BÜ88SB&&ÇA® »*.1 "Ufel • f BISSERmÇAQ SOBRE »aa ^(â^aaa^ Que foi apresentada a' Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e sustentada em 11 de Dezembro de 1841, Ios£ Cut^ ò'2lraujo Cima, NATURAL DO ARRAIAL DE S. GONÇALO (PROVÍNCIA DO KIO DE JANEIRO } . DOUTOR EM MEDICINA PELA MESMA FACULDADE. Da veniam scriptis, quorum non gloria nobis Causa, scd utilitas, officiumque fuit. Orm., De Ponto, liv. â." RIO DE JANEIRO, TYPOGRAPHIA UNIVERSAL DE LAEMMERT , Rua do La vr adio, II.» 53. 18^1. FACULDADE DE MEDICINA ti n IK$.i t» a DIRECTOR. O Sh. Db. MANOEL de VALLADAO PIMENTEL. LENTES PROPRIETÁRIOS. Os Srs. Doutores : 1.° Akno. , Botânica Medica, e principios elementares de F. F. ALLEMAO...............í „ , . r l Zoologia. F. db P. CÂNDIDO.............. Pbysica Medica. 2.° Akno. J. V. TORRES HOMEM, Examinador. ... f Ch^lca MedÍCa' e prIndpI°S elemenlares de 1 Mineralogia. J. M. NUNES GARCIA, Eocaminador. . . . Anatomia geral e descriptiva. 3.° Anno. D. R. dos G. PEIXOTO........... Pbysiologia. 3. M. NUNES GARCIA........... Anatomia geral e descriptiva. 4.° Anxo. i t p.miiinn c Pharmacia, Matéria Medica, especialmente a .1. J. db CARVALHO.............J ' ' Brasileira, Therapeutica e Arte de formular. J. J. da SILVA, Presidente.......... Pathologia interna. L. F. FERREIRA, Examinador........ Patbologia externa. 5.° Amjio. C. B. MONTEIRO.............. Operações, Anatomia topograpbica e Aparelhos. F. J XAVIER f Partos, Moléstias de mulheres pejadas e paridas, « e de meninos recém-nascidos. 6." Akno. J. M. da C. JOBIM............. Medicina Legal. T. G. dos SANTOS............. Hygiene e Historia de Medicina. ■i»9»3$g»«8SSs.----- M. de V. PIMENTEL............. Clinica interna e Anat. Pathologica respectiva. M. F. P. de CARVALHO........... Clinica externa e Anat. Pathologica respectiva. LENTES SUBSTITUTOS. A. T. d'AQUINO..............., A F MARTINS i Sec£ã0 das Sciencias accessorias. J. B. da ROSA................., L. de A. P. da CUNHA, Examinador. . . . i D. M. db A. AMERICANO..........> _ L. da C. FEIJO'...............] SeCÇâ° CirurSlca- SECRETARIO. Db. LUIZ CARLOS da FONSECA. cmitlidas nas ibeses, as quaes devem ser consideradas como próprias de seus autores. A MEU PRESADO PAE, E MELHOR AMIGO, CD Sr. Cuij intento V Araújo Cinta. Senhor, Eis o frueto dos desvelos, que haveis consagrado á minha educação litteraria 5 mas ahi não está tudo; continuai pois a me guiar pelo caminho da honra, para que , imitando as vossas virtudes, possa em todo tempo considerar-me filho digno de tão bom Pae. Acceitae este primeiro testemunho de Meu reconhecimento, e amor filia!. Á SAUDOSA MEMÓRIA DE MINHA EXTREMOSA MÃE, 31 Sr a. 5D. Soseta Ktmvina ir'Araújo Qarreto 1 AOS MANES DE MINHA PRESADA TIA E BEMFEITORA, % Sra. 55. Sônia Síbastianna Barreto. Eterna recordação de suas bondades. Á MINHA CARA IRMà % Sra. 3B. losjefa Sfbastianna If^lratijo 6arrttu. Testemunho de amor fraternal. A MEU RESPEITÁVEL TIO í/: ?i/i^ /J 2o SU.mo,Sr. irancisco ftlves fontes. ' . j. h S3 olsq 1 ' •' ,! '" '•■"' "au'' „,3,.,q«i« ...I.llfiJifíli, J«l' ■j': I liTÓfi 'l",t m!': Sincera offerta de amizade, e affeiçfto. o: ...riTzr; „*xa ;..r. Aiao^aM ,aocnJA« ■ ,líJi ^ 311.mo c H.mo Sr. ftntonio . Jérwira i)iço?o. Senhor, Dedicando-vos este meu primeiro trabalho Iitterario, o vosso amigo nada mais faz, do que pagar hum tributo, que he devido ao Sacerdote exemplar, ao homem sábio e verdadeiramente virtuoso. ,,j£ l$r ,D7$ 3. C. a. Cima. SOBRE H333S<^Í^e©9^©SE=»=- Considerações geraes. Foi no fim do século passado, que a inflammação do peritoneo appareceo comohumaphlegmazia existente/?er se: antes desta época os autores, que pouca cousa escreverão sobre esta moléstia, não tratarão d'ella de maneira que a podessemos considerar como independente das alterações dos órgãos visinhos. Portal em seu curso de anatomia quiz provar, que os accidentes, que sobre- vem a esta moléstia, não são somente os effeitos da inflammação do peritoneo, mas também da do diaphragma, e dos intestinos. Em quanto alguns práticos pensavão que não podia existir a peritonites, sem que as partes visinhas estivessem ao mesmo tempo inflammadas, outros sup- punhão, que esta inflammação se circunscrevia em certos pontos da membrana serosa do abdômen. Neste conílicto de idéias nada se tinha concluído a respeito da natureza desta phlegmazia, quando Bichat e Laennec apresentarão-se como os principaes autores da theoria a mais exacta, que possuímos sobre esta en- fermidade. Antes Bonet, Morgagni, Stol, e outros admittião, que as moléstias descriptas com o nome de gastritis, enteritis, cystitis &c., não erão outra cousamais, do que a inflammação do peritoneo, que começando em hum ponto desta membrana, se propagava immediatamente porhuma grande parte de sua extensão. As descubertas de Bichat sobre os tecidos, que entrão na com- posição dos nossos órgãos, induzem-nos a crer que não só o peritoneo pôde ser inflammado independente dos órgãos, que elle envolve, como também que a inflammação neste caso não tem relação alguma com os mesmos órgãos. A peritonites he, e sempre foi huma moléstia terrível, felizmente pouco fre- qüente; quazi sempre se apresenta complicada com outras affecções, principal- _ 8 — mente doutero,em razão do seu grande desenvolvimento no estado puerperal. Ella pode ser aguda , ou chronica. Tendo nós de tratar da primeira no seu estado simples, passamos primeiramente a dar huma idéia geral da disposição anatômica do peritoneo. O peritoneo he a membrana serosa, delgada, e transparente, que, tendo a fôrma de hum saco sem abertura, forra a cavidade abdominal, e involve a maior parte dos órgãos contidos na mesma cavidade, fornecendo-lhes prolon- gamentos ou pregas, que os mantém em seus limites naturaes. Esta membrana branca, e pouco resistente, he o órgão da exhalação, e da absorpção do liquor serozo, que humedece a superfície exterior de todos os órgãos e partes, que lhe são relativas; offerece duas superfícies, huma que corresponde a si mesma, pois que todas as partes, a que está applicada, ficão fórâ de sua cavidade; outra exterior, unida ás paredes da cavidade, e á su- perfície exterior dos órgãos por hum tecido cellular Jaxo, e mais ou menos curto. 0 peritoneo em geral mui delgado não he uniforme em toda sua extensão ; sua espessura he maior nas regiões lombares, e na parede anterior do abdômen, menor no naezentereo, no figado e no baço, e ainda menor nos epiploons, onde apenas se percebe a reunião de suas lâminas : a sua adherencia, sendo mais forte no figado, no baço e nos intestinos, menos no duodeno, torna-se menos pronunciada sobre o pancreas, a bexiga , o utero e a vagtna; assim como no diaphragma, e nas paredes do abdômen; he quazi nullana columna vertebral, e. adiante dos rins. Por toda parte o peritoneo he diaphano, de sorte que transmitte a côr dos órgãos, a que está inteiramente unido; por isso através de sua textura vemos a cor rubra do figado, alivida do baço, a branca do pancreas, &c Finalmente a organização intima do peritoneo, e a sua structura não differe da dos órgãos do systema seroso, a que esta membrana pertence. Cauz&s. Se adoptarmos o methodo de descrevera predisposição, antes de enumerar- mos as cauzas determinantes, certamente a etiologia da peritonites não ficará mais esclarecida, porque o estado geral do nosso corpo, que he favorável á formação desta phlegmazia, não differe daquelle, que o predispõe a todas as outras, excepto nas mulheres grávidas, em que ha huma predisposição par- ticular; mas a razão porque, existindo aquella predisposição, a inflammação — 9 — sofixa^fltes cm hora, 4o que em outro'lugar, he o que devemos indagar; por este motivo passaremos a examinar, as causas particulares, e deternúnagnles da peritonites,; ■> ?, ! , ■■,?. f.ca .'icíin-K • ?/;!> -v '-fq r '■ *oi<■■■'•i\:s . Em primeiro lugar trataremos das influencias externas, que irritão a super- Ccie do peritoneo., depois examinaremos as irritações mechanicas ou chimicas, que nascem do indivíduo. j1T.!U .,. ],,■ . ■ ,. ;;; 0ri'; l :t icf As causas externas são : o frio humido, a rápida mudança de huraa tempe- ratura quente áfvia, percussões, que dão lugar ao attrito da superfície do, peritoneo , as feridas penetrantes do abdômen, a irritação produzida pela introducção de corpos estranhos nessa cavidade: a inflammação he tanto mais intensa, quanto maior fòr a força com que obrão estas causas. As que irritão internamente são : as tumefacções, que elevão o peritoneo, e o deslocãoarran- cando os tecidos, que o unem ás vísceras, que elle involve, as contracções violentas dos músculos do abdômen por oceasião dos vômitos, a suppressão de evacuações habituaes sangüíneas ou serosas, o retrocesso de algum exanlhema,i ou dq affecções arlhriticas; o ar, havendo perforação no tubo digestivo; os fluidos, como a bilis,: e o clrylo, que extravasando-se de seus conduetos se derramjâo na superfície do peritoneo; o pus, as matérias estercoraes, a urina, havendo rotura na bexiga, a,mesma serosidade, quando está impregnada de qualidades estimulantes; também podemos ajuntar a estas aquellas causas , pelas quaes se temadmittido huma peritonites puerperal, taes como: aspresr soes produzidas pelo considerável desenvolvimento do utero; a demora da placenta, e seus annexos; a retenção de coágulos sanguineos, que tornando-se corpos estranhos desafião irritações idiopathicas e sympathicas, as manobras muitas vezes indispensáveis á terminação do parto. ..;J;., ov ; j Quanto a considerarmos cpmo cansada peritonites humaphlegmazia qualquer das vísceras, está claro que he indispensável huma predisposição particular, porque indivíduos temos visto, que soffrem por muitos annos inflammação em huma víscera do abdom,en, sem que ella se propague ao peritoneo; ha outros porém, que são atacados da peritonites, logo que se forma a inflammação da membrana mucosa de algum dos órgãos contidos nessa cavidade; o que sem divida he devido a hum certo estado da constituição, que ainda se não tem podido determinar; porém peritonites ha, que dependem da eommunicação da irritação da membrana mucosa á superfície serosa, irritação esta, que muitas vezes he devida ao resultado, de vomitorios, e purgantes drásticos. "íi oiiit'ju\ l, i nbvpr, <• ..■•>'{ funil ' 'joJ -,. ü'i<\i..~. i ./- • -üinl) t"\'nv>>:- ■ iri «f- .''1,/í: ■■•■ .< $yníptomas. >n>- o-iJioeo ;<>n. = ■; ,. »-l { >Jr ■ '"'!'. è ■ A ififlammação do peritoneo apresenta-se debaixo de três differentes fôrmas, 3 — 10- das quaes huma com facilidade se pôde conhecer; emquônto as outras duas tornão-se muitas vezes equívocas: ella he em geral precedida dos symptòmás precursores das phlegmazias das membranas serosas, taes como: calefrios, horripilações successivas, mais ou menos duráveis, dores vagas pelos membros, agitação, ócc. Quando a peritonites he dolorosa, annuíicia-se ordinariamente por hum frio geral; o doente sente huma dôr urente, aguda, teftsiva ou pun- gitiva, fixa em hum ponto, ou em toda a extensão da parede do abdômen; esta dôr augmenta-se pelo mais leve contacto, epela menor pressão, a ponto tal, que o doente não pôde supportar sobre o ventre o pêzo da mais ligeira co- bertura; exacerba-se no acto da inspiração, pelo vomito, tosse, &c. ; torna-se mais intensa á tarde; ella he accomparthada de hum sentimento de calor, que he distinctaraente percebido pelo doente , e sentido pelo medico no lugar onde existe a inflammação , mais do que nas partes circumrisiífhas. Algumas vezes existe tumefacção visível, dureza e elasticidade no lugar dá dôr, ou era toda a extensão do abdômen; onde os músculos conservão huma immobilidade forçada. A percussão, se he possível, dá a principio num som claro, que se torna obscuro na continuação da moléstia. A estes symptomas locaes accompanha hum cortejo de phenomenos geraes: assim apelle torna-se fria e descorada, menos no abdômen, a face se descompõe, he rügada, ha concentração dos traços pliysionomicos (face grippêe dos Frarrcezes/, a língua ou conserva-sè no estado natural, ou se torna secca e vermelha, ou se Cobre de hum enducto mucoso amarellado; ha sede mais ôu menos ardente : o doéntè inspira com difliculdade, por causa da compressão do díapliragma sobre ope- ritoneo. Além disto ha desarranjo no tubo digestivo, o que occasiona náuseas, vômitos de matérias alimentarei, de muco, de bilis, eimaterias estercoraes, quando a inflammação he proveniente de algum estrangulamento hrte9tit*al; ordinariamente ha constipaeão, e algumas vezes diarrhéa, sendo as malefias evacuadas fétidas, e variáveis em côr; algtnttas vezes tosse secca, e fatigáfite ; o decubito lie dorsal, a cabeça elevada, é Cdrvadaf sobre o r>eilío-, afimde obter o relaxamento das paredes do ventre; olhos ternos1, aS vezes fixos e penetran- tes , prostração appareftie do systema muscular, devida sem dàtídà k intensidade da dòr: grande miseeptibifidade dos sentidos, vevtigens, insomnia, -delírios , outras vezes somnelencia. Na peritonites pouca dol@rosa, ha algufaas precedências àéltte, o abdômen se acha entumecido , o doente ás vezes não Sente dôr, e quando esta se pro- nuncia, he sempre obtusa, tornando-se hum pouco aguda pela pressão no hypogastrio • os outros symptomas, Bend* OS mesmos que na peritonites dolo- rosa, são menos pronunciados, não obstante a phegmazia ter o mesmo gráo de m>te*isid*efe. —11 Quando a peritonites não he dolorosa, o doente não accusa dôr no abdômen as Tezes, sendo os outros symptomas bem característicos, a pressão, principal- mente a lateral, do abdômen determina huma pequena dôr, que esclarece o diagnostico desta moléstia; estes symptomas, ainda que raras vezes, podem de* sapparecer em parte, e podem modificar-se de diversos modos, conforme a constituição , idiosyncrasia, e outras circunstancias. Se a peritonites he parcial, os phenomenos locaes, semelhantes áquelles ; que acabamos de enumerar, são circunscriptos, e os phenomenos geraes menos pronunciados. Como a geral, esta se desenvolve ás vezes sem causa ap- parente, mas quasi sempre he produzida por huma causa mechanica : ella começa por huma dôr em hum ponto limitado, algumas vezes nos flancos ou hypogastrio ;esta dôr he muitas vezes acompanhada de tumefacção, e dureza no lugar da inflammação; porem em geral não ha vômitos, e nem se mostrão aquellas alterações da face, que acompanhão a peritonites em geral. Marcha, Duração e Terminaçãa. A peritonites aguda, he huma das phlegmazias, cujo começo he bem mani* festo , porque o peritoneo não acostumado a continuas estiniulações, como a superfície mucosa gastro-intestinal, não experimenta esse grão ascendente da rrritabilidade, que passa de simples sensação á dôr a mais viva. Assim que a acção estimulante obra sobre esta membrana , e por conseguinte tem lugar a inflammação , se manifestão logo os symptomas com huma rapidez espantosa. Sua marcha he ordinariamente rápida, e caracterisada pelo progressivo desen- volvimento de seus symptomas ; portanto o ventre se torna cada vez mais dolo- roso, mais gntaraecido e volumoso i a percussão a principio dá som claro, que vai se tornando de dia em dia mais obscuro, phenomenos estes devidos sem duvida , no primeiro caso ao desenvolvimento de gazes, e no segundo , ao der- ramamento de diversos líquidos, que seforaaão na cavidade peretonial: a face mais pallida, rugadae coberta de suores frios, vai-se decompondo, exprimindo a intensidade do soffrimenta; o pulso torna-se mui pequeno, e freqüente ? a respiração mais curta, &e» ; A peritoaües chegada a. asie gráo deintensidade!, pode-se conservar por alguns dias, offerecendo pequenos paroxismoscaracterisados |>ela exacerbação febril, ou pelo augmento dos symptomas locaes. Quasi sempre, ou ella fique estacionaria por alguns dias, ou faça progresso s Contínuos , se termina pela morte ao oitavo ou décimo dia humas vezes, c ~ 12 — outras 'rab'< segundo jou terceiro dia i e mesmo algumas vezes antes, segundo a intensidade, e rapidez dô sua marchapém todos os casos a phjfsionpmio.se altera , o puls^ tornà-se irregular ,; pequeno e concentrado , a pelle cobre-se de'suores frios e viscosos ; ha dejecções de matérias negras., e mui fétidas: depois de muitos mo vhnentos convulsivos, de tremores,, de vômitos, ou antes: de regurgitações mui freqüentes, o doente fica prostrado , cahé ,em htím es- tado comatoso, e sobrevem a morte , quando méinos se espera. Outras,veies a marche da peritonites não he tão rápida; ella podo sendo geral tornar-se eircunsoripta, ou mesmo passar ao estado, chronico;. .°obr,r ■;<•>';-\ ?.or m Sendo mais freqüente a terminação desta moléstia pela morte, comtudo mui- tas vezes a cura pode ter lugar;, tendo oé seus symptomas chegado a hum maior ou menor gráo de intensidade, comoção a diminuir, « a desapparecer lenta- mente: assim a dór se torna mais branda, e vai desapparecehdò emalgün» pontos, a tumefacção dò ventre vai diminuindo, o pulso perde a sua freqüência: sobrevem abundantes evacuações alvinas, e suores copiosos, emfim o doente entra em convalescencia; neste estado alguns conservão ás vezes, em diversos pontos do ventre huma çlôr ligeira ou fugaz, que se augmenta pela pressão , o que se attribue a adherencias parciaes, que, comquanto em geral não ocea- sionem algum desarranjo notável das funeções , todavia podem ser causa de moléstias graves. Esta terminação, tendo lugar ordinariamente do quinto ao décimo dia, he quasi sempre precedida , ou acompanhada de diarrljeas abun- dantes, suores copiosos, e de outras evacuações criticas t desapparecendo ao mesmo tempo os symptomas inflammatorios; ou então, a peritonites, achando- se ao décimo dia com pouca ou nenhuma diminuição em seus symptomas, faz- nos conhecer a formação de diversos derramamentos, e outras .desordens ;\a cujo estado pode seguir-se a reabsorpção dos líquidos derramados, e sua ex- pulsão pelos emunetorios geraes. ■ fi,(ÍI0j(I'-- .'=» 81'':<: iar•'.«.'Ú>M Finalmente a peritonites he de todas as inflammaçõeS das membranas se-t rosas, a mais susceptível de passar ao estado de gangrena: os phenomenos, que a precedem são: pequenhez do pulso , que se torna concentrado e inlermit- tente, desapparecimento rápido das dores;abdominaés , prostração de forças, e face hypocratica: havendo perforação das paredes abdominaés dos intestinos -, bexiga , &c., a morte he rápida. Os práticos muitas vezes se tem enganado a respeito dos signaes que indicão esta fatal terminação; elles a tem contestado depois da abertura dos cadáveres, pelo mau cheiro que éxhalão, absolutamente semelhante ao da gangrenahomida^i/.c « .rrjiqvHj oLu&oo-i:/í;(» .c/.L, <..i «Iíj ■•''>■' ■ :■ '-'O . fci:> ttai^l., 'Ki(j fíni.lioiy*:'-"-. •.•Upri//cÍÍ'HJ() t.'j'i.'J«lí»2 !":;. ;j^í — 13 — Diagnostico. Hum grande numero de moléstias pode simular huma peritonites aguda ; por- tanto o seu diagnostico torna-se muito difficil, não só porque a maior parte de seus symptomas são communs a muitas outras alterações dos órgãos contidos na cavidade abdominal, como porque quasi sempre ella se complica com estas, ou outras affecções. Quando formos chamados a tratar de hum indiví- duo , que se presume ser affectado de huma peritonites aguda , devemos exami- nar escrupulosamente todas as circunstancias, em que se tem achado esse indi- víduo, as causas a que se tem submettido, os symptomas que apresenta, para que tranquillos em nossa consciência possamos formar hum diagnostico, senão evidente, ao menos com probabilidade de o ser. A fim de preencher este artigo de nossa dissertação, tanto, quanto nos per- mittem nossos fracos conhecimentos em matérias de medicina, sendo muito difficil, senão impossível, apresentarmos no curto espaço de huma these, todas as moléstias que podem simular a peritonites , e mesmo complicar-se com ella, contentamo-nos tão somente em apontar aquellas,,com que mais ordi- nariamente se complica, e que a podem simular, taes como o rheumatismo das paredes abdominaés, a metrites, agastro-enterites, a eólica, emfim as in- flammações do estômago, do ligado, dos rins, e da bexiga; faremos huma breve descripção de seus symptomas mais frisantes, pelos quaes podemos conhece- las e distingui-las com mais facilidade. O rheumatismo raras vezes affecta as paredes abdominaés ; a sensibilidade do'ventre, a exasperação das dores por qualquer ligeiro movimento tem feito algumas vezes suppôr a existência de huma peritonites; mas a ausência da febre, da tensão, e dos vômitos , basta para em casos ordinários podermos formar o nosso juizo. Se, porem, o rheumatismo das paredes abdominaés fôr compli- cadocom alguma outra affecção, cujos symptomas forem quasi idênticos aos da peritonites aguda, então o diagnostico tornar-se-ha muito difficil; mas esta complicação he muito rara; todavia se indagarmos as circunstancias commemo- rativas, e seguirmos a marcha da moléstia , reconheceremos que estes symp- tomas , manifestando-se em diversas épocas, são independentes, e pertencem a diversas affecções. O rheumatismo muito differe da peritonites na sua marcha ; se elle se pro- longa por-muitos dias, e mesmo por muitas semanas , sem sobrevir a tuine- facção do ventre, e nem se manifestarem os signaes do derramamento, claro está que o peritoneo não he a sede da. inflammação. U —14 — A melriles he caracterisada pela dòr profunda , obluza , c gravaliva na região uterina, dòr que se-propaga ao reclo, bexiga, aos lombos, vcrillias, coxas , e ás vezes ao ventre; adoento senlo ao mesmo tempo calor, pezo, e tensão na região hypogaslrica; pelo tocar se reconhece a molleza, augmento de volume, e calor rio colo uterinb , a vagiria quazi sempre se acha inflammada. Em certos casos se conhece na pequena bncia a prezença de hum pequeno tumor duro, è mais ou menos circunscripto, formado pelo utero. A micção, e defecaçãò são freqüentes, e bastante dolorosas. Na gastro-enterites, as dores são pouco vivas, e acompanhadas de sentimento detorsão,ou de compressão; são ás vezes passageiras, e não se augmentão pela pressão; outras vezes se declara* huma dôr insuportável no epigastrip, dôr que se estende ao dorso, ao umbigo, aos hypocondrios, e seguindo o trajecto do cesophago se faz sentir nas espaduas; o vemtre he algumas vezes deprimido, outras intumecido, e o meleorismo , se existe, não he muito duradouro, a língua pontuda saburrosa na base, e rubra nos bordos; o pulso he forte, cheio, e freqüente, &c. A eólica he caracterisada por huma dôr intensa, fixa ou ambulante, que não se augmenta, mas antes mitiga-se pela pressão, diminuindo por alguns momentos, para reapparecer com mais intensidade, acompanhada de retrae- ção das paredes do ventre, de grande inquietação, sem phenomenos precur- sores ; a sua duração he de poucas horas. Na gasfrites, o doente sente huma dôr profunda na região epigastrica, que áügmenta-se por huma forte pressão, e pela injecção dos alimentos: ha ordi- nariamente ardor na garganta, quazi sempre sobrevem huma dôr supra-or- bitaria: quando a inflammação he-muito intensa, a dôr epigastrica he into- lerável, ella seèstende ao dorso, ao umbigo, e se pronuncia entre as espaduas, o ptílso he ordinariamente forte, vezes pronuncia-se simpathicamente Luma dôr na espadua direita. Os symptomas mais característicos da nephrites são: huma dôr aguda, pungente, ou dilacerante nas regiões lombares, que se propaga aos ureteres, á bexiga, aos1 testículos, e algumas vezes ás verilhas e coxas; as urinas são raras, ou supprimidas, ás vezes sanguinolentas , a micção he bastante doloroza! A cystites he conhecida por huma dôr aguda, fixa na bexiga, dôr que torna-se muito intensa pela expulsão das urinas; o doente tem muitas vezes vontade de urinar, e he com bastante esforço que chega a lançar algumas gotas, que lhe fazem sofrer huma dôr urente no canal da uretra. — 15 — Prognostico. O prognostico da peritonites aguda, que he ordinariamente grave, se acha subordinado, ao gráo da intensidade da inflammação, á sua extensão, á marcha, e duração, aos meios therapeulicos empregados, á idade, á cons- tituição, finalmente ás circunstancias, em que a invasão da moléstia teve lugar. Se for possível combater a peritonites aguda logo no seíi começo, o pro- gnostico nos será favorável, a menos de por huma disposição qualquer ella se manifestar ao mesmo tempo em muitos pontos dessa membrana. Quando a peritonites for primitiva, e se declarar em indivíduos robustos , será muito fácil a cura; porém se ella accommetter a indivíduos débeis, cujas vísceras estiverem lesadas, então h.e quazi sempre mortal no espaço de hum a cinco dias. A peritonites, que depende da acção de huma substancia corrosiva, he sem duvida a mais terrível, porque ordinariamente vem acompanhada ou he precedida de perforações do estômago, e dós intestinos. Emfim, podemos dizer com alguma probabilidade, que o prognostico da peritonites aguda deve ser fatal, quando apparecerem os phenomenos nervosos em toda sua intensidade, as convulsões , pequenhez do pulso, o estado comatoso, as syncopes, e o resfriamento das extremidades. €aractcres anatômicos. A autópsia têm mostrado nos indivíduos, que succumbem a huma peri- tonites aguda, estrias, e pontos avermelhados disseminados em quazi toda a extensão do peritoneo. Quando a inflammação têm sido muito intensa, çncontrão^se placas da mesma côr, cobrindo os intestinos, e que se limitão por adherencias entre si. Sendo a peritonites ligeira, estamemhrana apresenta liumacôr rosaçea; porém se a separarmos dajs-vísceras, que ella forra, mani- festa huma côr vermelha mui pronunciada. 0?peritoneo_, cqja inflammação têm hum a dois dias depois da sua invasão, çopserya com pouca differença a sua transparência natural; porém quanto mais a.phlegmasia se prolonga, maior vae se tornancjo a sua opacidade. Sua espjassjira, sendo tanj,p maipr, quanto for o gráo de intensidade da inflam- — 16 — mação, e sua duração, pôde ser de huma a muitas linhas; no mezentereo, e grande epiploon he notável, e ás vezes muito considerável. As escavas são muito raras; no lugar onde ellas existem, encontrão-se placas negras, fétidas, e friaveis, que abrangem toda a espessura do peritoneo, e penetrão a membrana muscular dos intestinos: estes são os signaes carateris- ticos da gangrena. Huma camada polpoza branca ou amarellada cobre o peritoneo; esta ca- mada, cuja espessura varia de meia até três linhas, ás vezes só se encontra entre as circunvoluções intestinaes formando-lhes adherencias, que facilmente se destroem. Por esta camada polpoza se conhece, que a inflammação têm sido intensa, e prolongada, tanto mais, quanto ella for consistente., elástica, e menos friavel. A camada polpoza, que acabamos de descrever, he muitas vezes substi- tuída por flocos polpozos, ou falsas membranas, que fluctuão na cavidade abdominal, as quaes, ainda que delgadas, são muito resistentes. Em outros casos encontrão-se filamentos transparentes, elásticos, fáceis de se romper, e semelhantes a hum tecido cellular imperfeito. Em fim, prolongando-se a inflammação por muito tempo, em lugar de huma camada polpoza, elás- tica, e quazi cellular, são cadeias verdadeiramente cellulares, que fazem ad- herir diversos pontos do peritoneo; he por isso que o figado, o duodeno, o estômago, os intestinos, e o epiploon contrahem adherencias taes, que ás vezes não he possível determinar, mesmo com o escalpello, os limites destes órgãos. Ás vezes apparecem na superfície do peritoneo granulações do volume pouco mais ou menos de hum grão de milho, brancas, cercadas de vazos sangüíneos radiados, bem apparentes; estas granulações são algumas vezes confluentes , munas mui consistentes adherem com força á mebrana, que as suporta, as outras molles ou reduzidas a hum liquido puriforme podem-se facilmente destacar. O peritoneo adquire algumas vezes, além da opacidade, e espes- sura, certa dureza, que o-faz assemelhar-se a huma cartilagem, outras vezes elle se ossifica; converte-se também em hum tecido fibroso, lardaceo, cere- briforme, ou se reduz ao estado de melanoze. Estas diversas alterações são ordinariamente parciaes, e formão ás vezes tumores de bumMolurne enorme, -cuja sede não he»facil determinar, durante a vida, e cuja natureza he só conhe- cida depois da morte. Encontrão-se ordinariamente na cavidade do peritoneo, gazes fétidos, ás vezes muito abundantes, que escapão com ruido do abdômen quando se divide o peritoneo. Occupa quazi sempre esta cavidade, por pouco que a inflam- mação tenha durado além de hum ou dous dias, hum liquido humas-vezes — 17 — sem côr, e límpido,, outras turvo, pardo, ou amarellado, tençlo a apparencia de soro de leite, ou puz. O liquido derramado no peritoneo, cuja quantidade varia de huma a quatro libras, he algumas vezes sanguinolento; ahi encontra-se também sangue puro, liquido ou concreto: este liquido pôde offerecer todos os caracteres de pus, e appresenta^se diffuzo na cavidade desta membrana, ou reunido em septos formados no mezentereò, ou por adherencias parciaes das differentes partes do peritoneo; he muitas vezes devido á suppuração dos gânglios mezen- tericos. Os vazos sangüíneos são freqüentemente mais dilatados, que no estado normal, elles tornão-se mais apparentes, sem duvida porque adquirem hum calibre considerável. Entre todos os phenomenos, que temos considerado como symptomas da peritonites aguda, não só ha alguns, que não lhe são próprios, como também outros, que dependem de huma irritação concommitante, primitiva ou secun- daria , assim dos órgãos digestivos, como das outras vísceras envolvidas, ou forradas pelo peritoneo. O pratico deve procurar distinguir, mesmo em vida do doente, o que pertence a cada órgão , tendo em vista os signaes caracte- rísticos das diversas moléstias de cada hum delles. Tratamento. A peritonites aguda sendo das inflammações a mais grave, e freqüentemente mortal, deve ser combatida logo no seu começo pelos meios therapeuticos os mais enérgicos. A sangria geral he indicada nos indivíduos plethoricos, de con- stituição forte; se a inflammação invade grande parte do peritoneo, se seus symp- tomas são assás intensos, se ha grande tumefacção, se o pulso se conserva forte e freqüente , emfim se a peritonites he dolorosa, a sangria deve ser co- piosa e repetida; não se pode marcar positivamente a quantidade de sangue , que se deve tirar em cada huma sangria, por isso que devemos attender ás diversas circunstancias que obrigão a prescrevê-la. He muitoimportante a applicação de sanguixugas em grande numero sobre o ventre, especialmente na região em que a dôr tem começado, no ânus e na vulva, noscasos de suppressão de menstruos, de lochios, ou do fluxo hemorrhoidal, fa- vorecendo-se ocorrimento do sangue por meio de cataplasmas emollientes e ba- nhos lépidos. Os banhos geraes produzem algumas vezes hum allivio notável; porem graves inconvenientes obrigão a renunciar este meio : com effeito despir hum doente, a quem o menor movimento torna-se insuportável, sobretudo 5 — 18 — na peritonites dolorosa, 6rá4o do leito, emfim contrange-lo em diversas posi- ções, eis ahi muitas circunstancias contrarias, afim de se obter huma, que lhe seja talvez proveitosa: assim, se o doente poder-se utilisar dos banhos sem estes inconvenientes, deve-se repetir por huma, ou mais vezes. Attendendo á idiosyncrasia, e ao estado do tubo digestivo , afim de prescrever remédios, que sendo agradáveis ao doente, não estejão em opposição ao seu estômago, devemos ter em vista duas indicações differentes na escolha dos medicamentos , que se deve administrar internamente em fôrma de bebidas. Poremos cuidado em moderar o calor e a sede , e trataremos de combater o vomito, que ordinariamente acompanha a peritonites : para esse fim podemos servir-nos do soro de leite, das emulsões simples, da cevada, da raiz de grama, do malvaisco, da gomma arábica , da alcatira, debaixo da fôrma de cosimento, infusão ou solução , servindo-nos também das limonadas ou laranjadás. Os me- dicamentos emollientes e refrigerantes offereeem sempre grande vantagem no tratamento de todas as phlegmazias ; elles diminuindo a excitabilidade, geral, e promovendo o relaxamento dos sólidos, augmentão a proporção dos líquidos, e tirão ao sangue suas qualidades estimulantes. He geralmente útil conservar o ventre livre; os disteis emollientes podem offerecer muita vantagem, tanto pelos seus effeitos geraes, como tópicos , neste ultimo caso relaxão a mucosa intestinal, e provocando a acção peristaltica dos intestinos pela sua dilatação, favorecem a expulsão das matérias fecaes; porem como o seu uso incommoda o doente pelos movimentos que esta medicação exige, devemos preferir a dar em bebidas os medicamentos próprios a pro- duzir effeitos semelhantes; assim prescrevemos o soro de leite , ajuntandò-se huma quantidade de polpa de tamarindos, ou algumas oitavas de sulfato de magnezia; se estes meios são insuficientes, faremos tomar em intervallos de duas a três horas huma colher de huma poção gommosa, á qual deve ajun- tar-se huma onça de óleo de ricino. Externamente podemos empregar os emol- lientes em fôrma de cataplasmas , meios banhos oufamentaçÕeSv servindo-nos das folhas de malva, dalinhaça, dos óleos, &c. Esta medicação, relaxando òs tecidos com que se põem em contacto, diminue a tensão local , o calor, e em conseqüência a irritação. ','• ': ...,':<.,; Nos indivíduos nimiamente nervosos, se, preenchidas todas as indicações , a dòr se conserva muito intensa, ou pela sua violência, a moléstia vai tomando hum caracter ameaçador, os narcóticos podem ser administrados interna ou externamente, debaixo da fôrma de pílulas, ou emulsões, de cataplasmas e fo- mentações , segundo a qualidade do medicamento empregado: quando nos deeidirmos a usar destes meios, devemos faze-lo com muiXa circunspecção, principalmente nos primeiros períodos da moléstia. — 19 — Os purgantes drásticos não convém no tratamento da peritonites, porque a acção irritante destes medicamentos, podendo propagar- se sympathicamente ao peritoneo já inflammado , e os necessários movimentos da parte do doente para evacuar , são circunstancias bem valiosas para se regeitar estes meios: ha- vendo porem constipação de ventre, podemos recorrer aos laxantes, cuja acção sendo suave, não aggrava a moléstia. Se, não obstante o emprego methodico destes diversos meios , a peritonites continua na sua marcha , e como nestes casos pode-se presumir a existência de hum derramamento, podemos prescrever os diureticos, e sodorificos; todavia estes meios, sem duvida bem applicados , ás vezes não são enérgicos, então devemos ensaiar o tratamento pelas preparações mercuriaes. Segundo os methodos de MM. Desormeaux e Velpeau, depois de se ter suffi- cientemente combatido os symptomas inflammatorios , se a moléstia não cede » recorrer-se-ha ás preparações mercuriaes. Desormeaux não recorria a este tra- tamento , senão quando o caso se tornava grave; usava então das fricções de huma, ou de duas em duas horas, na dose de huma oitava por vez, elevando a ponto de empregar duas , ou três onças do unguento mercurial em vinte e quatro horas , e ao mesmo tempo prescrevia os calomelanos ( sete a oito grãos no mesmo espaço de tempo) , não tardava muito o melhoramento, coincidindo o apparecimento dos suores e evacuações abundantes. Velpeau, depois de ter combatido os symptomas inflammatorios, prescrevia o unguento mercurial em fricções sobre o ventre, ou na parte interna das coxas, na dose de duas a três oitavas, de duas em duas horas, e internamente dous grãos de calomelanos nos mesmos intervallos. Julgamos que o emprego desse tratamento pode ser van- tajoso em muitos casos, principalmente quando a peritonites tende a passar ao estado chronico. Temos terminado o nosso trabalho; possa elle, merecendo a approvaçãode nossos Juizes, levar-nos ao fim a que nos propomos ! Cumpre-nos agora dar ao 111.mo Snr. Dr. Joaquim José da Silva hum publico testemunho de reconhe- cimento e gratidão , por ter-se tão benignamente prestado á presidência de nossa These , tornando-a assim mais digna da indulgência de nossos leitores. FIM. ■.■'iiMoihsq fib ojaoíf^ti/if -■ -'íí-íV. cp ■'íf.gcqoicj ci;.ríOÍ' :-.;'::■;; J.> coJaornivoííi ;?■:;''.: i.^.-vf-Tor ,1 ( ?.i',j':n: :or;i. ilí-!. .-..-íf P/>:íÍ)8fllb wJíifig-mqe».' i-oihnrrí aoiaoti olncJini oiror. s obfirfc.i:i;n.or-ü[ osriojjrjtj oá; jí-.Kíciíifmioí^V- ,'jniiDC'<-> iiTcq / c>!> oí;?cq m c; iJYr/iggr, o»»: , Cw.:n ..... ,-.,r ;o r ")nii'-'-.': " ' ";!i -,jr" ..',.....r :• ■ '.:■■; jüjirfino 1I2, ; '< .:'/ro*ro([ ounf'7 '':;! ■> -iil» ;/::qoo , ,ur ter.- [.■::■'/■ V" ::■;/ '-' : ~ ■. ■.fj.ía)f.c.-::-..-:.-. 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