FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA THE SE APRESENTADA Á Faculdade de Medicina da Bahia Em. 31 de Outubro de 1906 PARA SER DEFENDIDA POR ' ( • Píplomado em Pharmacia, ex-interno da 4.* cadeira de Clinica Medica, membro do Grémio dos Internos dos Hospitaes da Bahia NATURAL DO ESTADO DA BAHIA ffiiUjc 3o ÓDr. Sltanocl Joaquim S araiva AFIM DE OBTER 0 GRÁO DE DODTOR EM SCIENCIAS MEDICO-CffilJRGICAS DISSERTAÇÃO Notas para o estabelecimento Pa crase urinaria normal na Bahia (TRABALHOS DO LABORATORIO DA 1* CADEIRA DE CLINICA MEDICA) (Cadeira de Clinica Medica) FROPOSIÇOES IRES SOBRE CADA UMA DAS CADEIRAS DO CURSO DE SCIENCIAS MEDICO-CIRURGICAS BAHIA OFFICINAS DO «DIÁRIO DA BAHIA): 101—PRAÇA CASTRO ALVES —101 1906 FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA DIRECTOR— Dr. Alfredo Britto VICE-DIRECTOR — Dr. Manoel José de Araújo LENTES CATHEDRÁTICOS 1X3 MATÉRIAS QUE J.ECCIONAM Dr. J. Carneiro de Campos 1.* Anatomia descri ptiva Dr. Carlos Freitas )) Anatomi a m edico-cirurgica Dr. Antonio Pacifico Pereira 2/ Histologia Dr. Augusto C. Vianna D Bacteríòlogia Dr. Guilherme Pereira Rebelio. . . . » Anatomia e Physiologia patho- logicas Dr. Manoel José dt' Araújo 3.* Physiologia Dr. José Eduardo F. de Carvalho Filho . )•» Therapeutica Dr. Josino Correia Cotias 4/ Medicina legal e Toxicologia Dr. Luiz Anselmo da Fonseca .... u Hvgiene Dr. Braz Hermenegildo do Amaral. . . 5.* Pathologia cirúrgica Dr. Fortunato Augusto da Silva Júnior . )) Operações e apparelhos Dr. Antonio Pacheco Mendes u Clinica cirúrgica. 1." cadeira Dr. Ignacio Monteiro de Almeida Gouveia. )) Clinica cirúrgica, 2.* cadeira Dr. Aurélio R. Vianna 6.* Pathologia medica Dr. Alfredo Britto. :» Clinica Propedêutica Dr. Anisio Circundes de Carvalho . . . j) Clinica medica, 1.* cadeira Dr. Francisco Braulio Pereira .... » Clinica medica, 2.* cadeira Dr. José Rodrigues dh Costa Dorea'. . . 7." Historia natural medica Dr. A. Victorio de Araújo Falcão . . . j) Matéria medica, Pharmacologia e Arte de formular Dr. José Olvmpio de Azevedo » Chimica medica Dr. Deoclec.iano Ramos 8.* Obstetrícia Dr. Climerio Cardoso de Oliveira . . . )> Clinica obstétrica e gynecologica Dr. Frederico de Castro Rebelio. . . . 9.* Clinica pediátrica Dr. Francisco dos Santos Pereira . . . 10.* Clinica ophtalmologica Dr. Alexandre E. de Castro Cerqueira . 11.* Clinica dermathologica e syphi- ligraphica Dr. J. Tillemont Fontes 12.* Clinica psychiatrica e de molés- tias nervosas Dr. João E. de Castro Cerqueira. . . . )) Em disponibilidade Dr. Sebastião Cardoso )) » )) LENTES SUBSTITUTOS Dr. José Affonso de Carvalho (interino) 1.* secção Dr. Gonçaio Moniz Sodré Aragão 2.* d Dr. Pedro Luiz Celestino 3.” » 4.* s Dr. Antonino Baptista dos Anjos (interino) ... 5." » Dr. João Américo Garcez Fróes (>.* » Drs. Pedro da Luz Carrascosa e J. J. de Calasans. 7.* s Dr. Adeodato de Souza 8.* » Dr. Alfredo Ferreira de Magalhães. 9.* » Dr. Clodoaldo de Andrade 10.* f Dr. Albino Augusto da Silva Leitão ii. + » Dr. Luiz Pinto de Carvalho (interino) 12.* n SECRETARIO — Dr. Menandro dos Reis Meirelles SUB - SECRETARIO — Dr. Matheus Vaz de Oliveira A Faculdade não approva nem reprova as opiniões exaradas nas theses dos seus auctores. , Antes do assumpto * é um trabalho completo este que apresento como these de doutoramento: motivos imperiosos forçaram-me a suspender sua terminação. Era desejo meu dar, além dos resultados de analyses que figu- ram nestas paginas, as relações de outras que pretendia fazer, sem que submettido os indivíduos em experiencia a regimen methodico, como aliás prometti fazer no corpo da these. Qui- zera também estudar os motivos das discordâncias entre as relações urologicas que achei e as que foram achadas por diversos autores estrangeiros em seus paizes. Espero, porém, publicar, logo que se me depare a occasião, estes dados que não me foi possível juntar á minha these. Antes de entrar em matéria, seja-me por pcr- mittido apresentar aos Professores Anisio Circundes, Alfredo Britto e J. A. Garcez Fróes o reconhecimento II que lhe voto pelas finezas com as quaes tantas vezes me honraram, quer me facilitando todos os meios para que eu pudesse levar a bom fim estas minhas notas, quer em assumptos de natureza diversa, mos- trando sempre o maior interesse *em me aplainar as difficuldades encontradas em meu tirocínio escolar. Ao Professor José Olympio, em cujo laboratorio sempre encontrei o mais franco e cordial acolhi- mento e onde iniciei-me nos estudos práticos de chimica analytica; ao Dr. Pirajá, que tanto me auxi- liou na execução destas notas; ao Professor Augusto Vianna que poz á minha disposição alguns dos delicados apparelhos de seu laboratorio; ao meu col- lega de anuo e internato, Aggripino Barbosa, a quem devo a revisão typographica da minha these; a todos aquelles que se prestaram ás minhas expe- riências—Meus sinceros agradecimentos. Qy/{)czrí& Q^araipa. DISSERTAÇÃO Notas para o estabelecimento da crase urinaria normal na Bahia (TRABALHOS DO LABORATORIO DA l.a CADEIRA DE CLINICA MEDICA) Motas para o estabelecimento da crase urinaria norma! na Bahia . (TRABALHOS DO LABORATORIO DA Ia CADEIRA DE CLINICA MEDICA) grande importância que tem a analyse da urina como auxiliar do diagnostico medico é tal, que um numero bem elevado de auctores delia largamente se tem occupado, já estudando os meios de determinação qualitativa e quantitativa dos seus diversos elementos, quer physiologicos quer pathologicos, já procurando interpretar clinicamente tanto suas ausências ou pre- senças, quanto suas variações quantitativas, absolutas ou relativas. Mas, para que em casos não physiolo- gicos se possa ajuizar destas variações, é mistér que se conheçam suas proporções nos casos normaes, por meio de medias previamente estabelecidas em urinas de indi- víduos em gozo de boa saude. Nos diversos paizes da Europa estes estudos já estão feitos, entre nós, porém, nada existe neste sentido; as medias européas não nos podendo prestar grande auxilio por serem nossas condições de clima, alimentação, tra- balho, hábitos, etc., bem diversas das que lá geralmente actuam. A determinação destas medias, embora pareça facil á primeira vista, é assumpto delicado, porquanto não basta proceder-se a analyses de numero maior ou menor de urinas de indivíduos normaes e em seguida tirar-se 4 medias; todos sabem que os phenomenos da nutrição não se passam de um modo absolutamente idêntico em todos os individuos, embora normaes, sendo apenas conservados seus grandes traços, reconhecendo isto como causa um grande numero de faetores inherentes a cada indivíduo. E por esta razão se tem procurado achar coeffi- cientes biologicos que levem em consideração estes diversos faetores, que concorrem para a falta de concor- dância entre duas analyses de urinas de dous individuos normaes; bases de justa comparação que permittam ajuizar com a maior exactidão possível as condições em que se faz no momento actual a eliminação e as em que se deveria fazer em caso normal, embora talvez theorico. Muitos auctores se têm occupado desta questão que, até o momento actual, está longe de ser sstisfactoria- mente decidida. Entre os últimos dentre elles cito Gautrelete Bouchard. Nestes meus apontamentos para a determinação da média urinaria entre nós, prefiro, embora não conserve em todos os seus detalhes, os meios de correcção estu- dados pelo professor Bouchard. Não me cabe espaço em uma dissertação resumida para discutir as razões desta preferencia; descreverei apenas em largos traços as opi- niões do referido Professor e os methodos que empreguei para chegar aos resultados que apresento, enviando o leitor que tenha interesse em abordar ao assumpto em todos os seus detalhes ao tratado de pathologia geral do citado Professor, tomo 3.° Na determinação dos diversos e múltiplos faetores que concorrem para a modificação da crase urinaria, em outros termos, para a determinação do coefficiente 5 biologico, chama particularmente a attenção 0 valor da acção da massa da mollecula de albumina íixa com seus productos de elaboração e desintegração. No homem, como em todo o ser vivo, 0 organismo inteiro não parti- cipa das funcções de queima e nutrição. O esqueleto, formado de saes, a agoa, os hydratos de carbono, etc., não tomam parte nestes phenomenos, exclusivamente reservados ás albuminas, não ainda todas e quaesquer albuminas do organismo, mas sim ás albuminas fixas da cellula viva que levam a effeito toda especie de syntheses e decomposições organicas, com exclusão das liquidas, circulantes, dissolvidas nos plasmas e humores orgânicos. Provisoriamente farão 0 alvo principal dos estudos concernentes a este ponto de vista, estas albuminas activas encaradas em seu conjuncto, ficando reservado á sciencia do futuro, mais rica em conhecimentos desta natureza, sua differenciação em albuminas especiaes, do figado, dos rins, dos musculos, etc., concorrendo cada qual com seu factor proprio e talvez caracteristico, como aliás já começa a ser. Procurando determinar a massa de albumina activa em cada individuo, creou Bouchard o segmento antro- pometrico, afim de mais facilmente se poder abordar ao estudo de suas unidades estaticas: massa, composição e superfície. Desprezando as relações entre o peso e o volume, relações de grande importância mas de difficil determinação pratica, (*) considera elle o corpo humano como um cylindro, tendo volume massa e altura eguaes ao volume, peso e estatura do individuo. Este cylindro será considerado em condições taes, que, fazendo-se (*) O decinietro cubico do corpo humano pesa approximadamente 1050 grs. em vez de 1000 grs. 6 córtes perpendiculares á base, de um decimetro de altura, qualquer destes segmentos seja absolutamente idêntico em composição a qualquer outro segmento de eguaes dimensões, considerado em qualquer otitra altura do cylindro, tendo portanto as mesmas proporções de albu- minas, saes, agoa, etc. « O segmento antropometrico é esta fracção de um decimetro de altura do cylindro que tem por altura a estatura do indivíduo (H) e por formula algébrica-^—, isto é, o peso P expresso em kilg., (egual ao peso do indi- víduo) dividido pela altura H expressa em decimetros (B)». Geometricamente, o segmento antropometrico é um cylindro tendo por altura um decimetro e cuja base tem per superfície um numero de decimetros quadrados dados H pela formula- » P Admittindo Bouchard a composição media para o kilg. animal medio dado por Von Noorden, e fazendo judiciosas considerações a respeito, chega elle á conclusão de que este kilg. em estado normal tem em media 148 grs. de albumina fixa; com esta noção pode-se facilmente avaliar a massa de albumina fixa no segmento medio de qual- quer indivíduo normal multiplicando-se por 148 o nu- H mero de kilgs. do segmento ou seja Cita Bouchard o seguinte exemplo: «Seja um homem de lm.60 de estatura e 64 kilgs. de peso, seu segmento medio pesará 4 e terá 4x148 de albumina fixa, portanto 592 grs. Conhecida esta noção, como avaliar-se si o segmento em questão é um segmento normal ? Bouchard estabe- lecendo este quesito, responde fazendo ver que não ha 7 um unico segmento normal, mas sim tantos quantas são as estaturas. Tomando elle um grande numero de individuos que lhe paréciam ter estatura média, evi- tando cuidadosamente aqueiles que julgou obesos ou marasticos, formulou a conclusão de que em média este segmento é egual a 4; mas, havendo para cada estatura um segmento diverso, estabeleceu elle taboas nas quaes, ao lado de segmentos directamente estabe- lecidos, -figuram outros obtidos pelo calculo. Nestas taboas não são considerados senão individuos do sexo masculino; apresenta, porém, correcções para os do sexo feminino e aqueiles cuja estatura exceda os limi- tes de 1,40 e 2 m. Acham-se ainda nestas taboas as partes theoricamente concernentes Testes segmentos, á gordura, agoa, prin- cipies mineraes e albumina fixa. Deste modo se poderá comparar o segmento de um individuo qualquer com o segmento de um outro que tenha a mesma estatura. Mas, considera Bouchard que si ha um segmento normal para cada estatura, não quer isto dizer que só haja um segmento normal para cada uma delias. Dous homens podem ser perfeitamente normaes tendo pesos differentes, complexão e musculatura diversas, embora com estaturas idênticas. Chama de complexão a amplidão e solidez do esqueleto; faz notar que com a mesma estatura ha homens de espaduas largas, ossos fortes e salientes e outros de ossos delgados e franzinos, pouco salientes, espaduas estreitas, embora tanto uns quanto outros tenham saúde perfeita. Faz ver que os ossos, que não têm influencia sobre as elaborações organicas, e, portanto, sobre a compo- sição urinaria, acham-se nos segmentos dos primeiros em maiores proporções; dá uma taboa para sua correcção designando por 1 o coefficiente da complexão média 8 normal, bastando multiplicar pelo algarismo correspon- H dente a cada typo de complexão o resultado de-^-achado, para ter-se o valor do excesso ou falta do segnjento real em relação ao segmento theorico, isto é, para ter-se o valor theorico absoluto do segmento em questão. Considera elle os seguintes typos de complexão: muito forte, forte, pouco forte, média, um pouco fraca, fraca, muito fraca. O mesmo em relação á musculatura, em cujas taboas existe de ante-mão calculados a massa theorica de cada caso de musculatura comparada com a normal média, o numero pelo qual se deve multiplicar o segmento real para se ter o theorico, e, finalmente, a massa de albumina correspondente a cada um destes casos. Quanto aos sexos, havendo pequenas variações entre um e outro, também se encontram taboas de correcção. Com estes dados tem-se o necessário para calcular o que seria o peso, e, portanto, a composição do segmento de um individuo de qualquer sexo, de edade superior a 14 annos, qualquer que seja sua estatura, complexão e musculatura, desde que seja elle normal. Além destes coefficientes, junta ainda Bouchard as noções de corpulência e adiposidade. «A corpulência é a relação entre o peso do corpo de um individuo e o peso de um homem médio da mesma estatura, ou, para exprimirmos em nosso modo habitual de comparação, é o segmento real dividido pelo segmento médio. » Esta corpulência varia com a edade, com a complexão e com a musculatura. Tendo Bouchard estabelecido seu segmento antropometrico em individuos cujas edades achavam-se comprehendidas entre 30 e 45 annos, era necessário entrar com correcções para as variações de 9 edade, valor da complexão, etc., dando taboas para isto. Adiposidade é a quantidade.de gordura existente no segmento de um individuo comparada á que existiria no segmento do mesmo individuo supposto normal. « Na corpulência eu comparo o homem real ao homem médio; na adiposidade eu o comparo ao homem normal; a quantidade de gordura do segmento do individuo observado, dividida pela quantidade de gordura do segmento de um homem normal da mesma estatura, dá o gráo de adiposidade. O peso de gordura do segmento normal, obtém-se multiplicando o peso deste segmento por 0,13. Si o segmento real pesa mais que o segmento normal, a differença será juntada ao peso de gordura do segmento normal e a somma será o peso de gordura do segmento real. Em qualquer caso, o peso de gordura do segmento real será dividido pelo peso de gordura do segmento normal; o quociente será o gráo de adipo- sidade. » Ainda explana-se Bouchard descrevendo uma serie de factores outros, como sejam o valor da superfície do corpo e suas relações com a excitação catalytica, o poder emissivo e a hystolise. Deixei de parte nestes meus esboços de determinação da media da crase urinaria, por me parecerem elles por demais theoricos, e, procedendo deste modo, creio que não procedo com leveza de espirito. Não que eu cuide serem taes factores uma inutilidade, pelo contrario, penso que são da mais alta importância; mas, o que não posso comprehender, é como com os actuaes dados dispostos pela sciencia se queira levar estes estudos a um ponto tal, de reduzir-se a numeros a actividade intima das transformações passadas nas cellulas. Não levando eu em conta taes factores nas 10 conclusões que apresento, tenho comtudo o cuidado de fornecer os meios de qualquer, querendo, poder calculal-os. Não posso deixar de enviar ao tratado de pathologia citado, todo aquelle que queira estudar de perto o’ assumpto, que não poderá ser completo em vista da exiguidade deste resumo, cujo fim principal nestes apontamentos é apenas dar uma idéa dos elementos com que estabeleço as medias. Seja-me permittido juntar um factor outro que reputo de grande importância, omittidopelo grande mestre, cujos bellos estudos sobre o assumpto resumo em largos traços: quero me referir á alimentação. Sua importância é tal, que a meu ver nenhuma analyse de urina terá realmente valor sem que elle seja rigorosamente levado em conta. E, para corroborar esta minha opinião, cito o Dí. Le- matte, qué em uma communicação feita á Sociedade de Medicina de Paris, em 10 de Fevereiro deste anno e publicada no Progrés Medicai de 7 de Abril, sustenta a these que acabo de mencionar. Um dos argumentos do Dr. Lematte, que explica muito claramente esta necessidade, é o seguinte: Que idéa se fará de um engenheiro que querendo saber quanto de combustivel gasta uma machina, se conten- tasse em pezar as cinzas? Poder-se-ha objectar que o organismo não gasta seu combustível do mesmo modo pelo qual o utiliza uma machina qualquer; mas a isto respondo que não desejo reduzil-o a taes condições: dese- jo, sim, éque todas as analyses de urinas que se queiram 11 comparar a medias de ante-mão estabelecidas, sejam feitas em condições absolutamente idênticas. O effeito da alimentação influe de modo tal sobre os resultados da analyse, que o facto seguinte, citado pelo Dr. Lematte na referida communicação, é sufficiente para proval-o: «Um doente manda sua urina para dosar-se o assucar; havia algumas semanas que elle guardava o leito em virtude de uma grave sciatica. Diariamente observava seu medico uma reducção muito nitida do licor de Fehling pela urina. Examinando-se esta urina ao polarimetro, nota-se que ella desvia o plano de polarisação para a esquerda, (a glucose desvia para a direita). Interrogado, o doente declara ingerir diariamente rnais de 1 kilog. de uvas. Suspensas estas fructas da alimentação, verificou-se não haver mais reducção do licor de Fehling.» A diminuição do chloro em urinas de individuos sujeitos ao regimen lácteo é outro facto que fala bem alto em favor da minha these. Não é absolutamente facil fazer-se um juizo exacto sobre o quantum ingere diariamente um individuo e muito menos o que elle aproveita, assimila, da sua ali- mentação; mas, desde que este individuo esteja sujeito durante alguns dias ao mesmo regimen alimentar, desde que o equilibrio da assimilação e desassimilação se tenha estabelecido, será muito facil ter-se resultados compa- ráveis. Pensa o Dr. Lematte ser sufflciente saber-se qual a alimentação ingerida pelo individuo no dia em que recolhe a urina para remettel-a para a analyse: deste modo se poderia saber as quantidades relativas de albu- mina, saes, etc., e, portanto, de carbono, azoto, etc. Eu, porém, penso que tal modo de proceder é destituído de valor scientifico: Primeiro, porque a alimentação indígena sendo pouco 12 conhecida quanto á sua composição, de nada nos adian- taria saber a quantidade ingerida ; Segundo, porque a alimentação de um dia, não sendo ella exaggerada neste ou naquelle sentido, em pouco influe sobre a eliminação. Terceiro, e este é o motivo mais importante, deixam as condições da analyse de ser idênticas, e, portanto, comparáveis entre si. Quando se quer fazer uma analyse de sueco gástrico, o primeiro cuidado é dar-se ao paciente uma ração de prova; a analyse deste sueco, porém, só nos esclarece acerca do funccionamento de um só orgão; no emtanto, para a analyse da urina em que procuramos estudar o funccionamento intimo de uma economia inteira jul- gamos sem valor tal precaução. Em minhas observações tive o maior cuidado de submetter todos os indivíduos, que me fizeram a grande fineza de se sujeitar a taes experiencias, a um regimen idêntico, e não posso deixar de aconselhar a quem queira se servir das médias que tento estabelecer, que siga o mesmo processo. Entretanto, para aquelles que não possam sujeitar-se por este ou aquelle motivo ao regimen que proponho, tenho o cui- dado de dar um numero, embora menor, de analyses de urinas de indivíduos normaes, mas sem que o regimen alimentar citado fosse observado, ficando elle o habitual a cada um. O regimen a que alludo é o seguinte: Leite 2 litros Ovos n. 3 Pão 200 grs. Assacar 00 grs. Sal 10 » | Manteiga 15 » Café, treschicaras médias mais ou menos 13 As urinas eram recolhidas no terceiro dia deste regimen. Quanto ao modo de recolhel-as adoptei o único methodo racional e hoje por todos empregado: urina de 24 horas. O processo dos tres vasos a que se refere o Dr. Lematte, deixei-o de parte por não ter razão de ser em casos phy- siologicos. Como se verá nas relações das analyses, fiz 28 observações em individuos differentes, todos gozando de excedente saúde apparente, e 10 individuos em que não se submetteram a regimen. Seja-me permittido neste momento apresentar ao Dr. Pirajá, assistente da clinica de que sou interno, a gentileza, que muito me captiva, de me proporcionar pela sua valiosa influencia o maior numero de observandos qué figuram em minhas listas, aos quaes muito me apraz apresentar aqui os protestos da minha indelevel gratidão. Dentre os elementos normalmente existentes na urina, dosei todos aquelles que podem auxiliar mais ou menos efficazmente por suas variações ao diagnostico. Dentre elles destaco o carbono e o azoto totaes, as differentes formas pelas quaes se elimina o enxofre e a determinação do gráo de congelação. A importância do estudo da excreção do carbono pela urina foi posta em evidencia pelos bellos trabalhos de Bouchard, publicados em sua Pathologia Geral. Demons- trou elle haver uma certa relação entre o carbono urinário e a maior ou menor quantidade dos principies toxicos existentes neste liquido; e, embora não seja esta relação absolutamente exacta, em todo o caso, compa- rada á excreção do azoto total, póde esclarecer muita cousa acerca dos phenomenos intimos da nutrição; ella nos dá dentro d? certos limites uma idéa approximada 14 da qualidade dos princípios excretados, da qualidade do trabalho intimo de desassimilação e oxydação, porquanto não é tanto a quantidade de productos da desintegração da mollecula de albumina fixa que importa conhecer, mas principalmente sua qualidade. Para que esta ultima condição fosse satisfactoriamente preenchida, seria necessário dosar-se separadamente todos os princípios immediatos excretados, e comparar-se então as quantidades achadas com as respectivas medias referidas ao kilg. de albumina fixa; mas, com os recursos actualmente dispostos pela chimica, tal cousa ainda é impraticável. Remedia-se, porém, este inconveniente, dosando-se todos estes elementos englobadamente e com- parando-se os resultados a uma mollecula theorica estabelecida em urinas normaes e em circumstancias idênticas. Actualmente a noção da toxidez da urina não padece mais duvidas; infelizmente, porém, sua determinação sobre não ser pratica, deixa muito que desejar. Esta noção tão atacada na Allemanha quanto bem defendida, em França por Bouchard, que foi o primeiro a demons- tral-a, acha um meio muito simples de determinação approximada nas relações do carbono e azoto totaes e na cryoscopia. Em 6.736 de albumina, ha 1.051 de azoto e 3.610 de carbono; destes elementos, 1.0 de azoto e 1.184 de carbono são expellidos em media pela urina; o mais elimina-se pelos pulmões e pelo intestino, o carbono das gorduras e hydratos de carbono não passando com ella senão em casos pathologicos e ainda assim sem que tenham soffrido elaboração. «Parece que nunca se deverá achar nem no estado normal, nem em estado morbido algum, relação entre o carbono e o azoto menor que 0,43. Supponha-se, com 15 effeito, que não haja na urina corpo algum carbonado não azotado, nem assucar nem acido oxalico; suppo- nha-se que a totalidade do azoto da urina esteja em estado de uréa, (que é o principio immediato urinário que contem menos carbono) a relação entre o azoto e o carbono urinários deverá ser precisamente a relação entre estes dous corpos na uréa, seja—— ou 0.428. » C «Para que a relação——fosse mais fraca, seria necessário que na urina se achasse um corpo azotado tendo menos carbono que a uréa, ou melhor, que existisse na urina um corpo azotado que não contivesse carbono. Este corpo existe: é o ammoniaco. Só a Q presença do ammoniaco poderá explicar valores de Az menores que 0,48.» «Aqui, o que poderia parecer um excesso de bem, seria o indicio de um estado desesperador.» «E’ bom que o carbono urinário tenda para o minimo C indicado pela relação . E’ máo que este minimo Az seja excedido pela substituição da uréa pelo ammo- niaco. » C «Esta relação -—- é simplesmente theorica, por- Az quanto quando apparece ammoniaco na urina, apparecem também outros corpos azotados, o que compensa. » O idéal da eliminação dos albuminoides é fóra de duvida a uréa, por ser o principio immediato de excreção menos toxico, mas, princípios outros ha, que, embora 16 tenham estructura mollecular mais elevada, são egual- mente pouco toxicos, sendo, porém, sua eliminação mais difficil, como acontece com o acido urico. O organismo vivo não funcciona de um modo absolutamente idêntico em todos os individuos da mesmaespecie, e, justamente por isto é que devemos procurar, embora englobada- mente, qual a composição qualitativa da mollecula por elle elaborada. Além de nos explicar esta relação de um modo muito satisfactorio o funccionamento geral do organismo, ella nos dá até certo ponto, e de conjuncto com outros dados da analyse, particularmente as relações sulfuricas, bases muito praticas para que se possa fazer um juizo muito exacto sobre a actividade de quasi todas as cellulas organicas e da hepatica em particular. Em seu tratado de Pathologia, Bouchard publica o resultado de 17 analyses de urinas, e, o que ha nellas de mais inte- ressante, é que a menor relação refere-se justamente a um adolescente de 15 annos. A’ proporção que a edade augmenta, de parelha com ella augmenta a toxidez C urinaria e a par destas, a relação . F Y Az A par, em importância, com a determinação da C relação marcha a determinação da mollecula elabo- Y Az rada média; noção esta que egualmente se deveaogenio de Bouchard. Antes deste sabio, procurou-se determinar a quantidade total das molleculas excretadas; mais tarde, porém, chamou a attenção a quantidade de mol- leculas elaboradas e excretadas. Bouchard procurou determinar o peso, o volume relativo da mollecula elaborada e excretada. Foi á cryoscopia a quem pediu 17 elle subsidio para seus estudos. Sua importância é fácil de se comprehender: sabendo-se que a mollecula de albumina pesa 6000 e a de uréa 60, a cryoscopia nos indica que quanto mais se approximarem seus resultados deste ultimo algarismo mais perfeita será a nutrição. Na urina normal, corpo algum, exceptuando-se o chlorureto de sodio, tem peso mollecular inferior a 60; em compensação, porém, este sal não é producto da mollecula de albumina; entra no organismo para delle sahir sem ter soffrido alteração, sendo suas func- ções dar aos humores a isotonia sufficiente para que se façam convenientemente as trocas inter-cellulares, em virtude dos phenomenos de osmose; facilitar a disso- lução das albuminas e activar as secreções. Unica- mente a funcção chlorhydrica do estomago actua sobre a mollecula de chlorureto de sodio dissociando-o; si por acaso outros tecidos tem idêntica influencia,, seus resultados são nullos, em relação ás modificações que ella poderia trazer sobre a elaboração dos albumi- noides, porquanto, desde que este sal seja reconstituido, sendo idênticos os systhemas inicial e final, o resultado será sempre o mesmo. Outro composto também existente na urina, mas de origem incerta é a agoa oxygenada, sendo porém em tão minimas proporções, que não influenciam sobre os resul- tados. Bouchard estabelecia o peso da mollecula elaborada media por um methodo que comprehendia a dosagem do chloro (expresso em chlorureto de sodio), do total dos materiaes solidos dissolvidos e da determinação do ponto de congelação da urina; si havia assucar e albu- mina procedia também á dosagem desfes corpos. Do peso dos materiaes solidos existentes em um litro de 18 urina, subtrahia o peso de chlorureto de sodio; no caso de haver assucar ou albumina, seus pesos eram sommados ao do chlorureto de sodio antes da subtracção; a diffe- rença dava o peso dos materiaes elaborados. Multiplicava por 0,60 o peso de chlorureto de sodio contido em 100 (cem) de urina, o.producto era a tempe- ratura de congelação que teria a solução desta quanti- dade de chlorureto em 100 (cem) d’agoa. (Nos casos de urinas assucaradas, multiplicava por 0,092 o peso de glucose correspondente a 100 (cem) de urina) Subtrahia do ponto de congelação da mina o alga- rismo correspondente ao ponto de congelação do chlo- rureto de sodio e da glucose; quanto á albumina, não se dava ao trabalho de correcção por ser minima. A differença era o ponto de congelação das matérias elaboradas. «Conhecendo o peso das matérias elaboradas e o abaixamento do ponto de congelação attribuivel a estas matérias, se deduz o peso mollecular M segundo a K P formula M= ——, em que P é a quantidade de ma- térias elaboradas contidas em 100 (cem), A o abaixa- mento do ponto de congelação devido a estas matérias e Ka constante 18,5.» Deixava elle de parte nas correcções o enxofre, dizendo que não havia necessidade por ser sua influencia muito pequena e difficultar os cálculos; creio que pelas mesmas razões deixava também o phosphoro não elaborado. E bem grande a importância clinica desta noção; nas moléstias do figado, por exemplo, esta mollecula é enorme. Além de que, a toxidez da urina marcha a par 19 do volume da mollecula elaborada ; quanto maior ella for, tanto mais toxica será a urina. Quanto á determinação do numero de molleculas elaboradas, repouza todo seu alicerce na lei de Van’t Hoff. Envio o leitor curioso de esclarecimentos a respeito, á monographia de Claude e Balthazard la cryoscopie des urines, principalmente no que toca ás applicações pathologicas, por estar este assumpto fóra do meu programma. Quanto ao valor da determinação dos enxofres e suas relações com os diversos princípios immediatos da urina, leia-se a these do Dr. Alberto de Aguiar—Cellula hepatica e crase urinaria — na qual elle demonstra todo o valor que delias se póde tirar em relação á pathologia, não só intestinal como hepatica. Foram os seguintes os processos que empreguei para chegar aos resultados que apresento: Densidade. — Foi tomada com os densimetros de Niemann previamente afferidos em agua distillada e em seguida em liquido mais denso que esta ultima, cuja densidade foi estabelecida pelo methodo do frasco. As correcções para temperatura foram feitas com o auxilio • das taboas de Bouchardat, bem conhecidas. Acides. — Determinada por meio do acido sulfurico e da soda normaes. Preparação dos líquidos normaes: Dilue-se em um litro d’agua uma quantidade de acido sulfurico tal que a densidade da solução seja egual a 1.032 ou 1.033. Em outro vaso dilue-se uma certa quantidade de lixivia de 20 soda não carbonatada até que (1) sua densidade seja visinha de 1.047. Determina-se então a relação existente entre as duas soluções precedentes, tomando-se 20 c, c. da solução acida medidos com uma pipetta e corados com 2 gottas. de phetaleina e deixando-se cahir de uma buretta gra- duada a solução alcalina até apparecimento de coloração vermelha sensivel. Admitta-se que para os 20 c. c. da solução acida se tivesse gasto 19 c. c. da solução alcalina : 1 c. c. da primeira seria egual a 0,85 c.c. da segunda. Em um cadinho de platina se aquece até ao rubro, durante 20 minutos, 30 grammas mais ou menos de carbonato de sodio chimicamente puro; deixa-se resfriar sob o deseccador e se o pesa com a tampa. Toma-se então uma quantidade mais ou menos equivalente a 15 grammas, peza-se de novo 0 cadinho com 0 resto do conteúdo ea tampa; a differença de pezo dá a quanti- dade exacta de carbonato de sodio empregada. Supponha-se que ella seja egual a 15 grammas que se dissolve em 500 c. c. de agua: 25 c. c. desta solução correspondiam a 0,6 de carbonato de sodio. Mede-se desta solução com uma pipetta 3 ensaios differentes de 20 c. c. cada um, os quaes são ad,dicio- nados de 2 gottas de phtaleina do phenol. (2) Enche-se uma buretta graduada com a solução acida e outra com a alcalina. Descora-se um dos ensaios com addições da solução acida, ferve-se (afim de expellir o gaz carbonico) até que a cor vermelha volte ; continua-se (i ) Por precaução se leva á ebulição a lixivia de soda e junta-se uma quantidade suffkiente de cal pura, e decanta-se com um siphão. (2) Preparada dissolvendo-sc em 30 cent. de álcool a 90:100 1 .gram- ma do corante. 21 as addições de acido; quando esta ultima deixa de appa- recer, apezar de uma ebulição de 15 minutos, junta-se cuidadosamente, e gotta a gotta, a solução alcalina que está na buretta, até ligeira coloração rosea produzida pela ultima gotta. Depois de alguns minutos lè-se o nivel das duas burettas: desde que se sabe a relação existente entre a solução acida e a alcalina, 1 cent. cub. desta ultima correspondendo a 1,17 da primeira, subtrahe-se do nu- mero de cent. cúbicos gastos da solução acida o resul- tado da multiplicação de 1.17 pelo numero de cent. cubs. da solução alcalina, a differença será a quantidade da solução correspondente a 0,6 de CO3 Na2. Repetiu-se as mesmas experiencias com os outros dous ensaios e como os resultados estivessem muito proximos, tomou-se a média. Admitta-se que esta média seja egual a 10, calcula-se então do seguinte modo: si 10 cent. cub. da solução acida correspondem a 0,6 de carbonato, quantos cent. cubs. delia corresponderão a 53,4 ? x=890, isto é, 890 cent. cubs. da solução acida contém exactamente a metade do peso mollecular do acido sulfurico. Como, porém, se quer que este peso esteja contido em um litro de agua, mede-se 110 cent. cubs. de agua, differença entre 890 e 1000, que se deixa cahir em um litro completando-se o volume, com a solução acida. Falta diluir convenientemente a solução alcalina de modo que um cent. cub. desta ultima corresponda exacta- mente a um cent. cub. da primeira. Mede-se 25 cent. cubs. da solução acida diluida, addiciona-se 2 gottas de phtaleina e deixa-se cahir da buretta a solução alcalina até o apparecimento de coloração rosea. Repete-se o ensaio e calcula-se por meio de uma proporção o volume da solução alcalina correspondente a um litro da solução 22 acida; este volume é diluido em quantidade de agua sufficiente para completar um litro. Para maior certeza verifica-se si as soluções alcalina e acida correspondem-se effectivamente, volume a volume, pesa-se nova porção do carbonato de sodio anhydro do cadinho, que se havia conservado sob o dissecador, e dissolve-se em 25 cent. cubs. de agua, addiciona-se phtaleina e titula-se como precedentemente. O resultado deve ser egual ou muito proximo da quantidade de sal empregada. Para determinar a acidez na urina, toma-se 20 c. c. deste liquido e se lhes addiciona 10 c. c. de uma so- lução normal de soda, 10 c. c. de uma solução de chlorureto de baryo a 10:100 perfeitamente neutra, e 10 c. c. de uma solução de sulfato de sodio a 20:100 egualmente neutra. Filtra-se, e do liquido filtrado mede-se 25 c. c. correspondentes a 10 de urina e 5 de soda normal, cora-se com 2 gottas de phtaleina do phenol. Enche-se uma buretta com a solução acida e outra com a alcalina normaes, deixa-se cahir a solução acida até descora- niento e faz-se voltar a coloração rosea com a solução normal alcalina. Lê-se os niveis das. duas burettas no fim de alguns minutos; addiciona-se aos 5 c. c. de soda normal já empregados os que se tenham gasto na titulação, desta somma subtrahe-se o numero de c. c. de acido normal empregados e o resultado é multiplicado por 0,0326; tendo-se assim a acidez expressa em acido phosphorico e em 10 c. c. de urina. Poderão me arguir de que a dosagem da acidez não tem valor porquanto, não sendo ella feita immediata- mente após cada emissão, a urina alterando-se facil- mente, não é a expressão da verdade, Tal arguição será 23 injusta e apresso-me em declarar que, prevendo esta consequência, fiz collocar em cada vaso destinado a receber a urina, mais ou menos 1 centigr. de naphtol B que a conserva perfeitamente. Para me convencer, con- servei urinas com o naphtol e 4 dias depois ainda tinha dosagens de urina perfeitamente concordantes. Em algumas das analyses (3), que figuram em meus quadros, dosei a acidez por occasião de cada emissão, sendo seus resultados concordantes com os obtidos com a urina das 24 horas. Extracto secco. — Em uma capsula de platina de 5 cent. de diâmetro e fundo chato, previamente tarada, evapora-se no vasio secco 2 c. c. de urina, medidos com uma pipetta dividida em centésimos de de centimetros cúbicos. Pesa-se no fim de 24 horas e le- va-se de novo a capsula ao vasio, repetindo-se a pesada no fim de outras 24 horas. Si as pesadas são concordantes, subtrahe-se do peso total o peso da capsula, a differença é o extracto secco em 2 centimetros cúbicos. Si as pesadas não concordam, leva-se de novo ao vasio secco até que as duas ultimas concordem, procedendo-se em seguida como acima. Resíduo mineral. —10 c. c. de urina são evapo- rados a banho-maria; o residuo é cuidadosamente carbo- nisado, lavado com agua quente e filtrado. Lava-se o filtro com alguns c. c. de agua quente, secca-se na estufa e incinera-se na mesma capsula em que se havia feito a evaporação. Junta-se os líquidos fil- trados, evapora-se a banho-maria, funde-se cuidadosa- mente o residuo salino, resfria-se sob o deseccador e pesa-se. A differença entre esta pesada e o peso da capsula 24 vasia exprime a proporção de cinzas ou residuo mineral em 10 c. c. de urina. Matérias orgânicas. — A differença entre as propor- ções de residuo mineral e extracto secco, referido ao volume da urina emittida em 24 horas, dá a proporção de matérias organicas. Enxofre acido.— Foi dosado no estado de sulfato de baryo. Acidifica-se 100 centig. de urina com 10 c. c. de acido chlorydrico concentrado e leva-se a ebulição durante 10 minutos. Precipita-se então o enxofre por meio de um excesso (20 c. c.) da solução ao decimo de chlorureto de baryo e leva-se durante 6 horas ao banho-maria. Por este tratamento precipita-se todo o enxofre, não só em combinação mineral mas também os ácidos sulfo- conjugados, em estado de sulfato de baryo. O liquido claro é decantado e o precipitado lavado por decantação com agua quente até que 2 a 3 c. c. dos liquidós de lavagens não se turvem com a addição de uma a duas gottas de solução de azotato de prata. Com o auxilio de um projector (pissette) é o preci- pitado levado sobre um filtro sem cinzas de 9 m/m., lavado com álcool e ether até descoramento completo, molhado com alguns cent. cúbicos de uma solução a 20:100 de azotado de ammonio, e secco a 110Cc em uma estufa. O precipitado é retirado do filtro e guardado sobre uma folha de papel, coberto com um funil; o filtro é queimado em cadinho de porcellana tarado, até que as cinzas estejam perfeitamente brancas. O precipitado é reunido ás cinzas e incinerado ao rubro, até que não haja mais particula alguma de carvão e apresente a coloração branca. Depois de resfriado o cadinho, juntam- se ao precipitado duas ou tres gottas de acido chlorhydrico 25 e duas de acido sulfurico. O excesso de acido é cuida- dosamente expellido por meio do calor, evitando-se as projecções; a temperatura levada de novo ao rubro durante 10 minutos e em spguida resfriado sobre o deseccador, pesa-se, e o excesso de peso sobre a tara mul- tiplicado por 0,1374 representa o enxofre contido em 100 c.c. de urina. Enxofre mineral. — 100 c. c. de urina são addicio- nados de 50 c. c. de uma mistura feita em proporções eguaes de agua de baryta saturada a frio e solução de chlorureto de baryo a 10:100. Precipitam-se os sulfatos em combinação mineral, phosphatos, matérias corantes, etc. O enxofre acido em combinação organica e os de funcção neutra ficam em solução. Depois de depositado o precipitado, decanta-se liquido limpido sobrenadante e addiciona-se ao preci- pitado 10 c. c. de acido chlorhydrico concentrado e em seguida 50 c. c. de agua-quente. Depois de nova- mente depositado, decanta-se, lava-se e incinera-se o pre- cipitado; pesa-se e multiplica-se como si se tratasse do enxofre acido. O resultado é o enxofre mineral exis- tente em 100 c. c. de urina. Enxofre conjugado: — A differença entre o enxofre acido em combinação mineral e o enxofre acido total dá o phenolico ou conjugado. Em algumas analyses porém foi feita a verificação, aproveitando-se o liquido decantado da operação prece- dente (que por maior precaução era filtrado) do qual eram tomados 120 c. c. correspondentes a 80 c. c. de urina, acidificadas com 20 c. c. de acido chlorhy- drico, fervidos durante dez minutos e mantidos durante 6 horas em banho-maria. O precipitado formado era decantado, lavado, incine- rado, pesado e multiplicado como si se tratasse do 26 enxofre acido. Em todos os casos em que fiz esta verifi- cação os resultados eram perfeitamente concordantes, nos limites dos .erros toleráveis. Enxofre total. — Os 50 c. c. restantes dos 100 c. c. provenientes da urina tratada com o azotato de potássio, para a dosagem do phosphoro são diluidos até 100 c. c., acidificados com 10 c. c. de acido chlor- hydrico e o enxofre precipitado na temperatura da ebullição com 20 c. c. da solução de chlorureto de de baryo, gotta a gotta. Depois de depositado o precipitado, decanta-se o liqui- do, lava-se, incinera-se, pesa-se e multiplica-se o preci- pitado como si se tratasse do enxofre acido. O resultado exprime o enxofre total em 25 c. c. de urina. Enxofre neutro.—A differença entre o enxofre total e o acido é o enxofre neutro. Phosphoro mineral.—Dosa-se volumetricamente com uma solução titulada de acetato (ou azotato) de urânio. Preparação do liquido: Em pouco mais de um litro de agua, dissolve-se 40 grammas de azotato de urânio. A esta solução addi- ciona-se 25 grammas de acetato de sodio. No fim de 8 dias.de repouzo, filtra-se o liquido e titula-se. Para a titulação, dissolve-se em 1.000 c. c. de agua 3.24, exactamente pesados, de .phospatato acido de ammonio, previamente secco entre folhas de papel de filtro e em seguida ao ar. Mede-se com uma pipetta .50 c. c. desta solução (a 0,1 de P- O5), addiciona-se 5 c. c. de uma solu- ção composta de 100 de acetato de sodio, 100 c. c. de acido acético e 1.000 de agua. A esta mistura reune-se ainda 5 gottas de tintura de 27 cochonilha (1 ■). Leva-se 0 liquido á ebulição e deixa-se cahir de uma buretta graduada o liquido de urânio até que as ultimas gottas produzam coloração verde. Repete- se 0 ensaio, toma-se a media, si houver necessidade, e calcula-se de modo que 1 cent. corresponda exactamente a 0,005 de anhydrido phosphorico (P- O5), racioci- nando-se do modo seguinte : Si 0,1 corresponde ax cent. (0 numero de cent cúbicos gastos), 5,00 a quantos corresponderão? O quociente representa 0 numero de cent. cúbicos da solução de urânio que deverão ser diluidos até um litro para que 1 cent. corresponda a 0,005 grammas de anhy- drido phosphorico. Para dosar-se 0 phosphoro acido em combinação mineral toma-se 50 c. c. de urina aos quaes se addiciona 5 c. c. da solução de acetato de sodio e acido acético, 5 gottas da tintura de cochonilha, deixando-se cahir de uma buretta graduada o liquido de urânio até appareci- mento de coloração verde. O numero de cents. cúbicos gastos, multiplicados por 0,005, dá a proporção de acido phosphorico em combinação mineral contidos em 50 c. c. de urina e expressos em P2 05. Phosphoro total.—50 c. c. de urina são evaporados em capsula de porcellana, a banho-maria, com 3 a 5 grammas de azotato de potassa e 10 c. c. de uma solu- ção ao vigésimo de carbonato de sodio. O residuo é cuidadosamente aquecido, evitando-se as deflagrações até que torne-se perfeitamente branco. Depois de resfriado, dissolve-se em agua quente, auxi- liando-se a dissolução com acido acético, evitando-se, (i ) Preparada fazendo-se macerar durante 8 dias 5 grammas dc cochonilhaem ioo c. c. de álcool a 75/100. Para conservação junta-se alguns centgrs. de alúmen e filtra-se. 28 porém, excesso. Evapora-se até quasi á seccura, afim de expellir-se os vapores nitrosos e o gaz carbonico ; o con- teúdo da capsula é derramado em um balão afferido em 100 cent. cubs., lava-se a capsula deitando-se no mesmo balão os líquidos da lavagem e completa-se o volume de 100 cents. cubs. Destes 100 cents. cubs. toma-se 50, aosquaesse addi- ciona 5 cents. cubs. da solução de acetato de sodio e acido acético e 5 gottas de cochonilha. Titula-se e cal- cula-se como no phosphoro acido. O resultado exprime a quantidade de phosphoro total existente em 25 cents. cubs. de urina e expressa em P'205. Phosphoro neutro.—E a differença entre o phos- phoro total e o acido. (Sob este titulo, acham-se também comprehendidos, embora impropriamente, compostos phosphorados de funcção acida, como sejam os glycero- phosphatos, etc.) Chloro.—Dosado com uma solução normal decjma de chlorureto de prata. Prepara-se esta solução dissol- vendo-se em pouco mais de um litro de agua 17 a 18 grammas de azotato de prata crystalisado. Para estabelecer-se o titulo, aquece-se 8 a 10 grammas de chlorureto de sodio em um cadinho de platina com tampa até o começo de fusão do sal. Introduz-se o sal ainda quente em um tubo de vidro munido de uma rolha esmerilhada, deixa-se resfriar sob o deseccador, pesa-se exactamente 2 grammas do sal e se as dissolve em 500 cents. cubs. de agua: 25 cents. cubs. desta solução correspondem a 0.1 de chlorureto de sodio. Enche-se uma buretta (amarella de preferencia) com a solução de azotato de prata preparada como acima, mede-se 25 cents. cubs. da solução de chlorureto de sodio que se derrama em um vaso conveniente, junta-se- lhes 3 gottas de uma solução ao decimo de chromato 29 de potássio e vae-se addicionando a solução de prata até o apparecimento de coloração vermelho-rosea persistente. Seja N o numero de cents. cubs. gastos da solução de prata, calcula-se então do seguinte modo: 0.1:5.8 :: 5:x; x é o numero de cents. cubs. da solução de prata que contém a quantidade exacta de azotato deste metal cor- respondente á decima parte de seu peso mollecular. Repete-se a operação e si os resultados são proximos, toma-s'e a media. Subtrahindo-se de 1.000 o numero de cent. cúbicos achado, tem-se a quantidade de agua que se lhe deve juntar para que um litro da solução corresponda ao titulo conveniente. Mede-se esta quantidade de agua, que se deixa cahir em um balão afferido em um litro, e completa-se o volume com a solução de prata. Assim preparada, a solução deve ter um titulo rigoroso, mas é bom certificar-se: para isto pesa-se de novo 0,1 a 0,2 grammas do chlorureto de sodio aquecido, dissolve-se em 25 c. c. de agua, junta-se 3 gottas de chromato de potássio e titula-se como precedentemente; o resul- tado deverá ser egual ou muito proximo da quanti- dade de sal empregado; não o sendo, é indispensável recomeçar. Para dosar-se o chloro na urina, destroe-se previa- mente a matéria organica desta pelo processo que Pribam (Zeitschrifft fur analytische chemie, ix, 428) foi o pri- meiro a indicar. Dissolve-se 5 grammas de permanganato de potássio em um litro de agua e desta solução toma-se 10 a 20 c. c. (segundo a quantidade provável de matéria organica a destruir) que se addiciona 20 c. c. de urina exactamente medidos, e 2 a 3 gottas de acido sulfurico. Leva-se á ebulição durante 1 a 2 minutos, derrama-se o liquido e precipitado formado em um balão afferido em 100 c. c., lava-se o vaso com agua 30 que é reunida ao liquido primitivo. Resfria-se o conteúdo do balão e completa-se o volume de 100 c. e., filtra-se; o liquido filtrado deve ser limpido e claro, ou quasi nada corado. Si assim não for, recomeça-se com maior ou menor porção de permanganato. Toma-se 25 c. c. do liquido filtrado, correspondentes a 5 de urina, junta-se quantidade sufficiente de carbo- nato de cálcio precipitado, perfeitamente livre de chloru- retos, 3 gottas de chromato de potássio e titula-se como precedentemente com a solução normal decima. O numero de cents. cúbicos gastos multiplicados por 0,00585 dá a proporção de chloro, expresso em chloru- reto de sodio, em 5 cents. cúbicos de urina. Uréa.— Dosada por meio do hypobromito de sodio preparado dissolvendo-se em uma mistura de 10 partes (em volume) de soda a 1.33 Be e 10 de agua, 1 de biomo. O ureometro usado foi de Moreigne ou o gazogeno de Esbach, cujos modos de funccionar têm descriptos em monographias que acompanham cada instrumento. Não fiz uso do baroscòpio por serem suas indicações insufficientes. As analyses feitas com o auxilio destes instrumentos nunca me deram resultados idênticos aos que obtinha quando para verificar fazia a reducção do volume por meio do barometro ou por meio de uma solução ammo- niacal de titulo conhecido. Estas differenças eram devi- das á preparação defeituosa dos instrumentos. Preferi usar do processo da comparação que é o se- guinte : A razão desta preferencia foi não dispor ainda o labora- torio da 1 ,a cadeira de clinica medica, de que sou interno, de um barometro: Dissolve-se em um litro d’agua 10 31 grammas, exactamente pesadas,dechlorureto de ammonio chimicamente puro e secco na estufa a 110°. Cada cent. cub. desta solução contem 0, 002624 de azoto. Desta solução toma-se 1 a 2 cent. cubs., exactamente medidos, que se trata no momento pelo hypobromito. Multiplicando-se porO, 002624 o numero de cents. cubs. da solução de chlorureto de ammonio empregado, tem-se o peso do volume de azoto desprendido. Toma-se então um cent. cub. de urina que se trata em outro ureometro pelo hypobromito, faz-se constantemente a leitura dos niveis nos dous ureometros e calcula-se o peso de azoto desprendido no ureometro em que se tratou a urina. Seja N o numero de cent. cub. de azoto no ureometro em que se continha a solução de chlorureto de ammonio, N' os cents. cubs. de gaz do ureometro em que se lançou a urina, P o pezo de azoto correspondente a N, e X o peso do mesmo gaz correspondente a N'; tem-se N: N':: P: x = P' P' é o peso de azoto desprendido por um cent. cub. de urina. Ora 28 de azoto correspondendo a 60 de uréa, tem-se 28 : 60 :: P' : x; sendo P' o peso de azoto calculado e X o peso de uréa correspondente. Pode-se também multiplicar o peso do azoto por 2,1428 para chegár-sc ao mesmo resultado. Tem-se assim o peso de uréa correspondente a 1 c. c. de urina. Não defeccionei nem usei de solução de glucose pelo motivo de que, operando por comparação, os erros eram muito reduzidos, conforme disto me certifiquei directa- mente. (47-52.) Acido uríco:—Usei do processo de Haycraft modi- ficado por Denigés. 32 Traduzo textualmente do auctor a descripção do pro- cesso, tão pratica quanto rapida: (1) «Soluções necessárias d dosagem: —- 1.° Solução A: «Solução argentica-ammoniaco-magnesiana: Em um «balão de um litro deita-se 150 grammas de chlorureto «de ammonio, 100 grammas de chlorureto de magnésio « e enche-se até 3/4 com ammoniaca concentrado. «Fecha-se 0 balão, leva-se tudo ao banho-maria a « 25 ou 30°°, (entre nós é dispensável este aquecimento)» após alguns minutos de agitação e quando os saes estão quasi dissolvidos, acaba-se de enchel-o, até o traço de aferição, com ammoniaco, agita-se ainda e filtra-se. Após resfriamento, mistura-se um volume determinado deste liquido, seja 500 cents., com egual volume de uma solu- ção N/10 de azotato de prata. (2) Esta solução argentica-ammoniaco-magnesianna é, pois, meio decinormal, seja N/20; ella é muito mais estável que as soluções neutras dos saes de prata e con- serva-se muito bem, sobretudo em frascos amarellos ou negros. « 2.a Solução B, de cyanureto de potássio alcalinisa- da. — Em um frasco de mais de um litro, deita-se 16 a 18 grammas de cyanureto de potássio (tão puro quanto possivel) e meio litro deagoa; após dissolução, junta-se ainda 550 a 600 cents. cubs. de agoa e 10 c. c. de lixivia de soda; agita-se e filtra-se. «Procede-se então á titulação do liquido obtido, deitanclo em um vaso da Bohemia 10 c. c. (do liquido de cyanureto) com 100 c. c. de agoa, de 10 c. c. de ( i ) Denigés, Chimie analytiqué. (2) Veja dosagem do chloro. 33 ammoniaco, (1)10 gottas de iodureto de potássio e 20 % derramando (de uma buretta) azotato de prata N/10 até opalecencia persistente, seja t cents'. cubs. «Esta quantidade t será constantemente superior a 10 cents. cúbicos, si o cyanureto empregado for síiffi- cientemente puro. A differença (t—10) indica a quanti- dade de agoa que será necessário juntar a cada 10 cents. cubs. do liquido cyanurado para tornal-o equivalente ao azotato de prata, isto é, N/10 em relação a este reactivo. » « Na pratica, a um litro de solução cyanurada de titulo t juntar-se-á 100 vezes (t—10 cents. cubs. de agoa) para dar-lhe 0 titulo conveniente.» Este titulo será veiificado de 15 em 15 dias. « 3o Sol. C; iodureto de potássio alcalino—Sua pre- paração foi dada em nota. 4o Sol. D—asotato de prata N/10=» Acha-se sua preparação no paragrapho referente á dosagem do chloro. *«Manual operatorio. — Deita-se em um vaso de 180 cent. c. mais ou menos, 25 cent. c. do liquido A e junta-se agitando-se, 100 cent. c. de urina. Agita-se ainda e se lança a mistura sobre um filtro com dobras de 20a 25 cents. de diâmetro; a filtração é muito rapida e dura apenas alguns minutos. Toma-se 100 cents. cubs. do filtrato, correspondentes a 80 cent. c. de urina, dei- ta-se em um vaso de saturação com 10 cent. c. da solução B, X gottas de C, e, com uma buretta; derrama-se o liquido D, até turvação persistente. Seja q a quantidade de solução argentica derramada para obter-se esta turvação. E’ facil ver-se sabendo-se ( i ) Iodureto de potássio ... 20 grammas Ammoniaco 2 grammas Agoa q. b. para 100 grammas O ammoniaco favorece a conservação. 34 que cada cent. cubico da solução corresponde a 0gr,0168 de acido urico, que a quantidade total de compostos xantho-uricos existentes em um litro de urina e expres- sa em acido urico será: q X 0,0168 X 1000 = q X 0,21 80 « Bastará, portanto, para ter a dose dos compostos xantho-uricos por litro, multiplicar por 0,21 o numero de cent. cúbicos de azotato de prata N/10, empregado para ter uma turvação persistente em 100 cent. c. do filtrato». Azoto total. — 10 cents. cubs. de urina são tratados em um balão de 400 a 500 cent. c. de capacidade por 10 cents. c. de acido sulfurico e 5 cents. c. de uma solução ao decimo de oxalato neutro de potássio; aquece-se até que a mistura, que ennegrece (1) no começo da operação, fique completamente clara. Afim de impedir-se as perdas, cobre-se o balão com um funil, desde que toda a agua esteja evaporada, o que se conhece por ausência de cre- pitação quando cae no liquido alguma gotta de vapores condensados. Regula-se a chamma de modo que a temperatura esteja muito próxima do ponto de ebulição do acido sulfurico; mas, sem todavia attingil-o. Nestas condições, os vapores de acido sulfurico condensam-se nas paredes do balão, sem delle sahirem. Finda a operação, o que se conhece, como já foi dito, poi estar o liquido perfeitamente claro, ainda devem nelle ficar pelo menos 2 cent. c. do seu conteúdo primitivo. (i ) Si houver grande formação de espuma junta-se i cent. c. de álcool que faz desapparecer. 35 Deixa-se esfriar, e, com uma solução de soda caustica, bem livre de acido carbonico, neutralisa-se o excesso de acido. Esta parte da operação deve ser conduzida com muito cuidado afim de evitar-se qualquer perda de azoto. O melhor processo é começar a neutralisação com 20 cent. c. de uma solução de soda muito diluida (10 centig. da solução 36° R'r' para 100 de agua) e terminal-a com a solução a 36°Bf>. Reconhece-se o fim da operação, addicionando ao liquido que se acha no balão 2 gottas de coralina ou de tintura de cochonilha. Desde que a mudança de coloração se produza indi- cando ter-se attingido á neutralisação, junta-se duas gottas de acido sulfurico afim de acidular a mistura e evitar as perdas. Durante todo o tempo que durar a neutralisação dever-se-á manter o balão em uma corrente de agua fria, agitando-se constantemente, e só se fazendo novas addições de lixivia quando o balão aquecido pelas primeiras estiver completamente resfriado. Desde que se tenha terminado a neutralisação e acidu- lado o liquido, derrama-se este em um balão aferido em 100 cent. c. que é lavado com alguns cents. cúbicos de agua; junta-se as aguas de lavagem ao liquido primi- tivo, completa-se o volume e agita-se. Delle toma-se 10 cents. cúbicos que se introduz em um ureometro, e trata-se pelo hypobromito como se tratasse de dozar a uréa. Compara-se o volume de azoto desprendido por estes 10 cents. cúbicos com o proveniente de um numero conhecido de cents. cúbicos da solução ammoniacal que serve para a dozagem da urea, e cal- cula-se o volume de azoto correspondente. - Nestas condições, determina-se o azoto total contido em 1 cent. cubico de urina. 36 Asoto da uréa.—Obtem-se multiplicando por 0,002624 0 peso de uréa achado. Azoto do acido nrico. — Obtem-se multiplicando 0,002624 o peso de acido urico. Azoto extractivo.— Obtem-se subtraindo do peso de azoto total a somma do azoto da urea com 0 azoto do acido urico. Carbono total. — Doza-se este elemento em estado de anhydrido carbonico. Para este fim, trata-se em um balão 10 cent. c. de urina por uma mistura oxydante de acido chromico e acido sulfurico, e, depois de purificado 0 gaz desprendido, é elle absorvido pela cal sodada e pezada. Monta-se o apparelho do modo seguinte: A um balão de mais ou menos 150 cent. c. de capacidade adapta-se uma rolha de borracha munida de dous furos. Por um destes furos passa-se uma das extremidades de um refrigerante de Allihn, fixado verticalmente por um sustentador; afim de impedir que distille agoa pelo outro furo se atravessa um tubo de vidro munido de uma torneira; o ramo deste tubo que fica no interior do balão não deverá distar do fundo deste mais de um centimetro; á extremidade superior adapta-se um funil. Communica o refrigente, por meio de um tubo de vidro, com um tubo em U que contem uma solução de iodo no iodureto de potássio. (1) Este reactivo serve para reter o gaz sulfuroso. A este tubo une-se um analogo, qud contem solução de azotato de prata acidificada por algumas gottas de acido azotico; neste tubo fica retido o acido chlorhy- (i) Iodo xo grammas Iodureto de potássio 20 grammas Agoa 100 grammas 37 drico desprendido pela acção do acido sulfurico sobre os chloruretos da urina. Une-se ao tubo que contem o azotato de prata um terceiro tubo em U, de proporções maiores, cheio até 2/3, de chlorureto de cálcio secco e granulado, afim de reter a humidade. Communica-se com este ultimo um tubo de analyses organicas, envolto em tela de ferro, com 30 centimetros de comprimento contendo na sua parte anterior 10 cents. de .extensão de chromato de chumbo, e em seguida 15 cents. de bioxydo de cobre granulado. Serve o bioxydo de chumbo para reter as menores porções de anhydrido sulfuroso que por accaso tenham escapado á absorpção da solução de iodo; quanto ao bioxydo de cobre, sua funcção é transformar em anhy- drido carbonico pequenas porções de carbono que se desprendem sob a forma de oxydo de carbono. Este tubo é aquecido ao rubro durante toda a operação. Seguem-lhe dous tubos em U: o primeiro, maior, contendo chloru- reto de cálcio, o segundo, menor, com acido sulfurico concentrado; nelles fica toda a humidade. Finalmente, um ultimo tubo em U, que contem até 2/3 de sua altura cal sodada granulada, e um tubo de Schmitz tendo no primeiro ramo cal sodada e no opposto acido sulfurico concentrado. Nestes dous últimos tubos ficá retido o anhydrido carbonico formado. Para effectuar-se uma dosagem, pesa-se os tubos que contêm a cal sodada, deita-se no balão, em que se oxyda o carbono da urina, 10 c. c. desta com 10 a 15 grs. de acido chromico crystallisado; adapta-se o balão á rolha correspondente, se aquece ao rubro, derrama-se pelo funil 30 grs. de acido sulfurico concentrado, de modo que no momento em que se fecha a torneira de communicação ainda fique uma pequena porção de 38 acido acima delia, faz-se passar uma pequena corrente de agoa pelo refrigerante. Colloca-se sob o balão um pequeno bico de Bunsen regularisando-se a chamma de modo a não passar pelo primeiro tubo em U mais que 2 a 3 bolhas de gaz por segundo. Desde que 0 despren- dimento gazoso cesse, substitue-se o funil do balão por um tubo de borracha que 0 une a um tubo em U con- tendo cal sodada. Esta precaução é indispensável, por- quanto, existindo gaz carbonico na athmosphera, este irá falsear os resultados. A’ extremidade livre do tubo de Schmitz adapta-se um tubo de borracha que possa communicar com um frasco tubulado, inferiormente, de dez litros de capaci- dade. Por esta ultima tubulação passa-se uma rolha de vidro á cuja extremidade fixa-se um tubo de borracha de 1,20 a 1,50 metros. A luz deste tubo deverá ser diminuida á vontade por meio de uma pinça de pressão. Enche-se 0 frasco com agoa, deixa-se esta correr de modo a encher 0 tubo de borracha e aperta-se a pinça. Estabelece-se a communicação entre 0 tubo de Schmitz e 0 frasco, (1) abre-se a pinça, formando-se assim pequeno vasio no apparelho. Abre-se a torneira do tubo do balão de reacção, e a pinça do frasco aspirador, de modo a só passar 3 bolhas de gaz por minuto. Quando toda a agoa se tem escoado, fecha-se as torneiras de gaz, destaca-se os tubos com cal sodada, deixa-se durante 15 a 20 minutos, afim de que elles se resfriem (2) pesa-se, subtrahe-se deste peso (i ) O frasco deverá estar a i metro acima do vaso destinado a conter a agoa de escoamento e já conter um pouco de agoa na qual mergulhará a extremidade inferior do tubo de borracha. (2) A absorpção de Co2 pela cal sodada desprende calor. 39 o peso dos tubos antes da operação e a differeriça, multi- plicada por 0,2727, dá a proporção de carbono contido em 10 centigs. de urina. Esta determinação é bastante delicada, e a operação, quando bem conduzida, deve durar pelo menos 2 horas. Determinação do grão cryoscopico: — Empreguei o dispositivo de Claude et Balthasard. Compõe-se elle de um vaso cylindrico de 12 cents. de altura sobre 8 de largura ao orifício do qual acha-se ada- ptada uma tampa de metal, a qual é perfurada em seu centro para dar passagem a um tubo fechado em uma das suas extremidades. Fixa-se no interior deste tubo um segundo, de dimen- sões menores, destinado a conter o liquido que se quer congelar, o qual deverá occupar volume tal, que a cuba do thermometro cryoscopico tique' completamente immer- gido, mas sem todavia ser notavelmente ultrapassada. No espaço annullar que fica entre os dous tubos dei- ta-se quantidade sufficiente de álcool absoluto para que sua superfície livre fique 5 millimetros abaixo do nivel do liquido a congelar, quando a cuba do thermometro está immersa. Enche-se o vaso cylindrico, que sustenta os mais, até 2/3 de sua capacidade com ether sulfurico. Ha na tampa metallica acima referida tres tubos do mesmo metal; um delles serve para a introducção cio ether, o segundo, que vae até o fundo do vaso exterior terminando-se por um circulo com orifícios, une-se a um vaso deseccador con- tendo acido sulfurico, (empreguei, porém, de preferencia o chlorureto de cálcio secco e granulado) o terceiro liga-se a uma possante trompa de aspiração. Preparado desta sorte o dispositivo, colloca-se o thermometro fixan- do-o a um sustentador, abre-se a trompa e, por meio de uma pequena espiral de platina, agita-se constantemente 40 o liquido afim de manter a temperatura homogenea. O thermometro baixa, e, quando vae se approximando do fim da escala, lança-se sobre o liquido que se procura congelar um pequeno fragmento de gêlo. ímmediatamente sobe a columna thermometrica e pára em um certo ponto, no qual se mantém estacionaria durante alguns minutos. Faz-se a leitura da divisão correspondente e depois de feita a indispensável correcção, si por acaso o zero do thermometro não corresponder á temperatura da conge- lação da agoa, representa este algarismo o gráo da tem- peratura de congelação da urina. Vem a pello lembrar aqui que simplesmente com a technica acima exposta, nunca obtive resultados, nem consegui fazer, ao menos, com que a temperatura descesse a 2 ou 3 gráos acima de zero. Só depois do conselho de meu sabio amigo e mestre, pela sua competência no assumpto, o Dr. Alfredo Andrade, que me ensinou a resfriar previamente o ether com um pouco de gelo, colhi resultados. Em 5 a 6 minutos conseguia fazer a determinação do ponto de congelação da urina. E indispensável verificar-se a exactidão do thermo- metro; para isto introduz-se a cuba thermometrica em um pouco de gelo pilado contido num vaso perfurado inferiormente. A columna thermometrica baixa e no ponto em que estacionar será o zero do thermometro. Repete-se mais uma vez a experiencia afim de certifi- car-se si por acaso não teria havido alguma causa de erro em virtude de falta de contiguidade entre a cuba themor- metrica e o gelo circumvisinho, ou em virtude de agoa de fusão do mesmo, que acaso não se tenha escoado. Supponha-se que a columna parou em 0,12; em todas as observações se deverá subtrahir do gráo achado 0,12 de gráo. Si a temperatura for superior a zero somma-se. 41 As médias que se seguem referem-se ás analyses cujos resultados apresento em dous quadros, um para os indivíduos do sexo masculino e outro para os do sexo feminino. Na apresentação dos resultados, os volumes das urinas emittidas são expressos em centímetros cúbicos, os algarismos referentes ás proporções dos diversos elementos exprimem grammas e suas fracções. Para facillitar a leitura, multipliquei por 100 todos os algarismos a que se referem ao kilogramma de albu- mina fixa, bastando dividil-os por aquelle numero para se os ter na sua proporção real. As relações urologicas referem-se á media das pro- porções por kilogramma de albumina fixa. Não determinei estas relações referindo-se ás medias absolutas em relação a cada sexo porque devendo ser o kilogramma de albumina fixa o ponto de reparo para se ajuizar da normalidade ou anormalidade de uma urina tornava-se inútil gastar tempo e trabalho sem grande proveito. Alem de que será facil a qualquer, querendo estabelecel-as. De accordo com o exposto, a composição media da urina normal na Bahia, observando-se o regímen citado, é a seguinte: 42 Médias da eliminação urinarias em indivíduos sujeitos ao regimen exposto á pagina 12 EM 24 HOMENS HORAS MULHERES 55 0/2 cid ao 0 'CJ XI ■_L >< C<2 ||° Côr. . . . .. citriva citriva pallida Aspecto limpido limpido Consistência fluida fluida Reacção acida acida Cheiro sui generis sui generis Densidade a -|- 15o centgs. 1,02569 1,01703 Grão de congelação . — 1,72 — 1,607 Volume I44i,7 13 28,6 1 7,0922 Extracto secco .... 54,563 50,6088 0,6570 Residuo mineral .... U,37i i5,i983 0,1919 Matérias organicas . 40,192 3 5,4093 0,4909 Acidez (em P04H3) . - 2P755 — Phosphoro acido (em P-O5). 2,8768 2,7070 0,0363 Phosphoro neutro. 1,0897 0,3596 0,0083 Phosphoro total .... 3,9365 3,0666 0,0450 Enxolre acido 0,8064 0,8139 0,0102 Enxofre mineral .... 0,6912 0,6837 0,0082 Enxofre conjugado . 0,1 r 52 0,1292 0,0020 Enxofre neutro . o,iui8 o,i 660 0,0026 Enxofre total 0,9918 o,9799 0,0128 Chloro (em Na Cl) . 8,4197 8,3803 O.IOpi Uréa 26,4450 • 26,6772 0,3450 Acido urico 0,7523 0,7037 0,0096 Azoto da uréa .... 12,3333 12,4316 0,1607 Azoto do acido urico. 0,2548 0.2383 0,0030 Azoto extractivo .... 2,0463 1,8389 0,0268 Azoto total 14,6344 14,5088 0,1903 Carbono da uréa .... 5,2890 5,33 5 4 O.O716 Carbono do acido urico . 0,2685 0.2512 0,0034 Carbono extractivo . 1,5987 2,7811 0,0282 Carbono total 7,1562 8,3677 O.IOOS Total das moléculas elabo- radas 174,603 146,267 2,21 3 Total das moléculas excre- tadas 247,962 213,507 2,870 43 RELAÇÕES U RO LOGIC AS % _ , . Az ureico Relacao azotunca . . . . ———=84,3o9 ’ Az. total Az extractivo . , „ » extractiva . . . . —=14,068 Az. total Acido urico » ufica — —= 2,6/7 Urea » u rei ca — . rea—t = 70,288 Matérias orgamcas . . . ,. Residuo mineral » de desrmneralisaçao =28,8/3 hxtracto secco i , • Acido phosphorico , _ _ _ . > phospho-ureica . —— =10,521 Urea ,_ . Enxofre acido » sulfo-ureica. . . . - —= 2,965 Urea i , , , Acido phosphorico » ph osph o-Rulph uri ca F7—L= = 35, 088 Enxolre acido , ,. . „ Enxofre sulfo-conjugado » dasulfo-conjugaçao r,—?—=19, /05 ’ Enxotre acido , , . Enxolre neutro » sulphunca . . . . : , - =20 312 hnxoíre total , , . Phosphoro neutro » phosphonca . . . —= r ; =18,135 Phosphoro totai , „ , Enxofre total » sulfo-phosphorica . pp r -—=28,070 r r Phosphoro total Carbono total » azoto-carbono totaes——: =52,9 Azoto total Analyses de urinas de indivíduos do sexo masculino submettidos ao regimen exposto a pagina 12 NUMEROS DAS ANALYSES 1 £2 Í3 5 G rr 8 £3 1 O 1 1 X 2 1 3 X <4 1 5 1 6 x r? Edade 19 annos 17 annos 21 annos 18 annos 16 annos 17 annos 24 annos 24 annos 21 annos 25 annos 21 annos 19 annos 19 annos 28 annos 23 annos 39 annos 40 annos Complexão forte forte um pouco forte forte forte média média muito forte média média média fraca fraca muito forte média média média Musculatura forte forte forte forte forte média média muito forie forte fraca média fraca fraca muito forte média forte média Pezo 61 kilogs. 5 5 kilogs. 69 kilogs. 64 kilogs. 65,5 58 kilog. 58 kilog. 55,5 70 kilogs. 43 kilog. 56 kilogs. 56 kilog. 54 kilogs. 65 kilogs 56 kilog. 60,5 52 kilogs. Estatura (em decimetro). 18,0 16,0 17,0 17,0 18,0 17,6 16,9 15,7 18,5 15,7 17,1 17,3 10,0 17,3 16,7 16,8 16,5 Segmento real 3.3 3,4 4,0 3,7 3,6 3,4 3,4 3,4 3,9 2,8 3,2 3,2 3,2 3,4 5,3 3,i 3, ‘ Albumina do segmento . . . 488,4 kilogs. 53 2,2 592 547 532 603 603 493 585 414 473 473 463 505 503 645 558 Albumina total .... 8791 kls. 8051 kilogs. 9564 92 99 5576 10241 6648 7740 10822 65os 8098 3459 787.1 8551 8400 7662 9220 Densidade a + 15°c • • 1,0202 1,021 5 1,0182 1,0207 1,02 77 1,0237 1,0227 1.0167 1,0280 1,0142 1,0268 1,0143 1,0158 1,0237 1,0260 1,01 72 1,0194 vi cs V5 cS ■*< fO VJ cS 3 v: cS cS VJ cS 2 V2 CS CS v: cS cS cS cz V- cS O -CS Jp g O o"5 O -ca o”5 *2 õ « S*1 «5 õ EP 2 Js O* 0 T g O .2 O b-s p- J c-"* 2 -= ® ® JP g -1 o"* rc: .E c? j§* 2 0 cs jg == r>.'l S— 5 O s— O ® AM j J «VI |l Cv» 0 <M 0 :£* fi- C« <M =9 C— "75 — CS s J O — co ovi o =2 — cS -5v* — ”êc 0 :£* — íC «v» O? “O ■s a. 0 — -S Cm V -s -s -Sí Volume I IOO c. c. 12,5 900 c. c. 11,17 11,50 I 2,0232 1000 c. c. 10,7538 800 c. c. 14,38 700 c. c. 6,836 600 c. c. 9,02 5 1400 c. c. 18,0807 900 c. c. 8,316 1400 c. c. 21,522 750 c. c. 9,262 1250 c. c. 36,209 1250 c. c. 16,000 I 100 c. c. 12,864 7,20 8,577 1400 c. c. 18,272 1,850 20,303 Extracto secco .... 52,266 0,5942 67,066 0,8080 54.270 0,5677 56,667 0,6094 56,7866 1,0184 43,3662 0,4234 50,000 0,7220 59,932 0,6451 67,32 0,6220 58,37° 0,0741 49,993 0,6198 48,1875 1,323 50,187 50,6376 71,005 0,8303 50,929 0,6301 60,2033 0,0788 50,893 0,0552 Residuo mineral .... 14,568 0,1657 14,632 0,1717 16,923 0,1769 17,239 0,1854 15,9280 0,2850 13,9970 0,1368 10,543 0,1585 16,290 0,2103 — 19,285 0,2965 14,270 0,1788 10,3090 0,3009» — — 18,993 0,2222 12,291 0,1463 20,037 0,2615 ‘5,‘25 0,1640 Matérias organicas 38,698 0,4401 49,434 0,6141 37-347 0,3905 39,428 0,4198 40,8586 0,7330 29,3652 0,2867 39,4 57 o,5943 33,642 o,4347 — — 39,085 0,6009 3 5,62 3 0,4398 J7.7SSS 1,0947 — — 52,012 38,538 0,4588 40,1663 0,5242 3 5,768 0,3878 Acidez (em P04 Ha) . 1,40 0,0171 2,573 0,03 19 C3253 0,0138 2,200 0,0263 2,9372 0,0528 Phosphoro acido (em P- o°) 2,8764 0,0327 2,6133 0,0324 i,9492 0,0204 2,1 360 0,0229 2,9593 0,0530 1,5300 0,0149 2,136 0,0321 2,Soo 0,3618 2,196 0,0202 2,966 0,0460 2,845 0,03 51 3,52 5 0,0962 3,325 0,0422 4,136 0,6082 2,632 0,03 13 4,508 0,0589 3,927 0,0425 Phosphoro neutro. 0,6480 0,0073 0,1580 0,0019 0,2758 0,0028 0,4592 0,0049 0,3692 0,0066 0,7235 0,0070 0,296 0,0044 1,064 0,0139 0,892 0,0082 0,472 0,0072 o,357 O.OOi I — — 0,293 0,0034 0,873 0,0104 o,397 0,0051 0,550 0,0059 Phosphoro total 3,5244 0,0400 2,8713 0,0356 2,5250 0,0243 2,5952 0,0317 3,3285 0,0597 2,253 5 0,0220 2,432 0,0365 3,864 0,0499 3,088 0,0285 3,468 0,0533 3,182 0,0392 — — 4,329 0,0506 3,505 0,0417 4,805 0,0627 4,277 0,0485 Enxofre acido 0,8062 0,0091 0,9404 0,0116 0,8113 0,0084 0,6305 0,0067 0,7268 0,0130 0,5621 0,0055 0,4449 0,0069 0,9524 0,0121 0,9722 0,0088 0,999 0,0153 0,0583 0,01 18 0,6660 0,0191 0,6335 0,0083 1,2092 0,0157 0,8242 0,0098 0,5837 0,0076 0,9201 0,0099 Enxofre mineral 0,7045 0,0080 0,9251 0,0114 0,7411 0,0077 0,5685 0,0061 0,4864 0,0047 0,4004 0,0040 0,7724 0,0099 — — 0,896 0,0138 0,8355 0,0103 0,5760 0,0166 0,5334 0,0070 0,9875 0,0114 0,6910 0,0082 0,4902 0,0064 0,7962 0,0086 Enxofre conjugado. . 0,1027 0,0011 0,0153 0,0017 0,0692 0,0007 0,0620 0,0000 °,°757 0,0007 0,0445 0,0008 0,1800 0,0022 — — 0,103 0,0158 0,1230 0,0015 O4I9OO 0,0026 0,0999 0,0012 0,1217 0,0014 0,1432 0,0017 0,093 5 0,0012 0,1235 0,0013 Enxofre neutro 0,1582 0,0018 0,1468 0,0016 0,123 5 0,0013 0,2107 0,0022 0,1492 0,0027 0,1147 0,0011 0,0903 0,0013 0,2000 0,0024 0,21 l8 0,0020 0,2073 0,0032 03,3417 0,0042 0,4599 0,0133 0,1253 0,0016 0,2393 0,0028 0,1952 0,0026 0,2301 0,0025 Enxofre total 0,9644 0,0109 1,0872 0,0135 0,8646 0,0080 0,8412 0,0090 0,8760 0,0016 0,6768 0,0066 0,5682 0,0086 1.1524 0,0148 1,1840 0,0109 1,2063 0,0185 1,3000 0,0160 1,1251 0,0325 0,7598 0,0097 1,4485 0,0181 0,7689 0,0103 1,1502 0,0125 Chloro (em Na Cl) . 8,5341 0,0978 8,43 5 0,1048 9,394 0,0928 9,142 0,0983 7,7807 0,1398 6,3973 0,0624 5,0997 0,0767 8,3398 0,1080 7,0015 0,0647 10,1556 0,1561 8,070 0,0996 5,5775 0,1613 5,5775 0,708 10,5094 0,1228 6,752 0,0800 ‘2.93 3 0,1700 8,623 0,0968 L rea 25,93 0,291 5 26,370 0,3275 24,230 0,2533 30,42 0,3 164 52,024 0,0574 20,668 0.2018 17-45 0,2625 32,84 0,437° 2 5,0 0,2310 26,134 0,4018 27,699 0,3421 27,00 0,8001 27,00 o,343 34,507 0,403 5 25,863 0,308 22,54 0,2941 23,7 0,2570 Acido urico 0,9933 0,0112 0,861 0,0106 0,854 0,0089 0,945 0,0100 0,588 0,0105 0,441 0,0043 o,5 544 0,894 1,211 0,0132 0,504 0,0046 0,4704 0,0072 o,53 5 5 0,0066 0,3675 0,0010 0,3675 0,0467 0,7854 0,0091 0,933 0,01 1 1 0,666 0,0087 0,822 0,0089 Azoto total 137597 13,699 — 15,2728 16,1163 11,6392 10,6853 16,3053 18,1865 .14,723 15,000 13,53° ‘4,035 16,922 — — 15,000 Carbono total 7,950 6,950 9,360 7,090 6,930 6,799 7,360 9,237 9,093 7,280 7,334 7,038 7,039 9,01 6,00 6,205 6,993 Gráo crvoscopico .... • — — 1,91 — ,67 — i,45 — 1,30 -2.18 2 I 2 ~ 1,21 — .90 — 1,06 — 1,24 — 1,02 Todos os algarismos referentes á albumina fixa, foram multiplicados por ioo. Analyses de urinas de indivíduos do sexo feminino submettidos ao regimen exposto á pagina 12 NUMEROS DAS ANALYSES X 2 Í3 G r? & 9 1 0 1 1 Correcção - Correcção Correcção Correcção Correcção Correcção Correcção Correcção Correcção Correcção Correcção Edade 39 annos 17 annos 0,765 28 annos 0,984 17 annos 0,976 29 annos 0,992 29 annos 0,992 33 annos 17 annos 0,796 42 annos 24 annos 0,938 25 annos o,953 Complexão média 1.00 média 1,00 íorte 1,08 forte 1,08 p. forte 1,04 forte 1,08 forte 1,08 média 1,00 forte 1,08 média 1,00 fraca 0.93 Musculatura média 1.00 média 1,00 média 1,00 média 1,00 ump. fra. 0,87 média 1,00 forte 1,36 fraca 0,87 média 1,00 média 1,00 média 1,00 Peso 70 kilogs. 44 kilogs. 62 kilogs. 60 kilogs. 50 kilogs. 60 kilogs. 72 kilogs. 42 kilogs. 75 kilogs. 53 kilogs. 43 kilogs. Estatura (em decimetros) 15,2 15,0 15,4 16,4 15,8 1 5)8 16,4 16,4 16,0 16,0 15,7 Correcção para o sexo. . 0,961 0,947 0,953 0,970 0-946 0,947 o,953 0,947 0,946 0,946 1,013 Segmento real. 4,42 2,30 3,«3 4,65 2,93 3.50 4,0 2,74 4,00 3,12 2 12 Albumina do segmento . 654,16 340,4 566,84 688,2 43 3 >64 518,100 592,00 405,52 592,00 461,76 313,76 Albumina total .... 9,943 >2 • 5106,0 8729,3 11286,4 6851,5 7666,4 5706,8 66ço,'; 10064,0 73 88,i 4926,0 Densidade a-f- i5°c . 1,0197 1,0188 1,0102 1,0216 1,0177 1,0149 1,0155 1,0172 1,0247 1,0139 1,0132 fS ca cS cS ca rt cá <a C/2 ct 9 cs: C/3 ca C*3 er C/3 ca ca cT5 -= o"5 5 -J g5 2 O _rj 0 0 = O src ca 0 2 O Cr» c« JE 5 O Cr: t- -S JP« S-c o"5 2 0 O5 «s s— 0 :£“ CU ca CVI «v'l <M —~ “êã <M ~êã <M íu. "cr 3 t- 2 3 Cu ?c «VI 0 zE* «M —- «M 0 zEi GM í— '■ã CP CP ■0 " 0 -cr CP "C -3 CP - O CP Volume 800 c. c. 8,04 1000 c. c. 19,580 2000 C. C. 22,911 910 c. c. 8,04 950 c. c. 13,86 1700 c. c. 0,2217 1650 c. c. 16,99 1 500 c. c. 22,70 1200 C. C. 4,92 1500 c. c. 20,30 1400 c. e. 28,42 Extracto secco 42,373 0,42 80,893 1,5842 44,120 0,5055 40,7680 0,3700 53,200 0,7782 60,520 0,8186 58,9599 0,6007 45,790 0,7035 67,7333 0,6730 53,900 0,7299 48,44 0,9833 Residuo mineral .... 11,5362 0,1221 11,730 0,2297 15,020 • 0,1720 — — 12,704 0,1854 17.017 0,2219 17,094 0,1761 — 20,66 0,2052 12,835 0,1750 12,99 0,2653 Matérias organicas . 30,8368 0,3111 69,163 1,3546 29,100 0,3332 — — 40,496 o,5S9! 43.503 0,5674 41,8659 0,4166 — — 47,0733 0,4777 41,065 0,5558 35-45 0,7194 Acidez (em P04H3) . 3,586 0,0361 1,630 0,0319 2,231 0,0265 1,617 0,0143 1,403 0,124 1,346 0,0189 !,792 0,0184 1,990 0,0299 3,778 0,3754 2,137 0,0290 2,421 0,0490 Phosphoro acido (em P20°). 3,7949 0,0385 2,1 502 0,0421 3,389! 0,0388 2.9579 0,0262 2,2997 °,°33 5 2,4450 0,0317 3,2292 0,0333 1,8598 0,0279 0,231 0,0023 2,076 0,0280 • — 0,0608 Phosphoro neutro (em P20,>) 0,1750 0,0017 0,2896 0,0056 0,1147 0,0013 0,0982 0,0009 0,0927 0,0013 0,5852 0,0076 0,5668 0,0054 0,1402 0,0021 4,009 0,0049 0,233 0,0031 2,906 0,0020 Phosphoro total (em P2Oõ). 3,9699 0,0399 2,4398 0,0477 3,4038 0,0389 3,0561 0,0270 2,3924 0,0487 3,0302 0,039 3,7960 0,0301 2,0000 0,0300 4,240 0,042 2,309 0,0326 0,100 0,0608 Enxofre acido 0,7169 0,0072 0,6991 0,0136 0,7280 0,0083 0,8363 0,0073 0,6999 0,0102 0,8572 0,0111 0,83 52 0,0085 0,9900 0,0149 0,6171 0,0061 0,9739 0.0132 3,096 0,0202 Elnxofre mineral . 0,7056 0,0071 0,6890 0,0134 0,6278 0,0071 0,7448 0,006 5 — — 0,7111 0,0092 0,7115 0,0072 — — o,4i39 0,0041 0,7618 0,01 3 1 1,0000 0,0163 Enxoíre conjugado 0,0113 0,0001 0,0101 0,0002 0,1002 0,0011 0,0915 0,0008 — — 0,1461 0,0017 0,1237 0,0012 — — 0,2032 0,0020 0,212 1 0,0063 0,8078 0,0040 Enxofre neutro 0,1038 0,0010 0,1015 0,0019 0,1757 0,0020 — — 0,1201 0,0018 0,1886 0,0024 0,1203 0,0011 0,2103 3,0003 0 1921 0,0018 0,2782 0.0037 0,1932 0,0066 Enxofre total 0,8207 0,0084 0,8005 0,0157 0,9037 0,0103 — — 0,8200 0,0119 1,0468 0,0149 0,8318 0,0086 1,2003 0,0165 0,8002 0.0080 1 ,2521 0,0170 0,3129 0,0274 Chloro (em Na Cl) . 7,9538 0,0799 8,0997 0,1536 10,5632 0,1206 5,572 0,0494 6,572 0,0959 7,9611 0,1038 10,268 0,1057 8,4995 0,1278 9,308 0,0924 7,001 5 0,0947 1,3129 0,1722 Urea 18,0 0,1809 i9,5 0,3819 20,1 0,2303 31 >6 0,2799 28,97 0,4226 36,087 0,4707 31,35 0,3229 l8,I 5 0,2727 3 5,72 o,3 549 2 5,000 0,3 518 8,4852 0,5475 Acido urico 0,462 0,0046 0,693 o,oi3 5 0,924 0,0106 0,903 0,0080 o,73 5 0,0107 0,561 0,0073 0,909 0,0093 0,882 0,0114 o,53 5 0.0053 0,5040 0,0068 26,972 0,0171 Azoto total 10,099 0,1015 10,407 0,2038 12,0270 0,1376 17,9932 0,1594 17,003 0,2481 18,1291 0,23 52 15,1356 °>i 559 9,475 0,1424 18,0109 0,1789 I4093 0,1894 1 5,0250 0,3050 Carbono total 5,9209 0,0597 6,572 0,1287 7,7481 0,0087 8,6994 0,0770 8,9227 0,1302 10,9789 0,1432 10,9789 0,1131 5,999 0,0902 9,9192 0,0985 8,8l6l 0,1193 7,4891 0,1520 Grão cryoscopico. • — — 1,94 — ,60 —1,42 —1,41 — ,38 — 2 22 — ,48 — 1,41 Todos os algarismos referentes á albumina lixa, foram multiplicados por ioo. PROPOSIÇOES PROPOSIGOES Ò Anatomia dcscripliva I A columna vertebral é formada de peças ósseas que se chamam vertebras. II N’ella estuda-se 3 regiões: lombar, dorsal e cervical. III A primeira vertebra chama-se atlas. Anatomia Medico Cirúrgica i Os ferimentos do couro cabelludo provocam abundante hemorragia. II A razão d’isto está na disposição especial dos vasos desta região. III O meio mais efficaz para sustar estas hemorragias é a compressão. 52 Histologia i O revestimento da bexiga é formado por cellulas epitheliaes. II Elias caem expontaneamente e são levadas pela urina para o^exterior do organismo. III São fáceis de serem diagnosticadas nos sedimentos urinários. Bacteriologia I Para que se possa assegurar com inteira certeza a natureza de um germen, é indispensável fechar-se o cyclo experimental: cultura, preparação microscópica e inoculação. II A preparação microscópica só por si não tem valor, por quanto ha muitos germens que se parecem entre si, e outros que são polymorphos. III A inoculação experimental de culturas puras é o meio mais preciso para este diagnostico. 53 Analomia c physiologia pathologicas i As inflammações dos rins chamam-se nephrites. II Elias podem ser occasionadas por hetero-intoxicação ou por auto-intoxicação. III As nephrites provocam o apparecimento de albumina nas urinas. Pliysiologia i A urina é um liquido de excreção. II % Os princípios nella dissolvidos provêm do sangue. III Dentre as theorias que explicam a formação da urina, a de Koranyi é a mais moderna. Therapentica I A morphina em dose elevada é um toxico violento. 54 ii Seus effeitos em dose therapeutica são hypnoticos e calmantes. III Entretanto, individuos ha nos quaes em vez destes phenomenos produz ella a excitação. Hygiene i A strychnina.é ás vezes, fraudulentamente, empregada para dar o amargo ás cervejas. II Esta practica é terminantemente reprovada pela hygiene. III Para pesquizal-a o melhor methodo é o de Stas. Medicina Legal e Toxicologia I Um dos assumptos mais difficeis da toxicologia é a pesquiza dos alcaloides vegetaes nos casos suspeitos de envenenamento. • 55 ii Não só estes alcaloides se transformam durante a putrefacção cadavérica, mas também durante esta mesma putrefacção formam-se ptomainas que simulam as reac- ções dos alcaloides. III A experimentação physiologica tem ainda menos valor que a pesquiza chimica para a differenciação delles. Pathologia Cinmjica i As mucosas são o ponto de eleição para a localisação do gonococcus. II Dentre estas, a mais commummente insultada por este germen é a uretrai. III A urina dos gonococcicos em periodo agudo dá sempre a reacção da albumina. Operações e apparclhos I A heniostase pode ser feita por processos vários. 56 ii Para os grandes vasos o melhor processo é a ligadura. III A torsão é um excellente meio de hemostase. Clinica Cirúrgica (l.a cadeira) i A cicatriz da mucosa uretral c formada por tecido fibroso. II É esta a causa dos estreitamentos consecutivos ás uretrites. III Desde que se tenha diagnosticado um estreitamento incipiente, deve-se instaurar a cura por meio das dilata- ções progressivas. Clinica Cirúrgica (Ia cadeira) I Não se deve operar doentes glycosuricos II Os glycosuricos são predispostos ás infecções. 57 m Explica-se esta predisposição pela presença da glycose que beneficia o meio para o desenvolvimento de germens. Palholoáia Medica i A escarlatina é uma moléstia infectuosa. II Em virtude das toxinas fabricadas pelo seu germen responsável, ha nephrite concommitante. III A inflammação renal, porem cede, desde que a moléstia seja combatida. Clinica Fropedeutica I As albuminúrias são de origem renal ou circulatória. II Nas primeiras ha ao lado da albumina cylindros renaes. III Nas segundas, são raros estes elementos. 58 Clinica Medica (l.a cadeira) i A tuberculose é uma moléstia que produz profundas alterações no organismo. II Nos seus períodos agudos, a desmineralisação é uma das alterações mais sensíveis. III Prova-se esta desmineralisação pela grande proporção de residuo mineral que se encontra nas urinas destes doentes. Clinica Medica (Ia cadeira) I A diabetes é uma moléstia da nutrição. II E geralmente caracterizada pela presença da glycose nas urinas. IÍI Diabetes ha, porem, que não apresentam este caracter, por isto são chamadas de insípidas. 59 Matéria medica, pharmacologia c arte de formular i O homem primitivo só conhecia medicamentos natu- raes, quasi todos tirados do reino vegetal. II Na edade antiga começou-se porem a tirar os medi- camentos dos tres reinos da natureza. III Dentre as composições medicamentosas das antiga e media edades, cumpre salientar os electuarios, nos quaes o numero de ingrediente era enorme e por essa razão destinavam-se a curar todas as moléstias. Historia natural medica I As aves são animaes vertebrados. II Nas suas urinas predomina o acido hippurico. III Em contraste com a urina do homem, a urina das aves apenas contem traços de acido urico. 60 Cliiniica medica I A mudança de poder de saturação inter-atomica foi o meio de que lançaram mão os chimicos para explicarem a existência de elementos que davam compostos dos typos /CH3 Az ' íí e Az -jl II Admittindo-se porem que os átomos possam dividir seus centros de attracção, pode-se explicar a existência destas duas ordens de compostos sem ser preciso recorrer-se á mudança de capacidade de saturação. III Schiitzenberger para apoiar esta sua opinião da seguinte formula desenvolvida: Az^sF AzsFStl em que as saturações fazem-se do seguinte modo: de Az a 0,, 0.,, 0.H — 1 valência 0, a 0 2 0j a Od 02 a O.2 1j2 valência continuando o azoto com o mesmo numero de valências ou capacidades de saturação que em 61 Olistclrieia i Chama-se fecundação a fusão do elemento macho com o femea dando em resultado o ovo que dará começo ao desenvolvimento de um novo ser. II A fecundação dá-se com mais probabilidades durante os tempos da menstruação. III Entretanto pode dar-se a fecundação embora as relações sexuaes seitenham passado em épocas muito afastadas das epochas menstruaes. Clinica olistetrica e íjynecoloijica I A prenhez em geral coincide com a suppressão das regras. II Entretanto este symptoma está longe de ser pathogno- monico. III Têm-se visto militas mulheres em periodo de gestação nas quaes a menstruação não cessava. 62 Clinica pediátrica i O rachitismo e a osteomalacia são moléstias da infancia. II A primeira é devida á desmineralisação do organismo. III A segunda reconhece como causa a falta de assimila- ção de mineraes que devem ser trazidos com os alimentos. Clinica ophtalmólogica i Muitas cataractas reconhecem como causa a glyco- suria. II Não se devem operar cataractas.em glycosuricos. III Se a operação for julgada imprescindível, deve-se em- pregar os meios para modificar a proporção de glycose na urina, diminuindo-a, antes de a emprehender. Clinica demaioíogica e syphiligraphica I Deve-se evitar confundir o bubão venereo com o pestoso. 63 ii Para o diagnostico o medico póde servir-se dos prece- dentes individuaes ao doente. III A puneção e inoculação do liquido punccionado em animaes, afasta, pelos resultados colhidos, toda e qual- quer duvida. Clinica psychiatrica e das moléstias nervosas I A falta de reflexos, como seja o rotuliano, indica uma lesão medular. II Este syndroma é um meio de diagnostico entre estas lesões e a symptomatologia que apresenta a hysteria, analoga a de muitas moléstias provenientes de lesões medulares. III Casos ha de hysteria em que os reflexos são abolidos, sendo a sugestão o unico meio de diagnostico a empregar. Pagina Linha 21 13 em vez de: solução correspondente — leia-se: solução acida correspondente. » 26 em vez de litro — leia-se: balão de um litro. 23 6 em vez de dosagens de urina — leia-se: dosagens de acidez. 24 8 em vez de 100 centg. — leia-se: 100 cents. cubs. 25 6 em vez de enxofre contido — leia-se: enxofre acido contido. » 19 em vez de lava-se e incinera-se — leia-se: lava-se, filtra-se e incinera-se. 26 6 em vez de dosagem do phosphoro são diluídos — leia-se: dosagem do phosphoro total são diluídos. 26 12 em vez de lava-se e incinera-se — leia-se: lava-se, filtra-se e incinera-se. 30 18 em vez de—O ureometro usado foi de Moreigne ou o gasogeno de Esbach — leia-se: O ureometro usado foi ora o de Moreigne, ora o gazogeno de Esbach. 31 10 em vez de faz-se constantemente a leitura — leia-se: íaz-se concomittantemente a leitura. 14 8 em vez de: para ter uma turvação, etc. — leia-se: para ter a ter a proporção de acido urico por litro de urina. 35 7 em vez de: 10 centgs. — leia-se: 10 c. c. 36 1 em vez de: 0,002624 — leia-se: 0,466. 36 4 em vez de: 0,002624 — leia-se: 0,3387. 36 19 em vez de: afim de impedir que distille-se agua pelo outro furo se atravessa um tubo de vidro munido de uma tor- neira— leia-se: pelo outro furo passa-se um tubo de vidro munido de uma torneira. 37 31 em vez de: correspondente, se aquece ao rubro derrama-se — leia-se: correspondente, derrama-se. 39 3 em vez de: 10 centgs.—leia-se: 10 cent. cubs. E outras que o leitor corrigirá. A’ pagina 36, antes do paragrapho correspondente a: Determinação do gráo cryoscopico, intercale-se: Carbono da urea, obtido multiplicando-se sua proporção na urina por 0,2. Carbono do acido urico, obtido multiplicando-se sua proporção na urina por 0,3571. Carbono extractivo, differença entre a somma dos carbonos da urea e do acido urico, e 0 carbono total. c/c //ac/e c/ Q/^e-- c/ocria c/a //4c/ca, J/ c/ Ôa/a/cc c/c '/y(7Ó‘. ■Q jSEC^ETARIO, S)7. doõ- 4Juió- -