos no supremo tribunal de justiça a 21 de fevereiro de 1874 pelos exms. srs. conselheiro Zacarias de Góes e Vas- concellos e doutor Antonio Ferreira Vianna no julgamento do exm. revm. sr. bispo de Olinda. Rio de Janeiro, 1874, 56 pags. in-8° peq. - Acha-se também no livro « O bispo de Olinda perante a historia », do dr. A. M. dos Reis, pags. 231 a 252. Ha do conselheiro Zacarias muitos relatórios, já de associações ou estabelecimentos humanitários que dirigiu como a Santa Casa da Misericórdia, desde 1867 até seu fal- lecimento em 1877, já de ministérios e presidências de provincia, de que citarei: ,- Relatorio do presidente da provincia do Paraná na abertura da assembléa legislativa provincial em 15 de julho de 1854. Curityba, 1854, 2 vols, 410 - Relatorio apresentado à Mesa da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro pelo seu provedor, etc. em 25 de julho de 1867. Rio de Ja- neiro, 1867, in-4° - Ha flnalmento trabalhos seus na imprensa política. * - Propostas e relatórios apresentados á Assembléa geral legisla- tiva pelo ministro da fazenda. Rio de Janeiro, 1867 e 1868,2 vols. in-4°. - Proposta para approvação de créditos abertos pelo Governo no intervallo da sessão da Assembléa geral de 1867 e 1868. Rio de Ja- neiro, 1868, in-4°. Zacarias Nunes da Hilva Fjreirc - Filho de Manoel Firmiano da Silva Freire e natural da Bahia, foi professor de primeiras lettras na povoação da Barra, arrabalde da capita desse estado e escreveu: - Ramilhete amoroso ou annuario dos amantes apaixonados, de- dicado aos mesmos para ser oíTorecido ás suas bellas por um amante reformado ( Becco sem sahida ). Bahia, 1876, 125 pags. in-8° peq.- O que torna notável este livro é ser elle escripto em fórma de calen- dário: começando pelo mez de janeiro se mencionam os dias successi- vamente, cada um com uma quadra, uma sextilha ou outra poesia com igual numero de versos e igual metrificação ; de um mez para outro é que varia. O mez de novembro compõe-se de anagrammas de cinco lettras e, portanto, de cinco versos, em que se menciona uma qualidade da dama que os inspira. Só o do dia 1 tem quatro versos correspon- dentes ás lettras do nome delia - Nise. Não sei si são deste autor os seguintes trabalhos impressos com o nome de Silvi Freire. Inclino-me mais a acreditar que sim: - Oráculo de Delphos ou revelação dos segredos da urna do destino: novo livro de sortes para entretenimento das noites de S. João, S. Pedro, etc., seguido de um bello divertimento: modo de formarem-se sortes por meio de dados correspondentes ao dia do nascimento; sortes acró- sticas formadas do nome da pessoa, etc. Rio da Janeiro, 1880, in-8° - Houve 2a edição mais correcta eaugmentadade novos assumptos, entra os quaesas interessantes sortes, correspondentes ao dia do nascimento, sortes acrósticas, formadas por lettras do nome, etc. Rio de Janeiro, sem data, 240 pags. in-8°. - O Saltimbanco, secretario intimo do Fado: collecção de sortes para serem offerecidas aos mortaes que desejarem levantar um pouco o •véo do destino; entretenimento para qualquer reunião onde domine o espirito galhofeiro, para o que seguem mais diversões próprias para ZE 411 excitar o riso ou porem prova os espiritos perspicazes. Rio de Janeiro, 188 *, in-8° - Consta-me que escreveu antes: - Cofre de segredo... - Arimathca... Zacarias Thomaz da Costa Gondim - Natural do Ceará, e professor de musica do Lyceu deste estado, escreveu: - Musica e dança indígenas-, ligeira noticia sobre a musica e dança dos indios da America do Sul, por occasião da descoberta do Brasil em 1500 - Este trabalho começou a ser publicado a 21 de abril e terminou a 3 de maio de 1900 n'A Republica, jornal que se edita na cidade da Fortaleza. Zaíra Americana - Vêde D. Maria Benedicta de Oliveira Barbosa, no tomo 6o, pag. 227. Zeferino Brasil - Natural da Cachoeira do Rio Grande do Sul e cultor da poesia, é funccionario publico em Porto Alegre, em cuja imprensa collabora. Escreveu: - Traços cor de rosa: poesias. Rio Grande, 1893 - « Estes versos, diz uma folha do dia, tão cheios de caricias, tão suaves, mostram no seu sentimentalismo que a mocidade deste paiz ainda não perdeu a fé, no meio da desordem que parece ter invadido todas as mentali- dades, principalmente em sua terra, onde a guerra "civil desorganisa tudo, enchendo de tristeza todos os corações brazileiros.» - Alegres e sombrias: poesias. Zeferino Carlos do Oliveira Duarte - Não conheço este autor, sei apsnas que é brazileiro e que militou na cam- panha contra o governo do Paraguay. E' cavalleiro da ordem do Christo, condecorado com a medalha da dita campanha e escreveu: - Organisação do theatro dramatico nacional. Proposta apresen- tada ao illm. e exm. sr. dr. Carlos Leoncio de Carvalho, ministro e secretario de estado dos negocios do Império, em 2 de abril de 1879. Rio de Janeiro, 1879, 30 pags. in-4°. Zeferino .lustino da, Silva, Meirelles- Filho do doutor Zeferino Justino da Silva Meirelles e nascido na cidado de Macahé do Rio de Janeiro a 31 de janeiro de 1858, é. doutor em 412 XE medicina pela faculdade da antiga côrte, hoje capital federal, distincto clinico, e escreveu: - Diagnostico e tratamento das nevroses diathesicas ; Analyse das urinas ; Encephalite intersticial diffusa: these apresentada á Fa- culdade de medicina do Rio de Janeiro, etc. Rio de Janeiro, 1882, 102- pags. in-4° gr. -Das febres paludosas na primeira infancia. Rio de Janeiro, 1897, 18 pags. in-8° - Este livro, disse uma folha do dia, representa o pro- ducto da experiencia de muitos annos de clinica de um medico intel- ligente e estudioso. Conceição de Macabú e Quissaman foram os pontos em que o Dr. Meirelles fixou sua attenção, por serem reconhecidamente maremmaticos. Depois de ponderados estudos no campo da observação clinica, chegou o illustre medico ás seguintes conclusões, que, por destoarem da mania geral de dar quinino em toda febre, aqui vamos transcrever. « Ia. Na primeira infancia as pyrexias mais frequentes são as de origem gastro-intestinal e não aspaludicas. 2a. Os symptomas diagnósticos, tirados do estado do figado, do baço e da temperatura que nos adultos têm valor decisivo, na infancia perdem muito de sua importância. 3a. Nos casos duvidosos é preferível tratar as pyrexias na infancia como si fossem de origem gastro-intestinal, a tratal-as como de origem palustre. » - Das diarrhèas na primeira infancia, Rio de Janeiro, 1900, in-8°. Zeferino Fimentel Moreira Freire - Filho do brigadeiro Bernardo Antonio Moreira Freire e dona Febronia Guilher- mina Moreira Freire, nasceu em Lisboa a 26 de agosto de 1800 e fal- leceu na cidade do Rio de Janeiro a 14 de novembro de 1865 no posto de brigadeiro do exercito. Vindo com seu pai que acompanhou d. João VI á esta cidade, em 1808, aqui assentou praça no Io regimento de ca- vallaria neste mesmo anuo, cursou a academia militar, e dedicou-se todo ao Brazil por cuja independencia pugnou. Serviu ao governo por occasião dos movimentos politicos de Pernambuco em 1817, da Bahia em 1837 e do Rio Grande do Sul em 1839. Presidiu a província de Matto Grosso e foi commendador da ordem de S. Bento de Aviz. Escreveu: - Relatorio com que abriu a Assembléa provincial de Matto Grosso em 1844. Cuyabá, 1844, in-4°. - Memória militar (em que se faz ver o estado melindroso em que se achava a província de Matto Grosso, ameaçada por seus vizi- nhos, os bolivianos, e pelos paraguayos ). Rio de Janeiro, 1845 - Foi antes publicada no Jornal do Commercio de 8, 13 e 15 do novembro deste anno. ZE 413 - Confutação da existência do novo rio Pedro II, apresentada pelo Sr. Conde de Castelnau em seu Relatorio - No Jornal do Commercio de 28 de setembro de 1846. A bibliotheca nacional possue o original de 12 pags. in-fol. - Memória relativa ao rio Paraguay, da província de Matto Grosso - No mesmo jornal de 8 de novembro e de 13 de dezembro de 1855 . 0 original de21 pags. in-fol. se acha na dita bibliotheca. Zeferino Victor cie Meirelles- Filho de Manoel do Carmo e Silva e nascido em Lisboa, falleceu no Rio de Janeiro a 12 de novembro de 1822, tendo adherido á independencia do Brazil. Na fun- dação da Imprensa regia e da Gazeta do Rio de Janeiro entrou para a mesma Imprensa como alçador, em junho de 1821 e sendo seu vice-ad- ministrador, passou a redactor do - Diário do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1821-1822, in-fol.- Desta folha foi o fundador, sendo a assignatura 640 rs. por mez ou 20 réis por numero, pelo que o povo chamou-a Diário da manteiga ou Diário do vintém. Viveu o Diário do Rio de Janeiro até 1878. Seu redactor publicou antes seu prospecto ou - Plano para o estabelecimento de um util e curioso Diário nesta cidade. Rio de Janeiro, 1821,1 folha in-fol.- E' o prospecto para a publicação do Diário do Rio de Janeiro, de que acabo de fazer menção. Zeferino Vieira Rodrigru.es - Filho de Zeferino Vi- eira Rodrigues e nascido em Porto-Alegre, capital do Rio Grande do Sul, serviu no funccionalismo publico de fazenda, aposentando-se no logar de conferente da alfandega. Collaborou no primeiro periodico litterario que se publicou em sua provinda, o Guahyba, de proprie- dade de Carlos Jansen em que também collaborou o dr. Felix Xa- vier da Cunha, ambos mencionados neste livro, e escreveu : - Riachuelo: poemeto. Porto Alegre, 18G8, in-80 - Refere-se neste livro a feitos da campanha do Paraguay. - Parisina, de lord Byron: traducção em verso portuguez. Porto- Alegre, 1883, in-8°. - A morte de Socrates : traducção de Lamartine em verso. Porto- Alegre, 1883, in-8°. - Animaes parlador-es : poema político. Porto-Alegre....-Foi publicado em fasciculos. 414 - Ao General Osorio:ode. Porto-Alegre, 1894 - Sei que este autor tinhaem 1883 prompto a entrar no prelo um livro com o titulo: - Ulricheida : poema humorístico - Tenho noticia deste trabalho por communicação de um amigo que o viu, mas não sei si foi publi- cado. Entre o grande numero de poesias publicadas no Guahyba, tor- naram-se notáveis as quatro composições em que o autor descreve a Primavera, o Verão, o Outomno e o Inverno. D. Zalina K.olim de Toledo - Filha do doutor José Rolim de Oliveira Ayres e dona Maria Candida Rolim, casada com o doutor José Xavier de Toledo, nasceu em S. Paulo, é uma distincta e mimosa cultora da poesia, e escreveu : - Coração : poesias. S. Paulo, 1893, 170 pags. in-8°. - Livro das crianças. S. Paulo, 1898, in-8°. Neste livro que é de- dicado á infancia, ha poesias em estylo faceto com o fim de attrahir a attenção e o gosto das crianças para as lettras. 1). Xilitli Mattoso Maia - Filha do doutor Luiz de Queiroz Mattoso Maia, de quem me occupei no 5o volume deste livro, pag. 457, nasceu na cidade do Rio de Janeiro, onde dirigiu um collegio de educação para o sexo feminino e exerce ainda o magistério. Escreveu: - Grammalica portugueza, prefaciada pelo dr. Carlos de Laet. Rio de Janeiro, 1899 - Esta grammatica foi escripta para as discipulas da autora e é um excellente trabalho com uma segunda edição no prelo. Zoroastro Aug usto Pamplona - Filho do doutor Frederico Augusto Pamplona o nascido em Pernambuco no anno de 1838, falleceu no Rio de Janeiro a 4 de janeiro de 1872. Bacharel pela faculdade de S. Paulo, cultivou as lettras amenas, deu-se ao jorna- lismo e escreveu: - Poesias e contos. Rio de Janeiro, 1861,239 pags. in-8° - A primeira parte contém 33 poesias; a segunda contém: Io Dalzo: conto; 2o A festa da cozinheira, scena cómica phantastica entre tres estudantes, a cozinheira, sua neta e uma mulata ; 3o, Um mysterio no mar: conto; 4o, Fragmentos de um livro intimo; 5o, Pelotheatro: romance - O conto Dalzo foi publicado antes, em 1859, nos ensaios litterarios da sociedade brazilia. - Brasiliada : poema. Rio de Janeiro -* Ha trabalhos seus em revistas como os publicados no Itororô em 1859, e - A' Deus : poesia - No Sul-Mineiro n. 99 de 26 de novembro de 1861. Foi um dos redactores da zo 415 - Republica: orgão do Club republicano. Rio de Janeiro, 1870 a 1874- Antes foi da redacção do - Forum Litterario. S. Paulo, 1861, in-fol. Zozimo Braulio Barroso - Filho do coronel ** Bar- roso e nascido na antiga provincia do Ceará a 4 de abril de 1837, é fidalgo cavalleiro da antiga casa imperial do Brazil, e engenheiro for- mado pela antiga escola militar do Rio de Janeiro, serviu no corpo de engenheiros, e viajou pela Europa, onde aperfeiçoou seus estudos profissionaes. Escreveu: - Phiroes : Estudos sobre a illuminação da costa do Brasil. Londres, 1868, 90 pags. in-8°. - Porto do Ceará. Londres, 1870, 24 pags. in-8° - Com uma carta do porto do Ceará, mostrando o plano de melhoramentos a fa- zer-se no mesmo porto. - Noções e suggestões sobre o commercio estrangeiro no Brasil. Rio de Janeiro... - Illuminação da costado Brasil. Rio de Janeiro, 1869, 6 pags. duas columnas in-fol e um mappa. - Cartas da Suissa para o Jornal do Commercio - Nunca vi estas cartas que supponho foram impressas também em opusculo. ZOA - Com estas tres lettras, ou iniciaes de seu nome, ou suppostas, assigna-se um brazileiro qui viveu do século decimo oitavo ao século decimo nono, do qual nunca obtive noticia alguma. Só sei que foi amigo do fundador da monarchia brazileira, cultivou a poesia e escreveu por occasião do fallecimento do mesmo Senhor : - A saudade pela sentidissima morte do Senhor D. Pedro I, ex- Imperador do Brazil; gloza. Rio de Janeiro, 1835 - Este escripto foi reproduzido no terceiro volume do Florilégio da poesia brazileira do Visconde de Porto Seguro, sob o nome do autor. APPENDÍCE X). Pedro II, Imperador do Brazil, pag. 1 - Esto soberano, que com a illustiação e virtudes de que era dotado, faria honra ao pri- meiro paiz do mundo, este soberano que foi sempre considerado um sabio peks sábios da Europa, principalmente depois de suas viagens ahi feitas, das quaes trazia sempre melhoramentos para seu caro Brazil, era também pelas notabilidades da America republicana como tal con- siderado e não ha muito que o doutor Susviela Guarch, ministro pleni- potenciário da Republica Oriental do Uruguay perante o Instituto historico e geographico brazileiro disse: O illustre monarcha D. Pedro II, unido pela intelligencia e o coração à seu nobre povo, viverá não só naquelie ambiente sinão também na memória da sciencia e da huma- nidade, onde conta eterna consagração - Estou informado de que D. Pedro II deixou vários trabalhos, quer em prosa, quer em verso, que por occasião de seu banimento para a Europa desappareceram. De suas poesias entretanto conheço ainda o seguinte - Soneto escripto ao proclamar-se a Republica: Não maldigo o rigor da iniqua sorte Por mais feroz que fosse e sem piedade Arrancando-me o throno e a magestade Quando a dous passos só estou da morte. Do jugo das paixões minha alma forte Conhece bem a estulta variedade, Que hoje dá continua felicidade E amanhã nem um bem que nos conforte. 418 APPEND1CE Mas a dor que excrucia e que maltrata A dor cruel que o animo deplora, Que fere o coração e prompto o mata, E' ver na mão cuspir á extrema hora A mesma boca aduladora e ingrata, Que tantos beijos nella poz outr'ora. Este soneto foi publicado com o titulo « Soneto imperial » em um Almanack de Lisboa, de 1890, com a declaração de ter sido encontrado na busca feita no Paço imperial por occasião da queda da Monarchia, entre outros papeis, escripto a lapis. Pedro Américo de Figueiredo e Mello, pag. 13 - Escreveu mais: - Discurso proferido em presença de S. M. o Sr. D. Pedro de Alcantara a 20 de dezembro de 1870 por occasião da distribuição dos prémios aos artistas que concorreram na exposição iniciada no dia 3 de março. Rio de Janeiro, 1871, in-8\ Pedro Antonio do Miranda, pag. 15 - Foi pro- fessor diplomado pela escola normal de Porto Alegre, exerceu o magis- tério por longos annos e occupou depois o cargo de t <bel 1 ião das cidades do Itaqui e Pelotas. Escreveu assiduamente para a imprensa, em prosa e verso e tinha serviços de guerra na campanha do Paraguay. * Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro-Filho de Pedro Antonio de Oliveira Ribeiro e nascido no actual estado de Sergipe a 8 de setembro de 1851, é bacharel em direito pela faculdade do Reciíe. Foi deputado á assembléa da antiga província de seu nascimento, exerceu vários cargos de magistratura o escreveu: - Discursos proferidos na assembléa provincial de Sergipe em defesa do presidente da mesma província, o doutor Antonio Passos de Miranda, em 1875. Aracaju, 1875. Pedro Augusto Carneiro Lessa, pag. 17 - E' socio correspondente do Instituto historico e geographico brazileiro e escreveu mais: - E' a historia uma sciencia ? S. Paulo, 1901. E' a introducção á « Historia da civilisação na Inglaterra » traduzida para o vernáculo por Adolpho J. A. Melchert, e depois publicada em opusculo* APPENDICE 419 Pedro Augusto Nolasco Pereirada Cunlia, pag. 21 - Filho do marechal Pedro Nolasco Pereira da Cunha, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 5 de fevereiro de 1784 e falleceu no posto de tenente-coronel a 25 de agosto de 1848. Pedro Cavalcante do A-llxiiqnerque, pag. 31 - Tem prompta mas inédita, uma traducção para a lingua ingleza do «Curso de manobras do navio » contendo: Mecanica applicada á ma- nobra ; Manobra do navio â vela e ã vapor ; Estudo sobre os movi- mentos da atmosphera, correntes marítimas, etc., para ensino dos alumnos da Escola Naval, pelo lente capitão de fragata, Dr. Enéas Oscar de Faria Ramos, premiado, publicado e approvado pelo Governo da Republica dos Estados Unidos do Brazil. * Pedro Celso Lima Verde - Filho do coronel da Guarda nacional Celso Augusto Lima Vêrde e dona Josophina Pe- drozo Lima Verde, nasceu a 28 de dezembro de 1874 na cidade de Iguatú, Ceará, e ahi falleceu a 15 de junho de 1897. Era segundo te_ nente de artilharia do exercito, e escreveu : - Discurso proferido na sessão fúnebre, com que a escola militar da Capital Federal commemorou o trigésimo dia do passamento do marechal Floriano. Capital Federal, 1895. Pedro F.Thelbex^e, pag. 35-0 segundo nome deste autor só designado pelalettra F. é Franklin. Conheço mais de sua penna: - Observações doDr. PedroTheberge. Na Revista do Instituto histó- rico e geographico braziieiro, tomo 25% 1862, pigs. 117 e seguintes - Versam sobre a fundação da antiga villa do Icó, do actual estado do Ceará. Pedro Francisco da Costa Alvarenga, pag. 37 - Falleceu a 14 de julho de 1883 em Lisboa, e não em fevereiro, como foi impresso no seu artigo. Tendo deixado uma fortunado cerca de duzentos contos, dividiu-a por diversas instituições de caridade e de educação, entre as quaes foi contemplada a Academia de medicina do Rio de Janeiro com uma verba de sete contos de réis. T»edx*o .losé da Costa Barros, pag. 43 - A seus trabalhos se accresjente: -Proclamação do presidente e governador das armas Pedro José da Costa Barros aos Maranhenses, publicada no jornal 0 amigo do homem. 420 APPENDICE - Acontecimento memorável em defesa do illustre senador Pedro José da Costa Barros, ex-presidente do Maranhão pelo Cav. T. C. de R***. Rio de Janeiro, 1828 - E' um livro que existe na Bibliotheca Nacional. - Besposta dada por um maranhense ao acontecimento memorável em defosa do illustre Pedro José da Costa Barros oíferecida por um ce- lebre vagabundo qu) se intitula o Cavalheiro T. C. da Rocca. Rio de Janeiro. MDCCCXXVIII. - Cantata (imitação da de Dido ) aos annos da Imperatriz Amélia em 1830 - No Florilégio da poesia brazileira de Warnhagen, tomo 3o, appendice, pags. 85 a 88. Pedro Luiz Souves de Souza, pag. 51 - E' di- rector da repartição de estatística e socio do Club de engenheiros e escreveu mais: - Ba transformação da cida !e do Rio de Janeiro e do governo quo mais lhe convenha: conferencia, etc. Rio de Janeiro, 1901, in-8°. Pedro Muniz, pag. 57 - A s<us escriptos se accrescente: - Estupro : novella naturalista - publicada no periodico Iracema, numeros 7 e 8. 1896. - Prefacio do poemeto «Os pescadores da Tayba» de Álvaro Martins. - Bíblia do amor: po ma lido na sessão do Centro litterario do 18 de janeiro do 1895 - Consta-me que ainda está inédito. Foi um dos fundadores e redactor da - Iracema : revista do Centro litterario do Ceará. Pedro Nunes Leal, pag. 60 - Falleceu a 7 de no- vembro de 1901 na capital do Maranhão. Na sua ultima viagem á Europa publicou: - Obras de João Francisco Lislôa. Lisbôa, 1900, 2a edição - Deixou inédito um trabalho sobre a - Biographia dos litteratos maranhenses no século XIX. Fedro Pereira cia Silva Guimarães, pag. 62 - Nasceu na cidade de Aracaly a 29 de junho de 1814 e falleceu a 12 de abril de 1876. Foi promotor publico e juiz municipal no Ceará, tendo exerci lo também este ultimo cargo no Pará e foi lente de geometria do Lyceu da Fortaleza. Como jornalista, foi o redactor prin- cipal do APPENDICE 421 - Pedro II. Fortaleza, 1839-1855 - Redigiu mais: - Dezeseis de Dezembro. Fortaleza..,. - O Popular. Fortaleza.... - O Periquito. Fortaleza.... - O Sol. Fortaleza.,.. - Monarchista. Rio de Janeiro..,. Pedro Salazar AIoscoso da Veiga Pessoa, pag. 66 - E' redactor da - Gazeti do Sacramento (Minas), 1901 - 0 primeiro numero deste jornal sahiu a 14 de julho. Pedro Taques de Almeida, Paes Leme, pag. 70 - A seus escriptos se accrescente: - Copia íiel do titulo de Taques Pompeo, que fez Pedro Taques de Almeida Paes Leme, e que se acha em poder de João Pereira Ramos de Oliveira Coutinho - Na Revista do Instituto historico, tomo 18', pags. 190 a 225. Pedro Torquáto Xavier de Tirito, pag. 71 - Quasi todos os seus trabalhos foram também publicados na Revista do Instituto historico e geographico brazileiro, revista em que se acham outros escriptos deste autor, como - Apontamentos para a biographia de Luiz de Alencourt - que se acha no tomo 37°, pags. 283 e seguintes. *Pergent ino Saraiva de AraújoGal vão - Filho de João Saraiva de Araújo Galvão e dona Thereza da Paz Saraiva Galvão, nasceu na freguezia da Luz, do município de Pão-d'Alho, de hoje S. Lourenço daMatta, em Pernambuco, em 1831, é bicharei em sciencias sociaes e jurídicas pela faculdade do Recife e escreveu: ■- O livro dos bons: conselhos ou guia da felicidade. Recife, 1884, 142 pags. in-8°. - Provérbios brasileiros em versos rimados. Recife, 1887 - Me consta que esta publicação não foi completa, assim como que o autor tem outros trabalhos inéditos. Letliion de Villar, pag. 76 - A seus escriptos, além de vários trabalhos publicados na imprensa do dia, se accrescente: - Bibliotheca do Gymna-ie da Bahia. Excellencia e universidade da cultura germanica: discurso proferido a 10 de março de 1900 por APPENDICE 422 occasião de tomar posse da cadeira da lingua allemã. Bahia, 1900, 28 pags. in-4°. D. Preseiliana Duarte <le Almeida, pag. 83 - Esta distincta poetisa brazileira tem publicado em avulso outras com- posições suas, de que citarei: - Ao raiar do século XX - Acha-se no Archivo Illustrado de S. Paulo, anno 3°, pag. 176, acompanhado do seu retrato e do de seu esposo. Q Quintino de Souza Bocayuva.pag. 89 - Ainda ha escriptos de sua penna, sendo um destes o seguinte: - Conferencia publica acerca da instituição e dos povos do Rio da Prata, feita em 17 de agosto de 1870. Rio de Janeiro, 1870, in-8°. * Quintino cia Cunha - Filho da distincta professora de Baturité dona Maximina Cunha, é natural do Ceará e serviu no ex- ercito, tendo feito parte do curso da escola militar deste estado. E' actualmente advogado no Amazonas, membro do Centro litterario do Ceará onde collaborou para alguns jornaes e revistas. Cultiva a poesia e escreveu: - Versos de cores. Fortaleza, 1897. - Differentes contos. 1897, acompanhados de um estudo critico pelo doutor R. de Faria Brito. Raphael Maria Gíalanti, pag. 99 - Tem ainda tra- balhos publicados em revistas, como: - Descobrimento do Brazil: sua data e seu anniversario ~Na Re- vista do Instituto historico e geographico brazileiro, tomo 62°, parte 2a, pags. 24 e seguintes. Símil cie A.vila Pompeia, pag. 99- Ha segunda edição das suas: - Canções sem metro. Rio de Janeiro, 1901. APPENDICE 423 Kayniundo A^oh tinlio Mery, pag. 105 - Nasceu a 27 de outubro de 1861, e não como foi dito. Raymundo de Amorim Figueira, pag. 106 - Falleceu na capita' federal a 11 de julho de 1901. Raymundo Braulio rires de Lima, pag. 108 - Falleceu na cidade de Macahé, estado do Rio de Janeiro, a 7 de novembro de 1901. Raymundo Cyriaco Alves da Cunha, pag. 108-Tem ainda trabalhos além dos mencionados, como: - Regiões amazonicas- Não me recordo onde foi dado á luz este escripto. Raymundo de Faria Urito. pag. 109 -Escreveu mais: - Homens do Ceará: Doutor Thomaz Pompeu. Fortaleza, 1899, in-8' - Ha ainda alguns trabalhos seus nos periódicos do Ceará. Raymundo José da Cunha Mattos, pag. 112 - Este autor deixou ainda vários trabalhos inéditos entre os quaes os dous seguintes: - Épocas brazileiras. Província da Bahia - O Instituto historico egeographico brazileiro possue o manuscripto de 62 pags. - Épocas brazileiras. Summario ou resumo historico dos aconteci- mentos mais notáveis da independencia do Brazil - Idem, 103 pags. Raymundo Maneio de Miranda, pag. 116 - 0 seu segundo nome é Amancio, e não Maneio. Filho de paes pouco abas- tados, nasceu no Amazonas a 8 de abril de 1848 e falleceu na ca- pital do Pará a 7 de junho de 1901. Tendo feito o curso de theologia no seminário de S. Sulpicio, em França, de volta ao^Brazil recebeu as ultimas ordens sacras e foi nomeado lente de moral do seminário de Belém, passando depois a capellão do collegio do Amparo e pro- fessor de religião da Escola normal. Postiriormente transportou-se para sua terra natal, onde exerceu diversos cargos, como o de reitor do seminário de Manáos, vigário geral do Alto-Amazonas, di- rector geral dos indios, vice-presidente e director geral do instrucção publica. Era commendador da ordem de Christo, conego honorário da Sé do Pará, vigário da freguezia de Nazareth da cidade de Belém, 424 APPENDICE monsenhor camareiro secreto extranumerario do papa Leão XIII e membro da Academia paraense. Exerceu por algum tempo o elevado cargo de governador do bispado do Pará e ultimamente foi nomeado lente cathedratico de grego do gymnasio Paes de Carvalho e dirigia o collegio da Immaculada Conceição da dita capital. Collaborador da Boa Nova, jornal catholico do Pará, no periodo mais diflicil da questão religiosa, foi notável orador sacro e escreveu : - Vários sermões, que não sei si foram impressos, e mais - Relatórios apresentados como vice-pres'dente, quando assumiu por duas vezos a administração da província do Amazonas no anuo de 1888. Rayinundo cia Motta cie Azevedo Correia» pag. 117 - Ha ainda trabalhos de sua penna, como o seguinte : - Memória histórica da Faculdade livre de direito de Minas Ge. raes. Ouro Preto, 1896, in-8°. * Raymundo Nonato <le Uri to - Natural da pro- víncia, hoje Estado do Ceará, é sómente o que sei a seu respeito e que escreveu : - Ligeiras notas sobre o povoado do Assucar. Sobral, 19J0, 17 pags. in-12. *Raymundo Perdigão cio Oliveiva - Filho da Joaquim José de Oliveira e dona Joaquina Rosi de Oliveira, nasceu no Ceará ém 1815 e falleceu no Amazonas em fevereiro de 1899. Serviu no exercito, quer na arma de infantaria, quer na de ar- tilharia, reformando-se no posto de capitão. Militou nas campanhas do Estado Oriental do Uruguay e da Republica do Paraguay. Era oíH- cial da ordem da Rosa e condecorado com as medalhas commemo- rativas das referidas campanhas. Escreveu: - Alfandega do Ceará.Esbanjamentos dos dinheiros públicos: discurso do capitão reformado, etc., no meeling realizado a 5 de no- vembro do 189o. Fortaleza, 1896. Renato da Cunlia^pag. 127-João Renato Marques da Cunha é o seu nome por inteiro. Natural do Rio Grande do Sul, falleceu, ainda moço, a 2 de maio de 1901 na cidade de Porto-Alegre, deixando na imprensa do estalo grande numero de trabalhos lit- terarios. APPENDICE 425 Rodolplio Tdpiplmnio cie Souza Dantas, pag. 139 -Falleceu em Pariz a 12 de setembro de 1901. Offlcial da Le- gião de honra da França, abandonou a vida publica pouco depois de proclamada a republica, estabelecendo-se como fazendeiro em S./ Paulo. Espirito elevado e culto, não só dedicou-se á advocacia e á política como também á imprenst, de que foi um estrenuo paladino. Redigiu: - Diário da Bahia: Bahia, 187*-Foi o fundador e redactor chefe do - Jornal do Brasil: Rio de Janeiro, 1891-1893- 0 primeiro nu- mero deste jornal sahiu a 8 de abril daquelle anno. Rodolpho Marcos Tlieopliilo, pag. 142 - Este autor ê natural da Bahia, e não do Ceará, como foi dito. * Rodrigo Bretãs de Andrade - Filho de Carlos Calixto de Andrade e dona Iselinda Bretãs de Andrade, nasceu a 14 de janeiro de 1871 em Ouro Preto, autiga capital de Minas Geraes. Ba- charel pela Faculdade de direito de S. Paulo, foi secretario da policia no seu estado, chefe de policia interino diversas vezes, lente de direito criminal na Faculdade livre de direito do mesmo estado e procurador da Republica. Falleceu no districto de Itaverava, comarca de Queluz, em Minas Geraes, a 9 de outubro de 1901. Desle osmais verdes annos cultivou as bellas lettras, produzindo trabalhos, em prosa e verso, que se acham esparsos nos diversos jornaes em que collaborou, notada- mente no Movimento, folha de combite no ultimo periodo da mo- narchia em Minas. Como uma amostra do seu estro poético passo a transcrever o seguinte soneto: 1LLUSÃ0 Ave erradia, célere Esperança ! Parti um dia da cerúlea plaga, Onde a sombra do teu vôo aíliga O espelho sempre az il da onda mansa ; Parti e - estranho efTeito da bonança ! Ebrio da luz, que o mar e os cõos alaga, Julguei vêr-te adejan lo a flôr da vaga. Ave erradia, célere Esperança ! 426 APPENDICE Triste illusão! Perdido entre os escolhos, Era eu quem trazia-te nos olhos, Tu ficaste na riba solitaria. E hoje, entregue ao furor dos elementos, Ouço a blasphemia indómita dos ventos E o grito aterrador da procellaria. * Boclrigo de Seixas Brandão - Natural da Bahia ou Minas Geraes, nasceu no século XVIII e era formado em sciencias juridicas e sociaes. Poeta, escreveu muitas poesias, de que só conheço: - Sonetos ( dous ) que se acham publicados no Florilégio da poesia brasileira do Visconde de Porto Seguro, tomo 3°, Appendice, pags. 63 e 64. Ttuy Barbosa, pag. 174 - Além dos trabalhos já mencio- nados, escreveu mais: - Constituição da Republica dos Estados Uuidos do Brasil, pro- mulgada a 24 de fevereiro de 1891 - E' de sua collaboração grande parte deste trabalho. - Homenagem, ao ministério Dantas: conferencia abolicionista. Rio de Janeiro, 1885. - A situação abolicionista: conferencia feita a 2 de agosto de 1885. Bahia, 1885 - Menciono de novo esto trabalho, por ter sabido com o titulo errado. - Emancipação dos escravos: projecto n. 48 A, formulado em nome das commissões reunidas de orçamento e justiça civil, apresen- tado á Camara dos Deputados em sessão de 4 de outubro de 1884. Rio de Janeiro, 1884, 203 pags. in-8°. - Amnistia inversa: caso de teratologia juridica. Rio de Janeiro, 1896, 127 pags. in-8°, 2a edição. - Ojury e a responsabilidade penal dos juizes: defesa do dr. Al- cides de Mendonça Lima no recurso de revisão contra a sentença do Supremo Tiibunal do Rio Grande do Sul. Rio de Janeiro, 1893, 146 pags. in-8°. - Preservação de uma obra pia: razões fmaes apresentadas por parte da Associação de S. Vicente de Paula e Rvm. Arcebispo dio- cesano na acção ordinaria em que são autores a Condessa de Tocantins e outros. Rio de Janeiro, 1901,200 pags. in-S*. APPENDICE 427 s Sacramento Blake, ou Augusto Victorino Alves Sacra- mento Blake, mencionado no tomo Io, pag. 367- Delegado da Inspe- ctoria geral de hygiene na fundação dessa repartição, foi o fundador da bibliotheca e bibliothecario, organisando o catalogo das obras, tudo isso sem deixar os trabalhos de delegado e sem remuneração alguma, sendo aposentado por moléstia grave no exercício de seu cargo. E' membro honorário do Atheneu de Lima, socio effectivo do Instituto historico e geographico brazileiro, socio do Instituto historico e geo- graphico da Bahia, do Instituto archeologico e geographico de Per- nambuco e da Academia cearense. Escreveu mais: - A revolução da Bahia de 7 de novembro de 1837 e o doutor Fran- cisco Sabino Alvares da Rocha Vieira: tres memórias lidas perante o Instituto historico e geographico brazileiro - Na Revista do mesmo Instituto, tomo 48°, parte 2a, pags, 246 a 264; tomo 50°, parte 2a, pags. 177 a 195 e tomo 60°, parte 2a, pags. 47 a 53 - Estas memórias foram escriptas em contestação a um trabalho de um collega que nada sabia das cousas e dos homens da Bahia. - O doutor Francisco Bonifácio de Abreu, Barão de Villa da Barra: trabalho lido em sessão do mesmo Instituto historico de 3 de agosto de 1887, no mesmo dia do fallecimento do doutor Bonifácio e publicado na Revista trimensal, tomo 51°, pags. 221 a 237. - O Monsenhor Manoel da Costa Honorato: trabalho lido em sessão do mesmo Instituto de 14 de agosto de 1891 e publicado na dita revista, tomo 56°, pags. 63 a 72. - Ra hygiene e dos estabelecimentos de educação do Rio de Janeiro - Este trabalho foi escripto depois de tres Relatórios que o autor es- creveu sobre taes estabelecimentos das freguezias de Santa Rita, do Engenho Velho e de S. Christovão (que devem existir no mesmo ar- chivo ) em vista de uma injustiça que lhe fez um collega. O Inspector geral de hygiene, a quem foi offerecido, o apresentou ao ministro do Im- pério, Barão de Mamoré, que prometteu mandar publical-o, mas não o fez por deixar a pasta. E' um livro in folio, em que se trata de tudo que diz respeito ao ensino escolar, começando pelas qualidades do mestre e pelas irmãs de caridade, que o autor considera incapazes para o professorado. Este escripto se acha no archivo da Inspectoria do hygiene. 428 APPENDIGE - Relatorio àcerca dos hospitaes e casas do maternidade do Rio de Janeiro- No dito archivo. - Relatorio acerca dos theitros do Rio de Janeiro - No mesmo ar- chivo. - A que é devida a presença de chumbo na cerveja nacional? - No mesmo archivo. Para satisfazer esta pergunta do chefe da Re- partição de hygiene, o autor foi assistir ao fibrico da cerveji na fa- brica da rua do Riachuelo. - Relatorio dos trabalhos das delegacias de hygiene, de 16 de fe- vereiro de 1886 a 28 de fevereiro de 1887 - No Relatorio dos trabalhos da Inspectoria geral de hygiene, apresentado ao Exm. Sr. Barão de Ma- moré, Ministro e secretario de estado dos negocies do Império, pelo Barão de Ibituruna. Rio de Janeiro, 1887, de pags. 51 a 80. - A febre amarella e as desinfecções - foi publicada apenas a pri- meira parte numa revista de hygiene pelo doutor Eugênio Guimarães Rebello, porque esta revista foi suspensa no terceiro ou quarto numero. Ha deste autor varias poesias inéditas, como o - Soneto improvisado ao entrar na repartição de hygiene e saber que esse dia era o anniversario natalício de seu chefe, por se acharem seus collegas combinando acerca de uma felicitação ao mesmo chefe. E' este o soneto: Si é grato na edado dos ardores De donzella gentil, enamorada Receber venturoso a fé jurada E mais tarde fruir doces amores ; Si é grato após vigílias e labores. Chegando ao termo de feliz jornada, Colher a palma da sciencia amada, Gozar delia os proventos, os primores ; Mais grato é nessa idade calma, fria, Da esposa querida e virtuosa Gozar doce, serena companhia ; Mais grato é reviver nessa mimosa Prole angélica, celestial magia Que só no lar se encontra tão ditosa. APPEND1CE 429 Samuel Augusto «Ic Oliveira, pag. 192 - Es- cerveu mais: - Assumptos scientificos e philosopbicos. Cartas abertas ao Dr. Sylvio Romero, no Jornal do Commercio de 6 de setembro de 1901 - E' uma resposta á noticia publicada na Gazeta de Noticias de 12 de agosto pelo Dr. Sylvio Romero sobre o livro Concepções da Philosophia. A publicação deste trabalho continuou a ser feita no Correio da Manhã, começando pela transcripção da primeira carta no numero de 10 de outubro sob o titulo - Cartas philosophicas ao Dr. Sylvio Romero. Santiago munes Ribeiro, pag. 194 -Escreveu mais: - Breve noticia sobre a vida de José Basilio da Gama - Na Mi- nerva Brasileira: bibliotheca brasílica ou collecção de obras originaes ou traduzidas de autores celebres, tomo 1°, pags. 1 a 8, prefaciando uma edição do poema Uruguay, do distincto poeta mineiro, edição feita por esta revista. Sylvio lioccauera, pag. 240 - 0 seu primeiro nome é Silio. * Sylvio Fellico fovtella - Nascido a 20dedezembro de 1863 na antiga província, hoje estado da Bahia, onde se doutorou em medicina, é capitão-cirurgião do corpo de saude do exercito e escreveu: - Theses apresentadas á faculdade de medicina da Bahia para re- ceber o grão de doutor, etc. Bahia, 1886. - Formulário pharmaceulico, destinado aos hospitaes e enferma- rias militares do Brasil e organisado com o intuito de ser pelo governo adoptado em substituição ao único formulário que os referidos hospi- taes possuem, publicado em 1867. Este trabalho do illustre medico está assim dividido: Ia parte - Memorial de matéria medica, thera- peutica e pharmacologia dos medicamentos e drogas que podem ser fornecidos às pharmacias militares da Republica, de accordo com a tabella n. 1, publicada em ordem do dia n. 65 do estado-maior do exer- cito, de 10 de março de 1900. 2a parte - Principaes instrumentos fornecidos as pharmacias militares da Republica, quadros e tabellas. 3a parte - Mil formulas compostas unicamente de substancias e medi- camentos fornecidos ás pharmacias militares da Republica e especial- mente applicaveis ãs moléstias mais frequentes no exercito brasileiro. 4a parte - Instrucção geral - Este trabalho foi apresentado ao chefe do corpo de saude paio autor, para ser depois publicado. 430 APPENDICE Tancredo Burlamaque de Moura, pag. 247 - E' hoje professor da Escola naval. A segunda e ultima parte de seu Manual de navegação estimada foi publicada em 1901, tendo sido a primeira parte em 1898. Escreveu mais: - Plano para distribuição e equipamento das estações meteoro- lógicas. Rio de Janeiro, 1893. - Sobre a necessidade da confecção de um mesmo typo para o livro de derrotas. Rio de Janeiro, 1901. - Marinha militar argentina... - O navio e o Estado : dissertação de concurso, apresentada á congregação da Escola naval. Rio de Janeiro, 1901, 55 pags. in-4°. Tancredo Leite do Amaral Coitinlio, pag. 248 - Escreveu mais: - Livro das escolas. S. Paulo, 1901 - Contém este trabalho es- colhidos e excellentes trechos em prosa e verso de antigos e modernos escriptores nacionaes e estrangeiros e um hymno escolar, lettra do Dr. Gomes Cardim e musica do Dr. Carlos Campos. * Tasso Fragoso - 0 seu primeiro nome é Augusto. Nascido a 28 do agosto de 1867 na capital do Maranhão, de que foi re- presentante federal, é engenheiro militar e tem desempenhado diversas commissões dentro e fóra do paiz. Escreveu, além de outros trabalhos: - Os mestres da guerra pelo tenente-coronel Rousset, traducção. Rio de Janeiro, 1901 - Me consta que ha outros trabalhos deste autor de que sinto não poder dar noticia. Tlieniif-itocles Machado, pag. 250 - Escreveu mais : - O maldito : versos. Manaós, 1901. Thcodoro Martins de Oliveira, Lecour de Menezes, pag. 258 - 0 seu primeiro nome é Theodosio e não Theodoro, e nasceu na cidade do Porto. * Thiago ICilbas - Filho de Felippe Thiago Ribas e dona Marianua Ribas, nasceu em abril de 1869 na cidade de Granja, Ceará, APPENDICE 431 e falleceu a 18 de agosto de 1895 na colonia militar Pedro II, no Pará, cursou a escola militar do Ceará e a do Rio de Janeiro onde obteve as melhores approvações. Collaborou em vários jornaes e revistas d) Ceará, Pará e das escolas que cursou. Era dado aos estudos linguisticos e sustentou na capital dj seu nascimento pelos jornaes Cearense e Tri- buni Commercial uma polemica como grammaticographo José Ventura Boscoli, sendo os arligos desta polemica reunidos no livro: - Questão grammatical. Pariz. MDCCCXCII, 133 pags. in-12° - Deixou inéditos trabalhos, que seus amigos projectam dar á pu- blicidade. * Tliomaz Antonio Espiuca - Nascido no anno de 1835 na cidade do Porto, em Portugal, falleceu no Rio de Janeiro a 21 de abril de 1891. Vindo muito joven para esta capital, dedicou-se ao commercio ; mas sentindo-se com vocação para o palco, em boa hora resolveu offerecer-se ao grande João Caetano dos Santos, para que o tomasse como discípulo. De 1851 á 1869 tornou-se uma das figuras mais conhecidas nos nossos theatros, grangeando o nome de um tom actor, vida que deixou pira fazer-se dentista em Pernambuco, desgos- toso pelo estado de abandono a que chegou a arte dramatica no Brazil. Voltando ao Rio de Janeiro, obteve um legar no Ministério da Agri- cultura, logar, que exerceu até a morte. Escreveu: - Voluntários da honra: drama. - Martyrio e loucura : drama. - Scenas da monarchia: drama. - Actriz e escravos : drama. - Milagres de S. Benedicto. - A viuva, do meu amigo: comedia . - Romaria, do Senhor de Mattosinhos : comedia. - Club do Cupim. Thomaz T>elfino dos Santos, pag. 286 - E' um dos directores da - Universal : Revista das Revistas : Resenha da vida nacional e estrangeira. Rio de Janeiro, 1901 - Com Rivadavia Corrêa o Manoel Bomftm. * Thomaz Pompeu Lopes Ferreira - Filho de João Lopes Ferreira Filho e dona Maria de Souza Lopes Ferreira, nasceu a 16 de novembro de 1879 na capital do Ceará, é terceiro 432 APPENDICE annista da Faculdade livre de direito, tendo antes cursado o primeiro anno da Faculdade de medicina. Escreveu: - Sonhos : versos. Rio de Janeiro, 1901 - Tern inéditos: - Livro do espirito: versos. , - Contos. ] □Timotlieo Peroira, pag. 304 - Capitão-tenente hono- rário da armada, falleceu nesta capital a 5 de novembro de 1901. Este autor, entrando como caixeiro para uma casa commercial no largo de S. Francisco de Paula, ahi já com manifesta inclinação para as scien- cias mathematicas, travando relações com alguns alumnos da Escola polytechnica, dedicou-se a estas scic-ncias de fôrma tal, que em breve tornou-se nellas uma notabilidade e distinctissimo professor, ao mesmo tempo que se applicou ao estudo de linguas, vindo a fallar perfeita- mente inglez, allemão e francez e ainda dedicou-se â musica, to- cando muito bem piano. A seus escriptos se accrescente - Curso elementar de algebra - Este livro, segundo me consta, se achava no prélo quando falleceu seu autor. - Compendio de arithmetica - Inédito. Urlbaiio Duarte de Oliveira, pag. 331 - Nascido no anno de 1855, falleceu na capital federal a 10 de fevereiro de 1902. Membro da academia brazileira de lettras, foi collaborador do O Paiz, do Correio do Pov) com Alcindo Guanabara, Arthur de Azevedo e Alfredo Madureira e da Gazezinha. Era de sua penna o - Sem rumo: foihetins publicados no rodapé do Jornal do Com- mercio - Entre as suas obras inclua-se mais: - O livro do soldado: de collaboração com o coronel Fernando Veiga, cuja segunda edição está no prélo. D. I rsula Barros de Ainorim Garcia - Filha do doutor Francisco Amynthas da Costa Barros, nasceu a 3 de março do 1864 na cidade do Aracaty, estado do Ceará. Passou toda sua juven- tude no Rio Grande do Norte, onde se educou, tendo se casado com o doutor José Alexandre de Amorim Garcia. E' cultora das musas e reside actualmente no Recife. Escreveu; - Livro de Bella; versos. Recife, 1901. APPENDICE 433 * D. Vera A.. Claesei'-Não tenho a honra de conhecer esta senhora, sómente sei que é brazileira muito distinctae illustrada, por ver annunciado pela imprensa do dia o seguinte livi o de sua tenna: - O lar d< mestiço : conselhos práticos sobre a boa direcção de uma casa. Rio de Janeiro, 1901, 370 pags. in-8°. Vipenle. Pereira Gomes, pag. 369 - O verdadeiro nome deste autor é Vicente Ferreira Gomes e está mencionado á pag. 357 deste volume. Virgílio Tirigido, pag.387- Redigiu: - Correio Mercontil. Rio de Janeiro, 1902. O seu primeiro nu- mero sahiu a 1 de janeiro. Este jornal teve pouca duração, sendo substituido pelo A Aurora, de propriedade e redacção do dr. Fausto Cardoso. Virgílio Cardoso de Oliveiva, pag. 388- Escreveu mais: < - Leitura civica-. apontamentos históricose noticia sobre a Con- stituição Federil. Para, 1901 - B* uma obra destinila ás escolag publicas. RECTIFICAÇÕES ESSENCIAES 1' VOLUME Na Ihtroducção, pag. XIV, linha 6 - Em vez de Rio de Janeiro» leia-se Bahia. Pag. 279, linha 34 - Em vez de purpurina, leia-se peregrina. 2» VOLUME Pag. 16, linha 14 - Em vez de sympathica, leia-se sympathia. Pag. 54, linha 36 - Em vez de Chapelada, leia-se Chapeleida. Egydio Barbosa de Oliveira Itaqui, pag. 259 - Este autor ainda é vivo e actualmeute advogado em Porto Alegre. 3o VOLUME Frederico Kupscheky, pag. 160 -Seu nome é João Nepomuceno Kubitscheck, filho de João Kubit>ch< ck e dona Thereza Maria de Jesus, nasceu em 1845 na cidade de Diamantina, em Minas Geraes, e falleceu em Bello Hvrisunte a 3 de junho de 1899. Seu poe- meto Hermengarda foi publicado em 1865, em S. Paulo, e antes nos jornaes académicos da epoca. 4n VOLUME Joaquim José de Campos da Costa de Me- deiros e Albuquerque, 2o, pag. 160 -Seus dous primeiros nomes são José Joaquim e nasceu a 4 de setembro de 1866. Es- creveu mais: - Home'» pratico: coutos. Rio de Janeiro, 1898. - Mãe tapuia: cont<s. Rio de Janeiro, 1960. Pag. 464, ultima linha - em vez de - sem um punhado, leia-se: sem ser um punhado. 436 APPENDICE José Alves Pereira de Carvalho, pag. 520 do Appendice - 0 leitor considere sem effei to a rectificação ahi feita. Por informação fidedigna do filho deste autor, o doutor Adherbal de Carvalho, verifiquei que o opusculo « Conferencia dos humanos » é da lavra desse autor, e não do doutor Graciliano Pimentel, que me tendo fornecido seus apontamentos, não o mencionou entre seus trabalhos. 5o VOLUME Leonid.es Barboza de Oliveira-, pag. 302 - Seus dous primeiros nomes são Américo Leonidas. Pag. 401, linha 4 - em vez de - interposto, leia-se: interprete. AO LEITOR Eis-me chegado ao termino de um livro, a que me dediquei sem nunca me passar pela imaginação que ti- vesse de dal-o á publicidade e menos ainda que d'elle me viesse gloria ou elogio algum, porque escrevia pela ne- cessidade de uma distracção séria que me arredasse do es- pirito idéas lugubres que me perseguiam em época triste, tormentosa de minha vida, separado de minha triste mãi, da esposa e das filhinhas pela má vontade e ingratidão de ministros de minha patria, a que, desde os bancos da fa- culdade de medicina, prestara bons serviços, inclusive os de duas campanhas em paizes estrangeiros. Havia eu confiado a um amigo, um distincto litterato e magistrado, que ainda hoje me honra com sua amizade, o trabalho escripto, e esse amigo, em conversa com o Imperador D. Pedro II, fallou-lhe, creio que com elogio no meu humilde passatempo, e o Imperador, sempre amigo das lettras, mostrou desejo de ver esse trabalho, o que com- municou-me o meu amigo, aconselhando-me a apresen- tal-o a sua Magestade, que depois de o ler animou-me por fórma tal, que continuei nessa tarefa, que só por dis- tracção tomara, c isso com mais actividade e gosto. Mandei então imprimir mil circulares, de que distribui cerca de duzentas pela corporações docentes do Império, e outras tantas pelos litteratos da Côrte. Das primeiras apenas dous lentes me responderam : o doutor Domingos 438 AO LEITOR José Freire, da Faculdade de Medicina da Côrte, só me enviando uma collecção de seus escriptos, e o conselheiro Ferreira de Aguiar, da Faculdade de Direito do Recife, me enviando seus apontamentos biographicos. Dos litteratos da Côrte apenas dous ou tres me responderam ! Como não escrevia para dar á publicidade, mas só pela necessidade de uma distraeção, continuei nos meus estudos, até que, tendo prompto o primeiro volume, um amigo aconselhou-me a publicação delle, obtendo para isso que o Governo Imperial determinasse a impressão na Ty- pographia Nacional. Continuando a escrever, nunca pude dar á publicidade a continuação do meu trabalho, nem nisso mais cogitava, quando, adoptada a Republica, um distincto brazileiro, um dos vultos mais luminosos que o Brazil tem produzido e que mais honra fazem ao Brazil, occupando a pasta dos Negocios da Fazenda, mandou que continuasse a publicação suspensa. Si com este trabalho, portanto, presto algum serviço á m nha patria, não é a mim que fica a patria agradecida, mas a este grande brazileiro. Eis a historia deste livro que, entretanto, sei que tem merecido elogios onde tem chegado - elogios que com toda a effusão de minh'alma agradeço. Tive também duas censuras, já se deve suppor; uma delias bastante acre por um individuo, que demonstrou que nunca havia lido o meu trabalho, porque para accusar-me in- verteu completamente, com a mais requintada audacia, o que escrevi, como o leitor verá na resposta quedei no volume sexto deste livro, pagina 399 e seguintes. Por occasião dessa resposta recebi uma carta assignada por um amigo - communicando-me mais uma censura in- justa ao meu livro pela redacção do Tempo, periodico da época do g werno do general Floriano Peixoto, periodico que nunca li - isto é «que meu livro não era para se AO LEITOR 439 Íanparar com o de Innocencio da Silva ». Agradecendo ao eu amigo, lhe respondo que o Tempo disse a verdade. Duas interpretações se podem dar aessejuizo: i', que & meu livro não tem o mérito do de Innocencio da Ksilva ; 2a, que o meu livro é diverso do deste bibliographo. Com a mais leal franqueza declaro que estou de accordo pom a redacção do Tempo : na primeira hypothese declaro pque sou um dos admiradores do bibliographo portuguez fcuc já dispondo de illustração, teve para seu livro auxílios gnão só de seus patricios, como também dos brazileiros, Be a mim faltou tudo isto. Para seu trabalho dous brazi- ^eiros me pediram apontamentos bibliographicos ; um da ^ahia e outro do Rio de Janeiro, o meu finado amigo LGuilherme Bellegarde que, além de um volume de meus FEstudos militares, levou-me o unico exemplar que eu possnia ide minha these inaugural. Na segunda hypothese, pelo plano que tracei e pelo . proprio titulo de meu livro ainda se vê que meu trabalho [nao se póde comparar com o do bibliographo portuguez. |Este escreveu um Diccionario bibliographico portuguez, em que se occupa de tudo quanto achou escripto na lingua portugueza, sem levar em conta a nacionalidade do autor, emquanto que eu e ;crevi um Diccionario bibliographico bra- zileiro, em que só me occupo de autores brazileiros, e por isso sempre precedendo a obra uma noticia do autor, e dei- xando de fazer menção de muitas obras publicadas no Brazil, mesmo sabendo que são de autores brazileiros, porque os não conheço. Não dou noticia de obra alguma sem dar noticia do autor. Em ultima analyse, quando pelo plano de meu livro eu deixo fazer menção de muitas obras de autores brazi- leiros, o bibliographo portuguez se occupa de infinidade de trabalhos sem designar o autor, nem data da publicação, como se póde ver, compulsando o ultimo volume de seu 440 AO LEITOR Diccionario, que abrange as mesmas letras P a Z que o meu se timo volume: já da pagina i3 deste volume começa elle a da' noticia de trabalhos, sem preceder declaração do autor. Da lettra R, por exemplo, vê-se uma collecção de retratos de pa ginas 79 a 144 ; da lettra S se acha uma noticia de sentenças pos tribunaes, etc., desde a pagina 229 até 2Õ4 e assim por diante. Uma metade, finalmente, deste volume se occupa de escriptos sem declaração dos autores, mas só com o titulo de taes escriptos. E isto, quando é certo que eu nos sete volumes que escrevi, nunca dei noticia de uma só obra sem dar primeiro noticia do autor, e quando deixei de parte muitas obras de brazileiros, por não os conhecer, não posso deixar concluir que o meu livro é muito diverso do livro do illustrado bi- bliographo portuguez, nem é para se comparar com o de-te bibliographo, como muito bem disse a redacção do Tempo.- Eu mesmo possuo obras de autores nacionaes, de que não fiz menção por não conhecer o autor delias. Entre estas obras está, por exemplo, a seguinte de autor e de assumpto nacionaes; - A Cameleida ou a Congregação dos Lentes de Olinda: poema heroy-comico-satyrico, obra posthuma do Da- lai-Lamado Japão. S. Paulo, 1839, V-35 pags. in-8° peq. Ao depôr, finalmente, a penna agradeço cordialmente aos poucos orgãos da imprensa do meu paiz, as palavras lison- geiras, com que acolheram meu pobre livro desde o primeiro volume; ao meu distincto amigo o Sr. doutor Manuel Armindo Cordeiro Guaraná o auxilio que me prestou offerecendo-me muitos apontamentos sobre litteratos brazileiros, cooperando efficazmente para a publicação desta obra; ao distincto e joven cearense o Sr. alferes Luiz Sombra as noticias que offereceu-me de alguns escriptores do Ceará, infelizmente já ao concluir este trabalho; ao illustrado e distincto brazileiro, e meu leal amigo o Sr. João Damasceno Vieira, o esforço que sempre fez para que este livro fosse bem recebido e vulgarisado no paiz. PREÇO DESTE LIVRO Volume avulso 5$000 Collecção, cada volume .... 4$000 Vende-so em casa do autor-rua do Cattete n. 100