THESE FACULDADE DF MEDICINA DA BANIA TÍ1E5E APRESENTADA A FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA EM 5 DE NOVEMBRO DE 1912 Para ser defendida por José Affonso (Guerreiro i» > nRTURFIL Q’E5TE E5TRQO Filho legitimo do Dr. Felinto Dias Guerreiro. Ex-interno da 1/ cadeira de Clinica medica AFIM DE OBTER O GRAU DE DOUTOR EM DISSERTAÇÃO Cadeira, de Clinica, medica Contribuição para o estudo da Tuberculinotherapia PROPOSIÇÕES Tres sobre cada uma das cadeiras do curso de ciências medico-cirurgicas B-AJEEI-A- GRANDE ESTAB. ORAPHICO G. ROBATTO 98—Rua das Grades de Ferro—98 1912 FACULDADE DE MEDICINA DA BAHIA DiRECTOR—Dr. AUGUSTO CEZAR VIANNA Secretario—Dr. MENANDRO DOS REIS MEIRELLES Sub-Secretario—Dr. MATHEUS VAZ DE OLIVEIRA PROFESSORES ORDINÁRIOS OS DRS.: Manoel Augusto Pirajà da Silva . . Pedro da Luz Carrascosa Francisco da Luz Carrascosa . . . Julio Sérgio Palma José Carneiro de Campos Pedro Luiz Celestino Augusto Cezar Vianna ...... Antonio Victorio de Araújo Falcão. . Guilherme Pereira Rebello Fortunato Augusto da Silva Júnior. . Anisio Circundes de Carvalho. . . . Francisco Braulio Pereira João Américo Garcez Fróes Antonio Pacheco Mendes Braz Hermenegildo do Amaral . . . Carlos Freitas Clodoaldo de Andrade Eduardo Rodrigues de Moraes . . . Alexandre E. de Castro Cerqueira . . Gonçalo Muniz Sodré de Aragão. . . José Eduardo Freire de Carvalho Filho Frederico de Castro Rebello . . . . Alfredo Ferreira de Magalhães . . . Luiz Anselmo da Fonseca Josino Correia Cotias Climerio Cardoso de Oliveira. . . . José Adeodato de Souza Luiz Pinto de Carvalho Aurélio Rodrigues Vianna Antonino Baptista dos Anjos .... CADEIRAS: Historia natural medica • Physica medica Chimica » Anatomia microscópica » descriptiva Physiologia Microbiologia Pharmacologia Anatomia e histologia pathologicas » medico-cirurgica, operações e apparelhos Clinica medica » cirúrgica » ophthalmologica » oto-rhino-laryngologica » dermatológica e syphiligraphica Pathologia geral Therapeutica Clinica pediátrica medica e hygiene infantil Clinica pediátrica cirúrgica e ortho- pedia Hygiene Medicina legal e toxicologia Clinica obstétrica » gynecologica » psychiatrica e de moléstias ner- vosas Pathologia medica , » cirúrgica PROFESSORES EXTRAORDINÁRIOS OS DRS.: Egas Muniz Barretto de Aragão . . João Martins da Silva Adriano dos Reis Gordilho .... José Affonso de Carvalho . . . . . Joaquim Climerio Dantas Bião . . . Augusto do Couto Maia Eduardo Diniz Gonçalves Clementino da Rocha Fraga Júnior . . Caio Octavio Ferreira de Moura . .' . Albino Arthur da Silva Leitão . . . Antonio do Prado Valladares . . . Frederico de Castro Rebello Koch . . José de Aguiar Costa Pinto .... Oscar Freire de Carvalho Menandro Meirelles Filho . Mario Carvalho da Silva Leal . . . Antonio do Amaral Ferrão Muniz . . CADEIRAS: Historia natural medica Physica medica Anatomia microscópica » descriptiva Physiologia Microbiologia Anatomia medico-cirurgica, operações e apparelhos Clinica medica » cirúrgica » dermatológica e syphiligraphica Pathologia geral Therapeutica Hygiene Medicina legal e toxicologia Clinica obstétrica » psychiatrica e de moléstias ner- vosas Chimica analytica e industrial PROFESSORES EM DISPONIBILIDADE OS drs.: Sebastião Cardoso João Evangelista de Castro Cerqueira | Deocleciano Ramos I José Rodrigues da Costa Doria A Faculdade não approva nem reprova as opiniões emittidas nas theses que lhe são apresentadas. QI55ERTRÇFÍ0 CADEIRA DE CLINICA MEDICA Contribuição para o estudo da Tuber- culinotherapia 2Lntes de entrarmos, propriamente, no assumpto que constituirá o nosso trabalho, faremos algumas con- siderações sobre a historia da Tuberculina. Levado1 pelos resultados obtidos no laboratorio, em experiencias praticadas em porcos da índia, nos quaes injectava uma substancia, por elle descoberta, e tendo constratado que os porcos sãos tornavam-se refractarios á tuberculose; e que, os já atacados pelo terrivel flagello, eram susceptiveisde cura, sem que o organismo soffresse qualquer influencia nosciva, por parte da referida subs- tancia, Roberto Koch decidio-se a tornar publica a sua descoberta, o quefezdiantedoCongresso medico reunido em Berlim, no anno de 1890, declarando que havia des- coberto uma lympha, a qual elle atribuia a propriedade 4 de curar a tuberculose. Como era de esperar, visto ser o assumpto de tão alta importância, a noticia d’esta affir- mativa produziu seu extraordinário successoe grande foi o numero de médicos e doentes que affluiu em torno od grande descobridor, uns procurando investigar e bem conhecer o novo medicamento eos outros em busca da cura annunciada. Deante dos factos que acabamos de narrar, Koch não poude limitar seu raio deacção á clinica hospitalar e viu-se forçado a publicar, por completo, os seus traba- lhos, ainda em 1890, tendo, porem, o cuidado de acon- selhar muita prudência e cautela no manejo do seu medicamento. Koch não compartilhava muito do enthusiasmo enorme causado por sua descoberta, por isso que as suas affirmativas eram desde logo seguidas de restricções. Por tuberculina, foi baptisada alympha de Koch; e posta a disposição do publico, foram muitas as summi- dades scientificasque prepararam a tuberculina de Koch —Metchnikoff, Roux, etc efc. O numero de doentes, submettidos ao tratamento pela tuberculina, foi extraordinariamente grande, mas, infelizmente, esta foi usada sem precauções e sem escrú- pulos, com verdadeira falta de critério, sendo muitas 5 vezes applicada em casos nos quaes deveria ser contra indicada. Koch aconselhava que se empregasse, de preferencia, a tuberculina nos casos em que a tuberculose fosse inci- piente, porquanto considerava-os perfeita e facilmente curáveis pelo seu medicamento e aconselhava também, para o seu emprego, a seguinte technica:—«injectar-se no doente uma dose inicial de um milligramma, dose que deve ser repetida logo que cesse a reacção provocada pela primeirainjecção, passando-se em seguida a fazel-as de dois ou mais milligrammos, chegando-se a attingir a de um centigrammo e mesmo mais do que isto. Foi, indubitavelmente, a falta de critério na adminis- traçãoda tuberculina que deu logar a serie de desastres, por ella produzidas, e constratadas pelo grande Wirchow, em um considerável numero de cadaveres de individuos tuberculosos que haviam sido submettidos ao tratamento pela tuberculina nos quaes praticou autopsias. Wirchow, baseado nos resultados das autopsias, condemnou a tuberculina, declarando-a nosciva, o que valeu pela sentença de morte do medicamento, fazen- do-o cahir em completo descrédito e abandono, muito pouco tempo ápós o grande enthusiasmo causado por sua descoberta. 6 Estes desastres e o subsequente descrédito da lym- pha, descoberta por Koch, acarretaram-lhe grandes soffrimentos moraes que elle procurou minorar, retiran- do-se do seu paiz e emprehendendo uma viagem pela Italia, em procura de distracções. Effectivamente, o descrédito da tuberculina foi com- pleto, sendo o seu emprego, como medicamento, inteira- mente banido, com rapidez igual á do seu acceitamento. Entretanto, apezar de ter sido repudiada, como agente therapeutico, não ficou a tuberculina no rol das coisas inúteis ou imprestáveis, porquanto, tendo por base a reacção thermica, por ella provocada, quando injectada em animaes tuberculosos, foi introduzido na pratica o seu emprego como meio de diagnostico, pra- tica esta que não foi tentada no homem, senão por um numero reduzidissimo de médicos, devido aos grandes males que d’ella poderiam advir. Por outro lado o emprego d’este processo em vete- rinária generalisou-se rapidamente, tendo produzido optimos resultados e prestado considerável beneficio à causa publica, porquanto todos os animaes de talho suspeitos de tuberculose eram submettidos a este pro- cesso, permittindo d’este modo fazer-se selecção dos portadores da terrível moléstia. O manejo da tubercu- 7 lina, com este fim, tornou-se muito simples, devido as soluções diluídas e tituladas, fornecidas pelo Instituto Pasteur. Consistia, o methodo de diagnostico pela tuberculina, em injectar-se no tecido subcutâneo do ani- mal suspeito, um decimo de millagrammo de tubercu- lina bruta, diluida em um centímetro cubico de soro physiologico, tendo-se anteriormente o cuidado de veri- ficar se o animal não apresentava reacção thermica, e em seguida toma-se a temperatura durante as quarenta e oito horas seguintes. Se o animal fosse tuberculoso, notar-se-hia, após seis horas, uma certa elevação thermica que elevar-se-hia a 39 °, começando, então, a decrescer gradativamente até voltar á normal, quarenta e oito horas apòs a injecção. Apezar dos desgostos soffridos com os desastres produzidos pela tuberculina, o seu auctor continuou a estudal-a, no que foi seguido por um certo numero de pesquizadores que, como elle, conseguiram produzir novas tuberculinas. Koch apresentou em 1897 a sua tuberculina T R, fazendo experiencias que não foram tomadas em con- sideração. Entretanto estas deram inicio a uma nova éra, na 8 qual a rehabilitação da tuberculina, como agente thera- peutico, se deveria produzir, facto que effectivamente se vem dando, principalmente depois dos trabalhos apre- sentados por Cari Spengler. Depois dosde Spengler, appareceram muitos outros trabalhos produzidos na Bélgica, Suissa, França (traba- lhos de Denys) Allemanha, etc, todos elles com resulta- dos favoráveis e alguns até acompanhados de rasgados elogios ás suas propriedades therapeuticas. Apesar das experiencias feitas, em Davos, por Spengler que em- pregou a tuberculina durante nove annos, com bons resultados, e de todos os outros trabalhos consecutivos, não era franca a acceitação da tuberculina, porquanto ella era victima ainda da desconfiança, provocada pelos desastres anteriores. O seu emprego, entretanto, se tem generalisado consideravelmente, nestes últimos annos, justamente depois de ter sido introduzido nos sanatórios para tuberculosos. Em 1901, Koch preconisou uma nova tuberculina T E ou emulsão de bacillos, possuindo qualidades supe- riores à tuberculina T R. Ella tem sido applicada, com bons resultados, em um grande numero de doentes. Em 1904, todos os médicos de sanatarios, reunidos 9 em Berlim, manifestaram-se favoráveis á tuberculina, n’uma das conferencias que ali se realisaram. Beranek communicou ao Congresso de Paris, em 1905, os resultados obtidos com uma nova tuberculina, por elle confeccionada. Ainda em 1905 appareceram os estudos de Krause, feitos com a tuberculina de Koch, (a de 1901) nos quaes elle affirmou ter obtido resultados admiráveis. Até 1907, na França, a quasi totalidade dos médicos ainda se manifestava contraria ao emprego da tuberculina. No nosso paiz, data de 1906, pouco mais ou menos o começo do emprego deste medicamento. O uso da tuberculina com bons resultados é facto demasiada- mente provado em grande numero de observações apresentadas por aquelles que estudam a tuberculose e a sua therapeutica. |y\M 1907, Von Pirquet, estudando as reacções locaes produzidas pela tuberculina, notou que, fazendo applicação de tuberculina sobre uma escarificação feita na pelle, produziu-se uma reacção allergica, semelhante a que se observa nos indivíduos recem-vaccinados, no- tando-se, porém, que esta reacção só se produzia nos indivíduos portadores da tuberculose. Estes factos levaram Von Pirquet a tornar publica a sua descoberta que denominou Cuti-reacção, para diagnosticar a tuberculose. Logo depois da communicação de Von Pirquet, M. Calmette propoz substituir a Cuti-reacção por uma outra que denominou Ophtalmo-reacção. Descreveremos em poucas palavras a technica d’estes dois processos. 12 Para praticar-se a Cuti-reacção, em primeiro logar lava-se a região escolhida, região que deve ser, de pre- ferencia, a porção superior da face externa do braço, po- dendo entretanto ser uma outra qualquer, como a face externa da perna, por exemplo. Em seguida praticam-se duas pequenas escarifi- caçõesque podem ser no mesmo braço ou uma em cada um delles. O pequeno apparelho de V. Pirquet traz para isso lancetas apropriadas. Deita-se sobre uma das escarificações, uma gotta de tuberculina do Instituito Pasteur que deve ser anteriormente diluida. A reacção deve ser observada vinte e quatro horas depois, porquanto, nas primeiras horas, a reacção da escarificação testimunha é egual a da tuberculinisada; ao passo que essa desapparece depois de algumas horas, a outra se conserva até 24 horas, se o indivíduo é tuberculoso. Esta reacção se caracterisa pelo apparecimento de um papula rosea que circumda a escarificação e que, ás vezes, é dura ao toque, muito vermelha, sendo em certos casos cercada por uma zonacongestionada.—A A Ophtalmo—reaçao de Calmette. Sua technica consiste no seguinte. 13 Deixa-se cahir no angulo interno do olho do indi- víduo suspeito, uma gotta de tuberculina, tendo-se o cuidado de evitar que o doente não feche bruscamente as palpebras, para não espalhar o liquido entre os cilios. A tuberculina empregada nesta pratica, é forne- cida pelo Instituto Pasteur de Lille, em pequenos tubos que, ao mesmo tempo, servem de conta-gottas. Se a reacção é positiva, nota-se, a partir das dez horas seguintes, uma congestão da conjunctiva, com tumefacção da caruncula, que augmenta até a trigé- sima hora, ficando estacionaria até quarenta e oito horas apoz a instillação, quando começa a decrescer. Tivemos opportunidade de observar, na clinica do Dr. Circundes de Carvalho, da qual somos auxi_ liar, a pratica destes dois processos, obtendo-se re- sultados satisfactorios. Recentemente Mantaux apresentou um novo pro- cesso para diagnosticar a tuberculose, cujo valor elle enaltece, dizendo que este processo é superior aos outros por ser mais fiél; saber-se-á exactamente, qual a quantidade de tuberculina absorvida. A technica deste processo consiste em injectar- se na derma, por meio duma seringa, uma gotta de uma solução de uma das tuberculinas conhecidas a 1%. 14 A reacção produzida por este processo, caracte- risa-se pela formação d’um nodulo avermelhado que persiste de quarenta e oito horas a cinco dias. Como já dissemos, Koch produziu diversas tuber- culinas e um numero considerável de outros pesqui- sadores produziu também tuberculinas que tomaram os seus respectivos nomes. Procuraremos agora dar, em largos traços, uma idéa de cada uma das mais geralmente usadas. Vem logo em primeiro logar a tuberculina pri- mitiva de Koch, (T. A.) também denominada tuberculina antiga de Koch, tuberculina que contem somente as exotoxinas dos bacillos da tuberculose. A sua prepa- ração consiste em reduzir-se ao decimo, por evapo- ração, a banho-maria, uma cultura de bacillos de Koch, em caldo de carne, contendo quarenta e cinco por cento de glycerina e um por cento de peptona, tendo previamente passado dois mezes na estufa á 37 0 para ser em seguida filtrado. Esta tuberculina foi primeira preparação obtida com os venenos do bacillo de Koch, fazendo-se sobre ella todas as observações fundamentaes. A nova tuberculina (T. R.) re- sidual de Koch, não contem mais do que as endotoxinas dos bacillos 15 de Koch. Ella é obtida do seguinte modo: tomam-se culturas dos referidos bacillos, previamente dessecados e triturados depois em gráos de agata. Em seguida dilue-se, em agua distillada, o resi- bacillar e centrifuga-se a mistura. Formam-se, então, duas camadas; uma superior, transparente e que não contem bacillos e outra inferior, lodosa. Tomada novamente esta segunda camada, desse- ca-se, tritura-se; e certrifuga-se e assim, successiva- mente, até o desapparecimento de todos os bacillos Devemos assim proceder, porque sabemos que os bacillos, apezar de mortos, têm o poder de produzir abcessos no ponto de inoculação. A tuberculina de Klebs não é mais nem menos do que a tuberculina primitiva de Koch, cujos princípios toxicos foram isolados, preci- pitando-se pelo álcool e, em seguida, dissolvendo-se o precipitado, numa mistura de chloroformio, álcool e benzina. O deposito dessecado em seguida a 56.° é mistu- rado com glycerina phenica e filtrado cuidadosamente. ,4 tuberculina de Jacobs Esta se approxima muito do caldo filtrado de Denys, 16 do qual já tratamos anteriormente. Ella provem duma cultura de bacillos, cuja virulência deve ser sempre idêntica e verificada, tendo sua raça se conservado pura pela reproducção em culturas. Obtem-se esta tuberculina, submettendo-se a cultura, nas condições acima mencionadas, a uma evaporação no vacuo e a quente até obter-se a redu- cção do volume inicial a 8 / ioo- Filtra-se na vella de Chamberland e em seguida esterilisa-se. O tuberculol, proposto em 1898 por seu autor que, em logar de aquecer os caldos de cultura, concen- trava-os no vacuo, á temperatura de 37.° e adiciona- va-lhes as entodoxinas adquiridas pela trituração dos bacillos com agua distillada em qualquer temperatura. Posteriormente, elle decantava o primeiro extracto e continuava a extrair as bactérias, em temperatura mais elevada. Proseguindo esta operação elle augmen- tava a temperatura até 100.°; depois reunia todos os extractos e os concentrava no vacuo. O caldo filtrado de Denys, também proposto em 1898, consiste num caldo de cultura não concentrado, do qual isolam-se as bactérias, por meio de filtração em vellas de argila. 17 A tuberculina do Instituto Pas- teur de Paris fornecida para uso medico, é a T. A. precipitada pela álcool, sob a forma de um pó branco que é, em seguida, diluida a 1%. A emulsão de bacillos, nova tuberculina apresen- tada por Koch em 1901 (T E). Contendo não só exotoxinas como endotoxinas, ella é obtida, por meio duma mistura de cem partes de agua distillada, cem de glycerina e uma de bacillos, previamente triturados. Cada centimetro cubico desta mistura corresponde a cinco milligrammos de subs- tancia activa. Por meio duma solução de soda a 0 8 / i0o dar-se-ha a esta emulsão, para fins therapeuticos, a ti- tulagem que se deseja. A tuberculina do Instituto Pas- teur de Lille (C.-L.) contem todas as substancias secretadas, pelo bacillo de Koch, nas culturas, e também as substancias proto- plasmicas do mesmo bacillo, extrahidas por meio da glycerina, no vacuo, substancias estas que são preci- pitáveis, a frio, pelo álcool absoluto e pelo ether, não dialysaveis e solúveis no sôro artificial. 18 A tuberculina assim preparada possue actividade dez vezes superior á da antiga tuberculina. A nova tuberculina de Valleé, é de todas as tu- berculinas a que maís se approxima da composição total do bacillo de Koch. Eis em poucas palavras os detalhes desta tuberculina, pelo proprio Valleé: «elle contient le bouillon frais, sans aucune prepara- tion, emprunté á des cultures trés toxiques (exotoxines par consequent) et aussiles endotoxines des bacilles de ces mêmes cultures, obtenues par broyage des microbes dans de l’eau distillée steriliseé dans une atmosphére d’hydrogéne á 1’óbscurité. Ainsi obtenue, cette tuberculine résume la constituitión même du bacille. Bouillon de cultures et endotoxines mélangés de façon avoir les poisons totaux de la culture, sont ensuite filtrés á pression nulle sur Berkefeld aprés dilu- tion. Le produite et mis en ampoules est correspond á la solution á 1 p. 100 de Ia tuberculine dé 1’institut ‘Pasteur de Paris.» Apezar de ser esta tuberculina o producto mais completo no genero, não tem sido muito utilisada, porque muitos especialistas duvidam que os effeitos biologicos correspondam á perfeição de sua composição. 19 A tubercnlina de Beranek, data de 1903 e também contem tanto as exo como as endotoxinas. Nesta tuberculina as exotoxinas são produzidas por culturas em caldo de carne glycerinado e as endo- toxinas são extrahidas por meio duma solução de acido ortho-phosphorico a 1 / ioo- Tem sido preferida a todas as outras, por um grande numero de médicos. Existem muitos outros productos da mesma especie, dos quaes não nos podemos occupar, neste trabalho. A tuberculina é applicada por via gastrica e por meio de injecções, que podem ser subcutâneas, intrave- nosas, intrapulmonares e intraperitoneaes. As subcutâ- neas podem ser dadas em qualquer parte do corpo, in- differentemente. Devido, porém, a maior ou menor intensidade da reacção, nesta ou naquelia região, são escolhidas, para a applicação, aquellas onde as re- acções são menos intensas. Um certo numero de médicos prefere a pelle do tronco á dos membros, dizendo que aquella reage menos que esta, mas, actualmente, com as doses redu- zidissimas, com que se inicia o tratamento, não ha in- conveniente em se injectar nos membros, pois estas são insufficientes para produzir uma reacção de certa importância. 20 As injecções intravenosas são feitas, de preferen- cia, como, geralmente, se aconselha para qualquer sub- stancia, nas veias da dobra do cotovello. Nos indivíduos tuberculosos que ainda não estão habituados á acção exercida pela tuberculina, sobre o organismo, produzem-se phenomenos locaes, geraes e específicos. Os locaes produzem-se ao nivel do ponto de ino- culação, consistindo elles numa inflammação dolorosa que apparece horas após a injecção, curável por meio de compressas húmidas, e que pode durar alguns dias. Esta reacção é tanto mais intensa quanto maior for a dose applicada. Os geraes consistem na acção que a tuberculina exerce sobre os apparelhos nervoso, digestivo, circula- tório, urinário, etc. Elles representam um precioso guia clinico. Os específicos não são mais que as reacções que se produzem ao nivel do foco tuberculoso. Difficilmente se percebem taes phenomenos. 21 A acção curativa da tuberculina é causa de grande divergência. Koch ao descobrir a sua tuberculina teve a idéa d’uma immunisação e pensava que a tuberculina pro- vocava uma necrose completa, com expulsão ou reab- sorpção das cellulas que jà haviam sido alteradas pela tuberculose. Mas, levado pelos trabalhos posteriores sobre im- munisação, elle procurou também adquirir uma immu- nisação das partes do tecido ainda não atacado pela moléstia. Hoje, ainda um numero considerável de auctores considera, além da producção de substancias preserva- doras, a hyperemia do foco tuberculoso, provocada pela tuberculina, como um factor activo da tuberculino- therapia. * * * Na tuberculinotherapia, ou immunisação activa, o exito depende do critério e extraordinária prudência exercidos na applicação do medicamento, do qual têm-se obtido e deve-se esperar os melhores resultados, conforme os trabalhos e observações feitas, em grande numero, por um numero extraordinariamente considerá- vel de médicos. 22 Nestes últimos annos, a tuberculinotherapia foi in- troduzida em quasi todos os sanatórios de tuber- culosos. Todas as tuberculinas, quaesquer que sejam as suas proveniências, têm mais ou menos a mesma acção, sendo somente variavel a sua actividade. * * * Quanto ás indicações da tuberculinotherapia, todos os auctores estão mais ou menos de accordo. Todos dizem que os estados de evolução lenta são os mais be- neficamente influenciados pela tuberculina. Ella é bem indicada nos casos em que houver lesão pouco extensa estado geral bastante lisongeiro, ausência de febre, como nas afíecções do globo ocular, keratites, choroidites, infecção limitada do pulmão, com evolução lenta e sem febre, osteites, arthrites de fundo tuberculoso, scrofulose ganglionar, cachexia tuberculosa latente. * * * São em grande numero, as contraindicações da tuberculina, sendo que algumas dentre ellas não são consideradas como tal por alguns experimentadores, como Denys, Kretnser, Hager, Spengler, Rõpke, etc 23 Os estados febris, que para muitos constituem uma contra iudicação da tuberculinatherapia, são, ao con- trario, considerados por muitos scientistas como casos em que se deve empregar a tuberculina. Para mos- trarmos quanto o professor Denys é partidário do em- prego da tuberculina nos casos de tuberculose febril, basta dizermos que elle a considera como o melhor antipirético, a empregar contra a febre dos tuber- culosos. Esta acção da tuberculina tem sido mais que demonstrada pelas muitas observações feitas em di- versos paizes. Ha quem pense, como Stella, que deve-se empregar a tuberculina mesmo nos casos de tuberculose já em estado adiantado. Nestes casos, diz o mesmo Stella, consegue-se curar approximadamente 60 %. Spengler pensa que se deve empregar a tuber- culina nos tuberculosos febris, mas, entretanto, pensa também que entre dois doentes tuberculosos, um apresentando reacção febril, outro não apresentando absolutamente febre, o prognostico do segundo será muito mais favoravel. Muitos querem que a hemorrhagia constitua uma contra indicação do emprego da tuberculinotherapia, mas, a despeito destas opiniões, Denys, Spengler e outros applicam-na nestes casos. 24 As affecções do rim constituíram durante muito tempo uma contra indicação do tratamento tuberculi- nico, entretanto este tratamento entrou mais ou menos em voga, para os casos de tuberculose renal, depois que começaram a apparecer os trabalhos e observações que vamos citar. Vêm em primeiro logar os de Kõnig, Baumgarten, Rõhrig e Kruger, sendo os mais importantes os de Fenwick, na Inglaterra, cujos resultados favoráveis elle communicou ao congresso medico de Londres. A communicação feita por Fenwick, dos bons resul- tados obtidos com a tuberculina nas affecções renaes, foi depois confirmada por Pardoe, Swinford, Walker e Wright. E’ de 1907 que data o grande desenvolvimento do emprego da tuberculina nestas affecções, tendo appare- cido um grande numero de trabalhos, a respeito de tal emprego, como por exemplo os de Keersmacker, com- prehendendo quatorze observações. Muito pouco tempo depois do apparecimento dos trabalhos acima citados, o professor Hans Wildbolz, no- tável cirurgião, em Berna, disse que nos casos de tuber- culose renal, não se deveria deixar de tentar o trata- mento conservador, mas que julgava preferível o em- 25 prego da tuberculina, principalmente depois de feita a nephrectomia com o fim de melhorar o estado geral do doente, ou mesmo de curar as lesões produzidas pelos bacillos de Koch, lesões estas que se podem localisar, tanto nas paredes da bexiga como no seguimento supe- rior da urethra. Hans Wilbolz reforçou estas asserções, apresen- tando diversas observações, quasi todas com o melhor resultado, sendo empregado por elle o caldo de Denys. Depois de Hans Wildbolz, vêm ainda muitos expe- rimentadores aconselhar o emprego da tuberculina nas affecções renaes. Lenhartz manda fazer-se uso da tuberculina nos mesmos casos, quando elles estiverem fora do dominio da cirurgia. Elle obteve, conforme declara, curas abso- lutamente completas, mesmo em casos muito graves e acompanhados de hematúria. Richard Birnbaum, aconselha o emprego da tuber- çulina nas affecções supracitadas, e cita especialmente quatro casos de cystites tuberculosas, seguidas de tu- berculose dos rins, nos quaes obteve resultados bastante satisfactorios, com o emprego das tuberculinas, antiga e residual de Koch. Birnbaum diz ter grande fé no tratamento da tu- 26 berculose renal pela tuberculina, porquanto uaas obser- vações a isto o animam. Depois, Lee e Walker também fizeram observações no mesmo sentido. Walker apresentou um grande numero delias, todas com bons resultados; principalmente nos casos em que a moléstia estava ainda em principio. Walker, como Ilans VPildbolz, pensa que é de muito bom effeito uma serie de injecções de tuberculina, após a nephre- ctomia. As observações de Lee não foram em tudo fa- voráveis, porquanto, apezar da grande melhora do es- tado geral, esta não se manifestou localmente. Pielicke apresentou ao congresso urologico de Berlim, em 1909, varias observações pelas quaes cons- tatava-se o valor da tuberculinotherapia nas affecções dos rins. L. Green é formalmente contrario a qualquer inter- venção cirúrgica, em casos de tuberculose renal, em principio, salvo se fôr infructifero o emprego da tuber- culina. Karo pensa do mesmo modo e diz que não se deve praticar a nephrectomia sem se tentar antes a cura pelo emprego da tuberculina e se foi feita a operação deve-se 27 empregal-a depois delia, como preventivo, com o fim de evitar a infecção da ferida. Foi Montaux, o mesmo que propoz a intra-dermo- reacção, que, em primeiro logar, em França, manifes- tou-se a favor da tuberculinotherapia. São também favoráveis a este methodo therapeu- tico outros observadores, como, por exemplo, Cas- taigne. As formas evolutivas rapidas constituem uma forte contra indicação da tuberculinotherapia. Quando o enfraquecimento do doente é conside- rável, a contra indicação, segundo algumas opiniões, depende do exame do sangue. As hemorrhagias são, uma contra indicação, tam- bém contestada por diversos pesquisadores,—Spengler, Denys, Thorne, etc. etc. São também considerada, como contra indicações, os estados em que o organismo estiver fortemente des- nutrido;houverfaltade appetite e casos de lesão muito estensa, affecções cardíacas, hysteria, eplepsia, tuberculose intestinal e laringéa, albuminúria, nephrites, etc., etc. * * * Os resultados obtidos pelos diversos experimen- 28 íadores, que têm feito applicação da tuberculina the- rapia, são por demais satisfactorios para que possa- mos duvidar do seu valor, como agente curativo e alem de tudo os resultados obtidos com as nossas obser- vações vêm reforçar este nosso modo de pensar. Jacquerad obteve sobre 25 doentes, 2 curas, 15 melhoras e 8 resultados sem importância. Poppelmann, em um grande numero de doentes, nos quaes a moléstia não estava muito adiantada, obteve sempre bons resultados. Bulloch obteve resultados favoráveis mesmo em casos nos quaes a moléstia já estava adiantada. Grande numero de oculistas apresentaram traba- lhos, favoráveis a tuberculino-therapia. Reuchlin alcan- çou bons resultados, empregando a tuberculina, em diversas affecções tuberculosas do globo ocular — Na- than Raw applicou a tuberculina em mais de cento e dez creanças, affectadas de tuberculose, obtendo bons resultados. E’ preciso notar, que dentre estes casos encontra- vam-se alguns de tuberculose dos glangios servicaes, articular, das meninges, dos organs genitaes, etc., etc. A tuberculina dá muito bons resultados nas crean- 29 ças escrofulosas, o seu emprego, porém, deve ser se- guido dos methodos hygienicos e dietéticos. Hamman e Wolman, na America, empregaram com bons resultados a tuberculina (MM). Hawel e Floyd, depois de observarem durante cinco annos, publicaram, em 1910, os resultados obti- dos com o emprego da tuberculina, dizendo mesmo que o seu emprego pode ser feito nos dispensários, quando o doente for um indivíduo intelligente e cui- dadoso. Mibler pensa que o emprego da tuberculina, com- binado aos tratamentos clássicos, dá bons resultados, principalmente no começo, sendo os melhores resulta- dos obtidos nos casos de evolução lenta, casos em que o estado geral é mais ou menos lisongeiro. Diz Castaigne, que «este methodo therapeutico constitue, no dominio da tuberculose, a acquisição mais importante destes últimos annos.» Quasi a totalidade dos auctores, á hora actual, re- conhece a importância da tuberculinotherapia, princi- palmente depois que se reuniu o congresso de Roma, em Abril de 1912. Diante dos resultados obtidos, por um numero tão considerável de observadores, mais ou menos notáveis, 30 concluimos que a tuberculina deve ser empregada em todos os casos que estejam nas condições já iniciadas, evolução lenta, apyrexia, etc., e que ella deve ser auxi- liada em sua acção pela medicação symptomatica, dieté- tica e hygienica e pelos agentes physicos, pela photo- therapia, aerotherapia, heleotherapia, etc., etc. O tratamento da tuberculose, pela tuberculinothe- rapia, é assumpto de maior importância, porquanto é a tuberculose um dos maiores flagellos da humanidade, mal que zomba de todos os esforços empregados para combatel-o; e sendo este um methodo que tem dado os melhores resultados, de accordo com as estatísticas apresentadas pelos diversos scientistas que o têm pra- ticado, é claro que o seu emprego deve ser generali- sado, para que d’elle se colham os benefícios. E’ um meio que poderá produzir, quando for feito com cri- tério e com os devidos cuidados e escrúpulos, innu- meros beneficios. O tratamento pela tuberculinotherapia é feito por meio de injecções subcutâneas que podem ser prati- cadas com seringas de vidro ou mesmo de embolo , de amianto. Devem ser minimas as doses iniciaes de tuber- culina, segundo a maioria dos auctores, -- Sezary, etc. 31 Um dos maiores cuidados, no manejo da tuber- culina é o de evitarem-se as reacções um pouco mais intensas. Algus auctores, entretanto, dizem que se deve pro- vocar uma reacção geral ou local; outros, pelo contrario, pensam que a reacção deve ser evitada, porque ella trará grandes prejuisos. Ainda outros emfim pensam, talvez mais acertadamente, que a reacção é inevitável. Actualmente a maioria dos experimentadores adopta a ooinião de Sahli, que manda fazer a injecção inicial com uma dose immediatamente abaixo da reageute. VUright, pensando do mesmo modo que Sahli, diz que se deve começar o tratamento por doses muito fracas e que se estas produzirem a menor reacção devem ser immediatamente diminuídas. Elle toma, como caracteristico da reacção, a dimi- nuição do indice opsonico e ainda as manifestações subjectivas—rachialgia, cephaléa, etc. Depois de iniciado o tratamento, as doses devem crescer gradualmente de modo que o organismo vá pouco a pouco se habituando a supportal-as e adqui- rindo immunidade contra a tuberculina de maneiras a aproveitar bem a sua benefica influencia. A temperatura do doente deve ser cuidadosamente 32 observada, durante o tratamento, porquanto a curva thermica indica, ao medico, o caminho a seguir. Sendo assim, se a temperatura passar de 37' ou 37' 5, o do- ente deve se conservar no leito e a dose de tuberculina deve ser immediatamente reduzida. Neste mister o me- dico pode ser auxiliado pelo doente, se se tratar de um indivíduo mais ou menos intelligente, que seja capaz de assim proceder, tomando a sua própria temperatura, tres ou quatro vezes por dra. Um decrescimento de peso e um augmento de fre- quência do pulso indicam uma hypersensibilidade á tuberculina, pelo que estes dois elementos devem ser levados em grande conta pelo pratico consciencioso, que deverá, também, nestes casos diminuir a dose e augmentar o intervallo das injecções. Em alguns casos quando praticam-se injecções se- cundarias, produzem-se reacções thermicas, cada vez mais accentuadas. * A proporção que se fazem novas injecções, deve o pratico que não se quizer expor a deploráveis acci- dentes, suspender immediatamente o tratamento. Este facto é geralmente explicado pela anaphylaxia, idéa que é contestada por alguns médicos. O pratico deve também ter grande cuidado, quando 33 tendo o tratamento attingido quasi o seu fim, isto é, a cura, tiver de injectar a dose mais elevada, suppor- tavel, pelo organismo, sem reacção. Geralmente a dose não attinge a tanto porque o pratico se contenta com doses inferiores que são re- novadas em vez de augmentadas. Ha casos, entre- tanto, em que a dose maxima supportavel é muito fraca não devendo ser ultrapassada. As doses iniciaes variam, conforme se trate deste ou daquelle doente, por causa da maior ou menor sus- ceptibilidade destes. A maioria dos autores prefere as doses minimas, porque assim impedirão que se repro- duzam, no principio do tratamento, reacções accentua- das, que venham perturbar posteriormente a tolerância do doente. A dose inicial deve ser tânto menor quanto fôr a tuberculose mais grave, porque nestes casos a suscepti- bilidade do doente é muito maior. * * * Os intervallos entre as injecções variam conside- ravelmente, dependendo exclusivamente da maior ou menor tolerância do doente. Geralmente, faz-se um intervallo de dois a quatro 34 dias, entre as injecções, mas estes variam de accordo com as especies e as doses de tuberculina. As doses de tuberculina só deverão ser augmenta- das depois que o pulso e a temperatura tornarem-se normaes. As injecções devem ser feitas, de preferencia, pela manhã, porque deste modo poder-se-á tomar a tempe- ratura, á tarde, evitando, deste modo, se houver febre, que ella passe despercebida, durante o somno. As regiões nas quaes, mais commummente, se pra- ticam as injecções, são a região inter-escap,ular e o abdómen. Querem muitos auctores que quando a dose ma- xima é attingida não se abandone, de todo, o tratamento e sim que se continue a injectar, augmentando cada vez mais o intervallo entre as injecções. Petruschky e muitos outros recommendam o trata- mento por períodos, porquanto elle achando que as reacções são favoráveis, nos doentes, logo que a dose maxima é attingida sem reacção, interrompem o trata- mento para dar tempo a qne o organismo readquira a sensibilidade perdida. A tuberculinotherapia não é um agente especifico da tuberculose. 35 Sua acção pode ser coadjuvada pelos outros me- thodos de tratamento, tão numerosos, tão conhecidos e tão empregados pelos clínicos, quer hospitalares, quer civis. A duração do tratamento varia muito, conforme o caso e o methodo seguido. OB5ERVAC0ES5 y Empregamos a tuberculina (C. L.), do Instituto Pasteur de Lille, em seis casos de tuberculose pulmonar e obtivemos resultados bastante animadores, o que se poderá verificar examinando-se mais adiante os dados fornecidos por nossas observações. Logo depois de terem sido firmados os diagnósticos, começamos o tratamento, dando a primeira injecção de tuberculina, verificando o peso e tomando a temperatura do doente, tres vezes por dia, pela manhã, ao meio dia e á tarde, dando nova injecção somente depois de decor- ridos doze dias, quando pesavamos novamente o doente. Deste modo proseguiamos no tratamento, sempre com os intervallos ee doze dias, entre as injecções. I—OBSERVAÇÃO O. M. — Residente á rua do Ouro, costureira, natural da Bahia, branca, solteira, com vinte e seis 38 annosde edade, foi internada na enfermaria SanfAnna, do Hospital Santa Isabel, a 3 de Maio de 1909. A doente queixava-se então de grande abati- mento e apresentava as faces encovadas e profunda- mente pallidas. O resultado da auscultação do vertice do pulmão fer pensar que se tratava de um caso de tuber- cueose. Feito o exame do escarro e a cuti-reacção de Von Pirquet, ambos os processos deram resultados positivos. Começamos, pois, o tratamento, de accordo com as instrucções fornecidas pelo Instituto Pasteur de Lille, isto é, injectando a ampoula n. 1 da l.a serie, que contém um milésimo de milligrammo de tuber- culina, e não havendo nem elevação de temperatura, nem outro qualquer accidente, que prejudicasse a doente, continuamos o tratamento, dando injecções de doze em doze dias, sempre augmentando as doses de accordo com as instrucções fornecidas pelo mesmo instituto. Examinando-se a folha clinica da doente, que juntamos á este nosso trabalho, verificar-se-ão os re- 39 sultados consideráveis obtidos durante os poucos mezes que durou o tratamento. O estado geral melhorou consideravelmente, pois logo á primeira vista, era notada esta melhora, por- quanto a doente mostrava-se mais disposta, não dando mostras de abatimento. A temperatura variava constantemente entre 37° ,4 e 36 ° ,6 e só attingiu 38°, uma ou duas vezes. Todas as vezes que iamos praticar uma nova injecção, pesavamos previamente a* doente e verificá- vamos semrpe que o seu peso augmentava de dia para dia, quando foi interrompido o tratamento, tendo este augmento se elevado a 4.600,0. No decurso do tratamento, notamos que o numero de bacillos de Koch, contidos no escarro, diminuia consideravelmente, chegando ao ponto de não mais se perceber a sua presença nas preparações pelo me- thodo de Ziehl, sendo necessário recorrer-se ao me- thodo do Dr. Zahn, methodo este de grande valor e pouco usado entre nós, para difficilmente encontrar- mos dois bacillos, por lamina, numero este que de- cresceu ainda, não sendo possível se encontrar mais um bacillo no escarro. Esta doente, depois que se retirou do hospital, 40 continuou no exercício de sua profissão, sem acciden- tes de maior monta. II —OBSERVAÇÃO Z. M. — Branca, solteira, 38 annos de idade, na- tural da Bahia, empregada em serviço domestico, en- trou para a clinica a 1‘ de Junho de 1910. Esta doente era de constituição franzina e notava- se-lhe grande magrem e pallidez excessiva. Ella queixava-se de grande abatimento e na cli- - • nica de onde ella havia sido transferida tinha sido feito o diognostico de apendicite chronica, entretanto também suspeitavam que ella soffresse de tuberculose pulmonar; o exame, porém, do escarro pelo Ziehl feito duas vezes deu resultados negativos; chegada á nossa clinica, foi então feita a pesquiza pelo methodo de Zahn, que deu resultado positivo. Iniciou-se então a applicação da tuberculina no dia 3, sendo também positiva a reacção de Pirquet. O tratamento durou quasi quatro mezes, e correu sem accidentes. A temperatura conservou-se quasi sempre abaixo de 37°, o peso que, a principio, au- gmentou, decresceu, em seguida, para depois nova- mente crescer; os bacillos desappareceram definitiva- mente do escarro. 41 Esta doente continuou no Hospital como empre gada e entregou-se ao trabalho com disposição, não queixando-se de cousa alguma. O seu estado actualmente é de pessoa sã. 11 I — OBSERVAÇÃO M. F. S. Parda, natural da Bahia, solteira, em- pregada em serviço domestico, 22 annos, constituição acima da mediana. Apresentou-se á enfermaria a 16 de Agosto de 1910 com aspecto apparentemente bôa e queixando-se de cansaço. Pela abscultação do vertice do pulmão notava-se rudeza na respiração; feito o exame do escarro pelo Zahn, encontraram-se raros bacillos; reacçces de Cal- mette e Pirquet positivas. Iniciou-se o tratamento a 20 do mesmo mez. No primeiro mez a doente tinha febre quasi todos os dias e o peso começou a diminuir, mas do segundo mez em diante a febre foi desapparecendo e o peso prin- cipiou a crescer. Esta doente é empregada no Hospital e faz todos os trabalhos sem soflrer o menor prejuizo, em sua saude. 42 Kl I I I—OBSERVAÇÃO 1. S. A. Pardo, solteiro, 20 annos de edade, ser- gipano, residente em Itapagipe, pescador, etc., era portador de uma tuberculose pulmonar incipiente, apre- sentava ligeiras elevações thermicas, respiração um pouco rudee pequena zona matida noverticedo pulmão direito. O exame do escarro foi positivo. Começamos a applicar a tuberculina C H, no dia 4 de Abril de 1911, e fomos obrigados a suspendel-a, pela sahida do doente, a 26 de Maio. Apezar do pouco tempo que durou a applicação, o doente sahiu muitíssimo melhorado, porquanto já não se notavam as elevações thermicas, seu peso havia augmentado de 58.000,0 58.900,0, os baciilos eram muito mais raros no escarro, emfim o estado geral do doente era o mais animador. No mesmo dia em que começamos a tratar a doente H. S. A. pela tuberculinotherapia, demos inicio a applicação do mesmo tratamento a mais dous do- entes. V — OBSERVAÇÃO O. M. D. Branco, solteiro, 25 annos, natural da Bahia, residente na Soledade, carregador. 43 Feito o diagnostico de tuberculose pulmonar in- cipiente, confirmado pelo exame do escarro, iniciamos o tratamento que prolongou-se somente até os prin- cipios de Junho, quando o doente retirou-se contra a nossa vontade. Este doente era robusto e de forte musculatura, de accordo com a robustez natural da sua profissão. Welle, como nos outros, os resultados foram sa- tisfactorios; quando elle se retirou do Hospital estava visivelmente melhorado e sentia-se bem disposto. A febre havia desapparecido; os bacillos encon- travam-se em menor numero, no escarro. VI — OBSERVAÇÃO S. N. C. Parda, solteira, 30 annos, natural da da Bahia, residente no Catú, empregada em serviço domestico. Filha de paes tuberculosos, já havia perdido dous irmãos, da mesma moléstia. Suspeitando-se de um caso de tuberculose pulmo- nar, fez-se o exame do escarro que foi positivo e em seguida fez-se a ophtalmo-reacção de Calmette que tam- bém foi positiva. 44 Iniciou-se então o tratamento, com o qual obtive- mos os melhores resultados, pois a curva thermica da doente tornou-se mais regular, os bacillos desapparece- ram do escarro e o seu estado geral melhorou con- sideravelmente. Esta doente retirou-se a 6 de Junho de 1911. OBSEEVAÇAO IbT- ± Mez de Maio Dias M. XII h. T. Injecções Peso 7 37,° 37,° 1 1 milésimo de miligrammo 51—100 8 37,° 37, °1 9 36,° 36,° 8 36,° 2 10 36,° 2 36,°5 36,° 6 11 36,° 2 36, °4 37,° i2 36,6 36, = 6 36,c 7 13 36,° 6 37,° 1 37,° 2 14 36,° 4 36,° 4 37,° 15 36,° 8 37,° 36,° 4 16 36,° 6 36,° 8 37,° 1 17 36,° 8 36,° 7 37,° 18 37,° 37,° 37,° 19 37, ° 37,°3 37,° 2 milésimos de miligrammos 41,675 20 36,° 4 36,° 9 37,° 2 21 a7,° 37,° 37,° 3 22 36,° 7 36,° 8 37,° 23 37,° 1 36,° 8 37,° 24 37,° 1 36,° 8 37,° 25 37,° 1 36, °6 37,° 1 26 36,° 4 37,° 3 37,° 1 27 36,° 6 37,° 2 37,° 1 28 36,° 7 37,° 37,° 29 36,° 36,° 7 36,° 6 30 36,° 36,° 6 37,° 31 36,° 7 37,° 36,° 8 5 milésimos de miligrammos 42,255 obsebvaçào nsr. ± Mez de Junho Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 37,° 37,° 37,° 2 36,° 3 36,° 5 36,° 8 3 36,° 5 36,° 4 36,° 6 4 36,° 6 37,° 37,° 1 5 36,° 36, °8 37,° 1 6 36,° 7 36,° 8 37,° 2 7 36,° 8 36,° 8 37,° 1 8 37,° 37,° 37,° 9 37,° 1 37,°2 37,° 1 10 37,° 37,° 37,° 11 37,° 37,° 37,°2 12 36,° 4 37,° 1 37,° 1 13 37,° 37,° 37,° 8 milésimos de miiigrammos 42—695 14 36,°4 36,° 6 37,1=4 15 37,° 37,° 1 37,° 2 16 36,° 7 37,° 2 37,° 17 37,° 1 37,° 37.®5 18 37,° 1 37,° 1 37,° 1 19 37,° 36, °7 37,° 1 20 37,° 37,°4 37,° 3 21 36,° 8 36,° 7 37,°2 22 37,° 37,° 37,° 1 23 36,° 7 36,° 5 37,° 24 36,° 8 36,° 8 36,° 7 25 36,° 6 36,°8 37,° 1 centesimo de miiigrammo 43,675 26 36,° 7 36,° 3 37,° 2 27 37,° 37,° 36,° 8 28 36,° 6 36,° 8 37,° 29 36,°3 36,° 5 36,° 2 30 36,° 3 36,° 6 36,° 7 OBSEI2VAÇAO 3ST- ± Mez de Julho Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36, °7 36,°6 37,° 2 36, °5 36,° 3 37,° 1 f 3 36,° 5 36,° 3 36, °3 4 36, °5 36,° 8 37,° 1 5 37,° 37,° 2 37, °1 6 36, °7 37,° 2 37,° 7 36, °5 37,° 1 36,° 7 2 centesimo de miligrammo 45—200 8 36, °3 37,° 1 37,° 5 9 37,° 37,° 37,° 1 10 36, °4 36,° 7 37,° 11 36,° 8 37,° 1 37,° 2 12 13 14 37,° 36,° 2 36,° 5 37,° 37,° 2 37,° 1 37,° 1 37,° 37,° íNo dia 14 de Junho o exame do jescarro negativo pelo Liehte (positivo peio Dr. Zahn. 15 36,° 4 37,° 2 37,° 16 37,° 4 37,! 37,° 1 17 36,° 3 37,° 1 36,° 6 18 37,° 36,° 7 37,°3 19 36,° 6 36,° 7 37,° 5 cenfesimos de miligrammo 44—375 20 36,° 5 36,° 8 37,° 1 21 36,° 6 36,° 8 37,° 8 22 36,° 7 36,° 7 36,° 8 23 36,° 36,° 8 38,° 24 36,° 5 36,° 5 36,° 9 25 36,° 3 36,° 4 37,° 26 36,° 6 37,° 37,° 27 36,° 8 36,° 4 37,° 1 28 36,° 3 36,° 8 36,° 6 29 36,° 5 36,° 8 37,° 1 30 36,° 5 36,° 5 37,° 31 36,° 6 36,° 1 37,° 2 8 centésimos de miligraminos OBSEEVAÇAO UST- ± Mez de Agosto Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36, °2 37,° 37,° 2 36,° 37,°2 37,° 1 3 37,° 37,° 37, °1 4 36,° 37,° 37,° 1 5 36, °6 37,° 37,° 6 36, °4 36,° 7 36,° 6 7 37, °1 37,° 1 37,° 8 36, °6 36,° 6 37,°2 9 36, °2 37,° 1 36,° 8 10 O 37,° 36,° 3 11 36,° 7 37,° 36,° 7 12 36,° 1 36,° 36,° 7 1 decimo de miligrammo 44—500 13 36,° 36,° 4 36,° 4 14 36,° 36,° 6 36,° 1 15 36,° 1 36,° 4 36,° 3 16 36,° 4 36,° 4 36,° 2 17 36,° 36,° 3 36,° 5 18 35,° 36,° 6 37,° 1 19 35,° 5 36,° 3 36,° 7 20 36,° 36,° 1 36,° 8 21 36,° 36,° 1 36,° 7 22 36,° 4 35,°7 36,° 3 23 35,° 7 36, °1 36,° 7 24 35,° 7 36,° 3 37,° 2 décimos de miiigrammos 25 36,° 36,° 5 37,° 1 26 35,° 9 36,° 7 36,° 8 27 35, = 7 37,° 37,° 1 28 36,° 2 36,°7 37,° 1 29 36,° 3 36,° 36,° 6 30 36,° 6 36,°4 36,° 7 31 36,°4 36,° 6 37,° 4 obsekvaçAo nsr. ± Mez de Setembro Dias M. XII h. T. Injecçoes Peso 1 36,° 8 36,° 6 37,° 2 36,° 6 36,° 7 37,° 2 3 36,°9 36,° 4 37,° 1 4 36,° 3 37,° 37,° 1 5 36,° 3 37,° 36,° 8 5 décimos de miligrammos 44—325 6 36,° 6 37,° 37,° 7 36,° 5 36,° 5 36,° 7 8 36,° 6 36,° 7 36,° 8 9 37,° 36,° 8 37,°6 10 36,° 2 36,° 1 36,° 3 11 35,° 7 36,° 3 36,° 12 36,° 36,° 3 36,° 7 13 36,° 4 36,° 7 36,° 3 14 36,° 5 36,° 5 36,° 6 15 36,°2 36,° 4 36,° í 16 36,° 2 36,° 36,° 3 17 36,° 4 36,° 5 36,° 7 8 décimos de miiigrammo 44 18 35,°7 36,° 1 36,° 1 19 36,° 6 36, °7 36,° 4 20 36,° 1 36,° 7 36,° 8 21 36,° 8 36,° 5 36,° 6 22 36,° 2 36,° 2 36,® 6 23 35,° 8 36,° 8 36,®8 24 36,° 1 36;'° 4 37,° 2 25 36,° 36,°7 37,° 1 26 36,°7 36,°5 37,° 2 27 36,° 6 36,°8 37,° 28 37,° 36,°8 36, °5 29 36,° 3 36,° 3 36,° 7 30 35,°8 36,° 8 37,° 3 1.a ampoulada serie Blmiig. 44,255 isr. i Mez de Novembro Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 2 36,° 6 35,° 7 36, °3 36, °4 36,° 3 36,° 5 l.a ampoula da serie B1 milg. 44—300 OBSEWAÇAO 3ST- 2 Mez de Junho Dias M. XII h. T. Injecções Peso 3 36,° 6 36,° 6 37,° 2 1 milésimo de miligrammo 47—975 4 36,° 1 36,°6 36,° 3 5 36,° 3 36,° 8 36,°3 6 37,° 36,°6 36,° 6 7 36,° 5 36, °8 36,°4 8 36,° 6 36,° 1 36,° 8 9 36,°4 37,° 1 36,° 6 10 36,° 9 36,° 6 36,'=6 11 36,° 1 36,° 5 36,° 4 12 36,° 36,° 6 36,° 6 13 36,° 6 36,°8 36,° 6 14 36,° 2 36,° 8 36,° 2 milésimos de miligrammo 49—900 15 36,° 2 36,"6 36,° 8 16 36,° 36,° 5 36,° 2 17 36,° 4 36,° 3 36,'8 5 18 36,° 2 36,° 2 36,° 19 36,° 36,° 3 36, ° 6 20 36,° 5 36,° 5 36,° l 21 36,° 2 36, °5 36,° 8 22 36,° 3 36,° 6 36,° 8 23 36,° 5 36,° 7 36,° 2 24 36,° 36,° 5 36,°4 25 36,° 6 36,° 5 36,° 5 mliesimos de miligrammo 48—850 26 36,° 5 36,° 7 36,° 6 27 36,° 3 36,° 5 36,° 4 28 36,° 3 36,° 9 36,c 7 29 36,° 2 36,° 6 36,° 1 30 36,° 6 36,° 5 36 °4 2sT- 2 Mez de Julho Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36, °4 36,° 7 36,° 8 2 36,° 36,° 8 36,° 9 3 36,° 36,° 5 36, °4 4 36. °4 36,°8 37,° 5 36,°6 37,° 1 37, °3 6 36, °6 36,° 3 37,°4 7 36, °6 38,° 38,° 8 milésimos demiligrammos 45—850 8 36,° 37,° 38,° 3 (sentia dor de cabeça.) 9 36,° 36,° 36,° 4 (sentiu dor de garganta) 10 36,° 36,° 1 36,° 5 . 11 36,° 3 36,° 9 36,° 7 12 36,° 4 36,° 3 36,° 1 13 36,° 2 36,° 7 36,° 5 14 36,° 36,° 5 36,° 7 houve peurodinia 15 36,° 7 36, = 6 36,° 1 16 36,° 4 36,° 6 36,° 5 17 36,° 5 36,° 6 36,° 7 18 36,° 4 36,° 1 36,° 8 19 36,° 4 36,° 6 36,° 1 1 centesimo de miligrammo 41—750 20 36,° 3 36,° 2 36,° 6 21 36, ° 36,° 4 36,°4 22 36,° 6 36,° 6 36,° 7 23 36,° 36,° 4 36,° 24 36,° 4 36,° 3 36,°3 25 36,° 5 36,° 6 36,° 3 26 36,° 2 37,° 2 36,° 2 27 36,° 3 36,° 5 36,° 5 28 36,° 4 36,° 36,° 29 36,° 36,° 7 36,°7 30 36,° 5 36,° 8 3,6°8 31 36,° 4 36,° 7 3,6°7 OBSEWAÇÀO 2ST- 2 Mez de Agosto Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36, °\ 36,° 4 36,°6 l centésimos de miligrammo 42—75 2 36,° 36,° 8 36,° 8 3 36, °6 36,° 8 36, °1 4 36, °4 36,° 2 36,° 8 5 36, °3 36,° 7 36, °8 6 36, °3 36,° 1 36,° 1 7 36, °8 36,° 5 36,° 4 8 36, °4 36,° 2 36,° 4 9 36, °6 36,°8 36,° 8 10 36,° 7 36,° 7 36,° 7 11 35,° 4 36,° 8 36,° 6 12 36,° 2 36,° 2 36,° 7 13 36,° 5 36,° 4 36,° 5 5 centésimos de miiigrammos 45—400 14 36,° 6 36,° 4 36,° 6 15 36,° 5 36,°6 36,° 5 16 36,° 5 36,° 2 36,° 6 17 36,° 3 36,° 3 36,° 5 18 36,° 36,°6 36,° 5 19 36,° 2 36,° 6 36,°8 20 35,°4 36,° 4 36,° 8 21 36,° 36, ° 3 36,°4 22 36,° 1 36,° 4 36,° 4 23 36,°3 36,° 2 36,° 3 24 36,° 4 36,° 5 36,° 8 25 36,° 36,° 2 36,° 5 8 centésimos de miiigrammos 45—650 26 36,° 2 36,° 4 36,° 6 27 36,° 2 36, ° 4 36,°6 28 36,° 36,° 1 36,° 3 29 36,° 36,° 6 36, ° 8 30 36,° 36,° 7 3,6°8 31 36,°4 36,° 7 3,6°9 - 2ST- 2 Mez de Setembro Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36,° 4 36,° 8 36,° 7 2 36,° 6 36,° 4 37,° 2 3 36,° 1 36,° 4 36,°9 4 36,° 3 36,° 8 36,° 7 5 36,°2 37, °1 36,° 7 6 36,° 6 36,° 2 36,° 2 7 36,° 7 36,° 7 36,° 2 8 36,° 36,° 5 36,°3 1 decimo de miligrammo 45—900 9 3õ.°6 36,° 36,° 2 10 36, ° 4 36,° 4 37,° 11 36,° 4 36,° 3 36, ° 4 12 36,'° 2 36,° 2 36,° 7 13 36,° 5 36,° 2 36,° 4 14 36,°2 36,° 1 36,° 7 15 36,° 4 36,° 4 36,° 5 16 36,° 1 36,° 4 36,° 7 17 36,° 4 36,° 3 36,-1 18 36,°4 36,° 2 36,° 4 19 36,° 3 37,° 36,° 7 20 36,° 8 36,° 2 36,-8 2 décimos de miligrammos 46—50 21 36, ° 6 36,° 4 36,° 22 36,° 3 36,° 4 36,-3 23 36,° 3 36,° 5 36,-5 24 36,° 36,° 5 37,- 25 36,° 5 36,° 7 37,° 26 36,° 5 36,c 8 37,°4 27 36,° 6 37,° 1 36,-8 # 28 36,° 1 37,° 1 36, °8 29 36,° 7 37,° 36,°8 30 36,° 9 37, °2 36,° 7 OBSEEVAÇÀO IST. 2 Mez de Outubro Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36, ®6 36,° 8 36,° 8 5 décimos de miligrammos 46—800 2 36,°5 36,° 8 37,° 3 36,° 36,° 5 36, °7 4 36, °4 36,° 4 37,° 5 36,° 6 36,° 8 36,° 8 6 36, °3 36,° 8 36,° 7 7 36, °3 36,° 5 36,° 7 8 36,° 5 36,° 6 37,°5 9 36, °3 36,° 1 36,® 7 10 36, c6 36,° 3 36,° 1 11 35, = 6 36,°4 36,° 8 12 36,° 1 36,° 8 37,° 8 décimos de miligrammos 47—500 13 36,'° 8 36,° 4 36,° 5 14 36,° 7 36,°6 36,° 8 15 36,° 1 36,° 5 36,° 5 16 36,° 5 36,°5 36,° 8 17 36,° 8 36,° 6 36,° 5 18 36,° 7 36,°7 36,° 7 19 36,° 5 36,° 6 36,° 7 20 36,° 7 36,°9 37,° 1 21 36,° 7 36,° 7 36,®7 22 36,° 5 36,° 7 36,°7 23 36,° 7 36,° 8 36,° 8 1 .a ampoula da serie 81 milg. 48—300 24 36,° 8 36,° 9 37,® 1 25 37,° 1 36,° 9 36,° 9 26 36,° 1 36,° 7 36,° 7 27 36,° 5 36,° 7 36,® 7 28 36,° 9 36,° 7 36,°7 29 36,° 5 36,° 7 36,° 7 30 36,° 9 36,° 8 37,° 1 OBSEEVAÇÀO IsT- 3 Mez de Agosto Dias M. XII h. T. Injecções Peso 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 36,° 4 36,° 8 36,° 8 36,° 6 36,° 36,° 5 36,° 3 36, °1 36,° 4 36,° 36,° 36,° 38,° 6 36, 7 37, 3 37,° 37,° 1 37,° 36, 5 37, 1 36, 8 37, 1 36, 9 37, 1 39,° 3 36, 8 37, 6 37,° 37,° 37,° 3 37,°2 37,°4 37,° 37,°4 37, 38, 1 milésimo de miligrammo 49—750 OBSEWAÇÀO 2ST- 3 Mez de Setembro Dias M. XII h. T. Injecçoes Peso 1 36,° 36,° 8 37, <=2 2 milésimos de miliorammo 49—900 2 36, °4 37,°2 38,° 3 36, °6 37,° 36,° 4 36,° 5 37,° 37, ° 2 5 36, °1 36,° 8 37,o4 6 36, °6 35,°6 37,° 1 7 36,° 36,° 9 37,o 2 8 36, °4 36,° 3 37,o 9 36, °5 36,° 6 37,o5 10 36, °1 37,° 5 37,° 8 11 36,° 6 37,° 37,° 2 12 36,° 4 37,° 2 38,° 1 13 36,° 5 36,° 36,° 5 milésimos demiligrammo 51—575 14 36,° 5 36,°5 37,°4 15 36,°8 36,° 1 36,° 5 16 36,° 1 36,° 6 37,° 5 17 36,°5 37,°2 37,° 3 18 36,° 8 37,° 37,° 4 19 36,° 9 36,° 8 37,° 20 36,°3 37,° 37,° 2 21 36,° 6 36,° 8 37,o 22 36,° 6 36,° 9 37,°3 23 36,° 2 36,° 4 37,c 6 8 milésimos de miligrammo 51—325 24 36,° 4 37,° 2 37,° 25 36,°3 36,° 7 36,° 7 26 36,° 36,° 1 37,° 27 36,° 3 36,°7 36,° 6 28 36,° 4 36,° 1 37,° 29 36,°4 36,° 4 36,°4 / 30 36,° 36,° 7 37,° 2sT- 3 Mez de Outubro Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 36,° 36,° 7 37,° 4 2 36,° 1 37,° 37,° 1 3 36,° 36,° 4 37,° 2 4 36,° 1 37,° 37,° 1 centesimc de miligrammo 50—750 5 36,° 1 37,° 37,° 2 6 36,° 4 36,°4 36,° 8 7 36,° 36,° 7 37,°4 8 36,° 2 36,° 3 37,° ■ - 9 36,° 37,° 36,° 4 10 36,° 4 36,° 1 36,° 8 11 36,° 2 36,°6 37,° 12 36,° 9 36,° 4 36,° 5 13 36,° 2 36,° 5 37,° 14 36,° 3 37,° 36,° 5 15 36,° 3 37,° 36,° 5 2 centésimos de miligrammo 50—750 16 37,° 36,° 1 36,° 3 17 36,° 37,°2 36,° 1 18 37,° 37,° 1 36,° 5 OBSEISVAÇÀO ZNT. -âb Mez de Abril Dias M. Xilh. T. Injecções Peso 4 37, °2 37,04 37,° 1 milésimo de miligrammo 58 Kilos 5 37,°5 37,o l 36,° 9 6 37,° 37,o6 37, °8 7 36, °6 36,o9 37,° 1 8 37, °2 37, °5 37, °7 9 37, °1 37,° 37,° 10 37, °3 36,o9 37,° 11 37,° 37,° 1 37,° 4 12 36, °9 37,o2 37,° 13 36, °5 36,o9 37,° 1 14 37,° 37,0 37,°5 15 37,° 4 37,o3 37,° 2 2 milésimos de miligrammo 58—50 16 36,° 5 36,07 37,° 17 36,° 9 37,° 37,°8 18 36,° 8 36,o8 36,° 9 19 36,° 9 37,o 37,° 5 20 37,°2 37,° 37,°3 21 37,° 36,09 37,° 22 36,° 9 37,° 3 37,° 3 23 37,° 37,°2 37,° 3 .. 24 37, °1 37,o3 37,° 4 25 37,° 36,° 9 36,° 9 26 37,° 1 37,° 36,° 8 5 milésimos de miligrammo 58—250 27 37,° 36,09 36,° 7 28 37,° 1 37,° 36,° 8 29 37,° 37,° 1 37,° 30 36,° 9 37,°2 37,° 2ST. -â= Mez de Maio Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 37,° 37,° 36,° 9 2 36,° 8 36,° 9 37,°3 3 37,° 1 36,° 8 37,° 1 4 37,° 36,° 7 36,° 9 5 37,° 37,° 36,° 9 6 36,° 8 36,° 9 36,° 7 7 37,° 36,° 7 36,° 8 8 milésimos de miligrammo 58—65 0 8 36,° 9 36,° 6 37,° 9 37,° 37,° 1 37,° 10 37,° 1 36,° 9 37,° 2 11 36,° 7 36,° 9 37,° > 12 37,° 36,°5 36,° 3 13 36,° 7 37,° 36,° 5 14 37,° 37,° 1 37,° 1 15 36,° 3 36,° 9 37,° 16 37,° 37,° 37,° 1 17 36,° 5 37,° 37,° 18 36,°9 37,° 1 37,° 1 centesimo de miligrammo 58—900 19 36,° 4 36,° 6 36,° 5 20 37,° 36,° 9 36,° 7 21 37,° 1 36,° 8 37,° 22 37,° 37,° 36,° 5 23 36,'° 4 36,° 6 36,° 9 24 37,° 37,° 36,° 7 25 36, °8 36,° 5 37,° 26 36,° 9 37,° 36,° 5 obseisvaçAo nsr. 5 Mez de Abril Dias M. XII h. T. Injecçoes Peso 4 37 °5 37, o 8 37 °7 1 milésimo de miiigrammo 68—60 5 37 °6 37,°9 37 °3 6 37 °3 37,°2 37 °5 7 38’ °1 37,° 9 38 °2 8 37,° 37, o 2 37, °5 9 37, °7 37,°6 37 °9 10 37, °6 37,°5 37,°4 11 37, °9 37, °9 37,°5 12 37, °3 37,° 4 37,° 3 13 37, °4 37,° 37,° 1 14 37,° 1 37,°3 37,° 1 15 37,° 37,° 3 37 ° 8 2 milésimos de miiigrammo 68—70 16 37,°6 37,° 7 37,°9 17 37,°5 37,°4 37,° 8 18 37,° 37,° 1 37,° 19 37,° 37,°3 37,° 4 20 37,° 1 37,° 5 37,°2 21 37,° 37,° 37,° 3 22 38,° 2 37,° 9 37,° 5 23 37,° 5 37,° 37,°3 24 37,® 37,° 1 37,° 5 25 36,° 7 37,° 1 37,°3 26 37,° 1 37,° I 37,° 1 5 milésimos de miiigrammo 68—100 27 37,°4 37,° 6 37,° 6 28 37,° 37,° 2 37,° 29 36,° 9 36,° 5 37,° 30 36,° 4 36,° 7 37,°4 OBBEKVÍ1ÇA.O 2ST. 5 Mez de Maio Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 37,° 37,° 37,-4 2 36,° 8 36,° 8 36,° 8 3 37,° 37,° 2 37,° 3 4 36,-3 36,° 4 37,° 5 36,°4 37, °2 37,° 1 6 37,-1 37,°3 37,°4 7 36,-2 36,° 1 36,° 6 8 milésimos de miligrammo 68—250 8 37,-1 37,° 2 37,°5 9 36,° 3 37,° 4 36,° 6 10 37,-1 36,° 9 36,° 7 11 35,-4 36,° 7 36,° 9 12 36,-7 37,° 37,° 1 13 37,°1 37,° 4 37,° 14 36,-9 36,-9 36,° 9 15 36,°3 36,° 7 37,° 16 37,°3 37,- 36,° 8 17 36,-5 36,° 3 36,° 18 37,° 36,° 4 36,° 7 I centesimo de miligrammo 68—360 19 37,° 37,° 1 36,° 9 20 36,-7 36,-8 36,° 7 21 37,= 37,- 36, c9 22 37,-1 36,-8 37,°5 23 37,- 36,° 6 36,° 9 24 36, = 4 36,-9 36,c 7 25 36, °5 36,-7 36, °3 26 37,° 37,- 36,° 5 27 37 -1 37,° 37,° 28 36,° 9 36,° 5 36,°4 29 36,° 7 36,c 9 36,c 7 2 centésimos de miligrammo 68—550 30 36,c 8 37,° 36,c9 31 37,° 36,° 7 36,° OBSEWAÇÀO 3ST- 5 Mez de Junho Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 2 3 4 36,° 36,° 7 36,° 9 36,° 5 36; ° 2 36, °5 37, 36,° 4 36,°5 36, °4 37, 36,°6 nsr. e Mez de Abril Dias M. XII h. T. Injecções Peso 4 37 °8 37,° 4 36,° 7 1 milésimo de miiigrammo 56—250 5 37 °6 37,° 1 37,°2 6 36’°7 36,° 9 39,° 7 37’° 36,° 5 37,° 2 8 35’°9 36,° 7 36, °3 9 37 °2 36,° 9 37,° 5 10 36’°2 36,° 6 37,° 1 11 37’°2 37,° 6 37,° 12 38,° 36,° 1 37,° 13 36, °7 36,° 4 37,° 14 37,° 36,° 9 35,° 9 15 36,° 5 37,° 3 37,° 6 2 milésimos de miiigrammo 56—605 16 37,° 35,° 7 37,° 17 36,° 3 36,° 36,° 18 37,° 37,° 8 36,° 7 19 36,° 8 36,° 37,° 1 20 37,° 37,° 36,° 9 tf 21 36,° 37,° 37,° 1 22 37,° 2 36,° 3 36,° 8 23 35,° 6 35,°5 36,° 9 24 37,® 2 37,° 36,° 7 25 36,° 9 36,° 5 37,° 26 36, ° 8 37,° 5 36,° 8 5 milésimos de miiigrammo 56—960 27 37,° 6 35,° 8 37,° 28 36,° 9 35,° 7 37,° 29 37,° 36,° 7 36,° 30 37,° 2 37,° 37,°4 OBSEKVAÇAO 3ST. 3 Mez de Maio Dias M. XII h. T. Injecções Peso 1 37,° 37,° 36,° 3 2 37,°4 36,° 8 37,°2 3 36,° 6 36,° 7 36,° 5 4 36,° 6 37,° 7 36,° 8 5 37,°3 37,° 36,° 4 6 36,° 9 36,° 7 37,-° 7 37,° 36,° 6 36,° 7 1 8 36,° 8 36,° 7 37,° 8 milésimos de miligrammo 56—975 9 37,°2 37,° 36,° 5 10 36,° 8 37,° 3 37,° 1 11 37,°5 36,° 7 37,° 2 12 36,° 3 36,° 7 37,° 4 13 36,° 8 36,° 9 36,° 3 14 35,° 36,° 2 36,° 9 15 37,° 5 36,° 6 36,° 7 16 37,°7 36,° 9 36,° 5 17 37,° 37,° 36,° 7 18 36,°4 36,° 37,° 3 19 37,° 6 37,° 36,° 9 1 centesimo de miligrammo 57—250 20 37, °2 37,° 1 37,° 21 35,°9 36,° 7 37, °2 22 37,° 36,° 8 36,° 5 23 36,° 9 36, = 3 37,° 24 37,° 36, ° 4 37,°3 25 37, °4 37,° 2 36, °9 26 36,° 4 36,° 5 37,° 7 27 37,° 36,° 36,° 2 28 37,° 1 37,°2 36,° 4 29 37,°6 36,° 37,° 5 30 35,° 9 36,° 3 36,° 2 centésimos de miligrammo 57—370 31 37,°4 37,° 7 36,° UST- © Mez de Junho Dias M. XII h. T. Injecçoes Peso 1 37, °3 36,° 2 36,° 2 37,o 37,° 3 36,° 3 3 36,° 1 36,° 6 37,°5 4 37,°9 36,° 8 36,° 7 5 36,° ' 37,° 5 37,° 6 37,°4 37,°2 36,°5 PROPOSIÇÕES Tres sobre cada uma das cadeiras do curso de ciências medico-cirurgicas IFISOIFOSIIÇÍÔES Historia natural medica* I O ankilostoma é um nematoide. II E’ hemophago. III No homem elle se localiza, de preferencia, no je- juno. Chimica medica I O oxygenio é um corpo simples. II E’ um gaz incolor e incdóro. 11 I Elle existe no ar, misturado com o azoto e outros gazes. 48 Anatomia descriptiva I O pulmão é um orgão par. • II Tem a forma de um cone irregular. * III Seu vertice se aloja no cul-de-sac superior da pleura e sua base repousa sobre o diaphragama. Physiologa I O pulmão é o orgão da respiração. II E’ n’elle que se dá a /hematose. I I I Este phenomeno é necessário á vida. Histologia I O bronchio intra-lobular, apresenta tres camadas. II Sua disposição é a seguinte: I I I Uma externa fibrosa, uma media muscular, outra interna mucosa. 49 Bactereologia I O bacillo de Koch é o germen responsável pela tuberculose. II Os meios exteriores são impróprios ao seu des- envolvimento. III Elle é encontrado mais frequentemente nos es- carros dos tuberculosos. Matéria medica, pharmacologia e arte de formular I Os medicamentos, no tratamento da tuberculose são ministrados, muitas vezes, por via gastrica. II Podem ser também administrados por via hypo- dermica. III A tuberculina está n’este ultimo caso, 50 Anatomia e Physiologia Pathologicas I As lesões tuberculosas apresentam duas formas principaes, circumscripta e difusa. II O foliculo tuberculoso é uma lesão microscópica. III A cellula gigante, pode existir em lesões que nada tenham de commum com a tuberculose. Pathologia cirúrgica I A tuberculose se pode localizar n’um testiculo. 11 Ou em ambos. I I I N’estes casos é indicada a ablação d’este orgão. Pathologia Medica 1 A tuberculose é uma moléstia chronica. II Pode ser também aguda. 51 111 A pulmonar é a sua forma mais commum. Clinica cirúrgica (2.a cadeira) 1 As fracturas podem ser fechadas. 11 Também podem ser expostas. 111 Estas são sujeitas a infecções. Clinica cirúrgica (1.a cadeira) 1 A ascepcia deve ser o primeiro cuidado do ci- rurgião. 11 As infecções transtornam o exito das operações. III O menor descuido é sufficiente para que ellas se manifestem. Operações e Apparelhos I A thoraceuthése é uma operação que se pratica no thorax. 52 11 Ella tem por fim extrahir líquidos, ali, accumu- lados. 111 Os apparelhos mais usados são : o de Potin, Dieu- lafoy e Cavesali. Therapeutica 1 A tuberculina é um producto do bacillo de Koch. 11 O seu emprego requer grande cuidado, por parte do medico. 111 Ella tem applicação no tratamento da tuberculose. Anatomia medico-círurgica 1 A pleura é uma membrana serosa. 11 Ella, como todas as serosas, apresenta dois fo- lhetos, um parietal e outro visceral. 53 111 E’ na cavidade formada por estes dois folhetos que se accumulam as collecções liquidas do thorax. Obstetrícia 1 As mulheres tuberculosas devem evitar a gra- videz. 11 Elias são muito sujeitas a abortos. 111 Seus filhos nascem predispostos á tuberculose. Hygiene 1 A tuberculose é uma moléstia eminentemente con- tagiosa. 11 E’ uma das moléstias mais difficeis de se evitar. 111 Ella se transmitte por todos os meios conhecidos. Medicina Legal e Toxicologia 1 A docimasia pulmonar hydro-estatica tem muita importância nos casos de infanticídio. 54 11 São trez os processos de docimasia pulmonar, hydro-estatica. 111 Esse methodo permitte ao pratico verificar se o recem-nascido respirou ou não. Clinica propedêutica 1 Para examinar o pulmão o clinico dispõe de di- versos meios. 11 A percussão é um delles. 111 A auscultação é outro. Clinica medica (2.a cadeira) I Os symptomas de uma moléstia variam ou fazem falta de um doente para outro. I I Isto traz embaraços ao clinico. III Por mais insignificantes que sejam os signaes 55 apresentados pelo doente, o clinico não deve des- presal-os. Clinica medica (1.a cadeira) I 0 diagnostico precoce da tuberculose muito con- tribue para o bom exito do tratamento. II A tuberculose insipiente é de difficil diagnostico. III Muitas vezes só pela autopsia se verifica a exis- tência de uma lesão tuberculosa. Clinica pediátrica I As creanças filhas de paes tuberculosos, devem ser cercadas de grande cuidado. II Elias não devem ser aleitadas por suas próprias mães. I I I Devem ser mandadas para o campo. 56 Clinica Obstétrica e Gynecologica I As mulheres tuberculosas não devem conceber. I I Nellas a esterilidade provocada é permittida. III Na maioria dos casos, quando os paes são tu- berculosos, os filhos vêm a soffrer da mesma mo- léstia. Clinica Dermathologica e Syphiligraphíca I A syphilis é conhecida desde a mais remota an tiguidade. II O numero de suas victimas é incalculável. III Ella é, como a tuberculose, uma das moléstias mais difíiceis de evitar. Clinica ophtalmologica I O globo ocular também pode ser atacado pelo bacillo de Koch. 57 II Existem iritis, keratites, etc., de origem tuber- culosa. III Nestes casos se pode lançar mão da tuberculina. Clinica Psychiatrica e de Moléstias nervosas I Ha quem admitta relações entre certas demencias precoces e a infecção tuberculosa. II Ha mesmo quem affirme que a ophtalmo-reacção chega a determinar esses casos. III Não seria descabida a applicação da tuberculina em taes casos. °UíôsÔOs. d